Preso sem saída XXVII

Preso sem saída XXVIICapítulo XXVII
Corrupção, corrupção, corrupção. Um dos grandes motivos pelos quais este país está um desastre é o jeito que as "autoridades" se vendem. Felipe Calderón chegou ao topo do México na base da fraude. E trouxe consigo a maior corrupção já vista, fazendo com que os tempos do PRI parecessem coisa de criança... Bilhões de dólares circulando todo ano, graças à droga. O sexênio do Dom Felipe foi, sem dúvida, o começo do terror, que muito rapidamente escapou do controle do estado...

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Pisando fundo no acelerador, foi o único jeito de extravasar minha frustração. Enquanto tinha Melissa do meu lado. De relance, olhava o par de melões que ela agora tinha. À primeira vista, dava pra deduzir que aquele par de peitões já tinha crescido pra um copo F!! Minha ex-mulher estava irreconhecível, aquelas tetas cheias de porra e imensas. Aquela barriga monstruosa que parecia esperar um alienígena em vez de um bebê. E pra piorar, quando olhei de lado ao entrar no carro, tive que ver a bunda dela, muito maior e mais apetitosa. Porra, só de pensar que aquele preto nojento foi o culpado por essa mudança física na minha mulher, me fazia ferver de raiva. Isso somado ao fato de que comecei a suar que nem um porco. Posso jurar que, se aparecesse uma faísca na hora, eu queimava igual gasolina...

Depois de um tempo, avistei o começo de Lagos de Moreno. Melissa continuava calada, não parecia bem, mas pelo menos não estava chorando. Ficava fora desse mundo, absorta nos pensamentos dela. De vez em quando, as pontas dos dedos dela acariciavam a barriga, pra suponho eu, acalmar o monstro. Só reagiu finalmente quando viu que já estávamos em Lagos de Moreno. Ergueu o peito, e fez aquele par de seios mostrarem todo o seu vigor e altivez.

