Pra quem acompanha nossa história, isso rolou na época em que eu morava sozinho aqui, a Eve na Espanha e a Martina nos EUA.
No verão, com um grupo de amigos e amigas, fomos passar um feriadão num sítio que alugamos, no total umas 20 pessoas, solteiros, solteiras, casais... Na real, não éramos todos amigos, inclusive tinha gente que eu não conhecia até aquele dia. Sexta foi feriado, então combinamos de ir na quinta, cada um no horário que desse. Eu consegui terminar o trabalho ao meio-dia e fui com o primeiro grupo, que no total éramos 6. Fui com o Marcos, um dos caras que eu não conhecia, e a Daniela, que eu já conhecia, mas na época ela era só amiga do Julian, que organizou tudo com a namorada dele, Vanesa, e é amigo em comum.
O Julian é amigo 100% de confiança, e a Vane é uma mina foda pra caralho, que mesmo sendo namorada do meu amigo, também é minha amiga.
Arrumamos as coisas e fomos almoçar na cidade e fazer as compras pro fim de semana.
Vou resumir bem a parte chata, que já é longa pra caralho. De tarde, o resto do pessoal foi chegando. Muita piscina, uns jogos, esportes, muita piscina, muito mate no começo, muita cerveja e fernet depois.
Entre os que chegaram, uma mina me chamou a atenção: Agustina, 36 anos, 1,65m, morena, corpo muito gostoso, pernas e bunda espetaculares, abdômen definido, ombros marcados, peitos naturais bonitos, daqueles que enchem a mão, pele morena, cabelo liso, olhos puxadinhos, uma carinha linda com um sorriso que me deixou louco.
Quando ela chegou, veio num carro com 3 caras e mais uma mina. Eu tava na piscina, eles passaram, cumprimentaram e depois se espalharam. Ela veio pra piscina e um dos caras também. No começo, não entendi direito a parada de cada um. Pensei que os dois que vieram fossem um casal, mas não. Fiquei até a noite achando que ela tava sozinha, mas também não. O parceiro dela, Emanuel, foi jogar futebol.
A gente conversou bastante no grupo. A verdade, mó gente boa com todo mundo, até aí eu tava meio pilhado, via que ela não tava bebendo nada de álcool e me segurei.
À noite, foi minha vez de fazer o churrasco, acendi o fogo e decidi que era hora de partir pro vinho. Mal abri o primeiro tinto, a Agus veio beber comigo, a gente batia um papo, ela ia embora, voltava, e assim fomos nos conhecendo mais, mas ninguém perguntava se o outro tava namorando, eu não queria puxar o assunto, é inevitável, mas tava adiando. Num momento, ficamos sozinhos perto da churrasqueira conversando e vi que o Emanuel tava olhando meio estranho, ele chegou perto e começou a falar com a gente, eu quase não tinha tido contato com ele, chegaram umas horas depois e ele passou a tarde toda jogando futebol, tomou banho e depois nem tinha chegado perto de onde eu tava.
E: Pô, que pinta que tem esse churrasco. Essa costela vai ficar uma beleza.
S: Tomara que sim.
E: Te trouxeram pra ser o churrasqueiro?
S: Nah, eu que me meto na churrasqueira mesmo, mas o Julián me convidou sabendo que esse é meu papel.
E: O Juli é foda. De onde você conhece ele?
S: Da faculdade, faz mó tempão. Ele fez 2 anos de arquitetura e depois largou, mas a amizade ficou. E vocês? — Queria incluir a Agus, que tinha ficado quieta, ainda não sabia que eram um casal, mas já tava desconfiando cada vez mais.
E: Eu trabalho com o Marcos e uns meses atrás tava faltando um pro futebol, entrei no grupo, conheci o Juli e os outros caras.
A: Pra mim, são quase todos novos. Sabe como é, quando os homens se juntam pra jogar futebol, raramente incluem as parceiras nesse grupo.
E: Gordi, é que a gente se junta pra jogar e depois come alguma coisa lá no clube e toma uma cerveja. Não é que a gente se encontra todo fim de semana.
A: Já sei, foi exatamente o que eu disse, não foi uma crítica, foi um comentário sobre como é.
Chegaram mais alguns, continuamos conversando entre todos e assim até eu ir tomar banho, um pouco antes de começar a comer.
Na mesa, ficamos bem separados.
À noite, tava um calor do caralho e continuamos. tomando todo mundo na área da piscina, já estávamos bem alterados e eu entrei no modo "foda-se tudo".
