Emergência

O quê?Se você descobrisse sua esposa transando com outra pessoa depois de 4 anos de casamento, o que sentiria? Infelizmente, hoje eu posso responder essa pergunta.



Casei com a Ana quando nós dois tínhamos 22 anos, a gente se conheceu na faculdade de medicina e desde que eu vi ela, soube que seria o amor da minha vida e posso afirmar sem medo de errar que nós dois éramos muito felizes.



Nos nossos 4 anos de casamento, nunca achamos que era uma boa hora pra ter filhos, nós dois tínhamos empregos muito bem pagos, com horários parecidos, mas como é costume nessa profissão, pouco tempo pra socializar.



Trabalhávamos no pronto-socorro de um hospital particular, éramos dois médicos residentes, mas a cada dois meses, por regra interna, tínhamos que cobrir uma semana na emergência. Isso nunca me incomodou muito, porque, apesar dos turnos longos, sempre tinha algo pra aprender.



Minha esposa, por outro lado, não tava muito feliz cobrindo esses turnos, não era surpresa, só pelas poucas vezes que a gente conseguia sair pra dançar ou beber alguma coisa, ela não gostava de virar a noite, algo que era inevitável na sala de emergência, pra não dizer impossível.



Ana, minha esposa, é uma mulher muito impaciente, por isso sempre preferiu trabalhar com adultos e não com crianças. No entanto, quando a situação pedia, ela sabia ganhar a confiança dos pequenos. Era comum vê-la usando todo tipo de truque pra fazer com que cooperassem sem choros nem berros.



Como eu tava dizendo, nossas vidas eram perfeitas, mas tudo mudou numa noite que até as 2:35 da manhã tava super tranquila, quando um cara de uns 30 anos foi internado inconsciente na sala por uma pancada forte na cabeça que deixou ele apagado. Não era um caso de vida ou morte, mas por algum motivo designaram eu e minha esposa pra cuidar dele.



Como de costume, a gente foi ler o prontuário que os paramédicos tinham preparado. Como eu disse, um cara de uns 30 anos, mágico de profissão, foi encontrado na saída de um teatrinho. Os paramédicos contaram que ele foi atacado com um taco de beisebol logo depois de terminar o show. Como os sinais vitais estavam normais, a gente levou ele pra sala de tomografia pra descartar algum dano permanente. Depois de confirmar que tava tudo certo, igual tantos outros pacientes que já atendi, achei que era só isso. Mas logo eu ia descobrir que tava completamente enganado.



Por volta das 3:45 da manhã, minha esposa tinha ido embora pra observar a evolução do paciente que levou a pancada, algo que normalmente leva só uns 10 a 15 minutos, caso precise de algum procedimento, mas o tempo foi passando e a Ana não voltava, meu relógio marcava 4:30 da manhã, então fui até o quarto em questão. Quando tava chegando perto, ouvi uma voz masculina falando, na real entendi bem as primeiras frases, mas tôseguroqueOuvi algo.como “…acordada...". Naquele instante abri a porta, e na hora minha esposa me recebeu com um sorrisão no rosto. 
Desculpe, não posso realizar essa tradução.Desculpe, não posso realizar essa tradução.Amor, adivinha só, fiz uma pequena aposta com nosso paciente aqui presente e ganhei dele", metomouCompletamente de surpresa, minha esposa quase nunca fala com os pacientes mais do que o necessário. "Uma aposta? E sobre o que apostaram?" Novamente minha esposa, com um ar de vitória, me respondia bem alegre: "Vou te contar, nosso paciente, desde que cheguei pra examiná-lo, disse que era um mágico muito bom. Sinceramente, não dei importância, você sabe o quanto essas coisas me entediam. Enfim, como ele notou esse desinteresse no meu olhar, me propôs uma aposta: ele tentaria me hipnotizar. Se ele ganhasse, eu apareceria numa das apresentações dele como assistente. E se ele falhasse na tentativa, conseguiria pra gente ingressos para a temporada inteira da escola de balé. Você sabe o quanto eu adoro balé, então aceitei a aposta. E, querido, eu ganhei!
Foi nesse instante que ouvi pela primeira vez a voz daquele cara: "É isso aí, Doutor, sua esposa ganhou a aposta de mim. Tentei colocar ela no transe e falhei. Quero dizer que ela é a primeira pessoa com quem eu perco uma aposta e, claro, a primeira dama que não consigo hipnotizar. É uma garota muito especial, sem dúvida." Não tinha gostado nada daquela história de aposta besta, mas sabia muito bem que essa coisa de hipnose, pelo menos do jeito que os mágicos fazem, não passava de uma bobagem. Olhei com desdém pro paciente e falei: "Claro que ela é especial, por isso a escolhi entre todas." E, sorrindo pra minha esposa, indiquei que era hora de ir embora. Nosso turno terminava às 5 da manhã e ainda tínhamos uns papéis pra entregar. Abri a porta pra ela e fomos pra recepção finalizar.
Naquela noite, foi só isso. Passamos a maior parte da manhã até umas 3 da tarde dormindo juntos. Quando acordamos, tomamos um banho quente e gostoso juntos, comemos no restaurante de sempre e nos preparamos pra começar o próximo turno, que começava às 7 da noite. Conhecia muito bem minha esposa e posso garantir que não notei nada de estranho nela durante todo esse tempo. Ela tava contente, alegre e muito motivada. Quando começamos nosso turno, me chamaram na hora pra atender um ferido a bala, enquanto minha esposa foi chamada pra ver um menino que tinha caído. Como o meu caso não parecia tão grave, pedi pra ela me ligar assim que terminasse de atender ele, pra gente se ver por uns minutos quando eu terminasse com o meu ferido. Levei umas duas horas pra estabilizar e finalmente salvar a vida dele, mas achei muito estranho que meu celular não tinha recebido nenhuma ligação da minha esposa. Tentei ligar pra ela, mas o telefone não atendia. Aquilo não era tão incomum; pensei que tinha chegado um ferido grave e que tinham passado o caso pra ela. Então fui até a recepção, e a calma reinava. Pedi pra enfermeira-chefe me dizer pra qual paciente minha esposa tinha sido designada, pra eu poder ajudar, mas ela me disse que minha esposa só tinha atendido um menino naquela noite e depois tinham chamado ela do andar pra atender um paciente no quarto 417.
Respirei fundo, esperando que me chamassem, mas nada acontecia. No entanto, não podia simplesmente largar meu posto e sair procurando minha mulher — afinal, se chamaram ela pro andar, devia ser uma emergência. Naquela noite, atendi mais uns dois feridos antes de conseguir ver minha esposa bem no fim dos nossos turnos. Olhei de longe: ela tava tirando as coisas do armário com um sorrisão lindo e, quando me viu, me abraçou e me beijou como sempre fazia. "Meu amor, olha só o que eu tenho aqui", disse ela, puxando uns papéis da bolsa. Me encarou de novo e completou: "São os bilhetes da aposta que eu ganhei ontem. Não é fantástico? Três noites de balé, é tipo um sonho realizado." Olhei pra ela, todo surpreso. Não sabia o que dizer, mas meus lábios foram mais rápidos que minha mente e comecei a falar sem nem perceber: "É, amor, legal pra caralho, mas de onde você tirou isso?" Ela me olhou com uma cara de deboche e continuou: "De quem mais, senão daquele suposto mágico que a gente atendeu ontem? Ganhei aquela aposta besta dele. Logo depois de atender o menino, me chamaram pro quarto 417 e, adivinha? Era o grande Mago Hypnos, como ele mesmo se apresentou, e queria me ver pra pagar a dívida comigo." Dá pra imaginar minha cara de espanto quando ouvi aquilo? Até que eu entendia a empolgação da minha esposa com o balé, mas largar o plantão por uns bilhetes não parecia muito com ela. Claro, foi uma chamada do hospital, então também não dava pra ignorar. Me acalmei um pouco mais e a gente continuou a conversa enquanto saía rumo a nossa casa.



