Eram umas doze e pouco do meio-dia e eu tava sentado na praça do Obradoiro, em Santiago de Compostela. Ao meu redor, centenas de pessoas sentadas no chão. Senti chegando um grupo de peregrinos; na frente, cinco gaiteiros tocavam gaita e o grupo cantava: "De Andaluzia eu sou." Eles tinham feito o Caminho desde a Andaluzia. Quando passaram por mim, desfilando em direção à catedral, me emocionei e, como vi que podia escapar uma lágrima, não quis fazer feio. Levantei e fui num bar perto que tinha mesas na calçada.
Tava sentado numa cadeira, tomando uma Estrela da Galícia, e sem querer ouvi uma conversa entre duas mulheres. Uma dizia pra outra:
— O que você pediu pro apóstolo?
— Um orgasmo.
— O quê?!
— Um orgasmo, quero saber como é ter um.
— Em mais de vinte anos de casamento você nunca gozou?!
— Não.
— Calma, calma. Você também não goza quando se masturba?
— Não, o ginecologista disse que o meu caso é anorgasmia.
Me virei e vi as mulheres: a que dizia sofrer de anorgasmia tava tomando um suco de laranja e não passava muito dos quarenta. A outra, que tomava uma água tônica, devia ter a mesma idade, pra cima ou pra baixo. Não quis me meter na conversa porque tinha ido a Santiago pra algo religioso e não se mistura religião com sexo, mesmo que os religiosos misturem. Continuei ouvindo.
— Não acredito, Sônia. Você já tentou com outro homem?
— Não, isso seria adultério.
— E com outra mulher?
— Cê tá louca? Sou católica e apostólica.
Não queria, mas não deu pra segurar. Me virei e falei:
— Católica, apostólica e burra.
A mulher me olhou e ficou vermelha — sim, com mais de quarenta anos, ela se envergonhou.
— Que vergonha! Não sabia que o senhor tava ouvindo.
— Não tem parede, senhora. Desculpe ter interrompido. Posso fazer uma pergunta?
— Sobre a minha intimidade?
— Não, sobre o seu ginecologista. Ele é conhecido do seu marido?
— Sim.
— De onde eles se conhecem?
— Os dois são do Opus Dei.
— A senhora não sofre de... Anorgasmia, senhora, o que a senhora tem é muito preconceito e um marido que é um baita dum cuzão.
— E o senhor é um insolente.
— Um insolente que, depois de muitos anos de casado, ainda faz a mulher dele gozar três ou quatro vezes cada vez que a gente fode.
A outra mulher disse pra ela:
— Quem sabe esse homem não é o apóstolo que veio te dar o orgasmo que você pediu.
— Esse homem é um diabo me tentando.
Ela era uma beata de dar dó.
— Eu não disse que faria a senhora gozar três vezes, senhora, eu disse que faço minha mulher gozar três vezes, mas se a senhora quer saber o que é um orgasmo, ninguém melhor do que eu pra te dar.
Ela me ignorou e voltou a falar com a amiga.
— Tá vendo como ele me tenta?
— Eu, se fosse você, ia com ele pra um lugar discreto e gozava como nunca gozei.
— Ia me condenar ao inferno.
Faltavam uns dois empurrões e eu já tinha dado o primeiro.
— Se engana, senhora, o céu e o inferno estão na terra, a paz é o céu e a guerra é o inferno.
A amiga levantou da cadeira e disse:
— Vou embora. Se deixa levar pelo momento, se não, vai passar o resto da vida se perguntando como teria sido.
— Mas ele é um estranho, Maribel.
— Por isso mesmo, Sônia, depois de foder com ele, você nunca mais vai ver ele.
A mulher foi embora, eu sentei na mesa dela sem pedir licença e falei baixinho:
— Conheço uma pensão onde os donos são discretos.
Ela fez cara de brava.
— E eu sei onde fica a delegacia, se continuar me enchendo o saco.
— Só queria fazer um favor, mas não vou incomodar mais — levantei. — Tenha um bom dia, senhora.
— Por sua culpa, não vou ter.
Sentei de novo.
— A culpa é sua por ser tão gostosa, se não fosse, eu não teria falado nada.
— Para de me seduzir, não vou trair meu marido.
— Não tô te seduzindo, senhora, se eu quisesse te seduzir, diria que fazer amor com você deve ser igual fazer com um anjo. Posso te pagar outro suco de laranja?
— Não, e para de me seduzir, não vou com você pra lugar nenhum, meu Anorgasmia é incurável.
