ERICA, MINHA MEIA-IRMÃ. CAPÍTULO IV
Meu site https://hiphop911.webnode.com/ ou no instagram hiphop911ok
Histórias disponíveis também:
- Minha prima, Mara. Com 28 capítulos e 493 páginas, pertencentes ao volume I.
- Minha jovem tia. Com 13 capítulos (3 extras) reescrito 100% e com conteúdo estendido em 187 páginas, pertencentes ao volume I.
Amostra estendida do CAPÍTULO 1
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com frequência desde que ele casou de novo.
Aliás, nunca tive a chance de conhecer sequer a nova filha dele, ou seja, minha meia-irmã.
Erica, esse é o nome dela, tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais quando a mãe dela já estava há quase 10 anos com meu velho, Carlos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou no Facebook.
Ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles vinham pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava muito dela.
As duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo.
Minha mãe, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu velho não era nada ruim.
Tanto que ele comentou com minha mãe que a enteada dele não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter formado a vida em outra província, era algo não muito agradável.
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com minha mãe. Eu curtia umas férias da faculdade.
MÃE: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos haha, mas não é minha irmã
MÃE: Não seja mau, filho... é filha do seu pai
EU: Política...
MÃE: Por que você tá tão resistente?
EU: Não, só Digo... não conheço ela, nunca quis me conhecer também... por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece. Além disso, segundo seu pai, ela é muito boa
EU: Vamos ver kkk
MA: Ele me manda fotos, de vez em quando. É uma bonequinha.
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muito, já que eu não seguia ela nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era gostosa.
De olhos verdes e parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem anti.
Daquelas minas que passam andando do teu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franjinha.
No fim, era como minha mãe dizia. Era uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecer ela.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia receber eles em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha mãe olhava pra mim e ria.
Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de andar sempre largadão em casa.
Mas como não conseguia controlar meu jeito, fiquei horas pra me decidir.
Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Na parte de baixo, uma jeans.
Que fosse o que Deus quisesse.
Imaginava ela chegando toda mal vestida.
Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né.
Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno.
Os nervos que vinham eram mais fortes do que aquela vez que perdi a virgindade.
Mas por quê?
Minha mãe foi receber eles.
Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles.
Quando abriu a porta, entrou uma luz parecida com as da entrada do paraíso.
Nem vi meu pai e a esposa dele.
Vi ela.
Parecia um anjo.
Fiquei parado, estático.
Era alta, de olhar luciferino.
Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um. Até a minha.
Por que eu sentia isso?
MA: Eii, não vai cumprimentar, não? – Ela disse.
Eu tava completamente besta.
A Erica estava na entrada, com as mãos juntas na frente.
EU: Ah... sim... Oi! – Falei saindo do transe.
Fazia um tempão que eu não via meu velho e quase nem reparei nele.
Que otário.
Não conseguia parar de olhar pra ela feito um idiota.
Era minha meia-irmã, Erica.
Mas tipo um ímã, minha atenção não largava ela.
Cumprimentei meu pai e a Sandra.
Depois virei o olhar pra ela.
Acho que ela percebeu que eu tava olhando igual um retardado.
Já que ela me examinava de cima a baixo com uma cara estranha.
Cumprimentei ela com um beijo na bochecha.
"Oi" – ela disse.
Um sorriso brotou do fundo da minha alma quando a cumprimentei.
O que tava acontecendo comigo?
Ela deu uma risadinha por causa disso.
Deve ter pensado "nossa, mas que otário esse cara".
EU: Tudo bem??
ERI: Gostei da sua camiseta. – Falou e continuou andando, olhando a casa.
Claro que fiquei parado ali feito uma estátua.
Pelo menos não tinha vacilado na camiseta.
Nunca fiquei tão nervoso.
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava.
Não me deu muita bola.
Ela tava vestida normal também, tanto drama que eu fiz.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei bem nela.
Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, ela me impactou.
MA: Vai ficar aí? – Ela disse, rindo.
Eu continuava parado na porta de entrada feito um idiota.
Avancei com eles.
Minha mãe conversava com a Sandra e meu pai comigo.
A Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?"
Mais ou menos eu me atualizava com ele, apesar de a gente se falar por telefone.
Enquanto eu escutava, olhava pra ela e pra calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas eu olhava. automático.
Era a filha do meu velho e não podia ter esse tipo de pensamento.
Bom, por afinidade, mas filha dele no fim das contas.
Num momento, ela falou com a minha mãe e por pouco não me pegou olhando pra rabeta dela.
Se não sou um imbecil.
Safei por um microssegundo.
Mas parecia ter uma bunda bem gostosa.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus.
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além disso, a cada 2 metros eles paravam pra contar coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Ela não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dava pra notar.
Quando eu olhava pra ela pra tentar incluir na conversa com meu velho, ela desviava o olhar e continuava na dela.
Isso ia ser difícil.
