http://www.poringa.net/posts/relatos/3960441/Mudanza.htmlNo dia anterior ao nosso casamento, os quatro vizinhos decidiram nos dar uma surpresa. A Roxy já tinha o vestido de noiva em casa, e esses caras não tiveram ideia melhor do que "abençoar" o traje pra ela poder arrasar na igreja. Chegaram na nossa casa, mandaram a Roxy vestir o vestido (ela tava linda com aquela roupa) e me disseram que iam "curar" ele de um jeito especial. Damián, Benítez, Alfonso e Carlos, com as rolas pra fora da calça, cercaram minha noiva, que se ajoelhou na frente de todos e começou a bater uma pra eles de leve, enquanto dava linguadas nas cabeças das picas. Ela me olhava com a maior cara de safada e falava:
— Meu amor, eles vão abençoar meu vestido com um líquido bem especial, sabe qual é?
Os outros se cagavam de rir, enquanto minha noiva continuava com o movimento suave das mãos nos paus deles. Assim, entre punhetas e chupadas, os porcos gozaram em cima do vestido, aquele com que ela ia jurar amor eterno pra mim no dia seguinte. O véu ficou completamente encharcado de porra, e a Roxy chupava dali tudo que conseguia. Eu chorei naquela vez porque não achei que a Roxy fosse tão longe. Quer dizer, é verdade que ela trepava com qualquer um na minha frente, mas eu achava que a Roxy respeitava o valor simbólico da nossa futura união. A parada do vestido me ofendeu pra caralho, mas nem por isso ia cancelar meu compromisso com ela. Tanto que no dia seguinte a gente casou, na igreja, com festa e tudo mais. Já no Cartório, o Carlos e o "macaco" comeram ela no banheiro (porque, claro, todos eles, mais uns vinte amigos, vieram pro casamento). Durante a cerimônia na igreja, não tive escolha a não ser dar o "sim" na frente de todo mundo, com a Roxy do meu lado exibindo o vestido todo sujo de porra desses vagabundos. Quando o padre falou as palavras tradicionais de "pode beijar a noiva", tive que descobrir aquele véu cheio de manchas de sêmen (tocando com minhas mãos, por claro), e senti um nojo profundo. Pra piorar, quando o padre segurou o também tradicional "pode beijar a noiva", a Roxy desviou minha boca e me fez dar um beijo na bochecha dela, primeiro porque o Damián tinha dito no dia anterior que eu não podia mais beijar ela na boca, e segundo porque nas bochechas dela tinha porra seca do "macaco" e do Carlos, que tinham deixado depois da foda no banheiro do cartório, algumas horas antes. Mais ainda, no momento anterior, quando tive que colocar o anel, senti ele escorregadio no toque das minhas mãos. Aí caiu a ficha que a filha da puta da minha noiva tinha tirado ele escondido pra que os dois degenerados enchessem de esperma!
Depois, na festa, a coisa virou uma putaria sem controle. Embora a que agora era minha esposa tivesse que disfarçar um pouco porque a família dela tava presente (a minha não preocupava ela muito, com certeza), ela dava um jeito de ir por todos os andares do salão pra foder com qualquer um dos malditos amigos e conhecidos do "macaco" Damián, e também com ele, claro. Até batia punheta em caras nos cantos, na surdina. Minha sogra, por sua vez, tava horrorizada com a presença desses caras na festa e vinha me culpar por ter convidado eles. Meu sogro apoiava ela e repetia, como tantas outras vezes, que eu não era o homem certo pra filha dele. Assim continuou até os parentes irem embora. Aí minha esposa Roxy se soltou mais e deixou ser comida pelos meus primos (Raúl, Gerardo e Daniel) e até pelos meus amigos (Rubén, o ruivo, Santiago, Darío, Marcelo e Abelardo). Todos juntos meteram nela no meio do salão. O ruivo tava como que doido, repetia sem parar: "vou arrebentar o cu dessa puta!" E assim fez. E assim fizeram todos. Porque os garçons, o barman, o DJ, os fotógrafos e os seguranças também aproveitaram pra comer a Roxy. Aí entraram o Damián e os vizinhos. Também o dono do salão, um velho gordo bigodudo que tinha uma piroca do tamanho de um braço. O final da festa foram uns 60 ou 70 caras gozando em cima da minha mulher. E todos gritando "puta" e "comilona". Comigo também me chamavam de dois jeitos: "corno" e "chifrudo". Meus amigos, por sua vez, saíram do salão me parabenizando pela puta que eu tinha agora como esposa, e mais de um se abriu comigo, dizendo que já fazia tempo que queria comer ela. Minha mulher não aguentava mais, mas me prometeu que ia deixar eu bater uma depois no hotel, observando ela enquanto dormia. Isso sim, sem fazer muito barulho pra não acordar ela.
As férias de lua de mel com a Roxy foram inesquecíveis, embora pra mim num sentido muito pior do que pra ela. Bah, ela se divertiu pra caralho, se enfiando com uma dúzia de caras. A gente tinha ido pra República Dominicana por gentileza do meu sogrão, que tinha dado a viagem de presente. Já no restaurante do hotel, no primeiro dia, a Roxy reparou em dois caras negros sentados bem perto da nossa mesa. Chamou eles e já foi soltando a bomba:
— Galera, tô aqui com meu marido em lua de mel, mas como meu macho em Buenos Aires não quer que eu transe com ele, e nem eu tenho interesse, deixo claro, preciso que vocês me façam um favor, pode ser?
Os caras sacaram a parada na hora (a do macho alfa e do corno submisso), enquanto me olhavam de canto de olho, sorrindo.
— Tem amigos? — perguntou a Roxy.
— Todos que você quiser, gostosa — respondeu o mais fortão dos dois, que devia ter uns dois metros de altura.
Foi assim que a Roxy comeu uma trintona de negros numa semana. Ela era comida no hotel ou em umas casas ali perto, de algum dos caras. Quando a gente ia pra praia, ela era o centro das atenções; a filha da puta tava um tesão, usando um biquíni minúsculo, com uns peitos e uma bunda espetacular. A gostosa tava cada vez melhor. Parece que a rola e a porra em quantidade melhoravam ainda mais o corpo dela. Lá, dezenas de caras abordavam ela, embora ela recusasse alguns, inacreditavelmente, porque dizia que nessa viagem ia transar só com negros, na medida do possível, claro. Um dia que a gente tava tomando sol (uma vez ela chegou ao cúmulo de se bronzear com sêmen, lembro), ela me disse:
— Meu amor, meu corno, vou pedir pro Dami lá em Buenos Aires me organizar uma festa de aniversário só com homens negros. Umas 40 ou 50, sei lá. Ele, que é moreno, vai ser o único não-negro presente naquele dia. Quero me entupir de pica e porra de preto! — exclamava e abria os braços como se tivesse comemorando. Faltavam três dias pra voltar pra Buenos Aires, a Roxy pediu pra adiantarmos a volta, porque tava morrendo de saudade dos vizinhos, especialmente do Damián:
— Mas, meu amor — falei pra ela —, a gente tem mais três dias pagos de estadia aqui em Santo Domingo (eu tava me virando um pouco melhor do que em Buenos Aires, por outro lado).
— Já sei, cuck, mas cê tem que entender, tô precisando da pica do Dami, tô com saudade. Tô com uma vontade louca de mimar e acariciar ela; não aguento mais ficar longe daquele monumento de pica. É verdade que já comi e engoli a porra de não sei quantos negões aqui, mas a do Dami é única, meu amor.
A última noite foi antológica. Uma entrada e saída de negões do quarto do hotel de um jeito impressionante. No fim, entrava qualquer um: até os garçons dos quartos comiam ela, fossem brancos ou pretos. Também passaram pela buceta e pela bunda dela o porteiro e o gerente do hotel, dois velhos degenerados, mas com picas bem pequenas. Durante a loucura da orgia, e aproveitando que nem o Damián nem os vizinhos estavam lá, eu tirei a pica pra fora e tentei me juntar a todo mundo que se amontoava no quarto pra meter ou fazer a Roxy chupar. Um negão me parou na hora e me avisou:
— Não, você não pode, cuck, isso é proibido pra você.
Continuei no meio da multidão sem ligar muito pro que aquele negão disse, perdido na excitação do momento. Lá, quando me aproximei no meio do tumulto, consegui ver que de quatro na cama a Roxy tava com uma pica no cu, uma na buceta, duas na boca e batendo punheta pra mais duas, tudo pica de negão, por acaso. Quando ela me viu e adivinhou minhas intenções com minha piquinha pra fora, saiu daquela bagunça de paus, veio furiosa na minha direção e me deu um tapa na cara:
— Já vai ver quando o Damián souber, otário — ela me ameaçou.
Todo mundo ficou em silêncio e um medo profundo tomou conta de mim. Não queria que os vizinhos descobrissem que eu tentei tocar ou comer a Roxy. Roxy, porque eu sabia que eram capazes de fazer qualquer coisa comigo. Depois de alguns segundos de silêncio constrangedor, a orgia continuou, não sem antes umas palavras da minha esposa:
—Desculpa o idiota, ele já vai ter o que merece em casa.
E tudo seguiu seu curso, claro. No fim da noite, o cheiro de porra, esperma, fluidos, suor e confinamento dentro do quarto era inacreditável. Uma infinidade de caras tinha passado, a maioria negros, que tinham comido a Roxy em grupo. Ela estava feliz, embora não falasse comigo por causa do que tinha acontecido há pouco. Estava toda melada de esperma e com todos os buracos arrombados. Eu, por minha vez, tinha agora a difícil tarefa de convencê-la a não contar o ocorrido para os vizinhos em Buenos Aires. Para isso, teria que apelar para os recursos mais baixos, e para alguns dos mais humilhantes que existem.
Quando voltamos pra casa, mal abri a porta da entrada com toda a bagagem na mão, vimos os vizinhos que estavam nos degraus do corredor tomando umas cervejas. Como sempre, bem bebados. A Roxy chegou feliz, tomada pela emoção, indo encontrar esses putos.
— Galera! — exclamou — tô feliz de ver vocês de novo, senti saudade — falou num tom carinhoso — e enfiou o corpo num abraço com eles, que aproveitaram pra apalpar ela toda de cima a baixo, dando vários beijos de língua. Ela também não perdia a chance e passava a mão no pau dos quatro. Murmurava toda puta:
— Senti saudade das vossas pirocas também…
— Isso aí, vadia! — falavam eles em coro.
Me ignoraram completamente. A Roxy só virou pra mim pra mandar eu levar as malas pra casa.
— Leva e deixa no quarto, corno.
— Obedeci, claro, enquanto os outros enfiavam ela, entre apalpadas, pra dentro do apê deles pra dar as “boas-vindas”. Aquela noite ela não voltou pra dormir. Ficou transando com os quatro até as sete da manhã, hora que apareceu, com cara de cansada e cheirando a bebida, baseado e sexo. Eu tava me arrumando pra ir trampar, e nisso ela fala:
— Lembra do que a gente conversou na volta, corno.
