Cambio de piel (Parte 2)

Passou um tempo e os dois se afastaram. Ela se retraiu um pouco por dois motivos: primeiro, achou que tinha ido longe demais e segundo, Lautaro tinha ficado falando da intimidade deles. Pía se sentia muito inocente. Começou a ficar com um pouco de raiva dele e a procurar um parceiro para deixá-lo com ciúmes.

Foi aí que apareceu em cena Javier, um estudante magro, olheirento e com um sorriso esperto. Um homem que morava sozinho e conhecia muito bem a rua. Ele sempre aconselhava Pía, e disse que ela não devia se envolver com aquele otário, que merecia algo melhor. Assim começou um novo romance. A garota via o jovem como um sábio e sempre o ouvia.

Seus beijos eram menos invasivos que os de Lautaro, e mesmo sempre estando com os hormônios lá em cima, ele se mostrava calmo.

— Nunca te tocaram? — perguntou ele uma vez, com um tom meio pervertido.

— Sim, Lautaro me tocava.

— Te incomoda que te toquem?

— Não. Tanto faz.

— Nunca se tocou?

— Como?

— Se você já… se masturbou.

— Não, não sabia que faziam isso… E não me interessa — disse com muita timidez.

— É mais normal do que você pensa. Quase todas fazem, mas algumas não querem admitir.

— Mas eu não — respondeu com orgulho.

— Não quer experimentar?

— Não me interessa.

— Você fala isso porque nunca experimentou.

— Já estudou para sexta? — disse, tentando mudar de assunto.

— Não. Acho que vou largar essa matéria.

Era comum ela mudar de assunto tão de repente. Sentia muita vergonha de conversar sobre sexo, mas a cada dia costumava se soltar um pouco mais.

Um dia, Pía viu um meme de uma mulher que dizia “Se não entendeu, sua inocência está intacta”. Ficou se perguntando do que se tratava, e vendo nos comentários, parecia que as unhas curtas da jovem eram as que ela usava para se masturbar. Isso deu a deixa para ela investigar um pouco mais sobre o assunto.

Quis tentar com alguns arquivos multimídia… Paus, vários paus. Vídeos de gente transando, experimentando coisas pesadas. Mas nada a excitava. As histórias lhe pareciam exageradas. Até que de repente ela encontrou um vídeo, não tinha qualidade porque era amador e muito mal filmado. Era de uma garota sendo tocada numa sala de aula, depois ela fazia oral em um deles.
A lembrança do colega trouxe de volta aquelas sensações estranhas, e despertou aquela curiosidade. Ela queria saber como era, e começou a se sentir agitada, quente e curiosa. Levantou a blusa, o sutiã desproporcional deixava os seios aparecerem. Com estranheza, viu os mamilos ficarem duros e a adrenalina a fazia se sentir fora de si.
Lembrou do que Lautaro fazia e tentou imitar. Estava na cama naquele momento. Dormia sozinha, mas os quartos não eram muito à prova de som. A mão acariciou o umbigo e desceu devagar, como tinha acontecido dias antes com o colega. Improvisou um pouco, pensativa, mas animada. Percebeu que havia certos movimentos e pontos que a deixavam louca, mas como não sabia direito o que fazia, a mão subia e descia sem se concentrar nisso. Se segurava cada vez que sentia prazer, por causa do barulho.
De repente sentiu algo que com Lautaro não tinha acontecido nem ele tinha explicado: sentiu uma umidade. Ficou surpresa, começou a se perguntar o que era aquilo. Começou a se sentir envergonhada e estranha. Olhou para os dedos grudados com um líquido que não conhecia. Ficou preocupada pensando que podia ser algo prejudicial, e não tinha ninguém para perguntar.
— Oi, posso te contar uma coisa?
— Pode, fala.
— Promete que não vai contar pra ninguém.
— Não conto, vai.
— PRA NINGUÉM.
— Pra ninguém.
— O outro dia eu lembrei do Lautaro e de uma coisa que a gente fez.
— O que fizeram?
— Ele me tocou aqui.
— Ele te tocou?! Você vai deixar eu fazer isso?
— Sei lá, deu vergonha. Quase nos veem.
— Bom, eu também queria.
— Queria te contar outra coisa. O outro dia lembrei do que você me disse e tentei. Aí lembrei do Lautaro e me toquei.
— E lá vem o Lautaro de novo…
— Tá com ciúmes?
— Não… Mas se você gosta tanto dele, vai com ele então.
— Não, vem cá… Naquele dia saiu uma coisa lá embaixo, tipo grudenta. Não Não contei pra ninguém porque fiquei com vergonha.
—Isso não é ruim, é bom — Javier sorriu.
—Sério?
—Sim. Significa que você curtiu. E se quer curtir, tem que me ouvir. Eu queria que você ficasse molhadinha, mas porque eu te ajudei. Se não, continue do seu jeito.

