LUTAR SEM ARMAS
Cabelos longos até a cintura, lisos, castanhos, lindos olhos negros de olhar pecaminoso, rosto de anjo, mais próprio de uma menina do que de uma mulher, nariz pequeno onde uns elegantes óculos de aumento faziam equilíbrio, seus lábios a fruta proibida, centenas de sardas sexy povoando suas bochechas, peitos pequenos mas perfeitos, cinturinha de modelo e quadris largos, uma bunda empinada e pernas torneadas à mão, baixinha, como veneno em frasco pequeno. Era daquelas minas que todo cara viraria pra olhar quando passasse e todo homem casado poderia ter tido um problema com a esposa só por mirar ela.
Essa foi a impressão que tive ao conhecer por acaso a Rocío, naqueles dias eu já tinha uma loja de roupas femininas, roupa formal, informal, lingerie, de tudo um pouco.
Eu tava namorando uma garota já fazia um tempo, tava chegando o dia dos namorados e o destino me levou até o negócio dela, só queria dar um conjunto sexy de roupa íntima de presente e foi a hora de bater um papo com a Rocío, sempre dissemos que foi amor à primeira vista e o fato de estar vendo com ela peças íntimas femininas delicadas deixou a conversa meio sensual.
Entre sorrisos e olhares cúmplices, convidei ela pra sair e uma coisa levou à outra.
O curioso foi que nosso primeiro ano juntos foi um relacionamento clandestino, ela também tinha um namoradinho quando a conheci e a gente se encontrava meio escondido, pelas costas dos nossos respectivos parceiros. Em algum ponto foi uma relação de amor e ódio, a insegurança não deixava a gente cortar nossos laços anteriores, e do mesmo jeito que eu reclamava e me irritava saber que ela tava transando com outro cara e não me acostumava a imaginá-la pelada com outro, ela também não gostava nada que eu estivesse ao mesmo tempo com outra mulher e obviamente exigia que eu fosse só dela.
O tempo fez o dele, terminei com minha namorada de comum acordo, o nosso não rolava, e poucas semanas depois ela O namorado descobriu que ela tava me dando uns pegas, e aí eles terminaram também.
Caminho livre, sem mais obstáculos, oficializamos nossa relação. Apresentei ela pros meus pais, e a Rocío parecia ser aquela mina que todo cara quer levar pra casa e falar: ‘essa é a pessoa que escolhi pra dividir a vida’, torcendo pra ser aceita como mais uma filha.
Com o tempo, casamos. Tudo era perfeito no começo, mas uns dois anos depois veio o primeiro desentendimento: peguei ela me traindo, justamente com o mesmo namoradinho que eu tinha roubado dela. Onde houve fogo, cinzas sempre sobram…
Rocío ensaiou um monte de desculpas, típicas de mulher, com lágrimas nos olhos, se fazendo de vítima: ‘tô confusa’, ela disse.
Nos afastamos, deixamos o mundo girar e o tempo curou as feridas. Esquecemos o passado e demos uma segunda chance.
Ela tava chegando nos trinta quando engravidou. Nasceu a pequena Rocío, que traria ares novos e frescos pra relação. Mas a Rocío não parecia muito feliz no papel de mãe — coisa rara numa mulher — e muitas vezes era eu quem fazia o papel de pai e mãe ao mesmo tempo.
Hoje me pergunto se dediquei tempo e esforço demais pra minha filha pequena. Fico na dúvida se minha esposa, em algum ponto, se sentiu desprotegida, sozinha, deixada de lado. Mas eu via minha menina tão frágil que só conseguia pensar nela.
