Capítulo anterior
http://www.poringa.net/posts/relatos/4297653/Mi-prima-mi-martirio-Capitulo-5.html
Capítulo 6: Fim de semana prolongadoAcordei cedo, como combinamos com a Fer, eu ia levar o carro carregado, então ela deixou as chaves e os documentos na mesinha da entrada, enquanto dormia tranquilona no quarto dela… na verdade, já tinha conferido isso espiando o sono dela da porta. Tomei café, deixei minha louça lavada e fui pra universidade… Não foi tão fácil, porque peguei meus livros, minha mochila de viagem e a "malona" da linda arpia, que tava na entrada de casa. A real é que minha priminha viajava com o guarda-roupa inteiro, só faltaram os livros dela. Com muito esforço, carreguei o carro e fui.
As três horas de aula mais um recreio passaram rápido. No único recreio, tomamos um café com a Roro e a Coté, e outros amigos se juntaram. Foi bem agradável, apesar de ser um sábado de manhã bem cedo. Quando começamos a voltar pra última aula do dia, a Coté me segurou uns minutos e disse:
— Coração, lembra da sua promessa…
Eu: — Qual promessa?
Coté: — Qualquer uma, menos a Fer — respondeu meio mal-humorada.
Eu: — Qual é, é brincadeira, hahaha, além disso, ela é minha prima, não pode rolar nada, seria incesto…
Coté: — Não confio em homem e você é um, além disso ela é…
Eu: — Vamos, não continua com esse assunto, já sei, qualquer uma menos a Fer…
Não aprofundamos o assunto porque tínhamos que entrar na sala pra última hora de aula, e cada um cuidou da sua vida até a hora de sair, momento de nos separarmos e cada um ir pra sua cidade. Minha despedida da Coté foi quase dramática, já que ela me fez prometer de novo que ia me comportar e ficar longe da minha priminha, coisa que nem precisava falar, porque era exatamente o que eu já tinha planejado.
Pela primeira vez na vida, a Fer foi pontual, já que me esperava do lado do carro com um café expresso e biscoitos. Me cumprimentou com alegria, e fez o mesmo com a Coté, que tava se despedindo de mim do lado do carro. Minha namorada me olhava com uma cara de tristeza misturada com desgosto ou ciúme, não sei… distinguir muito bem, mas já não dava pra fazer nada além de me despedir.
Saímos sem pressa do estacionamento, mas logo nos deparamos com as ruas lotadas de carros e estradas bem congestionadas. A viagem que normalmente é de três horas se tornou quase interminável, tanto que decidimos parar num restaurante de beira de estrada e almoçar alguma coisa. O fato de encher o estômago me deu uma sensação de moleza e, consequentemente, um pouco de sono, então Fer falou pra eu tirar uma soneca:
Fer: Vamos, acorda dorminhoco…
Eu: Hã, chegamos?
Fer: Hahaha… você é o motorista e dormiu mais que o normal pra não nos matar na estrada, hahaha.
Eu: Uffa, o leitão me deu sono… vou lavar o rosto e vamos…
Fer: Não demora, porque já são quase quatro da tarde…
Eu: Uffa… tão tarde!… você me deixou dormir demais.
Fer: Quero chegar viva e não tô com pressa, até aproveitei pra ler…
Eu: Tá bom, vou me apressar, ainda falta uma hora de estrada e talvez mais um tempinho da entrada da cidade até chegar em casa.
A verdade é que não teria gostado de dirigir na sexta anterior, porque se no sábado a estrada tava cheia, na sexta devia estar um inferno, especialmente um trecho de uns 20 quilômetros que estavam arrumando perto da entrada da cidade, e que a via tinha reduzido pra só uma pista.
Enfim, chegamos na entrada da cidade quase ao anoitecer, graças a Deus que a Fer tinha levado biscoitos e água, senão eu morria no caminho sem a provisão adequada de comida, hahaha. O último trecho até a casa dela foi um pouco mais tranquilo, ou pelo menos monótono.
Quando já estávamos perto da casa dela, minha prima me diz:
Já é quase noite, você pode me deixar em casa?
Eu: Claro, é pra lá que vamos…
Fer: Você não me entendeu, me deixa e leva o carro.
Eu: Mas é seu carro… eu posso ir a pé pra casa ou você pode me deixar lá, porque é bem perto.
Fer: Não gosto de você andar carregado, leva ele.
Eu: Carreguei a Nora por quilômetros de praia, posso com minha mochila. jajajaFer: Carregar a Nora é diferente, você gostou dela, então te fiz um favor, jajaja, agora leva ela e me devolve amanhã… tipo meio-dia pra você não precisar acordar cedo, jajaja.
Eu: Mas não seria melhor você me deixar primeiro? São só algumas quadras.
Fer: Nunca dirigi à noite, ainda tenho um pouco de medo…
Eu: Beleza, te deixo e amanhã te devolvo o carro.
Fer: Show…
Chegamos na casa dela, descemos a mala e a bolsa — muito peso! (não sei o que ela levava?)… não consegui escapar a tempo, quando os pais dela saíram e, junto com os cumprimentos, me obrigaram a descer pra conversar comigo, mesmo eu tendo dito que precisava ir pra casa porque meus pais estavam me esperando com minha janta favorita e eu não podia falhar com eles. Mas meu tio Raúl junto com minha tia Cristina insistiram, então tive que descer um momento e aceitar um refri com algumas tapas (estavam muito boas, especialmente umas de polvo).
Mesmo tentando ser monossilábico dentro do que dava pra ser educado pra escapar, meus parentes são quase sufocantes com suas perguntas e discursos sobre o comportamento da Fer, então no meio dessa verborragia que mal me deixava comer as tapas e beber meu refri, a gente se enfiou num papo parecido com o que vou contar:
Tio Raúl: Você não sabe como fico feliz que a Fer esteja progredindo e se comportando bem.
Eu: Sim, ela tá indo muito bem.
Tio Raúl: Sim, graças a você, confiamos que ela vai terminar os estudos e não vai se meter em encrenca…
Eu: Valeu, mas acho que ela mesma assumiu os estudos com dedicação…
Tia Cristina: Mas, gato, ela era um mar de problemas e agora tá indo super bem, alguma coisa mudou o comportamento dela, e a gente acha que é você.
Fer: Qual é, eu não me comportava tão mal assim, passava de ano e, se não fosse pelo velho tarado do decano, não teria tido problemas (primeira confirmação da notícia que eu tinha do problema).
Tio Raúl: Olha, a gente tá tão feliz que amanhã à noite na hora da janta, você vem e vai ver como a gente vai te agradecer, aliás, se quiser, convida seus pais e irmãos…
Eu: Mas tio, na verdade eu… Não fiz nada de especial pra merecer agradecimento, só vivemos em harmonia… Tia Cristina: Qual nada! Você fez um milagre, além disso não pode recusar nosso convite. Temos certeza de que o culpado pelo bom comportamento deles é você. Eu: Além disso, não sei os planos da família… Tio Raul: Não se preocupa, ligo pro seu pai agora mesmo… E assim o tio Raul fez, ligou pra casa naquela hora, disse que eu estava com eles e que todos estavam convidados pra jantar no dia seguinte. E por essa conversa, fiquei sabendo que meus irmãos mais velhos não estariam nesse fim de semana, e que só viriam no convite eles com minha irmã e, claro, eu. Quase na hora do jantar, finalmente consegui sair da casa dos meus tios. Como a distância é curta, cheguei com a janta ainda quente. Com prazer, devorei a entrada de camarão empanado temperado com um molho muito gostoso, depois arrasei com o filé mignon de boi e a guarnição de batatas fritas… e pra finalizar, mandei tudo pra dentro com uns pêssegos deliciosos com nata, enquanto minha mãe me interrogava e meu pai concordava com minhas respostas. Do meu lado, minha irmãzinha Soledad, que quando a vi de novo achei que estava linda, me contou tudo sobre meus irmãos, amigos e vizinhos. Percebi que ela queria ser mais uma do meu grupo de farra e se fazia de simpática, porque linda ela já é. A verdade é que a noite foi maravilhosa, acho que fomos dormir perto da meia-noite. No dia seguinte, acordei não muito tarde com a ideia de correr no parque perto da minha antiga escola, mais por nostalgia. Pra manter a paz, fui deixar o carro do Fer no lugar combinado, obviamente era cedo pra ela, então quando cheguei na casa dela, só saiu pra me receber a tia Cristina, que insistiu pra eu entrar e comer uns ovos com chouriço e pão fresquinho, coisa que não pude evitar. Depois disso, não sabia se ia conseguir correr. Sentado já na mesa da cozinha, na frente do meu prato e de uma xícara de café, minha tia me disse que voltei na hora…
Fer: Fala, priminho… Essa hora é meio-dia pra você?
Cláudio: É, fala Fer, na real eu ia correr no parque e sua mãe insistiu pra eu passar aqui, só ia deixar as chaves e os documentos do carro, não precisava você levantar.
Tia Cristina: Vamos, filha, seu primo te ajudou, você tem que receber ele direito, dá um beijo nele como uma menina educada.
Fer: Ah, mãe, não sou mais menina e nem acordei direito.
Tia Cristina: Mas ainda assim é educada.
Fer ainda estava sonolenta, mas pelo que a mãe falou, se aproximou de mim e me beijou nas duas bochechas, o primeiro pegou no canto dos meus lábios e o segundo quase no nariz, mesmo assim senti aquele choque elétrico que sempre me causa, mesmo vestindo um pijama com desenhos de macaquinho igual criança, só a presença dela e o fato de sentir os lábios dela já me deixava todo elétrico, tanto que meu pau começou a subir sozinho. Terminada “a cerimônia”, Fer sentou do meu lado e, pegando uma colher que estava na mesa, tirou um pouco dos ovos com linguiça e mordeu meu pão, me olhou e sorriu de um jeito safado, e na sequência repetiu a ação sem pedir ou falar nada sobre dividir, o que me surpreendeu pra caralho.
Tia Cristina, vendo o comportamento da filha, preparou uma porção extra e depois de servir no mesmo prato, me passou um garfo e continuou a conversa com a gente por um tempo. Terminado meu segundo café da manhã, antes de eu ir embora, minha tia falou pra Fer que ela também devia ir correr, porque precisava seguir meu bom exemplo, o que me fez rir pra caramba, já que desde que entrei na faculdade eu era bem preguiçoso nisso, na real era a Fer que me incentivava a fazer exercício e perder a barriga. Minha prima, mesmo ainda com sono, pela insistência, disse pra mãe que ia.
Fer: Vamos, priminho, fica na sala enquanto eu me troco.
Tia Cristina: Vamos, deixa ele na sala de cinema enquanto você se veste…
Cláudio: Vocês têm sala de cinema?
Tia Cristina: Sim, outra das loucuras do Caralho, tio, mas os filmes ficam do caralho!
Fer me levou pro porão reformado da casa, onde agora dava pra ver filmes como no cinema, e até fazer karaokê, coisa que essa família de doidos toda adorava. O sistema tinha um controle remoto que parecia o console de uma nave espacial, era realmente espetacular.
Minha prima ligou ele, deixando um filme de ação, e me disse que ia levar o controle pra eu não estragar. Eu falei que isso não ia rolar, então pedi pra ela. Ela me olhou de um jeito safado e saiu correndo em volta do primeiro sofá grandão, de umas cinco poltronas. Eu fui atrás, mas ela, como sempre, era muito ágil. Mesmo assim, eu tinha mais alcance de braço, então quase peguei ela numa das voltas. Fer por pouco não escapou, mas finalmente consegui encurralar ela. Como não tinha pra onde fugir, ela subiu no sofá, e eu, de um pulo por cima, agarrei ela. Ela se encolheu toda escondendo o controle, e eu não sabia como tirar sem passar dos limites. Então fiz uma coisa que só uns poucos conhecíamos… Fer tem um puta medo de cócegas, então comecei a meter a mão nos braços, pescoço e axilas dela. Ela não só ria, como gritava de tanto rir, mas não soltava o controle. Nisso, apareceu a tia Cristina e falou:
— Moleque, não mata minha filhinha que a gente ainda quer ela, hahaha.
Fer: — É, mãe, dá uma bronca nele! Fala pra ele se comportar, que eu sou uma mocinha, hahaha.
Eu: — Mas tia, eu só… consegui falar, todo envergonhado, como um menino pego no flagra.
Tia Cristina: — Vamos, Fer, seja uma boa menina e dá o controle pro seu priminho, hahaha.
Fer: — Tá bom, mãe, hahaha.
Tia Cristina: — Não estraga a TV do seu tio, hahaha.
Eu: — Sim, tia, não vou, hahaha.
Fiquei vendo o filme que já tava passando, mas tava mais interessado em descobrir os segredos do que no filme em si, então fiquei “fuçando” a maravilha tecnológica que tava nas minhas mãos. Claro que, na real, o que eu queria mesmo era fuçar a maravilha humana que, há pouco… instantes ela estava nas minhas mãos.
Saímos para correr, agora pela primeira vez minha priminha saiu de casa bem menos gostosa do que quando estava no nosso apartamento, mesmo assim, estava de matar, as leggings coladas se ajustavam como uma luva, a regata dela completava um visual que em outra garota provavelmente não seria tão atraente, mas nela tudo caía perfeitamente e essa roupa estava moldando o corpo tonificado dela, a verdade é que era um pecado não olhar.
No caminho, os transeuntes homens e algumas mulheres devoravam ela com os olhos, ninguém disse nada, talvez por respeito a quem corria ao lado dela, já que, embora eu não seja intimidador, sou alto e forte.
Devo confessar que na corrida me dediquei a me extasiar olhando para ela, era pura poesia em movimento, ela disfarçadamente me deixava olhar, e acho que em algumas ocasiões deliberadamente posava de forma provocante para mim. Depois de quase uma hora de corrida cansativa, mas encantadora, deixei ela em casa, onde tia Cristina insistiu que não podíamos faltar ao convite, então não tive escolha a não ser jurar que iria.
