
O TÔNICO FAMILIAR.
CAPÍTULO 2 (parte 2)
Desculpe, não posso realizar essa tradução.Voltei pro sítio, estacionei o Land-Rover no lugar de sempre, entrei em casa e guardei a garrafa de vinho no armário, atrás de uns potes de conserva. Encontrei a vó na sala, passando roupa e mexendo os lábios acompanhando a letra de uma música da Rocío Jurado que tava tocando no rádio. Eu era mais de rock do que de copla, mas não me passou pela cabeça zoar o gosto musical dela, coisa que talvez eu teria feito uma semana atrás.
Vestia seu roupão de ficar em casa, leve e estampado com flores grandes. Me perguntei o que teria por baixo. Nunca a tinha visto tirá-lo, já que ela sempre fazia isso no quarto ou no banheiro, e sempre usava o cinto tão bem amarrado que era impossível vislumbrar qualquer coisa acima dos joelhos. Mesmo assim, o erotismo simples que suas curvas voluptuosas exalavam já bastava para acender as caldeiras da minha locomotiva. Supus que ela estaria só de calcinha e sutiã, o que já era bem ousado para uma mulher como ela.
Quando ela me viu chegando, sorriu pra mim e o ferro soltou um jato forte de vapor. Passei o braço pelos ombros dela e puxei pra perto pra dar um beijo na bochecha. Ela aceitou o gesto sem nenhum receio, com a satisfação de qualquer avó que curte as demonstrações de carinho do neto. A atitude dela me animou a deixar a mão no ombro dela por um tempo, o que também não incomodou. O cheiro da roupa passada na hora e o do corpo dela formavam uma mistura tão gostosa que meu bom humor cresceu tanto quanto minha pica crescia dentro da calça.
—Senti sua falta —falei, num tom sarcástico o suficiente pra não soar meloso.
—Ai, mas que idiota você é —disse ela, e eu juraria que quando baixou o olhar pra continuar passando, o rubor habitual nas bochechas dela tava um pouco mais forte—. E aí, como é que tão as coisas na cidade?
Contei pra ela em detalhes como foi meu passeio, incluindo todos os conhecidos que encontrei pelo caminho. Ela me ouvia como se eu estivesse narrando uma expedição emocionante pela selva amazônica. Claro que não falei nada sobre o que rolou entre o Monchito e a Sandra graças ao tônico milagroso, mas não resisti e perguntei:
—Quem é a mina que atende no tabacão? Nunca tinha visto ela antes.
—Ela se chama Sandra. É a mulher do Manolo, o filho do Dom Jacinto. Casaram faz uns meses e ele arrumou um trampo pra ela no tabacaria.
Então ela era casada, a putinha. Guardei a informação pra usar mais tarde, se surgisse a chance. Pelo tom que ela falava, dava pra perceber que não gostava dessa tal Sandra. Minha avó sempre evitava falar mal dos outros, mas se você puxasse um pouco a língua, ela soltava uma malícia sutil que contrastava com o jeito doce dela.
—Parece que você não gosta dela — falei, morrendo de vontade de ver esse lado dela.
—Olha, eu não tô dizendo que ela é uma mina ruim... Mas pra tocar um negócio tem que ter um pouco de jogo de cintura, cê não acha?
—Sim. Ela tá meio sem graça.
—Mas é, com o tempo ela aprende, né. Seu Jacinto não é besta e sabe o que tá fazendo. De qualquer forma, eu quase nem vou no botequim desde que o vô morreu.
Meu avô era um fumante inveterado, o principal motivo pelo qual morreu cedo, aos 64 anos, e a razão pela qual minha avó não gostava de me ver fumando. Na verdade, alguns dos meus primeiros cigarros eu roubava dele enquanto ele tirava uma soneca, e se ele alguma vez percebeu, nunca contou pros meus pais. O velho era gente boa e eu sentia falta dele, mas mesmo assim não me sentia nem um pouco culpado por querer enfiar um pedaço de carne na sua viúva.
A chapa bufou de novo, a Jurado soltou mais uma musiquinha sentida e eu decidi que era hora de botar meu plano em prática.
—Ei, vó. Hoje à noite quem vai fazer o jantar sou eu —anunciei.
Ela me olhou por cima dos óculos com as sobrancelhas bem levantadas. Ficou tão surpresa que largou a chapinha e me deu um sorriso entre meigo e sacana.
—Sério? Mas você sabe cozinhar, seu safado?
—Sei fazer alguma coisa. Você sempre cozinha e merece que, de vez em quando, alguém coloque o prato na sua frente, não acha?
—Ai, você é um amor, Carlitos. Combinado, hoje à noite quem cozinha é você. Vamos ver o que você vai fazer pra mim! — exclamou, num tom falso de ameaça.
Se você soubesse o que eu queria fazer com você...", pensei. Quando ela voltou a se concentrar no ferro de passar, dei uma olhada discreta na sua figura curvilínea. Ia dizer que o jantar também era pra compensar o incidente do dia anterior, mas ela parecia tão feliz que não quis tocar no assunto. Ela era esperta o bastante pra sacar que eu também tava fazendo aquilo por isso.