Quase um ano atrás, a pequena Rocío fez cinco anos. E nessa época já dava pra sentir a relação tensa, distante. Minha esposa não parecia feliz ao meu lado, nem com a filha, nem com a família que estávamos formando. Ela tava triste, ausente, presa nos próprios pensamentos, e só recebia silêncio quando eu perguntava alguma coisa. Nossos encontros sexuais diminuíram muito, e não porque eu não quisesse — ela sempre tinha uma desculpa. Mais de uma vez até interrompia o jogo no meio do caminho, do nada, sem explicação, sem palavras…
Comecei a suspeitar que tinha um terceiro na jogada. discórdia, de novo, talvez aquele namoradinho, já tinha feito isso uma vez, ou quem sabe alguma que a conquistou na loja dela, assim como eu fiz uma vez…
Uns meses atrás ela se abriu comigo, depois de uma pressão danada da minha parte, após o jantar, quando a pequena Rocío já tinha dormido, sentamos cara a cara, café no meio…
Bom… é hora de ser sincero com você, mesmo que me dê um pouco de vergonha, não sei o que vai pensar de mim…
Vamos, estou ouvindo, não deve ser tão grave assim, embora eu imagine…
Não… acredite, você não imagina…
Vai, mulher, me deixou curioso
Uma vez te falei da Samanta, uma das minhas tantas clientes da loja, lembra?
Sim… – respondi baixinho, nunca prestava muita atenção na Rocío quando ela contava aquelas histórias chatas do trabalho. –
Samanta é uma das minhas melhores clientes, sempre me pareceu uma garota especial, ela é muito gostosa, sabe? Conheço ela há um tempinho da loja.
Ela tem um jeito muito doido de ser, de tratar, sempre me falava coisas tipo ‘oi, meu amor’, ou ‘como você está linda’, ou ‘bom dia, bebê’, palavras que eu sempre levava na esportiva, achando que era assim com todo mundo, uma garota bem simples e extrovertida, sabe?
Rocío foi servir mais cafés e até ali eu não entendia por que ela tava falando dessa garota, tava confuso, esperando que ela mencionasse outro homem que com certeza não demoraria a aparecer na conversa.
Ela voltou, sentou, e continuou contando
Com o tempo, passei a gostar dela e nossas conversas esporádicas foram além do mero papo de compras, ela comprava roupas pra sair e às vezes me contava alguns detalhes dos rolês, mas tudo mudaria entre a gente, isso aconteceu há um tempo já…
Minha esposa fez uma pausa, encheu os pulmões de ar e soltou com força, como se criasse coragem pra continuar
Não sei como aconteceu, naquela tarde faltava só meia hora pra fechar quando ela chegou, parecia meio apressada e ansiosa, me disse que tinha um jantar importante e que queria ir um pouco chamativa, ajudei ela com algumas sugestões e, entre as duas, escolhemos cinco ou seis vestidos. Ela foi com tudo pro provador e eu me desliguei dela porque tinha mais gente que eu tava atendendo na loja. Samanta experimentou um vestido e saiu do provador pra eu olhar e dar minha opinião, mas como eu tava ocupada, não consegui dar toda atenção. Ela repetiu a mesma coisa com o segundo, e com o terceiro.
Olhei o relógio, já tinham passado dez minutos da hora de fechar e, como só restava ela, baixei as persianas pra ir encerrando o dia. Samanta, ao ouvir o barulho, apareceu se desculpando, porque já era tarde e por culpa dela eu tava me atrasando. Deixei bem claro pra ela escolher com calma, que não tinha pressa, era uma das minhas melhores clientes…
Rocío contava um tanto excitada e, enquanto eu ouvia as palavras dela, vieram à minha mente fantasias recorrentes típicas dos homens: minha esposa, Samanta e eu, os três na cama. Ela pareceu adivinhar meus pensamentos e perguntou na lata.
O que você está pensando?
Nada, nada – só respondi, me sentindo pego na minha intimidade, como se ela lesse minha mente.
Continuo então… Samanta não parecia se decidir, então procurei mais alguns modelos pra oferecer a ela. Um barulho interno, um pressentimento feminino talvez, me dizia que tinha algo a mais nessa confusão, tipo, senti um frio na barriga.
Encontrei entre vários um vestido preto pequeno, de decote amplo e bem curtinho, de lycra justa, com um zíper na lateral, mais próprio de uma mocinha adolescente do que de uma mulher que já passou dos trinta. Mesmo assim, entreguei pra ela como opção.
Nesse ponto, eu já começava a imaginar como a história continuaria, e sentia uma excitação incontrolável pelo que viria.
