Família unida, família feliz. Quando meu tio Edu sofreu o acidente de moto, a família toda se mobilizou pra cuidar dele e acompanhar ele nesses momentos tão difíceis. Ele e a namorada da vez, a Bea, que também se machucou feio. Os dois estavam no mesmo quarto de hospital, mas sempre separados por um biombo pra um não ver o estado do outro, porque, segundo os psicólogos, podia prejudicar a recuperação emocional.
Porque, na real, o Edu tava todo quebrado: braços e pernas engessados, várias costelas quebradas. Uma verdadeira múmia, só com a barriga e o abdômen de fora. A Bea tava um pouco melhor, mas tinha levado uma porrada forte na cabeça porque não usava capacete, e passava a maior parte do tempo sonolenta ou apagada.
O Edu é o irmão mais novo do meu pai. O bonitão da família: charmoso, estudado e com um negócio de sucesso. A Bea, como eu já disse, é uma namoradinha de ocasião, mais uma, com quem ele não tem nada sério, mas que, com o corpo provocante (parece uma Barbie: magrinha, peitão operado, cabelo loiro, cintura fina), deve estar dando uns boquetes daqueles, que é o que meu tio espera das mulheres, já que é um comedor inveterado e um misógino.
De tarde, depois do almoço, a gente vai se revezando nas visitas ao hospital. Eu vou todo dia — porque tô de férias e prefiro ficar lá vendo enfermeira gostosa do que cheirando diesel na oficina do meu pai —, sempre acompanhado pela minha mãe ou pelo meu pai. Minha irmã vai de vez em quando, mas atrapalha mais do que ajuda, então é melhor nem aparecer. Eu reparei como minha mãe e o Edu se entendem bem. Trocam olhares e gestos que não passam despercebidos. E nem vou falar das risadas e das brincadeiras, que meu pai certamente não acharia graça. O jeito que minha mãe tem de dar a merenda pra ele, colocar o canudinho na boca dele pra ele chupar, abanar ele quando faz calor, toda essa doçura... Ao falar com você... está sendo muito chocante pra mim. Não quero ser maldoso: talvez seja o instinto protetor maternal, já que o Edu não deixa de ser o cunhado mais novo dela...
A mãe adora ajudar o Edu em tudo que pode: faz a barba dele mais de uma vez, arruma o travesseiro, estica os lençóis, coça com uma agulha de tricô debaixo do gesso. Tava nesse gesto de aliviar a coceira na perna do tio Edu quando percebi que algo se mexia debaixo dos lençóis. O filho da puta tava ficando duro.
— Tô com vontade de mijar — ele sussurrou no ouvido da minha mãe. — Se você colocar o penico pra mim, a gente não incomoda a enfermeira.
Mamãe parou de coçar, olhou nervosa pra mim, que tava me distraindo no celular, e ponderou o pedido peculiar do cunhado mais novo. Agiu com bom senso:
— Alex, coloca o penico pro seu tio, enquanto eu converso um pouco com a Bea, que parece que acordou.
De má vontade, peguei no banheiro o penico masculino, aquela espécie de garrafa de vidro grosso com um gargalo comprido onde a pica deve ser enfiada. Como tava limpinho, não senti nojo nenhum e levei até a cama do Edu. Aí, com um certo receio, libertei a pinga do Edu do pijama e enfiei com certa dificuldade no tubo. "Bela pica", pensei comigo. O membro tava meio duro. Não é de se espantar, porque a mamãe — com a voz melosa e o decote generoso — era uma verdadeira provocadora de paus, como se diz vulgarmente, e aquele pobre coitado tava há um tempão sem bater uma (e muito menos meter num bom buraco). Enquanto ele mijava, eu olhava disfarçadamente pela janela.
— Pronto — ele disse depois de um tempo. — Tira o penico.
Missão difícil. O Edu tinha ficado excitado e a pica dele ficou presa no gargalo da garrafa. A cabeça tava tão inchada quanto deve ficar a dos cachorros quando ficam presos na buceta da puta.