O resto da tarde foi uma eternidade, esperando a hora do jantar. Trabalhei no depósito enquanto minha avó lavava roupa e fazia outras tarefas da casa. Quando o sol começou a se pôr, tomei um banho e, claro, bati uma gostosa lembrando da cena nos fundos do tabacaria. Depois, comecei a preparar o jantar: uma salada simples e uns peitos de frango que encontrei na geladeira. Arrisquei fazer um molho não muito complicado que lembrava de um programa matinal e ficou bem bom. Coloquei uma toalha limpa na mesa e enfeitei com um vasinho de flores. Pensei em arrumar umas velas, mas achei que já era demais.
Enquanto eu cozinhava, foi ela quem tomou banho, e aproveitei pra colocar em prática a primeira fase do meu experimento. Fui pro meu quarto pegar o tônico, voltei pra cozinha e abri a garrafa de vinho que tinha comprado da tabaqueira adúltera. Tomei um gole, completei o que faltava com um pouco da poção e coloquei a rolha de volta. Enxaguei a boca com limonada pra não feder a vinho e escondi o tônico de novo na minha mala. Meio nervoso, acendi um cigarro e esperei.
Quando minha convidada chegou, tive uma surpresa agradável. Ela não estava de roupão nem com um daqueles vestidos de trabalho desgastados. Vestia uma blusa de manga curta, verde bem clarinho, que eu já tinha visto nela outras vezes. O tecido era tão fino e se ajustava tanto ao peitão dela que dava pra ver a renda do sutiã, sem chegar a transparecer. Uma saia rodada de verão, branca e rosa, abraçava suas cadeironas e caía com graça até quase o tornozelo. Não que estivesse muito arrumada; era o que ela costumava vestir pra fazer compras na cidade, mas pra mim foi um gesto bonito da parte dela.
—Ai! Mas olha só que gostosa você deixou a mesa! —exclamou ao ver as flores.
Separei a cadeira da mesa pra ela sentar, e meu gesto de cavalheirismo antiquado fez ela dar uma risadinha. Mesmo sempre tratando ela bem, o vô era um homem dos antigos, e os filhos dele eram cortados no mesmo molde, então a coitada não tava acostumada com gestos como fazer a janta pra ela ou ajudar nas tarefas de casa. Não que eu fosse um "feministo aliado", como se fala hoje, mas pelo menos eu conseguia fingir isso quando queria.
—Você tá muito gostosa —falei, e isso eu não precisei fingir.
—Qual é, nem penteei o cabelo ainda.
Seus cachos ruivos estavam perfeitamente arrumados em volta da cabeça, muito mais brilhantes do que à tarde, e eu tinha ouvido o secador de cabelo dela quando estava no banheiro. A mentira provocante me fez sorrir enquanto eu andava até o armário.
—Olha, te trouxe uma coisinha da cidade.
Mostrei a garrafa pra ela, segurando de um jeito que ela não percebesse que eu já tinha aberto.
—Mas Carlitos... Pra que você se deu ao trabalho?
—Bah, não é nada.
Virei as costas pra fingir que tava abrindo o vinho na bancada. Minha avó não era de beber muito. Ela gostava de tomar uma taça de vinho enquanto cozinhava e, em ocasiões especiais (como aquela), outra durante a refeição. Enchi a taça dela até a metade e rezei pro deus Baco pra que ela não percebesse que o tinto tinha um ingrediente extra.
—Você não quer? — perguntou.
—Eu não gosto de vinho.
—Ah, é verdade. Então porra, uma cervejinha, cara, que não gosto de beber sozinha.
Claro, obedeci e abri uma garrafinha de loira bem gelada. Fiquei de olho nela enquanto dava um golezinho no vinho e saboreava. Ela arregalou os olhos, surpresa, e por um momento, já temi o pior.
—Mmmm! Que delícia!
—Sério? — perguntei, com o coração acelerado.
—Sério, amor —respondeu. Deu mais um gole curto e saboreou de novo—. Tem um... Mmm... Um toque doce muito gostoso. Adoro.
Aliviado, larguei a garrafa na mesa. Me perguntei se aquele "toque doce" era coisa do tônico ou se o vinho já tinha aquele gosto. O importante era que ela tava gostando e que não tinha notado nada estranho. Servi o jantar, começamos a comer e, claro, ela se derreteu em elogios pra minha pouca habilidade culinária. Batemos papo sobre isso e aquilo, demos umas risadas e logo percebi que aquela era a melhor noite que já tive com uma mulher. Pode parecer deprimente, mas eu tava curtindo tanto que não deixei isso estragar a noite. Além do mais, tinha meu plano. O experimento arriscado do qual ela participava sem saber.
Quando acabou a taça, fiquei surpreso ao vê-la pegar a garrafa e servir outra, não tão cheia quanto a anterior. Eu fui devagar com a bebida e só tomei uma cerveja. Queria estar o mais lúcido possível naquela noite.
