Deixei minha mina dar pra outro e me arrependi

Escrevo isto poucas horas depois do que aconteceu. Escrevo chorando e tremendo de raiva, com a pica dura e cagando no pau daquele pivete que roubou minha mina… Mas tô me adiantando.
Meu nome é Pablo, e não vou me dar ao trabalho de censurar os nomes reais. De todos, exceto um. Tenho vinte e seis anos, e faz exatamente um ano e duas semanas que conheci minha namorada. Nicole, uma colombiana de Medellín com apenas dezenove anos recém-completados.
Nos conhecemos pelo Badoo: uma plataforma muito usada pra transar, embora também sirva pra procurar parceiro. Ela repetia pra mim que não tava atrás de sexo nem de namorado, só tinha recomendado aquele site pra fazer amizades. Fui sincero e admiti que não tava fechado pra nada.
No primeiro encontro, ela tava linda pra caralho, daquelas de me apaixonar à primeira vista com o corpaço e os olhos hipnóticos. Lembro que, quando olhei pra ela pessoalmente pela primeira vez, pensei que era mil vezes mais gostosa ao vivo do que nas fotos, e olha que nas fotos já era uma beleza que me fez duvidar se era realmente ela. Não sou o típico tímido nem sem graça, então naquela primeira vez fiz ela rir e me diverti. No segundo encontro, ela foi muito mais próxima, e no terceiro me beijou. Ela era virgem, por causa dos pais que a reprimiram até ela sair do país por conta própria. Mesmo eu tendo mais experiência, ela não ficava atrás.
Naturalmente, me dava os melhores beijos de língua que já tocaram meus lábios. Tinha uma sensualidade única pra esfregar a bunda na minha pica e sabia muito bem usar suas armas femininas pra me seduzir.
Era uma punheteira compulsiva e admitiu isso desde o começo; por isso, nossa primeira vez, poucas semanas depois de começarmos a sair, quase não doeu, mesmo sangrando tanto.
Pra vocês entenderem tudo, preciso contar isso: Uma mina boa, não posso negar. Não mentia pra mim, não era muito ciumenta nem me dava motivos pra estar. Transando, ela era completamente sem vergonha e eu fazia ela gozar praticamente todas as vezes. Umas vezes mais rápido, outras com mais dificuldade. Ela sempre preferiu o sexo suave e romântico, e embora nunca tivesse pensado em ser violento com ela, ela não me recriminou quando eu exagerava na mão... O que não era comum, porque sou um docinho quando o assunto é sexo. Apresentei ela pra minha colega de quarto; e a Nicole me apresentou pra tia dela, que era a família com quem ela morava... Não tem muito mais o que dizer. Os meses foram passando: O sexo era bom, bom demais. Sempre soube que ela não fingia porque, além de ser muito óbvio quando ela tava gostando e quando não, ela nunca teve vergonha de me falar quando eu gozava rápido demais ou deixava ela no meio do caminho. Aí tudo mudou quando tava chegando perto da data do nosso primeiro aniversário juntos. Os beijos dela não passavam mais desejo nem prazer, eu senti ela sem apetite sexual e não conseguia fazer ela gozar. Muitas vezes ela pedia pra eu parar e não aguentava muito. O resto do relacionamento era perfeito: A gente confiava um no outro, não tinha mentira, a gente era carinhoso e dava pra receber... Mas faz duas semanas que a gente teve uma conversa que mudaria tudo. *** Duas semanas atrás *** Aos domingos, a gente se trancava no meu apê, no meu quarto. A gente curtia literalmente fazer "nada". Fechava a persiana, se abraçava e dormia, se provocando mutuamente pra depois transar. Como a gente tava há um tempinho com problemas pra transar, eu tentei e ela me parou, aí ela começou a chorar. Perguntei o que tava rolando. O diálogo que vou escrever agora não é literal, pode ter coisas diferentes, mas vou tentar ser o mais fiel possível ao que a gente conversou: — Ei... O que que cê tem? – perguntei, abraçando ela e dando um beijo na bochecha. — Tô estragando tudo, né? Não sei o que tá acontecendo comigo ultimamente... — É só uma fase ruim – respondi na hora, com a voz mais doce que consegui. — Não é uma fase ruim, sou eu.
— Querido, ou talvez seja eu… Ultimamente tô transando muito mal – admiti, morrendo de vergonha. O pouco sexo que a gente tava tendo fazia com que eu perdesse todo o controle e gozasse rápido demais. No máximo, tinha durado uns dez minutos… No máximo.
— Não é você, sou eu – ela explicou que não tava afim de se masturbar, que não sentia desejo sexual por mim e se sentia mal.
— A gente pode tentar comprar algum brinquedo… Lubrificante, sei lá – Mesmo sendo tão punheteira, nunca tinha se interessado por consolos ou vibradores. — Ou a gente podia ir no ginecologista, ver se…
Não lembro exatamente como a conversa continuou, mas é irrelevante. De repente ela disse:
— E se a gente tentasse com outras pessoas?
— O quê? – fiquei paralisado; irritado e magoado, sem saber o que pensar.
— Transar… com outras pessoas.
— Tá de brincadeira?
— Tô falando sério.
— Nicole… Acho que não consigo te dividir.
— Seria só sexo. Uma vez só…
— Tá falando sério mesmo? – repeti. No fundo, achava, ou queria acreditar, que não era sério.
— É tão ruim assim pra você?
Enfatizo que a gente tava abraçado na minha cama, a bunda dela colada na minha virilha. O quarto tava completamente escuro e a gente não via o rosto um do outro, então não dava pra saber que expressão ela tava fazendo.
— Você é valiosa demais pra ser dividida. Além disso… O que me garante que você não experimenta com um e gosta?
— Eu gosto demais de você pra te largar.
— Tá. Mas o que te impede de repetir pelas minhas costas?
— Você não confia em mim? – murmurou, irritada.
— Sabe que sim.
— Então?
— E se você quiser repetir?
— Eu te contaria…
— Você não disse que seria só uma vez?
— Bom, tá – ela falou de repente. — Já entendi isso, mas… O que você acharia de fazer? – insistiu.
Quando percebi que ela tava praticamente me pressionando, cedi.
— Bom… Sei lá.
— Não sabe?
— Não sei.
— Sério?
— É, não sei.
— Tava te zoando – ela disse. E o que veio depois… Essa conversa é irrelevante, porque naquele momento eu tinha certeza de que ela falou sério, e minha namorada defendeu o tempo todo que era uma brincadeira e uma ideia passageira.
