Depois do casamento

E chegou o dia em que eu ia conhecer meu sogro. Eu tinha pensado muito no que estava acontecendo com Robertino, e me ocorreu pedir ao meu sogro para convencê-lo a ir ao médico. Eu queria ter um filho com ele e, de acordo com o que ele me disse, ele também queria. Mas ele não tinha me dado ouvidos, ou melhor, como se diz aqui, não tinha me dado bola com meus pedidos.

Bem, naquela segunda-feira saí de casa por volta das 8h30 rumo ao instituto onde eu tinha minhas aulas, e Robertino me levou de carro e disse: "Nos vemos à tarde."

Como todos os dias, um pouco depois do meio-dia, cheguei em casa. Mirta estava preparando o almoço e me disse: "O Sr. Ginno chegou." Ah, que bom, eu disse. "Alguém precisa me apresentar, Robertino não está?" "Não, Robertino foi com o Sergio buscá-lo no aeroporto. Eles vão se encontrar todos aqui por volta das seis da tarde. Ele está dormindo, mas me pediu para acordá-lo para o almoço à 1h30. Além disso, ele quer te conhecer." "Você sabe mais ou menos que idade ele tem?" eu perguntei. "Sim, acho que 48 ou 49, não sei bem, deve ser por aí." Olha, eu disse, "ele se casou bem jovem, porque Robertino tem 26." Bom, fui tomar banho e me arrumar para o almoço.

Às 1h30, Mirta foi acordá-lo e eu esperei na cozinha. Logo ela voltou e me disse que em 15 minutos ele viria para cá. "Eu disse que você estava aqui. Ele fala espanhol?" "Sim, perfeitamente, mas às vezes ele solta alguma palavra em italiano, mas dá para entender tudo. Não se preocupe, você vai ver que ele é um cara fenomenal, muito alegre e muito carinhoso."

Pouco depois, ouvimos os passos e as duas nos levantamos para esperá-lo. Ele entra na cozinha e a primeira coisa que diz é: "Oh, la mia figlia! Encantado de conhecê-la" e me deu um abraço e um beijo. Eu respondi: "Muito prazer em conhecê-lo." Ele logo me disse: "Somos família" (foi o que entendi), "que bom, você é muito bonita." "Muito obrigada." "Tino tem bom gosto", ele me disse. "Bem, vamos para a sala de jantar que agora a Mirta traz a comida." Ele colocou o braço no meu ombro e me levou, caminhando devagar, até a varanda do prédio para olhar o mar. Ele me disse: "Esta vista... Ela é muito gostosa e sempre que venho fico um tempão olhando o mar. Moro na montanha e isso eu não vejo com frequência.

Ficamos lá olhando o mar e ele sempre com o braço sobre meus ombros. Mirta nos chamou, e fomos para a mesa. Mirta serviu o almoço e disse: Sr. Ginno, a Paula estava com vontade de conhecê-lo. E eu também, disse ele, de conhecê-la. Você acha ela bonita, Mirta? Sim, disse Mirta, e o filho dela está muito apaixonado por ela. Muito bem, disse Ginno, e Mirta foi embora.

Enquanto comíamos, ele me diz: O Tino me contou algumas coisas sobre você, mas eu gostaria que você mesma me contasse da sua vida, mais ou menos, pra eu te conhecer melhor. Quando eu ia começar a falar, ele diz: Agora não, depois. Eu trabalho aqui de manhã quase sempre com o Sergio, você conhece, ao que respondi que sim, sem levantar o olhar do prato. Depois, ao meio-dia, almoço, durmo uns minutos, não mais que meia hora, e depois fico por aqui e às vezes saio pra caminhar pela orla. Como sei que você estuda de manhã e de tarde está aqui, temos tempo pra conversar bastante.

Seguimos comendo e aí a Mirta volta com a sobremesa e eu digo: Você fica com a gente pra comer a sobremesa? E ela ficou toda corada. Ginno, disse ela, que boa ideia a sua, acho que você é boa pessoa. Sim, fica Mirta com a gente.

Ficamos conversando um pouco, depois a Mirta se levantou, eu fui até o banheiro e depois nos sentamos na varanda, onde fazia muito frio, mas ele queria ver o mar, então o acompanhei, bem agasalhada. Depois de um tempo, entramos na sala, a Mirta veio se despedir e foi embora.

