Ana, minha filha
Mal tinha fechado os olhos a noite toda. Nunca nos meus trinta e oito, quase trinta e nove anos, tinha vivido tão intensamente como nos últimos dias.A ansiedade que a proposta do Mauro me causava não me deixava dormir. Além do desconforto de estarmos os três numa cama de casal normal. A luz fraca do amanhecer entrava pela janela quando me deixei levar pelo sono e acabei pegando no sono.Um movimento, um carinho, um beijo nas minhas costas me acordou. O sol já entrava a jorros pelo fecho da varanda que ligava o quarto à sala. Mauro se levantou com cuidado pra não acordar a Ana; me olhou, sorriu, me mandou um beijo e saiu do quarto.Virei para o outro lado, de frente pra Ana; ela dormia tranquilamente. Sonhava. Os olhos dela se mexiam nas órbitas; um fiozinho de saliva escorria dos lábios e terminava no travesseiro. Não sei como seria pros outros… Pra mim, ela era linda demais… Tinha dormido a noite inteira abraçada no futuro marido; vi marcado no lado dela, sobre o peito, a mão dele, de tanto tempo que ficou ali. Meus pensamentos me levavam a perguntar: Será que ele vai fazer ela feliz? Será que a gente tá tomando a decisão certa? E se a minha menina acabar sofrendo uma decepção? Isso ia afundar ela ainda mais…Mauro apareceu, ainda nu, pela porta e uma contração fez minha buceta latejante ficar molhada na hora. Tão charmoso, tão lindo; tão jovem… Será que ele estava realmente apaixonado pela Ana? E por mim? O que ele sentia por nós? E eu… O que eu realmente sentia por ele? Era só sexo, atração física?Cassino, eu percebi. Ele se aproximou do meu lado, contornando a cama; me virei para ficar de barriga pra cima e continuar admirando ele. Ajoelhado no chão, ele se inclinou e me beijou os lábios. Uma sensação de tontura gostosa me invadiu. A mão dele roçou de leve no meu peito; fechei os olhos e me deixei levar.Ele foi descendo, beijando meu pescoço e os peitos até o umbigo… Os dedos dele na minha buceta teciam filigranas amorosas que me levavam ao céu… Ele sabia exatamente onde pressionar, onde acariciar, onde beijar, pra, em menos de um minuto, arrancar um delicioso orgasmo que percorreu todo o meu corpo; que me fez encolher e virar, adotando a posição fetal. Com as coxas tremendo, mas não de frio; de prazer.Na minha frente, Ana me olhava com um sorriso delicioso. Ela se aproximou, sua mão pegou a minha; a outra mão afastou uma mecha de cabelo da minha testa e me beijou.Os beijos de Mauro eram doces, mas os de Ana eram ainda mais. Porém diferentes. O amor que me ligava à minha filha não era comparável ao que sentia por Mauro. Com ele era o sexo quem mandava, com Ana era um amor difícil de descrever e de entender pra quem não tem filhos. Pra quem nunca experimentou isso.—Vamos, seus vagabundos! Ainda temos muito o que preparar e organizar. —Disse Mauro, dando um tapa na minha bunda e se levantando.—Bom dia, mãe. Já começou o dia bem, hein? —O sorriso safado da minha filha me fez sentir um pouco de vergonha. A voz doce dela me hipnotizava.—Bom dia, meu amor. Dormiu bem? —Perguntei, já sabendo de antemão a resposta dela.—Melhor do que nunca, mãe. E você, Mauro?— Como é que alguém consegue dormir entre duas huris do paraíso? Maravilhosamente! Mas vamos! Hoje nos espera um dia bem agitado! Vamos… pra cima!Nós levantamos. Ana foi pra cozinha preparar o café da manhã. Eu, com a ajuda do Mauro, comecei a separar as roupas que pudéssemos precisar. Tive que subir com o Mauro até o andar dos meus pais pra pegar duas malas antigas, grandes e resistentes. O Mauro pegou uma cadeira pra tirá-las do sótão do armário embutido do quarto principal, que agora estava quase vazio.Yolo segurava os joelhos abraçada, encostei meu rosto na sua hombridade e senti como ela crescia com o contato. Sentia o calor dela, as nádegas se contraíram.Eu devia estar louca, mas não consegui evitar a vontade de abrir o zíper dele e tirar aquele membro precioso do seu esconderijo, acariciá-lo, beijá-lo e engoli-lo… até onde deu.—Adela, por favor, não me faça isso! Porra, que gostoso é quando você me chupa!Continuei; chupei e bati punheta com a mão até fazer ele chegar no clímax, gozando no fundo da minha garganta. Tossi, lacrimejei e engoli tudo que consegui e mais se tivesse tido.Lembrei que chupei o pau do meu marido uma ou duas vezes, no começo, antes de engravidar. Depois recusei. Me dava nojo e nunca mais fiz. E pra esse cara, que eu mal conhecia, não só chupava o pau dele, como engolia tudo e ainda curtia fazer aquilo. Que estranha era a vida! Ou a estranha era eu?Quase caiu da cadeira, tive que segurá-lo e ele se agarrou na moldura do armário.