Quando Samanta saiu do provador, como fazia com cada vestido que eu oferecia, fiquei besta olhando pra ela. Os peitões dela pareciam pular pra fora do decote, e a lycra grudava perfeitamente na silhueta dela. Era curto demais, destacando a bunda generosa e as pernas longas e torneadas. Ela tentava puxar o vestido pra baixo porque subia onde começa o bumbum, mas ao fazer isso corria o risco de mostrar os peitos. Era a história do cobertor curto: ou cobria um lado ou cobria o outro. Ela balançou a cabeça, assumindo que não era pra ela. Talvez não percebesse que naquele momento eu sentia uma coceira perigosa no corpo, fruto da situação.
Então ela tentou abaixar o zíper debaixo de um dos braços pra tirar o vestido, e como parecia ter travado, me pediu ajuda com medo de rasgar.
Eu queria falar, mas só tentei não interromper e imaginava a cena quadro a quadro enquanto minha esposa narrava.
Quando me aproximei dela, sabia que estava chegando perto de um abismo. Samanta tinha um perfume doce que me encantava, uma fragrância deliciosa, própria da elegância dela. Abaixei o zíper com o coração batendo forte, minhas mãos suando. Transpiradas, ela girou e, com desenvoltura, tirou só a peça a centímetros de onde eu estava. Te conto, ela é alta, bom, qualquer pessoa é alta pra mim, então os peitos dela ficaram quase na altura dos meus olhos, fiquei hipnotizada, sem saber o que fazer, eles me pareceram tão lindos…
Me afastei por instinto, meio assustada, com medo do desconhecido, minha buceta tava febril e molhada, Samanta só tinha uma calcinha fio-dental, que ela tirou diante do meu olhar perplexo, se despindo completamente, só sentou de lado sem perder contato visual direto comigo, abriu as pernas e começou a se masturbar.
Com uma mão, acariciava docemente os peitos, com a outra, em círculos pequenos e constantes, a buceta dela, devagar, de vez em quando enfiava uns dedos no buraco, percebi que tudo aquilo era pra me provocar…
E aí? – interrompi ansioso, já sem conseguir me segurar
Aí ela me disse pra chegar perto, pra não ter medo e que ela tinha um sexto sentido, que conhecia as mulheres da laia dela só de olhar. Achei estranho, mas como se alguém me empurrasse, fui ao encontro dela, passo a passo, entre as pernas abertas dela, me ajoelhei rendida, entregue, Samanta me abraçou e me deu um beijo doce na boca, depois enfiou a língua procurando a minha, percebi que tava perdida, que não tinha volta, nos beijamos com loucura, acariciando nossos cabelos, levei minhas mãos aos peitos dela e acariciei, eram tão macios, tão ternos, em silêncio desci e comecei a lamber eles, a pele rugosa dos mamilos, enquanto ela se dedicava a despir ao mesmo tempo meu torso.
E você gostava?
Adorava, parecia super normal, tipo comer, tipo dormir, me levantei um pouco e começamos a brincar peito contra peito, mamilo contra mamilo, doce, simples, perfeito. As duas gemíamos com ternura, voltávamos a nos beijar, tava tão quente, tão molhada, foi aí que ela me pegou pelos ombros e com delicadeza me fez descer devagar. enquanto ela se abria toda de pernas, passei pela barriga dela e ficamos de frente, meu rosto com a buceta regordeta dela, fechei os olhos e comecei a lamber, os lábios dela, o clitóris, o cu, enfiei a língua pra beber os sucos dela, meus dedos como se fosse um pau, tava tão quente e eu via ela tão gostosa que não consegui evitar levar minha mão livre pra minha buceta, me masturbar por cima da roupa enquanto chupava ela.
