Lembrem que todo o material é postado em https://hiphop911.webnode.com/ e no Instagram hiphop911ok.
Sigam e recomendem 😁
Rolou uma discussão grande sobre a personagem Mara. Queria esclarecer uma coisa.
A história original é a primeira. Ela tá disponível no Google Play, com algumas melhorias na parte narrativa. Esse primeiro livro é imutável.
A segunda e a próxima terceira parte são simplesmente continuações possíveis, que seguem outro caminho, justamente explorando outros aspectos dos personagens.
Mesmo assim, tanto a 2 quanto a 3 são continuações oficiais da primeira, mas não necessariamente canônicas em relação a ela.
A ideia é transformar os personagens, colocá-los em várias situações. Expô-los, ver do que são e não são capazes. Não seria a mesma coisa usar outros personagens ou colocar o tema em outra história nova. Não teria o mesmo efeito.
Vem uma terceira parte imperdível…
Outra coisa, quero ver o que vocês acham… Tô pensando em sortear umas camisetas entre os seguidores do Instagram. De graça, obviamente sem rifas nem nada do tipo. No máximo, comprando um dos contos que eu publico. Vamos ver como anda o orçamento, mas a peça teria o símbolo “hiphop911” e um desenho da Mara. Vamos ver no que dá…
Abraços
Erica, minha irmã postiça.
PRÉVIA CAPÍTULO 1 (SEGUNDA EXTENSÃO)
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho veio morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formado outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com frequência desde que ele casou de novo.
Na verdade, nunca tive a chance de conhecer a nova filha dele, ou seja, minha irmã postiça.
Erica, esse é o nome dela, tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais porque a mãe dela já tava com meu velho, Carlos, há quase 10 anos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou No Facebook.
Como que nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles estavam vindo pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava muito dela.
As duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo.
Minha velha, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu pai não era nada ruim.
Tanto que ele comentou com minha velha que a enteada dele não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro natal, depois de ter construído a vida em outra província, era algo não muito agradável.
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com minha velha. Eu tava curtindo umas férias da faculdade.
MA: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos kkk, mas não é minha irmã
MA: Não seja mau, filho... é filha do seu pai
EU: Política...
MA: Por que você tá tão resistente?
EU: Não, só tô dizendo... não conheço ela, ela nunca quis me conhecer também... por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece. Além disso, segundo seu pai, ela é muito boa
EU: Vamos ver kkk
MA: Ele me manda fotos, às vezes. É uma bonequinha.
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muito, já que eu não seguia ela nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era bonita.
De olhos verdes e parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem antipática.
Daquelas minas que passam andando do seu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franjinha.
No fim das contas, era como minha velha dizia. Era uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha velha ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha velha me olhava e ria. Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de ficar muito em casa de roupa largada. Mas como não conseguia segurar meu jeito, fiquei horas pra me decidir. Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Na parte de baixo, uma jeans. Que fosse o que Deus quisesse. Já imaginava ela chegando toda mal vestida. Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né. Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno. O nervosismo que veio era mais forte do que aquele dia que perdi a virgindade. Mas por quê? Minha mãe foi recebê-los. Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles. Quando ela abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Nem vi meu pai e a esposa dele. Vi ela. Parecia um anjo. Fiquei parado, estático. Era alta, de olhar luciferino. Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um. Até a minha. Por que eu sentia aquilo? MA: Eii, não vai cumprimentar? — Ela disse. Eu tava totalmente besta. Erica estava na entrada, com as mãos juntas na frente. EU: É... sim... Oi! — Falei, saindo do transe. Fazia um tempão que não via meu pai e quase nem reparei nele. Que idiota. Não conseguia parar de olhar pra ela feito um otário. Era minha meia-irmã, Erica. Mas como uma espécie de ímã, minha atenção não a largava. Cumprimentei meu pai e a Sandra. Depois, dirigi meu olhar pra ela. Acho que ela percebeu que eu olhava feito um retardado, já que me observava de cima a baixo com cara estranha. Cumprimentei ela com um beijo na bochecha. "Oi" — ela disse. Um sorriso saiu do fundo da minha alma quando a cumprimentei. O que tava acontecendo comigo? Ela riu de leve por causa disso. Deve ter pensado "nossa, mas que otário esse cara". EU: Tudo bem? ERI: Gostei da sua camiseta. — Ela falou e continuou andando, olhando a casa. Claro que fiquei parado ali feito uma estátua. Pelo menos não tinha cagado com a Camiseta.