À noite chegamos na casa da Fer, nós quatro convidados, meus tios e primas nos receberam com muita alegria, além disso, o jantar estava muito bom, quase tão bom quanto minha priminha estava linda, coisa que não comentei e muito menos prestei atenção direta, não queria que meu tio Raul começasse a me encher o saco. Tudo estava perfeito, como se fosse mais um encontro de família, até baterem na porta e aparecerem quatro caras e duas garotas da idade da Fer ou um pouco mais, e foram recebidos com muita animação pelos pais da Fer. Quando finalmente os cumprimentos acabaram, tio Raul nos disse:
Parentes, apresento a vocês os antigos colegas de faculdade da Fer. Convidei eles para irmos a um karaokê perto daqui e assim minha Fer cantar para nós como só ela sabe.
Fer: Mas pai, pensei que fosse só a família.
Cara 1: Não se preocupa, Fer, podemos ir sozinhos…
Cara 2: Mas Fer, somos seus colegas, seus Parceiros, teus manos, teus amigos, hahaha
Cara 3: Talvez ela queira ficar com o novo namorado dela, hahaha
Cara 4: A Fer não tem namorados, tem admiradores, hahaha
Mina 5: Não enche o saco da minha amiga, hahaha
Tia Cristina: Vamos, Fer, você não precisa cantar, só se divertir.
Pai: Não se preocupa com a gente, a gente pode voltar pra casa.
Tio Raúl: Nada disso, maninho, vamos, não seja chato.
Fer: É, tio, se vocês forem, eu vou também.
Mina 6: Que bom, assim eu e a Karen (mina 5) podemos conhecer o priminho gato da Fer.
Fer: Nem pensa no meu primo, se você machucar ele, eu te mato, hahaha
Então fomos pro karaokê, coisa que eu não curtia, porque como eu disse, pra família só a Fer tem a voz bonita. Claro que minha irmãzinha Soledad tava felizona porque um dos caras se interessou por ela… se ele soubesse que minha irmã é alta, gostosa, mas de menor, outro galo cantaria… bom, os pais dela estavam lá pra cuidar. Quanto à minha outra prima Fran, ela tava dando em cima de um dos caras, mas ele tava mais de olho na Fer do que nela, e também acho que o cara sabia que ela “era tão velha quanto minha irmã”, hehehe.
No local, a gente sentou juntando várias mesinhas, acho que ocupamos metade ou um terço do lugar. Os donos nos trataram super bem porque meus tios eram clientes frequentes, e pra todo mundo, menos pra Fran e minha irmãzinha, serviram uns petiscos. Como sempre, tentei ficar longe da Fer, mas ela deu um fora num dos caras, deixou ele sentado do lado da irmã dela e trocou de lugar com minha mãe, dizendo que assim podia ficar do lado dela pra conversar.
Quando a gente se acomodou, vi que alguns tavam cantando com um sucesso mediano, até que a Fer subiu no palco. A primeira música que ela cantou foi “Red” da Taylor Swift, deixou todo mundo encantado, pediram bis, depois veio “Mine” e fechou com “Back to December”. Não acreditei, mas juraria que as músicas eram pra mim, ou pelo menos foi o que pareceu, porque era pra mim que ela tava olhando. quem olhava… Eu comecei a sentir cada letra das músicas e, sem perceber, caía enredado na teia de aranha que minha bela harpia tecia sobre mim.
Terminada sua apresentação aplaudida e antes que outro tentasse pegar o palco, ela, com um jeitinho gracioso, me passou o microfone. Meus tios, os amigos dela e até meus pais me aplaudiam pra eu cantar — coisa que eu nunca fazia! No começo, recusei, mas com a insistência da Fer e, acho, de todo mundo ali, me levantei, todo afetado pela vergonha e pelos restos de timidez que eu achava que já tinha superado com a idade e a faculdade.
Falei com o DJ e comecei a procurar uma música — não sei por que aquela veio na minha cabeça, ou talvez já estivesse lá desde que a Fer chegou pra bagunçar minha paz de novo. Sentei num banquinho do palco e comecei a cantar “Perfect”, do Ed Sheeran… Tentei não olhar pra ela, não queria ser óbvio, mas meu olhar desviava direto pros olhos claros lindos dela. A verdade é que eu tava enfeitiçado por ela… E ela me olhava de um jeito estranho, não era aquele olhar malicioso ou safado que é a marca dela — diria que era um olhar meigo, doce talvez… Era loucura.
Quando terminei, todo mundo me parabenizou. Fer sentou do meu lado e me abraçou, dizendo que de agora em diante só faríamos duetos, e que não sabia como eu cantava bem — coisa que até minha mãe admitiu que foi uma surpresa pra ela. Enfim, a noite seguiu até o cansaço tomar conta de todos. Os caras, vendo que minha priminha não tava dando muita bola pra eles e que a Fer não largava de mim, começaram com as despedidas. Então, depois de mais umas músicas, só sobrou o Cara 4, que ficou um pouco mais e, antes de ir, pediu o número do celular da minha irmãzinha. Meu pai não gostou nada daquilo, mas teve que segurar a onda com os puxões de manga da minha mãe. Quanto às minas, só conversaram comigo por uns minutos, porque a Fer e mais duas… Os caras se encarregaram de que essas conversas não fossem pra frente.
Quando acabou totalmente a força pra continuar cantando, meus pais, junto com minha irmã e eu, nos despedimos do resto da família e voltamos pra casa. A noite tinha sido muito divertida, mas eu diria que mais que isso, tinha sido mágica, e eu tive uma revelação: podia apostar que ela realmente gostava de mim, a Fer… Será que era verdade?... mas ela é minha prima de sangue… o que eu posso fazer? Além disso, tenho namorada, mesmo que ela não me cause as emoções que a minha linda arpia me causa. Ao chegar em casa, todo mundo começou a se preparar pra ir pra cama, quando de repente minha mãe me chamou na cozinha e disse:
Tem alguma coisa com sua prima?
Eu: Não, mãe, por que você pergunta?
Mãe: Porque sou sua mãe e te conheço.
Eu: Nada, mãe, agora a gente se dá bem…
Mãe: Não tô falando disso, aliás! … disso eu já percebi.
Eu: Então o quê?
Mãe: Ela não parou de te olhar em todas as músicas que cantou, e me pareceram escolhidas e dirigidas a você.
Eu: Mãe, você tá viajando, como ela escolheu pra mim?, hahaha, eu ri pra desviar a atenção
Mãe: Não me engana, Claudinho, aliás, posso apostar que sua primeira música e todos os seus olhares foram pra ela.
Eu: Mãe, além de ser minha prima, você sabe que eu tenho namorada e ela se chama Coté…
Mãe: É o que eu espero, meu filho, vou tentar acreditar em você, mas cuidado com a Fer, ela já te fez sofrer muito, sempre brincou com você de um jeito ruim, não caia nas garras dela.
Eu: Vamos, mãe, sou um adulto e…
Mãe: É o que você pensa…
Eu: Mãe, eu sou, você tá vendo coisas que não existem…
Mãe: É o que eu espero… melhor ir dormir.
Terminei o diálogo meio puto, mas pelo amor de Deus, ela tinha razão! … não sei como vou aguentar até o fim do ano!?... faltavam quatro meses pela frente e ela era a princesa das arpias, das mais malvadas, toda uma manipuladora… Adormeci com pesadelos dos quais não me lembro muito, mas todos eram sobre nós dois.
No outro dia, a Fer apareceu bem cedo e, debaixo do moletom ou agasalho esportivo, ela vinha vestida Pra matar ou só vestida pra correr. Isso eu descobriria quando ela tirou o moletom e deixou em casa… a verdade é que ela tava linda pra caralho. Mas voltando à chegada dela na minha casa, minha pérfida arpia falou pra mãe que a gente ia correr junto, sendo que eu ainda tava dormindo quando a mãe me contou da corrida e ainda aproveitou pra dizer:
— O que eu te falei? Essa menina tá com segundas intenções.
Eu: — Qual é, mãe, a gente só vai correr.
Mãe: — Desde quando vocês correm juntos… e, sem ser bruxa, aposto que ela vem provocativa… no meu tempo, as moças eram bem mais recatadas…
Cláudio: — Mas, mãe, no seu tempo as moças não corriam, só fugiam dos dinossauros, hahaha
Mãe: — Sem-vergonha, sou sua mãe, hahaha, vai lá correr, mas lembra que você tem namorada, hahaha
Apareci na cozinha, onde a Fer tava sentada comendo umas torradas com creme de chocolate, que a mãe tinha separado pro meu café da manhã… Cadê que a Fer enfia tanta comida e não engorda?... E por que ela comeu meu café? A mãe, sem dizer nada, me serviu outro café pra eu não sair de estômago vazio.
Finalmente saímos. Quando estávamos na porta, primeiro ela tirou a parte de cima do moletom, deixando à mostra a regata que revelava o peito perfeito dela, e depois a calça, revelando a bunda perfeita. Em outras palavras, uma roupa que não escondia a figura gostosa dela. A mãe, que observava da cozinha, me olhou com uma cara de "eu te avisei" e continuou na dela.
Enquanto corríamos, comentamos sobre a noite anterior, principalmente sobre o cara que pediu o número do celular da minha irmãzinha. A gente riu pra caralho, especialmente da cara do cara quando a Fer falou a idade da priminha dela… a verdade é que foi super divertido correr do lado dela, era como estar com outra Fer, sem conflitos, sem desconfianças.
No caminho, ela me disse que a Nora viria pra casa dela por uns dias pra voltar com a gente, o que me surpreendeu. Era tipo trazer a concorrência direta dela, mesmo ela morando na cidade onde fica a universidade. Será que vai dar problema?
Terminamos o trote na casa dela, naquele último minuto combinamos de novo de ir ao karaokê, e pra isso a gente ia se encontrar lá um pouco depois do jantar, já no começo da noite. Tava tão feliz que quando cheguei em casa contei pros meus pais. Meu pai, sem dar muita importância, falou que não achava que a gente conseguisse ir porque eles já tinham um compromisso marcado com uns amigos, mas foi diferente quando contei pra minha mãe, porque ela não achava uma boa ideia. Na opinião dela, eu tava obcecado pela Fer… Eu neguei firmemente, e ela completou dizendo que era uma pena eu não perceber:
Mãe: Claudio, a Fer é uma garota que todo homem cai e faz o que ela quer, sempre foi uma menina mimada por todo mundo, começando pelos seus avós e pelos pais dela…
Eu: Eu sei, mãe, a gente só vai sair pra cantar um pouco, só isso.
Mãe: Espero que você ainda não esteja totalmente enfeitiçado por ela, procura outras garotas, algo mais… terreno, ela é… perfeição demais pra…
Eu: Perfeição demais pra mim?
Mãe: Pra qualquer um, é isso que faz dela mimada e cruel se não satisfazem os caprichos dela…
Eu: Mas mãe, comigo isso não vai acontecer…
Mãe: Já aconteceu, meu amor, o problema é que você não percebe, procura uma garota mais normal…
Eu: É que eu não sou bom o suficiente?
Mãe: Você é tão bom que qualquer garota no mundo ficaria louca por você, até sua prima Fer… ela tá sempre na caça do “super-cara”, e aparentemente você é o mais próximo do que ela quer, por isso é perigoso pra você, além do mais ela é sua prima, e se você quiser ter um filho…
Eu: Mãe, a gente só vai sair pra cantar…
Mãe: Ah, meu filho, tão grande e maduro pra algumas coisas, e tão bobinho pro amor…
Não continuamos conversando, porque pra ela eu tava enfeitiçado pela Fer, e ela podia ter muitas qualidades, mas os poucos defeitos que tinha eram quase pecados. capitais e pra mim seria ruim cair nas garras delas. O pior é que mamãe tinha razão, acho que eu já tava perdidamente enredado na dela…
Lá pela hora do almoço chegaram meus irmãos e suas namoradas, além de uma surpresa que ninguém esperava: era o garoto da noite anterior! Agora tava super arrumado. Ninguém acreditava, ele com seus avançados 22 anos tava muito interessado na minha irmãzinha de 18, que tava no último ano do ensino médio. Meu pai tava feliz de estar com todos os filhos e as namoradas deles, mas também tava com cara feia por ter um convidado extra, kkkk, a verdade é que o tal Aitor era muito gente boa e tava se virando, porque chegou com chocolates pra mamãe e um charuto pro papai… acho que isso fez com que não fosse expulso de casa na base do pontapé na bunda, kkkk
O almoço foi super agradável, mamãe puxou o assunto do karaokê, e minha irmãzinha, toda metida, se incluiu na saída, o que fez com que Aitor também se incluísse. Não curti muito ter que servir de chaperão… mamãe. “Ela tinha feito com o quê?!”
A noite chegou, e saímos com Aitor e minha irmãzinha no carro dele, com o objetivo de ir buscar Fer na casa dela: quando chegamos, cumprimentamos os pais dela e os avós que estavam com eles, mas não o Fran, que tava no cinema com umas amigas. Comemos umas tapas com cerveja e conversamos sobre tudo e nada, até que Fer me diz:
“Dá tchau pra todo mundo que a gente vai… e você também, Soledad.”
Eu: “Hã… ah? Tchau pra todo mundo, até mais.”
Tio Raul: “Cuida dela como tem feito até agora, e não cheguem muito tarde.”
Aitor: “A gente se vê lá, Fer. Vou com a Soledad no meu carro.”
Fer: “Claro.”
Nos despedimos e saí atrás dela sem saber pra onde nem por que íamos separados do Aitor e da Soledad. Era como se eles não viessem com a gente, por um momento o que eu achava que era um passeio em família se transformava em outra coisa. Será que era igual antigamente, quando ela se encarregava de amargar a vida dos outros? Será que queria deixar minha irmã… com um cara mais velho?
Eu: Onde a gente vai?
Fer: Num pub e karaokê que fica a umas quadras daqui…
Eu: Por que a gente não vai num carro só?
Fer: Pra não tocar violino pra eles…
Cláudio: Que nem você e a Nora? hahaha, falando nisso, cadê a Nora?
Fer: hahaha, no fundo você gostou que a Nora tocou violino, hahaha, bom, a gente vai encontrar ela lá.
Eu: Mas não era um rolê em família?
Fer: Você que assumiu que a gente ia repetir aquilo, mas eu nunca disse isso, seu bobo.