Por enquanto eu só retribuí o sorriso dela no caminho pra casa, a gente tava falando sobre como organizar nossos horários pra poder ir no balé, o que ia significar trocar turnos. Já começamos a procurar nomes de pessoas que pudessem dar uma força, não devia ter problema, era só fazer uns telefonemas e pronto, com certeza dava pra esperar até mais tarde.
Combinamos de chegar no hospital umas duas horas antes do nosso turno pra poder trocar uma ideia com uns colegas e trocar os horários. Minha esposa, Ana, rapidinho falou com uma amiga dela e conseguiu a troca de turno. Pra mim também não foi problema, um parceiro meu tava me devendo uns favores e aceitou na hora, sem pensar duas vezes. O problema tava resolvido.

Quando nossos turnos começaram, o trabalho no hospital era um verdadeiro caos, parecia que a cidade inteira tava querendo entrar no pronto-socorro. Eu e minha esposa não tivemos muito tempo pra conversar naquela noite — na real, só consegui ver ela duas vezes: quando chegamos na recepção e quando terminamos o turno. Mas não deu tempo pra descansar, porque no mesmo dia começava a programação na sala de concertos. Então tivemos que começar o turno da manhã na mesma hora. Por sorte, lá pelas 10h da manhã tudo parecia ter se acalmado, e aí a gente aproveitou pra tirar uma soneca merecida.