Ali começamos a conversar e ele a me perguntar sobre mim. Contei algumas verdades e outras verdades não. Por exemplo, nunca contei sobre meu tio, óbvio que não devia contar. Mas contei o que tinha acontecido com minha mãe, quando meus avós descobriram que ela estava grávida, e a expulsaram de casa, e que ela me teve num hospital e me criou num barraco onde vivi até o Robertino me trazer pra casa dele. Contei como conheci o Robertino. Inventei que o tio tinha dado pra minha mãe o que os... meus avós tiraram, digo, parte da ferreteria, enfim, mais ou menos contei minha vida pra ele. Ele me escutava com atenção e me olhava o tempo todo. Que vida foda, ele disse. O Tino me falou que você tá estudando, coisa boa pra poder trabalhar na família, ele disse. Bom, sim, falei, minha ideia é acompanhar minha mãe e ajudá-la no negócio dela. Me parece bem, ele disse, mas sabe que você pode trabalhar com a gente também. Ótimo, eu disse. A gente tava nisso quando entraram Robertino, Sergio e Pablo. E aí, se abraçaram todos com o Ginno e a gente começou a conversar todos juntos. Ficamos assim até o começo da noite, quando Pablo e Sergio foram embora, e eu fui ao banheiro.

Quando voltei, me chamaram pra sair pra jantar, e eu respondi: não, vai você com seu pai pra conversarem tranquilos que eu tô meio cansada e amanhã tenho que sair cedo.

Eles foram e nem senti a hora que voltaram. Dormi profundamente.

E o tempo foi passando, e passaram os dias, as semanas e diria até os meses. Nesse período comecei a conhecer mais meu sogro, um cara realmente encantador, como a Mirta tinha me dito. Além disso, e isso a gente comentou, ele tem bastante sex appeal, o que deixa ele mais interessante. Durante esse tempo continuei transando com o Robertino, mas não consigo fazer ele ir no médico. Ele me pediu pra não contar pro pai que ele, na hora dele, ia se tratar. Por outro lado, eu passava mais tempo com o Ginno do que com o Robertino, como falei, todas as tardes a gente passava juntos. Um gênio o senhor, me ajudou muito no que eu tava estudando, na verdade ele era um empresário de sucesso, e meus trabalhos sempre passaram a ter boas notas. Em fevereiro de 2019 eu terminava e podia ajudar minha mãe.

Falando nisso, fomos algumas vezes com meu sogro na Ferreteria da minha mãe e do meu tio, e um dia eles nos convidaram pra todos comer um churrasco na casa deles em Solymar. A verdade é que eu me divertia, mesmo sempre tendo na cabeça a vontade de ter uma família um pouco maior, mesmo que fosse com um filho, mas isso não acontecia. No dia do churrasco, meu tio chegou perto de mim e sussurrou no meu ouvido: você tem que tomar cuidado com seu sogro, porque ele parece meio pistola. Eu ri e disse: sabe de uma coisa? Ele é melhor que você, me faz sentir que tenho um pai. Ele me ajuda, me dá conselhos, enfim, me acompanha, é uma ótima pessoa.

Chegamos em dezembro e eu sabia que em janeiro, na primeira semana, o pai dele ia embora, então encarei o Robertino. Se você não for ao médico e eu não descobrir qual é o problema, eu falo com seu pai antes dele ir embora.

Robertino ficou bravo comigo e disse que via que eu não confiava nele. Eu falei: faz mais de seis meses que nos casamos, fizemos de tudo e eu não engravido, e você sabe que quero ter um filho seu. Não é que não te ame, mas não entendo o que é tão difícil pra você ir ao médico e perguntar o que você tem.

Aí ele prometeu: amanhã vou ao médico e depois te conto. Acho que fiz o melhor. Não aceito que mintam pra mim. Prefiro voltar ao que era, até ir morar com minha mãe mesmo com o tio lá, do que continuar nessa incerteza. Eu sei que às vezes fico meio chata, mas já passaram seis meses e nada. O que foi, casei com um eunuco? Ele não me contou? Pra falar a verdade, já estava meio indignada. Os outros ao nosso redor, Ginno, Mirta, Sergio e Pablo eram todos divinos, mas o Robertino não me parecia sincero. Ele ficou muito tempo enrolando e não resolveu o problema. Talvez eu seja chata demais, mas minha vida não foi fácil e tive a sorte de chegar a isso por pedido dele, tinha depositado todas as minhas esperanças em formar uma família, coisa que minha mãe não conseguiu, e agora acontecia isso. Bom, dei crédito a ele e esperei que no dia seguinte ele me dissesse o que tinha.