— O que a gente faz? — perguntei atordoado, enquanto ouvia as duas mulheres conversando do outro lado. biombo.
—Isso só desce se eu gozar — sussurrou no meu ouvido.
—Vai gozar?
—Você tem que me fazer gozar — sentenciou com determinação. — Meus braços estão inutilizados, imóveis por causa do gesso.
—Então, quer dizer que tenho que te fazer uma punheta.
—Exato. Move o penico pra cima e pra baixo como se fosse uma punheta. Experiência não te falta, com certeza.
Pediu silêncio, antes que eu começasse a bater uma pra ele dentro do vidro. Ele ficava excitado ouvindo a voz da minha mãe, mais do que a da namorada dele. É verdade que o sexo mora na imaginação. Por um momento achei que a garrafa ia estourar com a pressão daquela pica inchada e cheia de veias.
Ele gemeu o nome da minha mãe várias vezes, ofegante, enquanto gozava que nem um animal dentro do penico, entre convulsões, e o esperma jorrava em borbotões na urina que já estava lá. Ficou relaxado e sorrindo, como se tivesse alcançado a glória depois de tantos dias de abstinência forçada.
A pica murchou rapidinho e eu consegui tirar ela da garrafa sem dificuldade. Percebi também os ovos vazios, depois de semanas acumulando. "No fundo, fiz uma obra de caridade — pensei —, senão esse aí ia explodir de uma hora pra outra."
Corri rápido pro banheiro pra despejar toda aquela mistura viscosa e ninguém ver. As duas mulheres continuavam resolvendo o mundo, alheias a tudo que tinha acontecido a um metro delas.
—Sobrinho, sou grato de alma. Você vai ter que me ajudar outras vezes.
—Nem conta comigo. Não sou punheteiro de ninguém.
—Se você não fizer, alguém vai ter que me aliviar de vez em quando.
—Pede pra uma enfermeira.
—Hahaha! Me expulsam do hospital — riu alto. —Quem sabe sua mãe...
—Vou quebrar sua cara, filho da puta. Minha mãe é uma santa, nem pense em incomodar ela.
(Continua)
Porque, na real, o Edu tava todo quebrado: braços e pernas engessados, várias costelas quebradas. Uma verdadeira múmia, só com a barriga e o abdômen de fora. A Bea tava um pouco melhor, mas tinha levado uma porrada forte na cabeça porque não usava capacete, e passava a maior parte do tempo sonolenta ou apagada.
O Edu é o irmão mais novo do meu pai. O bonitão da família: charmoso, estudado e com um negócio de sucesso. A Bea, como eu já disse, é uma namoradinha de ocasião, mais uma, com quem ele não tem nada sério, mas que, com o corpo provocante (parece uma Barbie: magrinha, peitão operado, cabelo loiro, cintura fina), deve estar dando uns boquetes daqueles, que é o que meu tio espera das mulheres, já que é um comedor inveterado e um misógino.
De tarde, depois do almoço, a gente vai se revezando nas visitas ao hospital. Eu vou todo dia — porque tô de férias e prefiro ficar lá vendo enfermeira gostosa do que cheirando diesel na oficina do meu pai —, sempre acompanhado pela minha mãe ou pelo meu pai. Minha irmã vai de vez em quando, mas atrapalha mais do que ajuda, então é melhor nem aparecer. Eu reparei como minha mãe e o Edu se entendem bem. Trocam olhares e gestos que não passam despercebidos. E nem vou falar das risadas e das brincadeiras, que meu pai certamente não acharia graça. O jeito que minha mãe tem de dar a merenda pra ele, colocar o canudinho na boca dele pra ele chupar, abanar ele quando faz calor, toda essa doçura... Ao falar com você... está sendo muito chocante pra mim. Não quero ser maldoso: talvez seja o instinto protetor maternal, já que o Edu não deixa de ser o cunhado mais novo dela...