Não tocamos mais no assunto até uma semana atrás…
*** Uma semana atrás ***
Nossas relações sexuais durante a semana passada não melhoraram. Quando chegou o fim de semana, a “brincadeira” dela tinha mexido comigo. Comecei a me questionar: se eu a amava tanto, não podia impedir ela de experimentar transar com outro cara se era isso que ela realmente queria. A gente tem que experimentar tudo na vida, e ser tão fechado não pode trazer nada de bom. Então, no domingo, quando estávamos de novo abraçados, fui eu quem puxou o assunto.
— Nicole…
— Hã?
— Você quer transar com outro? — Ela não respondeu na hora.
— Você ainda nessa? Era brincadeira, já te falei.
— Acho que você falou sério. E acho que você é fiel demais pra insistir comigo. Lembra que nosso relacionamento é baseado na confiança. Você quer dar pra outro cara?
— Sim… Eu gostaria de experimentar.
— Alguém específico? — Se a resposta fosse sim, eu sabia que ia doer pra caralho. Porque significaria que já estava tudo planejado antes.
— Não… Seria procurar na internet alguém que agrade nós dois e… bem. Eu encontro e faço.
— E você me promete que se fizer…?
— Como eu poderia fazer isso com você? Já te falei que era uma ideia passageira.
— Se a gente chegasse a um acordo. Seria só uma vez?
— Sim… — Ela concluiu uns segundos depois, hesitando na resposta.
Ela se mexeu na cama, pegou o celular às cegas e, na escuridão do meu quarto, o brilho cegante do smartphone acendeu. Vi ela baixar o Badoo, o mesmo aplicativo onde a gente se conheceu. Antes de se registrar de novo — porque a conta que ela tinha foi deletada depois que me conheceu —, ela me questionou olhando nos meus olhos:
— Tem certeza que quer consentir isso?
— Sim… — falei, completamente fodido por dentro, vendo que ela tava disposta a continuar. Obviamente, eu não estava. queria, mas já tava picado pelo interesse evidente dela.
— Certeza? –insistiu.
— Tô vendo que você tá afim… –repreendi.
— Tô curiosa… Não quero te pedir um tempo pra ficar com outro, você já sabe o que penso dessa merda.
— Não sei se seria melhor não saber…
— Prefere não saber de nada?
— Agora que já me falou, não tem volta.
— Você também pode fazer… Só uma vez –sentenciou, com um tom acusatório no final-. Isso não vai foder nosso relacionamento. É só… Uma experiência nova.
Nos quinze minutos seguintes, ela criou o perfil: vinculou o número de telefone, verificou a identidade com uma selfie e começou a preencher os detalhes sobre ela. Colocou fotos provocantes, mas não muito descaradas nem desrespeitosas pra mim. Deixou claro que não queria nada sério e que só queria se divertir.
E em menos de meia hora, já tinha mais de quarenta caras enchendo a caixa de entrada dela: “Meu pau tem vinte, deixa eu te empalar com ele”, “Que boquinha você tem, aposto que engole até as bolas…”, “Gozava dentro e te fazia um bom amarração”…
Esses foram os comentários mais “moderados” que ela recebeu, mas respondeu a pouquíssimos.
Nicole foi embora da minha casa sem escolher nenhum, mas três dias depois me disse que já tinha decidido.
*** Há quatro dias ***
— Mora do lado do Subway –ela me disse por telefone. Eu tinha insistido, já que era um assunto delicado demais pra falar pelo WhatsApp.
— E como vocês vão fazer?
— Não posso trazer ele pra casa, então combinamos de ir pra um hotel.
— Vão pagar meio a meio? –perguntei, e teria sido o normal.
— Não… Eu vou pagar.
Sei que pode parecer idiota, mas me ofendeu que aquele filho da puta, além de estar prestes a comer minha namorada, que é uma deusa… Não fosse pagar a porra do quarto do hotel!
— Como assim você vai pagar?
— É coisa minha.
— Você vai pagar pra transar com outro cara?
— Ele não quer pagar quarto de hotel.
— Nicole. Faz na minha casa.
— O quê?
— Quero que vocês façam na minha casa é a única condição que eu coloco.
— Pablo –Raramente me chamava pelo meu nome–: Não vou transar na sua casa. Sabe o quanto eu ia ficar desconfortável?
— Não acho legal você ficar com um desconhecido num hotel… a noite toda –se fosse só sexo, não seria tão insuportável quanto imaginá-la virando a noite e dormindo junto daquele filho da puta…–. Quero que seja na minha casa.
— Não sei se ele vai topar…
— Se ele não topar, então não tem acordo e pronto.
— Vou falar com ele…

Resumindo, o filho da puta disse que sim. Nem pensou duas vezes, e eu sei disso porque ontem, sábado, peguei o celular da minha namorada enquanto ela tomava banho. Não gostei nada do que li, mas não tinha mais volta. Sei que se tivesse proibido ela de encontrar esse cara, eles teriam se encontrado pelas minhas costas. A Nicole queria muito esse encontro, fosse por curiosidade ou por tesão, e depois de eu ter provocado tanto, ela não ia conseguir recuar.

Tinha certeza de que era melhor tudo isso acontecer na minha casa, podendo eu intervir a qualquer momento… mas eu estava enganado. E foi algo que comecei a entender quando li a conversa.

Como já disse, a Nicole foi tomar banho e eu, com toda a calma do mundo, desbloqueei o celular dela, procurei no WhatsApp e, ao encontrar uma conversa com o cara que me pareceu sem graça e até suspeitamente chata, fui para uma pasta oculta –que sempre soube que existia sem ela saber– e procurei no Telegram. Aí está o ponto… Parte da minha confiança se baseia no fato de que ela tem conversas realmente privadas nesse aplicativo. E nunca encontrei nada realmente suspeito.

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<< Mentiria se dissesse que não comecei a ler a conversa desde o começo… E para minha surpresa, eles já estavam conversando há mais de quatro dias. Mais ou menos, tinham começado a falar vários dias antes dela me pregar aquela peça de transar com outro "por curiosidade".

Ele se apresentou como o cara do Badoo, essa foi a primeira mensagem. Como é que eles se conheceram se a Nicole supostamente não tinha conta? E não criaria a conta até uma semana depois, quando ela criou na minha frente quando chegamos naquele acordo.
O mais suspeito de tudo é que ela o corrigiu e disse que se chamava Nicole, não Paula, embora na hora eu não tenha dado importância, já que estava mais focado em ler e não ser descoberto do que em entender o que estava escrito.
Ela confessou ter namorado e disse que não estava interessada em transar. Ao que ele respondeu que era uma pena porque ela era muito gostosa e o atraía pra caralho. A conversa era bem longa. Embora várias vezes Nicole quase traísse ao flertar por mensagem com esse "mano". Pulei horas ignorando mensagens sem relevância nenhuma. Algumas mais picantes que outras falando de sexo, mas nada até três dias atrás.