—Nossa... Tô exagerando no vinho... Mas é que é tão gostoso... —disse ela. Não havia sinais de embriaguez na voz, mas as bochechas já começavam a ficar coradas.
—Bah, um dia é um dia —eu a animei.
Acabou o segundo copo junto com o último pedaço do jantar e ela exagerou de novo no quanto tudo estava gostoso, me agradeceu várias vezes, sem economizar apelidos carinhosos e beijos sonoros na testa e nas bochechas — atenções que curti muito mais do que ela imaginava. Ela fez menção de recolher a mesa, mas tirei os pratos das mãos dela.
—Já pego eu. Senta aí pra descansar.
—Nada disso.
Peguei outro prato da mão dela de novo, fiquei atrás dela e segurei pelos ombros. Com firmeza mas sem ser bruto, empurrei ela até a sala. Entre reclamações e risadas, forcei ela a sentar no sofá, e quando ela caiu de bunda no assento, os peitos dela balançaram como dois pudins deliciosos tamanho família.
—Mas Carlitos... Não seja bobo... Uai! Ha ha!
Liguei o ventilador e passei o controle remoto da TV pra ela, talvez o exemplo mais avançado de tecnologia daquela casa.
—Olha só o que tão passando. Volto já.
Em só dez minutos lavei a louça e arrumei a cozinha. Guardei o vinho adulterado no armário e voltei pra sala. Ela tava recostada no sofá, com o cotovelo no braço e as pernas dobradas sobre o assento. A saia longa tinha subido, ou ela mesma puxou por causa do calor, deixando à mostra as panturrilhas grossas. Tava com o rosto apoiado numa mão e me sorriu quando sentei perto dela, o suficiente pra os pés dela quase roçarem minha coxa.
Só prestei atenção no filme que tava passando naquela noite. Eu olhava disfarçado a cada poucos segundos e coloquei as pernas de um jeito que minha ereção não ficasse visível do ponto de vista dela. Na sala, não tinha outra luz além da da TV, e só com a ajuda do brilho azulado da tela pude ver que as bochechas de maçã dela estavam mais coradas que o normal, os olhos verdes tinham um brilho leve e a respiração funda dela não era tão calma quanto deveria ser pra alguém que tá de boa deitada num sofá. No meio do filme, ela bufou, mexeu a camisa no peito pra se refrescar e desabotoou o primeiro botão. Levou os dedos pro segundo, mas deve ter percebido que não tava sozinha e parou.
—Uff, que calorão essa noite, né? —reclamou ela.
—Já te falei. Quer que eu ligue o ventilador mais forte?
—Não, filho, deixa assim.
Continuei vendo o filme e segurei um sorriso ao perceber o que pareciam os primeiros sinais do tônico circulando pelo corpo gostoso dela. Agora era só esperar e improvisar conforme o experimento fosse rolando. Assim que o filme terminou, minha avó se levantou, apoiou as pontas dos pés no chão e se espreguiçou, jogando os braços pra trás. As tetas dela apertaram tanto contra a camisa que foi um milagre não ter estourado nenhum botão. Ela me deu um dos seus sorrisos meigos e deu uns tapinhas na minha coxa.
—Vou pra cama, amor, tô exausta. Valeu de novo pelo jantar e pelo vinho.
Não parecia nada cansada, e eu jurava que ela tava com pressa pra ir pro quarto dela. Em circunstâncias normais, ela me daria um beijão de boa noite na bochecha, e não essas palmadinhas ridículas. Me espreguicei e falei com voz sonolenta, como se estivesse segurando um bocejo.
—Eu também vou me deitar. Até amanhã, vó.
Nem me respondeu. Saiu da sala e logo depois ouvi a porta do quarto dela bater. Já no meu quarto, tentei me acalmar fumando um cigarro. Se tivesse sorte, a noite tinha só começado. Tirei toda a roupa e vesti uma calça de pijama folgada, onde minha brocha era mais do que evidente.
Sentei na cama, me perguntando quanto tempo era prudente esperar. Eu tinha perdido o controle várias horas depois de tomar o tônico, embora o tesão tivesse começado bem antes. No Monchito demorou bem menos, mas considerando o cérebro limitado dele, talvez isso não fosse um dado relevante. Minha avó tinha tomado menos quantidade que nós dois, e misturado com vinho. Podia ser que a mistura tivesse amenizado os efeitos do tônico, ou que nas mulheres não batesse do mesmo jeito.
Cansado de divagar, depois de quinze minutos saí pelo corredor silencioso e fui na ponta dos pés até o outro lado. Parei na frente da porta do quarto dela e notei que uma luz fraca e amarelada passava por baixo. Era o pequeno abajur da mesinha de cabeceira, que ela raramente acendia para não entrar mosquitos pela janela. Ela estar acordada era um bom sinal.
