Duas semanas depois do aparecimento da Lorena, a vizinha do térreo não conseguiu segurar a curiosidade de saber quem era aquela jovenzinha que morava comigo. Dona Virtudes era uma viúva de língua solta, uma fofoqueira vocacional que se entregava de corpo e alma à difamação em salões de beleza e lojinhas de bairro.
Dona Virtudes não tinha perfil no Facebook, Twitter ou Instagram, e mesmo assim contava com uma legião de seguidoras tão anônimas e indiscretas quanto ela. A rede de mexericos da qual minha vizinha fazia parte manuseava um volume de segredos que faria o Ministério do Interior parecer amador. Naturalmente, Dona Virtudes recebeu com relutância uma explicação tão sem graça quanto a que eu dei. “Coitadinha”, disse ela ao saber que a mãe tinha se desinteressado dela. Vi a decepção nos olhos fundos dela. Dona Virtudes teria preferido que aquela “inocente criatura” fosse minha namorada, algo assim sim teria abalado os alicerces da nossa comunidade de condomínio.
A Lorena não se importava com os cochichos. Muito pelo contrário, ela adorava chamar atenção e desafiar as regras como qualquer garota da idade dela. Mas eu não ia permitir que isso acontecesse. Nem pensar, os boatos não demorariam a chegar na escola dela ou no meu trabalho e começar a me dar problema.
Naquela tarde fez muito calor, demais para um maio que mal tinha começado. Mas, depois de uma primavera fresca e chuvosa, aquela temperatura tão esperada era bem-vinda.
O verão faz as mulheres florescerem. Os decotes, fechados durante o longo inverno, reabrem junto com as sorveterias. Com suas curvas sinuosas, ombros nus e pernas longas, as mulheres tomam conta das ruas da cidade.
Assim que cheguei em casa, tirei a camisa de manga comprida suada e fiquei só de jeans. Não importa o que o calendário diga, o primeiro dia de calor é dia de festa, o solstício de verão. Decidi subir no terraço, mas antes pulei a geladeira e carreguei a Bandeja com um bom aperitivo.
Eu me considerava um homem adulto, a vida já tinha me dado uns quantos golpes, exatamente todos os que eu não consegui esquivar. No entanto, mesmo já tendo alguns cabelos brancos, não estava preparado para o que vi ao sair na varanda.
Lorena estava deitada de costas no chão. Estava estirada com os olhos fechados, tomando sol de topless, só de calcinha do biquíni e fones de ouvido. A visão dos peitos dela me deixou perturbado. Embora fossem pequenos, se erguiam tão cheios e durinhos quanto peras recém-colhidas do pé.
O corpo da garota era uma obra de arte que representava a exaltação da juventude. Lorena usava o cabelo preso num coque e as unhas dos pés e das mãos pintadas de rosa. Por baixo do tecido do biquíni, apareciam as linhas de um desenho. Lorena tinha uma tatuagem parcialmente escondida na parte mais baixa da cintura, quase na bunda.
Quando consegui me recuperar da surpresa, deixei a bandeja em cima da mesa. Ela parecia não ter notado minha chegada, então levantei uma das cadeiras de plástico e a deixei cair fazendo o maior barulho possível. Não estava disposto a abrir mão da minha cerveja no sol só porque uma adolescente tinha resolvido fazer topless na minha varanda.
— Ei, oi! — ouvi ela me cumprimentar.
— Oi — respondi, virando o olhar para trás, e sorri ao ver como ela cobria os peitos com um braço.
— Não te ouvi chegar.
— O que você tá ouvindo? — perguntei.
— Fausto Taranto — esclareceu — Conhece?
— Nem ideia.
— Você não vai se importar se eu ficar de topless, vai? — disse com um ar displicente.
— Que nada — não tava a fim de discutir.
Me preparei pra curtir minha cerveja gelada, alheio à cara de pau dela. Adorava subir lá em cima. Fiquei olhando a superfície daquele mar de telhados, embora naquele dia tivesse vistas melhores bem do meu lado.
Tudo teria ficado só numa anedota se a filha da minha ex não tivesse chegado feito uma ave de rapina. Lorena aproximou a espreguiçadeira da mesa, deu um gole na minha cerveja e pegou batatinhas fritas. A garota estava Agora, fora da proteção do guarda-sol, eu só precisava esticar o braço para pegar meu aperitivo.
Eu tinha tentado colocar distância pra me afastar do perigo, mas aquela jovem ninfa parecia determinada a esfregar suas tetinhas no meu nariz. A firmeza dos biquinhos pequenos e o rubor das auréolas insinuavam algo que eu não queria nem pensar. Meu coração começou a bater forte no peito, e meu pau dormente se mexeu assustado. Pensei grato na minha parceira e na trepada que a gente tinha dado umas seis horas antes.
Montse tinha me saciado por completo, eu me sentia vazio, mas sem perceber comecei a comparar o corpo dela com o da adolescente que tomava sol na minha frente.
Vegetariana como era, a garota estava no caminho de se tornar uma daquelas modelos magricelas com cara de quem passa mais fome que cachorro de cigano. Ela era magra, seus movimentos eram graciosos e suas curvas leves, o oposto da minha colega de trabalho. Com vinte e cinco anos e três filhos a mais que Lorena, os peitos de Montse quadruplicavam em tamanho os da garota. Enquanto minha precoce colega de quarto exibia uma bunda pequena e quase franzina, o rabo da minha colega de trabalho era feito pra guerra. Mais ainda, uma vez Montse me confessou que gostaria de ter me conhecido antes da segunda gravidez e das hemorroidas que o parto causou.
Lorena continuava ouvindo música de olhos fechados. Entre uma música e outra, ela tinha me deixado sem cerveja. Aquilo era surreal, a sonsinha estava à vontade, bem hidratada enquanto os peitos dela douravam ao sol.
— Agora desce até a cozinha e sobe mais duas — sentenciei com raiva — A sua sem álcool, ouviu?
Lorena ficou estupefata. Aquela tinha sido uma ordem em toda regra, talvez a primeira desde que ela morava comigo. Embora nos lábios dela eu intuísse um protesto formal, Lorena não chegou a dizer nada.
Enfrentei o semblante desafiador dela confortavelmente. Protegido atrás dos meus óculos escuros, e no final ela se levantou preguiçosamente, pegou a garrafa vazia sem vontade e seguiu em direção às escadas.
Aquele incidente me deu a primeira chance de ver a tatuagem dela. Lorena tinha mandado desenhar a cara da Hello Kitty com lacinho e tudo, exatamente igual ao do pijama dela. Era um desenho tão simples quanto feminista, ideal para uma adolescente com estilo próprio. Eu gostei.
Uns dias depois, recebi uma ligação de um número que não tinha salvo nos meus contatos. Na hora, eu estava fazendo compras na padaria, e o toque agudo do meu celular fez todo mundo se assustar e me olhar com desprezo. Rejeitei a chamada, sabendo que quase tinha causado um infarto na senhora do lado. Mas não demorou pra ligarem de novo, então fui obrigado a silenciar a porra do telefone. Mesmo assim, a mulher magra e encurvada me cedeu o lugar na fila só pra me ver pelas costas o mais rápido possível.
Quando consegui escapar daquele ambiente hostil, olhei o celular e vi um zap da Belém: “Alberto, atende o telefone. É do colégio.”
“Passo” — respondi também por zap.
“Alberto, por favor!”
“Não, Belém. Os favores acabaram pra você” — contra-ataquei, encerrando o assunto.
“Um professor tomou o celular dela.”
“Fantástico!!! Eu tava quase fazendo isso” — falei, caindo na risada ao imaginar a raiva da minha ex.
“Você tem que ir, Alberto. Só vão devolver pra um adulto”, insistiu ela.
“Você já é adulta, não?”
“Porra! Chega de brincadeira!” — gostei de ver que a Belém tava quase perdendo a paciência.
Fiquei em silêncio por uns segundos.
“Tá bom, eu vou… mas a gente precisa conversar” — exigi.
“Ok” — aceitou Belém, sem fazer perguntas.
“Semana que vem… Terça-feira” — eu exigi uma data antes de fechar o trato.