Como esquecer aquela conversa. Pedi de um jeito patético, chorando igual uma bichinha, pra ela não contar pro “macho” Damião o que rolou no hotel. Ela não cedia, e isso me desesperava ainda mais. O resto dos passageiros do avião ouvia minhas súplicas e, entre os estrangeiros, algum que entendia espanhol se cagava de rir. Ainda bem que tinha bastante gringo na viagem, que não entendiam o que eu implorava pra Roxy (mesmo assim, ela comeu três desses gringos no banheiro do avião, enquanto eu convencia a aeromoça, de fora, que a Roxy tava passando mal). Por fim, ela aliviou um pouco e disse que ia pensar. Depois de dormir umas horas durante o voo, acordei e a Roxy soltou sem mais nem menos:
— Beleza, chifrudo, você vai Ter que aceitar algumas exigências se você não quiser que eu conte pro Dami sobre o hotel. Primeiro, você vai ter que passar o apartamento do centro pro meu nome, e segundo, vai ter que me entregar seu salário pra eu administrar. Essas são as duas condições. Por outro lado, você sabe que já larguei o trampo faz tempo e também tô pensando em largar a faculdade, já que o Dami quer que eu me dedique em tempo integral aos novos planos que ele tem pra mim, e que a gente conversou antes do meu casamento com você e antes dessa viagem pra Santo Domingo. Esses planos incluem a possibilidade certa de eu me prostituir. Ele me contou que já tem vários caminhoneiros da área engatilhados (a gente mora na zona fabril do Parque Patricios, onde ficam os galpões de onde saem os caminhões pro resto dos estados) pra virar meus clientes. Além disso, ele também me adiantou que você não vai mais dormir comigo, porque agora que sou uma *slut* casada, preciso de um *male* de verdade pra dormir na cama, e esse *male* vai ser ele, claro.
— Mas Roxy… e eu, onde vou dormir? — perguntei, pensando que agora sim, a chance de mudar tinha ido pro saco de vez.
— Ai, meu anjo, não se preocupa. O Dami já pensou nisso e chegou à conclusão que o melhor é você falar com o dono da casa e alugar o barraco que tem na laje.
— Roxy, esse barraco é minúsculo, tá cheio de tralha velha e tem cheiro de 50 anos de fechado, você não pode fazer isso comigo…
— Eu não faço nada, meu *love*; foi meu *male* quem decidiu, e as ordens dele não se discutem. A menos que você queira contrariar ele…
— Não, Roxy, não! — implorei, cagando de medo — não fala nada pra ele, pelo amor…
— Kkkkk — ela riu — bom menino. Além disso, minha vida, você vai se virar. Vai ver que vai passar mais tempo ocupado servindo bebida pros meus *males* e pros clientes que aparecerem em casa do que lá dentro. Por outro lado, você vai ter que arrumar um trampo de fim de semana pra pagar esse aluguel.
— Mas Roxy! — protestei. —Sem reclamar, corno. Agradece que o Dami quer te manter por perto porque ele diz que você ainda serve de capacho pra ele, senão ele te dava um chute na bunda que você nunca mais me via na vida —ela me afirmou.
—Não, Roxy, não! —falei desesperado. Não aguentava a ideia de perdê-la, qualquer coisa menos isso. Ela tava tão arrogante ultimamente que doía muito o desprezo dela; mas, ao mesmo tempo, tava mais gostosa do que nunca, mais segura de si, mais mulher. Eu, pelo contrário, cada vez mais punheteiro, mais otário, mais cagão e mais inseguro.
—Então se comporta, chifrudo. E se prepara porque de agora em diante vou ser o dobro de puta do que fui até hoje. O Dami me fez entender, além disso, que agora que sou casada, você tem que ser mais corno do que antes. Sua galhada você vai exibir em todo momento e em todo lugar. Por isso vou na sua firma dar pra seus colegas de trabalho, pros seus chefes, e pra quem mais aparecer.
E foi assim, sem mais. Naquela semana, ela deu pra todo o pessoal do escritório, incluindo os dois chefes de andar. Até se arriscou a ficar com a secretária, embora a Roxy não curtisse muito a parada. “É só pra você se sentir um corno completo”, ela repetia. Levei todo mundo pra casa pra eles possuírem ela, por exigência do “macaco”. Até os faxineiros comeram ela, que eram uns seis. Deram nela todos juntos, mas isso sim, numa sala de serviço do escritório, “porque dava mais tesão”, segundo eles. Passei a ser, desde aquele momento, o otário do escritório. Até me fizeram colocar um cartaz no meu cubículo que dizia: “sou o único infeliz que não come a própria esposa”. Perderam o respeito que tinham por mim e passei a servir de office boy pra quase todo mundo. Me mandavam limpar os banheiros, inclusive. Lá pro fim de janeiro, por sua vez, a Roxy comemorou o aniversário de 23 anos e o “macaco” deu pra ela o que ela tanto queria: uma porrada de negão pra enfiar nela. Não sei onde aquele degenerado arrumou Esse cara, mas conseguiu juntar 12 negros nigerianos (ela teria preferido que fossem mais, é verdade) com paus monstruosos pra encher todos os buracos dilatados da minha mulher. Digo que não sei onde ele arrumou porque naquela época não tinha tantos negros africanos morando no país. A questão é que os negros e o Damião foram o presente da Roxy num novo aniversário dela. Nada de flores nem pulseiras, senhores; paus pretos!, que era o que deixava a Roxy tão, mas tão doida. Já na festa de aniversário tradicional, a Roxy não me convidou. Ela comemorou primeiro com os vizinhos e com algumas amigas dela que sabiam que eu era um corno de marca maior. Eu ouvia do quartinho da laje como elas gritavam e cantavam parabéns pra Roxy todas juntas. Depois, finalmente as amigas foram pra farra com os outros vizinhos e deixaram a Roxy sozinha com o "macaco" e os 12 negros, pra ela poder "soprar as velinhas" do jeito dela. Ela me contou no dia seguinte que não deixou nada por fazer naquela orgia. Rasgaram o cu dela enfiando duas picas de cada vez, metiam os paus na orelha dela só por diversão, ela abria bem os olhos pros negros e pro Damião gozarem nas retinas dela, e quando pararam pra comer, ela adicionou esperma que tinha juntado de todos eles pra temperar uma salada mista. Mais puta, impossível.
Roxy logo começou sua carreira de puta (paga). Você tinha que ver: o dia inteiro dentro de casa de lingerie e com sapatos de puta (daqueles de salto que as atrizes pornô usam). Os caminhoneiros passavam e passavam pela casa o dia todo. Eu ia trabalhar cedo de manhã e naquela hora já tinha caminhões estacionando na frente ou na porta de casa com caras que vinham comer minha esposa. Os caras entravam e davam a grana diretamente pro Damião ("meu administrador", como a Roxy costumava dizer). Mas não entravam só caminhoneiros, também outros caras: velhos, gordos, magros, moleques do colégio que queriam estrear; enfim, qualquer tipo de macho, e machos de todos os tipos. Naquele 1995, ela virou um depósito de esperma. Às vezes, os caminhoneiros a contratavam pra levar ela pra viajar pra algum estado num fim de semana, e ela ia, com a permissão do macho dela, claro. Lá, grupos inteiros de caminhoneiros enfiavam nela, principalmente em cima dos caminhões, quando voltavam de deixar alguma carga e se juntavam vários motoristas. Uma vez ela contou que levaram ela pra um camping em Concórdia, Entre Rios, onde tinha uns 150 caminhoneiros mais ou menos, e que eles ficaram tão de saco cheio de comer ela num sábado, que simplesmente usaram ela de chupeta no dia seguinte. Usavam ela só pra se esvaziar na boca dela. Ela tinha que se aproximar deles enquanto jogavam cartas ou bebiam, e ali mesmo abrir a braguilha e puxar a rola. Outros escolhiam um caminho mais bruto, pegavam ela pela cabeça e enfiavam a pica até a garganta, até a porra transbordar pela boca toda. Naquele fim de semana, ela virou a campeã das chupetas. Tive que levar ela de volta pro hospital na segunda-feira seguinte, quando ela voltou de Concórdia, e os médicos tiveram que tirar meio litro de sêmen do estômago dela. Já naquela época, a Roxy dormia com o macho dela e eu no quarto da varanda. Eu tinha arrumado um trampo no zoológico vendendo garapinhada nos fins de semana. de semana e com isso pagava o aluguel e a comida. O dono da casa, por sua vez, tinha concordado de má vontade em alugar pra mim. Só porque o Damián entregou a Roxy pra ele comer que o cara afrouxou. “Agradece à tua mulher, corno, que ainda tens onde morar”, o dono me humilhava. A primeira vez que entreguei o salário pra Roxy — numa sexta à noite — ela disse bem soltinha:
— Você tem que levar pro Damián, ele é quem administra pra mim.
— Que?! — gritei — nem fudendo. Eu falei que dava pra você, não pra ele.
— Corno, ele é meu macho, praticamente meu dono. Sugiro que leve agora, ele quer antes do dia 10 de cada mês e já estamos no dia 8, então se apressa — ela me avisou.
— Não — falei firme. — Se for o caso, leva você ou faz o que quiser.
— Bom, tá bem — ela disse — mas não sei se ele vai aceitar. Ele quer que você, como um bom chifrudo, leve o salário.
A Roxy foi até casa (onde eu morava com ela até pouco tempo) e falou com o “macaco”. Daí a pouco voltou e bateu na minha porta.
— Não tem jeito, cornetinha, ele quer que você entregue.
— Não, eu não vou dar. Aliás, vou falar com ele agora mesmo.
— Desci as escadas do terraço e subi as que vão pro meu antigo apartamento, mas vi que o “macaco” tinha descido e estava na porta da casa que dividia com os outros cafetões, conversando com o Alfonso, então fui procurá-lo lá. Ele estava prestes a entrar quando o encarei, todo nervoso:
— Macaco, por que você faz isso comigo? Não basta a Roxy levar meu salário pra você?
— Você me chamou de “macaco”? — ele cuspiu.
Aí percebi a merda que tinha feito. Tinha encarado ele e errado, chamando pelo apelido, sendo que ele nunca me deu confiança pra isso. Tava mais envergonhado por me sentir culpado do que cagado de medo de alguma reação violenta que ele pudesse ter. Ele insistiu:
— Você me chamou de “macaco”, sua puta?
Me deu um tapa tão forte na cara que caí no chão. De repente. Aí sim que comecei a sentir medo. De dentro de casa saiu o Carlos, que aproveitou pra me chutar várias vezes no estômago enquanto eu tava no chão. Passei a mão no rosto e tava sangrando. Era meu nariz, que o "macaco" tinha se encarregado de quebrar na porrada. Nisso minha mulher desce as escadas desesperada. "Ela vai me defender", pensei comigo. "Vai botar esses caras no lugar, vai falar que eles passaram dos limites", com certeza. Mas quando ela desce e me vê no chão, sangrando, olha na hora pro Carlos e pro Damián, que continuavam parados no corredor. Um sorriso malicioso se formou na cara dela. Sem dizer nada, e mudando a expressão do rosto pra uma mais severa, me ordenou secamente: "sobe". Me levantei, ninguém falava no corredor, só eu reclamando baixinho por causa do tratamento que levei. Quando cheguei na laje, minha mulher sussurrou no meu ouvido: "viu, seu otário, provocou eles e se deu mal. Finalmente teve o que merecia. Agora diminui o salário do Dami na hora, antes que ele suba e te desfigure pra toda a colheita". Obedeci na mesma hora. Juntei a grana que tinha dado pra Roxy e fui até a casa do Damián. Quem me fez entrar foi o Alfonso, que tinha visto e ouvido tudo desde o começo. Ele pediu pro Carlos, que tava dentro de casa, se acalmar, porque me viu e quase partiu pra cima de mim. Disse que eu vinha "pagar o aluguel", só isso. O Alfonso me pediu pra sentar porque o Damián já vinha. Sentei pensando que seriam só uns minutos. Me enganei. Me deixou duas horas e meia lá. Apareceu de repente com cara de sono. O filho da puta me deixou esperando lá e foi tirar um cochilo! Era umas doze da noite, eu tava com fome, e era a hora que os caras começavam a chegar em casa pra comer minha mulher (sexta-feira o "macaco" entregava ela, mas não por dinheiro). Ele disse depois de sentar:
— Olha, corno, se eu falar pra sua patroa que você tem que me diminuir Você tá me baixando o salário, entendeu? Não quero ficar puto, porque com os caras, se der na telha, a gente te faz aparecer jogado numa vala. Cê acha que eu não sei que você quis comer ela na lua de mel? Cê pensa que eu sou otário? Então, não enche mais o meu saco e me traz a grana aqui assim que te pagarem no escritório. Se te pagarem no dia cinco, você me entrega no cinco, combinado?