—Não se engane, senhora, você não sofre de anorgasmia, sofre de um marido que com certeza não viu mais buceta que a sua e não sabe fazer nada além de meter e tirar.
Devo ter acertado em cheio, porque a atitude de rejeição dela mudou.
—É que você viu muitos chochitos?
—Chochitos não tantos quanto eu gostaria, mas buceta eu vi pra caralho.
Eu tinha despertado a curiosidade dela.
—E todas..., cê sabe?
—Sim, todas gozaram, e você também gozaria, tenho tanta certeza disso que se eu não fizer você gozar, eu corto minhas bolas fora.
Ela deixou escapar um sorriso enquanto dizia:
—Não seja bruto.
—Vamos pra aquela pousada?
—Eu estaria cometendo adultério.
—O que você estaria cometendo é uma burrice se não vier comigo.
—A tentação é tão grande... Vá na frente que eu te sigo de longe.
Paguei a conta dela e a minha e comecei a andar, olhando pra trás a cada momento pra ver se ela desistia. Não desistiu e uns quinze minutos depois estávamos num quartinho que só tinha um tapete no chão, um criado-mudo e uma cama pequena e antiga, daquelas com barras de bronze na cabeceira e nos pés. Sônia sentou na beira da cama com as mãos e as pernas juntas e a bolsa na mão. O olhar dela se perdeu no chão do quarto.
Sônia era de estatura média, tinha cabelo preto e curto. Não era nem gorda nem magra, nem feia nem bonita. Vestia uma jaqueta azul de lã, por cima de uma blusa branca, uma saia azul que batia abaixo dos joelhos e calçava uns sapatos pretos quase sem salto. Das orelhas pendiam dois brincos pequenos de ouro e do pescoço pendia uma corrente também de ouro com a imagem de uma Virgem. No pulso usava um relógio e na mão esquerda uma aliança. As unhas e os lábios estavam pintados de vermelho.
Sentei ao lado dela, coloquei um dedo no queixo dela, levantei o rosto dela, dei um beijinho e, tratando ela por "você", falei:
—Você parece uma pombinha assustada.
—É que eu tô assustada, assustada e muito nervosa.
Foi só eu falar isso e dar um calafrio.
—Deita na cama, fecha os olhos e imagina que é teu marido que tá te tocando, vai ver como os nervos vão embora.
Ela se deitou na cama vestida e com os sapatos.
Desabotoei a blusa dela enquanto dava beijinhos, depois abri e em seguida levantei as taças do sutiã. Os peitos dela eram grandes, brancos, macios e tinham auréolas escuras e mamilos generosos. Levantei o vestido dela e tirei a calcinha. Depois, minha língua lambeu um mamilo, lambeu o outro e então pousou nos lábios dela. A língua dela apareceu tímida entre os lábios enquanto minha mão direita cobria a buceta peluda dela. Nos beijando, comecei a acariciar a bunda dela fazendo círculos com a ponta do dedo médio da mão direita. Da boca desci pros peitos e lambi os mamilos dela e chupei eles, enquanto chupava enfiei a ponta do meu dedo dentro do cu dela e continuei fazendo círculos. Ao tirar, sentia como ela abria e fechava... A Sonia, cada vez que eu tirava, me pegava pela nuca e me dava um baita beijo de língua. Da ponta passei a enfiar metade do dedo e continuei fazendo círculos dentro do cu, depois comecei a meter e tirar, tirava até a bunda dela apertar meu dedo, aí enfiava até o fundo... Depois de uns dez ou doze minutos de foder o cu dela com o dedo, de chupar os peitos macios dela e de nos comer de boca, ela começou a gemer. Ao fazer isso, abriu os olhos, me olhou e disse:
— Em nenhum momento consegui pensar no meu marido. Vinha teu rosto na cabeça e me excitava ao ver.
— Eu também fico excitado te vendo.
Continuei fodendo o cu dela com meu dedo e chupando os peitos dela quando não estávamos nos comendo de boca até que os gemidos e a respiração dela me disseram que ela ia gozar, nessa hora tirei o dedo do cu dela bem devagar, depois dei pra ela chupar. Ela disse:
— Isso é uma putaria.
Chupei eu, ela tirou o dedo da minha boca, chupou ela e depois me disse:
— Sempre soube que dentro de mim tinha uma menina safada.
Depois de ter o dedo molhado, fiz círculos com a ponta do dedo sobre a bunda, depois enfiei a ponta e fiz círculos dentro do cu. Ela começou a tremer e gozou como uma presa quando solta a represa. Depois de gozar, ficou em silêncio por uns segundos até exclamar:
— Ahhhhhh!