“Perfeito.”
“Ok, então às 18h na minha casa” — completei, selando o acordo.
“A Lorena não vai estar lá?” — perguntou Belém, cautelosa.
“Terça-feira sua filha tem inglês” — escrevi, adicionando um 😠 emoji de raiva. Era foda que a mãe dela já tivesse esquecido tão rápido.
"É verdade" — ela se desculpou — "Tem alguma coisa?"
"Não" — neguei e então expliquei — "Belém, você me paga pela hospedagem da sua filha, mas não pra ser babá"
"Ah, tá. Entendi" — foi a próxima mensagem dela — "Tô falando de quanto?"
"Não é só questão de dinheiro" — escrevi no meu smartphone.
"???" — minha ex não entendia.
"Vem sem calcinha" — brinquei — "...ou melhor, pede pro teu marido te trazer"
Minha ex me mandou um emoji de surpresa com os olhos arregalados. O aviso de que ela continuava digitando me deixou na expectativa.
"Ainda não casamos" — ela só respondeu.
Quando liguei pro colégio, a secretária simpática me informou que o tutor da Lorena tava ocupado a manhã toda. Se eu quisesse vê-lo, teria que ser no fim do dia, senão teria que voltar outro dia. Resignado, respondi que passaria no fim do dia. A mulher falante me parabenizou, dizendo que ela não aguentaria um dia inteiro sem o celular.
Foi estacionar o carro e começar o tumulto. Uma verdadeira debandada de meninos e meninas carregando mochilas fugia daquele prédio em forma de caixa de sapatos. Esperei na calçada do outro lado até a enxurrada perder força. Então, vi a Lorena encostada no muro. Junto dela, um garoto alto e magro. Por causa do barulho, o moleque tinha que se curvar e falar no ouvido dela. Lorena sorria condescendente enquanto varria com o olhar o começo da rua, até que finalmente me viu.
A garota começou a andar na minha direção, se despedindo do amigo sem nem olhar pra ele.
— Ainda bem que chamaram você — disse aliviada.
— E por quê? — quis saber. Não falei nada sobre o acordo com a mãe que a pariu.
— Pô! — exclamou sarcástica — Da última vez, minha mãe ficou me chantageando a semana inteira antes de vir buscar a porra do celular.
— Ah, é? — falei irritado — Então devia ter aprendido alguma coisa, né?
Não fiquei esperando a resposta dela. Dei uma última olhada no meu amigo e entrei.
6. A escolha
É fácil decidir sobre a morte dos outros, assim como ao chegar a um cruzamento, só precisa saber quem tem prioridade. Os idosos que mais sofrem são, de longe, aqueles que ainda conservam suas faculdades mentais. Por outro lado, os idosos com demência severa ou Alzheimer geralmente não demonstram tanta angústia, embora cada caso seja único. Portanto, foi simples escolher entre os três candidatos que eu havia selecionado para a eutanásia, já que Mario era o único dos três capaz de tomar suas próprias decisões. O caso do Mario, no entanto, marcou um antes e um depois na minha decisão de ajudar as pessoas a morrer com dignidade.
Meu plano era o de sempre: esperar. Esperar até que a situação do Mario piorasse a ponto de ele não conseguir mais controlar a deglutição. Ou seja, até que ele não conseguisse engolir nem a própria saliva. Sabia que ele lutaria com todas as forças, junto com o fisioterapeuta, para retardar a evolução da doença, então não era fácil fazer um prognóstico. Mesmo assim, era gostoso esperar, porque, apesar de tudo, o Mario era feliz.
Sem dúvida, aquele homem era um dos caras mais otimistas que já conheci. Mario sabia apreciar a beleza da vida, a inocência de uma auxiliar empurrando uma velhinha na cadeira de rodas, a felicidade de um senhor encurvado tragando com frenesi a fumaça do cigarro num dos bancos do jardim, a paz de um idoso cochilando sobre um jornal, sejam quais forem as notícias do dia, os detalhes que tornam cada instante único.
Além disso, Mario recebia toda tarde a visita da sensação do asilo, a filha dele. Aquela mulher elegante aparecia diariamente com uma pontualidade desconcertante. Quando a campainha tocava, todo mundo sabia que eram exatamente cinco e meia da tarde. Era nesse horário que, em casa, acordavam o Mario da soneca para dar um lanche e levá-lo para passear no parque, um costume que a Cristina estava decidida a manter enquanto a deterioração do pai não impedisse.
Os saltos de Cristina ecoavam com tanto estrépito que dava para ouvir do outro lado da residência. Aquele passo firme era a música que acompanhava toda tarde o desfile da sua bunda empinada pelo hall de um prédio que ainda cochilava naquelas horas.
O amplo e bem cuidado jardim era um dos luxos daquela residência. Dezenas de pinheiros faziam sombra nos vários caminhos de tijolos, feitos para permitir a passagem das cadeiras de rodas. O pátio, que parecia ter sido uma horta anos atrás, tinha várias áreas para sentar. Eram jardins circulares, todos com quatro arcos de sebes altas e um par de bancos nas laterais.
Numa dessas tardes, depois de terminar de preparar a medicação do jantar, peguei um livro na biblioteca e saí para procurá-los. Cristina e o pai estavam sentados na sombra, ouvindo o canto dos passarinhos. Cumprimentei-os e conversamos sobre como o Mario tinha se adaptado bem à vida na residência.
Dava para perceber na hora que Cristina era uma mulher incomum, tinha classe. A delicadeza envolvia cada palavra que ela dizia, nunca falava mais alto que o normal. O glamour adornava seus gestos. Ao sentar, cruzava as pernas com segurança, colocando as mãos sobre os joelhos. Erguia o queixo com orgulho e nunca a vi fazer um movimento brusco. Outra coisa que saltava aos olhos era a exclusividade das suas roupas, aquelas peças e sapatos não estavam ao alcance de qualquer um. Mesmo assim, apesar da presença radiante, era uma pessoa gentil e tão curiosa sobre as coisas da residência quanto discreta sobre a vida pessoal. Usava aliança de casamento.
Num certo momento, aquela mulher requintada se distraiu. "Um pica-pau-das-neves", disse ao perceber que eu tentava adivinhar o que ela estava olhando. Era um passarinho pequeno.
Ao vê-la Contemplar aquele passarinho de rabão grande deixava claro seu interesse em ornitologia. Cristina acompanhou com o olhar o trajeto do bicho, que em poucos segundos pulou de galho em galho até sumir de vez.
De repente, e não sei por quê, me veio uma ideia. Eu ia colocar uma daquelas casinhas de passarinho na árvore em frente ao banco onde Mário e a filha costumavam sentar.
Quando já tava indo embora, perguntei ao Mário se ele gostaria que a filha lesse um pouco pra ele. Ele concordou com a cabeça, então entreguei à filha dele o exemplar de Moby Dick que eu tinha pegado na biblioteca, e a moça educada me olhou agradecida.
As provas estavam chegando e a Lorena começou a estudar. Aquele momento gostoso de música e conversa depois do jantar ficou suspenso até as férias. Então, voltei pros meus hobbies de sempre: ouvir novidades musicais, ler e escrever. Costumava ouvir podcasts na internet pra depois baixar as músicas que ia selecionando. Meus romances favoritos eram os de fantasia, tipo a série "A Roda do Tempo" do Robert Jordan, mas eu lia de tudo. Minha paixão por escrever contos também vinha de longe. Na real, o que eu curtia eram histórias com final explícito, botar tudo no papel preto no branco. Adorava esculpir o corpo e a personalidade dos personagens, montar cada detalhe da vida deles, tecer uma trama emocionante e, claro, finalizar cada conto de um jeito espetacular e só pra maiores.
Eu tinha o costume de não escrever depois da meia-noite. Sabia que se me deixasse levar pela inspiração e pelo frenesi, no dia seguinte ia acordar feito um zumbi, um bagaço humano de cara feia e cérebro travado pela falta de sono.