Eu abaixei a cabeça e falei que sim. Depois ouvi o som da campainha e a bagunça vinda da rua. Era uma nova matilha de caras prontos pra transformar a Roxy na rainha das putas.
— Agora vaza que eu quero me divertir. Hoje sua mulher vai lixar a ponta das nossas picas com aquele cu todo comido que ela tem. Isso aí, se prepara porque tem muito macho pra atender hoje, hein?
Eu fui embora sem reclamar, feito um corno manso. Aquela noite foi uma das piores. Me humilharam do pior jeito, cuspiam em mim quando eu passava servindo as bebidas e me chamavam de "cuck" o tempo todo (esse virou praticamente meu nome próprio). Além disso, a casa encheu de machos como nunca, e a Roxy parecia não dar conta. A casa dos vizinhos (a festa era lá) tava lotada de caras, não cabia mais ninguém por questão de espaço físico. E ainda tinha uma fumaceira danada de cigarro e também de maconha, com um cheiro forte de sexo e suor. Num momento, a Roxy começou a sangrar o cu de tanto que enfiavam nela. Mesmo assim, os caras continuavam comendo ela do mesmo jeito, e ela gritava que era a maior puta do continente, e que se o Damião mandasse ela se foder com todos os machos do país, ela faria sem problema, porque era a puta pessoal dele. Os machos continuavam chegando, e os que estavam dentro saíam um pouco pra rua porque já não conseguiam respirar lá. Eu tava me afogando, enquanto a Roxy engolia a porra de todos os caras presentes. Naquela noite, com certeza deviam ter dado o campeonato de chupadoras de pica pra ela, porque mamou tanta rola que a boca ficou dormente de tanto chupar.
— Que puta do caralho que eu sou! - gritava Roxy - quero mais paus, bebês, quero esperma, filhos da puta! Façam um filho em mim, todos juntos!
E os caras deliravam. Mas finalmente aquela noite acabou e pude descansar um pouco. Só umas duas horas, porque logo tinha que me levantar pra ir pro trampo de fim de semana no zoológico.
Na segunda-feira seguinte, tinha que fazer o trâmite pra passar o apartamento do centro pra Roxy. Combinamos de nos encontrar numa esquina do centro da cidade, bem perto do cartório onde íamos assinar a transferência. Qual não foi minha surpresa ao chegar: vejo ela abraçada e se amassando com o "macaco", na entrada de um prédio a poucos metros da esquina.
- Oi - falei, surpreso e assustado - ele veio te acompanhar? - perguntei. O "macaco" me olhava divertido. Era claro que ele tava no controle da situação.
- Não, meu amor. O Dami veio porque é o principal beneficiário. Você vai fazer a transferência do apartamento pra ele, porque, como já sabe, além de ser meu entregador de macho, ele também administra meus assuntos, então quem melhor do que ele pra cuidar do apartamento?
- Não, Roxy, você não pode me humilhar assim! Me pede qualquer outra coisa, mas isso não - gritei, suplicante.
- Como quiser, minha vida. Mas esquece tudo, e é melhor nem voltar pra casa, porque não faz mais sentido você aparecer por lá se não vai cumprir seus deveres de marido. Depois disso, eu tiro tudo de você num divórcio.
Isso me partiu ao meio. Eu ainda amava ela, apesar de tudo, e não ia desistir dela nunca. Só de ver ela já me dava alegria. Amava ela como nada no mundo. Era patético, mas era assim. Então pensei: "se eu perder um divórcio pra ela, o macho dela vai tomar o apartamento do mesmo jeito, porque já é dono. Além disso, perco ela pra sempre, então no fim das contas é a mesma coisa, passo pra ele e pronto." A transferência foi feita em meia hora, com a tabeliã e alguns dos funcionários dela se cagando de rir. Disfarçadamente, pelo absurdo da situação. Assinamos tudo e pronto: o apartamento estava no nome do "macaco". Quando saíamos do prédio, com a male e a slut abraçadas e se acariciando, Roxy vira pra mim como quem não quer nada:
— Meu love, quero começar a usar o carro.
— Mas se você não sabe dirigir, Roxy.
— E quem disse que eu vou dirigir? É pra me levar, Dami, céu. Dá as chaves pra ele e semana que vem você assina a transferência do carro também.
— Que?! Não! Esquece, não vou fazer isso.
— Fala, cuck — Damián entrou na conversa —, não vamos esperar até encher o papelório que é uma merda. Me entrega agora e depois você assina.
Acompanhei eles até onde tinha estacionado o carro. Dei as chaves pro "macaco" e ele abriu as portas. Roxy se preparava, sorrindo, pra subir no carro. Lá em cima, o "macaco" me diz:
— Tchau, cuck, a gente se vê mais tarde em casa.
— Como assim, vão me largar aqui? Não posso ir com vocês?
— Não, male, hoje quero levar a Roxy pra um hotel pra comemorar esse momento. Vamos pra um que conheço na Panamericana. Queremos ficar sozinhos. Outro dia a gente te pega.
Ele ligou o motor e foram embora. E eu fiquei ali, feito um otário, à beira das lágrimas. Já não tinha nem cutie, nem casa, nem salário, nem carro. Naquela vez, voltei de ônibus do centro, meu novo meio de transporte a partir daquele dia. E ainda, ao voltar pra casa, tinha que servir de forro pros vagabundos dos vizinhos nas suas orgias sexuais. Por sua vez, Damián e Roxy não apareceram até quinta-feira. Depois fiquei sabendo que ele a levou pra um acampamento de motoqueiros em Olavarría, onde, claro, Roxy foi a slut de todo mundo até cansar.
E assim se passaram dois anos, até 97. Nesse tempo, fui um trapo humano a serviço dos filhos da puta aproveitadores dos vizinhos. O "macaco" Damián também virou meu dono, e eu tinha que ser seu servo. Roxy deve ter engolido vários litros de porra nesse período. Já era conhecida no bairro como "a loira peituda". Qualquer um na rua pegava ela pelo braço e fazia ela chupar o pau por apenas alguns trocados. Roxy mamava na rua mesmo, em algum cantinho escondido onde tudo passasse despercebido. Essa grana, claro, ia pro bolso do Damián, mesmo que fosse pouca. Roxy também se prostituía em casa, e com a grana do meu salário e a que ela fazia dando o cu e a buceta, Damián e Carlos viraram pequenos comerciantes. Abriram uma pizzaria no bairro onde, além de pizza, fainá e empadas, vendiam droga de todo tipo, principalmente cocaína. Roxy bebia cada vez mais álcool e começou a cheirar pó. Qualquer um que conseguisse um pouco de droga pra ela comia ela. Já eu, fui mandado embora do trampo que tinha no escritório em outubro daquele ano. Já tava desmoralizado por causa da minha cornação. Então, como Damián achou que eu não servia mais pra nada, me expulsou a pontapés de casa, jogando minhas poucas coisas na calçada. Roxy pouco se importou, porque naquele momento alguém, qualquer um, tava usando a boca dela pra se aliviar, como tinha virado costume ultimamente. E fui pro caralho, cheio de tristeza, porque achei que nunca mais ia ver minha amada Roxana. Pedi pro "macaco" só me deixar me despedir dela, mas não teve jeito, ele não permitiu. Minha vida ficou mais solitária e cinzenta do que quando tudo começou, lá em 94. Ainda bem que meu velho me deu uma força e me acolheu na casa dele. Mas isso não adiantou pra tapar meu desespero. Nem ter conseguido um trampo numa distribuidora pouco tempo depois. Senti muita falta da Roxy, tal é. Então, em 99, um amigo, o ruivo (sim, aquele que arrombou a buceta da minha mulher na festa do nosso casamento), me falou que viu ela dando voltas por uma favela do Bajo Flores, quando passou de carro. Na hora, bateu uma vontade de ir ver ela, desafiando as ordens do Damião, que tinha proibido terminantemente ela de ter contato comigo de novo. Perguntei pro ruivo onde era o lugar e fui decidido a ver ela, mesmo com medo de não saber o que ia encontrar depois de tudo. Cheguei no local e perguntei pra uma senhora que tava na porta de um barraco se ela tinha visto uma mina com a descrição da Roxy. A mulher respondeu com um sotaque boliviano bem forte:
- Ah, sim, é a menina rápida do barraco 9. Olha, vai por esse corredor, e na curva, lá você vai achar ela.
Enchi de coragem pra bater na porta enquanto ajeitava a camisa. Bati e a porta se abriu sozinha. Ouvi gemidos vindo de dentro e resolvi entrar pra ver qual era. Aí vejo a Roxy deitada num beliche, recebendo pica de um gordo todo sujo. O gordo percebe minha chegada, vira e grita:
- Ei, otário!, tô comendo ela agora, espera sua vez.
Saí e esperei lá fora. Umas caras ao redor me olhavam com desconfiança; sabiam perfeitamente que eu não era dali. Por sorte, a Roxy saiu logo, e atrás dela o gordo sujo, que passou a mão na bunda dela com safadeza antes de ir embora, enquanto ela sorria. A Roxana tava bem acabada, mesmo que o corpo ainda fosse gostoso, e vestia um baby doll transparente que deixava ver a calcinha e o sutiã. Parecia uma puta com décadas de estrada. Mesmo assim, ela me recebeu com um sorriso e me fez entrar. Eu tava visivelmente emocionado e angustiado ao mesmo tempo. É que eu tinha pegado ela "trabalhando" (transando com um gordo nojento) e aceitando que vivia naquelas condições precárias. Mas a alegria de ver ela de novo, mesmo que naquele Situação complicada, me enchia de ansiedade e tesão, principalmente porque tinha a esperança secreta de recuperar ela. No fundo, eu continuava sendo o mesmo adolescente apaixonado de sempre. Apaixonado por ela, claro.
— Entra — ela disse — agora moro aqui.
— O que aconteceu contigo, Roxy? — perguntei, meio retórico.