Olhei pro meu relógio que marcava 13:00, tinha dormido umas 3 horas. Procurei minha esposa no quarto, mas não encontrei. Olhei no celular e não tinha alerta de nada, então assumi que tinham chamado ela e ela não quis me incomodar. Fui até a recepção perguntar por ela, me falaram que chegou um paciente crítico e que, por mais que minha esposa tentasse salvar, ele acabou morrendo. Ana sempre foi uma mulher muito forte, mas eu sabia que precisava estar com ela. Liguei no celular dela e, depois de tocar umas duas vezes, ela atendeu. Parecia meio triste, mas fiquei mais tranquilo por saber que ela estava calma. Minutos depois, a gente se encontrou de novo no pequeno quarto dos armários. "Amor, me diz como você tá? Sei que fez tudo que podia e tô orgulhoso de você". Me olhando com muito carinho, ela respondeu: "Valeu, meu amor. Na real, já tô bem melhor. Acho que já superei". Isso me chocou, porque normalmente leva uns dias e várias horas de sono pra ela se recuperar de uma situação dessas. Ela percebeu minha surpresa e explicou: "Amor, quando aconteceu, eu corri pra cafeteria e dei de cara com o grande Hypnos. Ele percebeu minha tristeza e se ofereceu pra conversar. A gente bateu um papo por alguns minutos e, depois, não sei como, mas de alguma forma aquilo já não me importava tanto". Minha atenção saiu do paciente morto e foi pro tal mago que, na minha opinião, já tinha convivido demais com minha esposa. Mas antes que eu pudesse falar isso pra ela, me chamaram pra atender uma garota. Saí me despedindo com um beijo na minha esposa.
A função de balé começava às 9 da noite, naquele momento meu relógio marcava 6h30, nosso turno terminava às 7, isso nos deixava um par de horas pra correr pra casa, talvez dormir um pouco, nos arrumar e chegar na sala de concertos. Só faltava uma coisa: ainda não conseguia encontrar minha mulher. Ela não estava atendendo paciente, então imaginei que estivesse na cafeteria ou no vestiário, mas não estava em nenhum desses lugares. Uma amiga me disse que a tinha visto na área do jardim, ao lado do estacionamento. Me apressei e pude vê-la sentada num banquinho, falando ao telefone: "Não, claro que não vai ter problema nenhum, até lá". Nesse exato momento ela percebeu minha chegada, encerrou a ligação e veio me abraçar: "Amor, nosso turno quase acabou, precisamos sair um pouco mais cedo pra descansar uns minutos, não quero dormir bem no meio do espetáculo". Na real, ela tinha razão, não podíamos enrolar mais. Então guardei meus comentários, concordei com a cabeça e literalmente corremos pra sala pra registrar nossa saída.
Tudo correu conforme meu plano, até consegui dormir uns 20 minutos a mais. A emoção de finalmente ir ao balé tinha chegado, mas eu não sabia que ia durar pouco. Tava vestindo meu melhor terno e passando meu melhor perfume, quando vi minha mulher sair do banheiro. Ela tinha vestido aquele vestido preto justo, na minha opinião meio curto pra um evento desse tipo, mas ficava tão gostosa nela que eu não ia reclamar de nada. Assim que nos olhamos, demos um beijo cheio de amor, mas na mesma hora meu celular tocou. Era do hospital. Meu amigo, com quem troquei o turno, tinha se acidentado no próprio hospital e não ia conseguir me cobrir. Não dava pra acreditar. Faltando só 20 minutos pra começar a função, era impossível arrumar um substituto. Com um baita desânimo, contei pra minha esposa o que tinha acontecido. Vi uma lágrima escorrer do olho direito dela. "Poxa, que pena, amor. Bom, acho que ainda podemos ir amanhã ao balé." Aquilo partiu meu coração. "Vamos, querida, quem tem que trabalhar sou eu. Você vai e se diverte no balé. Sei que não gosta de ir sozinha, mas te prometo que vou arrumar um substituto pra te acompanhar amanhã." Os olhos da Ana se encheram de luz de novo. Ela me segurou com as mãos e me beijou com tanto carinho que senti fogo nos nossos lábios.
O relógio da sala de emergência marcava meia-noite, eu me perguntava o que a Ana estaria fazendo, se ainda estaria no balé ou já em casa descansando. De qualquer forma, esperava que ela me ligasse, mas não foi o que aconteceu. Meu celular não tocou uma única vez por causa de uma ligação dela. No entanto, a noite estava bem movimentada, não tive mais de 15 minutos entre os pacientes. Quando finalmente meu turno terminou, me senti tão exausto que precisei pedir um táxi pra chegar em casa, porque não confiava em mim pra dirigir. Assim que cheguei na cama, minha esposa me ligou: "Amor, tô chegando no hospital, sinto muito a gente não ter se visto. A recepcionista me disse que você acabou de sair. Quer que eu procure alguém pra te cobrir essa noite?" O sono e o cansaço estavam me vencendo, mas mesmo assim falei pra minha mulher não se preocupar, que eu cuidava desse detalhe assim que pudesse descansar um pouco. E apaguei no travesseiro.
Naquele dia, dormi como não dormia há muito tempo e, se não fosse pelos protestos do meu estômago, teria continuado por muito mais tempo. Levei um minuto para perceber as horas: faltavam apenas 5 minutos para as 6 da tarde. Não dava tempo pra nada. Tomei o banho mais rápido que já tomei em anos, peguei minhas coisas e saí pra pegar um táxi. Quando cruzei a porta do hospital, lembrei que não tinha arrumado um substituto — tinha passado o dia inteiro dormindo. Pra meu desespero, minha esposa estava me ligando: "Amor, cadê você? Tá tudo bem? Tô te esperando em casa." Não sabia o que dizer, não queria que ela sentisse que eu tinha falhado com ela. "Desculpa, amor, tentei arrumar um substituto, mas não consegui. Mas juro que não saio do hospital hoje sem achar alguém." Uma baforada de ar escapou dos lábios dela, pude sentir a decepção, mas não houve reclamações. Com uma risadinha leve, ela se despediu de mim.
Naquela noite, não consegui pensar muito na minha esposa, o remorso me corroía. Além disso, o hospital parecia estar lotado de novo. Passei cada instante tratando feridas e consolando dores. Lá pelas 5 da manhã, comecei a ligar para colegas, na esperança de que alguém pudesse me cobrir e trocar turnos. Felizmente, consegui: meu amigo voltaria pra cama enquanto eu continuaria outro turno de 12 horas, pra conseguir ver a última noite da companhia de balé na cidade junto com minha esposa. Esperei ansioso até as 7 da manhã pra poder ver minha mulher, já que fazia um tempão que não a via, mas minha espera foi em vão. Ela nunca passou pela porta. Às 7h30, o administrador do hotel me contatou, queria saber por que minha esposa não tinha aparecido pra cobrir o turno dela naquele dia nem no anterior. Naturalmente, expliquei sobre a troca de turnos, talvez fosse essa a confusão, mas ele esclareceu que minha esposa deveria ter se apresentado às 7 do dia anterior e não chegou, e o mesmo naquele dia. Fiquei de boca aberta. Tentei ligar pro celular dela, mas ela nunca atendeu. Tive medo de que algo tivesse acontecido com ela. Chamei a polícia, mas não me ajudaram. Pedi desculpas ao administrador, arrumei um substituto e comecei a procurar minha esposa pela cidade. Primeiro fui em casa, mas não a encontrei. Depois nas lojas favoritas dela. Fui pessoalmente à delegacia pra registrar um boletim de desaparecimento, mas me disseram que eu precisava esperar pelo menos mais 24 horas pra reportá-la como desaparecida. Quando anoiteceu, pensei em ir até a sala de concertos, mas ela também não aparecia. Foi nesse momento que recebi uma ligação. A tela mostrava o nome da minha esposa. Atendi ansioso: "Meu amor, como você está? Tudo bem? O que houve?" Mas só se ouvia silêncio do outro lado da linha. Eu estava extremamente perturbado e, de repente, uma voz que me pareceu familiar: "Sinto muito, Ana não pode atender o telefone, ela está um pouco ocupada. Mas se você quer saber o que realmente está rolando, venha ao teatro 'Dandis' às 11 da noite. Se você não reconhece minha voz, sou o grande Hypnos" e a ligação caiu.
Coragem, preocupação, ódio, repulsa, raiva, tudo se amontoava na minha garganta querendo gritar ao mesmo tempo, mas nada conseguia sair. Milhares de perguntas se aglomeraram na minha mente, mas nenhuma encontrava respostas ali. Não tinha escolha, tinha que ir. Algo estava terrivelmente errado. Aquele teatro ficava na zona rosa da cidade, um lugar que nunca me importei em conhecer e que agora eu lamentava. Mesmo assim, precisava me apressar para chegar na hora naquele lugar.
O lugar era exatamente como eu imaginava: uma marquise empoeirada com várias lâmpadas queimadas anunciando a apresentação do "grande HYPNOS" e uma plaquinha com os dizeres "apenas adultos" fez minha espinha arrepiar. Na bilheteria, um cara desfigurado me pediu pra assinar um documento onde eu renunciava a denunciar à polícia qualquer coisa que pudesse me ofender durante o espetáculo, e 25 euros pra entrar na sessão. Lá dentro, o lugar não tinha nada a ver com o exterior; pelo contrário, cada mesa era um luxo, cada detalhe era muito bem pensado. Enfim, não vou me alongar nisso. O que mais chamou minha atenção foi a gostosa que me guiava até minha mesa. Ela vestia uma fantasia de empregada francesa com uma micro saia que deixava ver a tanguinha preta dela, meias pretas com ligas e um sutiã transparente de renda preta com detalhes brancos. Assim que me sentei, a luz do teatro, que estava quase lotado, apagou, e no palco surgiu o sujeito que eu mesmo tinha operado o braço uns dias antes no hospital, o tal "Hypnos".
Senhoras e senhores, é uma honra pra mim estar com vocês esta noite. Prometo que será uma noite inesquecível pra cada um de vocês. Eu sou o 'GRANDE HYPNOS', o maior mágico do mundo e o melhor hipnotizador da história. E se alguém duvida, deixem-me apresentar minha assistente: a ardente, sensual e, sem dúvida, a maior puta do lugar, a também surpreendente... ANA!!!" Naquele instante, meu coração parou. Minha esposa aparecia no palco usando uma micro saia plissada vermelha estilo colegial, meias brancas e tênis preto, uma blusa minúscula que mal conseguia esconder os peitos enormes da minha mulher.
embora vocês não acreditem, a bela Ana nem sempre foi minha assistente. Antes de vir brincar com a gente, ela era médica residente do hospital da cidade. Inclusive, ela me ajudou com meu braço quebrado. Como podem ver, ela tem um corpo espetacular. Não dava pra deixar ela se desperdiçar num hospital, escondida pra sempre atrás de um jaleco branco. Então, usando os poderes da minha mente, transformei ela de uma simples médica na maior promíscua da cidade." Uma salva de palmas surgiu entre os presentes, enquanto minha esposa sorria e acenava feito uma modelo ao lado daquele babaca.
Claro que não consegui em um dia, levei quase dois dias para transformá-la e esta noite é a formatura dela, então está nos acompanhando aquele que, há dois dias, era o marido dela — apontando para minha mesa, uma luz cegante me iluminou, eu podia sentir todos os olhares focados em mim. Tentei me levantar, correr para o palco e dar um soco naquele cara, mas algo segurou meu braço, era a garota que me recebeu, ela também parecia estar em transe.
Parece que você não está se divertindo muito, mas recomendo que repense. Se não se comportar durante a apresentação, não vou ter escolha a não ser levar a doce Ana comigo, e garanto que você nunca mais vai vê-la."
Virando-se para mim com um olhar macabro, o idiota sorria. Eu realmente não tinha opção. Minha esposa, pelo visto, nunca ganhou aquela aposta; aquele cara a hipnotizou desde o primeiro momento. Só conseguia pensar no quão idiota fui por não ter agido e impedido aquilo.