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, já que era tão gostosa.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas eu tava divagando. Não sabia se era verdade.
Só tentava decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a frente dela.
Soa punheteiro, mas o corpo dela era um imã de verdade.
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá.
Também não ia me auto julgar.
Era uma mina que chamava muita atenção e quem estiver livre de pecado...
Já no fundo (temos uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo.
Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava.
1,70m ela tinha com certeza.
Ela me olhou com uma cara como se eu tivesse cometido um homicídio e disse:
ERI: Cê gosta muito do meu jeans, né? – E levantou uma sobrancelha.
A puta mãe.
Ela percebeu que eu tava olhando.
E agora, o que eu faço? Do que eu me disfarço?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me acusar e a vergonha que eu ia passar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua Meia-irmã?? - Ela falou veemente, mas baixinho.
EU: Ei... não... que isso, doideira! - Acabei soltando pra ela
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não tem nada a ver...
Já tava pronto.
Ela ficou em silêncio uns 5 segundos, me olhando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela.
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É brincadeira, moleque... que cara que a gente fez, hein... - Exclamou dando um sorrisinho e saindo feliz da vida com a maldade dela.
Era uma brincadeira o que ela tava fazendo?
Que desgraçada.
Entrei que nem um cavalo.
Comi feio.
Já me via saindo de casa, igual ao Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Filha da mãe.
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei pra ela, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus.
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, Erica me olhou com cara de "que sabão que te passei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela só pra me pregar uma peça.
Me senti importante por um segundo.
Conversamos todos juntos por um tempo. Erica não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde caía perfeitamente nela.
Mas alguém decidiu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? De quebra, você mostra um pouco do bairro pra ela.
Erica respondeu na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. - Respondeu sincera e educada.
Parecia que não queria de jeito nenhum me acompanhar.
Foi aí que a Sandra entrou.
SAN: Vai, filha... de quebra, você conhece um pouco mais o Julián.
Ela se virou e olhou com cara de "é necessário?"
Meu pai fez sinal pra ela ir.
Nunca me senti tão rejeitado na vida.
Mas finalmente, ela cedeu.
ERI: Tá bom... - Só falou isso
Eu, bem desconfortável. Com a situação, me levantei e fui andando.
Ela, com uma cara de certo tédio, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não estava nervoso, mas sim meio desconfortável.
Como se ela fosse obrigada a me dar atenção.
Ao cruzar a porta de entrada, comentei:
EU: Não precisa vir se não quiser. Vou eu comprar.
Claramente deixei claro que o tédio dela com a situação, eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... vamos! – Falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, obrigado!, pensei ironicamente.
Não sabia se falava com ela ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as grosserias dela.
EU: Tá chateada de voltar de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado.
ERI: Um pouco, mas fazer o quê...
A gente ia andando. Ela um pouco na frente.
EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar...
ERI: É, bom, quem tá com fome? – Me disse mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Fiquei em silêncio.
Puta merda, era complicado acompanhar o raciocínio dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento chato.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude.
ERI: E aí, você tem namorada ou algo assim? – Perguntou sem filtro
Primeiro me surpreendeu que ela quisesse conversar. E segundo, aquela pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Haha... e namorado?
ERI: Isso te importa? – Disse com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... – Respondi sério e olhando pra frente.
Se ela ia ter aquela atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar que me afetasse.
ERI: Não... – Se limitou a falar.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Você é do FBI, é? haha
EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... – Falei com certa irritação
ERI: Você é pavio curto... gostei... – Disse como se estivesse satisfeita. Sim, tenho amigas que não vejo há um tempão anos...
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Pelo visto, não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me dar trabalho.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar.
Depois de comprar, na volta pra casa, ela quase não falou comigo.
Fazia tempo que não sentia esse desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que me contar a vida dela.
Só esperava que isso mudasse. Já que queria me dar bem com ela.
O resto da tarde foi mais ou menos normal.
De vez em quando ela me dirigia a palavra e eu respondia numa boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez, fizesse por obrigação, já que dava pra perceber o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha.
Durante o jantar, às vezes, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que era, de todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me pareciam tão interessantes.
Mas alguma coisa ela tinha. Claramente.
Pra começar, tinha uma beleza natural que formava uma espécie de ímã.
Muito gostosa.
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava em mulher, era franjinha.
Mas, o que tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes dela ir embora, Erica falou comigo uma última vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei, tem alguma academia por aqui perto?
EU: Tem, sim, descendo essa rua, a três quadras tem uma... não sabia que você malhava (embora desse pra perceber)
ERI: Malha, cê vai lá, né?
EU: Como sabe? haha
Ela me olhou como quem não queria responder.
Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra ver que eu ia pra academia. Mas que não queria dizer.
E a real é que eu tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê…", falou sem soltar meu nome.
EU: Juliano... – completei
Ela deu um sorrisinho de lado e virou as costas pra Sair com a mãe e o meu velho.