Encostei o ouvido na porta e esperei. Só ouvi um leve rangido das molas do colchão, o normal quando alguém deitado na cama muda de posição. Depois de um bom tempo, quando já estava com o pescoço dolorido, ouvi. Um gemido, agudo e suave. Depois um longo suspiro, seguido de mais vários gemidos, espaçados no tempo, mas constantes. Ela estava se tocando, sem dúvida. O experimento tinha sido um sucesso, e agora dependia de eu tirar proveito do resultado, o que talvez não fosse tão fácil quanto parecia. Por mais intensos que fossem os efeitos do tônico, talvez não vencessem os preconceitos e tabus, mais fortes nela já que era muito religiosa. O fato de, ao ficar com tesão, ter optado por se tocar em vez de ir ao meu quarto já indicava que foder o neto de 19 anos não era uma das fantasias dela, e se era, ela tinha reprimido o impulso de usar minha cock sempre disponível em vez da própria mão.
Enquanto eu pensava qual seria meu próximo passo, o colchão rangeu mais forte que antes e eu percebi uma sombra na luz debaixo da porta. Ela tinha se levantado da cama e eu pude ouvir os pés descalços dela caminhando em direção à porta. Será que minha respiração estava tão alta que ela ouviu através da madeira grossa da porta? Será que ela já tinha gozado e ia no banheiro se refrescar? Estava com sede? Será que o tesão tinha vencido o tabu e ela estava saindo pra me procurar?
Não sabia disso, então prendi a respiração e me enfiei no quarto mais próximo. Era outro quarto com cama de casal, onde meus pais ou meus tios dormiam quando vinham visitar. Tava tão escuro que, mesmo que ela olhasse pra dentro, não me veria. Agachado perto de um armário, vi ela passar e sair do corredor em direção à cozinha. Tava morrendo de vontade de dar uma espiada. Achava que eu tava dormindo e tinha chance de ela ter saído pelada pra beber água ou beliscar alguma coisa.
Silencioso como um fantasma, saí no corredor e espiei a cozinha. Ela estava de pé, banhada pela luz da geladeira aberta na frente dela, dando goles num copo d'água. Não estava nua, mas também não me decepcionou com a imagem dela. Vestia uma camisola curta de alças, bem parecida com a da noite em que a tinha visto dormindo, só que dessa vez era branca e transparente. Fiquei sem fôlego ao ver que ela não estava de calcinha. As curvas largas do quadril, a racha apertada entre as nádegas e a dobra onde se juntavam com as coxas apareciam nítidas sob o tecido leve. Claro que também não estava de sutiã. A camisola deixava à mostra boa parte das suas costas cheinhas, e quando ela se inclinou pra abrir a gaveta de verduras, pude ver um pedaço de uma das tetonas dela, branca como a neve sob aquela luz estranha.
O que ela fez em seguida me surpreendeu tanto que quase deixei escapar um inoportuno “Não me fode!”. A viúva sufocada estava segurando uma das cenouras que cultivava na horta; uma especialmente comprida e grossa. O comprimento devia ter uns 20 cm e a parte mais larga não tinha nada a invejar em grossura ao pau que estava apertado contra minha cueca. Ela olhou para o legume com olhar experiente, acariciou ele umas duas vezes de cima a baixo, envolvendo-o com a mão e, satisfeita com o exame, foi até a pia e cortou os talos com uma faca. Raspou a ponta grossa até deixar lisa e lavou bem, esfregando de cima a baixo. Sim, amigos, minha querida avó acabara de fabricar um consolo cem por cento vegano.
Quando ela fechou a geladeira e se virou pra sair da cozinha, eu tomei uma decisão rápida e arriscada. Não dava pra deixar uma mulher daquela se dar prazer com um vegetal inerte, tendo eu um pedaço de carne no ponto e bem temperado.Não na minha vez!Então me enfiei no quarto dela e fiquei esperando sentado na cama, tentando fingir que estar ali era a coisa mais normal do mundo. Os lençóis brancos impecáveis ainda guardavam o calor do corpo dela, a janela tava fechada e as cortinas corridas, mesmo com o calor. Os óculos dela estavam no criado-mudo, a calcinha e o sutiã perfeitamente arrumados numa cadeira, e o roupão florido pendurado num cabide perto da porta.
Ela entrou com uma cenoura na mão e deu um pulo ao me ver, levando a mão ao peito. Olhando de frente, vi que os biquinhos também apareciam por baixo da camisola, muito mais decotada do que eu esperava, cheia de rendas complicadas e um lacinho rosa no peito.
—Carlitos! Filho... Que susto você me deu — ela disse.
A voz dela tremia e ela ficou ainda mais vermelha do que já estava. Fechou a porta atrás de si, mas não saiu do lugar. Quando percebeu que eu tava olhando pra cenoura, quase escondeu ela nas costas, mas já era tarde pra isso, e tomou uma decisão na hora que quase me fez soltar uma gargalhada: levou a ponta fina do vegetal à boca e deu uma boa mordida.
—Eu... Eu tô com uma fomezinha —ela disse, mastigando feito uma coelhinha enorme e gostosa—. O que cê tá fazendo aqui, Carlinhos? Tá se sentindo mal?
—Tô bem. Não conseguia dormir, e como vi que tu tava com a luz acesa, pensei que a gente podia bater um papo... Se tu quiser. — Dei uns tapinhas com a palma da mão na cama, do meu lado.