Ao gozar, ela desabou em lágrimas e, entre lágrimas, me disse:
— Eu gozei, não tenho anorgasmia.
— Não, não tem. Quer continuar?
— O que você vai fazer comigo?
— Pra começar, comer essa buceta e depois...
— E depois você quer copular comigo.
— Fode soa melhor.
Ela se levantou da cama, se despiu e tirou os sapatos, tirou a corrente e o relógio e colocou na mesinha de cabeceira, deitou de novo na cama e abriu as pernas de par em par. Deve ter pensado que, já que ia pecar, faria com gosto. Eu também fiquei pelado e meu pau, que estava durinho, parece que agradou ela, porque ao ver, o sorriso dela foi de orelha a orelha.
Aquela buceta peluda que tinha sido pouco fodida e por um único pau me pareceu deliciosa. Cheirei, cheirava a presunto velho. Vontade me deu de colocar um babador porque ia babar tudo ao comer. De barriga pra baixo, abri com dois dedos e vi restos dos sucos da gozada que ela tinha acabado de dar. Minha língua deslizou pela buceta dela como um pano de chão e limpou todos os sucos. Saboreei e disse:
— Você tem gosto de pecado, puta.
— Ai, não me chama de puta que me dá uma sensação ruim!
— Lambi um lábio vaginal, lambi o outro e disse:
— Me chama de filho da puta.
— Eu não falo palavrão.
Ela era uma fresca. Tinha que trazê-la pro meu mundo. Puxei pra trás o capuz do clitóris, chupei a cabecinha e depois disse:
— Me chama de filho da puta, puta.
— Já te falei que não falo palavrão, e não me chama de puta, cara.
Enfiei a língua na buceta dela, levantei a bunda dela e, quando tirei a língua da buceta, lambi o períneo e enfiei no cu. Depois lambi de baixo pra cima, continuei chupando o capuz do clitóris e terminei lambendo a cabecinha como se estivesse chupando a cabeça de um lagostim.
— Você gosta, puta?
Ela veio pro meu mundo.
— Sim, filho da puta.
Desde a bunda dela Lambi devagar umas quinze ou vinte vezes de baixo pra cima, apertando minha língua contra a buceta dela e enfiando na vagina dela. Quando chegava no clitóris, eu parava e lambia na transversal, de baixo pra cima e fazendo círculos nele. Ela começou a gemer de novo.
— Você não vai demorar pra gozar de novo, sua safada.
— Não sou uma safada.
Passei minha língua de baixo pra cima de novo e, antes de lamber o clitóris dela, falei:
— Me xinga, foxy.
— Isso eu não vou aceitar! Não sou uma foxy, viado... Ai, tô quase gozando e vou acabar falando um monte de besteira.
Lambi o clitóris dela por uns três ou quatro minutos. A cabecinha já tinha saído pra encontrar minha língua, e os gemidos dela estavam escandalosos quando parei e falei:
— Quer gozar, sua puta?
— Sim, lambe buceta, seu filho da puta, sim, quero gozar, quero gozar, seu desgraçado imundo, erva daninha, lambe bolas...
Eu tinha acordado a vadia que vivia dentro dela, tive que falar:
— Já, já, já chega.
Ela pegou minha cabeça com as duas mãos e levou pra buceta dela. Vendo que com nada ela ia gozar, estiquei a língua e coloquei entre os lábios vaginais dela. Sonia mexeu a bunda de baixo pra cima, pros lados e em círculos, e gozou de novo, dessa vez jorrando na minha boca enquanto se contorcia de prazer. A desgraçada era bem gostosa.
Depois de gozar, ela começou a rir. Quando parou, me disse:
— Você é o amante perfeito. Fode como um anjo ou como um demônio, ou sei lá como você fode.
— É aí que você se engana, não sabe como eu fodo, já que você gozou duas vezes só com as preliminares, ou seja, com o aquecimento.
— Sim, com o aquecimento global, não é, seu arrombado.
Ela me deixou sem reação, tinha pegado gosto pelos xingamentos e já saíam como se fossem churros.
— Vamos parar com os xingamentos, Sonia. Quero que você me foda sem dizer que sou o Robin Hood dos viados.
— Gostei desse negócio de Robin Hood dos viados, nunca teria pensado nisso, mas... O que você quer dizer com isso de eu te foder?
— Quer dizer que você sobe. em cima de mim, você goza e me faz gozar.