— A vida aconteceu, Fede. Faz seis meses que saí da casa do Parque Patricios e vim parar aqui, depois que o Damião se cansou de mim e me vendeu pra um cara daqui da favela que trabalha pra um cabo eleitoral da região. Eu nunca teria saído do lado dele, nem dos outros caras, mas o Dami resolveu que isso era o melhor e eu aceito totalmente a decisão dele. Se ele fez isso, é por algum motivo. Se ele me proibiu de ver minha família de novo, também deve ser por algo. É verdade que o clima na casa já tava ficando cada vez mais pesado, porque ele me batia toda hora e até me fazia ser estuprada em grupo quando a loucura batia nele. Tudo isso aconteceu quando você foi embora. Por isso amaldiçoei aquele dia. Só por isso, sabe? Porque ali acabou o jogo que antes nos mantinha todos unidos, onde você era o otário da festa. Aí começaram a rolar situações em que eu já não curtia tanto como antes. Uma vez, por exemplo, os quatro vizinhos me levaram pro banheiro masculino da estação de trem da Constituição, e ficaram vigiando na porta pra não entrar nem polícia nem seguranças. Aí eu tinha que chupar as picas de todos os caras que desfilavam naquele banheiro. Fiquei assim uma tarde inteira, feito uma espécie de latrina humana. Gozavam em mim, mijavam em mim, e depois me faziam engolir tudo — algo que sempre gostei, por outro lado — embora eu me sentisse sozinha naquele banheiro, sem você, sem eles, e sem ninguém de confiança. Às vezes via os caras de canto de olho espiando e morrendo de rir da porta. Alguns dos caras que entravam, além de gozar e mijar em mim, me batiam forte, com maldade. Outros cuspiam em mim com catarro e vários chegaram a enfiar minha cabeça dentro daqueles vasos sanitários imundos, cheios de germes, bactérias, mijo e merda. Eu me sentia exatamente o que era: uma puta rasteira da pior espécie. Quando saí daquele banheiro, nem Damián, nem Carlos, nem o resto dos caras estavam lá. Eu estava um trapo, toda suada, mijada e coberta de porra e restos de merda. Foi uma parada muito louca, Fede, mas no fundo eu curtia porque era o Damián quem fazia aquilo comigo. E a pica do "macaco" eu adoro, não discuto! E vou te falar mais: Adorava que ele me rebaixasse sempre à categoria de puta da escória mais baixa! Logo eu, que sempre fui a princesinha do Papai!
Eu estava com vontade de vomitar. Era um horror o que ela estava me contando. Ela continuou:
- Em 98, nem te conto, foi uma putaria sem limites. Já me comia qualquer um e nem sabia quem tava usando meu corpo. Tive que fazer um aborto naquele ano e não sei de quem, ou de quantos. Além disso, aproveitaram o apartamento do centro, aquele que você entregou pro Damián, pra me prostituir. Uma vez, trouxeram cinco dogos alemães pro apartamento e falaram: "então você gosta de bichinhos, de examiná-los, não é mesmo, puta?; pois hoje eles vão examinar você". Me fizeram transar com os cinco cachorros, Fede. Os dogos enchiam minha buceta e meu cu de porra, mas Damián e Carlos não se contentaram com isso e me fizeram juntar num prato o sêmen dos cachorros que escorria da minha buceta e do cu, e depois me fizeram lamber e chupar de quatro, como se eu fosse a vadia. Por aquele apartamento deve ter passado uns 80% da população masculina do planeta, ha, ha. Vinham grupos inteiros de caras de todos os lugares pra me dar pica e porra. Turistas alemães, imigrantes romenos recém-chegados, paraguaios da Constitución, negros africanos, dinamarqueses com suas câmeras fotográficas, enfim, tudo que você imaginar. É que os caras vinham porque outros recomendavam, e assim todo mundo me comeu. quiso. Uma vez o Dami encheu meu apartamento de negões. Negros africanos, cê não lembra que essa era minha fantasia? Pois é, acho que naquela vez atendi uns 500 negões de um navio congolês que tava encalhado no porto. Os mulatos, depois de dois dias aqui, já tavam loucos pra meter e alguém falou que eu era a melhor das putas de Buenos Aires. Eles se revezavam pra vir me foder, em levas de 40 e 50, sem parar. Naquela semana, tomei café da manhã com leite de preto, almocei leite de preto, lanchei leite de preto e jantei leite de preto. Tô falando na lata, porque eles serviam a porra deles a toda hora e colocavam um babador em mim pra não escorrer nada. Isso sim que foi lindo!
Mas nem tudo foram flores. A merda me deixava completamente doida, e isso me trouxe um monte de problemas. Um dia o Damião decidiu que não ia mais me comer, por causa do meu estado patético de viciada. Eu sofri pra caralho com isso. Parecia que agora ele tinha nojo de me tocar. Na última vez, tive que implorar pra ele deixar eu pelo menos fazer um boquete. Ele mal aceitou que eu batesse uma punheta pra ele. Eu fiz igual uma desesperada, apressada, ansiosa como sempre pra ter aquela pica fantástica, que foi o motivo da minha perdição desde a primeira vez que vi. Quando ele finalmente gozou, lambi a porra dele igual uma louca. Ele se levantou da cadeira onde tava sentado, começou a arrumar a braguilha e foi embora. Eu me abaixei pra limpar com a língua os restos de leite que tinham caído no chão do quarto. Essa foi a última vez que tive algo com ele, faz quase um ano. Depois ele arrumou outra puta que eu odiei desde o primeiro dia. Com ela, ele atendia na pizzaria e saía pra passear aos domingos. Eu pensava em matar ela, e acho que alguns dos caras sacaram minhas intenções. Então o Damião e o Carlos me venderam pra um tal de Miguel, que me arrumou esse barraco onde eu moro agora. Lembro do dia que me trouxeram aqui pela primeira vez, já faz seis meses. Vim com o Damião e o Carlos, e os dois me Me agarraram pelo cabelo depois que eu desci do seu carro velho, me colocaram de joelhos e me arrastaram pelo chão, me oferecendo de porta em porta por toda a vila. Batiam nas portas e onde atendia algum macho sozinho ou vários machos sozinhos, Damián e Carlos falavam que eu era uma puta barata e obediente. Como prova, eu tinha que chupar o pau na hora, ali na porta da casa. Quando os caras gozavam, ficavam pasmos me vendo lamber os beiços saboreando a porra deles. Alguns diziam que iam pensar naquilo de me comprar. Ficamos assim por várias horas até que encontramos esse Miguel, que finalmente me comprou e me transformou na puta da vila. Desde então, qualquer um me fode por qualquer coisa: um prato de comida, grana, ou um pouco de pó pra passar o dia. O boquete eu faço de graça, pra qualquer um e a qualquer hora. Não importa se tô dormindo ou fazendo um aborto – como o que fiz mês passado, e nem sei de qual macho ou de quantos machos –, todas as picas têm que ser chupadas, Miguel me manda. Claro que tô aidética, e todo mundo aqui sabe, mas acredito firmemente que peguei isso desde aquelas orgias na casa, onde qualquer um me comia sem proteção nem nada; bah, você deve se lembrar bem hehe. Mas não me arrependo de nada, porque meu macho Damián quis assim. Eu sei que ele agora é um comerciante de sucesso, e que vive com outra gostosa, mas na época ele me transformou na puta dele e me enfeitiçou com a pica dele – por Deus, que coisa linda, como sinto falta! Mais ainda, sinto que tô traindo ele agora por estar falando com você, quando ele me fez jurar que nunca mais faria isso.
Nisso passa um ônibus cheio de caras indo pro estádio, cantando e fazendo barulho. Vimos da janela do barraco. O busão ia lotado.
– Eu deixaria arrebentar meu cu e minha buceta por todos esses caras até sangrar, só pra ter pelo menos uma foto da pica do Damião – comentou Roxy.
Ouvir aquilo foi demais pra mim. Entendi que tinha que vazar. Nisso, entra no barraco um cara de uns 50 anos, mais ou menos, gordinho e de bigode.
—Ele é o Miguel, meu novo macho — Roxy me anunciou.
—E esse quem é? — o cara perguntou.
—É o Federico, meu marido, he he — soltou Roxy, divertida — com aqueles brilhos daquela jovialidade que sempre a caracterizou.
—Ah, então tu é um corno de marca maior — falou Miguel, sem se preocupar — E ainda o único que não come essa vagabunda, ha ha.
Roxy riu com o comentário. Eu, por minha vez, só fiquei calado. Não tava a fim de bancar o doido naquelas circunstâncias.
—Me escuta, magrelo — o cara me disse — tu lembra do "macaco"? Então, ele falou de ti uma vez, e se souber que tu esteve aqui, te estoura na bala. Se tu não quiser que eu conte nada, vai ter que me deixar alguma coisa: grana, relógio, o que tiver. Se não, aguenta as consequências depois…
—Roxy, fala que sou teu amigo — consegui balbuciar, preocupado.
—Que amigo, otário! — Roxana me cortou — se tu é o mesmo corno infeliz de sempre. Dá a grana e vaza, porque eu posso mandar te arrebentar o cu por 200 negões aqui dentro.
Me assustei com a mudança brusca da Roxy no tratamento comigo. O clima ficou pesado e eu comecei a sentir medo.
—É verdade — disse Miguel, morrendo de rir — ela teve o cu arrebentado no mesmo dia que chegou aqui. Não sei se foram 200 negões, mas 100 com certeza, lembra, Roxy?
—Sim, me comeram no terreno baldio aqui na esquina, de noite — ela confirmou.
—Então, beleza, larga tudo e some. Se não, chamo os caras e olha que eles começam a chegar em bando, hein? Tu não vai conseguir nem sentar depois de tanta pica no rabo…
Roxy começou a dar gargalhadas, como se estivesse curtindo o momento.
—E além da surra de pica que os negões vão te dar aqui, depois o "macaco" vai te pegar e te encher de bala, he he — Miguel completou.
Deixei todas as minhas coisas lá, no barraco. Grana, relógio, uma pulseira e a aliança do meu casamento. Até fui obrigado a entregar a camisa, a calça e uma Jaqueta jeans. Tive que sair correndo, só de camiseta e cueca da vila. Ainda bem que um taxista me pegou a duas quadras de lá. Tava escurecendo e eu seminu na rua. Escapei por um triz. Tive que implorar pro taxista me levar pra casa, depois de convencer ele de que tinha cruzado com uma gangue e me roubaram tudo.
Nunca mais vi a Roxy, mas fiquei sabendo da morte dela por intermédio de uma amiga antiga que encontrei na rua um dia, e que conseguiu a informação através de outra pessoa. Roxana morreu em 2006, aos 34 anos, aidética até o talo. A amiga me disse que ela morreu no hospital Piñeiro, no Bajo Flores, por causa de uma pneumonia muito avançada. As defesas dela estavam baixíssimas há um tempão. Mas o dado mais sinistro apareceu no laudo médico que eu consegui ver tempos depois. O relatório dizia que a buceta dela tava completamente preta, com centenas de vermes pequenos andando ao redor. Na boca, tinha um monte de infecções, algumas que nem os próprios profissionais do hospital conseguiam identificar. O cu dela também não teve sorte melhor: o resumo falava de uma laceração anal profunda. Mesmo assim, no dia que soube da morte dela, uma tristeza profunda me tomou. Eu ainda amava ela, apesar de tudo. Era um amor incurável, incondicional. Até hoje, toda manhã quando acordo, lembro do corpo gostoso dela, da carinha de anjo e da simpatia enorme. É muito difícil acreditar que ela virou um trapo humano a serviço dos caprichos sexuais de qualquer porco. E digo que amava e amo ela apesar de tudo, porque uma vez tive chance de falar com um dos médicos que cuidou dela nos últimos dias, e ele comentou que ela murmurava, já moribunda e largada no chão da sala do hospital em cima de uns lençóis imundos (porque não tinha leito disponível), a seguinte frase: "quero a do Dami; te amo, monito".
Poderia entrar em detalhes sobre os últimos anos da vida da Roxy (que consegui por fontes próximas ao pessoal da favela), mas acho que não acrescentam nada ao que já mostrei durante todo esse caminho. Só dizer que foram anos muito tristes pra ela, de muita degradação, em que ela ficou muito doente e aguentando os maus-tratos desse Miguel (e os maus-tratos de qualquer um que (por um momento). Até me contaram que ela ficava num semáforo de uma das esquinas da vila, se oferecendo pros caras que paravam com os carros, pra quem ela propunha uma mamada em troca de algum trocado pra comprar comida. Finalmente, hoje, oito anos depois da partida dela, a lembrança da Roxy ainda é muito forte pra mim. Não arrumei outra parceira, porque nunca estive preparado pra tentar reconstruir minha vida com outra pessoa. Acho que ela sempre vai ser a única, mesmo não estando mais aqui, infelizmente. Foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida; foi tudo pra mim. Assim como também acho que, pra ela, o "mono" Damián tinha se transformado em tudo: o cafetão dela, o dono dela, e, no fim das contas, o homem que decidiu o destino final dela.