De novo a Fer virava a Fer de sempre, me parece que a história do sapo e do escorpião se repetia, mas eu, como sempre, segui ela feito um cachorrinho de colo que sempre fui.
Chegamos num lugar lotado de gente, o clima era quase irrespirável, mesmo que supostamente não pudesse fumar e muito menos que os cigarros fossem de maconha. A Fer conseguiu achar os amigos dela e a Nora, na verdade reconheci um par do dia anterior. No total eram seis, três caras e três minas, entre elas a Nora, e logo chegaram o Aitor e a Soledad. Como a mesa onde estavam era comprida e já tava ocupada, fiquei longe da Fer, sentado entre dois caras, que só trocaram umas palavras comigo e ficaram de paquera com a Nora e a Fer. Quanto às outras minas, uma tava de namorada com o terceiro, um completo desconhecido pra mim, enquanto minha irmã só olhava pro “Aitor dela”. A única aparentemente solteira começou a conversar com um cara no balcão e não voltou mais.
A noite que por um momento me animou, tava meio chata pra mim; além disso, os vários candidatos a cantores que se apresentaram sem sucesso não me empolgavam. Claro que teve um par de minas que mandaram bem, imitando um conjunto mexicano chamado Pandora, e também um par de “ridículos” que cantaram muito mal e foram a hora da risada pra todo mundo… Finalmente surgiu a estrela da mesa… Sim, a Fer, que cantou umas músicas desconhecidas pra mim, pelo que soube eram da Taylor Swift e da Selena Gomez, verdade seja dita, minha priminha canta como Os anjos e qualquer música que fosse conseguiam encantar o público. Quando ela terminou de cantar, todo mundo aplaudiu loucamente, pedindo uma terceira música, mas Fer, sem nem me perguntar, me passou o microfone e colocou uma música que escolheu, dizendo:
É toda sua… Eu: Ei!… mas… tudo bem
Fiquei surpreso, mas com a insistência de todo mundo, não tive escolha a não ser me levantar e ir pro palco. Quando o karaokê começou, só aí percebi qual música era, uma das mais lindas do John Denver, Annie’s Song ou simplesmente A Canção da Annie… ou, nesse caso, da Fer…. cantei o melhor que pude, felizmente não desafinei, e uma salva de palmas parecida com a da Fer explodiu no lugar. Acho que pela primeira vez, apesar do nervosismo inicial, meu ego foi lá nas alturas.
Quando os aplausos acabaram e eu quis sair do palco, muitos insistiram pra eu continuar. A verdade é que o que me convenceu foi o dono do bar me oferecer um cuba-libre grátis se eu cantasse mais uma.
Aí eu escolhi a música, peguei uma que já tinha cantado antes… Perfect, do Ed Sheeran. Muitas minas mudaram o foco e começaram a me olhar, mesmo que o meu foco fosse a Fer… entre essas minas estava a Nora. Ali descobri o que o sucesso pode fazer no ego de uma pessoa. No fim da música, quando eu tava descendo do palquinho, trombei com a Nora, que me disse sorrindo:
Vou com você pegar seu cuba-livre e pode pedir um pra mim também.
Eu: Claro, vamos, falei pensando que minha priminha já tinha se divertido às minhas custas.
Por outro lado, quando eu tava indo com a Nora pro bar, vi o Aitor arrastando a Soledad pro palco e escolhendo uma música. O dono do bar me deu dois cubas-livres com a promessa de que eu voltasse a cantar, o que me chamou a atenção pela generosidade dele, e perguntei se ele sempre fazia isso com quem arrancava aplausos. Ele respondeu que só fazia com os bons, e aí perguntei sobre a Fer, e ele me respondeu que ela… Nessa altura, ela já era do elenco fixo e quando aparecia no bar, sempre arrumava um pra ela.
Nora: Você cantou muito bem, é uma surpresa maravilhosa em tudo que faz, hehehe
Eu: Mas mesmo assim, quando cheguei, você não me deu bola, falei em tom de crítica.
Nora: Fiz seguindo instruções da sua priminha…
Eu: Como?
Nora: Ela não quer que eu me aproxime de você, simples assim.
Eu: E você obedece ela…
Nora: Não muito, na verdade, estamos conversando, mesmo ela me olhando feio, hahaha…
Eu: Mas vocês são amigas…
Nora: Por isso mesmo, como diz o ditado, entre bombeiros não se pisa a mangueira, hahaha.
Eu: Mas você falar comigo não é nada demais, ela é minha prima e você…
Nora: Sua amante… acho que ela já não só desconfia, e por isso não me quer perto de você…
Eu: Não entendo… se ela fosse amiga da Coté, mas ela…
Nora: Ah, seu bobinho, ainda não sacou?... ela te quer pra ela, não tá nem aí pra Coté, sabe muito bem que sua namoradinha não é páreo pra ela, já eu sou… Capisci?
Eu: …….
Nora: Vamos antes que ela me expulse da casa dela, hahaha
Embora desde aquele momento Nora tenha deixado de dar bola pro cara que tinha tentado chegar nela e começou a conversar comigo, o papo me deixou meio perturbado… minha prima tava a fim de mim e eu tava a fim dela, mas não dava, ela é minha prima! Tentei puxar qualquer assunto com Nora, e ela sem tirar os olhos de Fer e de mim. Naquela conversa que aparentemente deixava Fer nervosa, ela me explicou que o trabalho da faculdade tava praticamente pronto, só faltava imprimir e encadernar.
A noite seguia normal, o fluxo de cantores era suficiente, ou seja, tudo ia bem até que Fer largou o cara que tava dando em cima dela e sentou entre mim e Nora, com a desculpa de que a gente tinha que fazer um dueto… depois de um tempão, finalmente entramos num acordo… Íamos cantar “Take a Chance on Me” do Abba, que foi um puta sucesso antigamente e também seria quando subíssemos no palco. no palco, acompanhado pela minha irmãzinha Soledad e pela Nora, que "aceitou o desafio", ignorando a cara de Fer.
Até que foi quase engraçado como as duas arpías faziam todo tipo de dança e movimento pra chamar minha atenção, enquanto minha irmãzinha olhava tudo com uma cara de estranheza, mal conseguindo cantar de tão tentada a rir que tava. Graças a Deus a música terminou no meio de aplausos e assobios, cheios de cantadas pras três cantoras.
Como era de se esperar, sentei no meu lugar perto da Nora, que depois dos aplausos e elogios me esperava sorrindo. Mas qual não foi minha surpresa quando minha priminha pegou na mão do cara que tinha tentado chegar na Nora, sentou ele do lado dela e se meteu no meio, como se nada fosse… nos separando desse jeito.
Aí a Nora me pegou pela mão e me levou pra cantar uma música. Eu, feito um cordeiro pro abate, fui atrás dela, enquanto a Fer nem disfarçava a raiva. Cantamos uma música que até hoje não sei qual foi, só segui a Nora, dando apoio pra ela não desafinar muito — porque ela pode ser bonita e inteligente, mas cantar não é o forte dela. Quando terminamos, vi a Fer beijando o cara que antes tinha tentado algo com a Nora. O ciúme subiu na hora, quis ir separar os dois, mas a Nora se meteu na frente, me pegou pela mão e me arrastou pra fora do lugar.
Nora: Não entra nesse jogo, se você fizer isso, quem vai se foder é você.
Eu: Por que você diz isso…
Nora: Vi nos seus olhos a fúria que te pegou, dava pra ver o ciúme de longe.
Eu: Mas é que eu não entendo ela…
Nora: Você é homem e novato, não vai entender mesmo. Ela só tava mandando um recado pra mim.
Eu: Que recado?
Nora: Simples: ela é a fêmea alfa e pode fazer o que quiser, e eu não devo disputar o lugar dela.
Eu: Então é tipo uma matilha de lobos…
Nora: Mais ou menos, hahaha… mas essa loba não desiste. Cê tem as chaves do carro da Fer?
Eu: Sim, claro…
Nora: Me leva pra outro lugar…
Eu: Mas vamos deixar eles na mão…
Nora: Vamos, eles voltam no carro do Aitor…
Eu: Então beleza… avisar eles…
Nora: Disso eu cuido… vamos subir no carro
Eu: Como?
Nora: Ah, bobinho, pra isso existe o WhatsApp, kkkk
Eu: Mas é como terminar um relacionamento por rede social…
Nora: Sim, kkkk… Ele vai ficar puto, kkkk… mas vai ver que nem tudo tem que ser do jeito dele, kkkk
Subimos no carro, como eu não sabia pra onde ir, comecei a dirigir sem rumo enquanto Nora mandava a mensagem pro Fer e pro Aitor. Sei que um dos dois respondeu porque o celular dela tocou, mas ela silenciou e me perguntou:
Pra onde você vai me levar?
Eu: Ah… não sei…
Nora: Me leva pra um motel, se não tiver grana eu te ajudo…
Eu: Claro… (Qual?)
Nora: Você é daqui, qualquer um, kkkk
Chegamos num motel que eu sempre via mas nunca tinha entrado. Segundo o porteiro, tava lotado, mas a gente podia esperar num estacionamento bem discreto do lado dos quartos. Nora topou, então o porteiro mandou a gente seguir.
No estacionamento, um manobrista disse que avisaria quando o quarto ficasse pronto, que a gente era só o terceiro na fila de espera, o que provavelmente levaria uns 30 minutos. Depois fechou uma cortina que deixou a gente bem isolado dos vizinhos.
Eu ainda tava pensando na reação da minha priminha quando lesse a mensagem, quando Nora me puxou pela gola da camisa e me trouxe pra perto dela pra me beijar com paixão. Nossas línguas se encontraram no meio do caminho e brigaram pra se invadir uma na outra. Depois, ela reclinou o banco do carona pra trás, me arrastando junto.
Eu me ajoelhei entre as pernas dela no chão do lado do carona e comecei a amassar os peitos dela por cima da roupa… Nora, por sua vez, passava a mão no meu peito, nas minhas costas, na minha nuca, tudo, com um carinho apaixonado… por um instante, meus pensamentos sobre Fer sumiram, e eu me deixei levar pela linda modelo de olhos azuis.
Sem tirar a roupa dela, comecei a passar a mão por baixo da saia até chegar na buceta dela, que já tava ficando bem molhadinha. Notei isso quando toquei a calcinha fio dental dela, que se enfiava entre os lábios da buceta dela, estava toda molhada. Nora gemia com minhas carícias quentes, aí ela baixou uma mão pra acariciar meu pau, que ainda estava preso dentro da minha calça, mas já lutando pra sair.
Ainda não sei como ela fez!, mas ela baixou o macacão dela e, afastando um pouco as taças do sutiã, deixou à mostra os pezinhos lindos e durinhos dela pra eu me deliciar com eles, enquanto ela acariciava minha cabeça e meu pau. Ficamos a meia hora que durou a espera nos beijando e nos acariciando semi-vestidos no carro, até que sentimos as cortinas pesadas do estacionamento se abrirem, o que nos fez sentar cada um no seu lugar de novo, e depois de uns 30 segundos, o cara que cuidava do estacionamento se aproximou pra nos dar o número do quarto.
Entramos no quarto nos beijando e nos acariciando com tudo, como se a vida dependesse disso. Nora tava tão afim de mim quanto eu dela… Não passaram dois minutos quando o telefone do quarto tocou pra oferecer uns drinques ou refrigerantes e, claro, cobrar. Fizemos o pedido, que chegou em dois minutos, e pagamos. Agora, finalmente, estávamos sozinhos.
Então, assim que fechamos a portinha do aparador onde deixaram nosso pedido, começamos a nos despir apressadamente, já não precisávamos de mais enrolação, os dois estávamos fervendo de paixão acumulada por mais de 40 minutos… Depois de nos despir, nos atiramos um no outro entre risadas, comecei a beijar ela por todo aquele corpo maravilhoso, levantei ela no colo pra deitar na cama, o roçar da pele sedosa dela arrepiou os pelos do meu braço, ela pegou meu pau e começou a bater uma punheta enquanto eu amassava os peitos dela e apertava de leve os biquinhos, que já estavam durinhos de tesão. Sem mais palavras, comecei a passar meu pau nos peitos dela, com a ajuda dela… Com cuidado, montei nela com a intenção de fazer um Sessenta e nove, ela beijou a ponta da minha glande e depois de lamber, com uma voz sugestiva, me disse:
Mmmm que gostoso, chupa minha bucetinha morena…
Eu: Não só sua bucetinha vou chupar, coração… mmm que gostoso…
Enquanto me chupava o pau tentando engolir, engasgou e começou a tossir, então teve que parar pra não rolar um acidente, e depois falou:
Vamos trocar, você embaixo e eu em cima, porque é muito comprido…
Eu: Sério? … pois claro, falei todo orgulhoso pelo “elogio” que recebi
Trocamos de posição e eu, arrumando os travesseiros, fiquei brincando com o botãozinho de prazer dela enquanto ela fazia maravilhas com a boca e a língua, percorrendo cada centímetro do meu amiguinho excitado. Quando eu estava quase gozando, ela soltou meu pau e começou a falar:
Vou gozar, moreno! … vou gozar… ahhh… ahhhh. Continua, siiiiim!
Eu: Isso, goza, putinha, vai… ahgff… mmfss respondi enquanto continuava preso na bucetinha dela…
Nora começou a rebolar os quadris na minha boca, enquanto não largava meu pau com a mão, mas não mexia, só segurava, o que me impediu de gozar. De repente, ela começou a ter espasmos vaginais e a boceta dela derretia na minha língua, até que parou de se mexer e desabou em cima de mim. Parei de “torturar” ela e só fiquei acariciando aquele rabo gostoso que estava perto do meu rosto.