No outro dia ele chegou mais tarde que o normal e disse: depois a gente conversa, deixa que tenho que falar algo com meu pai. Eles se trancaram no quarto do Ginno e ficaram cerca de meia hora conversando. Depois ele saiu e disse: Pau, você topa sair pra jantar só nós dois? E eu disse que sim. Você vai... Vamos falar sobre o que conversamos? Sim, tenho a resposta.
Saímos, fomos ao LaVaca, um restaurante bonito onde nunca tinha ido e que era muito bom. Só tinha pratos com carne, que eu gostava. Pedi um olho de bife que estava delicioso e Robertino pediu entraña trenzada, que parecia muito boa.

Começamos a comer, e nada, não falamos sobre isso. Ele me contava coisas banais que já havíamos conversado, lembramos de coisas passadas. Ao sair, eu disse: "Não vai me dizer nada?" Ele respondeu: "Sim, espera um momento." Subimos no carro e ele foi até o Yacht Club em Montevidéu e estacionamos olhando para o mar. Não dava para ver nada, pois era de noite. Só com as janelas do carro abertas, sentíamos a brisa fresca do mar.

Olhei para ele e ele disse: "Bem, vou te dizer minha verdade. Você tem todo o direito de reclamar e de ter razão no que disser. Acho que fiz algo sem pensar e acabei te enganando. Acontece que quando minha mãe morreu, sofri muito. Então pensei: não vou permitir que meus filhos passem pelo mesmo e fiz uma vasectomia. É uma operação que evita que eu ejacule, mas me permite gozar como qualquer homem. A verdade é que menti para você, me comportei mal e estou disposto ao que você decidir. De qualquer forma, você será compensada." Eu olhei para ele e comecei a chorar. Não conseguia parar de chorar. "Robertino, me casei com você sem saber o que você era, nem mesmo se era uma pessoa abastada ou não. Nunca perguntei, me apaixonei por você e disse desde o primeiro momento que queria formar uma família prolífica em filhos. Você nunca me disse não a isso e escondeu tudo de mim. Não consigo parar de chorar. Entendo o que você sofreu, mas o que você fez não é razoável." Ele me disse: "Fui ao médico para saber se isso poderia ser revertido e ele disse que não. Eu também fiquei mal, mas menti para você e isso, para mim, é imperdoável. De qualquer forma, quero pedir perdão e qualquer caminho que você quiser seguir, eu vou concordar." Ligamos o carro e voltamos para casa. Foi a última noite que dormimos juntos. A mesma cama.
No dia seguinte fui sozinha para o instituto, não sei como fiquei nas aulas. Me sentia horrível. Ao meio-dia voltei e encontrei com a Mirta e comecei a chorar. Não sabia o que ia fazer, o que poderia fazer. Como ia dizer para minha mãe que ia acabar parecido com ela. Foi uma decepção enorme. A Mirta, não sei como (depois fiquei sabendo) sabia o que estava acontecendo, tentou me consolar, mas não conseguia, para mim foi horrível. Apesar de eu ter me comportado mal pelo meu encontro com o Sergio, o que ele fez foi ruim, muito ruim. Eu estava nisso, chorando, quando apareceu o Ginno. Ele me abraçou e me levou para a sala. Ele foi o primeiro a saber o que o filho dele tinha feito e estava indignado. Dava para perceber nas suas primeiras palavras de consolo e ele me dizia para não desesperar. Ele tinha tomado uma decisão, e não me contou. Mas me disse, fica tranquila (eles pronunciam "trancuila") que eu me encarrego de que você tenha uma família como me disse sempre.

Eu me sentia com raiva e dor. Amava o Robertino, mas ele tinha me falhado. Por outro lado, eu também tinha falhado com ele, mas acho que o que ele fez foi pior. A gente sempre pensa que a culpa é do outro e a nossa é leve, mas acho que foi assim mesmo. Essa tarde para mim foi muito feia. Comecei a arrumar um par de malas com minhas coisas e depois me joguei na cama. Dormi um pouco e por volta das 7 da tarde me levantei. O Ginno estava na sala. Me olhou e disse, está mais tranquila? E eu disse que não, que ainda sentia coisas que não tinham me agradado e que não sabia como resolver o problema.