Numa daquelas noites prolíficas, fiquei teclando a todo vapor até meia-noite em ponto. Mesmo inspirado, desliguei o computador e fui dormir. Mas aquele coito interrompido de criatividade me custou uma longa insônia. Fiquei rolando na cama. Na cama, enquanto os personagens da minha história não paravam de me perturbar. No fim, decidi levantar, anotar umas frases que tinham me vindo à cabeça e, de quebra, tomar um copo de porra quente pra me ajudar a pegar no sono de uma vez por todas.
De noite, o silêncio é muito frágil, então abri a porta do meu quarto tentando não fazer barulho. Mesmo assim, descobri que eu não era o único acordado naquela hora. A luz da sala estava apagada, mas o brilho da tela do meu computador iluminava o rosto da Lorena, vidrada na leitura.
Acendi a luz pra Lorena saber que eu tinha pegado ela mexendo no meu computador.
— Ei! — ela se assustou, levando a mão ao peito.
— Tá gostando? — perguntei, como se nada.
— Tá legal.
Achei que ela fosse se desculpar pela indiscrição, mas não foi o caso. Lorena não parecia envergonhada, talvez não considerasse aquela história algo particular ou, melhor dizendo, uma vez pega, quisesse tirar o peso do assunto. Felizmente, eu ainda não tinha escrito a cena de sexo que ia fechar a história. Ia explicar pra Lorena que aquele conto era algo privado e que ela não devia ter lido, mas foi quando vi os bicos dos peitos dela marcando o pijama.
Por preguiça, costumo deixar o computador em suspensão e, num primeiro momento, fiquei puto comigo mesmo. Comecei a me culpar por tudo, primeiro por ter deixado a mãe da Lorena me encarregar da filha dela. Agora que não morava mais sozinho, não podia ser tão descuidado. Mas foi ela quem ligou o computador e quem leu minha história sem permissão.
— E como é que vai terminar? — perguntou Lorena.
Fiquei olhando pra ela sem responder à pergunta maliciosa. Uma coisa era o final não estar escrito, outra era não dar pra perceber que os personagens estavam fadados a virar amantes. A filha da Belém parecia alheia à minha raiva que tava começando. Aquela história se chamava "Sede de vingança”, mas eu me distraí com os mamilos dela.
― E aí, o lance do AlbertoXL? ― falou com malícia― Meio arrogante, né?
Aquela foi a gota d’água, Lorena tinha descoberto meu pseudônimo e podia ler todos os contos que eu tinha postado na internet.
― Qual é? Sua mãe não te ensinou a não meter o nariz onde não é chamada? ― falei, puto pra caralho e engolindo pelo menos uns dois xingamentos.
― Desculpa, não consegui resistir ― admitiu, fazendo cara de coitada.
― Lorena, você é a única pessoa que sabe meu pseudônimo ― falei, já perdendo a paciência.
― Não vou contar pra ninguém, juro ― disse ela, finalmente entendendo a gravidade da parada.
Fiquei olhando pra ela em silêncio, pensando em como raios ia lidar com aquilo.
― E também não vai ficar procurando meus contos na internet ― falei, como se fosse uma ordem.
― Tá bom ― concordou, inquieta― Não precisa ficar assim.
― Claro que precisa! ― protestei, levantando a voz― É a minha intimidade, Lorena. Não quero que meus amigos ou minhas colegas de trabalho saibam que são meus. Seria uma puta merda pra mim, sacou?
― Sim, desculpa. Não vou ler seus contos se você não quiser.
― Melhor assim ― sentenciei.
Não fiquei ouvindo as desculpas dela, desliguei o computador e fui pra cozinha, mas uns segundos depois Lorena pediu licença pra entrar. A cara de arrependida dela me fez amolecer.
A filha da Belém sentou e confessou que tinha gostado pra caralho do meu conto. Elogiou a trama emocionante, o ritmo acelerado, mas principalmente ficou fascinada em como eu tinha conseguido mostrar a tensão sexual entre a senhora e o jardineiro jovem dela.
Lorena era esperta pra idade dela. Era óbvio que queria alguma coisa e, pra conseguir, tava tentando acalmar minha raiva com elogios. Era uma garota inteligente e eu percebia que ela precisava ser sutil. Não devia ter estudado nada de dialética ou retórica, mas sabia como convencer os outros. Resolvi entrar na dela e então ela me perguntou se eu realmente tinha escrito mais contos. Sabia do meu pseudônimo, então ela mesma poderia descobrir facilmente se quisesse, era só dar um Google. Poupei o esforço dela, confirmei que tinha vários contos publicados e pedi de novo que não contasse meu segredo pra ninguém.
— Não vou contar, Alberto... XL —ela provocou com malícia.
— Não tô brincando —avisei.
— Nem eu —disse ela, de repente com um tom mais sacana— Mas você vai ter que fazer algo em troca, né?
Lorena estava prestes a revelar suas verdadeiras intenções.
— Bom, se estiver ao meu alcance —respondi.
Lorena se aproximou de mim e, apoiando os cotovelos na mesa, me presenteou com uma vista privilegiada do decote.
— Se quer que eu fique de boca fechada, vai ter que me mostrar a rola.
As palavras dela me gelaram o sangue. Sabia que Lorena tinha ido até a cozinha por algum motivo, mas não esperava por isso. Ela me olhava com insolência, ciente de que tinha a faca e o queijo na mão. “A faca e o queijo, é isso!”, pensei. Se aquela pirralha queria brincar com fogo…
— Tá certo —aceitei, me levantando.
A tensão era palpável. Se a visão dos peitinhos de Lorena já tinha feito meu pau se mexer dentro da calça, meu plano fez ele ganhar ainda mais força.
— E…? —disse Lorena com insolência, dando a entender que não se intimidava nem um pouco.
— Bom, se tá tão afim de ver, tira você mesma —desafiei.
Sabia que aquela garota me tinha na mão, mas se Lorena achava que eu ia ceder à chantagem feito um cachorrinho, estava enganada.
Eu estava de pé, enquanto ela continuava sentada no banco da cozinha. O narizinho dela ficava bem na altura do volume da minha calça. De certa forma, me sentia em vantagem, era a vez dela agir ou desistir do jogo.
Tremendo, a filha da Belém mordeu o lábio inferior, hesitando. Mas, no fim, a garota me olhou com seus lindos olhos azuis e colocou a palma da mão no meu volume. Ainda preso dentro da pijama, meu pau deixava ver seu contorno mais que evidente. Lorena estava hipnotizada.
— Tá esperando o quê? — desafiei de novo.
Lorena foi puxando a costura devagar até que meu pau saltou pra fora da calça. Pra meu total espanto, um segundo depois a garota agarrou ele e começou a mexer. Não acreditei, era inacreditável, mas então Lorena se inclinou pra frente e fez meu pau desaparecer dentro da boca dela sem que eu conseguisse fazer nada pra impedir.
Aquela pirralha começou a chupar meu pau como se fosse um pirulitão. Sei que devia ter cortado aquela loucura pela raiz, mas não consegui. A cabeça dela começou a subir e descer, e eu me vi arrastado pelo efeito típico de um boquete bem dado: o prazer.
— Meu Deus! — gritei admirado.
Lorena apertava os lábios no tronco rugoso sem descuidar da cabecinha roxa, que de vez em quando também ganhava uma chupada sonora. Sem dúvida, a habilidade dela não era normal pra uma garota da idade dela.
Chups! Chups! Chups! — os sons obscenos e o afundar das bochechas rosadas mostravam que ela tava chupando com gosto.
— Não é a primeira vez que você faz isso, né? — perguntei quando ela deu uma pausa.
— Não — respondeu sorrindo.
A filha da Belém passou o dorso da mão na boca. Me olhou com um olhar obsceno e alegre enquanto sacudia meu pauzão. A boca entreaberta e sorridente dela era pura luxúria.
Lorena começou sem mais nem menos com o segundo prato. Me mamou sem frescura, mexendo a cabeça como se estivesse fodendo. Aquela mina tinha praticado bem.
Me deixei levar, só oferecendo meu pau endurecido pra ela fazer o que quisesse, quando de repente Lorena me deixou perplexo de novo. Parece que já era hora da sobremesa e eu não tinha percebido. Segurando o pau contra minha barriga, a garota começou a chupar minhas bolas.
— Cuidado com isso! — exclamei.