Nora: Você me matou, moreno, tem uma boca mágica… Fer não sabe o que tá perdendo… hahaha
Eu: Talvez um dia eu coma a boceta dela…
Nora: Mmm adoraria ver aquela bruxa se acabando na sua cama, hahaha
Eu: Eu também, hahaha
Nora: Eu sei, moreno, eu sei, hahahaha
Depois de se recuperar do orgasmo violento, ela pegou meu pau e começou a bater uma pra ele voltar com tudo, o que aconteceu rapidinho, e montando em cima de mim, sentou até o talo com um gemido profundo de satisfação, e me olhando nos olhos começou a cavalgar, dizendo:
Passa a mão nos meus peitos, moreno! … que eu gosto
Nora continuou com uma metida suave mas profunda, a boceta dela, apesar de molhada estava, era muito apertado, então fiz um esforço pra não gozar na hora, verdade é que tava alucinando de tesão… segurando ela pelos quadris consegui encaixar direitinho e fazer ela manter um ritmo bom pra eu não sucumbir à bucetinha apertada dela. Nora gemeu de novo enquanto me olhava com uma cara de gata no cio incrível, destacando o rostinho perfeito dela enfeitado pelos olhos claros… era uma mina linda, tanto quanto a Fer…
Os movimentos da bunda dela e o olhar mostravam que queria mais, e a cada metida que ela dava em si mesma gemia de paixão, logo nossas virilhas se uniram em fogo… agora com uma Nora mais controlada, me permiti brincar com os peitos dela, do jeito que ela gostava, até que ela ficou selvagem de novo, começando um vai e vem frenético.
Não sei, mas cada investida que a Nora dava no meu pau me lembrava minha vontade de arrebentar a buceta da Fer… igual a gente tinha comentado, adoraria ver a Fer gritando meu nome toda arrebentada.
De repente percebi que a Nora tava se agitando de novo e a buceta dela apertava meu pau, vinha um novo orgasmo e agora minha linda amante gritava pra todo mundo ouvir, enquanto pegava minhas mãos que amassavam os peitos dela com paixão e luxúria, tava quase alucinando enquanto gozava. A gente continuava no vai e vem como se o mundo fosse acabar… De repente ela cravou as unhas no meu peito e abrindo os olhos claros como nunca tinha visto, gritou:
¡¡Ahhh…. ¡¡Não aguento mais pardal, você me mata, ahhhh… ahhhh!!
Eu: Gosta, putinha… gosta que eu arrebente sua bucetinha….
Nora: Siiim!, respondeu e depois se jogou em cima de mim
Não consegui falar mais nada, porque incrivelmente eu ainda não tinha gozado, talvez pelo meu novo autocontrole e as inúmeras punhetas que tinha batido em homenagem às minhas musas, especialmente minha prima… O mais estranho é que mesmo com uma gostosa como a Nora, e quase chegando ao clímax, não conseguia parar de pensar na Fer… Tava doido, além de que nem por um instante me senti traindo a Coté, verdade é que já não tava nem aí.
Com meu desejo ainda incompleto e a tesão lá em cima, decidi gozar pra meu próprio prazer, então assim que Nora deu sinais de recuperação, coloquei ela de quatro com toda intenção de meter nela, sim, meter nela. A verdade é que minha mente febril só pensava em como seria arrebentar a bunda da Fer… sim, aquela bunda que ela mostrou na loja de lingerie e em casa, aquela bunda que não canso de olhar. Nora pagaria com o rabo dela minha loucura pela bunda da Fer.
Nora: Peraí! Você quer meter no meu cu?!
Eu: Sim…
Nora: Nunca enfiaram nada por ali, isso dói!
Eu: Bom, minha putinha, dói no começo, falei como se entendesse muito do assunto.
Nora: Não, aceito que me foda, mas nem pensar no cu, seu bocó.
Eu: Tá bom, só vamos fazer de quatro, não se preocupa…
Nora: Tá, vai com calma, minha buceta tá louca, hehehe, a gente vê no futuro se você me come pelo cu, hahaha.
Com a autorização dada, ela simplesmente se colocou na minha frente, abaixei meu amigão o máximo que pude, abri as bundinhas lindas e macias dela pra ver bem onde enfiar meu pau e, apesar de hesitar, com a tentação latente de meter nela sem consentimento, finalmente guiei meu amigão pra frestinha da buceta meio aberta pela fodida recente… e enfiei tudo, de uma vez só! Ela deu um pulo, mas continuou como uma putinha fiel, se deixando montar.
Aproveitando o embalo, peguei ela pela cintura e comecei um vai e vem rápido que chegava no fundo da alma dela, batendo nas bundinhas duras com minha virilha, era música pros meus ouvidos. Se antes eu tava louco pra foder uma das minas mais gostosas da faculdade, que posso chamar de minha amante, agora eu me dava o gosto, do jeito mais sacana, fodendo ela só pra gozar, enquanto imaginava que quem tava de quatro era a Fer.
Enquanto eu comia de quatro a Nora quase desmaiando, ela começou a se recuperar e a marcar o ritmo com a bunda perfeita, acompanhando cada uma das minhas investidas, até que senti como se enchia de fluxo vaginal de novo e apertava meu pau com a buceta dela, acelerei fundo e comecei a gozar igual um louco. A verdade é que meu pau cuspia porra sem parar dentro da minha linda amante, o que desencadeou um novo orgasmo nela, nós dois caímos exaustos na cama e ficamos olhando o espelho no teto do quarto. Nos olhamos através dele e de repente rimos que nem bobos por um bom tempo.
Depois nos trocamos carícias e amassos, mas o tesão dos dois tinha acalmado, então decidimos tomar banho sem parar de brincar, com a confiança que duas pessoas têm quando são amantes, nos enchendo de carícias e beijos. Saímos do motel já de madrugada, pra deixar a Nora na casa da Fer.
Por causa do horário, acompanhei ela até o quintal pra não incomodar na casa da Fer, porque eu sabia que a gente tinha que pegar a chave escondida naquele lugar, pra entrar na casa sem fazer barulho, mas pra nossa surpresa, a porta da cozinha abriu, e lá estava a Fer… sim, ela estava nos esperando!
A Fer me olhou com raiva, mas não falou nada, depois olhou pra Nora e com umas palavras arrastadas e quase cuspidas, mandou ela entrar porque era muito tarde e elas tinham que ir dormir, e na hora que eu ia me despedir dela e da Nora, ela bateu a porta na minha cara.
Ainda surpreso, virei pelo jardim pra ir embora, e como diz a música: Acabou. O Sol nos diz que chegou o fim. Por uma noite se esqueceu. Que cada um é cada qual. Vamos descendo a ladeira. Que lá em cima na minha rua. Acabou a festa… então voltei pra casa.
Ainda faltavam dois dias do fim de semana prolongado, então liguei pra Fer no dia seguinte, ela não atendeu, depois liguei pra Nora, que com um WhatsApp seco me disse que não podia falar comigo, enfim, não soube mais nada delas, apesar de eu estar com o carro da Fer e a gente precisar combinar a hora de sair pra voltar pro apartamento do avô. Finalmente, graças à minha insistência e A mãe dela me ligou, me dando o horário de saída, foi assim que consegui saber a que horas ia buscá-la.
Passei meu tempo conversando com minha família, e o Aitor, que como eu disse, era um cara muito gente boa. Esse menino deixou claro pra mim que o que eu tinha visto do beijo do Fer com o outro cara era só uma brincadeira da minha prima arpia pra ver minha reação, porque entre eles não tinha nada. O que ela não tinha calculado foi minha fuga com a Nora, coisa que deixou ela puta da vida como nunca… mais que isso, ele ouviu claramente ela dizer que eu era um “idiota, estúpido, metido, machista e pérfido”, além de outras delicadezas impossíveis de contar na frente da minha irmãzinha Soledad, que tava rindo lembrando da reação da Fer. Acho que ela se divertia com tudo que a Fer tinha me feito sofrer.
Por outro lado, minha mãe ficou feliz com o que aconteceu, claro que me fez lavar o carro da Fer, porque ela suspeitava que eu não tinha me comportado muito bem e era o mínimo que eu podia fazer. Meus irmãos, que ficaram sabendo de todo esse pequeno problema, me ligaram pra me parabenizar e me dar força, porque sabiam que ela não ia ficar de braços cruzados.
Já meu avô, quando soube da notícia, me ligou pra dizer que isso não se faz com a família e muito menos com uma mulher, que foi muito errado eu ter deixado a Fer na mão, que ele não ia mais me emprestar o apartamento dele se eu repetisse isso no futuro, além de que eu tinha que pedir desculpas pra ela. Nenhum argumento serviu pra fazer ele mudar de ideia, tava ferrado!
Não sei se devia agradecer a Deus pelo nosso retorno no fim desse fim de semana prolongado, a verdade é que eu tinha me divertido, mas por outro lado, não ter visto a Fer nas últimas horas me deixou com um gosto amargo. Na hora de buscar a Fer na casa dela, meus tios, que antes eram felizes comigo, foram super frios, quase tanto quanto a Fer, e olha que nem vou falar da atitude da Nora, que de ser uma mulher segura de si, agora era uma pombinha tímida.
Algo mudou quando já estávamos no carro, me senti mais relaxado com Fer de copiloto e Nora atrás, enfiando a cabeça pra falar só comigo, já que a Fer tava muda. Embora eu me sentisse mal pela situação, era estranho ter a tranquilidade que eu tinha: de um lado, minha prima parecia ausente desse mundo; do outro, Nora tagarelando sobre tudo de irrelevante que você puder imaginar, tentando quebrar o gelo enquanto eu dirigia. De repente, lá pela metade do caminho, uma Fer ainda irada falou pra gente: "Parem… já chega! Vocês acham que vou perdoar vocês por me deixarem abandonada?"
Nora: "Mas se a gente avisou…"
Fer: "Ah, claro, como não! Pra me deixar com o Benjamim, que é um pedante, e ainda tocar violino pro Aitor e pra Soledad… Aliás, onde vocês foram?"
Eu: "Me desculpa, mas te vi muito bem com o Benjamim e, como a gente tava meio entediado, saímos pra dar uma volta", falei como desculpa.
Fer: "Mentira, vocês foram transar, não sou burra. Ela só te procura pra isso."
Nora: "Pô, você é maldosa, o Cláudio tem namorada."
Fer: "É, e bem corna! Você é uma puta que se mete com meu primo mais novo…"
Eu: "Calma, Fer, não seja grossa. Além disso, quem podia ter se comportado mal fui eu, não ela."
Fer: "Você é um otário que não percebe nada. A Nora sabe muito bem como te manipular, e pra mim não tem dúvida que ela faz isso com a buceta…"
A conversa, ou melhor, a discussão que tinha começado do nada, fez com que a viagem, que não devia ter nada de especial, continuasse num silêncio profundo, onde o gelo dava pra sentir na pele. Fiquei me perguntando se a gente conseguiria manter a amizade entre os três, e se pelo menos elas duas poderiam se perdoar, nem que fosse pra defender o "super trampo" diante do velho tarado do professor Morgado.
Deixamos a Nora em casa. Ela se despediu de mim com um gesto tímido de tchau e nos deixou com a cara de quem ia chorar a qualquer momento. Por outro lado, quando desci, a Fer trocou de lugar internamente, pegou o carro e me deixou na rua, provavelmente indo pra casa. Não consegui ligar pra ela, nem pedir ajuda pro Roro ou pra algum colega, porque meu celular… Tava no carro, pensei na Nora, mas ela já tinha o dela, não me restou nada além de andar. Também percebi que minha carteira tinha ficado com a Fer. Caminhei por 45 minutos até chegar em casa, felizmente tinha as chaves, então consegui entrar. As chaves do carro estavam na mesinha da entrada, minha linda prima arpia pelo menos tinha me permitido pegar meus livros e bagagem. Olhei pra ver se ela estava visível, mas já estava deitada na cama dela, então tentei fazer as coisas sem perturbá-la mais, não queria outro escândalo ou reação da Fer. Finalmente me deitei à meia-noite, pra dormir uma noite agitada. No dia seguinte, quando acordei, o banheiro estava ocupado, mesmo sendo meu horário. Bati na porta, mas ela nem se mexeu. Esperei pacientemente por longos minutos, aliás, arrumei minha cama, preparei tudo pra sair, esquentei meu café e pus a mesa pro café da manhã, e ela ainda estava dentro do banheiro. Então pensei nas únicas alternativas que eu tinha: Primeiro: Tomar banho no banheiro dos avós, algo totalmente proibido. Segundo: Sair do jeito que tinha acordado, ou seja, sem banho. Terceiro: Entrar e me lavar, estivesse ela lá ou não. Escolhi a terceira opção, tava cansado de esperar e de pedir desculpas, além disso, ela sempre tinha feito coisas assim comigo, e eu nunca tinha feito um escândalo daquele jeito... Agora ela ia saber com quem tava se metendo. Abrir a porta do banheiro não é difícil, com uma moeda grande dá pra fazer. Essas maçanetas, por questões de segurança, permitem isso, então abri sem problemas: Fer: O que você tá fazendo? Eu: Vim tomar banho, é meu horário. Fer: Mas eu tô aqui, e pelada. Eu: Isso pra você nunca foi impedimento, além disso, já te vi, não tem nada de novo. Fer: Ainda tô no chuveiro... Eu: Então sai dele. Fer: Não, não vou sair. Eu: Se é assim que você quer... Com toda a cara de pau, pendurei minha toalha e entrei no chuveiro, que tava cheio de vapor por causa do tempo todo e da água que a Fer tinha gastado. Tentei não olhar pra ela, ou pelo menos tentei. agir como se ela não estivesse ali, claro que meu amigão me traiu na hora, porque rapidinho ficou duro que nem um pau… é que ver aquela escultura grega de mina faria o mesmo com qualquer ser humano, até se fosse homem ou mulher, a desgraçada é perfeita.
Quando me viu no chuveiro, me olhou meio besta, acho que não esperava, eu com a pouca água que me respingava peguei o sabão e comecei a me ensaboar, ela ficou na dela tentando não me encostar, enquanto tapava a buceta e os peitos. Como tava presa pra sair sem me tocar, ficou na posição de lado pra expor o mínimo dos seus encantos.
Me ensaboei e enxaguei no menor tempo possível, obviamente não lavei o cabelo nem me depilei, como costumo fazer quando tomo banho, mas um dia não significava nada, aí saí e ela fechou o chuveiro, por um momento pensei que ia ficar dentro do box, mas tava enganado, a danada… puxou a cortina e começou a se secar igual a mim, completando:
Tenho que me apressar, mas não tanto quanto você.
Eu: É, hoje você entra mais tarde, falei concordando.