"Meu namorado topou…"
"Tenho permissão pra te foder?"
"Eu mesma não acredito…"
"Já tinha te dado como perdida quando você disse que tinha namorado."
"Não é seguro… Eu amo ele e não quero traí-lo. Se por qualquer motivo ele voltar atrás, não vai rolar nada."
"Mas por enquanto você vai ser minha por um dia…"
"É, parece que sim…"
Vou pular a relevância de muitas mensagens taradas que li e me deixaram puto pra caralho. Alguma foto ou vídeo provocante da Nicole. Alguma foto de um pauzão do moleque… Me senti impotente, odiei ela, pensei em terminar e cuspir na cara dela. Mas não fiz isso… Não fiz nada, só fiquei mais distante do que o normal, embora antes dela sair eu tenha lido a última troca de mensagens:
"Amanhã é o dia…"
"Vamos fazer com camisinha."
"Tá bom…" — ele respondeu.
"Nada de fazer sem camisinha, por mais vontade que você tenha…"
"Tá bom…" — ele respondeu de novo.
"Que suspeito você não insistir…"
"Não quero te dar desculpa pra desistir."
"Tem certeza que amanhã não vai me implorar pra fazer sem?"
"Bom… Se colar…"
"Não vai colar. Não tô tomando pílula."
"Você disse que com seu namorado fazia sem camisinha" — Fiquei gelado ao saber que Nicole contava sobre nós. intimidades. Era uma das muitas coisas que eu tinha deixado passar ao pular a conversa.
"Meu namorado é meu namorado, e você é você. Isso aqui eu só faço pra experimentar com outro cara, e óbvio que é com o consentimento dele… Não estraga."
"Se fosse por você, me deixaria fazer sem camisinha."
"Talvez…"
"Não vai me dizer que sem camisinha não é mais gostoso?"
Era verdade. Eu e a Nicole, desde que nos conhecemos, tivemos um vai e vem sobre transar sem camisinha. A gente curtia demais o risco, o tesão de ela poder engravidar. O perigo que excitava nós dois e deixava tudo mais delicioso.
Por isso doeu tanto ler como aquele mesmo jogo tinha sido explorado por aquele filho da puta.
"Sim… É mais gostoso"
"Então amanhã a gente esquece e não dá nada…"
"Com meu namorado eu tenho umas condições pra fazer isso e pretendo cumpri-las"
"Quais?" – ele perguntou depois de mandar um monte de emoticons rindo.
"Nada de beijo na boca, transar com camisinha e apagar seu número de telefone quando a gente se despedir."
"E as conversas do WhatsApp?"
"Você sabe que por ali não"
"E por que por aqui sim?"
"Ele não sabe que eu tenho Telegram"
"Acho que não vou conseguir evitar nenhuma das três coisas…" – zombou aquele filho da puta, se referindo às únicas três condições que eu tinha imposto pra minha namorada. A Nicole só riu.
Eu não sabia que ela sabia que eu sabia, embora ontem tivesse achado compreensível ela querer me poupar do sofrimento de vê-la flertando com outro cara. Algumas vezes, meses atrás, eu tinha bisbilhotado o Telegram dela e não tinha visto nada comprometedor… Até aquele momento.
*** Domingo da traição ***
Minha colega de apartamento – que não vou nomear – me fez o favor de sair com umas amigas porque avisei que queria privacidade com minha namorada. Ela é uma boa amiga, e por isso mesmo me prometeu avisar se por qualquer motivo tivesse que voltar antes da noite. O caso da minha colega de apartamento é uma história à parte de como a gente se dá bem e que vou contar mais pra frente, ela me trato ela bem demais e ela se preocupa mais comigo do que a própria Nicole… Mas como já disse, vou falar disso mais pra frente.
Tudo isso aconteceu umas dez horas atrás: Era meio-dia, Nicole estava se arrumando no banheiro. Lembro que pouco antes da campainha tocar, eu a observei na frente do espelho realçando o decote enquanto dava os últimos retoques no rímel. Ela estava usando uma saia preta, curta e justa. Qualquer um sabe a fama que as latinas têm: São bundudas e peitudas, e essa é a minha namorada. Uma morena de pele café, com cara de olhos saltados e lábios carnudos. O cabelo dela é preto como o mar numa noite sem lua, e o pescoço parece de porcelana.
Sei que vocês podem pensar que tive muita sorte, mas quando virem como a história vai se desenrolando, vão entender por que não é bem assim. Tô apaixonado por essa gostosa, sim. Ainda agora, enquanto escrevo isso. Mesmo odiando ela, mesmo querendo machucá-la com minhas próprias mãos. Não por ter dormido com outro cara, com aquele desgraçado, mas por ter me traído daquele jeito. Mas tô me adiantando de novo.
Ela estava usando uma calcinha fio-dental preta por baixo da saia e uma blusa justa que não conseguia disfarçar os biquinhos. Não estava de sutiã e era um pouco mais alta por causa dos saltos que usava.
— Tem certeza que quer ver isso? – ela disse, sabendo que faltava pouco pro outro chegar. Já não perguntava mais se eu queria desistir.
— Não posso te deixar sozinha com um desconhecido…
— Vai ser estranho.
— Sei que a ideia é você ficar relaxada… Mas não consigo, Nicole. Não consigo – repeti.
— Eu sei… Já é muito você me dar essa chance.
Ela se aproximou e me beijou forte, de língua. Marcando meus lábios com o batom vermelho putão. A campainha tocou na mesma hora, como se aquele barulho quisesse nos interromper.
— Lembra… A camisinha, nada de beijos e…
— Bom, a parte dos beijos é a única que acho exagerada.
— Esses lábios são só meus…
— E se ele me beijar, o que eu faço? – ela riu. Era uma risadinha nervosa, eufórica. Tava com tesão. Sentia os hormônios dela revolucionados, mesmo sem usar perfume. Era aquele cheiro que eu sentia sempre que a gente tinha transado com paixão. A campainha tocou de novo.
— Já chegou… Vou abrir.
Quis gritar pra ela não fazer isso. Que eu tinha me arrependido, mas não gritei. Eu mesmo tinha permitido tudo aquilo. Mesmo assim, confiava na minha namorada e que ela cumpriria o que a gente tinha combinado.
— Você se arrumou assim pra mim? — ouvi aquele idiota imbecil falar.
— Sim — ouvi ela responder, tímida, a Nicole.
Ouvi a porta fechar e os dois entraram na sala de jantar — que era o cômodo maior do apartamento —, abraçados pela cintura. A mão dele, na bunda dela, enquanto minha namorada passava o braço por cima do ombro dele.