—Mas que safada você é, Adelita! Queria me matar? —Disse com os olhos semicerrados e um sorriso nos lábios.Arrumei as malas e desci da cadeira; coloquei elas no chão e, quando me virei, ela me abraçou e me beijou como se fosse a primeira vez.Ele me empurrou sobre o estrado, sem colchão, da cama dos meus pais. Ele ainda tinha o pau pra fora da calça. Tava meio mole por causa da gozada recente. Levantou meu vestido até a cintura, baixou minha calcinha fio dental até os tornozelos, abriu meus joelhos e me penetrou. Minha buceta tava mais que lubrificada. Nessa altura, o pau dele já tinha ficado bem duro.Foi algo estranho. O pau dele entrava e saía da minha buceta, fazendo eu sentir umas descargas elétricas no ventre. Não aguentei muito. Em poucas estocadas, ele fez eu gozar que nem uma louca. Segurei um grito que queria sair da minha garganta. Num dos movimentos involuntários, abri minhas pernas, a calcinha fio-dental arrebentou e voou longe. O prazer era brutal. Minhas coxas se abriram totalmente, meus braços no pescoço dele. Ele me beijou com ternura.—Adoro ver você gozar. Sentir as contrações do seu corpo, como suas pernas tremem. Como você bate na minha bunda com os pés, marcando o ritmo que te deixa louca. Gosto da sua cara de prazer e de como você beija naquele momento, um instante depois do clímax. Sua boca é doce, seus lábios macios e suaves… —As palavras dele, o jeito de dizê-las, me hipnotizavam, me excitavam, sentia meu ventre queimar de novo… O que estava acontecendo comigo por causa desse cara?! Mal me tocava e eu já pegava fogo como uma tocha…!—Vamos, Mauro, a Ana tá nos esperando —Eu tinha que parar aquela loucura.Anatenía deixou a mesa posta com ovos fritos, tiras de presunto, torradas, café e buceta. Quando entramos, ela nos olhou.—Vocês já deram uma trepada! Dá pra perceber de longe! Sem mim!… —Fez biquinho— Eu aqui feito uma escrava preparando o café da manhã e vocês… Transando, porque vocês estavam transando, né?! —Parecia estar brava.Pérola conhecia bem e sabia que era teatro. Mesmo assim, Mauro se assustou. Parecia um garoto quando é pego numa mentira. Ele me olhou; achei graça e sorri. Ana também sorriu e nosso amante se acalmou.—Podem fazer quando quiserem, mas, por favor, não me esqueçam… — Disse Ana fazendo biquinho de menina emburrada.Nós rimos. Mauro abraçou ela, acariciou o cabelo dela…—Você está sempre presente nos meus pensamentos… Desde que te conheci. Não posso dizer que é a única que faz meu coração vibrar, mas… — Ele me olhou, e eu me senti lisonjeada.—Vem comer! —Interrompi o discurso do garoto pra ele não falar alguma coisa…Inconveniente.Nós nos sentamos e, num piscar de olhos, demos conta das comidas.A preparação da viagem não durou muito. Mauro dizia que a roupa ou as coisas que a gente precisasse ele compraria em Valência. Enquanto Ana tomava banho, Mauro me levou para um canto da sala. Longe do corredor que ligava os quartos e os banheiros.—Adela, não sei como a Ana vai reagir na rua. Como eu já sabia disso, tomei a liberdade de pedir pra um médico amigo algo pra ansiedade e ele me deu isso. São uns comprimidos de benzodiazepina que vão deixar ela sonolenta, pra não dar um treco na rua. O que você acha?—O que é que eu vou achar…? Você tem tudo sob controle… Mas vamos tentar fazer com que ela supere isso por conta própria. Só vai tomar o remédio se for realmente necessário. Acho que o melhor comprimido que ela pode tomar é você.—Eu... como?—Querendo ela, Mauro. O amor pode fazer milagres… E hoje pode ser o dia da cura milagrosa da Ana. Você não vê que ela tá doidinha por você? Você é o melhor remédio dela.Ficou na dúvida. Depois que terminamos de nos arrumar, o Mauro ligou pro amigo taxista dele. Quinze minutos depois, ele já tava chamando o porteiro. O taxista e o Mauro desceram as malas juntos.O nervosismo da Ana era evidente. Ela tremia igual uma pombinha; estava muito pálida, torcia as mãos. O queixo dela tremia. Abracei ela, beijei a testa dela…—Não tenha medo, meu amor. Você vai com o Mauro, comigo, e a gente não vai deixar nada acontecer com você… Tá tudo bem. Foca em pensar que a gente vai pra outro mundo, onde a gente vai ser mais feliz. Acabaram as lágrimas, os dias trancada e as noites sem dormir. Você vai conhecer uma cidade