Bom, ele disse, vamos fazer uma coisa. Primeiro de tudo te conto o que eu resolvi. O Robertino vai comigo para a Europa. Ele vai se divorciar de você, já que o que ele fez é imperdoável. Acho que isso é o primeiro que tem que resolver e, descarto que você esteja de acordo. Em segundo lugar, esta casa é sua a partir do momento do divórcio e os custos vão correr por minha conta, já que penso em vir em seis meses e quero ficar aqui. Você e eu continuaremos sendo família e o Robertino vai passar a trabalhar na Itália. Ele vai terminar os estudos de Arquitetura antes do fim do ano e o título de Arquiteto será entregue nos primeiros 10 dias de Janeiro. Na Itália, ele vai começar a cuidar dos vinhedos e vamos montar uma empresa de construção na Lombardia para que ele desenvolva suas habilidades.

Você vai ficar responsável pelos meus negócios no Uruguai, o campo e a empresa construtora. Já falei com o Sergio e vamos contratar um Arquiteto para cuidar dos projetos e poder colocar o negócio pra funcionar. Isso fica por sua conta. No campo você tem o Pablo, que você conhece bem, e ele vai te orientar. Ele vai ir todos os fins de semana e você pode acompanhá-lo quando quiser. Você e eu continuamos sendo família, como eu disse, e volto em Julho de 2019 pra passar seis meses aqui e ver como você foi. Tá certo?

Olhei nos olhos dele, bem azuis que eram, e disse: Você tá louco? Acha que eu consigo administrar tudo isso? Acha que tá certo eu aceitar esse desafio?

A resposta foi clara e objetiva. Como eu disse, somos você e eu família e qualquer dúvida você me consulta. Não se preocupa que o negócio vai continuar funcionando e, melhor ainda, com sua direção.

Eram oito e meia da noite e o Ginno me convidou pra uma taça de vinho. Ele disse: pra selar nosso pacto, vamos tomar um vinho juntos, no estilo italiano. Os olhos azuis dele brilhavam quando me entregou a taça com seu vinho. Tomei um gole, não estava acostumada a tomar vinho, mas adorei.

Conversamos sobre algumas coisas que surgiram na hora, mas sem absolutamente nada a ver com o que foi dito antes.

Fui pra cozinha e vi que a Mirta tinha deixado uma tábua de frios pra jantar e trouxe. Tomamos dois copos de vinho, comemos um pouco da tábua e o Ginno me perguntou: o que você acha do acordo?

É um acordo ou você faz isso porque somos família mesmo eu tendo me divorciado do Robertino?

Tem razão, foi infeliz esse "acordo". Você gosta da ideia da nova organização?

Eu disse: bom, vou ver se estou preparada pra esse desafio e espero não te decepcionar.

Não vai, vai ficar tudo bem e pode contar comigo sempre.
Nos demos um beijo na bochecha, nos abraçamos e cada um foi pro seu quarto dormir.

No dia seguinte, acordei cedo e fui rápido pro instituto, porque tinha que entregar um trabalho. Os cursos do ano terminavam em 10 dias e eu precisava apresentar uma tese em fevereiro pra me formar.

Ao meio-dia voltei e sentei na cozinha com a Mirta. Ela realmente foi e é uma grande amiga. Era como eu, não muito alta — a gente media o mesmo, 1,62 — e ela tinha um corpo bonito. Contei pra ela o que tinha acontecido e ela não conseguia acreditar. O que ela achou certo e de acordo com o que ela pensava foi a atitude do Ginno. Ela me disse: "Ele é um cavalheiro e vai fazer de tudo pra cuidar de você. Espero que seja assim."
"Ele tá aqui agora?"
"Não", a Mirta respondeu. "Ele saiu por volta das onze e disse que voltava umas quatro, mais ou menos."
Terminamos de almoçar juntas e ela foi embora.