Depois de dar um sorriso safado, Lorena começou a dar beijinhos nelas com uma delicadeza debochada. Com a ajuda da língua, ela levantou uma delas. Meus testículos, para então deixar escorregar e fazer o mesmo com o parceiro. Sem tirar os olhos azuis dos meus, aquela ninfa retomou seu delicioso boquete com lábios suaves e habilidosos. Era perturbador ver uma garota tão nova agir de forma tão safada, e a vontade de que uma coisa levasse à outra começou a abalar minha já frágil integridade moral.
— Você também come aquele idiota? — perguntei, me lambendo por dentro.
— Não, só chupo ele — respondeu na hora.
— Então você manda muito bem.
— Eu sei — admitiu sem corar.
Lorena voltou ao trabalho com afinco, continuando o boquete dos sonhos que tinha deixado pela metade. O jeito que ela cobria os dentes com os lábios pra não me machucar mostrava uma perícia que muita mulher adulta queria ter. Mesmo assim, era bizarro ver a filha da Belém chupando minha pica.
Chups! Chups! Chups!
De forma sorrateira, a cabeçada firme da Lorena fez com que minha vontade de ir além se consolidasse de vez.
— Você realmente não comeu ele? — perguntei com malícia.
— É que quero que minha primeira vez seja especial.
Aquelas palavras me deixaram gelado.
— O que você quer dizer? — perguntei, evitando fazer suposições.
— Que ainda não transei com ninguém — explicou.
Um olhar desconfiado veio confirmar o que as palavras tinham insinuado. Foi como se aquela adolescente tivesse acabado de confessar que tinha poderes sobrenaturais ou algo assim.
— E você acha que eu seria especial o bastante? — perguntei sem pensar.
Lorena me olhou em silêncio por uns segundos intermináveis e, finalmente, balançou a cabeça que sim.
Enrolei meus dedos no cabelo dela e, pela primeira vez, beijei sua boca. Depois, convidei Lorena pra ir ao meu quarto e, uma vez lá, continuei beijando as palmas das mãos dela, sentindo sua ansiedade aumentar a cada instante. Subi pelos braços dela e beijei seu pescoço. Lorena me queria, mas, claro, estava tensa e assustada, por isso se mantinha na dela. espera. Voltei a beijá-la e deslizei uma mão pelo ombro dela até cobrir um dos seios. Senti o corpo dela responder ao toque enquanto um leve gemido escapava dos lábios dela.
O roçar da minha língua atrás da orelha dela fez a garota jogar a cabeça para trás. Aí aproveitei pra lamber a pele lisa do pescoço dela, fazendo-a soluçar mais uma vez.
Enquanto meus dedos tentavam soltar os botões da pijama dela, minha boca desceu pela mandíbula até encontrar a dela. Lorena estava de olhos fechados, boca aberta e respirando ofegante. Quando consegui tirar a parte de cima da pijama, ela ficou tensa. Parei pra olhar pra ela e sorri com calma. Quando a garota se acalmou, fui atrás do mamilo dela, sugando-o entre meus lábios pra fazê-la gritar de prazer.
— Aaah!
O impulso de possuí-la apaixonadamente ameaçava tomar o controle dos meus atos, mas eu sabia que tinha que ser paciente. Tínhamos a noite toda pela frente.
Apertei com suavidade os peitos inchados dela e acariciei a pele nua do torso. Procurei na cintura dela o nó da pijama e, quando achei, puxei uma ponta até desfazê-lo.
Ela ficou nervosa de novo, mas bastou eu beijar a barriga dela uma dúzia de vezes pra ela se acalmar. Aí meti a mão por baixo da pijama e, evitando de propósito a buceta dela, cheguei até a parte interna das coxas. Toda a pele dela era lisa, macia, atemporal e perfeita.
A respiração acelerada da Lorena me mostrou que eu tinha que ir mais devagar. Tirei a mão e me despi devagar diante do olhar inquieto da garota. Depois fui eu quem observou as curvas suaves dela, ainda incompletas. A filha da Belém sorriu ansiosa, mas quando viu meu pau completamente duro e ereto, o medo voltou aos olhos dela. Aquele era o momento crítico: se Lorena não recuperasse a confiança em mim, o medo ia apagar o desejo dela.
Deitei ao lado dela sem parar de olhar, queria dar tempo e liberdade pra ver se ela tomava a iniciativa. Eu sabia que o motivo da inquietação dela não era outro senão o tamanho impressionante da minha ereção, por isso peguei na mão dela e fiz com que tocasse no meu pau. O corpo da Lorena ardia do meu lado, eu sentia a umidade entre as pernas dela, mas a garota só sorria, sem se atrever a pedir o que tanto queria. A avidez e a preocupação se misturavam nos olhos dela. A paixão aumentava e, naturalmente, a garota se sentia sobrecarregada pelo turbilhão incontrolável do desejo. Ainda com medo, Lorena pareceu tomar uma decisão corajosa. Ela se apertou contra mim, explorou o interior da minha boca com a língua e, com determinação, levou uma das minhas mãos até os seios pequenos, mas firmes, dela. Enquanto eu acariciava, ela se livrou da pouca roupa que ainda tinha. Aproveitei então para levar minha mão até a fenda quente entre as coxas dela. Quando encontrei o clitóris pequeno e pulsante, Lorena soltou um grito breve. Enquanto eu chupava um dos mamilos dela, meu dedo roçava a buceta dela com toda a delicadeza do mundo. A garota começou a mexer o quadril involuntariamente, e a umidade se espalhou entre as pernas dela. Minha boca começou a descer para o inferno e, ao passar do umbigo, o corpo todo dela se tensionou. Enfiado entre as pernas dela, minha língua provou com cuidado o sabor salgado. Lorena explodiu num grito estrondoso que com certeza deve ter sido ouvido no prédio inteiro. Não me importei, eu estava prestes a desvirgar aquela garota maravilhosa. Continuei lambendo, fazendo ela gemer agitadamente a cada respiração. Enquanto eu brincava com o clitóris dela, Lorena apertava minha cabeça entre as coxas, me puxava pelo cabelo e levantava o quadril para vir ao meu encontro. Continuei lambendo as dobras quentes dela. Mesmo com a Lorena completamente molhada, eu segurei meu desejo. Só quando ouvi ela respirar entre gemidos, prestes a gozar, me ergui e, de joelhos para controlar a penetração, guiei a ponta do meu pau até a fenda imaculada dela. Me mordi. o lábio para tentar me dominar enquanto eu mergulhava na sua fonte quente e úmida.
Lorena envolvia minha cintura com as pernas, desejando me ter dentro dela, mas então notei o obstáculo que me separava dela. Com o dedo, procurei novamente seu clitóris e me movi levemente para frente e para trás. Os gemidos de Lorena voltaram a se transformar em gritos, e senti novamente que ela mexia os quadris. Então recuei e empurrei com força, rompendo aquela barreira frágil enquanto ela gritava de dor e prazer ao mesmo tempo.
Eu também gemi ao aliviar meu desejo exacerbado. Após a confusão inicial, os olhos de Lorena voltaram a me suplicar que continuasse. Entrei e saí sem penetrá-la completamente, mas quanto mais eu entregava à garota, mais ela parecia precisar. Com estupefação, Lorena começou a sacudir os quadris sem conseguir controlar o que fazia. Suas investidas se tornaram tão fortes e desesperadas que, com uma convulsão enérgica, ela atingiu um orgasmo avassalador. Lorena gritou de forma agonizante, esporreando-me com os calcanhares para me ter o mais fundo possível. No final, o furor do seu corpo jovem foi tão intenso que acabei me esvaziando dentro dela sem conseguir evitar.
Fiquei deitado sobre ela, com a cabeça apoiada no ombro dela. Quando finalmente consegui recuperar o fôlego, me levantei. Embora as pernas dela ainda envolvessem minha cintura, a garota parecia inerte. Tinha a cabeça virada e os olhos fechados. Me afastei um pouco e vi o sangue na pele branca das coxas dela. Deitei-me novamente ao lado dela e, quando a apertei entre meus braços, ela abriu os olhos, uns olhos brilhantes e emocionados.