Nunca fiquei tão nervioso.
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela meio rebelde, pelo menos de início, parecia ser como eu imaginava.
Ela não me deu muita bola.
Ela também estava vestida normal, tanto problema que eu criei.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei bem.
Uma vibe Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, me impactou.
MA: Vai ficar aí parado? – Ela disse, provocando.
Eu continuei parado na porta de entrada feito um idiota.
Avancei com eles.
Minha mãe conversava com Sandra e meu pai comigo.
Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?"
Mais ou menos eu atualizava ele, embora a gente falasse por telefone.
Enquanto ouvia, eu olhava pra ela e pra calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático.
Era filha do meu pai e não podia ter esse tipo de pensamento.
Bom, por afinidade, mas filha dele no fim das contas.
Num momento, ela falou com minha mãe e quase me pegou olhando pra bunda dela.
Se não sou um imbecil.
Safei por um microssegundo.
Mas parecia ter um rabo bonito.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus.
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além de que a cada 2 metros paravam
contando coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Ela não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dava pra notar.
Quando eu olhava pra tentar incluí-la na conversa com meu pai, ela desviava o olhar e continuava
na dela.
Isso ia ser difícil.
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, já que era tão linda.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas eu tava viajando. Não sabia se era assim mesmo. verdade.
Só tava tentando decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a dianteira dela.
Soa meio punheteiro, mas o corpo dela era um imã de verdade.
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá.
Também não ia ficar me julgando.
Era uma mina que chamava muita atenção, e quem estiver livre de pecado...
Já lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo.
Juro que ver ela vindo na minha direção me intimidava.
1,70m ela tinha, com certeza.
Ela me olhou com uma cara como se tivesse cometido um homicídio e disse:
ERI: Cê gosta muito do meu jeans, né? — E levantou uma sobrancelha.
A puta da mãe.
Ela percebeu que eu tinha olhado.
E agora, o que eu fazia? Do que eu me disfarçava?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me dedurar e a vergonha que ia dar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua irmã postiça?? — Ela falou com firmeza, mas baixinho.
EU: Ei... não... que isso, do nada! — Soltei pra ela.
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar dessa de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não foi nada disso...
Já tava ferrado.
Ela ficou em silêncio uns 5 segundos, me olhando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela.
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É brincadeira, neném... que cara que a gente fez, hein... — Exclamou dando um sorrisinho e saindo satisfeita com a maldade dela.
Era uma zoeira o que ela tava fazendo?
Que desgraçada.
Caí que nem um pato.
Comi feio.
Já me via saindo de casa, igual o Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Filha da puta.
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus.
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que susto que te dei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, eu tinha gastado parte O tempo dela pra me sacanear.
Me senti importante por um segundo.
A gente conversou junto por um tempo. A Erica não tava me dando muita bola. De vez em quando ela me olhava e
ria do que tinha me feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde caía perfeitamente nela.
Mas alguém resolveu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns salgados? De quebra, você mostra um pouco do bairro pra ele.
A Erica já pulou na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. — Respondeu sincera e educada.
Parecia que ela não queria de jeito nenhum me acompanhar.
Foi aí que a Sandra entrou.
SAN: Vai, filha... de quebra você conhece melhor o Julián.
Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”
Meu pai fez um sinal pra ela ir.
Nunca me senti tão rejeitado na vida.
Mas no fim, ela cedeu.
ERI: Tá bom... — Ela só falou isso.
Eu, bem desconfortável com a situação, levantei e comecei a andar.
Ela, com uma cara de certa irritação, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não tava nervoso, mas meio sem graça.