Foi tudo tão louco, não conseguia acreditar no que tava ouvindo…
Samanta retomou o controle do jogo, me separou do lado dela e fez eu terminar de me despir, depois me fez sentar no lugar dela e abriu minhas pernas por completo, cruzou uma das pernas dela. Então encostou o anel quente dela no meu e começou a se mover num roçar doce, tão perfeito que não dava pra descrever, tava tão molhada por tudo que vivi que foram instantes até eu gozar como nunca tinha gozado na vida, aliás, Samanta ainda não tinha chegado lá e ficou surpresa com minha rapidez, mas não disse nada, zero reclamações, só sentou de novo, me pediu pra lamber os peitos dela de novo enquanto ela se masturbava até o fim…
Nas palavras da minha esposa, na ênfase que ela colocava ao contar, no brilho dos olhos dela, percebi que minha fantasia a três era só minha fantasia de homem, que nunca se encaixaria no mundo feminino dela e que ela tinha bem claro o relacionamento dela comigo de um lado e o relacionamento dela com ela de outro. Percebi que a natureza no meu caráter de macho me desenvolveu pra competir com outros machos por uma mulher, tipo aquele namoradinho que ela tinha, que um dia eu roubei dela e que uma vez quase me roubou, mas isso era diferente, como lutar contra uma mulher, não dava pra lutar em desvantagem, naquele momento minha garganta fechou e entendi que não podia lutar sem armas.
Rocío terminou a história me contando que fazia um tempo que essa semente tinha germinado e ela tinha um novo romance pelas minhas costas, me ela explicou que precisava de tempo e queria se redescobrir como mulher, quais eram seus verdadeiros sentimentos e decidir que caminho seguir.
As coisas se precipitaram mais rápido do que o desejado. Depois que a situação foi esclarecida, uma tarde Rocío me apresentou a mulher dela. Foram essas as palavras dela, e até hoje ainda soa estranho pra mim. Ela era realmente linda, e eu xinguei baixinho: como diabos podia ser que duas gostosas tão lindas fossem... o que eram.
Elas me contaram que tinham decidido viajar um par de semanas para a Europa, como namoradas, para clarear a mente e decidir sobre o futuro. Mas até hoje já fazem dois meses que não tenho notícias dela, da minha mulher lésbica e da namorada dela. Ela bloqueia cada mensagem, cada e-mail, cada WhatsApp que eu mando. Parece que sou um incômodo. E não me incomoda que ela não pense mais em mim, porque eu consigo entender. Mas será que ela não lembra que deixou uma criança, a pequena Rocío, que a cada minuto pergunta pela mãe?
Gostaria de saber sua opinião sobre esse relato. Escreva-me com o título 'LUTAR SEM ARMAS' para dulces.placeres@live.com
Cabelos longos até a cintura, lisos, castanhos, lindos olhos negros de olhar pecaminoso, rosto de anjo, mais próprio de uma menina do que de uma mulher, nariz pequeno onde uns elegantes óculos de aumento faziam equilíbrio, seus lábios a fruta proibida, centenas de sardas sexy povoando suas bochechas, peitos pequenos mas perfeitos, cinturinha de modelo e quadris largos, uma bunda empinada e pernas torneadas à mão, baixinha, como veneno em frasco pequeno. Era daquelas minas que todo cara viraria pra olhar quando passasse e todo homem casado poderia ter tido um problema com a esposa só por mirar ela.
Essa foi a impressão que tive ao conhecer por acaso a Rocío, naqueles dias eu já tinha uma loja de roupas femininas, roupa formal, informal, lingerie, de tudo um pouco.
Eu tava namorando uma garota já fazia um tempo, tava chegando o dia dos namorados e o destino me levou até o negócio dela, só queria dar um conjunto sexy de roupa íntima de presente e foi a hora de bater um papo com a Rocío, sempre dissemos que foi amor à primeira vista e o fato de estar vendo com ela peças íntimas femininas delicadas deixou a conversa meio sensual.
Entre sorrisos e olhares cúmplices, convidei ela pra sair e uma coisa levou à outra.
O curioso foi que nosso primeiro ano juntos foi um relacionamento clandestino, ela também tinha um namoradinho quando a conheci e a gente se encontrava meio escondido, pelas costas dos nossos respectivos parceiros. Em algum ponto foi uma relação de amor e ódio, a insegurança não deixava a gente cortar nossos laços anteriores, e do mesmo jeito que eu reclamava e me irritava saber que ela tava transando com outro cara e não me acostumava a imaginá-la pelada com outro, ela também não gostava nada que eu estivesse ao mesmo tempo com outra mulher e obviamente exigia que eu fosse só dela.
O tempo fez o dele, terminei com minha namorada de comum acordo, o nosso não rolava, e poucas semanas depois ela O namorado descobriu que ela tava me dando uns pegas, e aí eles terminaram também.