Ela ficou me olhando com uns olhos que parecia que eu tinha dito que a terra era quadrada.
—Ah, não, isso aí não. Como é que eu vou subir? Essas coisas quem faz são as putas.
—Você tem que ser uma *slut* por um dia se quiser transar gostoso. Começa chupando meu *cock*.
—Que *pussy* vou chupar seu *cock* se nunca chupei um.
—Também nunca viu outra mulher *suck it*?
—Você é maluco da cabeça!
—Para de falar palavrão que pode escapar em casa.
—Caralho! Bem que podia ser, hein.
—Pois é, podia. Você não vê pornô, Sônia?
—Até hoje eu era uma mulher direita.
—Com muitas curvas.
Ela me deu um empurrão e, rindo, disse:
—Seu filho da puta! Me diz como você gosta que eu chupe?
Eu tinha que continuar fazendo de professor.
—Pega no *cock*, deixa cair saliva na cabeça e vai molhando ele subindo e descendo a mão.
Ela fez o que eu mandei.
—É excitante. O que mais você quer que eu faça?
Peguei o polegar da outra mão dela, lambi a ponta e a unha, lambi de baixo pra cima de um lado e do outro, depois chupei a unha e a ponta, e chupei o dedo inteiro usando minha língua nas mamadas.
—Assim que eu gosto que me chupem.
Sônia lambeu a cabeça do meu *cock*, depois lambeu de baixo pra cima por todos os lados, aí chupou a cabeça e por fim chupou enfiando o *cock* na boca até onde conseguia. Eu disse:
—Você tá indo muito bem, só falta lamber e chupar as bolas.
—Disso você não tinha me falado nada, seu bandido.
Ela foi pras bolas, lambeu, chupou, depois lambeu o *cock* de baixo pra cima e quando lambeu a cabeça de novo eu falei:
—Para, para!
—Te machuquei?
—Não, é que se continuar eu já gozo.
—Sou tão boa pra caralho assim?
—O que você é é uma boca suja.
—E quem *pussy* me ensinou a ser uma boca suja?
—Falei de boca suja pro seu bem.
Ela ficou me olhando e depois disse:
—Acabaram os palavrões. Agora o que vem?
—Sobe e me fode.
Ela olhou pro meu *cock*, que tava duro que nem pedra, e disse:
—Ele é grosso pra caralh... A Você tem uma pica bem grossa, não se mexe quando eu meter que você pode quebrar ela.
Quebrar? Porra nenhuma! É verdade que a cabeça entrou apertada, mas depois que entrou foi até o fundo sem dificuldade nenhuma.
— Sinto a... Sinto a buceta cheia.
— Vou encher ela de porra, se é que você toma cuidado.
— Sem problema, sou estéril.
— Porra, se você é estéril do jeito que era anorgásmica, vou te deixar grávida.
Enquanto me fodia, ela disse:
— Queria que você me deixasse grávida, ter um filho é meu sonho impossível.
— Vem cá, coisinha linda, me dá essas tetas pra mamar.
Ela sorriu e disse:
— Gosto quando você me chama de coisinha linda.
Ela me deu as tetas pra mamar, me beijou de boca aberta, me deu as tetas de novo pra mamar e depois de me beijar de novo, enfiei o dedo médio da mão direita na boca dela. Depois, com a ponta do dedo, fiz círculos no cu dela e enfiei a ponta pra dentro. A Sonia jogou a bunda pra trás e enfiou o dedo no cu dela até a metade. Começou a rebolar gostoso e o dedo acabou entrando inteiro. Pau e dedo entravam e saíam da buceta e do cu dela enquanto ela me enchia de beijos... Depois de um tempo, ela começou a ficar ruim, tão ruim que quando me beijava começou a babar. As pupilas dela se perderam debaixo das pálpebras e ela começou a tremer. A buceta dela abrindo e fechando no meu pau foi ordenhando ele, e nossas gozadas se misturaram. Foi tanto prazer que ela sentiu que, depois de gozar, quis falar e só conseguiu balbuciar. Vendo que não conseguia se comunicar, ficou deitada em cima de mim com a cabeça no meu ombro até levantar a cabeça e perguntar:
— Que horas são?
Peguei o relógio dela na mesinha de cabeceira e entreguei. Ela olhou as horas e saiu de cima de mim como se tivesse levado uma picada de agulha. Pegando a saia dela no chão, disse:
— Duas e meia! Nosso avião para Madrid sai às três e meia. Não vamos chegar no Rosalía de Castro, não vamos!