Ana, querida, vem aqui, me diz, você reconhece aquele cara sentado naquela mesa?" Minha esposa virou o rosto pra mim, olhou nos meus olhos e, mesmo assim, jurou que não me conhecia. Meu coração se despedaçou de vez, eu não entendia como ele conseguiu fazer ela me esquecer completamente. Naquele momento, eu soube que aquele cara não tava de brincadeira. Voltei minha atenção pro palco. Hypnos estalou os dedos três vezes rapidamente e perguntou de novo: "Ana, querida, você reconhece aquele cara sentado naquela mesa?" Mas dessa vez, o olhar da minha esposa era diferente, como se tivesse ganhado vida de novo. Um sorriso iluminou o rosto dela: "Claro que reconheço, era meu marido antes de eu me tornar sua escrava, AMO.
É fascinante o poder da mente, né?" ironizou, "mas chega de papo, Ana. Por que você não mostra pro seu marido o quão promíscua você ficou e começa a chupar minha rola enquanto preparo o próximo número?" Para minha surpresa, ela, sorridente como sempre, se ajoelhou na frente dele, com muita determinação abriu a braguilha da calça, puxou o pau ereto dele e começou a engolir como se a vida dela dependesse disso, percorrendo ele com uma devoção total. Enquanto isso, eu só conseguia olhar, fechando os punhos, segurando a raiva.
Meu próximo número é dedicado especialmente às damas presentes. Por favor, levantem a mão todas as damas que estão nos acompanhando hoje." Sem querer muito, virei para olhar o teatro inteiro e me surpreendi ao ver que tinha uma porrada de mulher presente. Sem dúvida, pensei que o lugar estaria cheio só de homem. "Muito bem, agora deixem as mãos levantadas aquelas damas que acham ou acreditam que podem ser hipnotizadas hoje." Minha cabeça girou de novo procurando as mãos levantadas, mas só restavam umas poucas, 7 no máximo. Depois de ver o que ele fazia com a hipnose, não me surpreendeu que ninguém quisesse estar no meu lugar. "Muito bem, parece que não tem muitas voluntárias hoje, mas por sorte pra vocês, meninas que abaixaram as mãos, estão enganadas. Todas — e repito, todas as mulheres — podem ser hipnotizadas." Com isso, um baita estrondo ecoou pelo salão inteiro. Uma cortina de fumaça densa cobriu o palco e, depois de alguns segundos, quando clareou, o palco estava vazio. Não tinha sinal do Hypnos nem da minha esposa. Comecei a procurar com a cabeça igual um louco, mas não conseguia enxergar nada na escuridão. Até que um grito à minha direita me alertou. Hypnos tinha surgido do nada e agora estava a só duas mesas da minha. O grito era de algumas minas que estavam sentadas perto do lugar onde ele apareceu. Acho que gritaram de susto por encontrá-lo tão perto, já sabendo do que ele era capaz de fazer com uma mulher.
No entanto, uma mulher em especial tinha chamado a atenção do hipnotizador: "Bela dama, me corrija se eu estiver errado, mas acho que a senhora levantou sua mão delicada e está disposta a ser hipnotizada, não é mesmo?". Com um rosto que mostrava uma mistura estranha de surpresa, pena e empolgação, a mulher balançou a cabeça. "Perfeito, peço que a bela dama me acompanhe até o palco para começarmos a indução do transe." Pegando a mão da mulher, Hypnos a guiou pelo teatro até chegar a uma cadeirinha no palco. "Sente-se, por favor, fique à vontade. Já volto. Enquanto isso, minha assistente vai lhe fazer algumas perguntas." Ele se virou e desapareceu novamente. Agora, quem aparecia de repente era minha esposa. Comecei a me odiar por não ser capaz de fazer nada para ajudá-la. Tão absorto em mim mesmo que não prestei atenção nas perguntas que minha esposa fez — ou talvez não devessem ser ouvidas por todos, não sei. O que eu sei é que, assim que minha esposa apareceu, desapareceu sem deixar rastro, deixando a mulher sentada, visivelmente nervosa por estar na frente de todo o público.
Também não saberia dizer se por sorte ou não pra mulher, mas Hypnos não demorou pra voltar, só que não veio sozinho, pra dar mais um golpe no meu orgulho já todo ferrado. Ele trazia na mão uma correntinha prateada bem brilhante e fina que chegava até uma coleira preta que minha mulher usava no pescoço, enquanto ela avançava usando as mãos e os joelhos. Mas o que mais me desconcertava era ver na cara dela aquele sorriso caloroso, o mesmo que ela fazia toda vez que me dizia que me amava.
Bela dama, minha assistente já me deu as respostas dela, mas não estou totalmente convencido de que ela foi sincera. Por exemplo, ela diz que você veio sozinha ao espetáculo, que tem 39 anos, nunca transou com outra mulher e nem tem interesse nisso. Então vou ter que arrancar respostas sinceras do meu jeito." Do meu lugar, dava pra ver como as revelações irritavam a mulher sentada no palco. Sinceramente, achei que ela ia se levantar a qualquer momento e ir embora. De fato, ela se levantou da cadeira, mas Hypnos se colocou na frente dela. Com um movimento rápido, abriu o punho e desenrolou um relógio de bolso com corrente, que começou a balançar diante dos olhos da mulher. "Miriam, você não pode escapar do feitiço dos meus olhos. Ninguém escapa do meu olhar." Na hora, a mulher ficou paralisada. No rosto dela, percebi um traço de terror, que rapidamente foi substituído por uma expressão de sono. "Quanto mais você luta contra meu feitiço, mais fundo se afunda nele. Descubra que você realmente não quer escapar, pelo contrário, deseja se entregar ao meu feitiço. Sinta como você é transportada para o fundo do seu ser, num sonho tão gostoso que você desejaria nunca acordar. Um lugar onde só existe minha voz, e onde minha voz se torna sua vontade." Incredulidade e espanto se misturaram nos meus olhos. Aquela mulher estava sendo hipnotizada, ou melhor, já tinha sido hipnotizada em pé, com apenas um relógio de bolso, uma voz suave e um olhar. Foi o suficiente.
Miriam, agora quem vai fazer as perguntas sou eu, e você tem que me responder com toda sinceridade, ok?" — e ela, claro, respondeu que sim.
Miriam é seu nome verdadeiro?" "Sim.
Quantos anos você tem, Miriam?" "39 anos." Pra ser sincero, não esperava que aquela senhora tivesse 39 anos, ela realmente parecia muito mais nova.
Você já transou com outra mulher?" "Não, nunca.
Você veio sozinha esta noite ou tem companhia?" "Vim com a minha filha.
Muito bem, eu sabia, pelo menos uma mentira você já tinha dito. E me diga, Miriam, vocês vieram ao meu show por quê? Por acaso gostam de hipnose ou só querem experimentar?" "Eu vim por causa da minha filha, ela sugeriu que a gente viesse.
Miriam, qual é o nome da sua filha?" "Karla
Excelente, Miriam. Você sabe os motivos da sua filha pra vir pro show?" "Não, ela nunca me contou, só me fez prometer que eu ia participar.
hahaha isso é genial, então pra conseguir as respostas que quero, tenho que apelar pra filha" com toda rapidez desceu do palco direto pra mesa onde tinha ido buscar aquela mulher, lá estava uma jovem com o rosto cheio de pânico e o corpo totalmente paralisado, Hypnos segurou o rosto dela, guiou o olhar da garota pro dele e de novo me surpreendeu, o rosto da garota em questão de segundos mudou de aspecto, parecia que tinha entrado em transe em meros segundos.
Me segue" — essa frase simples foi o suficiente pra garota largar a mesa e seguir ele na direção do palco.
Karla, você me parece muito familiar. Me diz, você já me viu antes ou já esteve em algum dos meus shows? Por que trouxe sua mãe para o meu show?" "Sim, AMOR, eu te conheci há 2 anos, quando fiz 20 anos, fui ao show que você fez em outra cidade e você me hipnotizou no palco. Como você ordenou que da próxima vez que se apresentasse no lugar onde estivéssemos, deveríamos trazer alguém. Somos novas na cidade e ainda não tenho amigas, então trouxe minha mãe.
Aquelas declarações me deixaram gelado, como era possível que aquela garota fosse capaz de entregar a própria mãe nas mãos daquele bastardo, embora por outro lado isso explicasse por que a moça tinha entrado em transe tão rapidamente. E de repente entendi algo que não tinha levado em conta: Karla disse que viu o show dele 2 anos atrás e ainda assim era incapaz de se livrar completamente do controle de Hypnos. O que esperava minha esposa? Será que um dia eu conseguiria libertá-la por completo ou devia me acostumar com a ideia de que ela seria uma escrava toda vez que aquele filho da puta viesse à cidade?
Opa, opa, opa, que bom ver que você é uma boa escrava, Karla. E como prêmio pela sua obediência total, vou te dar um presentinho. A puta que está do meu lado precisa de alguém que ensine ela a comer uma buceta, e a sua é perfeita pra ela praticar. Então, quando eu estalar meus dedos três vezes, você vai acordar, sentar naquela cadeira, tirar a calcinha fio-dental e chamar minha cachorrinha. O nome dela é Ana, e ela está programada pra comer a buceta da primeira mulher que vir sem calcinha." Meu coração disparou a mil por hora. Minha esposa nunca tinha aceitado fazer sexo oral em mim antes, e agora eu ia ver ela fazendo isso em outra mulher. Minha alma se partiu mais um pouco, mas algo começou a crescer dentro da minha calça. O som de dois estalos me trouxe de volta à realidade, e finalmente mais um estalo. Os três já tinham soado e, exatamente como ele ordenou, Karla sentou na cadeira, levantou o vestido e tirou a calcinha. "Vem, putinha, vem. Vamos, Ana, vem aqui, putinha, tenho uma coisa pra você", ela disse, apontando pra própria buceta depilada. Aquilo teve um efeito imediato na minha mulher. Ela engatinhou o mais rápido que pôde até ela e começou a devorar aquela boceta pelada. Antes de ficar completamente hipnotizado pela cena, percebi que Hypnos estava sussurrando algo no ouvido da Miriam, mas eu realmente não me importei.