Como qualquer adolescente, na manhã seguinte tive que ir comprar na farmácia a pílula do dia seguinte e uma caixa de camisinhas.
CONTINUA…
Dona Virtudes não tinha perfil no Facebook, Twitter ou Instagram, e mesmo assim contava com uma legião de seguidoras tão anônimas e indiscretas quanto ela. A rede de mexericos da qual minha vizinha fazia parte manuseava um volume de segredos que faria o Ministério do Interior parecer amador. Naturalmente, Dona Virtudes recebeu com relutância uma explicação tão sem graça quanto a que eu dei. “Coitadinha”, disse ela ao saber que a mãe tinha se desinteressado dela. Vi a decepção nos olhos fundos dela. Dona Virtudes teria preferido que aquela “inocente criatura” fosse minha namorada, algo assim sim teria abalado os alicerces da nossa comunidade de condomínio.
A Lorena não se importava com os cochichos. Muito pelo contrário, ela adorava chamar atenção e desafiar as regras como qualquer garota da idade dela. Mas eu não ia permitir que isso acontecesse. Nem pensar, os boatos não demorariam a chegar na escola dela ou no meu trabalho e começar a me dar problema.
Naquela tarde fez muito calor, demais para um maio que mal tinha começado. Mas, depois de uma primavera fresca e chuvosa, aquela temperatura tão esperada era bem-vinda.
O verão faz as mulheres florescerem. Os decotes, fechados durante o longo inverno, reabrem junto com as sorveterias. Com suas curvas sinuosas, ombros nus e pernas longas, as mulheres tomam conta das ruas da cidade.
Assim que cheguei em casa, tirei a camisa de manga comprida suada e fiquei só de jeans. Não importa o que o calendário diga, o primeiro dia de calor é dia de festa, o solstício de verão. Decidi subir no terraço, mas antes pulei a geladeira e carreguei a Bandeja com um bom aperitivo.
Eu me considerava um homem adulto, a vida já tinha me dado uns quantos golpes, exatamente todos os que eu não consegui esquivar. No entanto, mesmo já tendo alguns cabelos brancos, não estava preparado para o que vi ao sair na varanda.
Lorena estava deitada de costas no chão. Estava estirada com os olhos fechados, tomando sol de topless, só de calcinha do biquíni e fones de ouvido. A visão dos peitos dela me deixou perturbado. Embora fossem pequenos, se erguiam tão cheios e durinhos quanto peras recém-colhidas do pé.
O corpo da garota era uma obra de arte que representava a exaltação da juventude. Lorena usava o cabelo preso num coque e as unhas dos pés e das mãos pintadas de rosa. Por baixo do tecido do biquíni, apareciam as linhas de um desenho. Lorena tinha uma tatuagem parcialmente escondida na parte mais baixa da cintura, quase na bunda.
Quando consegui me recuperar da surpresa, deixei a bandeja em cima da mesa. Ela parecia não ter notado minha chegada, então levantei uma das cadeiras de plástico e a deixei cair fazendo o maior barulho possível. Não estava disposto a abrir mão da minha cerveja no sol só porque uma adolescente tinha resolvido fazer topless na minha varanda.
— Ei, oi! — ouvi ela me cumprimentar.
— Oi — respondi, virando o olhar para trás, e sorri ao ver como ela cobria os peitos com um braço.
— Não te ouvi chegar.
— O que você tá ouvindo? — perguntei.
— Fausto Taranto — esclareceu — Conhece?
— Nem ideia.
— Você não vai se importar se eu ficar de topless, vai? — disse com um ar displicente.
— Que nada — não tava a fim de discutir.
Me preparei pra curtir minha cerveja gelada, alheio à cara de pau dela. Adorava subir lá em cima. Fiquei olhando a superfície daquele mar de telhados, embora naquele dia tivesse vistas melhores bem do meu lado.
Tudo teria ficado só numa anedota se a filha da minha ex não tivesse chegado feito uma ave de rapina. Lorena aproximou a espreguiçadeira da mesa, deu um gole na minha cerveja e pegou batatinhas fritas. A garota estava Agora, fora da proteção do guarda-sol, eu só precisava esticar o braço para pegar meu aperitivo.
Eu tinha tentado colocar distância pra me afastar do perigo, mas aquela jovem ninfa parecia determinada a esfregar suas tetinhas no meu nariz. A firmeza dos biquinhos pequenos e o rubor das auréolas insinuavam algo que eu não queria nem pensar. Meu coração começou a bater forte no peito, e meu pau dormente se mexeu assustado. Pensei grato na minha parceira e na trepada que a gente tinha dado umas seis horas antes.
Montse tinha me saciado por completo, eu me sentia vazio, mas sem perceber comecei a comparar o corpo dela com o da adolescente que tomava sol na minha frente.
Vegetariana como era, a garota estava no caminho de se tornar uma daquelas modelos magricelas com cara de quem passa mais fome que cachorro de cigano. Ela era magra, seus movimentos eram graciosos e suas curvas leves, o oposto da minha colega de trabalho. Com vinte e cinco anos e três filhos a mais que Lorena, os peitos de Montse quadruplicavam em tamanho os da garota. Enquanto minha precoce colega de quarto exibia uma bunda pequena e quase franzina, o rabo da minha colega de trabalho era feito pra guerra. Mais ainda, uma vez Montse me confessou que gostaria de ter me conhecido antes da segunda gravidez e das hemorroidas que o parto causou.
Lorena continuava ouvindo música de olhos fechados. Entre uma música e outra, ela tinha me deixado sem cerveja. Aquilo era surreal, a sonsinha estava à vontade, bem hidratada enquanto os peitos dela douravam ao sol.
— Agora desce até a cozinha e sobe mais duas — sentenciei com raiva — A sua sem álcool, ouviu?
Lorena ficou estupefata. Aquela tinha sido uma ordem em toda regra, talvez a primeira desde que ela morava comigo. Embora nos lábios dela eu intuísse um protesto formal, Lorena não chegou a dizer nada.
Enfrentei o semblante desafiador dela confortavelmente. Protegido atrás dos meus óculos escuros, e no final ela se levantou preguiçosamente, pegou a garrafa vazia sem vontade e seguiu em direção às escadas.
Aquele incidente me deu a primeira chance de ver a tatuagem dela. Lorena tinha mandado desenhar a cara da Hello Kitty com lacinho e tudo, exatamente igual ao do pijama dela. Era um desenho tão simples quanto feminista, ideal para uma adolescente com estilo próprio. Eu gostei.
Uns dias depois, recebi uma ligação de um número que não tinha salvo nos meus contatos. Na hora, eu estava fazendo compras na padaria, e o toque agudo do meu celular fez todo mundo se assustar e me olhar com desprezo. Rejeitei a chamada, sabendo que quase tinha causado um infarto na senhora do lado. Mas não demorou pra ligarem de novo, então fui obrigado a silenciar a porra do telefone. Mesmo assim, a mulher magra e encurvada me cedeu o lugar na fila só pra me ver pelas costas o mais rápido possível.
Quando consegui escapar daquele ambiente hostil, olhei o celular e vi um zap da Belém: “Alberto, atende o telefone. É do colégio.”
“Passo” — respondi também por zap.
“Alberto, por favor!”
“Não, Belém. Os favores acabaram pra você” — contra-ataquei, encerrando o assunto.
“Um professor tomou o celular dela.”
“Fantástico!!! Eu tava quase fazendo isso” — falei, caindo na risada ao imaginar a raiva da minha ex.
“Você tem que ir, Alberto. Só vão devolver pra um adulto”, insistiu ela.
“Você já é adulta, não?”
“Porra! Chega de brincadeira!” — gostei de ver que a Belém tava quase perdendo a paciência.
Fiquei em silêncio por uns segundos.
“Tá bom, eu vou… mas a gente precisa conversar” — exigi.
“Ok” — aceitou Belém, sem fazer perguntas.
“Semana que vem… Terça-feira” — eu exigi uma data antes de fechar o trato.
“Perfeito.”
“Ok, então às 18h na minha casa” — completei, selando o acordo.
“A Lorena não vai estar lá?” — perguntou Belém, cautelosa.