—Ah... Claro que sim, meu bem... A verdade é que eu também tô tendo dificuldade pra pegar no sono. É... Espera um segundo.
Deu um passo em direção ao cabideiro e estendeu a mão para pegar o roupão. De jeito nenhum ia deixar ela vestir aquilo.
— O que cê tá fazendo? Vai vestir isso com esse calorão que tá fazendo? — exclamei, num tom amigável mas com um toque de autoridade.
—Mas filho... Tô quase pelada.
—Ah, não exagera. Além disso, a gente tá em família, né?
Não totalmente convencida, ela se sentou na cama do meu lado, com os joelhos juntos e as mãos nas coxas. Me aproximei o máximo que pude e apoiei uma mão na cama, atrás dela, de forma que minha cabeça ficava bem perto do ombro dela. Eu tinha uma vista excelente do decote tentador dela. Não parava de me surpreender como os peitos dela eram grandes. Ela evitava me olhar nos olhos e dava mordidas ansiosas na cenoura.
—Que camisola tão gostosa —falei, só pra justificar minhas olhadas longas no corpo dela.
—Bah, é um pano véio. Tem mó tempão e já ficou pequeno pra mim.
—O que cê tá falando? Ficou feito sob medida. Tá uma gostosa.
—Vai, vai... Não seja tão puxa-saco, safado.
Enquanto falava, acariciava suas costas. Comecei pelo ombro e fui descendo devagar, sem ultrapassar os limites do decoro. Ela tentava aparentar calma, mas sua respiração acelerava a cada instante, como atestava o movimento hipnótico dos peitos dela. Cada novo pedaço de cenoura que entrava nos lábios rosados dela, ela mastigava mais rápido e engolia com mais dificuldade.
—Ei, vó... A gente é amigo, né? Quer dizer, a gente tem confiança.
—Sim... Claro que sim, meu bem —respondeu, meio confusa.
—Posso te fazer uma pergunta meio pessoal?
—Bom... Claro, pergunta o que quiser.
—Olha... Eu tava me perguntando se... você ficou com algum homem desde que o vô morreu?
Dessa vez ela me olhou nos olhos, com os olhos bem abertos e brilhantes, quase febris. Ela se virou um pouco e a teta direita roçou de leve no meu torso nu.
—Carlitos! Mas que pergunta é essa?
Baixou um pouco a voz, como se tivesse medo de que alguém pudesse nos ouvir ali, trancados num quarto numa casa a quilômetros da civilização, mas não estava tão escandalizada quanto queria parecer. Na verdade, eu juraria que ela se esforçava pra esconder um sorriso.
—Vamos, me fala. Escuta, eu não fico com uma mina há mais de seis meses.
—Sério? Com esse rostinho bonito que você tem! Devia era ter namorada aos montes —disse ela, deixando vazar seu lado mais de vó.
—Vamos, agora é sua vez —insisti.
Ela soltou um longo suspiro e, de novo, evitou me olhar. Uma das minhas mãos estava na cintura dela e a outra eu coloquei disfarçadamente na coxa dela, perto do joelho. Meu lado se apertava contra o dela e não pude evitar dar um beijo no ombro sardento dela.
—Claro que não, filho... Não fiquei... Com ninguém desde que fiquei viúva —confessou por fim, e não tive dúvida nenhuma de que ela estava falando a verdade.
Isso explicava por que os efeitos do tônico a tinham levado tão rápido, não só a se tocar, mas a buscar um substituto fálico pra meter no corpo. Tava há dois anos sem provar um macho. Mais que isso, já que o avô tinha ficado vários meses muito doente antes de bater as botas. Era muito tempo pra uma mulher ainda jovem e cheia de tesão.
—Com certeza não te faltam pretendentes.
Me arrisquei num segundo beijo, dessa vez entre o ombro e o pescoço. Minha mão acariciou a coxa dela até a metade e voltou pro joelho. A pele dela me enlouquecia, tão macia que a seda parecia lixa do lado, e tão quente que por um momento achei que ela tivesse febre. A respiração dela ficou ofegante quando sentiu meus lábios, mas ela não reclamou nem se afastou. Cada vez mais ela custava a formar as frases e apertava com força a cenoura na mão.
—Bah, quatro velhos da cidade... Velhos tarados... Por isso não gosto de descer sozinha pra cidade. Eles me olham... Se você visse como eles me olham... Até na missa, sabe?... Me... Olham...
Levei minha mão até a nuca dela e acariciei os cachos ruivos que a cobriam. Meus lábios vagavam entre o ombro e a clavícula, descendo aos poucos até o peito ofegante. Minha mão se moveu para a parte interna da coxa dela, na esperança de que os joelhos se abrissem.
—E me diz... Você gosta que te olhem? Te excita?
—Que besteira você tá falando... Claro que... Não... Não fala... Besteira...