— Onde você está hospedada?
— A uns dez minutos daqui.
— De táxi, vocês chegam no aeroporto em vinte minutos. Dá tempo, mulher, dá.
Não sei se ela conseguiu, só sei que ela se foi. Vestiu e foi embora.
Tava sentado numa cadeira, tomando uma Estrela da Galícia, e sem querer ouvi uma conversa entre duas mulheres. Uma dizia pra outra:
— O que você pediu pro apóstolo?
— Um orgasmo.
— O quê?!
— Um orgasmo, quero saber como é ter um.
— Em mais de vinte anos de casamento você nunca gozou?!
— Não.
— Calma, calma. Você também não goza quando se masturba?
— Não, o ginecologista disse que o meu caso é anorgasmia.
Me virei e vi as mulheres: a que dizia sofrer de anorgasmia tava tomando um suco de laranja e não passava muito dos quarenta. A outra, que tomava uma água tônica, devia ter a mesma idade, pra cima ou pra baixo. Não quis me meter na conversa porque tinha ido a Santiago pra algo religioso e não se mistura religião com sexo, mesmo que os religiosos misturem. Continuei ouvindo.
— Não acredito, Sônia. Você já tentou com outro homem?
— Não, isso seria adultério.
— E com outra mulher?
— Cê tá louca? Sou católica e apostólica.
Não queria, mas não deu pra segurar. Me virei e falei:
— Católica, apostólica e burra.
A mulher me olhou e ficou vermelha — sim, com mais de quarenta anos, ela se envergonhou.
— Que vergonha! Não sabia que o senhor tava ouvindo.
— Não tem parede, senhora. Desculpe ter interrompido. Posso fazer uma pergunta?
— Sobre a minha intimidade?
— Não, sobre o seu ginecologista. Ele é conhecido do seu marido?
— Sim.
— De onde eles se conhecem?
— Os dois são do Opus Dei.
— A senhora não sofre de... Anorgasmia, senhora, o que a senhora tem é muito preconceito e um marido que é um baita dum cuzão.
— E o senhor é um insolente.
— Um insolente que, depois de muitos anos de casado, ainda faz a mulher dele gozar três ou quatro vezes cada vez que a gente fode.
A outra mulher disse pra ela:
— Quem sabe esse homem não é o apóstolo que veio te dar o orgasmo que você pediu.
— Esse homem é um diabo me tentando.
Ela era uma beata de dar dó.
— Eu não disse que faria a senhora gozar três vezes, senhora, eu disse que faço minha mulher gozar três vezes, mas se a senhora quer saber o que é um orgasmo, ninguém melhor do que eu pra te dar.
Ela me ignorou e voltou a falar com a amiga.
— Tá vendo como ele me tenta?
— Eu, se fosse você, ia com ele pra um lugar discreto e gozava como nunca gozei.
— Ia me condenar ao inferno.
Faltavam uns dois empurrões e eu já tinha dado o primeiro.
— Se engana, senhora, o céu e o inferno estão na terra, a paz é o céu e a guerra é o inferno.
A amiga levantou da cadeira e disse:
— Vou embora. Se deixa levar pelo momento, se não, vai passar o resto da vida se perguntando como teria sido.
— Mas ele é um estranho, Maribel.
— Por isso mesmo, Sônia, depois de foder com ele, você nunca mais vai ver ele.
A mulher foi embora, eu sentei na mesa dela sem pedir licença e falei baixinho:
— Conheço uma pensão onde os donos são discretos.
Ela fez cara de brava.
— E eu sei onde fica a delegacia, se continuar me enchendo o saco.
— Só queria fazer um favor, mas não vou incomodar mais — levantei. — Tenha um bom dia, senhora.
— Por sua culpa, não vou ter.
Sentei de novo.
— A culpa é sua por ser tão gostosa, se não fosse, eu não teria falado nada.
— Para de me seduzir, não vou trair meu marido.
— Não tô te seduzindo, senhora, se eu quisesse te seduzir, diria que fazer amor com você deve ser igual fazer com um anjo. Posso te pagar outro suco de laranja?
— Não, e para de me seduzir, não vou com você pra lugar nenhum, meu Anorgasmia é incurável.
—Não se engane, senhora, você não sofre de anorgasmia, sofre de um marido que com certeza não viu mais buceta que a sua e não sabe fazer nada além de meter e tirar.
Devo ter acertado em cheio, porque a atitude de rejeição dela mudou.
—É que você viu muitos chochitos?