Era como se ela fosse obrigada a me dar trela.
Quando a gente passou pela porta da entrada, comentei:
EU: Você não precisa vir se não quiser. Vou eu comprar.
Deixei bem claro que a irritação dela com a situação eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... vamos! — Ela falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, valeu! — Pensei, cheio de ironia.
Não sabia se puxava assunto ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela.
EU: Você tá chateada de voltar de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado.
ERI: Um pouco, mas fazer o quê...
A gente ia andando. Ela um pouco na frente.
EU: Eu também ficaria, tendo a vida toda num lugar só...
ERI: É, bom, quem é que tá com fome? — Ela falou, mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Fiquei calado.
Mano, que mina chata. complicado seguir o fio dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento desconfortável.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude dela.
ERI: Qual é, tu tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro
Primeiro me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Kkk... e namorado?
ERI: Isso te importa? — Falou com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... — Respondi sério e olhando pra frente.
Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar isso me afetar.
ERI: Não... — Ela se limitou a dizer.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Tu é do FBI, é? Kkk
EU: Bom, se quiser eu falo de futebol, sei lá... — Falei com um certo incômodo
ERI: Tu é caliente... gostei... — Disse como se estivesse satisfeita. Sim, tenho amigas que não vejo há mil anos...
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Parece que não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me custar muito.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar.
Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo.
Fazia tempo que não sentia esse desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela.
Só esperava que isso mudasse. Já que queria me dar bem com ela.
O resto da tarde passou mais ou menos normal.
De vez em quando ela puxava assunto e eu respondia de boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez, fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha.
Durante o jantar, por momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que Todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, me pareciam tão interessantes.
Mas tinha alguma coisa. Claramente.
Pra começar, ela tinha uma beleza natural que formava uma espécie de ímã.
Muito gostosa.
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava nas mulheres, era quando usavam franjinha.
Mas, o que eu tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes de ir embora, a Erica falou comigo mais uma vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei, tem alguma academia por aqui perto?
EU: Sim, descendo essa rua, umas três quadras tem uma... não sabia que você malhava (embora desse pra perceber)
ERI: É, você vai lá, né?
EU: Como você sabe? haha
Ela me olhou como se não quisesse responder.
Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra notar que eu ia pra academia. Mas não queria falar.
E a real é que eu tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê...", ela disse sem falar meu nome.
EU: Julião... — completei
Ela deu um sorriso de lado e virou as costas pra sair com a mãe e meu pai.
Aquele olhar que ela fez, de algum jeito, me fez corar.
Senti assim.
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha outro tipo de intenção, embora eu fosse o único que percebeu.
Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquele sorriso ficaria gravado na minha mente.
Tanto que eu não pararia de pensar nela.
E a última vez que lembrava de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Estranhíssimo.
Será que eu podia ter esse sentimento?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu exagere e talvez seja impressão minha, já que uma irmã nova é algo atípico pra mim.
Naquela mesma noite, já quase de madrugada, tava zuando no face.
Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer nas sugestões, que é muito cagueta isso. E decidi não fazer.
Por que ela me dava tanta curiosidade?
Apareceu uma notificação.
Olhei no sininho e não aparecia nada.
Alguém comentou algo e apagou arrependido. pensei.
Mas não era isso.
Era um pedido de amizade.
Tinha alguns pendentes, mas levei um baita susto quando vi que o que tinha chegado era da
"Erica Herrera".
Sim, aquela Erica.
Fiquei tipo "what?".
Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim,
me pegou de surpresa.
E pra melhor.
Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então resolvi esperar.
Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem
no inbox.
"Tô te vendo online, neném... tá se fazendo de difícil pra aceitar???" Vou cancelar, hein...
Quase caí da cama.
Que mina!
E eu nem tinha percebido isso, que ela podia me ver.
Respondi na hora, me fazendo de besta.
"Kkkk desculpa!! Não tinha visto"
Na mesma hora parei o que tava fazendo e fui aceitar.
Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia.