Nervosa e à beira de uma taquicardia, ela levou a cenoura à boca para dar outra mordida. Eu a impedi, segurando seu pulso. Tirei o vegetal da mão dela e o deixei na mesinha de cabeceira, junto com os óculos, o terço e o abajur que nos iluminava com sua luz quente e crepuscular. Era hora de partir pra ação. Se não aproveitasse a oportunidade que se apresentava naquela noite, me arrependeria pelo resto da vida. Abaixei a calça e me deitei pra trás na cama, apoiado nos cotovelos. Meu moreno aríete de cabeça rosada ficou livre, mais duro e pronto pra ação do que nunca tinha estado. Fui tão rápido que não dei tempo pra ela reagir. Ela só conseguiu olhar pra ele com as sobrancelhas levantadas enquanto ele balançava no ritmo das minhas batidas, apontando pro teto.
—Para com isso. Tenho algo melhor pra você colocar na boca.
Não foi uma frase exatamente sutil, mas já avisei que não sou muito bom em falar com mulheres, ainda mais quando tô com muito tesão. Ela desviou o olhar depois de uns segundos longos e suspirou.
—Ca-Carlitos... Pelo amor de Deus... o que cê tá fazendo?
A voz dela era só um sussurro fino e trêmulo. Pelo menos não tinha me chamado de "Carlos", coisa que só fazia quando tava muito puta, nem tinha se afastado de mim.
—Pelo menos olha pra ela e me diz se é maior — falei, sorrindo com malícia.
—Maior? —ela perguntou. Olhou de novo pra minha rola e ela deu uma leve acenada de volta.
—Maior que a cenoura. É maior?
—Sim... Sim, é maior. Felizão?
—De comprida ou de gorda? —perguntei de novo, tentando que ela não parasse de olhar pra minha rola.
—Ai, que chato... As duas coisas. É mais comprida e mais... Grossa. Agora para de besteira e sobe o pijama.
—Vamos, não fica assim. Por que você não acaricia ela igual fez com a cenoura na cozinha?
—O quê? Você me viu? —exclamou, envergonhada.
—Sim. Já sabia que você não tinha pegado ela pra comer, sua safada.
—Mas tu é sem-vergonha, hein —ela disse, fingindo mais raiva do que realmente sentia.
—Vamos, só um pouquinho.
Peguei na mão dela e guiei até meu majestoso totem da virilidade. Devagar, ela envolveu o tronco com os dedos e fez a pressão certa pra sentir como eu tava duro, e pra fazer a cabecinha inchar um pouco mais. Minha avó, mulher do campo, não tinha as mãos macias de uma madame da cidade, mas naquele momento não dava pra imaginar nada mais gostoso. Eram mãos de barro úmido, de terra molhada pela chuva e de bolo fresquinho. Quando ela começou a mexer, bem devagar, pra cima e pra baixo, tive a sensação de estar em casa pela primeira vez. No verdadeiro lar que tantos anos na cidade tinham me feito esquecer.
—Só um pouquinho, hein? Um instantinho e... Você vai pro seu quarto —disse ela, com uma falta de convicção que era puro charme.
Enquanto me presenteava com uma punheta lenta e carinhosa, seus olhos verdes dividiam a atenção entre meu rosto extasiado e meu pau, na ponta do qual brilhava uma gota de porra. Não demorou pra escorrer pra baixo e deslizar pelos dedos dela, coisa que não a incomodou. Eu não tirava os olhos do corpo dela. Ela tinha se inclinado um pouco sobre mim, subindo um joelho na cama. Nessa posição, o quadril dela formava uma curva que me enlouquecia e a rachinha apertada dela, um abismo profundo no qual eu me jogaria de bom grado. Não era uma pose ensaiada, como as das putas de revista ou filme. Instintivamente, o corpo dela sabia como ser sensual e atraente.
—Por que você não tira a camisola? Tá um calorão.
De repente, ela olhou pra porta do quarto e pra janela, como se tivesse medo de alguém entrar ou ficar de olho na gente vindo da noite escura. O movimento da mão dela ficou mais devagar, mas não parou.
—Nada disso. Não vou ficar pelada não.
—Não é justo. Eu tô pelado.
—Você não tem vergonha na cara —disse ela, sorrindo.
—Pelo menos tira isso. Me mostra os peitos, por favor —implorei, como se tivesse cinco anos e estivesse pedindo um sorvete.
Por sorte, nunca tinha negado um sorvete ao neto, e eu tava morrendo de vontade daquelas duas bolas enormes de baunilha doce. Ela parou de me masturbar e pensou por uns segundos que pareceram uma eternidade. Me olhou com a testa franzida e um sorriso ambíguo nos lábios, entre meigo e sarcástico. Deslizou as alças pelos ombros e puxou a camisola até o umbigo. Finalmente estavam ali, em todo o seu esplendor. Dois peitões enormes e pálidos, cheios e desafiadores. Pendiam um pouco por causa do peso, mas ainda não tinham perdido totalmente a firmeza de outros tempos. Longe de feiá-los, as várias sardas davam um aspecto ainda mais gostoso, tipo canela polvilhada no arroz doce. As auréolas rosadas tinham o tamanho de uma bolacha "Maria" e os bicos eram grossos e curtos, como botõezinhos sensíveis prontos pra serem apertados.
—Porra! São uma porra —exclamei.