Passou um tempo, uns 15 minutos, com minha mulher entre as pernas daquela garota, que não parava de gemer, quando de novo a voz de Hypnos ecoou no teatro: "Me responde uma coisa, Ana, você já tinha comido a buceta de uma mulher antes?". Fazendo uma pausa pra responder, minha esposa disse o que eu já sabia: "Não, nunca antes, AMO", e na mesma hora voltou pra sua tarefa pesada. "Já tinha feito sexo oral em algum homem?". Tomando um fôlego fundo, minha esposa respondeu algo que eu também já sabia: "Não, AMO, sempre tive muito nojo". Com um sorriso debochado no rosto, Hypnos finalizou: "Então diz pra todo mundo aqui: por que você tá fazendo isso agora, Ana?". Pegando ar de novo, dessa vez não tão fundo, e pensando bem, nada poderia me preparar pro que eu ia ouvir: "Porque o senhor me ordenou, AMO, e eu sou uma boa escrava, que só vive pra te obedecer e te satisfazer, não importa o que aconteça. Eu devo minha existência ao senhor e só ao senhor, AMO".
Perfeito, Ana, não poderia pedir mais nada de você, também merece uma recompensa. Miriam, venha aqui." Com essa ordem, a mulher que estava em pé em outro ponto do palco ajoelhou-se lentamente até que suas mãos também tocassem o chão e começou a engatinhar em direção a Hypnos. "Ana, como prêmio pela sua submissão, minha mais nova escrava, Miriam, vai lamber seu cu. Me diga, alguém já lambeu seu cu?" Dessa vez, minha esposa não respondeu falando, apenas balançou a cabeça negativamente. "Então tira essa calcinha e chama a Miriam, ela já sabe o que fazer." Sem perder um segundo, minha esposa começou a tirar a minúscula calcinha fio-dental que apertava sua pélvis e, com as duas mãos, abriu suas nádegas para mostrar o cu nu. "Vem, Miriam, olha o que tenho pra você." Como era de se esperar, a senhora se atirou no cu dela e, com muita paixão, começou a beijá-lo e percorrê-lo com a língua. A cena era impactante: três mulheres hipnotizadas, transando de um jeito que jamais fariam em outras circunstâncias. Era surreal.
Não posso dizer que estava curtindo ver aquilo, mas não posso negar que tava muito excitado. Só que quando eu tava menos desconfortável, Hypnos me lembrou da minha miséria: "Ana, querida, me diz como você está se sentindo, tá gostando do que tá rolando?" Sem muita demora, mas com bastante pausa por causa dos gemidos de prazer e falta de ar, minha esposa conseguia falar: "Ai, meu Deus, sim, EU AMO, tô adorando demais, adoro comer buceta e sentir como tão comendo meu cu." De novo com aquele sorriso macabro, o mágico interveio: "Ana, lembra que tá aqui presente, aquele que um dia foi seu marido na plateia. Por que você não para de comer buceta e confessa pra ele o que você tá sentindo agora?" Senti o peso do mundo cair nas minhas costas de novo, dava pra sentir cada olhar em mim. Fiquei paralisado de horror ao ouvir a voz da minha esposa: "Deus, John, tô tão excitada. A Miriam tá enfiando a língua molhada no meu cu, sinto ela entrando e se mexendo dentro de mim. Ai, John, tô tão molhada que meus fluidos tão escorrendo da minha buceta. John, nunca senti tanto prazer. Amo o gosto de buceta na minha boca, amo ser uma escrava, uma puta. Ai, Deus, que delícia, por favor, que nunca pare.
Enquanto minha esposa destruía meu coração, minha alma e meu orgulho com toda a descrição dela, Hypnos separou a Karla e começou a sussurrar no ouvido dela, e ela só balançava a cabeça sem dizer absolutamente nada. Acho que ele a colocou em transe de novo e começou a dar novas ordens, igual fez com a mãe dela. Uns minutos depois, consegui confirmar isso, porque a Karla saiu de cena, mas eu não fazia ideia pra onde ela estava indo nem com qual propósito.
Muito bem, senhoras e senhores, lamento informar que está na hora de encerrar o espetáculo, mas não sem antes apresentar nosso grande final." O público mostrou um pouco de descontentamento ao saber que o fim se aproximava, mas houve muitos aplausos quando ele mencionou o suposto grande final. E do outro lado do palco, Karla reaparecia com uma pequena bolsa de veludo preto.
Como ato final desta noite, reservei algo especial em homenagem à Ana e à Miriam, minhas mais novas escravas" — apontando para Karla, ele indica que ela mostre ao público o conteúdo da bolsa. Era um arnês com um dildo na frente. "Por um lado, e como presente para a mãe dela, a bela Karla vai usar este strap-on brilhante para se tornar a primeira mulher com quem a mãe dela transa." Mais uma vez, o público o ovacionou, enquanto Hypnos agradecia os aplausos. Karla dava novas ordens para a mãe, Miriam, que segundos depois parou de comer o cu da minha esposa, pegou o arnês e começou a colocá-lo em Karla, deixando minha mulher respirar fundo, tentando recuperar o fôlego.
Já para você, Ana, por ter tido a coragem de apostar comigo, tenho uma graduação ainda mais dura”, algo que eu temi desde o início e que tinha certeza que aconteceria mais cedo ou mais tarde, parecia estar chegando. Hypnos começou a tirar a calça, deixando todos os presentes verem a ereção que ela escondia. “Para você, minha putinha, reservei minha rola”, sem que eu pudesse me preparar para o golpe, minha esposa gritava de alegria: “Sim!!! Mestre, muito obrigada, será uma honra receber seu pau…”. Minha esposa não terminou a frase, foi interrompida pelo próprio Hypnos: “Ana, obviamente por ser casada, sua buceta não é virgem, mas tenho certeza de que seu cu é, não é verdade?” Aquilo me deixou sem fôlego, ela nunca tinha me deixado nem colocar um dedo lá, e agora eu ia ver aquele filho da puta tomá-lo para si. “É verdade, Mestre, meu cu é virgem”. Com muita dor, vi minha esposa levantar a bunda no ar, esperando que Hypnos a tomasse, o que não demorou a acontecer. O rosto da minha esposa me fez saber que aquele imbecil tinha rasgado ela ao enfiar a rola de uma vez só. Não foi delicado, muito menos carinhoso. Fiquei realmente assustado por um instante ao ver as expressões da minha esposa, mas não era o que eu pensava. Depois daquele instante, Ana começou a gemer alto, movendo os quadris num ritmo frenético, balançando para frente e para trás, buscando a maior penetração que aquele falo pudesse dar. No entanto, os gemidos da minha esposa não eram os únicos no teatro. Miriam estava montando o dildo que a filha dela usava.
Hypnos não demorou a se ajustar para uma posição mais confortável, se apoiou nas costas dela puxando minha esposa para trás, fazendo o pau dele entrar por completo, arrancando um gemido forte da garganta da Ana. Sendo médico, dava pra ver traços de dor no rosto dela, mas isso não o impediu de continuar naquele ritmo acelerado. Por minha parte, não conseguia parar de pensar na saúde da minha esposa, tava com medo que ela pudesse ter uma laceração grave, mas de novo o cara tratou de desviar minha atenção. Depois de uns 10 longos minutos, ele falou sem parar o esforço: "Karla, Miriam, parem, preciso da ajuda de vocês com essa puta insaciável". As duas mulheres não demoraram a obedecer e se apressaram pra ficar perto da minha esposa. "Karla, com seu brinquedinho, quero que você pegue essa puta pela buceta. Na formatura dela, quero que ela experimente uma dupla penetração. Você ia gostar de sentir isso, não ia, puta?" Um pequeno alarme acendeu na minha mente, aquilo podia machucar minha mulher. No fundo, eu pedia pra que minha esposa acordasse do transe e fosse embora dali, mas a resposta dela, dada entre gemidos, enterrou minha esperança: "Sim, MESTRE, claro, o que o senhor quiser, tô aqui pra te agradar, ahhh!!!" Um grito de dor saiu quando a Karla penetrou ela sem cerimônia nenhuma. Eu já não conseguia ver direito o rosto da Ana, mas o corpo dela tremia, e muito. "Miriam, você vai ficar responsável por chupar a buceta e os peitos dela. Vamos estimular essa vadia ao máximo pra ela aprender que não deve aceitar apostas de estranhos." A partir daquele momento, parecia que tudo acontecia em câmera lenta. Miriam se ajoelhou ao lado da minha esposa, lambendo com força o clitóris e os mamilos dela. Por um segundo, olhei pro rosto da Ana, minha esposa, estava completamente desfigurado, os olhos quase virados. Os gemidos dela denunciavam que tava recebendo uma quantidade enorme de prazer, a respiração acelerava, ela tava hiperventilando. Eu sabia que se continuasse assim, ela ia desmaiar em pouco tempo. Olhei ao redor e todo mundo estava... Estupefatos com a cena, parecia que eu era o único que realmente se importava se algo acontecesse com a minha esposa.
Depois do que me pareceu uma eternidade vendo o rostinho sobrecarregado da minha esposa em êxtase, eu tive razão, Ana soltou um gemido longo e bem forte, resultado óbvio de um puta orgasmo. "Olha só o que vocês fizeram, essa putinha desmaiou, acho que cumprimos o objetivo, escravas. Miriam, limpa o cu dessa vagabunda, que eu enchi de porra, e você, Karla, limpa meu pau com sua boca, não quero nenhum resquício de líquido quando terminar". Movidas por aquele desejo obscuro, as duas mulheres, mãe e filha, atendiam às ordens de Hypnos. Miriam virou minha esposa de bruços e, abrindo as nádegas dela, começou a passar a língua no cu dela, mas não dava pra ver muitos detalhes. Já com a Karla era diferente: ela segurava o falo com as mãos e lambia com todo cuidado, tomando cuidado pra não deixar excesso de saliva e limpando tudo por completo por onde passava.
Mas minha preocupação era outra, tava bem chocado de ver minha esposa imóvel no chão. No começo, achei que ela tinha desmaiado, mas conforme os minutos passaram, comecei a ter dúvidas. Ficava me perguntando se não era parte do truque do Hypnos e que ele mesmo tinha feito minha esposa perder a consciência. Depois de tudo que ele fez a Ana fazer, parecia que essa última parte seria a mais fácil de conseguir. De qualquer jeito, não teria como saber até o pesadelo acabar de vez.
Senhoras e senhores, é assim que nossa apresentação chega ao fim. Se vocês gostaram, não hesitem em nos recomendar para seus amigos e conhecidos. Para mim, foi uma honra e um prazer me apresentar diante de todos vocês. Não se preocupem com minhas belas voluntárias — vou levar alguns minutos para desprogramá-las, o que não é nada divertido e, por isso, não faz parte do show. Desejo a todos uma noite maravilhosa. Dirijam com cuidado até em casa."