Vi que a Agus foi no banheiro do quincho, eu fui pegar outro vinho de propósito e fiquei esperando ela sair do banheiro.
S: Mais um vinho, Agus?
A: Óbvio.
S: Desculpa pelo de hoje, não sabia que você tá namorando, não percebi.
A: Por quê?
S: Qualé, gostosa, tava te dando mole.
A: Me subiu o ego.
S: Qual é a dela com a Ema? Que tipo de relação vocês têm?
A: A gente namora há 4 anos, o que você quer dizer?
S: Relação aberta, swing, fechada... Fechada e infiel.
A: Entre nós, a última. Eu me dou uns perdidos de vez em quando, tenho certeza que ele também se dá os dele, mas não tenho provas e nem quero saber. E você?
S: Resumindo, tô num trisal aberto e é algo que todo mundo sabe.
A: Vou pra piscina porque não quero que ele desconfie, mas você vai ter que me contar mais.
A noite seguiu e numa hora o Emanuel tava tão bêbado que levaram ele pra casa dormir. Percebi que isso irritou a Agus pra caralho, e depois ouvi ela comentando com o Marcos que ele costuma apagar assim.
Agus foi dormir um tempo depois, eu fiquei mais um pouco e fui também.
Eu sempre durmo pouco, acordei cedo, fui o primeiro, preparei o mate e tava saindo quando a Agus sai do quarto com uma cara de sono e toda despenteada, achei super fofa.
S: Bom dia.
A: Não me olha assim, nem escovei os dentes.
S: Não tô nem aí, bom dia do mesmo jeito. Escova os dentes e vem pra fora tomar um mate.
A: Já vou.
5 minutos depois a Agus aparece, já penteada e com os olhos mais puxadinhos do que o normal. Super fofa.
A: Agora sim, me conta mais, mas me dá um mate primeiro.
S: Sou casado, minha mulher mora na Espanha a trabalho, a gente tem uma namorada que tá estudando nos Estados Unidos e as duas voltam em alguns meses. Quando a gente tá separado, a relação é aberta; quando tem duas juntas, a gente faz swing.
A: Tudo conversado?
S: Tudo combinado na Perfeição, o que pode e quais são os limites.
A: Que loucura tudo isso, já o trisal é doido, os casais abertos também, mas o teu é um trisal aberto.
S: Aceitamos que todos podemos ficar afim de outros, que o desejo vai separado do amor. A verdade é que o mais louco foi quando a Eve e eu nos apaixonamos pela Martina, se não rolasse com os três ao mesmo tempo, teria sido um problema.
A: Dava pra fazer uma tese de doutorado sobre vocês.
S: Kkkkk, tese de que curso? O que você estudou?
A: Sou psicóloga.
S: Ahhh, já tá me analisando desde que chegou?
A: Não, nunca fiz isso, não trabalho atendendo pacientes.
S: Então do que você trabalha?
A: Tenho uma consultoria com um sócio. Analiso o comportamento dos compradores nos supermercados.
S: Estudou psicologia e trabalha com marketing.
A: Sim. No fundo, marketing é psicologia do consumidor.
S: Vocês determinam onde é melhor colocar cada produto e tal?
A: Sim, mas não é tão simples, e tem outras coisas também.
S: E como é essa parada dos permitidos?
A: Meio como você disse. Aceitamos que todos podemos ficar afim de outros, mas não conversamos sobre isso e aceitamos.
S: Mesmo assim, ontem à noite ele veio na churrasqueira marcar território.
A: Já tava meio bêbado e fica tóxico. Mas por outro lado, eu não tava dando bola pra ele e tava contigo trocando olhares na frente de todo mundo.
S: Reitero que não sabia que você tá num relacionamento.
A: Isso também não te impede.
S: Você é que deveria se impedir, não eu. Eu tô com as coisas claras e disposta a tudo, mas não quero confusão.
A: Eu também não. Lá vêm as meninas, depois a gente continua.
Agus olhou pra casa e gritou pras meninas trazerem algo pra comer.
Café da manhã foi ali mesmo, alguns pularam porque acordaram tarde.
Almoçamos as sobras do churrasco requentadas na grelha, e alguns já começaram a beber pesado de novo, claro que o Emanuel tava nesse grupo e acabou meio destruído, tirando um cochilo forçado.