diferente, linda, e vai ver ela com os olhos do Mauro… Com os do seu amor… — Ele tentava acalmá-la.Mauro chegou, passou o braço pelas costas dela, apertou ela contra o peito e os dois saíram para o patamar do andar, chamaram o elevador. Enquanto eu fechava a porta. Quando me virei, já tinham entrado no cubículo; Mauro fez um sinal com a mão pra eu parar, eles desceriam sozinhos. Fiquei esperando.Quando cheguei no portão, eles já estavam no táxi. Mauro beijava ela nos lábios. Ao abrir a porta pra entrar, Ana me olhou, sorriu…—Posso fazer isso, mãe… Com o Mauro, posso ir até o fim do mundo. —A afirmação dela me convenceu. A gente tinha tomado a decisão certa.De repente, Ana olhou pra trás de mim e soltou um grito de terror, de pânico. Me virei e vi um cara todo esfarrapado, com cara de viciado…—É ele!… É ele! —Gritou… E desmaiou nos braços do Mauro.Já imaginava que isso ia acontecer. Era o porco que enchia o saco dela na escola!Me encantei com ele…—O que você quer, seu filho da puta?! Já não fez merda suficiente?! —Falei toda puta da vida.—O que é que eu fiz, tia? Vai, me dá uma moedinha, tia… Pra um sanduíche… —Era um dos mendigos do bairro.Yolo já tinha visto umas vezes o cara trampando com droga, tava muito doidão. Olhei pra minha filha, que já tava se recuperando.— Ana, olha só o que você tinha tanto medo! Olha ele! É um merda humano! — Me virei pro porco — Sabe que pensei em cortar seu pescoço, seu filho da puta?— E isso por quê, tia? Sendo tão gostosa, cê sabe o que eu faria com você…? — Disse o porco, mostrando a língua de um jeito lascivo.Micólera tava tão puto que peguei ele pela gola da camiseta, puxei e meti uma joelhada na buceta dele. Ele se dobrou igual um galho quebrado. Caindo de joelhos no chão. Tentou se levantar se segurando na porta do táxi.—Sua puta! Vou te matar! —Gritou se contorcendo de dor.Mauro saiu pelo outro lado do táxi, deu a volta, encarou ele e deu um socão na cara que o jogou a dois metros de distância. Não passava ninguém na rua naquele momento.Mauro se agachou, levantou ele e o levou até o táxi.—Tá vendo essa mulher?—Siim, tô vendo ela! O que cê quer! Me larga, filho da puta!—O sangue do nariz escorria pelo queixo dela.— Você lembra dela? Sabe quem é? — Mauro perguntou.Apesar do golpe, o cara não parava de sorrir, com um jeito estranho…—Qual é, cara! Por que eu tenho que conhecer ela?—Porque você foi o culpado de transformar a vida dela num inferno! Porque por causa dela você vai vazar desse bairro e nunca mais voltar! Porque se eu te ver por aqui de novo… eu corto teu pescoço…! —A última frase ele disse colado no ouvido dela.—Fala sério, cara! Já tô indo… mas… quem é essa gostosa? —Apontando pra Ana. Parecia bem doidão.— Sai pra lá, filho da puta!! — Gritou Mauro, exasperado. Dando um chute no rabo dele.O enganchado saiu tropeçando. Entramos no táxi… Ana estava atordoada.— O que aconteceu, mãe? — Perguntou, olhando para um ponto indefinido através do para-brisa.—Acabaram-se os medos, Ana… Aquela pilantra que você viu ali atrás era o que te mantinha presa. Agora você é livre. Já viu que não tinha motivo pra seus medos. No fundo, seu carrasco não passa de um pobre coitado. —Falei, segurando as mãos dela. Minha vingança, o que eu tava planejando, foi pro saco na hora. Não precisava mais procurar o culpado pelas desgraças da minha menina.Ana, sentada entre os dois, apertando minha mão com força, virou a cabecinha pra encontrar os lábios do Mauro… Foi tipo mágica. O rosto dela se iluminou; a partir daquele momento, Ana, mais animada, agia como uma menininha.Ao chegar em Atocha, Ana olhava em volta, toda maravilhada. O jardim, as lojas… Às duas da tarde, pegamos o AVE.
A viagem foi melhor do que eu esperava. Tudo. Era novo pra ela, a estação, o trem… Ela olhava pela janela, extasiada com o que via. A paisagem a deixava na expectativa. Eu me sentia feliz vendo minha filha tão cheia de vida.Nossos lugares estavam ao redor de uma mesa. Numa ponta da unidade. Sentei do lado da janela. Ao meu lado, um banco vazio. Eles, na minha frente, acariciavam as mãos um do outro, se olhavam, se beijavam. De novo uma pontada de inveja no estômago. Mas eu amava os dois. A felicidade deles era a minha… Mesmo tendo que abrir mão dele; pelo amor da minha filha, eu seria capaz de tudo.Mauro abriu a mesa na parte dele e na da Ana, cobrindo as pernas dos dois. As mãos sumiram, imaginei o que tava rolando e fiquei excitado. Mauro tava batendo uma pra minha