"Confirmar".
Feito.
Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online.
EU: Prontinho kkkk
ERI: Ainda bem... já ia cancelar
EU: Kkkkk
ERI: Queria te perguntar uma coisa
Mmmm.
EU: Fala, pode perguntar.
O que ela poderia dizer? E a essa hora?
Tava me deixando curioso.
ERI: Como é aquela academia que você vai? É boa?
Aahh. Era isso.
Já tava achando estranho.
EU: Aah... sim, é grande, máquinas boas, espaçosa... por quê?
ERI: O que você achou que era?
Sempre tão afiada nas palavras.
EU: Nada não hehe
ERI: Ok... e vai muita gente??
EU: Mais ou menos... você não curte multidão kkkk
ERI: Mmmm sei lá... que nada... bom, valeu!
EU: Imagina!
ERI: Beijos
Assim, cortante, se despediu.
Sem mais.
Me despedi e segui minha vida, aquilo ia ser rotina. Então resolvi não dar muita
importância.
O que me dava curiosidade mesmo era ver o perfil dela.
Então fui dar uma olhada.
Como esperava, tinha milhares de fotos.
Uma foto me encantou.
Ela tava na praia de biquíni.
Fiquei vermelho ao ver.
Tanto que depois de ver, resolvi não continuar vendo mais.
Tava com quem parecia uma amiga.
Com um conjunto azul turquesa.
Um corpo divino.
Fiquei alucinado, de verdade.
Tava com o cabelo igual agora, comprido e com franja.
Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela.
Era errado eu ficar olhando. Sabia disso. Mas não conseguia parar.
Ela tinha um bom par. Era isso ou um push up.
Mas eu tava mais inclinado pra primeira opção. Ou era o que eu queria, hehe.
Se eu já não conseguia tirar da cabeça o sorriso lindo dela, agora as tetas, menos ainda.
E, além disso, me sentia culpado por causa disso.
Sentia o pau subindo e não tinha controle.
Como que aconteceu?
Deus ia me castigar com certeza.
E eu merecia.
Mas o que eu fazia agora?
Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma na certa.
Posso admitir, fazia isso com frequência.
O problema é que a ereção que eu tava tendo era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível.
Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa.
Rolei pra lá e pra cá na cama, mas não conseguia focar em mais nada.
Que punheteiro, pensei. Só por umas tetas tava assim.
Mas era um pouco mais que isso.
Não eram só os peitos dela, também achava ela muito gostosa.
No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre.
Com todas as características. Alta, com bunda, tetas, cabelo ruivo e olhos claros.
Parecia feito de propósito.
Quanto mais pensava nisso, pior ficava.
Tava durasso.
Dei uma tirada pra fora da cueca. Talvez assim passasse um pouco.
Não era tão comprida, sei lá. Mas era grossa.
Lembro que uma vez uma mina me disse que eu tinha um pau "bem bonito" haha.
É. Ela usou essas palavras.
Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir.
Finalmente consegui, sem bater uma.
Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica.
Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo.
Vi meu pai duas vezes quase de passagem, mas dela, nada.
Morávamos a duas quadras de distância, mas nem sequer tinha cruzado com ela na rua. Rua.
Minha mãe também me perguntava se eu falava com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem.
Pensei em escrever pra ela e convidar pra dar uma volta por aí, pra mostrar o bairro e tal.
Tinha vários lugares dahora que podiam agradar ela.
Mas como falar isso sem parecer um chato?
Fiquei olhando os contatos do face e ela tava online.
Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer ir caminhar pelo bairro? Assim você conhece", "Oi,
tá a fim de sair por aí?"
Nenhuma me convencia.
Até que tive uma boa ideia.
EU: Oi!
Ela só precisava me responder e pronto.
E depois de dois minutos, foi o que aconteceu.
ERI: Oi, como cê tá??
Sigam e recomendem 😁
Rolou uma discussão grande sobre a personagem Mara. Queria esclarecer uma coisa.
A história original é a primeira. Ela tá disponível no Google Play, com algumas melhorias na parte narrativa. Esse primeiro livro é imutável.