FIM
— Meu amor, eles vão abençoar meu vestido com um líquido bem especial, sabe qual é?
Os outros se cagavam de rir, enquanto minha noiva continuava com o movimento suave das mãos nos paus deles. Assim, entre punhetas e chupadas, os porcos gozaram em cima do vestido, aquele com que ela ia jurar amor eterno pra mim no dia seguinte. O véu ficou completamente encharcado de porra, e a Roxy chupava dali tudo que conseguia. Eu chorei naquela vez porque não achei que a Roxy fosse tão longe. Quer dizer, é verdade que ela trepava com qualquer um na minha frente, mas eu achava que a Roxy respeitava o valor simbólico da nossa futura união. A parada do vestido me ofendeu pra caralho, mas nem por isso ia cancelar meu compromisso com ela. Tanto que no dia seguinte a gente casou, na igreja, com festa e tudo mais. Já no Cartório, o Carlos e o "macaco" comeram ela no banheiro (porque, claro, todos eles, mais uns vinte amigos, vieram pro casamento). Durante a cerimônia na igreja, não tive escolha a não ser dar o "sim" na frente de todo mundo, com a Roxy do meu lado exibindo o vestido todo sujo de porra desses vagabundos. Quando o padre falou as palavras tradicionais de "pode beijar a noiva", tive que descobrir aquele véu cheio de manchas de sêmen (tocando com minhas mãos, por claro), e senti um nojo profundo. Pra piorar, quando o padre segurou o também tradicional "pode beijar a noiva", a Roxy desviou minha boca e me fez dar um beijo na bochecha dela, primeiro porque o Damián tinha dito no dia anterior que eu não podia mais beijar ela na boca, e segundo porque nas bochechas dela tinha porra seca do "macaco" e do Carlos, que tinham deixado depois da foda no banheiro do cartório, algumas horas antes. Mais ainda, no momento anterior, quando tive que colocar o anel, senti ele escorregadio no toque das minhas mãos. Aí caiu a ficha que a filha da puta da minha noiva tinha tirado ele escondido pra que os dois degenerados enchessem de esperma!
Depois, na festa, a coisa virou uma putaria sem controle. Embora a que agora era minha esposa tivesse que disfarçar um pouco porque a família dela tava presente (a minha não preocupava ela muito, com certeza), ela dava um jeito de ir por todos os andares do salão pra foder com qualquer um dos malditos amigos e conhecidos do "macaco" Damián, e também com ele, claro. Até batia punheta em caras nos cantos, na surdina. Minha sogra, por sua vez, tava horrorizada com a presença desses caras na festa e vinha me culpar por ter convidado eles. Meu sogro apoiava ela e repetia, como tantas outras vezes, que eu não era o homem certo pra filha dele. Assim continuou até os parentes irem embora. Aí minha esposa Roxy se soltou mais e deixou ser comida pelos meus primos (Raúl, Gerardo e Daniel) e até pelos meus amigos (Rubén, o ruivo, Santiago, Darío, Marcelo e Abelardo). Todos juntos meteram nela no meio do salão. O ruivo tava como que doido, repetia sem parar: "vou arrebentar o cu dessa puta!" E assim fez. E assim fizeram todos. Porque os garçons, o barman, o DJ, os fotógrafos e os seguranças também aproveitaram pra comer a Roxy. Aí entraram o Damián e os vizinhos. Também o dono do salão, um velho gordo bigodudo que tinha uma piroca do tamanho de um braço. O final da festa foram uns 60 ou 70 caras gozando em cima da minha mulher. E todos gritando "puta" e "comilona". Comigo também me chamavam de dois jeitos: "corno" e "chifrudo". Meus amigos, por sua vez, saíram do salão me parabenizando pela puta que eu tinha agora como esposa, e mais de um se abriu comigo, dizendo que já fazia tempo que queria comer ela. Minha mulher não aguentava mais, mas me prometeu que ia deixar eu bater uma depois no hotel, observando ela enquanto dormia. Isso sim, sem fazer muito barulho pra não acordar ela.
As férias de lua de mel com a Roxy foram inesquecíveis, embora pra mim num sentido muito pior do que pra ela. Bah, ela se divertiu pra caralho, se enfiando com uma dúzia de caras. A gente tinha ido pra República Dominicana por gentileza do meu sogrão, que tinha dado a viagem de presente. Já no restaurante do hotel, no primeiro dia, a Roxy reparou em dois caras negros sentados bem perto da nossa mesa. Chamou eles e já foi soltando a bomba:
— Galera, tô aqui com meu marido em lua de mel, mas como meu macho em Buenos Aires não quer que eu transe com ele, e nem eu tenho interesse, deixo claro, preciso que vocês me façam um favor, pode ser?
Os caras sacaram a parada na hora (a do macho alfa e do corno submisso), enquanto me olhavam de canto de olho, sorrindo.
— Tem amigos? — perguntou a Roxy.
— Todos que você quiser, gostosa — respondeu o mais fortão dos dois, que devia ter uns dois metros de altura.
Foi assim que a Roxy comeu uma trintona de negros numa semana. Ela era comida no hotel ou em umas casas ali perto, de algum dos caras. Quando a gente ia pra praia, ela era o centro das atenções; a filha da puta tava um tesão, usando um biquíni minúsculo, com uns peitos e uma bunda espetacular. A gostosa tava cada vez melhor. Parece que a rola e a porra em quantidade melhoravam ainda mais o corpo dela. Lá, dezenas de caras abordavam ela, embora ela recusasse alguns, inacreditavelmente, porque dizia que nessa viagem ia transar só com negros, na medida do possível, claro. Um dia que a gente tava tomando sol (uma vez ela chegou ao cúmulo de se bronzear com sêmen, lembro), ela me disse:
— Meu amor, meu corno, vou pedir pro Dami lá em Buenos Aires me organizar uma festa de aniversário só com homens negros. Umas 40 ou 50, sei lá. Ele, que é moreno, vai ser o único não-negro presente naquele dia. Quero me entupir de pica e porra de preto! — exclamava e abria os braços como se tivesse comemorando. Faltavam três dias pra voltar pra Buenos Aires, a Roxy pediu pra adiantarmos a volta, porque tava morrendo de saudade dos vizinhos, especialmente do Damián:
— Mas, meu amor — falei pra ela —, a gente tem mais três dias pagos de estadia aqui em Santo Domingo (eu tava me virando um pouco melhor do que em Buenos Aires, por outro lado).
— Já sei, cuck, mas cê tem que entender, tô precisando da pica do Dami, tô com saudade. Tô com uma vontade louca de mimar e acariciar ela; não aguento mais ficar longe daquele monumento de pica. É verdade que já comi e engoli a porra de não sei quantos negões aqui, mas a do Dami é única, meu amor.
A última noite foi antológica. Uma entrada e saída de negões do quarto do hotel de um jeito impressionante. No fim, entrava qualquer um: até os garçons dos quartos comiam ela, fossem brancos ou pretos. Também passaram pela buceta e pela bunda dela o porteiro e o gerente do hotel, dois velhos degenerados, mas com picas bem pequenas. Durante a loucura da orgia, e aproveitando que nem o Damián nem os vizinhos estavam lá, eu tirei a pica pra fora e tentei me juntar a todo mundo que se amontoava no quarto pra meter ou fazer a Roxy chupar. Um negão me parou na hora e me avisou:
— Não, você não pode, cuck, isso é proibido pra você.
Continuei no meio da multidão sem ligar muito pro que aquele negão disse, perdido na excitação do momento. Lá, quando me aproximei no meio do tumulto, consegui ver que de quatro na cama a Roxy tava com uma pica no cu, uma na buceta, duas na boca e batendo punheta pra mais duas, tudo pica de negão, por acaso. Quando ela me viu e adivinhou minhas intenções com minha piquinha pra fora, saiu daquela bagunça de paus, veio furiosa na minha direção e me deu um tapa na cara:
— Já vai ver quando o Damián souber, otário — ela me ameaçou.
Todo mundo ficou em silêncio e um medo profundo tomou conta de mim. Não queria que os vizinhos descobrissem que eu tentei tocar ou comer a Roxy. Roxy, porque eu sabia que eram capazes de fazer qualquer coisa comigo. Depois de alguns segundos de silêncio constrangedor, a orgia continuou, não sem antes umas palavras da minha esposa:
—Desculpa o idiota, ele já vai ter o que merece em casa.
E tudo seguiu seu curso, claro. No fim da noite, o cheiro de porra, esperma, fluidos, suor e confinamento dentro do quarto era inacreditável. Uma infinidade de caras tinha passado, a maioria negros, que tinham comido a Roxy em grupo. Ela estava feliz, embora não falasse comigo por causa do que tinha acontecido há pouco. Estava toda melada de esperma e com todos os buracos arrombados. Eu, por minha vez, tinha agora a difícil tarefa de convencê-la a não contar o ocorrido para os vizinhos em Buenos Aires. Para isso, teria que apelar para os recursos mais baixos, e para alguns dos mais humilhantes que existem.
Quando voltamos pra casa, mal abri a porta da entrada com toda a bagagem na mão, vimos os vizinhos que estavam nos degraus do corredor tomando umas cervejas. Como sempre, bem bebados. A Roxy chegou feliz, tomada pela emoção, indo encontrar esses putos.
— Galera! — exclamou — tô feliz de ver vocês de novo, senti saudade — falou num tom carinhoso — e enfiou o corpo num abraço com eles, que aproveitaram pra apalpar ela toda de cima a baixo, dando vários beijos de língua. Ela também não perdia a chance e passava a mão no pau dos quatro. Murmurava toda puta:
— Senti saudade das vossas pirocas também…
— Isso aí, vadia! — falavam eles em coro.
Me ignoraram completamente. A Roxy só virou pra mim pra mandar eu levar as malas pra casa.
— Leva e deixa no quarto, corno.
— Obedeci, claro, enquanto os outros enfiavam ela, entre apalpadas, pra dentro do apê deles pra dar as “boas-vindas”. Aquela noite ela não voltou pra dormir. Ficou transando com os quatro até as sete da manhã, hora que apareceu, com cara de cansada e cheirando a bebida, baseado e sexo. Eu tava me arrumando pra ir trampar, e nisso ela fala:
— Lembra do que a gente conversou na volta, corno.
Como esquecer aquela conversa. Pedi de um jeito patético, chorando igual uma bichinha, pra ela não contar pro “macho” Damião o que rolou no hotel. Ela não cedia, e isso me desesperava ainda mais. O resto dos passageiros do avião ouvia minhas súplicas e, entre os estrangeiros, algum que entendia espanhol se cagava de rir. Ainda bem que tinha bastante gringo na viagem, que não entendiam o que eu implorava pra Roxy (mesmo assim, ela comeu três desses gringos no banheiro do avião, enquanto eu convencia a aeromoça, de fora, que a Roxy tava passando mal). Por fim, ela aliviou um pouco e disse que ia pensar. Depois de dormir umas horas durante o voo, acordei e a Roxy soltou sem mais nem menos:
— Beleza, chifrudo, você vai Ter que aceitar algumas exigências se você não quiser que eu conte pro Dami sobre o hotel. Primeiro, você vai ter que passar o apartamento do centro pro meu nome, e segundo, vai ter que me entregar seu salário pra eu administrar. Essas são as duas condições. Por outro lado, você sabe que já larguei o trampo faz tempo e também tô pensando em largar a faculdade, já que o Dami quer que eu me dedique em tempo integral aos novos planos que ele tem pra mim, e que a gente conversou antes do meu casamento com você e antes dessa viagem pra Santo Domingo. Esses planos incluem a possibilidade certa de eu me prostituir. Ele me contou que já tem vários caminhoneiros da área engatilhados (a gente mora na zona fabril do Parque Patricios, onde ficam os galpões de onde saem os caminhões pro resto dos estados) pra virar meus clientes. Além disso, ele também me adiantou que você não vai mais dormir comigo, porque agora que sou uma *slut* casada, preciso de um *male* de verdade pra dormir na cama, e esse *male* vai ser ele, claro.