Caminho livre, sem mais obstáculos, oficializamos nossa relação. Apresentei ela pros meus pais, e a Rocío parecia ser aquela mina que todo cara quer levar pra casa e falar: ‘essa é a pessoa que escolhi pra dividir a vida’, torcendo pra ser aceita como mais uma filha.
Com o tempo, casamos. Tudo era perfeito no começo, mas uns dois anos depois veio o primeiro desentendimento: peguei ela me traindo, justamente com o mesmo namoradinho que eu tinha roubado dela. Onde houve fogo, cinzas sempre sobram…
Rocío ensaiou um monte de desculpas, típicas de mulher, com lágrimas nos olhos, se fazendo de vítima: ‘tô confusa’, ela disse.
Nos afastamos, deixamos o mundo girar e o tempo curou as feridas. Esquecemos o passado e demos uma segunda chance.
Ela tava chegando nos trinta quando engravidou. Nasceu a pequena Rocío, que traria ares novos e frescos pra relação. Mas a Rocío não parecia muito feliz no papel de mãe — coisa rara numa mulher — e muitas vezes era eu quem fazia o papel de pai e mãe ao mesmo tempo.
Hoje me pergunto se dediquei tempo e esforço demais pra minha filha pequena. Fico na dúvida se minha esposa, em algum ponto, se sentiu desprotegida, sozinha, deixada de lado. Mas eu via minha menina tão frágil que só conseguia pensar nela.
Quase um ano atrás, a pequena Rocío fez cinco anos. E nessa época já dava pra sentir a relação tensa, distante. Minha esposa não parecia feliz ao meu lado, nem com a filha, nem com a família que estávamos formando. Ela tava triste, ausente, presa nos próprios pensamentos, e só recebia silêncio quando eu perguntava alguma coisa. Nossos encontros sexuais diminuíram muito, e não porque eu não quisesse — ela sempre tinha uma desculpa. Mais de uma vez até interrompia o jogo no meio do caminho, do nada, sem explicação, sem palavras…
Comecei a suspeitar que tinha um terceiro na jogada. discórdia, de novo, talvez aquele namoradinho, já tinha feito isso uma vez, ou quem sabe alguma que a conquistou na loja dela, assim como eu fiz uma vez…
Uns meses atrás ela se abriu comigo, depois de uma pressão danada da minha parte, após o jantar, quando a pequena Rocío já tinha dormido, sentamos cara a cara, café no meio…
Bom… é hora de ser sincero com você, mesmo que me dê um pouco de vergonha, não sei o que vai pensar de mim…
Vamos, estou ouvindo, não deve ser tão grave assim, embora eu imagine…
Não… acredite, você não imagina…
Vai, mulher, me deixou curioso
Uma vez te falei da Samanta, uma das minhas tantas clientes da loja, lembra?
Sim… – respondi baixinho, nunca prestava muita atenção na Rocío quando ela contava aquelas histórias chatas do trabalho. –
Samanta é uma das minhas melhores clientes, sempre me pareceu uma garota especial, ela é muito gostosa, sabe? Conheço ela há um tempinho da loja.
Ela tem um jeito muito doido de ser, de tratar, sempre me falava coisas tipo ‘oi, meu amor’, ou ‘como você está linda’, ou ‘bom dia, bebê’, palavras que eu sempre levava na esportiva, achando que era assim com todo mundo, uma garota bem simples e extrovertida, sabe?
Rocío foi servir mais cafés e até ali eu não entendia por que ela tava falando dessa garota, tava confuso, esperando que ela mencionasse outro homem que com certeza não demoraria a aparecer na conversa.
Ela voltou, sentou, e continuou contando
Com o tempo, passei a gostar dela e nossas conversas esporádicas foram além do mero papo de compras, ela comprava roupas pra sair e às vezes me contava alguns detalhes dos rolês, mas tudo mudaria entre a gente, isso aconteceu há um tempo já…
Minha esposa fez uma pausa, encheu os pulmões de ar e soltou com força, como se criasse coragem pra continuar
Não sei como aconteceu, naquela tarde faltava só meia hora pra fechar quando ela chegou, parecia meio apressada e ansiosa, me disse que tinha um jantar importante e que queria ir um pouco chamativa, ajudei ela com algumas sugestões e, entre as duas, escolhemos cinco ou seis vestidos. Ela foi com tudo pro provador e eu me desliguei dela porque tinha mais gente que eu tava atendendo na loja. Samanta experimentou um vestido e saiu do provador pra eu olhar e dar minha opinião, mas como eu tava ocupada, não consegui dar toda atenção. Ela repetiu a mesma coisa com o segundo, e com o terceiro.