Com umas minas, fomos dar uma volta no centro da cidade e fazer umas compras. Não fiquei a sós com a Agus, mas aproveitei pra ouvir ela desabafar um pouco sobre a Ema, porque pra ele toda saída era motivo pra encher a cara e ela já tava de saco cheio, ele tinha prometido beber moderadamente e já à noite tinha se embriagado de novo, e agora também, com uns momentos de vergonha alheia. Eu fiquei calado, não ia me meter nessa conversa.
O menu da noite era na chapa, ficou por conta dos 4 que fomos e a Vanesa de chef.
A verdade é que a gente se divertiu pra caralho, mas dava pra sentir o tesão da Agus pelo Emanuel. Ela tinha se integrado super bem no grupo, mas ele tava dando um show realmente nojento.
Em um momento fiquei sozinho com o Julián e a Vane, perguntei na lata.
S: A Ema é sempre assim?
J: Olha Santi, não conheço ele muito bem, pelo que ele conta, ele sempre bebe mas se controla, segundo o Marcos, que perguntei um tempo atrás, muitas vezes é assim. A Agustina quer matar ele de tanto passar vergonha.
S: É, dá pra ver que ela fica incomodada com isso.
V: Dá pra ver outra coisa também.
S: O quê?
V: Que você quer comer a Agustina, né?
S: Não posso negar.
J: E aí, como é que é?
S: Acho que vai rolar. Ela sabe que o Ema faz merda e entre a gente também rola.
J: Vou te contar porque você é meu amigo, porque o Emanuel não me desce. Ele faz cada merda, sabe quantas vezes ele não foi jogar futebol pra sair com uma gostosa? O Marcos também me conta que às vezes ele foge do trampo pra ver um cliente e fica umas horas extras.
S: Isso me livra de qualquer culpa que eu possa sentir.
J: Vai fundo, amigo. Mas com discrição, hein... Muita discrição.
S: Agora é certeza que na hora da comida ele aparece.
V: E certeza que ele vai encher a cara de novo.
As minhas voltaram, já quase tínhamos a comida pra servir e o bêbado reviveu, dizendo que tinha tirado um "cochilão revigorante". Olhou pra comida, pegou o copo de Fernet do Juli, deu um gole e saiu com o copo.
A Agus fez uma cara de bunda terrível, mas não falou nada. Eu encarei isso como um sinal conveniente pra minha conveniência. De outro jeito não estaria contando isso.
Depois de comer, colocamos música no quincho, todo mundo foi dançar e aos poucos foram indo embora. Claro que o Emanuel se embebedou de novo e levaram ele pro quarto. Ficamos só eu, a Agus, o Julian e a Vane.
Sem filtro nenhum, pedimos privacidade pra eles, já que sabiam de tudo e a gente precisava.
Fazia anos que eu não ficava tão nervoso e ansioso, a adrenalina corria pelo meu corpo, eu tremia por dentro, como não acontecia há muito tempo. A Agus tava igual e dava pra perceber.
Combinamos que se o Ema ou alguém levantasse, eles nos chamariam na hora. O plano era eu ir vomitar no banheiro de tão bêbado que tava, e ela ficaria lá enquanto os caras procuravam algo sem álcool pra eu beber, porque no quincho não tinha mais nada. A única parte verdadeira era essa.
O quincho fica uns 30 metros da casa, não dava pra perder tempo e, em caso de emergência, também não sobravam segundos pra montar a cena.
A Agus, esperta, tinha colocado um vestidinho de praia por cima da bikini. Eu tava de sunga e camiseta. Tudo prático.
Assim que eles foram embora, começamos a nos beijar igual dois desesperados. Peguei a bunda dela com as duas mãos, direto por baixo do vestido, e ela fez o mesmo, puxando minha sunga pra baixo. Sentei ela na mesa, puxei a fio dental da bikini pro lado e, sem perder tempo, começamos a foder.
Não dava pra muita preliminar, foi super adrenalina. No começo, eu tava ligado, olhando pela janela pra casa, os dois celulares em cima da mesa. Verdade, foi difícil me concentrar, mas quando conectamos, foi 100%. Ela gozou, eu gozei, e não perdemos tempo. Fomos pra casa.
No dia seguinte, tudo passou sem ninguém saber de nada. Tudo normal.
Voltamos, mas obviamente eu não tava satisfeito com aquela amostra do que podia ser. Por sorte, ela também não. No dia seguinte de manhã, mandei uma mensagem pra ela pelo Instagram, porque não tinha o número dela:
Continua na parte 2, a mais quente.
