Capítulo XXVII Corrupção, corrupção, corrupção. Um dos grandes motivos desse país estar na merda é a forma como as "autoridades" se vendem. Felipe Calderón chegou ao topo do México por meio de uma fraude. E trouxe consigo a maior corrupção já vista, que fez os tempos do PRI parecerem brincadeira de criança... Bilhões de dólares movimentados anualmente, graças às drogas. O governo de Don Felipe foi, sem dúvida, o início do terror, que logo saiu do controle do estado...********************************
Pisar fundo no acelerador foi a única maneira de extravasar minha frustração. Enquanto isso, tinha Melissa ao meu lado. De relance, observava o par de melões que ela agora possuía. Só de olhar, dava pra deduzir que aquele par de tetas já tinha crescido para um copo F!! Minha ex-mulher estava irreconhecível, aquelas tetas cheias de porra, imensas. Aquele ventre monstruoso que parecia esperar um alien em vez de uma criança. E pra piorar, ao vê-la de relance ao entrar no carro, tive que encarar a bunda dela, muito maior e mais apetitosa. Porra, só de pensar que aquele negro nojento foi o culpado por provocar essa mudança física na minha mulher, me fazia ferver de raiva. Isso somado ao fato de que comecei a suar que nem um porco. Posso jurar que se aparecesse qualquer faísca, eu ia pegar fogo que nem gasolina...
Avistei depois de um tempo os arredores de Lagos de Moreno. Melissa permanecia calada, não parecia bem, mas pelo menos não estava chorando. Estava fora desse mundo, absorta nos próprios pensamentos. De vez em quando, as pontas dos dedos dela acariciavam o ventre, suponho que para acalmar o engenhoco. Só reagiu finalmente ao perceber que já estávamos em Lagos de Moreno. Endireitou o peito, fazendo aquele par de seios demonstrar toda a sua plenitude e imponência. Finalmente cheguei às instalações e desci primeiro para perguntar se aquele negro filho da puta estava lá. É sábado, meio-dia, espero que os legistas não me digam que já é tarde e para voltar na segunda. É nisso que penso, tentando ensaiar alguma argumento contundente ou preparar um bilhetão. Então acontece o surpreendente: na sala esperam quatro famílias. O silêncio é constrangedor... Alguns estão há meses visitando o departamento de identificação do Serviço Médico Forense (SEMEFO).
Procuram seus irmãos, primos e até um pai, desaparecidos desde dezembro. A filha, uma mulher de traços indígenas, clama aos céus por ajuda. A última vez que o viu foi num sábado de manhã. Nunca imaginou, ao se despedir dele, que um dia estaria procurando por ele aqui... E fica esperando. Os caras da mesa, ou são muito durões ou uns verdadeiros filhos da puta! Nem sequer prestam atenção nela, ignoram e quase bocejam na cara dela. Outro cara puto pergunta pelo irmão, exige atenção imediata!!! Mas, de novo, os caras demonstram sua falta de empatia. — Calma aí, senhor, temos muitos mortinhos por aqui, alguns chegam despedaçados. Acha que é fácil identificar um falecido se não estão nem minimamente preparados? O cara puto não disse nada. Engoliu seco aquele argumento. E não falou mais nada. Os outros então começaram seus pedidos aos caras de ouvidos moucos, e cada um recebeu sua dose de desculpas. — Porra... Me preparo para logo levar um chute na bunda, aqui não conheço ninguém, e o mais certo é que vou receber a enésima desculpa do dia. Estou prestes a abrir o bico para perguntar pelo negro. Quando observo os olhares descompostos dos caras da mesa. Posso ver claramente. Eles babam como mastins, devorando um pedaço de carne. Viro o pescoço levemente e posso ver a carne, pedaço de carne, a carne mais suculenta de todos os Altos de Jalisco. Preparada como uma deusa. Melissa irrompe de forma celestial. Seu vestido de grávida super justo, os peitões enormes e a carinha linda que ela tem. Deslumbra eles... Sim, o México é classista, o México é discriminatório com todo aquele que tem a pele comum, a pele bronzeada. Minha ex-mulher parece uma Deusa Nórdica. E disso ela não tem culpa... Até os índios se distraem olhando para Melissa. E o cansaço de voltar a perguntar por seus parentes acaba, pelo menos por um momento. A estranha situação dominante é quebrada pelo primeiro homem da mesa. Que busca, por conta própria, atendê-la. Melissa. -Diga, senhora, o que a traz? Melissa, consciente da preferência que desperta. Responde -Boa tarde, senhor. Sou a senhora Melissa Heredia de Moncada. Estou procurando meu marido... Sniff sniff😭😭 Que putinha desgraçada, ao dizer isso me dá um chute nas bolas. Marido. Marido... Marido...