A segunda e a próxima terceira parte são simplesmente continuações possíveis, que seguem outro caminho, justamente explorando outros aspectos dos personagens.
Mesmo assim, tanto a 2 quanto a 3 são continuações oficiais da primeira, mas não necessariamente canônicas em relação a ela.
A ideia é transformar os personagens, colocá-los em várias situações. Expô-los, ver do que são e não são capazes. Não seria a mesma coisa usar outros personagens ou colocar o tema em outra história nova. Não teria o mesmo efeito.
Vem uma terceira parte imperdível…
Outra coisa, quero ver o que vocês acham… Tô pensando em sortear umas camisetas entre os seguidores do Instagram. De graça, obviamente sem rifas nem nada do tipo. No máximo, comprando um dos contos que eu publico. Vamos ver como anda o orçamento, mas a peça teria o símbolo “hiphop911” e um desenho da Mara. Vamos ver no que dá…
Abraços
Erica, minha irmã postiça.
PRÉVIA CAPÍTULO 1 (SEGUNDA EXTENSÃO)
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho veio morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formado outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com frequência desde que ele casou de novo.
Na verdade, nunca tive a chance de conhecer a nova filha dele, ou seja, minha irmã postiça.
Erica, esse é o nome dela, tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais porque a mãe dela já tava com meu velho, Carlos, há quase 10 anos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou No Facebook.
Como que nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles estavam vindo pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava muito dela.
As duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo.
Minha velha, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu pai não era nada ruim.
Tanto que ele comentou com minha velha que a enteada dele não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro natal, depois de ter construído a vida em outra província, era algo não muito agradável.
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com minha velha. Eu tava curtindo umas férias da faculdade.
MA: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos kkk, mas não é minha irmã
MA: Não seja mau, filho... é filha do seu pai
EU: Política...
MA: Por que você tá tão resistente?
EU: Não, só tô dizendo... não conheço ela, ela nunca quis me conhecer também... por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece. Além disso, segundo seu pai, ela é muito boa
EU: Vamos ver kkk
MA: Ele me manda fotos, às vezes. É uma bonequinha.
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muito, já que eu não seguia ela nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era bonita.
De olhos verdes e parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem antipática.
Daquelas minas que passam andando do seu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franjinha.
No fim das contas, era como minha velha dizia. Era uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha velha ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha velha me olhava e ria. Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de ficar muito em casa de roupa largada. Mas como não conseguia segurar meu jeito, fiquei horas pra me decidir. Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Na parte de baixo, uma jeans. Que fosse o que Deus quisesse. Já imaginava ela chegando toda mal vestida. Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né. Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno. O nervosismo que veio era mais forte do que aquele dia que perdi a virgindade. Mas por quê? Minha mãe foi recebê-los. Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles. Quando ela abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Nem vi meu pai e a esposa dele. Vi ela. Parecia um anjo. Fiquei parado, estático. Era alta, de olhar luciferino. Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um. Até a minha. Por que eu sentia aquilo? MA: Eii, não vai cumprimentar? — Ela disse. Eu tava totalmente besta. Erica estava na entrada, com as mãos juntas na frente. EU: É... sim... Oi! — Falei, saindo do transe. Fazia um tempão que não via meu pai e quase nem reparei nele. Que idiota. Não conseguia parar de olhar pra ela feito um otário. Era minha meia-irmã, Erica. Mas como uma espécie de ímã, minha atenção não a largava. Cumprimentei meu pai e a Sandra. Depois, dirigi meu olhar pra ela. Acho que ela percebeu que eu olhava feito um retardado, já que me observava de cima a baixo com cara estranha. Cumprimentei ela com um beijo na bochecha. "Oi" — ela disse. Um sorriso saiu do fundo da minha alma quando a cumprimentei. O que tava acontecendo comigo? Ela riu de leve por causa disso. Deve ter pensado "nossa, mas que otário esse cara". EU: Tudo bem? ERI: Gostei da sua camiseta. — Ela falou e continuou andando, olhando a casa. Claro que fiquei parado ali feito uma estátua. Pelo menos não tinha cagado com a Camiseta.