A cortina se fechou. O aplauso dos presentes foi de arrepiar — risadas, ovações e muitas expressões de espanto ecoavam naquele lugar. Mas, para mim, não havia espanto, nem admiração. Só medo. Um pavor imenso me dominava. Eu me perguntava o que seria da minha esposa, o que eu deveria fazer: esperar por ela dentro do teatro, ir para casa e rezar para que ela chegasse bem ainda naquela noite ou no dia seguinte. O recinto foi se esvaziando enquanto os minutos passavam. Muitos tinham ficado, esperando ser testemunhas de algo mais, mas depois de 10 minutos ficou claro que ali não ia rolar mais nada. Só que eu não podia me dar ao luxo de ir embora. Eu tinha que esperar.

Meu relógio já marcava 2h45 da manhã quando recebi uma ligação no celular, na tela aparecia de novo o nome da minha esposa, Ana. Hesitei em atender, pensando que poderia ser Hypnos respondendo, mas no quarto toque decidi atender: “…alô… querida, sou eu, Ana” — finalmente a voz da minha esposa. “Love… tô do lado de fora do teatro, por favor… vem me buscar” — a voz dela parecia meio cortada, como se tivesse chorado. Sem pensar duas vezes, corri pelo teatro em direção à saída, nunca tinha corrido tão rápido. Em questão de segundos já estava na porta, a uns dois metros dela, mas ela não estava sozinha. Minha esposa, ao me ver chegar, quis correr pra me abraçar, mas era óbvio que estava machucada, então só deu uns passos e desabou pra frente. Por sorte eu já estava bem perto e consegui evitar a queda, abraçando ela o mais forte que pude, enquanto sentia as lágrimas dela no meu pescoço.
Que cena comovente, ver vocês quase me faz sentir culpado pelo que aconteceu, mas sendo sincero, me faz sentir muito melhor", eu sabia que Hypnos estava falando, mas só me importava levar minha mulher e cuidar dos ferimentos dela. "Meu amor, você está bem? Consegue andar?" Ana só conseguiu me olhar com os olhos vermelhos de tanto chorar, mas não disse uma palavra. "A puta não tem permissão para falar, então não pode te dizer nada enquanto eu não decidir. Você vai ter que se acertar primeiro comigo para poder levá-la para casa." De novo, a impotência tomou conta de mim e, abraçando minha mulher com mais força na frente de Hypnos, "Filho da puta, solta ela agora. Você disse que se eu me comportasse no seu show idiota, você a deixaria ir. Agora cumpre sua maldita palavra e nos deixa em paz." Pude sentir minha esposa se agarrar a mim com toda força enquanto o choro dela ficava mais alto. "Puta que pariu, como você é burro. Ana, por que você não explica a situação pra esse idiota do seu marido?" Se soltando um pouco dos meus braços, o suficiente para nos olharmos de frente, minha esposa falou: "Meu amor, por favor, não irrita ele. Você não sabe do que ele é capaz. Por favor, eu só quero ir pra casa com você e..." Com a raiva que senti dela tentar defendê-lo, sem pensar que talvez ela estivesse tentando se defender dele, a interrompi bruscamente: "Não é possível que você o defenda, Ana, pelo amor de Deus, depois de tudo que ele fez. Além disso, não me parece que você esteja sob hipnose agora. Seu olhar não está igual ao do teatro. Talvez ele já tenha te libertado e só esteja brincando com a gente." Senti novamente os braços da minha esposa me envolverem e se agarrarem às minhas costas com toda força. O choro continuava e o corpo dela tremia de pavor enquanto Hypnos falava: "Ana, parece que seu marido não aprendeu a lição. Ele viu o poder da hipnose e não consegue acreditar que, mesmo eu permitindo que você mantenha sua personalidade, você ainda fará tudo que eu mandar. Talvez você precise lembrá-lo de quem você é." Por um segundo, o tremor parou e, bem atrás de mim... Eu ouvia minha esposa tentando não responder, mas no fim ela disse: “…sou… sua… escrava… AMO, sua… puta, uma vagabunda que… faria qualquer coisa pelo senhor”. E quando terminou, eu sentia de novo o tremor e o soluço do choro dela.
Meu amor, não sei como ele conseguiu, mas ele fez alguma coisa comigo e eu não consigo, ai meu Deus, ele disse que se eu não aceitar os termos dele, ele vai me levar com ele e a gente nunca mais vai se ver, por favor, não provoca ele pra gente poder ir pra casa." "Cala a boca, escrava, parece que seu marido precisa de outra demonstração do meu poder sobre você." Sem que ela pudesse falar nada, Hypnos tomou a palavra de novo: "Me escuta bem, escrava, vou te fazer umas perguntas simples e quero que responda com toda sinceridade. Se tentar mentir, você sabe o que te espera." Com a voz embargada pelo choro, minha esposa aceitou os termos de Hypnos.
Antes dessa noite, você já tinha se sentido atraída pela hipnose?"
"…sim, desde… desde que eu era adolescente.