— Mas Roxy… e eu, onde vou dormir? — perguntei, pensando que agora sim, a chance de mudar tinha ido pro saco de vez.
— Ai, meu anjo, não se preocupa. O Dami já pensou nisso e chegou à conclusão que o melhor é você falar com o dono da casa e alugar o barraco que tem na laje.
— Roxy, esse barraco é minúsculo, tá cheio de tralha velha e tem cheiro de 50 anos de fechado, você não pode fazer isso comigo…
— Eu não faço nada, meu *love*; foi meu *male* quem decidiu, e as ordens dele não se discutem. A menos que você queira contrariar ele…
— Não, Roxy, não! — implorei, cagando de medo — não fala nada pra ele, pelo amor…
— Kkkkk — ela riu — bom menino. Além disso, minha vida, você vai se virar. Vai ver que vai passar mais tempo ocupado servindo bebida pros meus *males* e pros clientes que aparecerem em casa do que lá dentro. Por outro lado, você vai ter que arrumar um trampo de fim de semana pra pagar esse aluguel.
— Mas Roxy! — protestei. —Sem reclamar, corno. Agradece que o Dami quer te manter por perto porque ele diz que você ainda serve de capacho pra ele, senão ele te dava um chute na bunda que você nunca mais me via na vida —ela me afirmou.
—Não, Roxy, não! —falei desesperado. Não aguentava a ideia de perdê-la, qualquer coisa menos isso. Ela tava tão arrogante ultimamente que doía muito o desprezo dela; mas, ao mesmo tempo, tava mais gostosa do que nunca, mais segura de si, mais mulher. Eu, pelo contrário, cada vez mais punheteiro, mais otário, mais cagão e mais inseguro.
—Então se comporta, chifrudo. E se prepara porque de agora em diante vou ser o dobro de puta do que fui até hoje. O Dami me fez entender, além disso, que agora que sou casada, você tem que ser mais corno do que antes. Sua galhada você vai exibir em todo momento e em todo lugar. Por isso vou na sua firma dar pra seus colegas de trabalho, pros seus chefes, e pra quem mais aparecer.
E foi assim, sem mais. Naquela semana, ela deu pra todo o pessoal do escritório, incluindo os dois chefes de andar. Até se arriscou a ficar com a secretária, embora a Roxy não curtisse muito a parada. “É só pra você se sentir um corno completo”, ela repetia. Levei todo mundo pra casa pra eles possuírem ela, por exigência do “macaco”. Até os faxineiros comeram ela, que eram uns seis. Deram nela todos juntos, mas isso sim, numa sala de serviço do escritório, “porque dava mais tesão”, segundo eles. Passei a ser, desde aquele momento, o otário do escritório. Até me fizeram colocar um cartaz no meu cubículo que dizia: “sou o único infeliz que não come a própria esposa”. Perderam o respeito que tinham por mim e passei a servir de office boy pra quase todo mundo. Me mandavam limpar os banheiros, inclusive. Lá pro fim de janeiro, por sua vez, a Roxy comemorou o aniversário de 23 anos e o “macaco” deu pra ela o que ela tanto queria: uma porrada de negão pra enfiar nela. Não sei onde aquele degenerado arrumou Esse cara, mas conseguiu juntar 12 negros nigerianos (ela teria preferido que fossem mais, é verdade) com paus monstruosos pra encher todos os buracos dilatados da minha mulher. Digo que não sei onde ele arrumou porque naquela época não tinha tantos negros africanos morando no país. A questão é que os negros e o Damião foram o presente da Roxy num novo aniversário dela. Nada de flores nem pulseiras, senhores; paus pretos!, que era o que deixava a Roxy tão, mas tão doida. Já na festa de aniversário tradicional, a Roxy não me convidou. Ela comemorou primeiro com os vizinhos e com algumas amigas dela que sabiam que eu era um corno de marca maior. Eu ouvia do quartinho da laje como elas gritavam e cantavam parabéns pra Roxy todas juntas. Depois, finalmente as amigas foram pra farra com os outros vizinhos e deixaram a Roxy sozinha com o "macaco" e os 12 negros, pra ela poder "soprar as velinhas" do jeito dela. Ela me contou no dia seguinte que não deixou nada por fazer naquela orgia. Rasgaram o cu dela enfiando duas picas de cada vez, metiam os paus na orelha dela só por diversão, ela abria bem os olhos pros negros e pro Damião gozarem nas retinas dela, e quando pararam pra comer, ela adicionou esperma que tinha juntado de todos eles pra temperar uma salada mista. Mais puta, impossível.
Roxy logo começou sua carreira de puta (paga). Você tinha que ver: o dia inteiro dentro de casa de lingerie e com sapatos de puta (daqueles de salto que as atrizes pornô usam). Os caminhoneiros passavam e passavam pela casa o dia todo. Eu ia trabalhar cedo de manhã e naquela hora já tinha caminhões estacionando na frente ou na porta de casa com caras que vinham comer minha esposa. Os caras entravam e davam a grana diretamente pro Damião ("meu administrador", como a Roxy costumava dizer). Mas não entravam só caminhoneiros, também outros caras: velhos, gordos, magros, moleques do colégio que queriam estrear; enfim, qualquer tipo de macho, e machos de todos os tipos. Naquele 1995, ela virou um depósito de esperma. Às vezes, os caminhoneiros a contratavam pra levar ela pra viajar pra algum estado num fim de semana, e ela ia, com a permissão do macho dela, claro. Lá, grupos inteiros de caminhoneiros enfiavam nela, principalmente em cima dos caminhões, quando voltavam de deixar alguma carga e se juntavam vários motoristas. Uma vez ela contou que levaram ela pra um camping em Concórdia, Entre Rios, onde tinha uns 150 caminhoneiros mais ou menos, e que eles ficaram tão de saco cheio de comer ela num sábado, que simplesmente usaram ela de chupeta no dia seguinte. Usavam ela só pra se esvaziar na boca dela. Ela tinha que se aproximar deles enquanto jogavam cartas ou bebiam, e ali mesmo abrir a braguilha e puxar a rola. Outros escolhiam um caminho mais bruto, pegavam ela pela cabeça e enfiavam a pica até a garganta, até a porra transbordar pela boca toda. Naquele fim de semana, ela virou a campeã das chupetas. Tive que levar ela de volta pro hospital na segunda-feira seguinte, quando ela voltou de Concórdia, e os médicos tiveram que tirar meio litro de sêmen do estômago dela. Já naquela época, a Roxy dormia com o macho dela e eu no quarto da varanda. Eu tinha arrumado um trampo no zoológico vendendo garapinhada nos fins de semana. de semana e com isso pagava o aluguel e a comida. O dono da casa, por sua vez, tinha concordado de má vontade em alugar pra mim. Só porque o Damián entregou a Roxy pra ele comer que o cara afrouxou. “Agradece à tua mulher, corno, que ainda tens onde morar”, o dono me humilhava. A primeira vez que entreguei o salário pra Roxy — numa sexta à noite — ela disse bem soltinha:
— Você tem que levar pro Damián, ele é quem administra pra mim.
— Que?! — gritei — nem fudendo. Eu falei que dava pra você, não pra ele.
— Corno, ele é meu macho, praticamente meu dono. Sugiro que leve agora, ele quer antes do dia 10 de cada mês e já estamos no dia 8, então se apressa — ela me avisou.
— Não — falei firme. — Se for o caso, leva você ou faz o que quiser.
— Bom, tá bem — ela disse — mas não sei se ele vai aceitar. Ele quer que você, como um bom chifrudo, leve o salário.
A Roxy foi até casa (onde eu morava com ela até pouco tempo) e falou com o “macaco”. Daí a pouco voltou e bateu na minha porta.
— Não tem jeito, cornetinha, ele quer que você entregue.
— Não, eu não vou dar. Aliás, vou falar com ele agora mesmo.
— Desci as escadas do terraço e subi as que vão pro meu antigo apartamento, mas vi que o “macaco” tinha descido e estava na porta da casa que dividia com os outros cafetões, conversando com o Alfonso, então fui procurá-lo lá. Ele estava prestes a entrar quando o encarei, todo nervoso:
— Macaco, por que você faz isso comigo? Não basta a Roxy levar meu salário pra você?
— Você me chamou de “macaco”? — ele cuspiu.
Aí percebi a merda que tinha feito. Tinha encarado ele e errado, chamando pelo apelido, sendo que ele nunca me deu confiança pra isso. Tava mais envergonhado por me sentir culpado do que cagado de medo de alguma reação violenta que ele pudesse ter. Ele insistiu:
— Você me chamou de “macaco”, sua puta?
Me deu um tapa tão forte na cara que caí no chão. De repente. Aí sim que comecei a sentir medo. De dentro de casa saiu o Carlos, que aproveitou pra me chutar várias vezes no estômago enquanto eu tava no chão. Passei a mão no rosto e tava sangrando. Era meu nariz, que o "macaco" tinha se encarregado de quebrar na porrada. Nisso minha mulher desce as escadas desesperada. "Ela vai me defender", pensei comigo. "Vai botar esses caras no lugar, vai falar que eles passaram dos limites", com certeza. Mas quando ela desce e me vê no chão, sangrando, olha na hora pro Carlos e pro Damián, que continuavam parados no corredor. Um sorriso malicioso se formou na cara dela. Sem dizer nada, e mudando a expressão do rosto pra uma mais severa, me ordenou secamente: "sobe". Me levantei, ninguém falava no corredor, só eu reclamando baixinho por causa do tratamento que levei. Quando cheguei na laje, minha mulher sussurrou no meu ouvido: "viu, seu otário, provocou eles e se deu mal. Finalmente teve o que merecia. Agora diminui o salário do Dami na hora, antes que ele suba e te desfigure pra toda a colheita". Obedeci na mesma hora. Juntei a grana que tinha dado pra Roxy e fui até a casa do Damián. Quem me fez entrar foi o Alfonso, que tinha visto e ouvido tudo desde o começo. Ele pediu pro Carlos, que tava dentro de casa, se acalmar, porque me viu e quase partiu pra cima de mim. Disse que eu vinha "pagar o aluguel", só isso. O Alfonso me pediu pra sentar porque o Damián já vinha. Sentei pensando que seriam só uns minutos. Me enganei. Me deixou duas horas e meia lá. Apareceu de repente com cara de sono. O filho da puta me deixou esperando lá e foi tirar um cochilo! Era umas doze da noite, eu tava com fome, e era a hora que os caras começavam a chegar em casa pra comer minha mulher (sexta-feira o "macaco" entregava ela, mas não por dinheiro). Ele disse depois de sentar:
— Olha, corno, se eu falar pra sua patroa que você tem que me diminuir Você tá me baixando o salário, entendeu? Não quero ficar puto, porque com os caras, se der na telha, a gente te faz aparecer jogado numa vala. Cê acha que eu não sei que você quis comer ela na lua de mel? Cê pensa que eu sou otário? Então, não enche mais o meu saco e me traz a grana aqui assim que te pagarem no escritório. Se te pagarem no dia cinco, você me entrega no cinco, combinado?