—Chochitos não tantos quanto eu gostaria, mas buceta eu vi pra caralho.
Eu tinha despertado a curiosidade dela.
—E todas..., cê sabe?
—Sim, todas gozaram, e você também gozaria, tenho tanta certeza disso que se eu não fizer você gozar, eu corto minhas bolas fora.
Ela deixou escapar um sorriso enquanto dizia:
—Não seja bruto.
—Vamos pra aquela pousada?
—Eu estaria cometendo adultério.
—O que você estaria cometendo é uma burrice se não vier comigo.
—A tentação é tão grande... Vá na frente que eu te sigo de longe.
Paguei a conta dela e a minha e comecei a andar, olhando pra trás a cada momento pra ver se ela desistia. Não desistiu e uns quinze minutos depois estávamos num quartinho que só tinha um tapete no chão, um criado-mudo e uma cama pequena e antiga, daquelas com barras de bronze na cabeceira e nos pés. Sônia sentou na beira da cama com as mãos e as pernas juntas e a bolsa na mão. O olhar dela se perdeu no chão do quarto.
Sônia era de estatura média, tinha cabelo preto e curto. Não era nem gorda nem magra, nem feia nem bonita. Vestia uma jaqueta azul de lã, por cima de uma blusa branca, uma saia azul que batia abaixo dos joelhos e calçava uns sapatos pretos quase sem salto. Das orelhas pendiam dois brincos pequenos de ouro e do pescoço pendia uma corrente também de ouro com a imagem de uma Virgem. No pulso usava um relógio e na mão esquerda uma aliança. As unhas e os lábios estavam pintados de vermelho.
Sentei ao lado dela, coloquei um dedo no queixo dela, levantei o rosto dela, dei um beijinho e, tratando ela por "você", falei:
—Você parece uma pombinha assustada.
—É que eu tô assustada, assustada e muito nervosa.
Foi só eu falar isso e dar um calafrio.
—Deita na cama, fecha os olhos e imagina que é teu marido que tá te tocando, vai ver como os nervos vão embora.
Ela se deitou na cama vestida e com os sapatos.
Desabotoei a blusa dela enquanto dava beijinhos, depois abri e em seguida levantei as taças do sutiã. Os peitos dela eram grandes, brancos, macios e tinham auréolas escuras e mamilos generosos. Levantei o vestido dela e tirei a calcinha. Depois, minha língua lambeu um mamilo, lambeu o outro e então pousou nos lábios dela. A língua dela apareceu tímida entre os lábios enquanto minha mão direita cobria a buceta peluda dela. Nos beijando, comecei a acariciar a bunda dela fazendo círculos com a ponta do dedo médio da mão direita. Da boca desci pros peitos e lambi os mamilos dela e chupei eles, enquanto chupava enfiei a ponta do meu dedo dentro do cu dela e continuei fazendo círculos. Ao tirar, sentia como ela abria e fechava... A Sonia, cada vez que eu tirava, me pegava pela nuca e me dava um baita beijo de língua. Da ponta passei a enfiar metade do dedo e continuei fazendo círculos dentro do cu, depois comecei a meter e tirar, tirava até a bunda dela apertar meu dedo, aí enfiava até o fundo... Depois de uns dez ou doze minutos de foder o cu dela com o dedo, de chupar os peitos macios dela e de nos comer de boca, ela começou a gemer. Ao fazer isso, abriu os olhos, me olhou e disse:
— Em nenhum momento consegui pensar no meu marido. Vinha teu rosto na cabeça e me excitava ao ver.
— Eu também fico excitado te vendo.
Continuei fodendo o cu dela com meu dedo e chupando os peitos dela quando não estávamos nos comendo de boca até que os gemidos e a respiração dela me disseram que ela ia gozar, nessa hora tirei o dedo do cu dela bem devagar, depois dei pra ela chupar. Ela disse:
— Isso é uma putaria.
Chupei eu, ela tirou o dedo da minha boca, chupou ela e depois me disse:
— Sempre soube que dentro de mim tinha uma menina safada.
Depois de ter o dedo molhado, fiz círculos com a ponta do dedo sobre a bunda, depois enfiei a ponta e fiz círculos dentro do cu. Ela começou a tremer e gozou como uma presa quando solta a represa. Depois de gozar, ficou em silêncio por uns segundos até exclamar:
— Ahhhhhh!
Ao gozar, ela desabou em lágrimas e, entre lágrimas, me disse:
— Eu gozei, não tenho anorgasmia.
— Não, não tem. Quer continuar?
— O que você vai fazer comigo?