Nunca fiquei tão nervioso.
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela meio rebelde, pelo menos de início, parecia ser como eu imaginava.
Ela não me deu muita bola.
Ela também estava vestida normal, tanto problema que eu criei.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei bem.
Uma vibe Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, me impactou.
MA: Vai ficar aí parado? – Ela disse, provocando.
Eu continuei parado na porta de entrada feito um idiota.
Avancei com eles.
Minha mãe conversava com Sandra e meu pai comigo.
Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?"
Mais ou menos eu atualizava ele, embora a gente falasse por telefone.
Enquanto ouvia, eu olhava pra ela e pra calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático.
Era filha do meu pai e não podia ter esse tipo de pensamento.
Bom, por afinidade, mas filha dele no fim das contas.
Num momento, ela falou com minha mãe e quase me pegou olhando pra bunda dela.
Se não sou um imbecil.
Safei por um microssegundo.
Mas parecia ter um rabo bonito.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus.
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além de que a cada 2 metros paravam
contando coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Ela não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dava pra notar.
Quando eu olhava pra tentar incluí-la na conversa com meu pai, ela desviava o olhar e continuava
na dela.
Isso ia ser difícil.
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, já que era tão linda.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas eu tava viajando. Não sabia se era assim mesmo. verdade.
Só tava tentando decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a dianteira dela.
Soa meio punheteiro, mas o corpo dela era um imã de verdade.
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá.
Também não ia ficar me julgando.
Era uma mina que chamava muita atenção, e quem estiver livre de pecado...
Já lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo.
Juro que ver ela vindo na minha direção me intimidava.
1,70m ela tinha, com certeza.
Ela me olhou com uma cara como se tivesse cometido um homicídio e disse:
ERI: Cê gosta muito do meu jeans, né? — E levantou uma sobrancelha.
A puta da mãe.
Ela percebeu que eu tinha olhado.
E agora, o que eu fazia? Do que eu me disfarçava?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me dedurar e a vergonha que ia dar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua irmã postiça?? — Ela falou com firmeza, mas baixinho.
EU: Ei... não... que isso, do nada! — Soltei pra ela.
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar dessa de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não foi nada disso...
Já tava ferrado.
Ela ficou em silêncio uns 5 segundos, me olhando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela.
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É brincadeira, neném... que cara que a gente fez, hein... — Exclamou dando um sorrisinho e saindo satisfeita com a maldade dela.
Era uma zoeira o que ela tava fazendo?
Que desgraçada.
Caí que nem um pato.
Comi feio.
Já me via saindo de casa, igual o Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Filha da puta.
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus.
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que susto que te dei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, eu tinha gastado parte O tempo dela pra me sacanear.
Me senti importante por um segundo.
A gente conversou junto por um tempo. A Erica não tava me dando muita bola. De vez em quando ela me olhava e
ria do que tinha me feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde caía perfeitamente nela.
Mas alguém resolveu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns salgados? De quebra, você mostra um pouco do bairro pra ele.
A Erica já pulou na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. — Respondeu sincera e educada.
Parecia que ela não queria de jeito nenhum me acompanhar.
Foi aí que a Sandra entrou.
SAN: Vai, filha... de quebra você conhece melhor o Julián.
Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”
Meu pai fez um sinal pra ela ir.
Nunca me senti tão rejeitado na vida.
Mas no fim, ela cedeu.
ERI: Tá bom... — Ela só falou isso.
Eu, bem desconfortável com a situação, levantei e comecei a andar.
Ela, com uma cara de certa irritação, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não tava nervoso, mas meio sem graça.
Era como se ela fosse obrigada a me dar trela.
Quando a gente passou pela porta da entrada, comentei:
EU: Você não precisa vir se não quiser. Vou eu comprar.
Deixei bem claro que a irritação dela com a situação eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... vamos! — Ela falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, valeu! — Pensei, cheio de ironia.