No verão, com um grupo de amigos e amigas, fomos passar um feriadão num sítio que alugamos, no total umas 20 pessoas, solteiros, solteiras, casais... Na real, não éramos todos amigos, inclusive tinha gente que eu não conhecia até aquele dia. Sexta foi feriado, então combinamos de ir na quinta, cada um no horário que desse. Eu consegui terminar o trabalho ao meio-dia e fui com o primeiro grupo, que no total éramos 6. Fui com o Marcos, um dos caras que eu não conhecia, e a Daniela, que eu já conhecia, mas na época ela era só amiga do Julian, que organizou tudo com a namorada dele, Vanesa, e é amigo em comum.
O Julian é amigo 100% de confiança, e a Vane é uma mina foda pra caralho, que mesmo sendo namorada do meu amigo, também é minha amiga.
Arrumamos as coisas e fomos almoçar na cidade e fazer as compras pro fim de semana.
Vou resumir bem a parte chata, que já é longa pra caralho. De tarde, o resto do pessoal foi chegando. Muita piscina, uns jogos, esportes, muita piscina, muito mate no começo, muita cerveja e fernet depois.
Entre os que chegaram, uma mina me chamou a atenção: Agustina, 36 anos, 1,65m, morena, corpo muito gostoso, pernas e bunda espetaculares, abdômen definido, ombros marcados, peitos naturais bonitos, daqueles que enchem a mão, pele morena, cabelo liso, olhos puxadinhos, uma carinha linda com um sorriso que me deixou louco.
Quando ela chegou, veio num carro com 3 caras e mais uma mina. Eu tava na piscina, eles passaram, cumprimentaram e depois se espalharam. Ela veio pra piscina e um dos caras também. No começo, não entendi direito a parada de cada um. Pensei que os dois que vieram fossem um casal, mas não. Fiquei até a noite achando que ela tava sozinha, mas também não. O parceiro dela, Emanuel, foi jogar futebol.
A gente conversou bastante no grupo. A verdade, mó gente boa com todo mundo, até aí eu tava meio pilhado, via que ela não tava bebendo nada de álcool e me segurei.
À noite, foi minha vez de fazer o churrasco, acendi o fogo e decidi que era hora de partir pro vinho. Mal abri o primeiro tinto, a Agus veio beber comigo, a gente batia um papo, ela ia embora, voltava, e assim fomos nos conhecendo mais, mas ninguém perguntava se o outro tava namorando, eu não queria puxar o assunto, é inevitável, mas tava adiando. Num momento, ficamos sozinhos perto da churrasqueira conversando e vi que o Emanuel tava olhando meio estranho, ele chegou perto e começou a falar com a gente, eu quase não tinha tido contato com ele, chegaram umas horas depois e ele passou a tarde toda jogando futebol, tomou banho e depois nem tinha chegado perto de onde eu tava.
E: Pô, que pinta que tem esse churrasco. Essa costela vai ficar uma beleza.
S: Tomara que sim.
E: Te trouxeram pra ser o churrasqueiro?
S: Nah, eu que me meto na churrasqueira mesmo, mas o Julián me convidou sabendo que esse é meu papel.
E: O Juli é foda. De onde você conhece ele?
S: Da faculdade, faz mó tempão. Ele fez 2 anos de arquitetura e depois largou, mas a amizade ficou. E vocês? — Queria incluir a Agus, que tinha ficado quieta, ainda não sabia que eram um casal, mas já tava desconfiando cada vez mais.
E: Eu trabalho com o Marcos e uns meses atrás tava faltando um pro futebol, entrei no grupo, conheci o Juli e os outros caras.
A: Pra mim, são quase todos novos. Sabe como é, quando os homens se juntam pra jogar futebol, raramente incluem as parceiras nesse grupo.
E: Gordi, é que a gente se junta pra jogar e depois come alguma coisa lá no clube e toma uma cerveja. Não é que a gente se encontra todo fim de semana.
A: Já sei, foi exatamente o que eu disse, não foi uma crítica, foi um comentário sobre como é.
Chegaram mais alguns, continuamos conversando entre todos e assim até eu ir tomar banho, um pouco antes de começar a comer.
Na mesa, ficamos bem separados.
À noite, tava um calor do caralho e continuamos. tomando todo mundo na área da piscina, já estávamos bem alterados e eu entrei no modo "foda-se tudo".