Naquela manhã tudo seguiu seu rumo normal, eu pras minhas aulas, ela pras dela…
http://www.poringa.net/posts/relatos/4297653/Mi-prima-mi-martirio-Capitulo-5.html
Capítulo 6: Fim de semana prolongadoAcordei cedo, como combinamos com a Fer, eu ia levar o carro carregado, então ela deixou as chaves e os documentos na mesinha da entrada, enquanto dormia tranquilona no quarto dela… na verdade, já tinha conferido isso espiando o sono dela da porta. Tomei café, deixei minha louça lavada e fui pra universidade… Não foi tão fácil, porque peguei meus livros, minha mochila de viagem e a "malona" da linda arpia, que tava na entrada de casa. A real é que minha priminha viajava com o guarda-roupa inteiro, só faltaram os livros dela. Com muito esforço, carreguei o carro e fui.
As três horas de aula mais um recreio passaram rápido. No único recreio, tomamos um café com a Roro e a Coté, e outros amigos se juntaram. Foi bem agradável, apesar de ser um sábado de manhã bem cedo. Quando começamos a voltar pra última aula do dia, a Coté me segurou uns minutos e disse:
— Coração, lembra da sua promessa…
Eu: — Qual promessa?
Coté: — Qualquer uma, menos a Fer — respondeu meio mal-humorada.
Eu: — Qual é, é brincadeira, hahaha, além disso, ela é minha prima, não pode rolar nada, seria incesto…
Coté: — Não confio em homem e você é um, além disso ela é…
Eu: — Vamos, não continua com esse assunto, já sei, qualquer uma menos a Fer…
Não aprofundamos o assunto porque tínhamos que entrar na sala pra última hora de aula, e cada um cuidou da sua vida até a hora de sair, momento de nos separarmos e cada um ir pra sua cidade. Minha despedida da Coté foi quase dramática, já que ela me fez prometer de novo que ia me comportar e ficar longe da minha priminha, coisa que nem precisava falar, porque era exatamente o que eu já tinha planejado.
Pela primeira vez na vida, a Fer foi pontual, já que me esperava do lado do carro com um café expresso e biscoitos. Me cumprimentou com alegria, e fez o mesmo com a Coté, que tava se despedindo de mim do lado do carro. Minha namorada me olhava com uma cara de tristeza misturada com desgosto ou ciúme, não sei… distinguir muito bem, mas já não dava pra fazer nada além de me despedir.
Saímos sem pressa do estacionamento, mas logo nos deparamos com as ruas lotadas de carros e estradas bem congestionadas. A viagem que normalmente é de três horas se tornou quase interminável, tanto que decidimos parar num restaurante de beira de estrada e almoçar alguma coisa. O fato de encher o estômago me deu uma sensação de moleza e, consequentemente, um pouco de sono, então Fer falou pra eu tirar uma soneca:
Fer: Vamos, acorda dorminhoco…
Eu: Hã, chegamos?
Fer: Hahaha… você é o motorista e dormiu mais que o normal pra não nos matar na estrada, hahaha.
Eu: Uffa, o leitão me deu sono… vou lavar o rosto e vamos…
Fer: Não demora, porque já são quase quatro da tarde…
Eu: Uffa… tão tarde!… você me deixou dormir demais.
Fer: Quero chegar viva e não tô com pressa, até aproveitei pra ler…
Eu: Tá bom, vou me apressar, ainda falta uma hora de estrada e talvez mais um tempinho da entrada da cidade até chegar em casa.
A verdade é que não teria gostado de dirigir na sexta anterior, porque se no sábado a estrada tava cheia, na sexta devia estar um inferno, especialmente um trecho de uns 20 quilômetros que estavam arrumando perto da entrada da cidade, e que a via tinha reduzido pra só uma pista.
Enfim, chegamos na entrada da cidade quase ao anoitecer, graças a Deus que a Fer tinha levado biscoitos e água, senão eu morria no caminho sem a provisão adequada de comida, hahaha. O último trecho até a casa dela foi um pouco mais tranquilo, ou pelo menos monótono.
Quando já estávamos perto da casa dela, minha prima me diz:
Já é quase noite, você pode me deixar em casa?
Eu: Claro, é pra lá que vamos…
Fer: Você não me entendeu, me deixa e leva o carro.
Eu: Mas é seu carro… eu posso ir a pé pra casa ou você pode me deixar lá, porque é bem perto.
Fer: Não gosto de você andar carregado, leva ele.
Eu: Carreguei a Nora por quilômetros de praia, posso com minha mochila. jajajaFer: Carregar a Nora é diferente, você gostou dela, então te fiz um favor, jajaja, agora leva ela e me devolve amanhã… tipo meio-dia pra você não precisar acordar cedo, jajaja.
Eu: Mas não seria melhor você me deixar primeiro? São só algumas quadras.
Fer: Nunca dirigi à noite, ainda tenho um pouco de medo…
Eu: Beleza, te deixo e amanhã te devolvo o carro.
Fer: Show…
Chegamos na casa dela, descemos a mala e a bolsa — muito peso! (não sei o que ela levava?)… não consegui escapar a tempo, quando os pais dela saíram e, junto com os cumprimentos, me obrigaram a descer pra conversar comigo, mesmo eu tendo dito que precisava ir pra casa porque meus pais estavam me esperando com minha janta favorita e eu não podia falhar com eles. Mas meu tio Raúl junto com minha tia Cristina insistiram, então tive que descer um momento e aceitar um refri com algumas tapas (estavam muito boas, especialmente umas de polvo).
Mesmo tentando ser monossilábico dentro do que dava pra ser educado pra escapar, meus parentes são quase sufocantes com suas perguntas e discursos sobre o comportamento da Fer, então no meio dessa verborragia que mal me deixava comer as tapas e beber meu refri, a gente se enfiou num papo parecido com o que vou contar:
Tio Raúl: Você não sabe como fico feliz que a Fer esteja progredindo e se comportando bem.
Eu: Sim, ela tá indo muito bem.
Tio Raúl: Sim, graças a você, confiamos que ela vai terminar os estudos e não vai se meter em encrenca…
Eu: Valeu, mas acho que ela mesma assumiu os estudos com dedicação…
Tia Cristina: Mas, gato, ela era um mar de problemas e agora tá indo super bem, alguma coisa mudou o comportamento dela, e a gente acha que é você.
Fer: Qual é, eu não me comportava tão mal assim, passava de ano e, se não fosse pelo velho tarado do decano, não teria tido problemas (primeira confirmação da notícia que eu tinha do problema).
Tio Raúl: Olha, a gente tá tão feliz que amanhã à noite na hora da janta, você vem e vai ver como a gente vai te agradecer, aliás, se quiser, convida seus pais e irmãos…
Eu: Mas tio, na verdade eu… Não fiz nada de especial pra merecer agradecimento, só vivemos em harmonia… Tia Cristina: Qual nada! Você fez um milagre, além disso não pode recusar nosso convite. Temos certeza de que o culpado pelo bom comportamento deles é você. Eu: Além disso, não sei os planos da família… Tio Raul: Não se preocupa, ligo pro seu pai agora mesmo… E assim o tio Raul fez, ligou pra casa naquela hora, disse que eu estava com eles e que todos estavam convidados pra jantar no dia seguinte. E por essa conversa, fiquei sabendo que meus irmãos mais velhos não estariam nesse fim de semana, e que só viriam no convite eles com minha irmã e, claro, eu. Quase na hora do jantar, finalmente consegui sair da casa dos meus tios. Como a distância é curta, cheguei com a janta ainda quente. Com prazer, devorei a entrada de camarão empanado temperado com um molho muito gostoso, depois arrasei com o filé mignon de boi e a guarnição de batatas fritas… e pra finalizar, mandei tudo pra dentro com uns pêssegos deliciosos com nata, enquanto minha mãe me interrogava e meu pai concordava com minhas respostas. Do meu lado, minha irmãzinha Soledad, que quando a vi de novo achei que estava linda, me contou tudo sobre meus irmãos, amigos e vizinhos. Percebi que ela queria ser mais uma do meu grupo de farra e se fazia de simpática, porque linda ela já é. A verdade é que a noite foi maravilhosa, acho que fomos dormir perto da meia-noite. No dia seguinte, acordei não muito tarde com a ideia de correr no parque perto da minha antiga escola, mais por nostalgia. Pra manter a paz, fui deixar o carro do Fer no lugar combinado, obviamente era cedo pra ela, então quando cheguei na casa dela, só saiu pra me receber a tia Cristina, que insistiu pra eu entrar e comer uns ovos com chouriço e pão fresquinho, coisa que não pude evitar. Depois disso, não sabia se ia conseguir correr. Sentado já na mesa da cozinha, na frente do meu prato e de uma xícara de café, minha tia me disse que voltei na hora…
Fer: Fala, priminho… Essa hora é meio-dia pra você?
Cláudio: É, fala Fer, na real eu ia correr no parque e sua mãe insistiu pra eu passar aqui, só ia deixar as chaves e os documentos do carro, não precisava você levantar.
Tia Cristina: Vamos, filha, seu primo te ajudou, você tem que receber ele direito, dá um beijo nele como uma menina educada.
Fer: Ah, mãe, não sou mais menina e nem acordei direito.
Tia Cristina: Mas ainda assim é educada.
Fer ainda estava sonolenta, mas pelo que a mãe falou, se aproximou de mim e me beijou nas duas bochechas, o primeiro pegou no canto dos meus lábios e o segundo quase no nariz, mesmo assim senti aquele choque elétrico que sempre me causa, mesmo vestindo um pijama com desenhos de macaquinho igual criança, só a presença dela e o fato de sentir os lábios dela já me deixava todo elétrico, tanto que meu pau começou a subir sozinho. Terminada “a cerimônia”, Fer sentou do meu lado e, pegando uma colher que estava na mesa, tirou um pouco dos ovos com linguiça e mordeu meu pão, me olhou e sorriu de um jeito safado, e na sequência repetiu a ação sem pedir ou falar nada sobre dividir, o que me surpreendeu pra caralho.
Tia Cristina, vendo o comportamento da filha, preparou uma porção extra e depois de servir no mesmo prato, me passou um garfo e continuou a conversa com a gente por um tempo. Terminado meu segundo café da manhã, antes de eu ir embora, minha tia falou pra Fer que ela também devia ir correr, porque precisava seguir meu bom exemplo, o que me fez rir pra caramba, já que desde que entrei na faculdade eu era bem preguiçoso nisso, na real era a Fer que me incentivava a fazer exercício e perder a barriga. Minha prima, mesmo ainda com sono, pela insistência, disse pra mãe que ia.
Fer: Vamos, priminho, fica na sala enquanto eu me troco.
Tia Cristina: Vamos, deixa ele na sala de cinema enquanto você se veste…
Cláudio: Vocês têm sala de cinema?
Tia Cristina: Sim, outra das loucuras do Caralho, tio, mas os filmes ficam do caralho!
Fer me levou pro porão reformado da casa, onde agora dava pra ver filmes como no cinema, e até fazer karaokê, coisa que essa família de doidos toda adorava. O sistema tinha um controle remoto que parecia o console de uma nave espacial, era realmente espetacular.
Minha prima ligou ele, deixando um filme de ação, e me disse que ia levar o controle pra eu não estragar. Eu falei que isso não ia rolar, então pedi pra ela. Ela me olhou de um jeito safado e saiu correndo em volta do primeiro sofá grandão, de umas cinco poltronas. Eu fui atrás, mas ela, como sempre, era muito ágil. Mesmo assim, eu tinha mais alcance de braço, então quase peguei ela numa das voltas. Fer por pouco não escapou, mas finalmente consegui encurralar ela. Como não tinha pra onde fugir, ela subiu no sofá, e eu, de um pulo por cima, agarrei ela. Ela se encolheu toda escondendo o controle, e eu não sabia como tirar sem passar dos limites. Então fiz uma coisa que só uns poucos conhecíamos… Fer tem um puta medo de cócegas, então comecei a meter a mão nos braços, pescoço e axilas dela. Ela não só ria, como gritava de tanto rir, mas não soltava o controle. Nisso, apareceu a tia Cristina e falou:
— Moleque, não mata minha filhinha que a gente ainda quer ela, hahaha.
Fer: — É, mãe, dá uma bronca nele! Fala pra ele se comportar, que eu sou uma mocinha, hahaha.
Eu: — Mas tia, eu só… consegui falar, todo envergonhado, como um menino pego no flagra.
Tia Cristina: — Vamos, Fer, seja uma boa menina e dá o controle pro seu priminho, hahaha.
Fer: — Tá bom, mãe, hahaha.
Tia Cristina: — Não estraga a TV do seu tio, hahaha.
Eu: — Sim, tia, não vou, hahaha.
Fiquei vendo o filme que já tava passando, mas tava mais interessado em descobrir os segredos do que no filme em si, então fiquei “fuçando” a maravilha tecnológica que tava nas minhas mãos. Claro que, na real, o que eu queria mesmo era fuçar a maravilha humana que, há pouco… instantes ela estava nas minhas mãos.
Saímos para correr, agora pela primeira vez minha priminha saiu de casa bem menos gostosa do que quando estava no nosso apartamento, mesmo assim, estava de matar, as leggings coladas se ajustavam como uma luva, a regata dela completava um visual que em outra garota provavelmente não seria tão atraente, mas nela tudo caía perfeitamente e essa roupa estava moldando o corpo tonificado dela, a verdade é que era um pecado não olhar.
No caminho, os transeuntes homens e algumas mulheres devoravam ela com os olhos, ninguém disse nada, talvez por respeito a quem corria ao lado dela, já que, embora eu não seja intimidador, sou alto e forte.
Devo confessar que na corrida me dediquei a me extasiar olhando para ela, era pura poesia em movimento, ela disfarçadamente me deixava olhar, e acho que em algumas ocasiões deliberadamente posava de forma provocante para mim. Depois de quase uma hora de corrida cansativa, mas encantadora, deixei ela em casa, onde tia Cristina insistiu que não podíamos faltar ao convite, então não tive escolha a não ser jurar que iria.