— Pra começar, comer essa buceta e depois...
— E depois você quer copular comigo.
— Fode soa melhor.
Ela se levantou da cama, se despiu e tirou os sapatos, tirou a corrente e o relógio e colocou na mesinha de cabeceira, deitou de novo na cama e abriu as pernas de par em par. Deve ter pensado que, já que ia pecar, faria com gosto. Eu também fiquei pelado e meu pau, que estava durinho, parece que agradou ela, porque ao ver, o sorriso dela foi de orelha a orelha.
Aquela buceta peluda que tinha sido pouco fodida e por um único pau me pareceu deliciosa. Cheirei, cheirava a presunto velho. Vontade me deu de colocar um babador porque ia babar tudo ao comer. De barriga pra baixo, abri com dois dedos e vi restos dos sucos da gozada que ela tinha acabado de dar. Minha língua deslizou pela buceta dela como um pano de chão e limpou todos os sucos. Saboreei e disse:
— Você tem gosto de pecado, puta.
— Ai, não me chama de puta que me dá uma sensação ruim!
— Lambi um lábio vaginal, lambi o outro e disse:
— Me chama de filho da puta.
— Eu não falo palavrão.
Ela era uma fresca. Tinha que trazê-la pro meu mundo. Puxei pra trás o capuz do clitóris, chupei a cabecinha e depois disse:
— Me chama de filho da puta, puta.
— Já te falei que não falo palavrão, e não me chama de puta, cara.
Enfiei a língua na buceta dela, levantei a bunda dela e, quando tirei a língua da buceta, lambi o períneo e enfiei no cu. Depois lambi de baixo pra cima, continuei chupando o capuz do clitóris e terminei lambendo a cabecinha como se estivesse chupando a cabeça de um lagostim.
— Você gosta, puta?
Ela veio pro meu mundo.
— Sim, filho da puta.
Desde a bunda dela Lambi devagar umas quinze ou vinte vezes de baixo pra cima, apertando minha língua contra a buceta dela e enfiando na vagina dela. Quando chegava no clitóris, eu parava e lambia na transversal, de baixo pra cima e fazendo círculos nele. Ela começou a gemer de novo.
— Você não vai demorar pra gozar de novo, sua safada.
— Não sou uma safada.
Passei minha língua de baixo pra cima de novo e, antes de lamber o clitóris dela, falei:
— Me xinga, foxy.
— Isso eu não vou aceitar! Não sou uma foxy, viado... Ai, tô quase gozando e vou acabar falando um monte de besteira.
Lambi o clitóris dela por uns três ou quatro minutos. A cabecinha já tinha saído pra encontrar minha língua, e os gemidos dela estavam escandalosos quando parei e falei:
— Quer gozar, sua puta?
— Sim, lambe buceta, seu filho da puta, sim, quero gozar, quero gozar, seu desgraçado imundo, erva daninha, lambe bolas...
Eu tinha acordado a vadia que vivia dentro dela, tive que falar:
— Já, já, já chega.
Ela pegou minha cabeça com as duas mãos e levou pra buceta dela. Vendo que com nada ela ia gozar, estiquei a língua e coloquei entre os lábios vaginais dela. Sonia mexeu a bunda de baixo pra cima, pros lados e em círculos, e gozou de novo, dessa vez jorrando na minha boca enquanto se contorcia de prazer. A desgraçada era bem gostosa.
Depois de gozar, ela começou a rir. Quando parou, me disse:
— Você é o amante perfeito. Fode como um anjo ou como um demônio, ou sei lá como você fode.
— É aí que você se engana, não sabe como eu fodo, já que você gozou duas vezes só com as preliminares, ou seja, com o aquecimento.
— Sim, com o aquecimento global, não é, seu arrombado.
Ela me deixou sem reação, tinha pegado gosto pelos xingamentos e já saíam como se fossem churros.
— Vamos parar com os xingamentos, Sonia. Quero que você me foda sem dizer que sou o Robin Hood dos viados.
— Gostei desse negócio de Robin Hood dos viados, nunca teria pensado nisso, mas... O que você quer dizer com isso de eu te foder?
— Quer dizer que você sobe. em cima de mim, você goza e me faz gozar.
Ela ficou me olhando com uns olhos que parecia que eu tinha dito que a terra era quadrada.
—Ah, não, isso aí não. Como é que eu vou subir? Essas coisas quem faz são as putas.
—Você tem que ser uma *slut* por um dia se quiser transar gostoso. Começa chupando meu *cock*.