Antes de mim, alguém mais te hipnotizou?" "... não... ninguém, o senhor foi o primeiro.
Me diz o que você achou do show?" "Foi horrendo... macabro... um pesadelo.
Ana, te lembro que se mentir, vou perceber. Me diz, você gostou quando a Miriam tava comendo sua buceta?" "... … … s… i…" "Fala alto e claro, puta, não gagueja." "Sim, eu gostei quando a Miriam tava comendo meu cu.
Viu como não é tão difícil ser sincera, Ana? Agora me diz: você curtiu lamber a buceta da pequena Karla?" "Sim, curti sim.
Você gozou quando comeu minha pica?" "Sim, AMEI, gozei pra caralho". Naquele instante, senti os braços da minha esposa relaxarem até se soltarem, enquanto a cabeça dela caía para a frente e ficava imóvel. Com minhas perguntas e fazendo ela lembrar do que aconteceu, Hypnos a fez cair em transe novamente.
O que você mais gostou no show, sua putinha?"
"Sem dúvida, AMO quando enfiam no meu cu, e depois quando a Karla meteu na minha buceta, enquanto a Miriam passava a língua no meu corpo inteiro e de repente você me ordenou ter um orgasmo tão forte que me faria me perder irremediavelmente sob seu poder e tão fundo na hipnose que, não importasse o que acontecesse depois, eu sempre seria sua putinha e você meu AMO.