“Terça-feira sua filha tem inglês” — escrevi, adicionando um 😠 emoji de raiva. Era foda que a mãe dela já tivesse esquecido tão rápido.
"É verdade" — ela se desculpou — "Tem alguma coisa?"
"Não" — neguei e então expliquei — "Belém, você me paga pela hospedagem da sua filha, mas não pra ser babá"
"Ah, tá. Entendi" — foi a próxima mensagem dela — "Tô falando de quanto?"
"Não é só questão de dinheiro" — escrevi no meu smartphone.
"???" — minha ex não entendia.
"Vem sem calcinha" — brinquei — "...ou melhor, pede pro teu marido te trazer"
Minha ex me mandou um emoji de surpresa com os olhos arregalados. O aviso de que ela continuava digitando me deixou na expectativa.
"Ainda não casamos" — ela só respondeu.
Quando liguei pro colégio, a secretária simpática me informou que o tutor da Lorena tava ocupado a manhã toda. Se eu quisesse vê-lo, teria que ser no fim do dia, senão teria que voltar outro dia. Resignado, respondi que passaria no fim do dia. A mulher falante me parabenizou, dizendo que ela não aguentaria um dia inteiro sem o celular.
Foi estacionar o carro e começar o tumulto. Uma verdadeira debandada de meninos e meninas carregando mochilas fugia daquele prédio em forma de caixa de sapatos. Esperei na calçada do outro lado até a enxurrada perder força. Então, vi a Lorena encostada no muro. Junto dela, um garoto alto e magro. Por causa do barulho, o moleque tinha que se curvar e falar no ouvido dela. Lorena sorria condescendente enquanto varria com o olhar o começo da rua, até que finalmente me viu.
A garota começou a andar na minha direção, se despedindo do amigo sem nem olhar pra ele.
— Ainda bem que chamaram você — disse aliviada.
— E por quê? — quis saber. Não falei nada sobre o acordo com a mãe que a pariu.
— Pô! — exclamou sarcástica — Da última vez, minha mãe ficou me chantageando a semana inteira antes de vir buscar a porra do celular.
— Ah, é? — falei irritado — Então devia ter aprendido alguma coisa, né?
Não fiquei esperando a resposta dela. Dei uma última olhada no meu amigo e entrei.
6. A escolha
É fácil decidir sobre a morte dos outros, assim como ao chegar a um cruzamento, só precisa saber quem tem prioridade. Os idosos que mais sofrem são, de longe, aqueles que ainda conservam suas faculdades mentais. Por outro lado, os idosos com demência severa ou Alzheimer geralmente não demonstram tanta angústia, embora cada caso seja único. Portanto, foi simples escolher entre os três candidatos que eu havia selecionado para a eutanásia, já que Mario era o único dos três capaz de tomar suas próprias decisões. O caso do Mario, no entanto, marcou um antes e um depois na minha decisão de ajudar as pessoas a morrer com dignidade.
Meu plano era o de sempre: esperar. Esperar até que a situação do Mario piorasse a ponto de ele não conseguir mais controlar a deglutição. Ou seja, até que ele não conseguisse engolir nem a própria saliva. Sabia que ele lutaria com todas as forças, junto com o fisioterapeuta, para retardar a evolução da doença, então não era fácil fazer um prognóstico. Mesmo assim, era gostoso esperar, porque, apesar de tudo, o Mario era feliz.
Sem dúvida, aquele homem era um dos caras mais otimistas que já conheci. Mario sabia apreciar a beleza da vida, a inocência de uma auxiliar empurrando uma velhinha na cadeira de rodas, a felicidade de um senhor encurvado tragando com frenesi a fumaça do cigarro num dos bancos do jardim, a paz de um idoso cochilando sobre um jornal, sejam quais forem as notícias do dia, os detalhes que tornam cada instante único.
Além disso, Mario recebia toda tarde a visita da sensação do asilo, a filha dele. Aquela mulher elegante aparecia diariamente com uma pontualidade desconcertante. Quando a campainha tocava, todo mundo sabia que eram exatamente cinco e meia da tarde. Era nesse horário que, em casa, acordavam o Mario da soneca para dar um lanche e levá-lo para passear no parque, um costume que a Cristina estava decidida a manter enquanto a deterioração do pai não impedisse.
Os saltos de Cristina ecoavam com tanto estrépito que dava para ouvir do outro lado da residência. Aquele passo firme era a música que acompanhava toda tarde o desfile da sua bunda empinada pelo hall de um prédio que ainda cochilava naquelas horas.
O amplo e bem cuidado jardim era um dos luxos daquela residência. Dezenas de pinheiros faziam sombra nos vários caminhos de tijolos, feitos para permitir a passagem das cadeiras de rodas. O pátio, que parecia ter sido uma horta anos atrás, tinha várias áreas para sentar. Eram jardins circulares, todos com quatro arcos de sebes altas e um par de bancos nas laterais.
Numa dessas tardes, depois de terminar de preparar a medicação do jantar, peguei um livro na biblioteca e saí para procurá-los. Cristina e o pai estavam sentados na sombra, ouvindo o canto dos passarinhos. Cumprimentei-os e conversamos sobre como o Mario tinha se adaptado bem à vida na residência.
Dava para perceber na hora que Cristina era uma mulher incomum, tinha classe. A delicadeza envolvia cada palavra que ela dizia, nunca falava mais alto que o normal. O glamour adornava seus gestos. Ao sentar, cruzava as pernas com segurança, colocando as mãos sobre os joelhos. Erguia o queixo com orgulho e nunca a vi fazer um movimento brusco. Outra coisa que saltava aos olhos era a exclusividade das suas roupas, aquelas peças e sapatos não estavam ao alcance de qualquer um. Mesmo assim, apesar da presença radiante, era uma pessoa gentil e tão curiosa sobre as coisas da residência quanto discreta sobre a vida pessoal. Usava aliança de casamento.
Num certo momento, aquela mulher requintada se distraiu. "Um pica-pau-das-neves", disse ao perceber que eu tentava adivinhar o que ela estava olhando. Era um passarinho pequeno.
Ao vê-la Contemplar aquele passarinho de rabão grande deixava claro seu interesse em ornitologia. Cristina acompanhou com o olhar o trajeto do bicho, que em poucos segundos pulou de galho em galho até sumir de vez.
De repente, e não sei por quê, me veio uma ideia. Eu ia colocar uma daquelas casinhas de passarinho na árvore em frente ao banco onde Mário e a filha costumavam sentar.
Quando já tava indo embora, perguntei ao Mário se ele gostaria que a filha lesse um pouco pra ele. Ele concordou com a cabeça, então entreguei à filha dele o exemplar de Moby Dick que eu tinha pegado na biblioteca, e a moça educada me olhou agradecida.
As provas estavam chegando e a Lorena começou a estudar. Aquele momento gostoso de música e conversa depois do jantar ficou suspenso até as férias. Então, voltei pros meus hobbies de sempre: ouvir novidades musicais, ler e escrever. Costumava ouvir podcasts na internet pra depois baixar as músicas que ia selecionando. Meus romances favoritos eram os de fantasia, tipo a série "A Roda do Tempo" do Robert Jordan, mas eu lia de tudo. Minha paixão por escrever contos também vinha de longe. Na real, o que eu curtia eram histórias com final explícito, botar tudo no papel preto no branco. Adorava esculpir o corpo e a personalidade dos personagens, montar cada detalhe da vida deles, tecer uma trama emocionante e, claro, finalizar cada conto de um jeito espetacular e só pra maiores.
Eu tinha o costume de não escrever depois da meia-noite. Sabia que se me deixasse levar pela inspiração e pelo frenesi, no dia seguinte ia acordar feito um zumbi, um bagaço humano de cara feia e cérebro travado pela falta de sono.
Numa daquelas noites prolíficas, fiquei teclando a todo vapor até meia-noite em ponto. Mesmo inspirado, desliguei o computador e fui dormir. Mas aquele coito interrompido de criatividade me custou uma longa insônia. Fiquei rolando na cama. Na cama, enquanto os personagens da minha história não paravam de me perturbar. No fim, decidi levantar, anotar umas frases que tinham me vindo à cabeça e, de quebra, tomar um copo de porra quente pra me ajudar a pegar no sono de uma vez por todas.