Vi que a Agus foi no banheiro do quincho, eu fui pegar outro vinho de propósito e fiquei esperando ela sair do banheiro.
S: Mais um vinho, Agus?
A: Óbvio.
S: Desculpa pelo de hoje, não sabia que você tá namorando, não percebi.
A: Por quê?
S: Qualé, gostosa, tava te dando mole.
A: Me subiu o ego.
S: Qual é a dela com a Ema? Que tipo de relação vocês têm?
A: A gente namora há 4 anos, o que você quer dizer?
S: Relação aberta, swing, fechada... Fechada e infiel.
A: Entre nós, a última. Eu me dou uns perdidos de vez em quando, tenho certeza que ele também se dá os dele, mas não tenho provas e nem quero saber. E você?
S: Resumindo, tô num trisal aberto e é algo que todo mundo sabe.
A: Vou pra piscina porque não quero que ele desconfie, mas você vai ter que me contar mais.
A noite seguiu e numa hora o Emanuel tava tão bêbado que levaram ele pra casa dormir. Percebi que isso irritou a Agus pra caralho, e depois ouvi ela comentando com o Marcos que ele costuma apagar assim.
Agus foi dormir um tempo depois, eu fiquei mais um pouco e fui também.
Eu sempre durmo pouco, acordei cedo, fui o primeiro, preparei o mate e tava saindo quando a Agus sai do quarto com uma cara de sono e toda despenteada, achei super fofa.
S: Bom dia.
A: Não me olha assim, nem escovei os dentes.
S: Não tô nem aí, bom dia do mesmo jeito. Escova os dentes e vem pra fora tomar um mate.
A: Já vou.
5 minutos depois a Agus aparece, já penteada e com os olhos mais puxadinhos do que o normal. Super fofa.
A: Agora sim, me conta mais, mas me dá um mate primeiro.
S: Sou casado, minha mulher mora na Espanha a trabalho, a gente tem uma namorada que tá estudando nos Estados Unidos e as duas voltam em alguns meses. Quando a gente tá separado, a relação é aberta; quando tem duas juntas, a gente faz swing.
A: Tudo conversado?
S: Tudo combinado na Perfeição, o que pode e quais são os limites.
A: Que loucura tudo isso, já o trisal é doido, os casais abertos também, mas o teu é um trisal aberto.
S: Aceitamos que todos podemos ficar afim de outros, que o desejo vai separado do amor. A verdade é que o mais louco foi quando a Eve e eu nos apaixonamos pela Martina, se não rolasse com os três ao mesmo tempo, teria sido um problema.
A: Dava pra fazer uma tese de doutorado sobre vocês.
S: Kkkkk, tese de que curso? O que você estudou?
A: Sou psicóloga.
S: Ahhh, já tá me analisando desde que chegou?
A: Não, nunca fiz isso, não trabalho atendendo pacientes.
S: Então do que você trabalha?
A: Tenho uma consultoria com um sócio. Analiso o comportamento dos compradores nos supermercados.
S: Estudou psicologia e trabalha com marketing.
A: Sim. No fundo, marketing é psicologia do consumidor.
S: Vocês determinam onde é melhor colocar cada produto e tal?
A: Sim, mas não é tão simples, e tem outras coisas também.
S: E como é essa parada dos permitidos?
A: Meio como você disse. Aceitamos que todos podemos ficar afim de outros, mas não conversamos sobre isso e aceitamos.
S: Mesmo assim, ontem à noite ele veio na churrasqueira marcar território.
A: Já tava meio bêbado e fica tóxico. Mas por outro lado, eu não tava dando bola pra ele e tava contigo trocando olhares na frente de todo mundo.
S: Reitero que não sabia que você tá num relacionamento.
A: Isso também não te impede.
S: Você é que deveria se impedir, não eu. Eu tô com as coisas claras e disposta a tudo, mas não quero confusão.
A: Eu também não. Lá vêm as meninas, depois a gente continua.
Agus olhou pra casa e gritou pras meninas trazerem algo pra comer.
Café da manhã foi ali mesmo, alguns pularam porque acordaram tarde.
Almoçamos as sobras do churrasco requentadas na grelha, e alguns já começaram a beber pesado de novo, claro que o Emanuel tava nesse grupo e acabou meio destruído, tirando um cochilo forçado.