Era um cara um pouco mais alto que eu, e supostamente tinha dezoito anos. Era corpulento, de academia, e uma cara de prepotente que não dava pra aguentar. Se já me caía mal sem conhecer, quando o vi na minha frente soube que ia comemorar o dia da morte dele.
Ele parou na minha frente, com minha namorada claramente desconfortável.
— E aí? — falou, erguendo o queixo. — Não quero treta, mas vou foder sua namorada… Entendeu, né?
Não concordei nem falei nada, só olhei nos olhos dele. Lembro perfeitamente como meus olhos começaram a arder e me deu uma vontade incontrolável tanto de chorar quanto de dar um soco nele. Meus olhos ficaram úmidos, e isso comoveu minha namorada, embora eu não tenha derramado uma lágrima sequer.
Dei de ombros.
— Me veio uma ideia… — murmurou Nicole, acompanhando o intruso até o sofá. Ela me fez um sinal com o olhar pra eu sentar junto com eles.
— Pensei… — ela começou a dizer — que não é justo pro Pablo isso tudo… Então vou fazer com os dois.
Naquele momento, me senti bem, ironicamente. Eu estava prestes a ver minha namorada sendo fodida suja — e sabia disso —, e fiquei feliz pelo fato dela se preocupar comigo. O convidado soltou uma gargalhada e balançou a cabeça.
— Eu não divido o que é meu. Não se liga — ele falou, virando pra mim —, mas agora É minha. Estou roubando ela de você por um dia.
Dito isso, sem dar tempo pra minha parceira responder, passou a mão na bunda dela por cima da minissaia e a girou, montando-a sobre as pernas dele com a bunda dela na virilha dele. A saia não esticava, então só a calcinha fio-dental separava a buceta dela do zíper da calça.
— Se você quer fazer esse experimento direito, tem que esquecer seu namorado… Não gosto de dividir – ele garantiu antes de começar a morder o pescoço dela. Vi ela abrir a boca e segurar um gemido, me olhando de relance. Mantive minha cara de pôquer, na verdade… Não sabia que cara fazer.

Vi ele apalpar aquela bunda da qual ela tinha tanto orgulho e que eu considerava minha propriedade. Sem nenhum pudor, puxou a saia dela até a cintura e deixou o fio-dental entre as duas nádegas, brincando com ele sem dar trégua pra Nicole.
Brincou com a tira da calcinha, enfiando na buceta dela… Confesso que me inclinei, e vi a buceta carnuda dela completamente brilhante com a tira esticada entre os lábios. Ele, cujo nome eu não sabia, babava com paixão o pescoço delicado da minha namorada. As mãos dele ora estavam na bunda dela, ora nos peitos, fazendo ela fechar os olhos. Vi ele agarrar ela pelo cabelo, fazendo ela olhar pro teto e segurar um gemido enquanto esfregava a boceta dela contra o volume que tinha entre as pernas dele…
— A camisinha…
— Tão rápido?
— Não aguento mais…

Como parêntese, tenho que dizer: minha namorada, tão orgulhosa ela… Em um ano inteiro nunca, repito, nunca tinha me implorado pra meter. Era verdade que eu não me fazia de rogado, mas me irritou muito ouvir ela se render tão fácil.
— O que você quer?
— Que você meta em mim… – murmurou Nicole, corada, me olhando de passagem.

O bastardo tirou uma única camisinha do bolso. Só uma… E isso definitivamente me deixou muito desconfiado. O normal seria Nicole, ao ver isso, perguntar por que ele trazia ou tirava só uma, mas ela não comentou nada.
— Antes você vai chupar meu pau, puta – ele ordenou, jogando a camisinha no assento do sofá. Agarrou ela pelo Pelo, com desprezo, e a fez ajoelhar aos pés dele. Forçando-a a manter a bochecha esmagada contra a calça dele enquanto, de forma incômoda, puxava o zíper.
Surpresa pelo tamanho, conseguiu tirar da cueca aquele pau que era bem mais grosso que o meu. Não era impressionante tanto pelo comprimento, mas por aquela largura desproporcional.
— Mostra a língua — ordenou, e ela obedeceu.
Começou a masturbar ele com uma mão enquanto com a outra acariciava os enormes ovos dele, batendo a glande coberta pelo prepúcio contra a língua de cobra dela. Até eu sentia o cheiro podre que aquele membro soltava. Eles se olhavam nos olhos, mas ele não tinha paciência pra joguinhos.
Vi claro desde o começo: Ele não queria curtir uma "chupadinha", queria ver ela destruída. E com aquela aura sádica, agarrou ela pela nuca e fez ela mamar bem fundo.
"Cof, cof" tossiu Nicole com o pau enfiado na garganta dela. Pequenos fios de saliva voaram contra os pelos pubianos dele, aguentou uns segundos assim até ele fazer ela recuar.
— Cospe — Ela soltou um fiozinho de saliva tímido, e ele insistiu —. Quero bem babada. Cospe direito.
Ela soltou uma cusparada borbulhante sem parar de masturbar ele, deixando cair sobre a glande.
— Coloca a língua aqui… — ele indicou. E Nicole, me deixando impressionado com o quanto ela tava sendo submissa, tentou enfiar a língua entre a glande e o prepúcio. Começou a puxar com os lábios até deixar tudo completamente exposto.
Então, ele agarrou ela pela nuca de novo e começou a foder a garganta dela.
— Assim que vou foder sua buceta. Bem forte e sujo… E assim molhada que sua buceta vai ficar — prometeu ele bem na hora que enfiava a glande contra o esôfago dela —. Agghh… Dava pra gozar só de foder essa boca infiel.
Minha namorada começou a virar os olhos, ficando roxa. Tossiu de novo e mais fios de saliva se acumularam naqueles pelos pubianos. A máscara de cílios tinha borrado completamente, e as pálpebras dela… estavam pretos como os de um guaxinim, o que a deixava ainda mais gostosa, se é que isso era possível.
O intruso a soltou de novo, mas antes de deixá-la se levantar, fez ela saborear uma bela comida de saco. Minha namorada enterrou a boca entre os babados testíbooties, com a cock pulando no nariz dela e entre os olhos. Se debatendo entre a necessidade de respirar e continuar comendo as bolas dele. Então ele a fez se levantar e, com a cock dura, enfiou a camisinha num instante depois de se sentar.
Nicole não tirou a saia, nem tirou a calcinha fio dental. Só afastou pra o lado e começou a descer montada nele. Fez cara de dor, mordendo o canto do lábio.
Vi ele agarrar ela pela cintura e fazê-la descer de uma vez, fazendo com que ela o abraçasse e abrisse a boca, completamente alucinada.