filha, a carinha de prazer dela, os olhos semicerrados, entregava tudo. Percebi um tremor nela, a boquinha entreaberta… Um suspiro profundo…Não consegui resistir mais e desci a mão até tocar minha bucetinha que estava ardendo. Mauro me olhava fixamente e sorria, sabia o que eu estava fazendo, não parei de olhar pra ele.A galera passava pelo corredor indo pro bar, mas não percebia nada.Olhando fixamente, massageei meus lábios, afastei a calcinha fio dental, acariciei o botãozinho, passei a língua pelos lábios, Mauro concordava com a cabeça. Enfiei dois dedos na fenda, estava bem molhada, com as pontas lubrifiquei o clitóris. Esfreguei e belisquei até sentir a descarga percorrer meu corpo. Minhas pernas se tensionaram e tropecei nas de Ana, que se assustou. Ela abriu os olhos, me olhou e entendeu… Sorriu, a safadinha. Mauro fingia que estava dormindo.Quem me diria há dez dias que eu ia bater uma punheta num trem lotado de passageiros… No que eu tava me transformando? Será que eu era uma ninfomaníaca adormecida e tinha acabado de acordar?A Miniña devia estar cansada das emoções, acabou dormindo com a cabecinha no ombro do Mauro, que de vez em quando virava e dava um beijinho na cabecinha dela.A imagem era enternecedora… Uma lágrima lutava pra sair. Passei minha mão com cuidado pra não borrar o rímel; Mauro abriu os olhos, me olhou e mandou um beijo que eu respondi enquanto fechava os olhos. A viagem foi muito rápida. Em menos de duas horas chegamos no nosso destino. Valência…Um táxi nos deixou perto da casa do Mauro, largamos as malas e demos uma refrescada antes de sair pra comer. O Mauro nos levou no que ele chamava de suas posses. Um hotel no centro da cidade.Ao entrar na recepção, ficamos de boca aberta com a magnificência do prédio, amplo, mobiliado com muito bom gosto em estilo moderno e funcional. Predominando os tons branco, bege, marrom e cinza.Um homem se aproximou de Mauro, curvando-se diante dele, reverenciando-o.—Seu Mauro, bem-vindo, tô preparando a papelada pra você dar uma olhada…—Não se preocupa com isso agora, depois eu vejo. Te apresento minha futura esposa, Ana, e a mãe dela, Adela. Esse é o Gerardo, o diretor do hotel… — Disse Mauro sem mais rodeios.Observei uma reação de surpresa e desgosto, mas ele reagiu se desmanchando em elogios pra gente, só que percebi algo estranho no Gerardo. Por algum motivo, ele me dava má vibração.Maurose tirou ele de cima e nos mostrou o estabelecimento, desde a sala de máquinas até o terraço, onde tinha um restaurante charmoso e um bar de bebidas.Serviram a comida, que era excelente, e demos conta dela, admirando as vistas sobre o leito do Turia, transformado em parques e passeios.Mas também percebia os cochichos entre o pessoal que nos atendia.—Pensem que tudo isso é nosso, e quando digo nosso, quero dizer… Nosso, dos três, bom, também da minha mãe. Embora meu pai a tenha excluído no divórcio, eu vou incluí-la na partilha dos bens. Se vocês concordarem, faremos quatro partes… Gostaria que trabalhassemos juntos. Ainda não tenho certeza de como, mas preciso de vocês. Não confio nos funcionários. Sei que meu pai gostava deles, mas eles não correspondiam. Tem desvios nos balanços… É fácil desviar dinheiro se não tem gente de confiança controlando gastos e receitas… Adela, você era boa na contabilidade da loja, né? — A pergunta me pegou de surpresa.
— Sim, mas acho que as contas de um estabelecimento tão grande devem ser complicadas. Não sei se vou dar conta... — Já quer me botar pra trabalhar?
Sorri por dentro. Pensei com malícia que talvez Mauro tivesse nos trazido porque éramos úteis pra ele. Logo descartei a ideia.—Pode sim, meu amor… Sei que consegue e vai mandar bem. No fim das contas é a mesma coisa, entradas, saídas e saldo… E você, Ana? —Mauro ficou esperando uma resposta.—Eu o quê? — respondeu minha filha— O que você gostaria de fazer? Com o que você gostaria de trabalhar? Não pense que vou deixar você ficar trancada em casa como em Madri… Você já viu que pode sair, andar na rua, só falta se relacionar com as pessoas… — Mauro olhava para Ana com um semblante afável.—Bom… olha, durante anos eu me dediquei às coisas de casa. Limpeza, organização… Eu gostaria de fazer isso aqui. Já vi as camareiras e algumas coisas… acho que dava pra melhorar… mas…—Mas o que foi, minha vida? — Disse Mauro acariciando a bochecha dela.