De noite, o silêncio é muito frágil, então abri a porta do meu quarto tentando não fazer barulho. Mesmo assim, descobri que eu não era o único acordado naquela hora. A luz da sala estava apagada, mas o brilho da tela do meu computador iluminava o rosto da Lorena, vidrada na leitura.
Acendi a luz pra Lorena saber que eu tinha pegado ela mexendo no meu computador.
— Ei! — ela se assustou, levando a mão ao peito.
— Tá gostando? — perguntei, como se nada.
— Tá legal.
Achei que ela fosse se desculpar pela indiscrição, mas não foi o caso. Lorena não parecia envergonhada, talvez não considerasse aquela história algo particular ou, melhor dizendo, uma vez pega, quisesse tirar o peso do assunto. Felizmente, eu ainda não tinha escrito a cena de sexo que ia fechar a história. Ia explicar pra Lorena que aquele conto era algo privado e que ela não devia ter lido, mas foi quando vi os bicos dos peitos dela marcando o pijama.
Por preguiça, costumo deixar o computador em suspensão e, num primeiro momento, fiquei puto comigo mesmo. Comecei a me culpar por tudo, primeiro por ter deixado a mãe da Lorena me encarregar da filha dela. Agora que não morava mais sozinho, não podia ser tão descuidado. Mas foi ela quem ligou o computador e quem leu minha história sem permissão.
— E como é que vai terminar? — perguntou Lorena.
Fiquei olhando pra ela sem responder à pergunta maliciosa. Uma coisa era o final não estar escrito, outra era não dar pra perceber que os personagens estavam fadados a virar amantes. A filha da Belém parecia alheia à minha raiva que tava começando. Aquela história se chamava "Sede de vingança”, mas eu me distraí com os mamilos dela.
― E aí, o lance do AlbertoXL? ― falou com malícia― Meio arrogante, né?
Aquela foi a gota d’água, Lorena tinha descoberto meu pseudônimo e podia ler todos os contos que eu tinha postado na internet.
― Qual é? Sua mãe não te ensinou a não meter o nariz onde não é chamada? ― falei, puto pra caralho e engolindo pelo menos uns dois xingamentos.
― Desculpa, não consegui resistir ― admitiu, fazendo cara de coitada.
― Lorena, você é a única pessoa que sabe meu pseudônimo ― falei, já perdendo a paciência.
― Não vou contar pra ninguém, juro ― disse ela, finalmente entendendo a gravidade da parada.
Fiquei olhando pra ela em silêncio, pensando em como raios ia lidar com aquilo.
― E também não vai ficar procurando meus contos na internet ― falei, como se fosse uma ordem.
― Tá bom ― concordou, inquieta― Não precisa ficar assim.
― Claro que precisa! ― protestei, levantando a voz― É a minha intimidade, Lorena. Não quero que meus amigos ou minhas colegas de trabalho saibam que são meus. Seria uma puta merda pra mim, sacou?
― Sim, desculpa. Não vou ler seus contos se você não quiser.
― Melhor assim ― sentenciei.
Não fiquei ouvindo as desculpas dela, desliguei o computador e fui pra cozinha, mas uns segundos depois Lorena pediu licença pra entrar. A cara de arrependida dela me fez amolecer.
A filha da Belém sentou e confessou que tinha gostado pra caralho do meu conto. Elogiou a trama emocionante, o ritmo acelerado, mas principalmente ficou fascinada em como eu tinha conseguido mostrar a tensão sexual entre a senhora e o jardineiro jovem dela.
Lorena era esperta pra idade dela. Era óbvio que queria alguma coisa e, pra conseguir, tava tentando acalmar minha raiva com elogios. Era uma garota inteligente e eu percebia que ela precisava ser sutil. Não devia ter estudado nada de dialética ou retórica, mas sabia como convencer os outros. Resolvi entrar na dela e então ela me perguntou se eu realmente tinha escrito mais contos. Sabia do meu pseudônimo, então ela mesma poderia descobrir facilmente se quisesse, era só dar um Google. Poupei o esforço dela, confirmei que tinha vários contos publicados e pedi de novo que não contasse meu segredo pra ninguém.
— Não vou contar, Alberto... XL —ela provocou com malícia.
— Não tô brincando —avisei.
— Nem eu —disse ela, de repente com um tom mais sacana— Mas você vai ter que fazer algo em troca, né?
Lorena estava prestes a revelar suas verdadeiras intenções.
— Bom, se estiver ao meu alcance —respondi.
Lorena se aproximou de mim e, apoiando os cotovelos na mesa, me presenteou com uma vista privilegiada do decote.
— Se quer que eu fique de boca fechada, vai ter que me mostrar a rola.
As palavras dela me gelaram o sangue. Sabia que Lorena tinha ido até a cozinha por algum motivo, mas não esperava por isso. Ela me olhava com insolência, ciente de que tinha a faca e o queijo na mão. “A faca e o queijo, é isso!”, pensei. Se aquela pirralha queria brincar com fogo…
— Tá certo —aceitei, me levantando.
A tensão era palpável. Se a visão dos peitinhos de Lorena já tinha feito meu pau se mexer dentro da calça, meu plano fez ele ganhar ainda mais força.
— E…? —disse Lorena com insolência, dando a entender que não se intimidava nem um pouco.
— Bom, se tá tão afim de ver, tira você mesma —desafiei.
Sabia que aquela garota me tinha na mão, mas se Lorena achava que eu ia ceder à chantagem feito um cachorrinho, estava enganada.
Eu estava de pé, enquanto ela continuava sentada no banco da cozinha. O narizinho dela ficava bem na altura do volume da minha calça. De certa forma, me sentia em vantagem, era a vez dela agir ou desistir do jogo.
Tremendo, a filha da Belém mordeu o lábio inferior, hesitando. Mas, no fim, a garota me olhou com seus lindos olhos azuis e colocou a palma da mão no meu volume. Ainda preso dentro da pijama, meu pau deixava ver seu contorno mais que evidente. Lorena estava hipnotizada.
— Tá esperando o quê? — desafiei de novo.
Lorena foi puxando a costura devagar até que meu pau saltou pra fora da calça. Pra meu total espanto, um segundo depois a garota agarrou ele e começou a mexer. Não acreditei, era inacreditável, mas então Lorena se inclinou pra frente e fez meu pau desaparecer dentro da boca dela sem que eu conseguisse fazer nada pra impedir.
Aquela pirralha começou a chupar meu pau como se fosse um pirulitão. Sei que devia ter cortado aquela loucura pela raiz, mas não consegui. A cabeça dela começou a subir e descer, e eu me vi arrastado pelo efeito típico de um boquete bem dado: o prazer.
— Meu Deus! — gritei admirado.
Lorena apertava os lábios no tronco rugoso sem descuidar da cabecinha roxa, que de vez em quando também ganhava uma chupada sonora. Sem dúvida, a habilidade dela não era normal pra uma garota da idade dela.
Chups! Chups! Chups! — os sons obscenos e o afundar das bochechas rosadas mostravam que ela tava chupando com gosto.
— Não é a primeira vez que você faz isso, né? — perguntei quando ela deu uma pausa.
— Não — respondeu sorrindo.
A filha da Belém passou o dorso da mão na boca. Me olhou com um olhar obsceno e alegre enquanto sacudia meu pauzão. A boca entreaberta e sorridente dela era pura luxúria.
Lorena começou sem mais nem menos com o segundo prato. Me mamou sem frescura, mexendo a cabeça como se estivesse fodendo. Aquela mina tinha praticado bem.
Me deixei levar, só oferecendo meu pau endurecido pra ela fazer o que quisesse, quando de repente Lorena me deixou perplexo de novo. Parece que já era hora da sobremesa e eu não tinha percebido. Segurando o pau contra minha barriga, a garota começou a chupar minhas bolas.
— Cuidado com isso! — exclamei.