Eu abaixei a cabeça e falei que sim. Depois ouvi o som da campainha e a bagunça vinda da rua. Era uma nova matilha de caras prontos pra transformar a Roxy na rainha das putas.
— Agora vaza que eu quero me divertir. Hoje sua mulher vai lixar a ponta das nossas picas com aquele cu todo comido que ela tem. Isso aí, se prepara porque tem muito macho pra atender hoje, hein?
Eu fui embora sem reclamar, feito um corno manso. Aquela noite foi uma das piores. Me humilharam do pior jeito, cuspiam em mim quando eu passava servindo as bebidas e me chamavam de "cuck" o tempo todo (esse virou praticamente meu nome próprio). Além disso, a casa encheu de machos como nunca, e a Roxy parecia não dar conta. A casa dos vizinhos (a festa era lá) tava lotada de caras, não cabia mais ninguém por questão de espaço físico. E ainda tinha uma fumaceira danada de cigarro e também de maconha, com um cheiro forte de sexo e suor. Num momento, a Roxy começou a sangrar o cu de tanto que enfiavam nela. Mesmo assim, os caras continuavam comendo ela do mesmo jeito, e ela gritava que era a maior puta do continente, e que se o Damião mandasse ela se foder com todos os machos do país, ela faria sem problema, porque era a puta pessoal dele. Os machos continuavam chegando, e os que estavam dentro saíam um pouco pra rua porque já não conseguiam respirar lá. Eu tava me afogando, enquanto a Roxy engolia a porra de todos os caras presentes. Naquela noite, com certeza deviam ter dado o campeonato de chupadoras de pica pra ela, porque mamou tanta rola que a boca ficou dormente de tanto chupar.
— Que puta do caralho que eu sou! - gritava Roxy - quero mais paus, bebês, quero esperma, filhos da puta! Façam um filho em mim, todos juntos!
E os caras deliravam. Mas finalmente aquela noite acabou e pude descansar um pouco. Só umas duas horas, porque logo tinha que me levantar pra ir pro trampo de fim de semana no zoológico.
Na segunda-feira seguinte, tinha que fazer o trâmite pra passar o apartamento do centro pra Roxy. Combinamos de nos encontrar numa esquina do centro da cidade, bem perto do cartório onde íamos assinar a transferência. Qual não foi minha surpresa ao chegar: vejo ela abraçada e se amassando com o "macaco", na entrada de um prédio a poucos metros da esquina.
- Oi - falei, surpreso e assustado - ele veio te acompanhar? - perguntei. O "macaco" me olhava divertido. Era claro que ele tava no controle da situação.
- Não, meu amor. O Dami veio porque é o principal beneficiário. Você vai fazer a transferência do apartamento pra ele, porque, como já sabe, além de ser meu entregador de macho, ele também administra meus assuntos, então quem melhor do que ele pra cuidar do apartamento?
- Não, Roxy, você não pode me humilhar assim! Me pede qualquer outra coisa, mas isso não - gritei, suplicante.
- Como quiser, minha vida. Mas esquece tudo, e é melhor nem voltar pra casa, porque não faz mais sentido você aparecer por lá se não vai cumprir seus deveres de marido. Depois disso, eu tiro tudo de você num divórcio.
Isso me partiu ao meio. Eu ainda amava ela, apesar de tudo, e não ia desistir dela nunca. Só de ver ela já me dava alegria. Amava ela como nada no mundo. Era patético, mas era assim. Então pensei: "se eu perder um divórcio pra ela, o macho dela vai tomar o apartamento do mesmo jeito, porque já é dono. Além disso, perco ela pra sempre, então no fim das contas é a mesma coisa, passo pra ele e pronto." A transferência foi feita em meia hora, com a tabeliã e alguns dos funcionários dela se cagando de rir. Disfarçadamente, pelo absurdo da situação. Assinamos tudo e pronto: o apartamento estava no nome do "macaco". Quando saíamos do prédio, com a male e a slut abraçadas e se acariciando, Roxy vira pra mim como quem não quer nada:
— Meu love, quero começar a usar o carro.
— Mas se você não sabe dirigir, Roxy.
— E quem disse que eu vou dirigir? É pra me levar, Dami, céu. Dá as chaves pra ele e semana que vem você assina a transferência do carro também.
— Que?! Não! Esquece, não vou fazer isso.
— Fala, cuck — Damián entrou na conversa —, não vamos esperar até encher o papelório que é uma merda. Me entrega agora e depois você assina.
Acompanhei eles até onde tinha estacionado o carro. Dei as chaves pro "macaco" e ele abriu as portas. Roxy se preparava, sorrindo, pra subir no carro. Lá em cima, o "macaco" me diz:
— Tchau, cuck, a gente se vê mais tarde em casa.
— Como assim, vão me largar aqui? Não posso ir com vocês?
— Não, male, hoje quero levar a Roxy pra um hotel pra comemorar esse momento. Vamos pra um que conheço na Panamericana. Queremos ficar sozinhos. Outro dia a gente te pega.
Ele ligou o motor e foram embora. E eu fiquei ali, feito um otário, à beira das lágrimas. Já não tinha nem cutie, nem casa, nem salário, nem carro. Naquela vez, voltei de ônibus do centro, meu novo meio de transporte a partir daquele dia. E ainda, ao voltar pra casa, tinha que servir de forro pros vagabundos dos vizinhos nas suas orgias sexuais. Por sua vez, Damián e Roxy não apareceram até quinta-feira. Depois fiquei sabendo que ele a levou pra um acampamento de motoqueiros em Olavarría, onde, claro, Roxy foi a slut de todo mundo até cansar.
E assim se passaram dois anos, até 97. Nesse tempo, fui um trapo humano a serviço dos filhos da puta aproveitadores dos vizinhos. O "macaco" Damián também virou meu dono, e eu tinha que ser seu servo. Roxy deve ter engolido vários litros de porra nesse período. Já era conhecida no bairro como "a loira peituda". Qualquer um na rua pegava ela pelo braço e fazia ela chupar o pau por apenas alguns trocados. Roxy mamava na rua mesmo, em algum cantinho escondido onde tudo passasse despercebido. Essa grana, claro, ia pro bolso do Damián, mesmo que fosse pouca. Roxy também se prostituía em casa, e com a grana do meu salário e a que ela fazia dando o cu e a buceta, Damián e Carlos viraram pequenos comerciantes. Abriram uma pizzaria no bairro onde, além de pizza, fainá e empadas, vendiam droga de todo tipo, principalmente cocaína. Roxy bebia cada vez mais álcool e começou a cheirar pó. Qualquer um que conseguisse um pouco de droga pra ela comia ela. Já eu, fui mandado embora do trampo que tinha no escritório em outubro daquele ano. Já tava desmoralizado por causa da minha cornação. Então, como Damián achou que eu não servia mais pra nada, me expulsou a pontapés de casa, jogando minhas poucas coisas na calçada. Roxy pouco se importou, porque naquele momento alguém, qualquer um, tava usando a boca dela pra se aliviar, como tinha virado costume ultimamente. E fui pro caralho, cheio de tristeza, porque achei que nunca mais ia ver minha amada Roxana. Pedi pro "macaco" só me deixar me despedir dela, mas não teve jeito, ele não permitiu. Minha vida ficou mais solitária e cinzenta do que quando tudo começou, lá em 94. Ainda bem que meu velho me deu uma força e me acolheu na casa dele. Mas isso não adiantou pra tapar meu desespero. Nem ter conseguido um trampo numa distribuidora pouco tempo depois. Senti muita falta da Roxy, tal é. Então, em 99, um amigo, o ruivo (sim, aquele que arrombou a buceta da minha mulher na festa do nosso casamento), me falou que viu ela dando voltas por uma favela do Bajo Flores, quando passou de carro. Na hora, bateu uma vontade de ir ver ela, desafiando as ordens do Damião, que tinha proibido terminantemente ela de ter contato comigo de novo. Perguntei pro ruivo onde era o lugar e fui decidido a ver ela, mesmo com medo de não saber o que ia encontrar depois de tudo. Cheguei no local e perguntei pra uma senhora que tava na porta de um barraco se ela tinha visto uma mina com a descrição da Roxy. A mulher respondeu com um sotaque boliviano bem forte:
- Ah, sim, é a menina rápida do barraco 9. Olha, vai por esse corredor, e na curva, lá você vai achar ela.
Enchi de coragem pra bater na porta enquanto ajeitava a camisa. Bati e a porta se abriu sozinha. Ouvi gemidos vindo de dentro e resolvi entrar pra ver qual era. Aí vejo a Roxy deitada num beliche, recebendo pica de um gordo todo sujo. O gordo percebe minha chegada, vira e grita:
- Ei, otário!, tô comendo ela agora, espera sua vez.
Saí e esperei lá fora. Umas caras ao redor me olhavam com desconfiança; sabiam perfeitamente que eu não era dali. Por sorte, a Roxy saiu logo, e atrás dela o gordo sujo, que passou a mão na bunda dela com safadeza antes de ir embora, enquanto ela sorria. A Roxana tava bem acabada, mesmo que o corpo ainda fosse gostoso, e vestia um baby doll transparente que deixava ver a calcinha e o sutiã. Parecia uma puta com décadas de estrada. Mesmo assim, ela me recebeu com um sorriso e me fez entrar. Eu tava visivelmente emocionado e angustiado ao mesmo tempo. É que eu tinha pegado ela "trabalhando" (transando com um gordo nojento) e aceitando que vivia naquelas condições precárias. Mas a alegria de ver ela de novo, mesmo que naquele Situação complicada, me enchia de ansiedade e tesão, principalmente porque tinha a esperança secreta de recuperar ela. No fundo, eu continuava sendo o mesmo adolescente apaixonado de sempre. Apaixonado por ela, claro.
— Entra — ela disse — agora moro aqui.
— O que aconteceu contigo, Roxy? — perguntei, meio retórico.
— A vida aconteceu, Fede. Faz seis meses que saí da casa do Parque Patricios e vim parar aqui, depois que o Damião se cansou de mim e me vendeu pra um cara daqui da favela que trabalha pra um cabo eleitoral da região. Eu nunca teria saído do lado dele, nem dos outros caras, mas o Dami resolveu que isso era o melhor e eu aceito totalmente a decisão dele. Se ele fez isso, é por algum motivo. Se ele me proibiu de ver minha família de novo, também deve ser por algo. É verdade que o clima na casa já tava ficando cada vez mais pesado, porque ele me batia toda hora e até me fazia ser estuprada em grupo quando a loucura batia nele. Tudo isso aconteceu quando você foi embora. Por isso amaldiçoei aquele dia. Só por isso, sabe? Porque ali acabou o jogo que antes nos mantinha todos unidos, onde você era o otário da festa. Aí começaram a rolar situações em que eu já não curtia tanto como antes. Uma vez, por exemplo, os quatro vizinhos me levaram pro banheiro masculino da estação de trem da Constituição, e ficaram vigiando na porta pra não entrar nem polícia nem seguranças. Aí eu tinha que chupar as picas de todos os caras que desfilavam naquele banheiro. Fiquei assim uma tarde inteira, feito uma espécie de latrina humana. Gozavam em mim, mijavam em mim, e depois me faziam engolir tudo — algo que sempre gostei, por outro lado — embora eu me sentisse sozinha naquele banheiro, sem você, sem eles, e sem ninguém de confiança. Às vezes via os caras de canto de olho espiando e morrendo de rir da porta. Alguns dos caras que entravam, além de gozar e mijar em mim, me batiam forte, com maldade. Outros cuspiam em mim com catarro e vários chegaram a enfiar minha cabeça dentro daqueles vasos sanitários imundos, cheios de germes, bactérias, mijo e merda. Eu me sentia exatamente o que era: uma puta rasteira da pior espécie. Quando saí daquele banheiro, nem Damián, nem Carlos, nem o resto dos caras estavam lá. Eu estava um trapo, toda suada, mijada e coberta de porra e restos de merda. Foi uma parada muito louca, Fede, mas no fundo eu curtia porque era o Damián quem fazia aquilo comigo. E a pica do "macaco" eu adoro, não discuto! E vou te falar mais: Adorava que ele me rebaixasse sempre à categoria de puta da escória mais baixa! Logo eu, que sempre fui a princesinha do Papai!