—Tô com medo de voltar a…—Não, Ana! Você não vai recair. A sua mãe e eu estamos do seu lado… Depois da experiência que tivemos com aquele maltrapilho que te assediava… Sabe que isso acabou. Temos uma vida inteira pela frente. Tenho duas mulheres gostosas que amo pra caralho… Pô, já tô ficando… sentimental!—Eu te amo, Mauro…, vou fazer tudo o que você me pedir…, o que você quiser… —Disse Ana com um olhar de devoção, de amor…—O que você quiser…? —Mauro sorria maliciosamente, olhava pra ela e pra mim. Esticou o braço pra pegar minha mão, enquanto com a outra segurava a da Ana.Michochito respondeu com um estremecimento. Pela expressão dele, entendi que com a minha filha tinha acontecido o mesmo.—Bom, vamos mudar de assunto que aqui não é lugar pra ficar… melosos e piegas! —Falei, tentando diminuir a excitação inevitável que o momento nos causava— O que você tá pensando em fazer, Mauro?—Boa pergunta… Temos que planejar o casamento… e não temos muito tempo.— Respondeu.—Mamãe… que medo! —Disse Ana franzindo o narizinho e apertando as sobrancelhas.—Não tenha medo, amor. Já adiantei algumas coisas. Liguei pra minha mãe. Ela chega amanhã. A gente casa daqui a sete dias. Além disso, pensei em fazer a festa aqui, no hotel. Vai ter poucos convidados, vocês podem me dar uma lista dos de vocês. Vamos passar a noite de núpcias aqui, os três juntos…, se vocês toparem. Depois a gente vai pra Ibiza, onde tenho bons amigos, e vamos passar uns dias… até a gente se cansar… E aí… O que acharam do plano? —Mauro estava todo empolgado.Anã não conseguiu segurar uma lágrima e se agarrou ao futuro marido, sugando a boca dele.—Um sonho realizado, meu amor… Meu Deus, como eu te quero! —Respondeu Ana sem parar de beijá-lo.Chegamos a um acordo. Não íamos transar até a noite de núpcias. Achamos que era o mais certo; assim a gente se guardava.
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No dia seguinte, Mauro nos levou até o aeroporto de Manises pra buscar a mãe dele, a Cláudia. Ela chegava por volta das duas da tarde.Estávamos esperando na área de desembarque, o Mauro apontou; ali está ela…Me impressionou. Era uma beleza de mulher… Realmente o nome fazia jus, morena, cabelo na altura dos ombros, quase tão alta quanto o filho; o corpo dela me lembrava a atriz italiana… Claudia… De formas bem definidas, curvas que atraíam o olhar dos homens que passavam por ela; muito gostosa…Meu complexo de inferioridade se acentuou. Mas algo dentro de mim despertou. Eu gostei… Pra caralho.Depois das apresentações, os beijos de praxe, a Claudia pegou a Ana pelos ombros, com cuidado, afastou ela pra olhar… Fez ela girar em torno de si…—Mauro, ela é realmente gostosa, mais do que eu imaginava; parece muito com a mãe dela— Ela me olhou e quase derreti —E pelo jeito que ela te olha… tá doidinha por você. Gostei… —A sentença da mãe do Mauro me agradou. —E você, Adela, também é muito atraente. Acho que vamos nos dar muito bem… nós quatro. Pelo que o Mauro me contou, a relação entre vocês três é muito… muito boa… tô errada? —Claudia falava espanhol perfeitamente.—Mãe, por favor, vamos deixar esse assunto pra depois. O motorista tá nos esperando… —Mauro gaguejou.Siconfusa tava confusa antes, agora tava intrigada. Que assunto? Achei que não queria falar na frente do motorista do carro, um funcionário do hotel. Durante o caminho pra casa, Mauro e a mãe dele conversaram sobre a vida deles, sobre a avó, que tava viajando na Índia e não ia poder ir no casamento.Já em casa, descarregaram a bagagem e sentamos no terraço com jardim, com vista pro mar; a vila ficava no Cabañal. Uma construção do começo do século passado, mas muito bem conservada e decorada com muito bom gosto; no estilo das casas de veraneio das famílias ricas da época, com móveis estilo vintage.A moça do serviço, uma jovenzinha muito gostosa, de uniforme, perguntou o que a gente queria beber. Serviu a gente e foi pra dentro de casa depois de avisar que a comida tava pronta e que podia servir. Mauro disse que sim.Percebendo a comida, continuamos conversando.—Claudia… O que foi que seu filho não nos contou? E… o que ele te disse sobre a gente? —Perguntei assim que nos deixaram sozinhos, nós quatro.—Nossa. Você é direta… Gosto disso… Não é nada de outro mundo; bom, ou é… depende do ponto de vista. Mauro e eu não temos segredos, a gente conversa sobre tudo, sem tabus, sem hipocrisia… Meu filho contou pra vocês por que nos divorciamos? —A pergunta me pegou de surpresa.—Pois é, a verdade é que ele nos disse algo, mas… —Ela não me deixou continuar.