Olhei o relógio, já tinham passado dez minutos da hora de fechar e, como só restava ela, baixei as persianas pra ir encerrando o dia. Samanta, ao ouvir o barulho, apareceu se desculpando, porque já era tarde e por culpa dela eu tava me atrasando. Deixei bem claro pra ela escolher com calma, que não tinha pressa, era uma das minhas melhores clientes…
Rocío contava um tanto excitada e, enquanto eu ouvia as palavras dela, vieram à minha mente fantasias recorrentes típicas dos homens: minha esposa, Samanta e eu, os três na cama. Ela pareceu adivinhar meus pensamentos e perguntou na lata.
O que você está pensando?Nada, nada – só respondi, me sentindo pego na minha intimidade, como se ela lesse minha mente.
Continuo então… Samanta não parecia se decidir, então procurei mais alguns modelos pra oferecer a ela. Um barulho interno, um pressentimento feminino talvez, me dizia que tinha algo a mais nessa confusão, tipo, senti um frio na barriga.
Encontrei entre vários um vestido preto pequeno, de decote amplo e bem curtinho, de lycra justa, com um zíper na lateral, mais próprio de uma mocinha adolescente do que de uma mulher que já passou dos trinta. Mesmo assim, entreguei pra ela como opção.
Nesse ponto, eu já começava a imaginar como a história continuaria, e sentia uma excitação incontrolável pelo que viria.
Quando Samanta saiu do provador, como fazia com cada vestido que eu oferecia, fiquei besta olhando pra ela. Os peitões dela pareciam pular pra fora do decote, e a lycra grudava perfeitamente na silhueta dela. Era curto demais, destacando a bunda generosa e as pernas longas e torneadas. Ela tentava puxar o vestido pra baixo porque subia onde começa o bumbum, mas ao fazer isso corria o risco de mostrar os peitos. Era a história do cobertor curto: ou cobria um lado ou cobria o outro. Ela balançou a cabeça, assumindo que não era pra ela. Talvez não percebesse que naquele momento eu sentia uma coceira perigosa no corpo, fruto da situação.
Então ela tentou abaixar o zíper debaixo de um dos braços pra tirar o vestido, e como parecia ter travado, me pediu ajuda com medo de rasgar.
Eu queria falar, mas só tentei não interromper e imaginava a cena quadro a quadro enquanto minha esposa narrava.
Quando me aproximei dela, sabia que estava chegando perto de um abismo. Samanta tinha um perfume doce que me encantava, uma fragrância deliciosa, própria da elegância dela. Abaixei o zíper com o coração batendo forte, minhas mãos suando. Transpiradas, ela girou e, com desenvoltura, tirou só a peça a centímetros de onde eu estava. Te conto, ela é alta, bom, qualquer pessoa é alta pra mim, então os peitos dela ficaram quase na altura dos meus olhos, fiquei hipnotizada, sem saber o que fazer, eles me pareceram tão lindos…
Me afastei por instinto, meio assustada, com medo do desconhecido, minha buceta tava febril e molhada, Samanta só tinha uma calcinha fio-dental, que ela tirou diante do meu olhar perplexo, se despindo completamente, só sentou de lado sem perder contato visual direto comigo, abriu as pernas e começou a se masturbar.