Não sabia se puxava assunto ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela.
EU: Você tá chateada de voltar de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado.
ERI: Um pouco, mas fazer o quê...
A gente ia andando. Ela um pouco na frente.
EU: Eu também ficaria, tendo a vida toda num lugar só...
ERI: É, bom, quem é que tá com fome? — Ela falou, mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Fiquei calado.
Mano, que mina chata. complicado seguir o fio dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento desconfortável.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude dela.
ERI: Qual é, tu tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro
Primeiro me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Kkk... e namorado?
ERI: Isso te importa? — Falou com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... — Respondi sério e olhando pra frente.
Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar isso me afetar.
ERI: Não... — Ela se limitou a dizer.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Tu é do FBI, é? Kkk
EU: Bom, se quiser eu falo de futebol, sei lá... — Falei com um certo incômodo
ERI: Tu é caliente... gostei... — Disse como se estivesse satisfeita. Sim, tenho amigas que não vejo há mil anos...
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Parece que não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me custar muito.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar.
Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo.
Fazia tempo que não sentia esse desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela.
Só esperava que isso mudasse. Já que queria me dar bem com ela.
O resto da tarde passou mais ou menos normal.
De vez em quando ela puxava assunto e eu respondia de boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez, fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha.
Durante o jantar, por momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que Todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, me pareciam tão interessantes.
Mas tinha alguma coisa. Claramente.
Pra começar, ela tinha uma beleza natural que formava uma espécie de ímã.
Muito gostosa.
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava nas mulheres, era quando usavam franjinha.
Mas, o que eu tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes de ir embora, a Erica falou comigo mais uma vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei, tem alguma academia por aqui perto?
EU: Sim, descendo essa rua, umas três quadras tem uma... não sabia que você malhava (embora desse pra perceber)
ERI: É, você vai lá, né?
EU: Como você sabe? haha
Ela me olhou como se não quisesse responder.
Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra notar que eu ia pra academia. Mas não queria falar.
E a real é que eu tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê...", ela disse sem falar meu nome.
EU: Julião... — completei
Ela deu um sorriso de lado e virou as costas pra sair com a mãe e meu pai.
Aquele olhar que ela fez, de algum jeito, me fez corar.
Senti assim.
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha outro tipo de intenção, embora eu fosse o único que percebeu.
Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquele sorriso ficaria gravado na minha mente.
Tanto que eu não pararia de pensar nela.
E a última vez que lembrava de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Estranhíssimo.
Será que eu podia ter esse sentimento?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu exagere e talvez seja impressão minha, já que uma irmã nova é algo atípico pra mim.
Naquela mesma noite, já quase de madrugada, tava zuando no face.
Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer nas sugestões, que é muito cagueta isso. E decidi não fazer.
Por que ela me dava tanta curiosidade?
Apareceu uma notificação.
Olhei no sininho e não aparecia nada.
Alguém comentou algo e apagou arrependido. pensei.
Mas não era isso.
Era um pedido de amizade.
Tinha alguns pendentes, mas levei um baita susto quando vi que o que tinha chegado era da
"Erica Herrera".
Sim, aquela Erica.
Fiquei tipo "what?".
Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim,
me pegou de surpresa.
E pra melhor.
Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então resolvi esperar.
Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem
no inbox.
"Tô te vendo online, neném... tá se fazendo de difícil pra aceitar???" Vou cancelar, hein...
Quase caí da cama.
Que mina!
E eu nem tinha percebido isso, que ela podia me ver.
Respondi na hora, me fazendo de besta.
"Kkkk desculpa!! Não tinha visto"
Na mesma hora parei o que tava fazendo e fui aceitar.
Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia.
"Confirmar".
Feito.
Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online.
EU: Prontinho kkkk
ERI: Ainda bem... já ia cancelar
EU: Kkkkk
ERI: Queria te perguntar uma coisa
Mmmm.
EU: Fala, pode perguntar.
O que ela poderia dizer? E a essa hora?
Tava me deixando curioso.