Tinha prometido pra Nicole que não ia intervir, por isso, talvez, por ter mais palavra do que ela, acabei não fazendo nada. Minha namorada começou a pular em cima dele, segurando os gemidos.
Conhecia ela o suficiente pra saber que tava fazendo isso por mim, pra eu não ver ela curtindo tanto… Mas as expressões no rosto dela entregavam tudo. Quando ele enfiava até o fundo, ela abria a boca como se fosse gemer e franzia a testa; quando tirava uns centímetros de cock, ela mordia os lábios antes de descer de novo. As bundas dela batiam naqueles testíbooties enormes.
— Vamos fazer sem camisinha… — ele sussurrou no ouvido dela, como se eu não pudesse ouvir.
— Não… Lembra do que combinamos — eles murmuravam, como se eu não estivesse ali.
— Vai…
— Que não…
Ele tentou beijar ela pra convencer; minha parceira evitou. Conhecia minha namorada e sabia que ela tava com tanto tesão que nem pensava direito. Será que ia me trair de verdade? Tão fácil assim?
Os beijos dele subiram pelo pescoço dela até as bochechas, mas ela se afastou de novo.
— Não…
— Você tá morrendo de vontade.
— Só sexo… — ela gemeu…
Como ele tava de calça, não tinha aquele barulho característico de tapa. Mesmo assim, o barulho que faziam ao fuck me incomodava. E de repente, do nada, ele afastou ela e ela saiu do transe.
— Ai, gatinho… Por que você tirou?
— Escuta – disse ele se virando pra mim e ignorando ela. – Assim não consigo comer ela direito. A gente tá mais preocupado em você não surtar do que aproveitando. Vou levar ela pro seu quarto. Não enche o saco.
Deveria ter sido ela a recusar ou falar alguma merda, qualquer coisa. Mas no lugar disso, ela se deixou arrastar até meu quarto, olhando pra trás pra me ver… O mais irônico de tudo? Não fecharam a porta, deixaram ela entreaberta.
Levantei do sofá e segui eles, espiando pela porta e vendo ele jogar ela na cama, de barriga pra cima e de pernas abertas.
— Deixa eu te comer sem camisinha, vai. Vamos curtir muito mais os dois.
— Já te falei que não…
— Por que não?
— Porque prometi pro Pablo.
— Quer ela dentro? – perguntou de repente, se afastando pra um lado da cama e enfiando três dedos nela. Minha namorada sussurrava, ele não.
— Sim… Coloca ela.
— Antes me diz: Agora de quem você é? Do seu namorado ou minha?
— Do Pablo, sempre – apesar do que dizia, dava pra ver que ela tava louca de tesão. Morrendo de vontade da pica dura que tava pulando do lado dela.
— Se quer ela dentro, vai ter que admitir que é minha.
— Não…
— Roubei seu namorado de você. Agora você é minha…
— Não sou sua… – da porta, vi as bocas deles se aproximando cada vez mais a cada coisa que falavam.
— Agora você é minha…
— Não…
— Você é minha. Te roubei, gostosa. E você adora ser a putinha que é.
— Ai, papai… – disse antes de ser beijada de um jeito nojento. A língua dele entrou na boca dela e explorou os dentes, lutou contra a língua dela e quase chegou na campainha. Foi um beijo profundo.
— Vai… Só a pontinha sem camisinha.
— Não me beija assim de novo…
— Por quê?
— É gostoso demais…
Ele agarrou ela pelo cabelo e beijou ainda mais violentamente enquanto montava nela e comia a barriga dela como um cachorro se esfrega no travesseiro. Nicole agarrou o pau dela como pôde e tirou a camisinha errando várias vezes, masturbando ele.
— Outra camisinha… Essa tava suja.
— Não trouxe mais camisinhas.
— Falei pra você trazer várias…
— Só trouxe uma. Deixa eu meter só a pontinha. Isso não é trair seu namorado…
— Já te falei que não…
— Só a pontinha… – repetiu ele, cuspindo um longo cuspe no clitóris dela antes de enfiar a glande entre os lábios dela. Tava tão lubrificada que a glande larga e grossa daquele cilindro venoso de carne foi engolida na hora—. Agora vou fazer você gemer pra seu namorado ouvir como você goza comigo.
— Ai, não… – soluçou ela, tapando o rosto com o travesseiro, bem na hora que ele enfiou até o fundo. Uma buceta apertada sendo penetrada de novo por aquela pica colossal—. Aiiiiii! – berrou a Nicole debaixo do travesseiro, sem conseguir evitar que ele ouvisse perfeitamente.
Aquele filho da puta parecia adorar ouvir ela gritar tão alto, talvez sabendo que ele tava olhando. Tava comendo ela sem camisinha, a minha namorada… Custava acreditar que ela tinha se rendido tão fácil.
Plas, plas, Plas, plas, Plas, plas… percebi que ele já tava sem calça. Ela sem calcinha… Quando que tinham tirado? Nem vi.
Comeu ela um tempão ouvindo ela gemer debaixo do travesseiro, até que cansou e tirou. Agarrou ela pelo pescoço com as duas mãos e sufocou ela até ela ficar vermelha, mas não lembro de ter ouvido ela reclamar no começo.
— Hmm… Nem pensa em parar. Mais forte… Alex. Me dá mais forte! – O cara obedeceu na hora, apoiou o peso no pescoço dela, a ponto de me fazer temer que quebrasse o pescoço dela, e acelerou numa velocidade brutal. Minha namorada sempre teve dificuldade de gozar comigo, mas dessa vez ela botou a língua pra fora e virou os olhos.
Chop, Chop, Chop, Chop, Chop… PLAS, PLAS, PLAS, PLAS! A buceta molhada da minha namorada recebia feliz cada estocada, enquanto eu chorava por não poder entrar e bater nele. Não sou covarde, aquele merda não me assusta… Mas eu sentia traído. Contra o que sentia não tinha solução. Ela era a culpada de tudo, a que estava tolerando aquilo. Era livre pra escolher, e tava escolhendo ele.
— Tô me afogando… Tô me afogando… —Conseguiu dizer Nicole, completamente chapada e com a língua pra fora como se pudesse respirar melhor, mas o filho da puta não parou, caçando o próprio orgasmo. Apertando os dentes e soltando fios de cuspe nos peitos e na cara dela, meteu na buceta da Nicole como se tivessem pagando ele por isso. PLAC PLAC PLAC PLAC PLAC—. Vou gozar dentro de você, foxy!
Vi ela levantar o quadril e abrir ainda mais as pernas, enquanto esticava a língua ainda mais e de repente as pernas morenas dela começaram a tremer sem controle, mostrando que tava gozando igual uma louca.