À noite chegamos na casa da Fer, nós quatro convidados, meus tios e primas nos receberam com muita alegria, além disso, o jantar estava muito bom, quase tão bom quanto minha priminha estava linda, coisa que não comentei e muito menos prestei atenção direta, não queria que meu tio Raul começasse a me encher o saco. Tudo estava perfeito, como se fosse mais um encontro de família, até baterem na porta e aparecerem quatro caras e duas garotas da idade da Fer ou um pouco mais, e foram recebidos com muita animação pelos pais da Fer. Quando finalmente os cumprimentos acabaram, tio Raul nos disse:
Parentes, apresento a vocês os antigos colegas de faculdade da Fer. Convidei eles para irmos a um karaokê perto daqui e assim minha Fer cantar para nós como só ela sabe.
Fer: Mas pai, pensei que fosse só a família.
Cara 1: Não se preocupa, Fer, podemos ir sozinhos…
Cara 2: Mas Fer, somos seus colegas, seus Parceiros, teus manos, teus amigos, hahaha
Cara 3: Talvez ela queira ficar com o novo namorado dela, hahaha
Cara 4: A Fer não tem namorados, tem admiradores, hahaha
Mina 5: Não enche o saco da minha amiga, hahaha
Tia Cristina: Vamos, Fer, você não precisa cantar, só se divertir.
Pai: Não se preocupa com a gente, a gente pode voltar pra casa.
Tio Raúl: Nada disso, maninho, vamos, não seja chato.
Fer: É, tio, se vocês forem, eu vou também.
Mina 6: Que bom, assim eu e a Karen (mina 5) podemos conhecer o priminho gato da Fer.
Fer: Nem pensa no meu primo, se você machucar ele, eu te mato, hahaha
Então fomos pro karaokê, coisa que eu não curtia, porque como eu disse, pra família só a Fer tem a voz bonita. Claro que minha irmãzinha Soledad tava felizona porque um dos caras se interessou por ela… se ele soubesse que minha irmã é alta, gostosa, mas de menor, outro galo cantaria… bom, os pais dela estavam lá pra cuidar. Quanto à minha outra prima Fran, ela tava dando em cima de um dos caras, mas ele tava mais de olho na Fer do que nela, e também acho que o cara sabia que ela “era tão velha quanto minha irmã”, hehehe.
No local, a gente sentou juntando várias mesinhas, acho que ocupamos metade ou um terço do lugar. Os donos nos trataram super bem porque meus tios eram clientes frequentes, e pra todo mundo, menos pra Fran e minha irmãzinha, serviram uns petiscos. Como sempre, tentei ficar longe da Fer, mas ela deu um fora num dos caras, deixou ele sentado do lado da irmã dela e trocou de lugar com minha mãe, dizendo que assim podia ficar do lado dela pra conversar.
Quando a gente se acomodou, vi que alguns tavam cantando com um sucesso mediano, até que a Fer subiu no palco. A primeira música que ela cantou foi “Red” da Taylor Swift, deixou todo mundo encantado, pediram bis, depois veio “Mine” e fechou com “Back to December”. Não acreditei, mas juraria que as músicas eram pra mim, ou pelo menos foi o que pareceu, porque era pra mim que ela tava olhando. quem olhava… Eu comecei a sentir cada letra das músicas e, sem perceber, caía enredado na teia de aranha que minha bela harpia tecia sobre mim.
Terminada sua apresentação aplaudida e antes que outro tentasse pegar o palco, ela, com um jeitinho gracioso, me passou o microfone. Meus tios, os amigos dela e até meus pais me aplaudiam pra eu cantar — coisa que eu nunca fazia! No começo, recusei, mas com a insistência da Fer e, acho, de todo mundo ali, me levantei, todo afetado pela vergonha e pelos restos de timidez que eu achava que já tinha superado com a idade e a faculdade.
Falei com o DJ e comecei a procurar uma música — não sei por que aquela veio na minha cabeça, ou talvez já estivesse lá desde que a Fer chegou pra bagunçar minha paz de novo. Sentei num banquinho do palco e comecei a cantar “Perfect”, do Ed Sheeran… Tentei não olhar pra ela, não queria ser óbvio, mas meu olhar desviava direto pros olhos claros lindos dela. A verdade é que eu tava enfeitiçado por ela… E ela me olhava de um jeito estranho, não era aquele olhar malicioso ou safado que é a marca dela — diria que era um olhar meigo, doce talvez… Era loucura.
Quando terminei, todo mundo me parabenizou. Fer sentou do meu lado e me abraçou, dizendo que de agora em diante só faríamos duetos, e que não sabia como eu cantava bem — coisa que até minha mãe admitiu que foi uma surpresa pra ela. Enfim, a noite seguiu até o cansaço tomar conta de todos. Os caras, vendo que minha priminha não tava dando muita bola pra eles e que a Fer não largava de mim, começaram com as despedidas. Então, depois de mais umas músicas, só sobrou o Cara 4, que ficou um pouco mais e, antes de ir, pediu o número do celular da minha irmãzinha. Meu pai não gostou nada daquilo, mas teve que segurar a onda com os puxões de manga da minha mãe. Quanto às minas, só conversaram comigo por uns minutos, porque a Fer e mais duas… Os caras se encarregaram de que essas conversas não fossem pra frente.
Quando acabou totalmente a força pra continuar cantando, meus pais, junto com minha irmã e eu, nos despedimos do resto da família e voltamos pra casa. A noite tinha sido muito divertida, mas eu diria que mais que isso, tinha sido mágica, e eu tive uma revelação: podia apostar que ela realmente gostava de mim, a Fer… Será que era verdade?... mas ela é minha prima de sangue… o que eu posso fazer? Além disso, tenho namorada, mesmo que ela não me cause as emoções que a minha linda arpia me causa. Ao chegar em casa, todo mundo começou a se preparar pra ir pra cama, quando de repente minha mãe me chamou na cozinha e disse:
Tem alguma coisa com sua prima?
Eu: Não, mãe, por que você pergunta?
Mãe: Porque sou sua mãe e te conheço.
Eu: Nada, mãe, agora a gente se dá bem…
Mãe: Não tô falando disso, aliás! … disso eu já percebi.
Eu: Então o quê?
Mãe: Ela não parou de te olhar em todas as músicas que cantou, e me pareceram escolhidas e dirigidas a você.
Eu: Mãe, você tá viajando, como ela escolheu pra mim?, hahaha, eu ri pra desviar a atenção
Mãe: Não me engana, Claudinho, aliás, posso apostar que sua primeira música e todos os seus olhares foram pra ela.
Eu: Mãe, além de ser minha prima, você sabe que eu tenho namorada e ela se chama Coté…
Mãe: É o que eu espero, meu filho, vou tentar acreditar em você, mas cuidado com a Fer, ela já te fez sofrer muito, sempre brincou com você de um jeito ruim, não caia nas garras dela.
Eu: Vamos, mãe, sou um adulto e…
Mãe: É o que você pensa…
Eu: Mãe, eu sou, você tá vendo coisas que não existem…
Mãe: É o que eu espero… melhor ir dormir.
Terminei o diálogo meio puto, mas pelo amor de Deus, ela tinha razão! … não sei como vou aguentar até o fim do ano!?... faltavam quatro meses pela frente e ela era a princesa das arpias, das mais malvadas, toda uma manipuladora… Adormeci com pesadelos dos quais não me lembro muito, mas todos eram sobre nós dois.
No outro dia, a Fer apareceu bem cedo e, debaixo do moletom ou agasalho esportivo, ela vinha vestida Pra matar ou só vestida pra correr. Isso eu descobriria quando ela tirou o moletom e deixou em casa… a verdade é que ela tava linda pra caralho. Mas voltando à chegada dela na minha casa, minha pérfida arpia falou pra mãe que a gente ia correr junto, sendo que eu ainda tava dormindo quando a mãe me contou da corrida e ainda aproveitou pra dizer:
— O que eu te falei? Essa menina tá com segundas intenções.
Eu: — Qual é, mãe, a gente só vai correr.
Mãe: — Desde quando vocês correm juntos… e, sem ser bruxa, aposto que ela vem provocativa… no meu tempo, as moças eram bem mais recatadas…
Cláudio: — Mas, mãe, no seu tempo as moças não corriam, só fugiam dos dinossauros, hahaha
Mãe: — Sem-vergonha, sou sua mãe, hahaha, vai lá correr, mas lembra que você tem namorada, hahaha
Apareci na cozinha, onde a Fer tava sentada comendo umas torradas com creme de chocolate, que a mãe tinha separado pro meu café da manhã… Cadê que a Fer enfia tanta comida e não engorda?... E por que ela comeu meu café? A mãe, sem dizer nada, me serviu outro café pra eu não sair de estômago vazio.
Finalmente saímos. Quando estávamos na porta, primeiro ela tirou a parte de cima do moletom, deixando à mostra a regata que revelava o peito perfeito dela, e depois a calça, revelando a bunda perfeita. Em outras palavras, uma roupa que não escondia a figura gostosa dela. A mãe, que observava da cozinha, me olhou com uma cara de "eu te avisei" e continuou na dela.
Enquanto corríamos, comentamos sobre a noite anterior, principalmente sobre o cara que pediu o número do celular da minha irmãzinha. A gente riu pra caralho, especialmente da cara do cara quando a Fer falou a idade da priminha dela… a verdade é que foi super divertido correr do lado dela, era como estar com outra Fer, sem conflitos, sem desconfianças.
No caminho, ela me disse que a Nora viria pra casa dela por uns dias pra voltar com a gente, o que me surpreendeu. Era tipo trazer a concorrência direta dela, mesmo ela morando na cidade onde fica a universidade. Será que vai dar problema?
Terminamos o trote na casa dela, naquele último minuto combinamos de novo de ir ao karaokê, e pra isso a gente ia se encontrar lá um pouco depois do jantar, já no começo da noite. Tava tão feliz que quando cheguei em casa contei pros meus pais. Meu pai, sem dar muita importância, falou que não achava que a gente conseguisse ir porque eles já tinham um compromisso marcado com uns amigos, mas foi diferente quando contei pra minha mãe, porque ela não achava uma boa ideia. Na opinião dela, eu tava obcecado pela Fer… Eu neguei firmemente, e ela completou dizendo que era uma pena eu não perceber:
Mãe: Claudio, a Fer é uma garota que todo homem cai e faz o que ela quer, sempre foi uma menina mimada por todo mundo, começando pelos seus avós e pelos pais dela…
Eu: Eu sei, mãe, a gente só vai sair pra cantar um pouco, só isso.
Mãe: Espero que você ainda não esteja totalmente enfeitiçado por ela, procura outras garotas, algo mais… terreno, ela é… perfeição demais pra…
Eu: Perfeição demais pra mim?
Mãe: Pra qualquer um, é isso que faz dela mimada e cruel se não satisfazem os caprichos dela…
Eu: Mas mãe, comigo isso não vai acontecer…
Mãe: Já aconteceu, meu amor, o problema é que você não percebe, procura uma garota mais normal…
Eu: É que eu não sou bom o suficiente?
Mãe: Você é tão bom que qualquer garota no mundo ficaria louca por você, até sua prima Fer… ela tá sempre na caça do “super-cara”, e aparentemente você é o mais próximo do que ela quer, por isso é perigoso pra você, além do mais ela é sua prima, e se você quiser ter um filho…
Eu: Mãe, a gente só vai sair pra cantar…
Mãe: Ah, meu filho, tão grande e maduro pra algumas coisas, e tão bobinho pro amor…
Não continuamos conversando, porque pra ela eu tava enfeitiçado pela Fer, e ela podia ter muitas qualidades, mas os poucos defeitos que tinha eram quase pecados. capitais e pra mim seria ruim cair nas garras delas. O pior é que mamãe tinha razão, acho que eu já tava perdidamente enredado na dela…
Lá pela hora do almoço chegaram meus irmãos e suas namoradas, além de uma surpresa que ninguém esperava: era o garoto da noite anterior! Agora tava super arrumado. Ninguém acreditava, ele com seus avançados 22 anos tava muito interessado na minha irmãzinha de 18, que tava no último ano do ensino médio. Meu pai tava feliz de estar com todos os filhos e as namoradas deles, mas também tava com cara feia por ter um convidado extra, kkkk, a verdade é que o tal Aitor era muito gente boa e tava se virando, porque chegou com chocolates pra mamãe e um charuto pro papai… acho que isso fez com que não fosse expulso de casa na base do pontapé na bunda, kkkk
O almoço foi super agradável, mamãe puxou o assunto do karaokê, e minha irmãzinha, toda metida, se incluiu na saída, o que fez com que Aitor também se incluísse. Não curti muito ter que servir de chaperão… mamãe. “Ela tinha feito com o quê?!”
A noite chegou, e saímos com Aitor e minha irmãzinha no carro dele, com o objetivo de ir buscar Fer na casa dela: quando chegamos, cumprimentamos os pais dela e os avós que estavam com eles, mas não o Fran, que tava no cinema com umas amigas. Comemos umas tapas com cerveja e conversamos sobre tudo e nada, até que Fer me diz:
“Dá tchau pra todo mundo que a gente vai… e você também, Soledad.”
Eu: “Hã… ah? Tchau pra todo mundo, até mais.”
Tio Raul: “Cuida dela como tem feito até agora, e não cheguem muito tarde.”
Aitor: “A gente se vê lá, Fer. Vou com a Soledad no meu carro.”
Fer: “Claro.”
Nos despedimos e saí atrás dela sem saber pra onde nem por que íamos separados do Aitor e da Soledad. Era como se eles não viessem com a gente, por um momento o que eu achava que era um passeio em família se transformava em outra coisa. Será que era igual antigamente, quando ela se encarregava de amargar a vida dos outros? Será que queria deixar minha irmã… com um cara mais velho?
Eu: Onde a gente vai?
Fer: Num pub e karaokê que fica a umas quadras daqui…
Eu: Por que a gente não vai num carro só?
Fer: Pra não tocar violino pra eles…
Cláudio: Que nem você e a Nora? hahaha, falando nisso, cadê a Nora?
Fer: hahaha, no fundo você gostou que a Nora tocou violino, hahaha, bom, a gente vai encontrar ela lá.
Eu: Mas não era um rolê em família?
Fer: Você que assumiu que a gente ia repetir aquilo, mas eu nunca disse isso, seu bobo.
De novo a Fer virava a Fer de sempre, me parece que a história do sapo e do escorpião se repetia, mas eu, como sempre, segui ela feito um cachorrinho de colo que sempre fui.