Finalmente cheguei no prédio e desci primeiro pra perguntar se o preto filho da puta estava lá. É sábado, meio-dia, espero que os legistas não me digam que já é tarde e pra voltar na segunda. Nisso eu penso, tentando ensaiar alguma coisa. argumento contundente ou preparar uma nota de mil. Aí acontece o inesperado. Na sala, esperam quatro famílias. O silêncio é tenso... Alguns estão há meses visitando o departamento de identificação do Serviço Médico Legal (SML).gostosaProcuram pelos irmãos, primos e até um pai, desaparecido desde dezembro. A filha, uma mulher de traços indígenas, clama por todos os céus por ajuda. A última vez que o viu foi numa manhã de sábado. Nunca imaginou, ao se despedir dele, que um dia estaria procurando por ele aqui... E fica esperando, os caras da mesa, ou são muito duros ou uns filhos da puta de verdade! Nem prestam atenção nela, ignoram e quase bocejam na cara dela. Outro cara puto da vida pergunta pelo irmão, exige ATENÇÃO, porra!!! Mas de novo os caras mostram a falta de empatia. — Se acalme, senhor, temos um monte de mortinho por aqui, alguns chegam despedaçados, cê acha que é fácil identificar um falecido se eles nem tão minimamente preparados? O cara puto não disse nada. Engoliu seco aquele argumento. E não falou mais nada. Os outros então começaram seus pedidos pros caras surdos, e cada um levou sua dose de desculpas. — Porra... Já me preparo pra levar um pé na bunda logo, não conheço ninguém aqui, e o mais certo é que vou ouvir a enésima desculpa do dia. Tô quase abrindo a boca pra perguntar pelo negão. Quando vejo os olhares descompostos dos caras da mesa. Dá pra ver claramente. Eles tão babando igual cachorro, devorando uma gostosa com os olhos. Viro o pescoço de leve e vejo a gostosa, pedaço de buceta, a carne mais suculenta de todos os altos de Jalisco. Preparada como uma deusa. Melissa surge de forma celestial. O vestido de grávida bem justinho, as tetonas enormes e a carinha linda que ela tem. Ela cega eles... É, o México é classista, o México discrimina todo mundo que tem a pele comum, a pele morena. Minha ex-mulher parece uma Deusa Nórdica. E disso ela não tem culpa... Até os índios se distraem olhando pra Melissa. E o cansaço de ter que vir de novo perguntar pelos parentes acaba, pelo menos por um momento. A situação estranha que impera é quebrada pelo primeiro homem da mesa. Que tenta atender todo mundo sozinho. Melissa. —Pois não, senhora, o que a senhora deseja?? Melissa, ciente da preferência da qual é alvo, responde —Boa tarde, senhor. Sou a senhora Melissa Heredia de Moncada. Estou procurando meu marido... Sniff sniff😭😭 Puta que pariu, filha da puta, ao dizer isso me dá um chute nos ovos. Marido. Marido. Marido...😠 Penso, puto da vida. O homem da escrivaninha, e também o segundo e o terceiro, ficam impressionados. Quando ela chora, o diafragma se expande de forma colossal. OHHHH 👀👀👀👀 Que peitão, que rabão gigantesco, que carinha linda ❤️❤️❤️ Aquele trio de idiotas se empolga. Na hora, a levam para o escritório do chefe do SEMEFO. Eu olho incrédulo pra cena e o que vem depois. Ninguém protesta e, como enfeitiçados, naquele momento ninguém fala nada, só observando fascinados a bunda de Melissa...       Relato de Melissa Ao chegar na porta do escritório do chefe do lugar. Bateram uma, e depois duas vezes. Um homem exasperado respondeu. —Quem!!! O homem que me ajudou a entrar diz pra ele. —Com licença, doutor Onofre. Mas trouxe comigo uma senhora que precisa perguntar sobre o paradeiro do marido dela. Depois de uns minutos que parecem uma eternidade. O chefe responde, claramente irritado. —Tá bom, pode entrar... Quando a porta abre, vejo um homem de meia-idade, talvez na idade do Tomás. Mas é um cara gordo e careca. Que tá olhando pro PC dele, sentado. Aí, mecanicamente, ele vira pra me encarar de frente e fica de boca aberta... 👀 Reage na hora e levanta pra me cumprimentar. —Boa tarde, senhora. Sou o doutor Alberto Onofre, às suas ordens... Aí eu vou na direção dele e começo a pedir ajuda. —Ahhh, doutor, sniff, sniff 😭 Eu tô procu..rando meu ma..ri..do Ele se cha..ma Gerson Moncada... O doutor, todo encantado, me observa com vontade. Dá pra ver a felicidade dele ao me ver inteira. E quando o cara da escrivaninha se despede, ele agradece com o olhar. —Ahhh, minha esposa, que pena. Mas aqui a gente recebe diariamente muitos Corpos, cê sabe, a guerra é uma merda. Queria saber a descrição física do seu marido, ou o lugar e quando ele desapareceu, pra senhora achar que ele tá aqui. Mas por favor, senta e me conta, minha senhora. Melissa sentou e, olhando nos olhos dele, disse: Meu marido é o senhor que morreu ontem, na estrada Encarnación de Díaz-Aguascalientes. Trecho 214, ele é preto... Ao ouvir isso, o homem se assustou... 👀 Engoliu seco e então lembrou do sujeito do qual aquela gostosa falava. O cara, claramente estrangeiro, e que a Marinha suspeitava ser um baita chefão do tráfico. Então, finalmente, reagiu e começou a gaguejar: — Bueeem, meee parece que seu marido tá aqui. Melissa respondeu agradecida: — Ahhh, graças a Deus... Juntando as mãos 🙏 Mas o doutor Onofre a avisou: — Senhora, seu marido é suspeito de pertencer ao crime organizado. Receio que não vai ser comigo que a senhora vai conseguir uma resposta. Mas na segunda-feira vão vir agentes da PGR e eles iam agradecer muito se a senhora colaborasse com eles. Melissa ficou decepcionada: — Mas preciso dar um enterro cristão pro meu marido. O senhor não pode fazer nada mesmo? Onofre respondeu: — Sinto muito, minha senhora, mas o status do seu marido tá além da minha alçada. Acho que na segunda-feira a senhora vai ter uma resposta clara dos agentes, mas, como eu disse, vai precisar conversar longamente com eles. Se precisar, venha acompanhada de um advogado. Melissa, triste, aceitou o argumento. Agradeceu ao doutor Onofre e foi embora comigo, esperando que na segunda-feira a solução finalmente viesse. Ao se virar, presenteou o doutor com a visão daquele rabão de respeito 🍑. Onofre, completamente alucinado, ficou agradecido olhando, até que ela fechou a porta.

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