—Essa boca, Carlitos —me repreendeu.
—Me desculpa.
Ela voltou a pegar na minha vara, desta vez com as duas mãos, subindo e descendo num ritmo constante que acelerava bem devagar. Tava na cara que não era a primeira vez que ela batia uma pra um cara. Por causa da posição dos braços, os peitos dela se apertavam um contra o outro, e tremiam conforme a massagem ficava mais intensa. Se ela achava que ia me ordenhar e me mandar dormir feito um menino bonzinho, é porque não me conhecia nem um pouco.
Tirei as mãos habilidosas dela do meu pau e me levantei da cama. Segurei-a pelos cotovelos e puxei com cuidado, indicando que ela se levantasse, o que ela fez sem resistir. Ficamos frente a frente, eu completamente nu, com a ponta brilhante da minha espada apontando para a frente. Ela com os peitos de fora e a camisola amassada em volta dos quadris. Tirei tudo dela e fiquei de joelhos, acariciando as pernas dela dos tornozelos até a bunda. Aproximei meu rosto da buceta dela e meu nariz proeminente afundou no triângulo de pequenos cachos ruivos. Mais abaixo, dava para adivinhar o começo de uma buceta tão carnuda e suculenta quanto o resto do corpo dela.
Por um motivo ou outro, aos meus 19 anos, nunca tinha comido uma buceta. Já tinha ouvido meus amigos fazerem comentários exagerados sobre como era difícil fazer direito, então não quis arriscar decepcionar a deusa do campo que tão docilmente parecia se entregar aos meus desejos. Levantei devagar, beijando cada centímetro de pele pelo caminho, subi pela curva da barriga dela até minhas bochechas se encontrarem entre as tetas divinas dela. Ela soltava um suspiro atrás do outro e tremia sob as carícias das minhas mãos e lábios.
Afundei os dedos na maciez farta dos peitos dela e me deliciei brincando com eles. Amassei, empurrei um contra o outro, enfiando a cara no meio, sentindo o cheiro familiar do peito dela, mas ao mesmo tempo com uma novidade excitante. Passei a língua em círculos pelos relevos caprichosos das aréolas, como se lesse uma mensagem secreta escrita em Braille. Chupei os dois mamilos com a mesma avidez de um bebê, apertei eles entre os lábios, prendi com os dedos e me embriaguei com o gosto. Os gemidos tímidos que chegavam aos meus ouvidos me animaram a dar mais um passo.
Subindo a boca até o pescoço dela, meti a mão entre as pernas dela. No meio da mata ruiva, encontrei os lábios maiores inchados, carnudos e macios como as duas metades de um pãozinho saído do forno. Não foi difícil achar o clitóris duro, dei uma massagem rápida e depois enfiei o dedo anelar fundo. Entrou na gruta como um furão sem-vergonha invadindo toca alheia. Tava mais molhada do que eu esperava, e tão quente que o calor abafado do quarto parecia uma ventania de inverno.
Quando sentiu ele lá dentro, se movendo sem nenhum pudor, ela ficou na ponta dos pés, o que aumentou ainda mais nossa diferença de altura. As pernas fortes se tensionaram e as mãos dela se agarraram nos meus ombros. Ao primeiro dedo se juntou um segundo e um terceiro, sem encontrar mais resistência do que o aperto da gruta, uma estreiteza que cedia aos poucos à minha invasão.
—Carlitos... Pelo amor de Deus... O que você tá fazendo? Ai, Senhor... —rezava, com um fio de voz.
Mas naquela noite, Deus estava olhando pro outro lado, permitindo que a gente consumasse um pecado tão grave quanto gostoso. O crucifixo na parede era só um pedaço de madeira, e o rosário na mesinha, nada mais que um colar de contas. Mesmo reclamando, minha avó não fazia nada pra me parar. Só ficou meio relutante em separar os lábios quando eu beijei ela, depois que consegui fazer a cabeça dela descer na altura certa. A atividade incansável dos meus dedos forçou ela a abrir a boca pra soltar um gemido, e eu aproveitei a chance. Assim que nossas línguas se tocaram, ela parou de resistir. A gente se fundiu num beijo longo. Os braços dela me envolveram, e ela acariciou meu cabelo e minhas costas enquanto as línguas brincavam pra dentro e pra fora das bocas famintas. A saliva dela tinha gosto de cenoura, tardes longas de verão e manhãs de Natal.
Claro, meu pau, apertada contra a coxa dela, não tinha perdido nem um pouco da dureza. A ereção prolongada já começava a causar uma tensão chata e eu sabia que era hora de aumentar a aposta. O momento do tudo ou nada. Sem parar de beijá-la, joguei ela na cama e me posicionei por cima, olhando bem nos olhos dela. As bochechas coradas dela ardiam e os olhos verdes se fixavam nos meus com uma intensidade que eu nunca tinha visto antes. Os lábios entreabertos, rosados e molhados, deixavam escapar a respiração ofegante. Eu estava encharcado de suor e a pele dela brilhava sob a luz do abajur.
—Filho... O que a gente tá fazendo? Não pode...
