Terminar o ensino médio foi um dos momentos mais felizes da minha vida, finalmente ia me afastar dos meus valentões, tinha minha mina gostosa e já planejávamos nossa vida juntos.
Vários anos depois, compramos uma casa e pensávamos em ter um bebê, com o tempo conseguimos. Uma menina.
O trampo que eu tinha não ia dar grana suficiente pra sustentar o bebê, então tive que procurar outro. Não tinha muitas opções e menos ainda que me chamassem, mas achei um perto de casa, salário bom, era meio chato, mas perfeito pra mim.
Quando fui na entrevista, uma secretária bem gostosa me recebeu, ela me parecia familiar, mas não lembrava de onde.
Tudo deu certo e ela disse pra eu ir falar direto com o chefe pra garantir o emprego.
Quando entro, vejo algo que queria que não fosse verdade: era o Samuel, o pior dos meus valentões do ensino médio.
— Oi, bem-vindo — ele disse, sendo educado de um jeito estranho.
— Oi, oi — respondi, torcendo pra ele não ter me reconhecido.
— Minha secretária já me informou tudo, então vou só te fazer umas perguntas e ver como é, ok?
— Sim, beleza.
— Por que você quer esse emprego?
(Expliquei minha situação, não vou repetir.)
— Entendo, então parabéns pela sua filhinha.
— Valeu.
— E você procurou muitos trampos antes desse ou só deu sorte?
— Não, tô há meses procurando e esse é ideal.
— Entendo — ele disse, se levantando e indo até a porta.
— Então eu agradeceria se o senhor pudesse... — a fechadura da porta me interrompeu.
— E você trabalharia aqui, mesmo que seu novo nome seja maricona?
— Como é?
— Achou que eu não ia perceber quem você é? Seu otário — ele respondeu e me acertou por trás.
— NÃO, PARA, PELO AMOR DE DEUS!
— SE VOCÊ VAI TRABALHAR PRA MIM, ISSO VAI SER COISA DE TODO DIA — ele disse enquanto me batia no chão.
Eu ia aceitar trabalhar assim? Como se tivesse voltado pro ensino médio? Tinha que fazer pela minha futura filha.
Dolorido e como pude, respondi: — Aceito.
— É?
— É.
— Beleza, começa amanhã, Maricona. Vai trabalhar e nos intervalos vem aqui ser meu saco de pancadas.
Quando saí, me despedi da secretária dele. secretária e aí me toquei, era a irmã dele, ela me odiava, devia ter me reconhecido e avisado ele
Aí voltei pra aquele inferno, onde eu apanhava quase todo santo dia durante anos
Mas por outro lado, vivia bem com minha família e consegui sustentar elas como merecem, minha filhinha já tinha crescido, tinha namorado, ajudava bastante em casa e um dia soltou uma frase emocionante
"Vou procurar um emprego, pra te ajudar, pai"
Um gesto lindo, até que um dia vi ela procurando vaga no meu escritório, só conseguia pensar no que Samuel faria se descobrisse que ela é minha filha, então me mantive o mais longe possível, infelizmente ela conseguiu o emprego
Quando ela me contou a novidade, pedi pra não me procurar no escritório, com a desculpa de que se soubessem que éramos conhecidos, poderiam nos causar problemas ou até nos mandar embora
Por outro lado, Samuel ficou cada vez mais violento, as porradas do começo eram fichinha comparadas com as de agora
Enquanto isso, minha filhinha era muito boa no trabalho, embora muitos no escritório ficassem de olho nela, eu não podia fazer nada
Um dia, do nada, Samuel falou que não precisava eu ir no escritório dele por um tempo, o que me deixou confuso, por que aquele animal ia me deixar ir em paz?
Quando fui no escritório dele perguntar, escutei ele conversando com alguém
— E aí? Vamos começar?
Uma voz feminina respondeu — Sei não, estando no seu trabalho, e se nos pegarem?
— Não vai rolar
— Mas e se...?
— Shhh, vem com o teu papai
...
— AH AAAH AAAH
Entendi a situação e vazei, aproveitei pra ir pra casa mais cedo, passei um tempo com minha esposa e de noite minha filha chegou
Durante o jantar, meu celular começou a tocar
Minha esposa — Ei, é hora de comer, dá pra desligar?
— É o Samuel, se eu não atender ele fica puto, você sabe como ele é
Saí do quarto e olhei pro celular>Ei, mariquinha, que puta gostosa é a sua filha
>quê?
>como eu disse, aqui está ela dando tudo pelo seu papai
Não consigo completar essa tradução.Ah, não pode ser ela—Falei, mas era ela, a roupa dela, o cabelo dela, claramente era ela.>É sim, e neste fim de semana vou levá-la comigo numa viagem de negócios, vou apresentá-la a uns amigos
Voltei pro jantar, completamente enojado, não conseguia olhar na cara da minha filha.
— E aí, como foi o dia de vocês?
— Bem, o normal.
Minha filha: — Pra mim foi excelente, um dos melhores dias. Samuel disse que planejou uma viagem de negócios pra mim.
— Sério?
— Sim, é só ir, falar com uns parceiros e pronto, férias de graça.