Chegamos num lugar lotado de gente, o clima era quase irrespirável, mesmo que supostamente não pudesse fumar e muito menos que os cigarros fossem de maconha. A Fer conseguiu achar os amigos dela e a Nora, na verdade reconheci um par do dia anterior. No total eram seis, três caras e três minas, entre elas a Nora, e logo chegaram o Aitor e a Soledad. Como a mesa onde estavam era comprida e já tava ocupada, fiquei longe da Fer, sentado entre dois caras, que só trocaram umas palavras comigo e ficaram de paquera com a Nora e a Fer. Quanto às outras minas, uma tava de namorada com o terceiro, um completo desconhecido pra mim, enquanto minha irmã só olhava pro “Aitor dela”. A única aparentemente solteira começou a conversar com um cara no balcão e não voltou mais.
A noite que por um momento me animou, tava meio chata pra mim; além disso, os vários candidatos a cantores que se apresentaram sem sucesso não me empolgavam. Claro que teve um par de minas que mandaram bem, imitando um conjunto mexicano chamado Pandora, e também um par de “ridículos” que cantaram muito mal e foram a hora da risada pra todo mundo… Finalmente surgiu a estrela da mesa… Sim, a Fer, que cantou umas músicas desconhecidas pra mim, pelo que soube eram da Taylor Swift e da Selena Gomez, verdade seja dita, minha priminha canta como Os anjos e qualquer música que fosse conseguiam encantar o público. Quando ela terminou de cantar, todo mundo aplaudiu loucamente, pedindo uma terceira música, mas Fer, sem nem me perguntar, me passou o microfone e colocou uma música que escolheu, dizendo:
É toda sua… Eu: Ei!… mas… tudo bem
Fiquei surpreso, mas com a insistência de todo mundo, não tive escolha a não ser me levantar e ir pro palco. Quando o karaokê começou, só aí percebi qual música era, uma das mais lindas do John Denver, Annie’s Song ou simplesmente A Canção da Annie… ou, nesse caso, da Fer…. cantei o melhor que pude, felizmente não desafinei, e uma salva de palmas parecida com a da Fer explodiu no lugar. Acho que pela primeira vez, apesar do nervosismo inicial, meu ego foi lá nas alturas.
Quando os aplausos acabaram e eu quis sair do palco, muitos insistiram pra eu continuar. A verdade é que o que me convenceu foi o dono do bar me oferecer um cuba-libre grátis se eu cantasse mais uma.
Aí eu escolhi a música, peguei uma que já tinha cantado antes… Perfect, do Ed Sheeran. Muitas minas mudaram o foco e começaram a me olhar, mesmo que o meu foco fosse a Fer… entre essas minas estava a Nora. Ali descobri o que o sucesso pode fazer no ego de uma pessoa. No fim da música, quando eu tava descendo do palquinho, trombei com a Nora, que me disse sorrindo:
Vou com você pegar seu cuba-livre e pode pedir um pra mim também.
Eu: Claro, vamos, falei pensando que minha priminha já tinha se divertido às minhas custas.
Por outro lado, quando eu tava indo com a Nora pro bar, vi o Aitor arrastando a Soledad pro palco e escolhendo uma música. O dono do bar me deu dois cubas-livres com a promessa de que eu voltasse a cantar, o que me chamou a atenção pela generosidade dele, e perguntei se ele sempre fazia isso com quem arrancava aplausos. Ele respondeu que só fazia com os bons, e aí perguntei sobre a Fer, e ele me respondeu que ela… Nessa altura, ela já era do elenco fixo e quando aparecia no bar, sempre arrumava um pra ela.
Nora: Você cantou muito bem, é uma surpresa maravilhosa em tudo que faz, hehehe
Eu: Mas mesmo assim, quando cheguei, você não me deu bola, falei em tom de crítica.
Nora: Fiz seguindo instruções da sua priminha…
Eu: Como?
Nora: Ela não quer que eu me aproxime de você, simples assim.
Eu: E você obedece ela…
Nora: Não muito, na verdade, estamos conversando, mesmo ela me olhando feio, hahaha…
Eu: Mas vocês são amigas…
Nora: Por isso mesmo, como diz o ditado, entre bombeiros não se pisa a mangueira, hahaha.
Eu: Mas você falar comigo não é nada demais, ela é minha prima e você…
Nora: Sua amante… acho que ela já não só desconfia, e por isso não me quer perto de você…
Eu: Não entendo… se ela fosse amiga da Coté, mas ela…
Nora: Ah, seu bobinho, ainda não sacou?... ela te quer pra ela, não tá nem aí pra Coté, sabe muito bem que sua namoradinha não é páreo pra ela, já eu sou… Capisci?
Eu: …….
Nora: Vamos antes que ela me expulse da casa dela, hahaha
Embora desde aquele momento Nora tenha deixado de dar bola pro cara que tinha tentado chegar nela e começou a conversar comigo, o papo me deixou meio perturbado… minha prima tava a fim de mim e eu tava a fim dela, mas não dava, ela é minha prima! Tentei puxar qualquer assunto com Nora, e ela sem tirar os olhos de Fer e de mim. Naquela conversa que aparentemente deixava Fer nervosa, ela me explicou que o trabalho da faculdade tava praticamente pronto, só faltava imprimir e encadernar.
A noite seguia normal, o fluxo de cantores era suficiente, ou seja, tudo ia bem até que Fer largou o cara que tava dando em cima dela e sentou entre mim e Nora, com a desculpa de que a gente tinha que fazer um dueto… depois de um tempão, finalmente entramos num acordo… Íamos cantar “Take a Chance on Me” do Abba, que foi um puta sucesso antigamente e também seria quando subíssemos no palco. no palco, acompanhado pela minha irmãzinha Soledad e pela Nora, que "aceitou o desafio", ignorando a cara de Fer.
Até que foi quase engraçado como as duas arpías faziam todo tipo de dança e movimento pra chamar minha atenção, enquanto minha irmãzinha olhava tudo com uma cara de estranheza, mal conseguindo cantar de tão tentada a rir que tava. Graças a Deus a música terminou no meio de aplausos e assobios, cheios de cantadas pras três cantoras.
Como era de se esperar, sentei no meu lugar perto da Nora, que depois dos aplausos e elogios me esperava sorrindo. Mas qual não foi minha surpresa quando minha priminha pegou na mão do cara que tinha tentado chegar na Nora, sentou ele do lado dela e se meteu no meio, como se nada fosse… nos separando desse jeito.
Aí a Nora me pegou pela mão e me levou pra cantar uma música. Eu, feito um cordeiro pro abate, fui atrás dela, enquanto a Fer nem disfarçava a raiva. Cantamos uma música que até hoje não sei qual foi, só segui a Nora, dando apoio pra ela não desafinar muito — porque ela pode ser bonita e inteligente, mas cantar não é o forte dela. Quando terminamos, vi a Fer beijando o cara que antes tinha tentado algo com a Nora. O ciúme subiu na hora, quis ir separar os dois, mas a Nora se meteu na frente, me pegou pela mão e me arrastou pra fora do lugar.
Nora: Não entra nesse jogo, se você fizer isso, quem vai se foder é você.
Eu: Por que você diz isso…
Nora: Vi nos seus olhos a fúria que te pegou, dava pra ver o ciúme de longe.
Eu: Mas é que eu não entendo ela…
Nora: Você é homem e novato, não vai entender mesmo. Ela só tava mandando um recado pra mim.
Eu: Que recado?
Nora: Simples: ela é a fêmea alfa e pode fazer o que quiser, e eu não devo disputar o lugar dela.
Eu: Então é tipo uma matilha de lobos…
Nora: Mais ou menos, hahaha… mas essa loba não desiste. Cê tem as chaves do carro da Fer?
Eu: Sim, claro…
Nora: Me leva pra outro lugar…
Eu: Mas vamos deixar eles na mão…
Nora: Vamos, eles voltam no carro do Aitor…
Eu: Então beleza… avisar eles…
Nora: Disso eu cuido… vamos subir no carro
Eu: Como?
Nora: Ah, bobinho, pra isso existe o WhatsApp, kkkk
Eu: Mas é como terminar um relacionamento por rede social…
Nora: Sim, kkkk… Ele vai ficar puto, kkkk… mas vai ver que nem tudo tem que ser do jeito dele, kkkk
Subimos no carro, como eu não sabia pra onde ir, comecei a dirigir sem rumo enquanto Nora mandava a mensagem pro Fer e pro Aitor. Sei que um dos dois respondeu porque o celular dela tocou, mas ela silenciou e me perguntou:
Pra onde você vai me levar?
Eu: Ah… não sei…
Nora: Me leva pra um motel, se não tiver grana eu te ajudo…
Eu: Claro… (Qual?)
Nora: Você é daqui, qualquer um, kkkk
Chegamos num motel que eu sempre via mas nunca tinha entrado. Segundo o porteiro, tava lotado, mas a gente podia esperar num estacionamento bem discreto do lado dos quartos. Nora topou, então o porteiro mandou a gente seguir.
No estacionamento, um manobrista disse que avisaria quando o quarto ficasse pronto, que a gente era só o terceiro na fila de espera, o que provavelmente levaria uns 30 minutos. Depois fechou uma cortina que deixou a gente bem isolado dos vizinhos.
Eu ainda tava pensando na reação da minha priminha quando lesse a mensagem, quando Nora me puxou pela gola da camisa e me trouxe pra perto dela pra me beijar com paixão. Nossas línguas se encontraram no meio do caminho e brigaram pra se invadir uma na outra. Depois, ela reclinou o banco do carona pra trás, me arrastando junto.
Eu me ajoelhei entre as pernas dela no chão do lado do carona e comecei a amassar os peitos dela por cima da roupa… Nora, por sua vez, passava a mão no meu peito, nas minhas costas, na minha nuca, tudo, com um carinho apaixonado… por um instante, meus pensamentos sobre Fer sumiram, e eu me deixei levar pela linda modelo de olhos azuis.
Sem tirar a roupa dela, comecei a passar a mão por baixo da saia até chegar na buceta dela, que já tava ficando bem molhadinha. Notei isso quando toquei a calcinha fio dental dela, que se enfiava entre os lábios da buceta dela, estava toda molhada. Nora gemia com minhas carícias quentes, aí ela baixou uma mão pra acariciar meu pau, que ainda estava preso dentro da minha calça, mas já lutando pra sair.
Ainda não sei como ela fez!, mas ela baixou o macacão dela e, afastando um pouco as taças do sutiã, deixou à mostra os pezinhos lindos e durinhos dela pra eu me deliciar com eles, enquanto ela acariciava minha cabeça e meu pau. Ficamos a meia hora que durou a espera nos beijando e nos acariciando semi-vestidos no carro, até que sentimos as cortinas pesadas do estacionamento se abrirem, o que nos fez sentar cada um no seu lugar de novo, e depois de uns 30 segundos, o cara que cuidava do estacionamento se aproximou pra nos dar o número do quarto.
Entramos no quarto nos beijando e nos acariciando com tudo, como se a vida dependesse disso. Nora tava tão afim de mim quanto eu dela… Não passaram dois minutos quando o telefone do quarto tocou pra oferecer uns drinques ou refrigerantes e, claro, cobrar. Fizemos o pedido, que chegou em dois minutos, e pagamos. Agora, finalmente, estávamos sozinhos.
Então, assim que fechamos a portinha do aparador onde deixaram nosso pedido, começamos a nos despir apressadamente, já não precisávamos de mais enrolação, os dois estávamos fervendo de paixão acumulada por mais de 40 minutos… Depois de nos despir, nos atiramos um no outro entre risadas, comecei a beijar ela por todo aquele corpo maravilhoso, levantei ela no colo pra deitar na cama, o roçar da pele sedosa dela arrepiou os pelos do meu braço, ela pegou meu pau e começou a bater uma punheta enquanto eu amassava os peitos dela e apertava de leve os biquinhos, que já estavam durinhos de tesão. Sem mais palavras, comecei a passar meu pau nos peitos dela, com a ajuda dela… Com cuidado, montei nela com a intenção de fazer um Sessenta e nove, ela beijou a ponta da minha glande e depois de lamber, com uma voz sugestiva, me disse:
Mmmm que gostoso, chupa minha bucetinha morena…
Eu: Não só sua bucetinha vou chupar, coração… mmm que gostoso…
Enquanto me chupava o pau tentando engolir, engasgou e começou a tossir, então teve que parar pra não rolar um acidente, e depois falou:
Vamos trocar, você embaixo e eu em cima, porque é muito comprido…
Eu: Sério? … pois claro, falei todo orgulhoso pelo “elogio” que recebi
Trocamos de posição e eu, arrumando os travesseiros, fiquei brincando com o botãozinho de prazer dela enquanto ela fazia maravilhas com a boca e a língua, percorrendo cada centímetro do meu amiguinho excitado. Quando eu estava quase gozando, ela soltou meu pau e começou a falar:
Vou gozar, moreno! … vou gozar… ahhh… ahhhh. Continua, siiiiim!
Eu: Isso, goza, putinha, vai… ahgff… mmfss respondi enquanto continuava preso na bucetinha dela…
Nora começou a rebolar os quadris na minha boca, enquanto não largava meu pau com a mão, mas não mexia, só segurava, o que me impediu de gozar. De repente, ela começou a ter espasmos vaginais e a boceta dela derretia na minha língua, até que parou de se mexer e desabou em cima de mim. Parei de “torturar” ela e só fiquei acariciando aquele rabo gostoso que estava perto do meu rosto.