—Que *pussy* vou chupar seu *cock* se nunca chupei um.
—Também nunca viu outra mulher *suck it*?
—Você é maluco da cabeça!
—Para de falar palavrão que pode escapar em casa.
—Caralho! Bem que podia ser, hein.
—Pois é, podia. Você não vê pornô, Sônia?
—Até hoje eu era uma mulher direita.
—Com muitas curvas.
Ela me deu um empurrão e, rindo, disse:
—Seu filho da puta! Me diz como você gosta que eu chupe?
Eu tinha que continuar fazendo de professor.
—Pega no *cock*, deixa cair saliva na cabeça e vai molhando ele subindo e descendo a mão.
Ela fez o que eu mandei.
—É excitante. O que mais você quer que eu faça?
Peguei o polegar da outra mão dela, lambi a ponta e a unha, lambi de baixo pra cima de um lado e do outro, depois chupei a unha e a ponta, e chupei o dedo inteiro usando minha língua nas mamadas.
—Assim que eu gosto que me chupem.
Sônia lambeu a cabeça do meu *cock*, depois lambeu de baixo pra cima por todos os lados, aí chupou a cabeça e por fim chupou enfiando o *cock* na boca até onde conseguia. Eu disse:
—Você tá indo muito bem, só falta lamber e chupar as bolas.
—Disso você não tinha me falado nada, seu bandido.
Ela foi pras bolas, lambeu, chupou, depois lambeu o *cock* de baixo pra cima e quando lambeu a cabeça de novo eu falei:
—Para, para!
—Te machuquei?
—Não, é que se continuar eu já gozo.
—Sou tão boa pra caralho assim?
—O que você é é uma boca suja.
—E quem *pussy* me ensinou a ser uma boca suja?
—Falei de boca suja pro seu bem.
Ela ficou me olhando e depois disse:
—Acabaram os palavrões. Agora o que vem?
—Sobe e me fode.
Ela olhou pro meu *cock*, que tava duro que nem pedra, e disse:
—Ele é grosso pra caralh... A Você tem uma pica bem grossa, não se mexe quando eu meter que você pode quebrar ela.
Quebrar? Porra nenhuma! É verdade que a cabeça entrou apertada, mas depois que entrou foi até o fundo sem dificuldade nenhuma.
— Sinto a... Sinto a buceta cheia.
— Vou encher ela de porra, se é que você toma cuidado.
— Sem problema, sou estéril.
— Porra, se você é estéril do jeito que era anorgásmica, vou te deixar grávida.
Enquanto me fodia, ela disse:
— Queria que você me deixasse grávida, ter um filho é meu sonho impossível.
— Vem cá, coisinha linda, me dá essas tetas pra mamar.
Ela sorriu e disse:
— Gosto quando você me chama de coisinha linda.
Ela me deu as tetas pra mamar, me beijou de boca aberta, me deu as tetas de novo pra mamar e depois de me beijar de novo, enfiei o dedo médio da mão direita na boca dela. Depois, com a ponta do dedo, fiz círculos no cu dela e enfiei a ponta pra dentro. A Sonia jogou a bunda pra trás e enfiou o dedo no cu dela até a metade. Começou a rebolar gostoso e o dedo acabou entrando inteiro. Pau e dedo entravam e saíam da buceta e do cu dela enquanto ela me enchia de beijos... Depois de um tempo, ela começou a ficar ruim, tão ruim que quando me beijava começou a babar. As pupilas dela se perderam debaixo das pálpebras e ela começou a tremer. A buceta dela abrindo e fechando no meu pau foi ordenhando ele, e nossas gozadas se misturaram. Foi tanto prazer que ela sentiu que, depois de gozar, quis falar e só conseguiu balbuciar. Vendo que não conseguia se comunicar, ficou deitada em cima de mim com a cabeça no meu ombro até levantar a cabeça e perguntar:
— Que horas são?
Peguei o relógio dela na mesinha de cabeceira e entreguei. Ela olhou as horas e saiu de cima de mim como se tivesse levado uma picada de agulha. Pegando a saia dela no chão, disse:
— Duas e meia! Nosso avião para Madrid sai às três e meia. Não vamos chegar no Rosalía de Castro, não vamos!
— Onde você está hospedada?
— A uns dez minutos daqui.
— De táxi, vocês chegam no aeroporto em vinte minutos. Dá tempo, mulher, dá.
Não sei se ela conseguiu, só sei que ela se foi. Vestiu e foi embora.
5 comentários - Casada 40+ que nunca gozou