Deitei na cama e acabei pegando no sono. Depois de um tempo, acordei meio assustada com um barulhinho. Olhei o celular e eram 5 e meia da tarde. Levantei da cama (tinha deitado com a roupa mesmo) e saí do quarto. O Ginno estava na sala e me disse:
"Boa tarde, linda. Como você tá hoje?"
"Bem", respondi. "E o Robertino? Sabe onde ele tá?"
"Sim, num apartamento que eu tenho perto do aeroporto. Você vai ver ele daqui uns dias no fórum, quando resolverem a parte do divórcio. Se quiser, se despedem lá… ou talvez não, e depois se veem de novo. Nunca se sabe."

Sentei num dos sofás e ele se sentou no mesmo, do meu lado.
"Falta uma coisa pra resolver com você", ele continuou, "e é a questão de você querer ter um filho. Isso é complicado. Ainda somos família, e o herdeiro deveria ser da família. Perguntei pro Robertino se ele guardou sêmen pra poder ter filhos, e ele disse que não. Então não sei como fazer… ou melhor, não sei como propor isso."

Ele estava do meu lado e pegou minhas mãos. Olhou nos meus olhos e disse que estava muito atraído por mim. E que há dias queria me beijar. Virei o rosto e olhei pra ele — e assim que fiz isso, ele segurou meu rosto e me beijou. Que beijo horrível na boca. Eu olhei pra ele meio estranhada e logo veio outro, e outro, e ele não parava de me beijar e de me acariciar, tanto que me excitou e eu comecei a responder, acho que involuntariamente. Ele me pegou pela mão e fomos pro quarto dele. Ele começou a me beijar em pé no quarto e a me acariciar por todos os lados, foi tirando a pouca roupa que eu tinha, estava calor. Fiquei só de calcinha fio-dental e ele continuou me beijando. De repente, ele me levantou e me levou pra cama dele. Eu estava de olhos arregalados e ele seguiu me beijando e tocando meu corpo. Beijou meus seios, minha barriga. Tirou minha calcinha e beijou meus lábios da buceta. Eu entrei num estado enorme de excitação e ele começou a beijar meu clitóris. Sensação tremenda, comecei a ter orgasmos enormes e a gemer que nem uma louca. De repente, ele parou, tirou a roupa e seu pau ficou à mostra. Era grosso e tinha uma cabeça igual de um cogumelo. Maior que o corpo. Ele me perguntou: "Você gosta de 69?" Eu disse: "Bom, vamos fazer". Ele deitou de costas na cama e eu por cima dele. Nos beijamos mutuamente nas partes e, de repente, ele me virou meio de lado e disse: "Vou tentar realizar seu desejo com sangue italiano e da família", e se pôs por cima de mim e começou a enfiar sua cabeçona dentro de mim. Deu várias bombadas, me beijava e de vez em quando ficava parado, sempre dentro de mim. Ele pediu pra eu me virar e se colocou atrás de mim, me penetrou de novo e ficamos de conchinha, e ele começou a bombar enquanto beijava minha nuca. De repente, eu virei o rosto e nos demos um beijo na boca mortal, e senti ele gozar dentro de mim. Fazia tempo que eu não sentia aquela sensação de buceta cheia e quente. Ele ficou colado em mim um tempinho, com seu pau cabeçudo dentro. Eu me sentia toda molhada, muito excitada e tremendo. Ele me beijou várias vezes e lentamente foi tirando seu pau até sair por completo. Aí ele deu umas palmadinhas nos lábios da minha vagina e disse: "Se Deus quiser, você terá um filho logo". Eu olhei pra ele e disse: "Isso você tá fazendo pelo Robertino?" Não, meu... amor, faço isso por você e por mim. Você me enlouqueceu no dia em que te vi. Faltavam vinte dias para o dia 10 de janeiro, data em que ele iria embora, e não todas as noites, mas acho que transamos umas 6 vezes antes dele partir. No dia 23 de dezembro fiz um teste de gravidez e vi que estava grávida. No dia 25 de manhã, antes do almoço de Natal, contei pra ele e ele ficou fascinado. Volto em julho e vou ver ele nascer. No dia 3 de janeiro de 2019 nos encontramos todos no fórum e o divórcio foi finalizado. Robertino não olhava pra mim, sempre com vergonha, olhando pra baixo. Quando estávamos saindo, dei um beijo na bochecha dele e dei meus votos de boa sorte. Nunca mais o vi.

1 comentários - Depois do casamento

Me dejaste anonadado, que historia de vida la tuya!!!!