ERI: Como é aquela academia que você vai? É boa?
Aahh. Era isso.
Já tava achando estranho.
EU: Aah... sim, é grande, máquinas boas, espaçosa... por quê?
ERI: O que você achou que era?
Sempre tão afiada nas palavras.
EU: Nada não hehe
ERI: Ok... e vai muita gente??
EU: Mais ou menos... você não curte multidão kkkk
ERI: Mmmm sei lá... que nada... bom, valeu!
EU: Imagina!
ERI: Beijos
Assim, cortante, se despediu.
Sem mais.
Me despedi e segui minha vida, aquilo ia ser rotina. Então resolvi não dar muita
importância.
O que me dava curiosidade mesmo era ver o perfil dela.
Então fui dar uma olhada.
Como esperava, tinha milhares de fotos.
Uma foto me encantou.
Ela tava na praia de biquíni.
Fiquei vermelho ao ver.
Tanto que depois de ver, resolvi não continuar vendo mais.
Tava com quem parecia uma amiga.
Com um conjunto azul turquesa.
Um corpo divino.
Fiquei alucinado, de verdade.
Tava com o cabelo igual agora, comprido e com franja.
Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela.
Era errado eu ficar olhando. Sabia disso. Mas não conseguia parar.
Ela tinha um bom par. Era isso ou um push up.
Mas eu tava mais inclinado pra primeira opção. Ou era o que eu queria, hehe.
Se eu já não conseguia tirar da cabeça o sorriso lindo dela, agora as tetas, menos ainda.
E, além disso, me sentia culpado por causa disso.
Sentia o pau subindo e não tinha controle.
Como que aconteceu?
Deus ia me castigar com certeza.
E eu merecia.
Mas o que eu fazia agora?
Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma na certa.
Posso admitir, fazia isso com frequência.
O problema é que a ereção que eu tava tendo era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível.
Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa.
Rolei pra lá e pra cá na cama, mas não conseguia focar em mais nada.
Que punheteiro, pensei. Só por umas tetas tava assim.
Mas era um pouco mais que isso.
Não eram só os peitos dela, também achava ela muito gostosa.
No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre.
Com todas as características. Alta, com bunda, tetas, cabelo ruivo e olhos claros.
Parecia feito de propósito.
Quanto mais pensava nisso, pior ficava.
Tava durasso.
Dei uma tirada pra fora da cueca. Talvez assim passasse um pouco.
Não era tão comprida, sei lá. Mas era grossa.
Lembro que uma vez uma mina me disse que eu tinha um pau "bem bonito" haha.
É. Ela usou essas palavras.
Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir.
Finalmente consegui, sem bater uma.
Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica.
Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo.
Vi meu pai duas vezes quase de passagem, mas dela, nada.
Morávamos a duas quadras de distância, mas nem sequer tinha cruzado com ela na rua. Rua.
Minha mãe também me perguntava se eu falava com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem.
Pensei em escrever pra ela e convidar pra dar uma volta por aí, pra mostrar o bairro e tal.
Tinha vários lugares dahora que podiam agradar ela.
Mas como falar isso sem parecer um chato?
Fiquei olhando os contatos do face e ela tava online.
Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer ir caminhar pelo bairro? Assim você conhece", "Oi,
tá a fim de sair por aí?"
Nenhuma me convencia.
Até que tive uma boa ideia.
EU: Oi!
Ela só precisava me responder e pronto.
E depois de dois minutos, foi o que aconteceu.
ERI: Oi, como cê tá??
4 comentários - Erica, minha irmã XVII - Info
MpM
Finde en lo de fer
El incidente
El pacto
Repercusiones
El camino...
Que mas??
Si te pones las pilas vas a salir mejor que Borges o Eco jajaja
Te admiro como Sabri a Jonas, pero tranquilo, no me voy a enamorar picarón 😂😬😆
Cuando comienza la 3ra parte?
Necesitamos otro relato cortito, un otro último adelanto, algo! Jaja
Estamos mas pendiente de la nueva saga que de la llegada de la navidad.