— Cê tá me ordenhando com essa buceta, dá pra ver que quer tudo dentro —zombou com malícia enquanto parava as metidas e parava de vez. Não consegui ver que aquele porco tava gozando dentro da minha mina… E ela não reclamou nada, mas entendi quando vi ele suspirar.
— Ahhh…! —murmurou ela com um gemido bem agudo, quando ele esfregou o pauzão no colo do útero dela. Ainda não soltava o pescoço dela, se inclinou pra beijar a língua dela enquanto os músculos dela ainda tremiam—. Ai, papai…
— Cê gostou?
— Muito tasty…
— Gozei dentro…
— Cê é um guy… Mas ainda tô bem arrecha —Em colombiano significa estar com tesão. O tom da voz de Nicole não era de reprovação, mas cúmplice.
— Quer mais?
— Sim, bebê…
— Quer mais, putinha?
— Me dá duro… —implorou ela agarrando ele pelo cabelo.
Sem nem tirar, recomeçou a foda. A buceta da minha namorada tava vazando porra… O mais certo era que nem engravidasse, mas pra mim aquele porco tava impregnando o amor da minha vida.
O filho da puta abraçou ela e fez ela subir em cima dele. Escorriam pelas coxas dela e pelos testículos dele cascatas brancas e pegajosas pingando no meu colchão.
— Ai… Ai! Que tasty, papai… —gemeu abraçando ele e Com a delicada queixo dela apoiado no ombro dele, ela olhou nos meus olhos e mordeu o lábio depois de gesticular: "Me perdoa".
Fodendo ela no ar antes de sentar na cama e deixar que ela mesma pulasse no pau dele. Ela cavalgou nele, com o ritmo latino dela fez as bundas dela vibrarem em volta dos dois sacões enormes dele. Dessa vez era ele quem olhava pra mim, sorrindo. Ele enfiou dois dedos no cu dela, algo que ela nunca deixou eu fazer... E tudo sem reclamar nadinha.
Ele agarrou ela pelo cabelo e beijou ela.
— Quero que você diga que quer ser mãe.
— Isso não...
— Tô enchendo você de porra.
— Você é mau... — eles se beijaram, ou melhor, minha namorada calou ele com um beijo. Depois de aceitar, ele puxou ela pelo cabelo e fez ela olhar pro teto pra chupar o pescoço dela.
— Vou gozar dentro e vou te fazer mãe. Você vai ter meu filho e toda vez que olhar pra ele, vai saber que é minha — ordenou com maldade. — Agora me fala que vou te engravidar. Deixa seu namorado ouvir. Deixa ele ouvir que você me escolheu!
— Nãooo! — Sem parar de se empalar nem pensar em parar, ela acelerou o ritmo fazendo um barulho muito maior.
Sem avisar, ele fez ela levantar e depois, na maldade, fez ela deitar de bruços no chão olhando pra mim. O pauzão dele brilhante e melado apontou pra bunda morena da Nicole e sentou nas coxas dela. Nunca vou esquecer como ele separou levemente as pernas dela, deixando entrar; sufocando ela nessa posição com uma mão só e com os dois peitões da minha namorada espremidos no chão frio... E, de novo, sem ela reclamar nadinha.
Devia ser desconfortável, sujo e chato, mas minha namorada olhou nos meus olhos enquanto separava levemente os lábios e soltava um gemido que acabou abafado pela falta de ar.
Essa posição eu adorava fazer com ela, uma onde a cabeça do pau esfrega bem no colo do útero enquanto ela aperta com as coxas... Mas era aquele filho da puta que tava fodendo ela.
— Fala pro seu namorado que você vai ficar prenha de mim — disse ele. Olhando para os lábios dela antes dela olhar pra mim, sorriu:
— Diz pra ele que você falhou com ele.
— Eu falhei com você, meu amor… Sou uma puta.
— Diz pra ele que vai deixar eu te engravidar.
— Meu amor… Não me odeia. Ele me fode gostoso demais…
— Vou engravidar essa latina gostosa… — ele riu. — Que posição boa…
Nicole rebolia a bunda tanto quanto ele mexia os quadris, naquele momento percebi que ela tava tentando fazer ele gozar… Pode ser que eu não tivesse errado.
— Se você mexer essa buceta assim, vai fazer eu gozar… Você não quer que eu goze dentro, quer?
— Não… Não consigo parar.
Ele ficou parado, Nicole era a única mexendo a bunda e a buceta.
— Vou gozar…
— Não… — ela repetia, mesmo sem parar de se mexer, cada vez mais rápido e mais forte. — Ai… — gemeu fechando os olhos e mordendo os lábios. — Que gostoso… Que gostoso!
Vi ela levantar a bunda e colar no pelo pubiano dele, sem saber quando ele gozou. Os olhos dela estavam virados, os dois completamente imóveis. Vi a bunda da minha namorada ter uns espasmos disfarçados. Ele enfiou três dedos na boca dela, que lambeu, parecendo sedada e com cara de ninfomaníaca satisfeita.
A saliva escorria dos lábios da minha mina enquanto aquele babaca esfregava a porra dentro dela.
Ele deixou ela lá, deitada e exausta, sentando na cama com o pau brilhando e mole…
***
Queria poder dizer que a parada acabou ali, mas não foi assim. Aquele porco saiu do meu quarto, parou do meu lado completamente pelado e sorrindo ao passar, se trancando no banheiro.
Entrei no quarto e parei do lado dela, me abaixando e ficando de cócoras. Ajudei ela a levantar com toda a ternura que pude, levei ela até a cama e deixei ela deitar. Ela começou a chorar abraçando os próprios joelhos.
— Me desculpa muito, de verdade. Não sei o que deu em mim…
— Já foi… — falei acariciando a cabeça dela, mesmo por dentro estando destruído. Mentiria se dissesse que não senti nojo dela.
— Eu não queria que você viesse assim... Pensei que...
— Gostou tanto assim? — ela não respondeu.
Cheguei à conclusão de que era por causa do jeito que eu a tratava, talvez ela fosse mais gordinha que eu, mas o tamanho era praticamente o mesmo. Minha namorada tinha sido seduzida por aquele tesão, e eu conseguia entender.
A gente conversou e ela prometeu que não ia mais falar com ele. Que ia bloqueá-lo, e bem na hora que eu disse que ia expulsá-lo de casa, ele voltou com um cigarro na boca.
— Esse descanso me fez bem. Peguei umas frutas pra você... Uma banana e uma tangerina — falou com a maior tranquilidade do mundo.
— Já tá na hora de você vazar — cuspi, levantando e matando ele com o olhar.