—Acho que podemos falar sem rodeios, sem esconder nada, vocês precisam saber de tudo e, pelo que sei, podem entender… Mauro e eu tínhamos relações… carnais. Durante anos, toda vez que tínhamos oportunidade, a gente se dava prazer. Um dia ruim, o pai dele nos pegou e não conseguiu lidar com isso. — Calou-se, esperando nossa reação.—Como é que começou…? —Perguntei, intrigada.—A gente morava em Madrid; o Mauro tinha quinze anos e naquela época eu tava muito sozinha. Meu marido, Martín, viajava pra caramba… Eu tava sozinha em casa, ou pelo menos achava que tava; eu tinha bebido, o Mauro e um amigo dele entraram no meu quartão ao ouvir meus gemidos e me pegaram, pelada, brincando; bom… enfiando um dildo bem grandinho. Começaram a zoar comigo, me cercaram, eu ria de ver a cara de surpresa deles. Puxei os dois e no fim a gente acabou transando os três. O que começou como uma brincadeira virou umas sessões de noite inteira fazendo de tudo… Até que em algumas vezes trouxeram outros amigos pra participar do que o Mauro chamava de “Aulas picantes”. Mas me falem de vocês… pelo que ele me contou também… vocês já fizeram ménage, né? —A ideia de que o Mauro tinha contado pra mãe dele o que a gente fazia me fez ficar vermelha.—Tô com vergonha, Claudia. Mas… É, a gente se divertiu pra caramba junto, teu filho, minha filha e eu. Não sei o que você vai achar da gente. —Falei meio triste.—Vergonha? Por quê? Por ter feito sua filha feliz… Meu filho… O que eu posso pensar? Que vocês se divertiram pra caralho e que vamos nos divertir ainda mais. Porque vocês não vão me deixar de fora dessa brincadeira. Eu também quero participar. Já tive relações… Ou melhor… Já comi muito homem, mulher e… Bom, já vou contando pra vocês. O que quero dizer é que o sexo com meu filho foi a melhor coisa da minha vida. Não me arrependo, pelo contrário. Adoro… Ainda lembro como a gente se revirava na cama, ele me penetrando e o amigo dele nele… Mmmmm… Agora mesmo eu devorava ele… Claro que… teria que pedir permissão pra Ana? E pra você, Adela?—A verdade é que pra nós foi uma surpresa, mas sim… minha filha e eu já…—Foderam, Adela, diz sem medo, vocês foderam, treparam, se comeram uma à outra e… curtiram? Tão arrependidas?—Não! Não só não me arrependo, como adoro, e tô doida pra ficar com vocês dois de novo, com minha filha e com teu filho, que me fizeram viver momentos que não trocaria por nada nesse mundo. Te entendo, Claudia, teu filho é um mestre na arte do love… E eu adoraria que a gente compartilhasse todo esse prazer… — falei, meio acalorada. O assunto me deixava excitada.— Sabe quem foi a professora dele? Sabe quem ensinou a ele as mil e uma maneiras de enlouquecer uma mulher de prazer? Fui eu, Adela. Durante quase cinco anos, a gente fez amor sozinhos ou dividindo prazer com amigos, amigas… — Uma sombra passou pelo rosto dela — Até que Martin, meu ex e agora falecido marido, nos pegou. Ele me obrigou a abrir mão do meu filho, a não vê-lo, senão me denunciaria; ele passou o tempo todo tirando fotos e gravando vídeos das nossas brincadeiras. Fui forçada a ir embora. Deixar minha vida, meu filho; sofri pra caralho. Não é fácil abrir mão de um amor como o nosso. Como mãe e filha, como amantes… Mas agora estamos juntos de novo…—E o que vai ser de mim? —Perguntou Ana angustiada.—Não se preocupa, meu amor! Você vai ser minha primeira-dama! Te quero, minha vida, e não precisa se preocupar com a minha mãe. Também quero a sua mãe, e a minha. Vocês são meus três amores!… Hoje vamos quebrar o acordo de não transar até o casamento… Tô morrendo de vontade de comer vocês três. E o amor, a posse mútua, vai nos unir ainda mais, se é que isso é possível.A excitação do Mauro era contagiante; ele abraçou a Ana e a beijou, a Cláudia olhava pra eles com um sorriso amoroso e triste ao mesmo tempo. Ela me olhou e quase derreti, se levantou, se aproximou e pegou na minha mão, puxou pra eu acompanhá-la.Mauroy e Ana iam na frente, subimos a escadaria larga que levava ao andar de cima e entramos no quarto principal. Era enorme.Uma cama enorme no centro da parede do fundo prometia prazeres sem fim, com duas poltronas grandes no lado oposto à porta, junto ao leito. Os caras, se beijando, se despiam um ao outro. Claudia parou pra olhar eles, me segurando pela mão.