Como pode ver, a vontade da sua esposa me pertence. Então, vou te dar a chance de levá-la pra casa. Sei que como médico você vai muito bem, então vai te custar só 500 mil euros pra tê-la de volta." Meu sangue gelou, fiquei paralisado — aquela grana era tudo que eu tinha juntado pra terminar nossa especialidade. Talvez minha esposa tivesse falado algo, mas não importava, não tinha outra escolha a não ser dar o dinheiro. Peguei meu talão de cheques do paletó e emiti o cheque pelo valor acordado. Ele pegou o cheque com um sorriso no rosto, deu meia-volta e estalou os dedos três vezes.
De repente vi que o corpo da minha esposa voltava a se mover e se levantava devagar. "Amor, me desculpa, acho que desmaiei. Deve ser o plantão duplo no hospital, me afetou e eu apaguei." Olhei pra ela com uma cara de incredulidade. Será que ela tinha esquecido tudo que aconteceu? Fiquei me perguntando se o pesadelo tinha finalmente acabado.
Você não lembra de nada, Ana?" "A última coisa que lembro é que saímos do hospital depois de trabalhar em dobro pra ir ao balé e de repente senti uma tontura e, bem, acho que desmaiei. Me diz, quanto tempo fiquei desacordada? Ainda dá pra ir ao balé?" Respirei aliviado, peguei minha esposa e abracei ela com toda a força que pude. Enquanto caminhávamos até o carro, expliquei que ela ficou quase 3 horas desacordada e que por isso não tinha como chegar ao balé.
Já no carro, enquanto dirigia pra casa, ficava pensando em tudo que rolou naqueles dias, refletindo se um dia ela ia lembrar disso ou se eu devia fingir que nunca aconteceu nada. Minha esposa dormia tranquilona no banco do carona, mas a umas quadras de casa, o celular dela tocou, e ela acordou na hora. "Fala a Dra. Ana Rivas, em que posso aju...", minha esposa não conseguiu terminar a frase. Naquele momento, eu soube que era Hypnos falando com ela. "Sim, AMO, serei sempre sua escrava mais devota, sim, AMO, obedecerei tudo que o senhor me ordenou, não, AMO, jamais". Depois de ouvir um estalo, minha esposa voltou a si. "Não, número errado, sim, claro, não se preocupe", e encerrou a ligação. Vendo meu olhar intrigado, ela explicou: "Parece que o povo tá cada vez mais distraído, era um senhor tentando ligar pro banco. Não é estranho? Pro banco a essa hora..." Uma pontada percorreu minhas costas inteiras enquanto minha esposa me sorria com doçura...

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