A mãe adora ajudar o Edu em tudo que pode: faz a barba dele mais de uma vez, arruma o travesseiro, estica os lençóis, coça com uma agulha de tricô debaixo do gesso. Tava nesse gesto de aliviar a coceira na perna do tio Edu quando percebi que algo se mexia debaixo dos lençóis. O filho da puta tava ficando duro.
— Tô com vontade de mijar — ele sussurrou no ouvido da minha mãe. — Se você colocar o penico pra mim, a gente não incomoda a enfermeira.
Mamãe parou de coçar, olhou nervosa pra mim, que tava me distraindo no celular, e ponderou o pedido peculiar do cunhado mais novo. Agiu com bom senso:
— Alex, coloca o penico pro seu tio, enquanto eu converso um pouco com a Bea, que parece que acordou.
De má vontade, peguei no banheiro o penico masculino, aquela espécie de garrafa de vidro grosso com um gargalo comprido onde a pica deve ser enfiada. Como tava limpinho, não senti nojo nenhum e levei até a cama do Edu. Aí, com um certo receio, libertei a pinga do Edu do pijama e enfiei com certa dificuldade no tubo. "Bela pica", pensei comigo. O membro tava meio duro. Não é de se espantar, porque a mamãe — com a voz melosa e o decote generoso — era uma verdadeira provocadora de paus, como se diz vulgarmente, e aquele pobre coitado tava há um tempão sem bater uma (e muito menos meter num bom buraco). Enquanto ele mijava, eu olhava disfarçadamente pela janela.
— Pronto — ele disse depois de um tempo. — Tira o penico.
Missão difícil. O Edu tinha ficado excitado e a pica dele ficou presa no gargalo da garrafa. A cabeça tava tão inchada quanto deve ficar a dos cachorros quando ficam presos na buceta da puta.
— O que a gente faz? — perguntei atordoado, enquanto ouvia as duas mulheres conversando do outro lado. biombo.
—Isso só desce se eu gozar — sussurrou no meu ouvido.
—Vai gozar?
—Você tem que me fazer gozar — sentenciou com determinação. — Meus braços estão inutilizados, imóveis por causa do gesso.
—Então, quer dizer que tenho que te fazer uma punheta.
—Exato. Move o penico pra cima e pra baixo como se fosse uma punheta. Experiência não te falta, com certeza.
Pediu silêncio, antes que eu começasse a bater uma pra ele dentro do vidro. Ele ficava excitado ouvindo a voz da minha mãe, mais do que a da namorada dele. É verdade que o sexo mora na imaginação. Por um momento achei que a garrafa ia estourar com a pressão daquela pica inchada e cheia de veias.
Ele gemeu o nome da minha mãe várias vezes, ofegante, enquanto gozava que nem um animal dentro do penico, entre convulsões, e o esperma jorrava em borbotões na urina que já estava lá. Ficou relaxado e sorrindo, como se tivesse alcançado a glória depois de tantos dias de abstinência forçada.
A pica murchou rapidinho e eu consegui tirar ela da garrafa sem dificuldade. Percebi também os ovos vazios, depois de semanas acumulando. "No fundo, fiz uma obra de caridade — pensei —, senão esse aí ia explodir de uma hora pra outra."
Corri rápido pro banheiro pra despejar toda aquela mistura viscosa e ninguém ver. As duas mulheres continuavam resolvendo o mundo, alheias a tudo que tinha acontecido a um metro delas.
—Sobrinho, sou grato de alma. Você vai ter que me ajudar outras vezes.
—Nem conta comigo. Não sou punheteiro de ninguém.
—Se você não fizer, alguém vai ter que me aliviar de vez em quando.
—Pede pra uma enfermeira.
—Hahaha! Me expulsam do hospital — riu alto. —Quem sabe sua mãe...
—Vou quebrar sua cara, filho da puta. Minha mãe é uma santa, nem pense em incomodar ela.
(Continua)
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