Com umas minas, fomos dar uma volta no centro da cidade e fazer umas compras. Não fiquei a sós com a Agus, mas aproveitei pra ouvir ela desabafar um pouco sobre a Ema, porque pra ele toda saída era motivo pra encher a cara e ela já tava de saco cheio, ele tinha prometido beber moderadamente e já à noite tinha se embriagado de novo, e agora também, com uns momentos de vergonha alheia. Eu fiquei calado, não ia me meter nessa conversa.
O menu da noite era na chapa, ficou por conta dos 4 que fomos e a Vanesa de chef.
A verdade é que a gente se divertiu pra caralho, mas dava pra sentir o tesão da Agus pelo Emanuel. Ela tinha se integrado super bem no grupo, mas ele tava dando um show realmente nojento.
Em um momento fiquei sozinho com o Julián e a Vane, perguntei na lata.
S: A Ema é sempre assim?
J: Olha Santi, não conheço ele muito bem, pelo que ele conta, ele sempre bebe mas se controla, segundo o Marcos, que perguntei um tempo atrás, muitas vezes é assim. A Agustina quer matar ele de tanto passar vergonha.
S: É, dá pra ver que ela fica incomodada com isso.
V: Dá pra ver outra coisa também.
S: O quê?
V: Que você quer comer a Agustina, né?
S: Não posso negar.
J: E aí, como é que é?
S: Acho que vai rolar. Ela sabe que o Ema faz merda e entre a gente também rola.
J: Vou te contar porque você é meu amigo, porque o Emanuel não me desce. Ele faz cada merda, sabe quantas vezes ele não foi jogar futebol pra sair com uma gostosa? O Marcos também me conta que às vezes ele foge do trampo pra ver um cliente e fica umas horas extras.
S: Isso me livra de qualquer culpa que eu possa sentir.
J: Vai fundo, amigo. Mas com discrição, hein... Muita discrição.
S: Agora é certeza que na hora da comida ele aparece.
V: E certeza que ele vai encher a cara de novo.
As minhas voltaram, já quase tínhamos a comida pra servir e o bêbado reviveu, dizendo que tinha tirado um "cochilão revigorante". Olhou pra comida, pegou o copo de Fernet do Juli, deu um gole e saiu com o copo.
A Agus fez uma cara de bunda terrível, mas não falou nada. Eu encarei isso como um sinal conveniente pra minha conveniência. De outro jeito não estaria contando isso.
Depois de comer, colocamos música no quincho, todo mundo foi dançar e aos poucos foram indo embora. Claro que o Emanuel se embebedou de novo e levaram ele pro quarto. Ficamos só eu, a Agus, o Julian e a Vane.
Sem filtro nenhum, pedimos privacidade pra eles, já que sabiam de tudo e a gente precisava.
Fazia anos que eu não ficava tão nervoso e ansioso, a adrenalina corria pelo meu corpo, eu tremia por dentro, como não acontecia há muito tempo. A Agus tava igual e dava pra perceber.
Combinamos que se o Ema ou alguém levantasse, eles nos chamariam na hora. O plano era eu ir vomitar no banheiro de tão bêbado que tava, e ela ficaria lá enquanto os caras procuravam algo sem álcool pra eu beber, porque no quincho não tinha mais nada. A única parte verdadeira era essa.
O quincho fica uns 30 metros da casa, não dava pra perder tempo e, em caso de emergência, também não sobravam segundos pra montar a cena.
A Agus, esperta, tinha colocado um vestidinho de praia por cima da bikini. Eu tava de sunga e camiseta. Tudo prático.
Assim que eles foram embora, começamos a nos beijar igual dois desesperados. Peguei a bunda dela com as duas mãos, direto por baixo do vestido, e ela fez o mesmo, puxando minha sunga pra baixo. Sentei ela na mesa, puxei a fio dental da bikini pro lado e, sem perder tempo, começamos a foder.
Não dava pra muita preliminar, foi super adrenalina. No começo, eu tava ligado, olhando pela janela pra casa, os dois celulares em cima da mesa. Verdade, foi difícil me concentrar, mas quando conectamos, foi 100%. Ela gozou, eu gozei, e não perdemos tempo. Fomos pra casa.
No dia seguinte, tudo passou sem ninguém saber de nada. Tudo normal.
Voltamos, mas obviamente eu não tava satisfeito com aquela amostra do que podia ser. Por sorte, ela também não. No dia seguinte de manhã, mandei uma mensagem pra ela pelo Instagram, porque não tinha o número dela:
Continua na parte 2, a mais quente.
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