— Quem decide isso é ela — rosnou sem se intimidar. Eu sabia que, se rolasse briga, os dois iam se foder por igual. Mas a atitude dele até me intimidava um pouco, só que eu tava puto demais pra ligar. — Quer dar uma última trepada? — perguntou, andando na nossa direção e colocando a mão no queixo dela. O polegar dele foi parar na língua dela, babando o dedo.
Nicole me olhou, e eu vi que ela tava pensando, já não chorava mais. Antes que ela mentisse e tomasse qualquer decisão, eu decidi por ela.
— Termina e vaza.
— Sim, sim... O que você mandar — zombou com aquele sorrisinho que me dava tanto nojo.
— Amor... Sai do quarto e fecha a porta... Vou ficar bem, juro. Não quero que você veja...
— Já ouviu. Sai — falou com cara de pau, e eu dei um passo à frente.
— Fala assim comigo de novo e eu arrebento sua boca, palhaço — a única reação dele à minha ameaça foi sorrir.
— Pablo, por favor...
Enquanto eu andava até a porta, vi ele se masturbando já com o pau praticamente duro, vi ela abrir as pernas e me olhar. Vi ele começar a penetrar nela e fechei a porta.
Queria poder dizer que tinha uma câmera no quarto, ou algum jeito de ver o que rolava lá dentro, mas não tinha. Eu ouvi tudo, absolutamente tudo... E não vi nada.
Eu mal podia acreditar que minha namorada continuou com vontade de fazer. Sem exagero, a gente em menos de vinte e quatro horas chegou a fazer, no nosso maior recorde, até onze vezes… mas sempre com pausas.
Aquele filho da puta tinha comido ela duas vezes, e por azar meu… Ele ia comer ela sem parar; além disso, ia demorar pra ir embora.
— Fecha a porta… — ouvi minha namorada dizer, exausta. Imaginei ela apontando pro trinco e o filho da puta obedecendo.
***
Fiquei um tempão tentando escutar, mas só ouvia uns roçados de lençol e barulhos de água. Deviam estar se beijando. De vez em quando, ouvia umas palmadas fortes e ela gemendo.
— Engole minha saliva… Abre a boca, mais… Mais! Mostra essa língua suja que você tem — ele falava alto, com certeza pra eu ouvir. Imaginei a cena e, de repente, ouvi ele cuspir.
— Hmm… — ouvi ela gemer. As investidas aumentaram. — Ai, sim… Não para — ouvi ela dizer. — Você pega gostoso demais… Mete essa rola mais fundo… Aí, bem aí. Esse é o ponto…
— Me pede pra te engravidar… — Lembro de esperar minha namorada recusar, por isso me surpreendi tanto que ela não fez isso.
— Quero seu bebê, papai… Assim! Não para! Bate as bolas na minha bunda… Que gostoso! — minha namorada começou a gritar.
Ouvi um tapa, uma bofetada. Aquele filho da puta tava batendo na minha namorada.
— Mais alto! Deixa os vizinhos ouvirem! Fala o que você quer.
— Quero que você me encha de porra… — outro tapa. — Ai! Tão duro…! Vou gozar!
— Todas as latinas são umas putas.
— Sou sua putinha, papai! Vou gozar! — ouvi ela dizer enquanto ouvia as carnes dela batendo.
PLAC, PLAC, PLAC, PLAC, PLAC… E não ouvi mais nada. Tentei abrir a porta.
— Nicole. Abre a porta, já deu. Falei mais uma vez — não ouvia nada dentro do quarto. Imaginei eles se beijando. Bati na porta. — Porra, Nicole! Abre essa puta de porta!
— Dá um tempo, otário! Tô pegando sua mina. Tem um pouco de dignidade e vaza.
— Abre a porta e fala na minha cara, filho da puta! — gritei.
— Quando eu terminar, eu abro…
***
Devem ter passado Ficaram uns trinta minutos em silêncio, sem fazer nada. Por mais filho da puta que ele fosse, tinha que ter um limite. Mas de repente, ouvi ela gemer… Escutava sussurros entre eles, mas não conseguia ouvir o que diziam.
— Ai…! – gemeu ela, e poucos segundos depois comecei a ouvir o barulho de água.
— Diz que é minha.
— Sou sua. Sou toda sua…
— Abre a boca, vou cuspir em você – ouvi ele fazer isso. – Como você pode ser tão puta? Cê gosta? Hein? Cê gosta? – falava enquanto ouvia ele batendo nela.
Ao longe, ouvi a porta da casa abrir. Minha colega de quarto entrou e não demorou a me encontrar ajoelhado na frente da porta.
— Pablo? Pablo! O que foi? Por que você tá chorando? – murmurou toda preocupada, com a voz baixinha. Não demorou a ouvir o barulho de água…
— Ai… Aiiiiii!
Vi minha colega de quarto tapar a boca, olhando da porta pra mim e de mim pra porta. Não demorou a começar a bater na porta.
— Como você pode fazer isso com o Pablo, Nicole? Sai do quarto. Sai, vagabunda!
Nem percebi que tava chorando, então enxuguei as lágrimas me levantando e segurei o pulso dela.
— Vamos – falei pra minha amiga, e mesmo hesitando por uns segundos, ela acabou me acompanhando. Fechei a porta do corredor e ela me abraçou, sentando no sofá. Contei tudo o que acabei de contar pra vocês, e ela me abraçou ainda mais forte. Senti os peitos dela contra meu rosto, e aquilo me fez sentir infinitamente melhor do que instantes atrás. Os gemidos ainda chegavam mesmo com as duas portas fechadas… E passou uma hora, e duas horas… Até que o Sergio saiu pela porta. — Não quero te ver nunca mais na minha casa! Entendeu? – gritei por mim, fazendo ele rir.
— A Nicole fode pra caralho… Vou continuar saindo com ela, pode ter certeza – cuspiu com maldade antes de ir embora, batendo a porta.
Não tinha mais vontade de protestar nem de ir atrás dele, toda a raiva tinha ido embora quando chorei e contei tudo pra minha colega de quarto. Vi ela ir pro meu quarto e gritar com minha namorada sem eu seguir.
— Vaza da minha casa, sua puta. Olha só você… Vadia, tia! Com o jeito que ele te trata bem e você faz isso com ele! – Nicole ia protestar, mas ela tem um gênio pior. Entre o arrependimento que minha namorada mostrava e o quanto a outra estava puta… Ela não disse nada.
— Pablo… Me desculpa – ela se desculpou ao me ver completamente destruído.
— Vaza! Some! – ela rugiu apontando a porta pro meu par… e ela foi embora.