Com uma mão, acariciava docemente os peitos, com a outra, em círculos pequenos e constantes, a buceta dela, devagar, de vez em quando enfiava uns dedos no buraco, percebi que tudo aquilo era pra me provocar…
E aí? – interrompi ansioso, já sem conseguir me segurar
Aí ela me disse pra chegar perto, pra não ter medo e que ela tinha um sexto sentido, que conhecia as mulheres da laia dela só de olhar. Achei estranho, mas como se alguém me empurrasse, fui ao encontro dela, passo a passo, entre as pernas abertas dela, me ajoelhei rendida, entregue, Samanta me abraçou e me deu um beijo doce na boca, depois enfiou a língua procurando a minha, percebi que tava perdida, que não tinha volta, nos beijamos com loucura, acariciando nossos cabelos, levei minhas mãos aos peitos dela e acariciei, eram tão macios, tão ternos, em silêncio desci e comecei a lamber eles, a pele rugosa dos mamilos, enquanto ela se dedicava a despir ao mesmo tempo meu torso.
E você gostava?
Adorava, parecia super normal, tipo comer, tipo dormir, me levantei um pouco e começamos a brincar peito contra peito, mamilo contra mamilo, doce, simples, perfeito. As duas gemíamos com ternura, voltávamos a nos beijar, tava tão quente, tão molhada, foi aí que ela me pegou pelos ombros e com delicadeza me fez descer devagar. enquanto ela se abria toda de pernas, passei pela barriga dela e ficamos de frente, meu rosto com a buceta regordeta dela, fechei os olhos e comecei a lamber, os lábios dela, o clitóris, o cu, enfiei a língua pra beber os sucos dela, meus dedos como se fosse um pau, tava tão quente e eu via ela tão gostosa que não consegui evitar levar minha mão livre pra minha buceta, me masturbar por cima da roupa enquanto chupava ela.
Foi tudo tão louco, não conseguia acreditar no que tava ouvindo…
Samanta retomou o controle do jogo, me separou do lado dela e fez eu terminar de me despir, depois me fez sentar no lugar dela e abriu minhas pernas por completo, cruzou uma das pernas dela. Então encostou o anel quente dela no meu e começou a se mover num roçar doce, tão perfeito que não dava pra descrever, tava tão molhada por tudo que vivi que foram instantes até eu gozar como nunca tinha gozado na vida, aliás, Samanta ainda não tinha chegado lá e ficou surpresa com minha rapidez, mas não disse nada, zero reclamações, só sentou de novo, me pediu pra lamber os peitos dela de novo enquanto ela se masturbava até o fim…
Nas palavras da minha esposa, na ênfase que ela colocava ao contar, no brilho dos olhos dela, percebi que minha fantasia a três era só minha fantasia de homem, que nunca se encaixaria no mundo feminino dela e que ela tinha bem claro o relacionamento dela comigo de um lado e o relacionamento dela com ela de outro. Percebi que a natureza no meu caráter de macho me desenvolveu pra competir com outros machos por uma mulher, tipo aquele namoradinho que ela tinha, que um dia eu roubei dela e que uma vez quase me roubou, mas isso era diferente, como lutar contra uma mulher, não dava pra lutar em desvantagem, naquele momento minha garganta fechou e entendi que não podia lutar sem armas.
Rocío terminou a história me contando que fazia um tempo que essa semente tinha germinado e ela tinha um novo romance pelas minhas costas, me ela explicou que precisava de tempo e queria se redescobrir como mulher, quais eram seus verdadeiros sentimentos e decidir que caminho seguir.
As coisas se precipitaram mais rápido do que o desejado. Depois que a situação foi esclarecida, uma tarde Rocío me apresentou a mulher dela. Foram essas as palavras dela, e até hoje ainda soa estranho pra mim. Ela era realmente linda, e eu xinguei baixinho: como diabos podia ser que duas gostosas tão lindas fossem... o que eram.
Elas me contaram que tinham decidido viajar um par de semanas para a Europa, como namoradas, para clarear a mente e decidir sobre o futuro. Mas até hoje já fazem dois meses que não tenho notícias dela, da minha mulher lésbica e da namorada dela. Ela bloqueia cada mensagem, cada e-mail, cada WhatsApp que eu mando. Parece que sou um incômodo. E não me incomoda que ela não pense mais em mim, porque eu consigo entender. Mas será que ela não lembra que deixou uma criança, a pequena Rocío, que a cada minuto pergunta pela mãe?
Gostaria de saber sua opinião sobre esse relato. Escreva-me com o título 'LUTAR SEM ARMAS' para dulces.placeres@live.com
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