Eu estava com vontade de vomitar. Era um horror o que ela estava me contando. Ela continuou:
- Em 98, nem te conto, foi uma putaria sem limites. Já me comia qualquer um e nem sabia quem tava usando meu corpo. Tive que fazer um aborto naquele ano e não sei de quem, ou de quantos. Além disso, aproveitaram o apartamento do centro, aquele que você entregou pro Damián, pra me prostituir. Uma vez, trouxeram cinco dogos alemães pro apartamento e falaram: "então você gosta de bichinhos, de examiná-los, não é mesmo, puta?; pois hoje eles vão examinar você". Me fizeram transar com os cinco cachorros, Fede. Os dogos enchiam minha buceta e meu cu de porra, mas Damián e Carlos não se contentaram com isso e me fizeram juntar num prato o sêmen dos cachorros que escorria da minha buceta e do cu, e depois me fizeram lamber e chupar de quatro, como se eu fosse a vadia. Por aquele apartamento deve ter passado uns 80% da população masculina do planeta, ha, ha. Vinham grupos inteiros de caras de todos os lugares pra me dar pica e porra. Turistas alemães, imigrantes romenos recém-chegados, paraguaios da Constitución, negros africanos, dinamarqueses com suas câmeras fotográficas, enfim, tudo que você imaginar. É que os caras vinham porque outros recomendavam, e assim todo mundo me comeu. quiso. Uma vez o Dami encheu meu apartamento de negões. Negros africanos, cê não lembra que essa era minha fantasia? Pois é, acho que naquela vez atendi uns 500 negões de um navio congolês que tava encalhado no porto. Os mulatos, depois de dois dias aqui, já tavam loucos pra meter e alguém falou que eu era a melhor das putas de Buenos Aires. Eles se revezavam pra vir me foder, em levas de 40 e 50, sem parar. Naquela semana, tomei café da manhã com leite de preto, almocei leite de preto, lanchei leite de preto e jantei leite de preto. Tô falando na lata, porque eles serviam a porra deles a toda hora e colocavam um babador em mim pra não escorrer nada. Isso sim que foi lindo!
Mas nem tudo foram flores. A merda me deixava completamente doida, e isso me trouxe um monte de problemas. Um dia o Damião decidiu que não ia mais me comer, por causa do meu estado patético de viciada. Eu sofri pra caralho com isso. Parecia que agora ele tinha nojo de me tocar. Na última vez, tive que implorar pra ele deixar eu pelo menos fazer um boquete. Ele mal aceitou que eu batesse uma punheta pra ele. Eu fiz igual uma desesperada, apressada, ansiosa como sempre pra ter aquela pica fantástica, que foi o motivo da minha perdição desde a primeira vez que vi. Quando ele finalmente gozou, lambi a porra dele igual uma louca. Ele se levantou da cadeira onde tava sentado, começou a arrumar a braguilha e foi embora. Eu me abaixei pra limpar com a língua os restos de leite que tinham caído no chão do quarto. Essa foi a última vez que tive algo com ele, faz quase um ano. Depois ele arrumou outra puta que eu odiei desde o primeiro dia. Com ela, ele atendia na pizzaria e saía pra passear aos domingos. Eu pensava em matar ela, e acho que alguns dos caras sacaram minhas intenções. Então o Damião e o Carlos me venderam pra um tal de Miguel, que me arrumou esse barraco onde eu moro agora. Lembro do dia que me trouxeram aqui pela primeira vez, já faz seis meses. Vim com o Damião e o Carlos, e os dois me Me agarraram pelo cabelo depois que eu desci do seu carro velho, me colocaram de joelhos e me arrastaram pelo chão, me oferecendo de porta em porta por toda a vila. Batiam nas portas e onde atendia algum macho sozinho ou vários machos sozinhos, Damián e Carlos falavam que eu era uma puta barata e obediente. Como prova, eu tinha que chupar o pau na hora, ali na porta da casa. Quando os caras gozavam, ficavam pasmos me vendo lamber os beiços saboreando a porra deles. Alguns diziam que iam pensar naquilo de me comprar. Ficamos assim por várias horas até que encontramos esse Miguel, que finalmente me comprou e me transformou na puta da vila. Desde então, qualquer um me fode por qualquer coisa: um prato de comida, grana, ou um pouco de pó pra passar o dia. O boquete eu faço de graça, pra qualquer um e a qualquer hora. Não importa se tô dormindo ou fazendo um aborto – como o que fiz mês passado, e nem sei de qual macho ou de quantos machos –, todas as picas têm que ser chupadas, Miguel me manda. Claro que tô aidética, e todo mundo aqui sabe, mas acredito firmemente que peguei isso desde aquelas orgias na casa, onde qualquer um me comia sem proteção nem nada; bah, você deve se lembrar bem hehe. Mas não me arrependo de nada, porque meu macho Damián quis assim. Eu sei que ele agora é um comerciante de sucesso, e que vive com outra gostosa, mas na época ele me transformou na puta dele e me enfeitiçou com a pica dele – por Deus, que coisa linda, como sinto falta! Mais ainda, sinto que tô traindo ele agora por estar falando com você, quando ele me fez jurar que nunca mais faria isso.
Nisso passa um ônibus cheio de caras indo pro estádio, cantando e fazendo barulho. Vimos da janela do barraco. O busão ia lotado.
– Eu deixaria arrebentar meu cu e minha buceta por todos esses caras até sangrar, só pra ter pelo menos uma foto da pica do Damião – comentou Roxy.
Ouvir aquilo foi demais pra mim. Entendi que tinha que vazar. Nisso, entra no barraco um cara de uns 50 anos, mais ou menos, gordinho e de bigode.
—Ele é o Miguel, meu novo macho — Roxy me anunciou.
—E esse quem é? — o cara perguntou.
—É o Federico, meu marido, he he — soltou Roxy, divertida — com aqueles brilhos daquela jovialidade que sempre a caracterizou.
—Ah, então tu é um corno de marca maior — falou Miguel, sem se preocupar — E ainda o único que não come essa vagabunda, ha ha.
Roxy riu com o comentário. Eu, por minha vez, só fiquei calado. Não tava a fim de bancar o doido naquelas circunstâncias.
—Me escuta, magrelo — o cara me disse — tu lembra do "macaco"? Então, ele falou de ti uma vez, e se souber que tu esteve aqui, te estoura na bala. Se tu não quiser que eu conte nada, vai ter que me deixar alguma coisa: grana, relógio, o que tiver. Se não, aguenta as consequências depois…
—Roxy, fala que sou teu amigo — consegui balbuciar, preocupado.
—Que amigo, otário! — Roxana me cortou — se tu é o mesmo corno infeliz de sempre. Dá a grana e vaza, porque eu posso mandar te arrebentar o cu por 200 negões aqui dentro.
Me assustei com a mudança brusca da Roxy no tratamento comigo. O clima ficou pesado e eu comecei a sentir medo.
—É verdade — disse Miguel, morrendo de rir — ela teve o cu arrebentado no mesmo dia que chegou aqui. Não sei se foram 200 negões, mas 100 com certeza, lembra, Roxy?
—Sim, me comeram no terreno baldio aqui na esquina, de noite — ela confirmou.
—Então, beleza, larga tudo e some. Se não, chamo os caras e olha que eles começam a chegar em bando, hein? Tu não vai conseguir nem sentar depois de tanta pica no rabo…
Roxy começou a dar gargalhadas, como se estivesse curtindo o momento.
—E além da surra de pica que os negões vão te dar aqui, depois o "macaco" vai te pegar e te encher de bala, he he — Miguel completou.
Deixei todas as minhas coisas lá, no barraco. Grana, relógio, uma pulseira e a aliança do meu casamento. Até fui obrigado a entregar a camisa, a calça e uma Jaqueta jeans. Tive que sair correndo, só de camiseta e cueca da vila. Ainda bem que um taxista me pegou a duas quadras de lá. Tava escurecendo e eu seminu na rua. Escapei por um triz. Tive que implorar pro taxista me levar pra casa, depois de convencer ele de que tinha cruzado com uma gangue e me roubaram tudo.
Nunca mais vi a Roxy, mas fiquei sabendo da morte dela por intermédio de uma amiga antiga que encontrei na rua um dia, e que conseguiu a informação através de outra pessoa. Roxana morreu em 2006, aos 34 anos, aidética até o talo. A amiga me disse que ela morreu no hospital Piñeiro, no Bajo Flores, por causa de uma pneumonia muito avançada. As defesas dela estavam baixíssimas há um tempão. Mas o dado mais sinistro apareceu no laudo médico que eu consegui ver tempos depois. O relatório dizia que a buceta dela tava completamente preta, com centenas de vermes pequenos andando ao redor. Na boca, tinha um monte de infecções, algumas que nem os próprios profissionais do hospital conseguiam identificar. O cu dela também não teve sorte melhor: o resumo falava de uma laceração anal profunda. Mesmo assim, no dia que soube da morte dela, uma tristeza profunda me tomou. Eu ainda amava ela, apesar de tudo. Era um amor incurável, incondicional. Até hoje, toda manhã quando acordo, lembro do corpo gostoso dela, da carinha de anjo e da simpatia enorme. É muito difícil acreditar que ela virou um trapo humano a serviço dos caprichos sexuais de qualquer porco. E digo que amava e amo ela apesar de tudo, porque uma vez tive chance de falar com um dos médicos que cuidou dela nos últimos dias, e ele comentou que ela murmurava, já moribunda e largada no chão da sala do hospital em cima de uns lençóis imundos (porque não tinha leito disponível), a seguinte frase: "quero a do Dami; te amo, monito".
Poderia entrar em detalhes sobre os últimos anos da vida da Roxy (que consegui por fontes próximas ao pessoal da favela), mas acho que não acrescentam nada ao que já mostrei durante todo esse caminho. Só dizer que foram anos muito tristes pra ela, de muita degradação, em que ela ficou muito doente e aguentando os maus-tratos desse Miguel (e os maus-tratos de qualquer um que (por um momento). Até me contaram que ela ficava num semáforo de uma das esquinas da vila, se oferecendo pros caras que paravam com os carros, pra quem ela propunha uma mamada em troca de algum trocado pra comprar comida. Finalmente, hoje, oito anos depois da partida dela, a lembrança da Roxy ainda é muito forte pra mim. Não arrumei outra parceira, porque nunca estive preparado pra tentar reconstruir minha vida com outra pessoa. Acho que ela sempre vai ser a única, mesmo não estando mais aqui, infelizmente. Foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida; foi tudo pra mim. Assim como também acho que, pra ela, o "mono" Damián tinha se transformado em tudo: o cafetão dela, o dono dela, e, no fim das contas, o homem que decidiu o destino final dela.
FIM
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