Não queria que ela fosse, em parte. Mas eu odiava ela e desprezava ela. Eu sei porque ainda é o que sinto agora, poucas horas depois de tudo ter acontecido. Talvez eu resolva as coisas com a Nicole, não sei… Isso eu escrevo de madrugada, tremendo de raiva ou, pensando bem… Talvez seja de tesão.
Minha ex, acho que é a melhor forma de me referir agora, no presente. Ela jura que bloqueou aquele babaca e que se arrepende muito de como se comportou. Mas como vou conseguir perdoar ela? Como vou conseguir confiar nela depois de ter visto o que vi?
Mas tem uma coisa que não contei pra vocês: é que agora é na minha companheira de apartamento que eu tô fantasiando. Preciso me explicar pra vocês entenderem… Eu me mudei sozinho aos vinte e três anos, e procurei um apê compartilhado que desse pra pagar. Minha companheira tava de saco cheio de outras duas pessoas com quem dividia o apê e aproveitou minha necessidade pra achar um novo inquilino.
Com uma sorte do caralho, me mudei com ela e vivemos três anos sem problemas nem brigas, porque somos muito compatíveis na convivência. Tenho olhos, e mesmo tendo uma mina solteira tão gostosa – ela não é tão bonita quanto a Nicole, vamos ser sinceros –, nunca cheguei a ver ela desse jeito. Ela trouxe pra casa vários caras e minas, já se envolveu com muita gente e eu ouvi ela inúmeras vezes transando no quarto dela.
E muitas vezes peguei ela me olhando com desejo. Não como companheira de apê, mas como mulher. Teve épocas em que ela não queria sair pra festa nem conhecer gente, então a abstinência devia fazer ela reparar em mim.
Nunca correspondi esse interesse, embora não fosse porque Não era por não ter namorada, mas porque estava confortável demais com ela pra arriscar nossa boa convivência. Isso mudou quando ela me abraçou no sofá, já que, estando tão furioso e despeitado, me deu vontade de transar com ela… E enquanto escrevo isso, admito pra vocês, quero me vingar da minha ex.
Não quero estragar minha amizade com minha colega de quarto… Mas desde que senti os peitos dela no meu rosto, não parei de imaginar comendo ela. Antes eu curtia uma foda mais suave, mas confesso que fantasiei em experimentar o mesmo tipo de foda que a Nicole experimentou… No fim das contas, todas as mulheres são umas putas sedentas por sexo pesado.
Admito que adoraria cuspir na boca da minha amiga, gozar dentro sem camisinha, estrangular ela e fazê-la gemer de prazer como aquele filho da puta fez com minha namorada… Queria humilhar ela e usar a buceta dela só pro meu prazer.
Tô escrevendo isso no calor do momento, e assim que bater uma punheta vai passar, mas se por acaso eu cometer esse erro… Podem ter certeza que vou contar pra vocês. Até lá, vou tentar não me matar por estar evitando a Nicole… O amor da minha vida.

15 comentários - Deixei minha mina dar pra outro e me arrependi

Olvídate de la colombiana, si aparece de nuevo te la coges y la desechas, esa no es para nada serio, sino está tu compañera de piso, a ver que sucede, saludos a todos 👍 Excélsior 👏😁
Por lo que leíste en la carpeta oculta de su celular no tardaba en hacerlo y a tus espaldas, olvidala y no cambies tu forma de ser por culpa de una mala mujer no vale la pena.
No vale como mujer por mas que te diga que lo siente no es así. Por mas que te pida perdon lo.hara de nuevo un consejo que te doy es que cundo las mujered se les mete algo.en la cabeza no hay nada.que las detenga x mas que esten en enamoradas, casadas etc
Hay relación cuckold pero lo que ella te hizo no tiene nombre bro, o sea una cosa es permitirlo y que los dos lo hablen pero ella rompió los acuerdos y eso no está bien por mas caliente que este siempre debe de haber una comunicación y un acuerdo
Estoy excitado y llorando a la vez, es raro 😅, espero que no la perdones
No valió la pena Bro porque ella ya pensaba hacer y a tus espaldas. Te mintió desde que te lo dijo y nunca fue abierta al momento de decir qué quería. Arruinó algo bonito por un cogida
follate a tu ex, denigrala cuanto mas no puedas, y cuando ella crea q la perdonaste, cuando veas que ella de cree q ya pasaste pagina y que no lo volverá a hacer ES AHÍ cuando la dejas y le dices lo puta, inservible y q solo sirve para sacar el semen de los hombres, eso si quieres venganza claro, nose si sea lo mejor, pero ahí lo dejo...
follate a tu ex, denigrala cuanto mas no puedas, HUMILLALA (humillacion erotica) y cuando ella crea q la perdonaste, cuando veas que ella de verdad cree q ya pasaste pagina y que no lo volverá a hacer ES AHÍ cuando la dejas y le dices lo puta, inservible y q solo sirve para sacar el semen de los hombres y lo suertuda q es por tener un buen cuerpo, eso si quieres venganza claro, nose si sea lo mejor, pero ahí lo dejo... y esas disculpas q te dijo SON UNA MIERDA eso lo dijo en su estado post sexo (igual q pasa con los hombres despues de eyacular, dicen q se arrepienten y q nunca mas lo harán, pero es mentira, siempre lo harán de nuevo), si de verdad lamentara lo q te hizo, ella hubiese parado y respetado las reglas, y tu mismo viste como ya lo tenia planeado.... te mando mucha fuerza compadre ✌🏽
Esa mujer no sirve para nada, hazla tu esclava sexual e inicia una nueva vida sentimental con la otra, ya verás como le cobras todo
Nunca soy de comentar nada en estas páginas pero tu relato realmente me llegó a lo profundo del corazón . Este tipo de situaciones deben de ser 100% consensuada por ambas partes. Lo único que te puedo decir es NO VUELVAS CON ELLA.
viejo una cosa es hacer algo asi y otra es q la piba era alta puta viejo usted siga normal parce se q no es facil pero creame q volver a lo mismo no vale consigase alguien seria y q respete su palabra

fuerza hermano
No tengo manera suave de decirlo bro...."TU EX ES UNA PUTONA DE CAMPEONATO" . Ese tipo de experiencias deben ser consensuadas y si es cierto que tú lo consentiste, ella se pasó un pueblo. Mi consejo, sigue con tu vida y olvida a la zorra. PD: Buen relato
Si el relato es cierto, no deberias hacerle eso a tu compañera d piso, yo me haria el duro y haria como si nada con Nicole, le pegsria una follada guarra como le dio ese cabron, sin respeto, usandola y todo lo q se te ocurra
Despues empezaria una relacion sana y con respeto con tu compañera d piso, esa seria la mejor forma d vengarse. No uses a tu compi, usa a Nicole