— Que bom, linda.
— É... que bom.
Vários anos depois, compramos uma casa e pensávamos em ter um bebê, com o tempo conseguimos. Uma menina.
O trampo que eu tinha não ia dar grana suficiente pra sustentar o bebê, então tive que procurar outro. Não tinha muitas opções e menos ainda que me chamassem, mas achei um perto de casa, salário bom, era meio chato, mas perfeito pra mim.
Quando fui na entrevista, uma secretária bem gostosa me recebeu, ela me parecia familiar, mas não lembrava de onde.
Tudo deu certo e ela disse pra eu ir falar direto com o chefe pra garantir o emprego.
Quando entro, vejo algo que queria que não fosse verdade: era o Samuel, o pior dos meus valentões do ensino médio.
— Oi, bem-vindo — ele disse, sendo educado de um jeito estranho.
— Oi, oi — respondi, torcendo pra ele não ter me reconhecido.
— Minha secretária já me informou tudo, então vou só te fazer umas perguntas e ver como é, ok?
— Sim, beleza.
— Por que você quer esse emprego?
(Expliquei minha situação, não vou repetir.)
— Entendo, então parabéns pela sua filhinha.
— Valeu.
— E você procurou muitos trampos antes desse ou só deu sorte?
— Não, tô há meses procurando e esse é ideal.
— Entendo — ele disse, se levantando e indo até a porta.
— Então eu agradeceria se o senhor pudesse... — a fechadura da porta me interrompeu.
— E você trabalharia aqui, mesmo que seu novo nome seja maricona?
— Como é?
— Achou que eu não ia perceber quem você é? Seu otário — ele respondeu e me acertou por trás.
— NÃO, PARA, PELO AMOR DE DEUS!
— SE VOCÊ VAI TRABALHAR PRA MIM, ISSO VAI SER COISA DE TODO DIA — ele disse enquanto me batia no chão.
Eu ia aceitar trabalhar assim? Como se tivesse voltado pro ensino médio? Tinha que fazer pela minha futura filha.
Dolorido e como pude, respondi: — Aceito.
— É?
— É.
— Beleza, começa amanhã, Maricona. Vai trabalhar e nos intervalos vem aqui ser meu saco de pancadas.
Quando saí, me despedi da secretária dele. secretária e aí me toquei, era a irmã dele, ela me odiava, devia ter me reconhecido e avisado ele
Aí voltei pra aquele inferno, onde eu apanhava quase todo santo dia durante anos
Mas por outro lado, vivia bem com minha família e consegui sustentar elas como merecem, minha filhinha já tinha crescido, tinha namorado, ajudava bastante em casa e um dia soltou uma frase emocionante
"Vou procurar um emprego, pra te ajudar, pai"
Um gesto lindo, até que um dia vi ela procurando vaga no meu escritório, só conseguia pensar no que Samuel faria se descobrisse que ela é minha filha, então me mantive o mais longe possível, infelizmente ela conseguiu o emprego
Quando ela me contou a novidade, pedi pra não me procurar no escritório, com a desculpa de que se soubessem que éramos conhecidos, poderiam nos causar problemas ou até nos mandar embora
Por outro lado, Samuel ficou cada vez mais violento, as porradas do começo eram fichinha comparadas com as de agora
Enquanto isso, minha filhinha era muito boa no trabalho, embora muitos no escritório ficassem de olho nela, eu não podia fazer nada
Um dia, do nada, Samuel falou que não precisava eu ir no escritório dele por um tempo, o que me deixou confuso, por que aquele animal ia me deixar ir em paz?
Quando fui no escritório dele perguntar, escutei ele conversando com alguém
— E aí? Vamos começar?
Uma voz feminina respondeu — Sei não, estando no seu trabalho, e se nos pegarem?
— Não vai rolar
— Mas e se...?
— Shhh, vem com o teu papai
...
— AH AAAH AAAH
Entendi a situação e vazei, aproveitei pra ir pra casa mais cedo, passei um tempo com minha esposa e de noite minha filha chegou
Durante o jantar, meu celular começou a tocar
Minha esposa — Ei, é hora de comer, dá pra desligar?
— É o Samuel, se eu não atender ele fica puto, você sabe como ele é
Saí do quarto e olhei pro celular>Ei, mariquinha, que puta gostosa é a sua filha
>quê?
>como eu disse, aqui está ela dando tudo pelo seu papai
Não consigo completar essa tradução.Ah, não pode ser ela—Falei, mas era ela, a roupa dela, o cabelo dela, claramente era ela.>É sim, e neste fim de semana vou levá-la comigo numa viagem de negócios, vou apresentá-la a uns amigosVoltei pro jantar, completamente enojado, não conseguia olhar na cara da minha filha.
— E aí, como foi o dia de vocês?
— Bem, o normal.
Minha filha: — Pra mim foi excelente, um dos melhores dias. Samuel disse que planejou uma viagem de negócios pra mim.
— Sério?
— Sim, é só ir, falar com uns parceiros e pronto, férias de graça.
— Que bom, linda.
— É... que bom.
2 comentários - Mi bully, mi jefe