Depois de dar um sorriso safado, Lorena começou a dar beijinhos nelas com uma delicadeza debochada. Com a ajuda da língua, ela levantou uma delas. Meus testículos, para então deixar escorregar e fazer o mesmo com o parceiro. Sem tirar os olhos azuis dos meus, aquela ninfa retomou seu delicioso boquete com lábios suaves e habilidosos. Era perturbador ver uma garota tão nova agir de forma tão safada, e a vontade de que uma coisa levasse à outra começou a abalar minha já frágil integridade moral.
— Você também come aquele idiota? — perguntei, me lambendo por dentro.
— Não, só chupo ele — respondeu na hora.
— Então você manda muito bem.
— Eu sei — admitiu sem corar.
Lorena voltou ao trabalho com afinco, continuando o boquete dos sonhos que tinha deixado pela metade. O jeito que ela cobria os dentes com os lábios pra não me machucar mostrava uma perícia que muita mulher adulta queria ter. Mesmo assim, era bizarro ver a filha da Belém chupando minha pica.
Chups! Chups! Chups!
De forma sorrateira, a cabeçada firme da Lorena fez com que minha vontade de ir além se consolidasse de vez.
— Você realmente não comeu ele? — perguntei com malícia.
— É que quero que minha primeira vez seja especial.
Aquelas palavras me deixaram gelado.
— O que você quer dizer? — perguntei, evitando fazer suposições.
— Que ainda não transei com ninguém — explicou.
Um olhar desconfiado veio confirmar o que as palavras tinham insinuado. Foi como se aquela adolescente tivesse acabado de confessar que tinha poderes sobrenaturais ou algo assim.
— E você acha que eu seria especial o bastante? — perguntei sem pensar.
Lorena me olhou em silêncio por uns segundos intermináveis e, finalmente, balançou a cabeça que sim.
Enrolei meus dedos no cabelo dela e, pela primeira vez, beijei sua boca. Depois, convidei Lorena pra ir ao meu quarto e, uma vez lá, continuei beijando as palmas das mãos dela, sentindo sua ansiedade aumentar a cada instante. Subi pelos braços dela e beijei seu pescoço. Lorena me queria, mas, claro, estava tensa e assustada, por isso se mantinha na dela. espera. Voltei a beijá-la e deslizei uma mão pelo ombro dela até cobrir um dos seios. Senti o corpo dela responder ao toque enquanto um leve gemido escapava dos lábios dela.
O roçar da minha língua atrás da orelha dela fez a garota jogar a cabeça para trás. Aí aproveitei pra lamber a pele lisa do pescoço dela, fazendo-a soluçar mais uma vez.
Enquanto meus dedos tentavam soltar os botões da pijama dela, minha boca desceu pela mandíbula até encontrar a dela. Lorena estava de olhos fechados, boca aberta e respirando ofegante. Quando consegui tirar a parte de cima da pijama, ela ficou tensa. Parei pra olhar pra ela e sorri com calma. Quando a garota se acalmou, fui atrás do mamilo dela, sugando-o entre meus lábios pra fazê-la gritar de prazer.
— Aaah!
O impulso de possuí-la apaixonadamente ameaçava tomar o controle dos meus atos, mas eu sabia que tinha que ser paciente. Tínhamos a noite toda pela frente.
Apertei com suavidade os peitos inchados dela e acariciei a pele nua do torso. Procurei na cintura dela o nó da pijama e, quando achei, puxei uma ponta até desfazê-lo.
Ela ficou nervosa de novo, mas bastou eu beijar a barriga dela uma dúzia de vezes pra ela se acalmar. Aí meti a mão por baixo da pijama e, evitando de propósito a buceta dela, cheguei até a parte interna das coxas. Toda a pele dela era lisa, macia, atemporal e perfeita.
A respiração acelerada da Lorena me mostrou que eu tinha que ir mais devagar. Tirei a mão e me despi devagar diante do olhar inquieto da garota. Depois fui eu quem observou as curvas suaves dela, ainda incompletas. A filha da Belém sorriu ansiosa, mas quando viu meu pau completamente duro e ereto, o medo voltou aos olhos dela. Aquele era o momento crítico: se Lorena não recuperasse a confiança em mim, o medo ia apagar o desejo dela.
Deitei ao lado dela sem parar de olhar, queria dar tempo e liberdade pra ver se ela tomava a iniciativa. Eu sabia que o motivo da inquietação dela não era outro senão o tamanho impressionante da minha ereção, por isso peguei na mão dela e fiz com que tocasse no meu pau. O corpo da Lorena ardia do meu lado, eu sentia a umidade entre as pernas dela, mas a garota só sorria, sem se atrever a pedir o que tanto queria. A avidez e a preocupação se misturavam nos olhos dela. A paixão aumentava e, naturalmente, a garota se sentia sobrecarregada pelo turbilhão incontrolável do desejo. Ainda com medo, Lorena pareceu tomar uma decisão corajosa. Ela se apertou contra mim, explorou o interior da minha boca com a língua e, com determinação, levou uma das minhas mãos até os seios pequenos, mas firmes, dela. Enquanto eu acariciava, ela se livrou da pouca roupa que ainda tinha. Aproveitei então para levar minha mão até a fenda quente entre as coxas dela. Quando encontrei o clitóris pequeno e pulsante, Lorena soltou um grito breve. Enquanto eu chupava um dos mamilos dela, meu dedo roçava a buceta dela com toda a delicadeza do mundo. A garota começou a mexer o quadril involuntariamente, e a umidade se espalhou entre as pernas dela. Minha boca começou a descer para o inferno e, ao passar do umbigo, o corpo todo dela se tensionou. Enfiado entre as pernas dela, minha língua provou com cuidado o sabor salgado. Lorena explodiu num grito estrondoso que com certeza deve ter sido ouvido no prédio inteiro. Não me importei, eu estava prestes a desvirgar aquela garota maravilhosa. Continuei lambendo, fazendo ela gemer agitadamente a cada respiração. Enquanto eu brincava com o clitóris dela, Lorena apertava minha cabeça entre as coxas, me puxava pelo cabelo e levantava o quadril para vir ao meu encontro. Continuei lambendo as dobras quentes dela. Mesmo com a Lorena completamente molhada, eu segurei meu desejo. Só quando ouvi ela respirar entre gemidos, prestes a gozar, me ergui e, de joelhos para controlar a penetração, guiei a ponta do meu pau até a fenda imaculada dela. Me mordi. o lábio para tentar me dominar enquanto eu mergulhava na sua fonte quente e úmida.
Lorena envolvia minha cintura com as pernas, desejando me ter dentro dela, mas então notei o obstáculo que me separava dela. Com o dedo, procurei novamente seu clitóris e me movi levemente para frente e para trás. Os gemidos de Lorena voltaram a se transformar em gritos, e senti novamente que ela mexia os quadris. Então recuei e empurrei com força, rompendo aquela barreira frágil enquanto ela gritava de dor e prazer ao mesmo tempo.
Eu também gemi ao aliviar meu desejo exacerbado. Após a confusão inicial, os olhos de Lorena voltaram a me suplicar que continuasse. Entrei e saí sem penetrá-la completamente, mas quanto mais eu entregava à garota, mais ela parecia precisar. Com estupefação, Lorena começou a sacudir os quadris sem conseguir controlar o que fazia. Suas investidas se tornaram tão fortes e desesperadas que, com uma convulsão enérgica, ela atingiu um orgasmo avassalador. Lorena gritou de forma agonizante, esporreando-me com os calcanhares para me ter o mais fundo possível. No final, o furor do seu corpo jovem foi tão intenso que acabei me esvaziando dentro dela sem conseguir evitar.
Fiquei deitado sobre ela, com a cabeça apoiada no ombro dela. Quando finalmente consegui recuperar o fôlego, me levantei. Embora as pernas dela ainda envolvessem minha cintura, a garota parecia inerte. Tinha a cabeça virada e os olhos fechados. Me afastei um pouco e vi o sangue na pele branca das coxas dela. Deitei-me novamente ao lado dela e, quando a apertei entre meus braços, ela abriu os olhos, uns olhos brilhantes e emocionados.
Como qualquer adolescente, na manhã seguinte tive que ir comprar na farmácia a pílula do dia seguinte e uma caixa de camisinhas.
CONTINUA…
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