Havia muita indecisão; entre o medo que sentia de dar passos tão grandes e o desejo iminente que ainda tinha por Lautaro, ela se sentia confusa.
—Você nunca viu um pau?
—Já vi em fotos.
—Quer ver um?
—Pra quê?
—Quer ou não?
—Pode ser.
—Eu moro aqui perto. Se quiser, um dia a gente pode dar um jeito e ir lá. Quarta a professora de projeto não vem. Não fala nada pros seus pais e vem mesmo assim.

Pía aceitou a proposta de Javier e combinaram que ela iria ao apartamento dele. Os pais do jovem nunca estavam em casa. Naquele dia, eles conversaram por mensagem; a ideia era que ela fosse sozinha até a casa dele, com medo de que seus pais andassem por ali e a vissem com alguém por acaso. Ele deixaria a porta que dava para a calçada aberta quando ela estivesse perto, e ela entraria sem bater.

Pía olhou pros lados, um pouco paranoica e com uma baita sensação de adrenalina. Entrou e subiu uma escada escura que levava a um apartamento localizado acima de uma loja de roupas. Bateu numa porta branca com quadros de vidro, e Lautaro abriu.
—Vem, entra. Vamos fazer isso rápido porque não temos muito tempo. Tá pronta?
—Sim.

Javier a beijou com muito ímpeto, enfiando a língua com vontade enquanto apoiava as mãos na porta. Pía, com um pouco mais de experiência, mexia a língua um pouco mais, embora estivesse um tanto nervosa. O jovem parou, olhou fixamente nos olhos dela e pegou sua mão. Fez com que Pía descesse lentamente com a mão, do umbigo para baixo, e aí parou. Ela estava usando uma camiseta branca e uma calcinha verde de gaúcha.
—Tá pronta? — perguntou, enquanto se preparava para desabotoar.
—Sim.
—Vai.

Sua mão desceu sozinha e tocou, pela primeira vez, um pau, que lentamente... começava a crescer de tamanho. Pía não conseguia acreditar no que estava fazendo. Para ela, era um grande avanço, fazer coisas que nunca teria imaginado alguns meses atrás. Mas havia uma sensação de vertigem que sempre a impulsionava a seguir em frente.

— Tá bom, você já tocou, agora deixa comigo.

Ele se ajoelhou, pegou um dos botões da calça da jovem e o desabotoou. Pía, em pé, agarrou-se a uma cadeira com as mãos, sem saber bem o que fazer.

— O que você vai fazer?

— Vou te chupar e depois você me chupa.

— Não sei, me dá nojo.

— Olha… Você não queria se tocar, e quando fez foi bom, né?

— Foi…

— Então tá. Fecha os olhos.

Ele terminou de abrir a calça e viu sua calcinha azul-clara. Baixou-a lentamente enquanto olhava em seus olhos. Ela tinha a buceta sem depilar, mas para Javier isso não importava nem um pouco. Ele tinha prometido que não haveria penetração — ela tinha medo de engravidar.

Ele agarrou sua bunda com força e começou o trabalho. “Relaxa”, ele disse, e Pía fez um esforço para ficar tranquila. Começou a sentir prazer e soltou uma risadinha sutil. A garota começou a dobrar os joelhos, sentindo algo parecido com o que havia experimentado antes ao se masturbar.

Perguntaram se ela queria deitar, e ela aceitou, pedindo novamente para não haver penetração. Foram para a cama. Pía nunca tirou a blusa, mas embaixo já não tinha nada e sentia um pouco de vergonha de ele a ver assim. Naquela posição, começou a sentir mais prazer. Ficaram assim por um bom tempo. Javier começou a ficar excitado pensando que receberia um oral.

— Quer fazer o mesmo comigo?

— Me dá agonia.

— Eu fiz em você. Quer me masturbar?

— Como é?

— Pega aqui que eu te ensino. Vai, sem medo.

Pía começou a masturbá-lo conforme ele ia orientando. Enquanto isso, Javier a acariciava de cima a baixo. Os dois estavam quase totalmente vestidos. Ela pensava de vez em quando no que estava fazendo. Ele orientou o que ela devia fazer, pois estava prestes a gozar. Surpresa, ela observou o sêmen sair de seu Pau e chegou à conclusão de que tanto homens quanto mulheres soltavam um líquido ao fazer isso.
Já ia ser meio-dia. Eles se vestiram e ela desceu sozinha e foi para a faculdade, para fingir que estava voltando da aula. Tomou cuidado para não ter nenhuma marca.
— E seus colegas?
— Não vieram. Hoje não precisava vir, eu tinha esquecido.
— E por que não nos avisou?
— Fiquei sem bateria, e além disso aproveitei para estudar na biblioteca.

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