😠 Penso irritado. O homem da recepção e também o segundo e também o terceiro ficam impressionados. Ao chorar, seu diafragma se expande colossalmente. OHHHH 👀👀👀👀 Que peitões, que bumbum gigantesco, que carinha linda ❤️❤️❤️ Aquele trio de idiotas se emociona. Imediatamente a levam para o escritório do responsável pelo SEMEFO. Eu observo incrédulo a cena, e o que vem depois. Ninguém protesta e, como enfeitiçados naquele momento, ninguém diz nada, observando fascinados a bunda da Melissa...Relato de Melissa
Ao chegar à porta do escritório do responsável pelo local. Esta foi batida uma, e depois duas vezes. Responde um homem exasperado. -Quem é?! O homem que me ajudou a entrar diz. -Desculpe, doutor Onofre. Mas trago comigo uma senhora que precisa perguntar sobre o paradeiro do marido. Depois de alguns minutos que parecem uma eternidade. O responsável responde claramente irritado. -Muito bem, pode entrar...
Ao abrir a porta, observo um homem de meia-idade, talvez na faixa de idade do Tomás. Mas é um cara gordo e careca. Que está olhando para o seu PC, enquanto permanece sentado. Então, mecanicamente, ele vira para me encarar e fica paralisado... 👀 Reage imediatamente e se levanta para me cumprimentar. -Boa tarde, senhora. Sou o doutor Alberto Onofre, para servi-la...
Então eu me dirijo a ele e começo a pedir sua ajuda. -Ohhh doutor, sniff, sniff 😭 Eu es...tou pro...curan...do meu ma...ri...do Ele se cha...ma Gerson Moncada... O doutor, encantado, me observa intensamente. Posso notar sua felicidade ao me ver por completo. E ao se despedir, o sujeito da recepção. Ele olha para ele agradecendo com o olhar. -Ohhh my wife, que pena. Mas aqui recebemos diariamente muitos corpos, você sabe como a guerra é terrível. Eu gostaria de saber a descrição física do seu marido, ou o lugar e quando ele desapareceu, para que você pense que ele está aqui. Mas por favor, sente-se e conte-me, minha senhora. Melissa sentou-se e, olhando nos olhos dele, disse: Meu marido é o senhor que faleceu ontem, na estrada Encarnação de Díaz-Aguascalientes. Trecho 214, ele é de raça negra... Ao ouvir isso, o homem se surpreendeu... 👀 Engoliu seco e então lembrou do sujeito de quem essa beleza falava. O sujeito, evidentemente estrangeiro, e do qual a Marinha suspeitava ser um grande cacife do narcotráfico. Então, finalmente, reagiu e começou a balbuciar. - Beeeem, meee parece que seu marido está aaquiii. Melissa respondeu agradecida. - Ohhh, graças a Deus... Juntando as mãos 🙏 Mas o doutor Onofre a advertiu. - Senhora, seu marido é suspeito de pertencer ao crime organizado. Receio que não seja comigo que você poderá obter uma resposta. Mas na segunda-feira virão agentes da PGR e agradeceriam muito se você colaborasse com eles. Melissa sentiu-se decepcionada. - Mas eu preciso dar sepultura cristã ao meu marido. De verdade, você não pode fazer nada? Onofre respondeu: - Sinto muito, my wife, mas o status do seu marido excede minha faixa de autoridade. Eu acredito que na segunda-feira você terá uma resposta clara dos agentes, mas como lhe digo, precisará conversar longamente com eles. Se precisar, venha acompanhada de um advogado. Melissa, compungida, aceitou aquele argumento. Agradeceu ao doutor Onofre e se retirou junto a mim, esperando a solução para segunda-feira, finalmente. Ao se virar, presenteou o doutor com a visão daquele portento de rabão 🍑. Onofre, totalmente alucinado, ficou agradecido olhando, até que ela fechou a porta.
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