—Não tem problema. Relaxa.
—Ai... Que Deus nos perdoe...
Peguei no meu pau e, com a cabeça inchada, procurei a abertura que meus dedos já tinham aproveitado. Não foi difícil encontrar. O corpo inteiro e voluptuoso da minha anfitriã tremeu quando eu a penetrei devagar, sem pressa, mas de uma vez só. Deitei sobre ela, beijei seu peito e procurei seus lábios de novo, deixando que ela sentisse pulsar dentro. Os dedos fortes dela cravaram nos meus ombros, e um longo suspiro mandou no meu rosto uma ventania de ar quente. Minhas primeiras investidas foram lentas e cuidadosas. Eu sentia as contrações do túnel pouco usado apertando meu vagão de carga, percebendo como ele se alargava aos poucos. Enquanto isso, eu amassava e lambia os peitos dela, beijava seu pescoço ou buscava de novo o gosto da sua língua.
—Te amo pra caralho —sussurrei perto da orelha dela.
—E eu... E eu também, amor... Mas isso... Isso que a gente faz... Não...
—Sssh. Calma.
Me levantei sem tirar ela, ajoelhando na cama. Peguei suas panturrilhas magníficas e coloquei nos meus ombros, sem perder a chance de beijá-las e acariciá-las. Apoiei os braços dos dois lados do corpo dela e deixei meu peso cair com cuidado, olhando no rosto dela. Nessa posição, meu pau enterrava mais fundo, e o contato da minha pélvis contra as coxas dela erguidas se materializou em estalos sonoros de pele molhada quando acelerei o ritmo das minhas estocadas. Ela se agarrou nos meus braços como se tivesse medo de ser levada por um furacão, fechou os olhos e o pescoço dela arqueou no travesseiro enquanto misturava gemidos e choramingos com gritos genuínos de prazer. Quando vi ela apertar os dentes e senti nos meus ombros os espasmos rápidos das pernas dela, soube que ela estava tendo um orgasmo intenso. Talvez o primeiro em mais de dois anos, pelo menos na companhia de alguém.
O clímax dela foi longo e barulhento, em grande parte graças às molas do colchão velho, que rangiam como um bando de pegas roucas. Eu bombava cada vez mais forte. Metia nela de um jeito que os joelhos dela quase tocavam o peito. Segurando os tornozelos dela e com minhas coxas roçando as dela, comi ela como nunca tinha comido ninguém, grunhindo e ofegando igual um porco. Em poucos minutos, gozei dentro dela. Junto com o orgasmo mais intenso que já tive, ondas de porra quente viajaram das minhas bolas e inundaram a buceta ardente dela.
Exausto, deixei ela abrir as pernas e fiquei deitado sobre ela, recuperando o fôlego com a cabeça no peito dela. Quando meu pau perdeu um pouco da dureza e saiu dela, pude sentir meu presente viscoso escorrendo e sujando os lençóis, tamanha era a quantidade que eu tinha gozado. Senti a mão dela acariciando meu cabelo, grudado de suor, e ouvi um suspiro profundo.
—Ai, Carlitos... O que foi que a gente fez?
—Dar uma trepada. Nem mais, nem menos —falei, enquanto acariciava e beijava o peito onde meu rosto estava apoiado.
Minha sinceridade me rendeu um cascudo, mais carinhoso que agressivo. Mesmo sem eu ter resistido e claramente ter curtido, minha avó não ficou nada animada com a ideia de ter tido um encontro carnal com o netinho dela. Quando os efeitos do tônico sumissem de vez, lidar com o arrependimento dela podia virar um problemão. Mas eu já dava um jeito nisso quando chegasse a hora. Naquele momento, eu me sentia tão feliz que nada conseguia me preocupar.
De repente, o corpo da minha acompanhante ficou tenso. Ela me virou sem esforço na cama e sentou, com as pernas abertas, olhando para baixo.
—Virgem Santíssima! Tenho que lavar os lençóis.
—Agora? Já lava amanhã.
—Mas o que cê tá dizendo? E se amanhã chegar alguém e, Deus me livre, ver elas no cesto da roupa suja. O que iam pensar? — divagou enquanto se levantava ao lado da cama —. E se seus pais vierem? Ai, meu Deus, seus pais! Cê sabe como seu pai é, às vezes aparece sem avisar. Não que seja um problema, afinal essa também é a casa dele, mas imagina se eles aparecem amanhã e...
—Calma. Ninguém vai ficar sabendo — eu a tranquilizei.
Mas eu tava decidida a eliminar as provas do crime naquele exato momento. Pegou os lençóis e puxou com força. Tanta força que me pegou desprevenido e fui parar no chão. Me olhou assustada até ver que eu tava bem. Aí caiu na risada, como eu não ouvia ela rir há anos, com gargalhadas de alegria genuína. Eu também me acabei de rir e me deliciei com os tremores que a hilaridade causava no corpo nu dela. As pernas dela fraquejaram e ela caiu na cama, tentando parar o ataque de riso entre suspiros e soluços.
—Ai, que loucura... Que loucura, filho...
CONTINUA...
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