—Formam um casal lindo, né? —Disse Claudia aproximando a boca da minha e roçando de leve os lábios.Fechei os olhos. Quis saborear o momento. Passei minha mão pela cintura da mulher, os lábios dela esvoaçavam nos meus. A mão dela acariciava minhas costas; abraçadas, como numa dança sem música, ou melhor, com uma música celestial.Minha pele reagia ardentemente às carícias dela, se arrepiava, sensações minúsculas me transportavam. Minha buceta encharcada. Passava minhas mãos pelas curvas voluptuosas dela, os quadris largos e poderosos me enlouqueciam… A bunda dura como a de uma novinha. Eu não era lésbica, ou pelo menos achava que não, mas a Claudia me atraía poderosamente.Mauro, massageava as costas da minha menina. Ela deitada de bruços, submissa ao seu dono, gemia como uma cachorrinha. Soltava uns sons curiosos. Tipo, “hu… hu… hu”. A visão e as carícias que a Claudia me dava me levaram a um orgasmo brutal… As pernas não me seguravam, minha sogra me abraçou e teve que me segurar pra eu não cair.Casien me pegou no colo e me levou até o quarto, junto com minha menina. Me deixou deitada e me despiu… Completamente… Se vestida ela era linda e elegante, nua me lembrava as vestais das pinturas. Uma buceta totalmente depilada mostrava uns lábios fechados, de um tom canela que contrastava com o branco marfim da pele. Os peitos, grandes, majestosos, mantinham a firmeza apesar da idade. Os bicos escuros rodeados por umas auréolas grandes.Me ajuda a me despir. O contato dos dedos dele na minha pele, agora sem a interferência do vestido, provocou deliciosos arrepios. Ao tirar minha calcinha fio dental, ele sorriu.—Adela, você é realmente gostosa… Olha como me deixou —Levou minha mão até a buceta dela…Eu estava encharcado, fios de fluido transparente ligavam meus dedos aos lábios da buceta dela. Puxei ela. Já sabia o que queria. Eu desejava devorar aquela buceta… Tive isso na mente desde que a vi no aeroporto. Agora estava ao alcance da minha boca.Lami, chupei, desde o cu até mordiscar o monte do púbis dela. Levantei as mãos pra apalpar os peitos dela, pude confirmar que eram naturais. Os bicos dos peitos ficaram durinhos, rugosos, majestosos.Algorozava minha bucetinha. Não soube quem era porque minha cara estava debaixo das coxas da Claudia. Um dedo primeiro, uma língua depois. Umas mãos seguravam minhas pernas pra cima. Algo maior que um dedo atravessava as portas da minha intimidade. Tive a sensação de ser uma ventosa que sugava aquilo que me agredia. Quando tentava sair, uma força que vinha do fundo do meu corpo tentava impedir. Eu sugava. E entrava e saía. E meu ventre recebia as investidas da pica do Mauro.Cláudia desmontou. Pude ver como se beijavam, mãe e filho, como se devoravam. Ana me beijava, lambia meu rosto, saboreando nos meus lábios as umidades da sogra dela.Não aguentava mais. Os mamilos entre os dedos da minha mina, a boca dela na minha boca. Minha mão na buceta da Cláudia, com o dedo do meio no coraçãozinho dela. Um calor saía da minha buceta, se espalhando pelo corpo todo… Gritos, espasmos, gemidos… Uma sinfonia inteira de sons gostosos.Paramos pra nos recuperar. Mauro sugeriu tirar uma soneca e aceitamos a proposta… Tentamos, mas pouco depois vi, com os olhos semicerrados, Mauro e a mãe dele se abraçando. Ana, que também não dormia, se colocou na minha frente e me beijava. Eu não queria ver o que rolava atrás dela… Mauro se ajoelhou com o rosto entre as coxas da mãe pra saborear os sucos dela. Ela acariciava os cachos do filho. Mandou ele mudar de posição pra ter acesso ao pau dele. Passou a língua de cima a baixo e me olhou, sorrindo…—Sabe, Adela… E eu gosto, os três sabores de vocês misturados na pica do meu filho… Tô gostando. Vem, me ajuda.Empurrei Ana com cuidado para que ela olhasse e se deliciasse com a cena. Claudia e eu dividimos o boquete. Ana se juntou. As bocas das três se chocavam, nossos lábios se beijavam, nossas línguas lambiam.Eu passava a mão na buceta da Cláudia, que me atraía como um ímã. Ela batia uma siririca na bucetinha da Ana, e essa fazia o mesmo em mim. As outras mãos a gente usava pra acariciar o corpo inteiro, os peitos de uma ou de outra.Uma mão acariciava minha bunda… Um dedo penetrava no buraco, era o Mauro. O clitóris excitado pela Claudia, os dedos dela entraram na minha bucetinha, fundo, acariciando uma parte… O que estava acontecendo comigo? Que lugar era aquele que a Claudia mexia que me dava uma sensação tão intensa?