Nora: Você me matou, moreno, tem uma boca mágica… Fer não sabe o que tá perdendo… hahaha
Eu: Talvez um dia eu coma a boceta dela…
Nora: Mmm adoraria ver aquela bruxa se acabando na sua cama, hahaha
Eu: Eu também, hahaha
Nora: Eu sei, moreno, eu sei, hahahaha
Depois de se recuperar do orgasmo violento, ela pegou meu pau e começou a bater uma pra ele voltar com tudo, o que aconteceu rapidinho, e montando em cima de mim, sentou até o talo com um gemido profundo de satisfação, e me olhando nos olhos começou a cavalgar, dizendo:
Passa a mão nos meus peitos, moreno! … que eu gosto
Nora continuou com uma metida suave mas profunda, a boceta dela, apesar de molhada estava, era muito apertado, então fiz um esforço pra não gozar na hora, verdade é que tava alucinando de tesão… segurando ela pelos quadris consegui encaixar direitinho e fazer ela manter um ritmo bom pra eu não sucumbir à bucetinha apertada dela. Nora gemeu de novo enquanto me olhava com uma cara de gata no cio incrível, destacando o rostinho perfeito dela enfeitado pelos olhos claros… era uma mina linda, tanto quanto a Fer…
Os movimentos da bunda dela e o olhar mostravam que queria mais, e a cada metida que ela dava em si mesma gemia de paixão, logo nossas virilhas se uniram em fogo… agora com uma Nora mais controlada, me permiti brincar com os peitos dela, do jeito que ela gostava, até que ela ficou selvagem de novo, começando um vai e vem frenético.
Não sei, mas cada investida que a Nora dava no meu pau me lembrava minha vontade de arrebentar a buceta da Fer… igual a gente tinha comentado, adoraria ver a Fer gritando meu nome toda arrebentada.
De repente percebi que a Nora tava se agitando de novo e a buceta dela apertava meu pau, vinha um novo orgasmo e agora minha linda amante gritava pra todo mundo ouvir, enquanto pegava minhas mãos que amassavam os peitos dela com paixão e luxúria, tava quase alucinando enquanto gozava. A gente continuava no vai e vem como se o mundo fosse acabar… De repente ela cravou as unhas no meu peito e abrindo os olhos claros como nunca tinha visto, gritou:
¡¡Ahhh…. ¡¡Não aguento mais pardal, você me mata, ahhhh… ahhhh!!
Eu: Gosta, putinha… gosta que eu arrebente sua bucetinha….
Nora: Siiim!, respondeu e depois se jogou em cima de mim
Não consegui falar mais nada, porque incrivelmente eu ainda não tinha gozado, talvez pelo meu novo autocontrole e as inúmeras punhetas que tinha batido em homenagem às minhas musas, especialmente minha prima… O mais estranho é que mesmo com uma gostosa como a Nora, e quase chegando ao clímax, não conseguia parar de pensar na Fer… Tava doido, além de que nem por um instante me senti traindo a Coté, verdade é que já não tava nem aí.
Com meu desejo ainda incompleto e a tesão lá em cima, decidi gozar pra meu próprio prazer, então assim que Nora deu sinais de recuperação, coloquei ela de quatro com toda intenção de meter nela, sim, meter nela. A verdade é que minha mente febril só pensava em como seria arrebentar a bunda da Fer… sim, aquela bunda que ela mostrou na loja de lingerie e em casa, aquela bunda que não canso de olhar. Nora pagaria com o rabo dela minha loucura pela bunda da Fer.
Nora: Peraí! Você quer meter no meu cu?!
Eu: Sim…
Nora: Nunca enfiaram nada por ali, isso dói!
Eu: Bom, minha putinha, dói no começo, falei como se entendesse muito do assunto.
Nora: Não, aceito que me foda, mas nem pensar no cu, seu bocó.
Eu: Tá bom, só vamos fazer de quatro, não se preocupa…
Nora: Tá, vai com calma, minha buceta tá louca, hehehe, a gente vê no futuro se você me come pelo cu, hahaha.
Com a autorização dada, ela simplesmente se colocou na minha frente, abaixei meu amigão o máximo que pude, abri as bundinhas lindas e macias dela pra ver bem onde enfiar meu pau e, apesar de hesitar, com a tentação latente de meter nela sem consentimento, finalmente guiei meu amigão pra frestinha da buceta meio aberta pela fodida recente… e enfiei tudo, de uma vez só! Ela deu um pulo, mas continuou como uma putinha fiel, se deixando montar.
Aproveitando o embalo, peguei ela pela cintura e comecei um vai e vem rápido que chegava no fundo da alma dela, batendo nas bundinhas duras com minha virilha, era música pros meus ouvidos. Se antes eu tava louco pra foder uma das minas mais gostosas da faculdade, que posso chamar de minha amante, agora eu me dava o gosto, do jeito mais sacana, fodendo ela só pra gozar, enquanto imaginava que quem tava de quatro era a Fer.
Enquanto eu comia de quatro a Nora quase desmaiando, ela começou a se recuperar e a marcar o ritmo com a bunda perfeita, acompanhando cada uma das minhas investidas, até que senti como se enchia de fluxo vaginal de novo e apertava meu pau com a buceta dela, acelerei fundo e comecei a gozar igual um louco. A verdade é que meu pau cuspia porra sem parar dentro da minha linda amante, o que desencadeou um novo orgasmo nela, nós dois caímos exaustos na cama e ficamos olhando o espelho no teto do quarto. Nos olhamos através dele e de repente rimos que nem bobos por um bom tempo.
Depois nos trocamos carícias e amassos, mas o tesão dos dois tinha acalmado, então decidimos tomar banho sem parar de brincar, com a confiança que duas pessoas têm quando são amantes, nos enchendo de carícias e beijos. Saímos do motel já de madrugada, pra deixar a Nora na casa da Fer.
Por causa do horário, acompanhei ela até o quintal pra não incomodar na casa da Fer, porque eu sabia que a gente tinha que pegar a chave escondida naquele lugar, pra entrar na casa sem fazer barulho, mas pra nossa surpresa, a porta da cozinha abriu, e lá estava a Fer… sim, ela estava nos esperando!
A Fer me olhou com raiva, mas não falou nada, depois olhou pra Nora e com umas palavras arrastadas e quase cuspidas, mandou ela entrar porque era muito tarde e elas tinham que ir dormir, e na hora que eu ia me despedir dela e da Nora, ela bateu a porta na minha cara.
Ainda surpreso, virei pelo jardim pra ir embora, e como diz a música: Acabou. O Sol nos diz que chegou o fim. Por uma noite se esqueceu. Que cada um é cada qual. Vamos descendo a ladeira. Que lá em cima na minha rua. Acabou a festa… então voltei pra casa.
Ainda faltavam dois dias do fim de semana prolongado, então liguei pra Fer no dia seguinte, ela não atendeu, depois liguei pra Nora, que com um WhatsApp seco me disse que não podia falar comigo, enfim, não soube mais nada delas, apesar de eu estar com o carro da Fer e a gente precisar combinar a hora de sair pra voltar pro apartamento do avô. Finalmente, graças à minha insistência e A mãe dela me ligou, me dando o horário de saída, foi assim que consegui saber a que horas ia buscá-la.
Passei meu tempo conversando com minha família, e o Aitor, que como eu disse, era um cara muito gente boa. Esse menino deixou claro pra mim que o que eu tinha visto do beijo do Fer com o outro cara era só uma brincadeira da minha prima arpia pra ver minha reação, porque entre eles não tinha nada. O que ela não tinha calculado foi minha fuga com a Nora, coisa que deixou ela puta da vida como nunca… mais que isso, ele ouviu claramente ela dizer que eu era um “idiota, estúpido, metido, machista e pérfido”, além de outras delicadezas impossíveis de contar na frente da minha irmãzinha Soledad, que tava rindo lembrando da reação da Fer. Acho que ela se divertia com tudo que a Fer tinha me feito sofrer.
Por outro lado, minha mãe ficou feliz com o que aconteceu, claro que me fez lavar o carro da Fer, porque ela suspeitava que eu não tinha me comportado muito bem e era o mínimo que eu podia fazer. Meus irmãos, que ficaram sabendo de todo esse pequeno problema, me ligaram pra me parabenizar e me dar força, porque sabiam que ela não ia ficar de braços cruzados.
Já meu avô, quando soube da notícia, me ligou pra dizer que isso não se faz com a família e muito menos com uma mulher, que foi muito errado eu ter deixado a Fer na mão, que ele não ia mais me emprestar o apartamento dele se eu repetisse isso no futuro, além de que eu tinha que pedir desculpas pra ela. Nenhum argumento serviu pra fazer ele mudar de ideia, tava ferrado!
Não sei se devia agradecer a Deus pelo nosso retorno no fim desse fim de semana prolongado, a verdade é que eu tinha me divertido, mas por outro lado, não ter visto a Fer nas últimas horas me deixou com um gosto amargo. Na hora de buscar a Fer na casa dela, meus tios, que antes eram felizes comigo, foram super frios, quase tanto quanto a Fer, e olha que nem vou falar da atitude da Nora, que de ser uma mulher segura de si, agora era uma pombinha tímida.
Algo mudou quando já estávamos no carro, me senti mais relaxado com Fer de copiloto e Nora atrás, enfiando a cabeça pra falar só comigo, já que a Fer tava muda. Embora eu me sentisse mal pela situação, era estranho ter a tranquilidade que eu tinha: de um lado, minha prima parecia ausente desse mundo; do outro, Nora tagarelando sobre tudo de irrelevante que você puder imaginar, tentando quebrar o gelo enquanto eu dirigia. De repente, lá pela metade do caminho, uma Fer ainda irada falou pra gente: "Parem… já chega! Vocês acham que vou perdoar vocês por me deixarem abandonada?"
Nora: "Mas se a gente avisou…"
Fer: "Ah, claro, como não! Pra me deixar com o Benjamim, que é um pedante, e ainda tocar violino pro Aitor e pra Soledad… Aliás, onde vocês foram?"
Eu: "Me desculpa, mas te vi muito bem com o Benjamim e, como a gente tava meio entediado, saímos pra dar uma volta", falei como desculpa.
Fer: "Mentira, vocês foram transar, não sou burra. Ela só te procura pra isso."
Nora: "Pô, você é maldosa, o Cláudio tem namorada."
Fer: "É, e bem corna! Você é uma puta que se mete com meu primo mais novo…"
Eu: "Calma, Fer, não seja grossa. Além disso, quem podia ter se comportado mal fui eu, não ela."
Fer: "Você é um otário que não percebe nada. A Nora sabe muito bem como te manipular, e pra mim não tem dúvida que ela faz isso com a buceta…"
A conversa, ou melhor, a discussão que tinha começado do nada, fez com que a viagem, que não devia ter nada de especial, continuasse num silêncio profundo, onde o gelo dava pra sentir na pele. Fiquei me perguntando se a gente conseguiria manter a amizade entre os três, e se pelo menos elas duas poderiam se perdoar, nem que fosse pra defender o "super trampo" diante do velho tarado do professor Morgado.
Deixamos a Nora em casa. Ela se despediu de mim com um gesto tímido de tchau e nos deixou com a cara de quem ia chorar a qualquer momento. Por outro lado, quando desci, a Fer trocou de lugar internamente, pegou o carro e me deixou na rua, provavelmente indo pra casa. Não consegui ligar pra ela, nem pedir ajuda pro Roro ou pra algum colega, porque meu celular… Tava no carro, pensei na Nora, mas ela já tinha o dela, não me restou nada além de andar. Também percebi que minha carteira tinha ficado com a Fer. Caminhei por 45 minutos até chegar em casa, felizmente tinha as chaves, então consegui entrar. As chaves do carro estavam na mesinha da entrada, minha linda prima arpia pelo menos tinha me permitido pegar meus livros e bagagem. Olhei pra ver se ela estava visível, mas já estava deitada na cama dela, então tentei fazer as coisas sem perturbá-la mais, não queria outro escândalo ou reação da Fer. Finalmente me deitei à meia-noite, pra dormir uma noite agitada. No dia seguinte, quando acordei, o banheiro estava ocupado, mesmo sendo meu horário. Bati na porta, mas ela nem se mexeu. Esperei pacientemente por longos minutos, aliás, arrumei minha cama, preparei tudo pra sair, esquentei meu café e pus a mesa pro café da manhã, e ela ainda estava dentro do banheiro. Então pensei nas únicas alternativas que eu tinha: Primeiro: Tomar banho no banheiro dos avós, algo totalmente proibido. Segundo: Sair do jeito que tinha acordado, ou seja, sem banho. Terceiro: Entrar e me lavar, estivesse ela lá ou não. Escolhi a terceira opção, tava cansado de esperar e de pedir desculpas, além disso, ela sempre tinha feito coisas assim comigo, e eu nunca tinha feito um escândalo daquele jeito... Agora ela ia saber com quem tava se metendo. Abrir a porta do banheiro não é difícil, com uma moeda grande dá pra fazer. Essas maçanetas, por questões de segurança, permitem isso, então abri sem problemas: Fer: O que você tá fazendo? Eu: Vim tomar banho, é meu horário. Fer: Mas eu tô aqui, e pelada. Eu: Isso pra você nunca foi impedimento, além disso, já te vi, não tem nada de novo. Fer: Ainda tô no chuveiro... Eu: Então sai dele. Fer: Não, não vou sair. Eu: Se é assim que você quer... Com toda a cara de pau, pendurei minha toalha e entrei no chuveiro, que tava cheio de vapor por causa do tempo todo e da água que a Fer tinha gastado. Tentei não olhar pra ela, ou pelo menos tentei. agir como se ela não estivesse ali, claro que meu amigão me traiu na hora, porque rapidinho ficou duro que nem um pau… é que ver aquela escultura grega de mina faria o mesmo com qualquer ser humano, até se fosse homem ou mulher, a desgraçada é perfeita.
Quando me viu no chuveiro, me olhou meio besta, acho que não esperava, eu com a pouca água que me respingava peguei o sabão e comecei a me ensaboar, ela ficou na dela tentando não me encostar, enquanto tapava a buceta e os peitos. Como tava presa pra sair sem me tocar, ficou na posição de lado pra expor o mínimo dos seus encantos.
Me ensaboei e enxaguei no menor tempo possível, obviamente não lavei o cabelo nem me depilei, como costumo fazer quando tomo banho, mas um dia não significava nada, aí saí e ela fechou o chuveiro, por um momento pensei que ia ficar dentro do box, mas tava enganado, a danada… puxou a cortina e começou a se secar igual a mim, completando:
Tenho que me apressar, mas não tanto quanto você.
Eu: É, hoje você entra mais tarde, falei concordando.
Naquela manhã tudo seguiu seu rumo normal, eu pras minhas aulas, ela pras dela…
3 comentários - Minha prima, meu martírio Cap. 6