… Dois dedos na minha bunda, meus peitos nas mãos deles. Os dedos da Claudia me enlouqueciam.Achei que ia morrer… Fui tomada por convulsões, gritando e mijando nas calças. Era um prazer novo… Diferente… Insuportável. Se tivesse durado mais, eu teria morrido de infarto. Meu Deusss… quantas coisas estavam acontecendo com a gente!Ana, Cláudia e Mauro acariciavam meu rosto, meu cabelo, as palavras deles tentavam me acalmar.—Mauro, filho, não sei se você sabe, mas sua sogra é excepcional. Os orgasmos dela são raros, só conheço duas mulheres que gozam assim. Uma delas é sua avó. A outra sou eu.—Eu conheço outra, mãe. Ana, a que vai ser minha esposa, meu amor…Meus medos desapareciam. Mauro era capaz de amar e fazer as três felizes. E tive que aceitar, surpresa, que um laço muito forte me unia à Cláudia. Não imaginava que pudesse me apaixonar por uma mulher, mas o que ela despertava em mim me transbordava.Deitada de costas na cama, ela olhava implorante pro Mauro. Ele sorriu e se deitou sobre ela na posição tradicional. Como já tinha visto ele fazer outra vez, ela cruzou as pernas atrás da cintura do amado e começaram um movimento devagar, tranquilo.Claudiame me empurrou para eu me deitar e se enfiou comigo num sessenta e nove que eu tava morrendo de vontade. A língua dela, sabida, percorria os cantinhos mais profundos e sensíveis da minha buceta… Eu imitava ela. Fazia tudo que ela fazia em mim. De novo o fogo me queimava… Meu corpo inteiro respondia aos carinhos da minha sogra.Não aguentávamos mais… Ela parou, eu a imitei. Nos levantamos e ela propôs, com gestos, que nos cruzassemos entrelaçando as coxas. Feito uma tesoura. O contato da minha buceta molhada com a dela foi outra experiência extremamente excitante.Tudo isso era novo pra mim, mas não pra ela, que sabia como me dar prazer; e como sabia! Sem mudar de posição, ela se apossou de um dos meus pés… Que delícia! Beijava e lambia meus dedos, mordiscava, acariciava, desde o dedão até a panturrilha, sem parar de mexer a pélvis esfregando nossas bucetas — era alucinante!Também imitei... Acariciei o pé que estava mais perto, levei até minha boca, seu aroma me embriagou. Chupar, lamber seus dedinhos foi outra experiência nova. Já tinha feito uma vez com a Ana, mas era diferente. A Claudia tinha um gosto melhor...Nossos corpos se contorciam e vibravam, os orgasmos vinham um atrás do outro, ou era o mesmo que subia e descia de intensidade. Gritávamos como possessas, sentia vontade de me fundir com ela, de ser um só corpo, um orgasmo eterno.Ao nosso lado, os jovens transavam com fúria. Mauro berrava, Ana gritava. Cláudia, mais calma, me deu a mão e nos levantamos.Fomos sentar nos sofás, ao lado da cama. De mãos dadas, nos olhando com... amor, luxúria, carinho, paixão? Essa mulher me fazia perder a razão.—O que tá acontecendo com a gente, Claudia? Me sinto com você como... Não sei como explicar, não sei o que tá rolando comigo...—Não sei, Adela. Também tô confusa… Me sinto ligada a vocês, como se a gente se visse há anos, se amasse… Meu amor pelo Mauro é lógico, mas como posso me sentir assim… com você… e com a Ana? Não entendo, e nunca me senti tão atraída por uma mulher… Você me fez sentir… Sei lá… Algo diferente, algo maravilhoso que ofusca tudo que eu já vivi antes… — O olhar dela reforçava os sentimentos.Os garotos continuavam fodendo como loucos, enquanto a Claudia me fazia levantar pra sentar no colo dela e me beijar. A gente não se cansava de se mimar… se acariciar… peladas… abraçadas… Fechei os olhos, não queria que aquele sonho acabasse…— Será que é amor? Até hoje eu transei com muita gente, mas o que sinto por você é diferente, muito forte, muito lindo e desconcertante. Acho que te quero, Adela… Acho que me apaixonei por você… — Ele afastou uma mecha de cabelo do meu rosto. O olhar dele me perturbava.Meus olhos se encheram de lágrimas.—Eu também, Cláudia, achei que estava apaixonada pelo seu filho, mas isso, o que sinto agora por você, me transborda… o gostar de você… não é suficiente pra expressar. Isso é algo mais, muito maior… Te querooo!Acordei deitada numa cama, nos braços da Claudia. A gente tava sozinha, ainda peladas. A temperatura tava gostosa, mas sentia um friozinho na parte que não tava coberta pela minha... amada? Sim, era. Amava essa mulher. Puxei, com cuidado pra não acordar ela, o lençol que tava enroscado nos pés.Acordei; ela me olhou e me deu um sorriso de tirar o fôlego… Cobri nossos corpos com o lençol e me aninhei entre os braços dela; me sentia no paraíso. O dia amanhecia…
0 comentários - Ana, minha filha gostosa