Aquele olhar que ela fez, de algum jeito, me fez corar.
Senti isso na hora.
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha um outro tipo de intenção, embora eu tenha sido o único a perceber.
Como se fosse o primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquele sorriso ficou gravado na minha mente.
Tanto que não parei de pensar nele.
E a última vez que lembro de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Muito estranho.
Será que eu podia sentir isso?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu esteja exagerando e seja impressão minha, já que ter uma irmã nova é algo, atípico pra mim.
Meu site https://hiphop911.webnode.com/ ou no instagram hiphop911ok
Histórias disponíveis também:
- Minha prima, Mara. Com 28 capítulos e 493 páginas, pertencentes ao volume I.
- Minha jovem tia. Com 13 capítulos (3 extras) reescrito 100% e com conteúdo estendido em 187 páginas, pertencentes ao volume I.
Amostra estendida do CAPÍTULO 1
Buenos Aires, pleno verão.
Meu velho vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade.
Fazia tempo que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba.
Não era afastado dele, mas não o via com frequência desde que ele casou de novo.
Aliás, nunca tive a chance de conhecer sequer a nova filha dele, ou seja, minha meia-irmã.
Erica, esse é o nome dela, tem a minha idade. 20 anos.
É inacreditável que eu nunca a tenha conhecido, ainda mais quando a mãe dela já estava há quase 10 anos com meu velho, Carlos.
Nem nos seguíamos no Instagram ou no Facebook.
Ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito importante do meu pai, eles vinham pra cá.
Quem sabe por quanto tempo.
A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava muito dela.
As duas ou três vezes que a vi, foi muito atenciosa comigo.
Minha mãe, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu velho não era nada ruim.
Tanto que ele comentou com minha mãe que a enteada dele não estava muito feliz em voltar pra Buenos Aires.
E é compreensível, já que voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter formado a vida em outra província, era algo não muito agradável.
Uma tarde, estávamos tomando uns mates com minha mãe. Eu curtia umas férias da faculdade.
MÃE: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos haha, mas não é minha irmã
MÃE: Não seja mau, filho... é filha do seu pai
EU: Política...
MÃE: Por que você tá tão resistente?
EU: Não, só Digo... não conheço ela, nunca quis me conhecer também... por que eu ia ficar animado?
MA: Coisas da vida. Acontece. Além disso, segundo seu pai, ela é muito boa
EU: Vamos ver kkk
MA: Ele me manda fotos, de vez em quando. É uma bonequinha.
Era verdade.
De vez em quando, a curiosidade me levava a ver as redes dela.
Não tinha muito, já que eu não seguia ela nem tinha ela entre meus amigos, mas dava pra ver que era gostosa.
De olhos verdes e parecia alta nas fotos.
Tinha cara de ser bem anti.
Daquelas minas que passam andando do teu lado e nem te notam.
Nas imagens que vi, tinha cabelo castanho, meio avermelhado.
Usava franjinha.
No fim, era como minha mãe dizia. Era uma bonequinha.
Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecer ela.
Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê.
Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia receber eles em casa, acordei com uma dorzinha de estômago.
Tomei banho e me troquei pra ocasião.
Minha mãe olhava pra mim e ria.
Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu era de andar sempre largadão em casa.
Mas como não conseguia controlar meu jeito, fiquei horas pra me decidir.
Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Na parte de baixo, uma jeans.
Que fosse o que Deus quisesse.
Imaginava ela chegando toda mal vestida.
Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, né.
Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno.
Os nervos que vinham eram mais fortes do que aquela vez que perdi a virgindade.
Mas por quê?
Minha mãe foi receber eles.
Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles.
Quando abriu a porta, entrou uma luz parecida com as da entrada do paraíso.
Nem vi meu pai e a esposa dele.
Vi ela.
Parecia um anjo.
Fiquei parado, estático.
Era alta, de olhar luciferino.
Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um. Até a minha.
Por que eu sentia isso?
MA: Eii, não vai cumprimentar, não? – Ela disse.
Eu tava completamente besta.
A Erica estava na entrada, com as mãos juntas na frente.
EU: Ah... sim... Oi! – Falei saindo do transe.
Fazia um tempão que eu não via meu velho e quase nem reparei nele.
Que otário.
Não conseguia parar de olhar pra ela feito um idiota.
Era minha meia-irmã, Erica.
Mas tipo um ímã, minha atenção não largava ela.
Cumprimentei meu pai e a Sandra.
Depois virei o olhar pra ela.
Acho que ela percebeu que eu tava olhando igual um retardado.
Já que ela me examinava de cima a baixo com uma cara estranha.
Cumprimentei ela com um beijo na bochecha.
"Oi" – ela disse.
Um sorriso brotou do fundo da minha alma quando a cumprimentei.
O que tava acontecendo comigo?
Ela deu uma risadinha por causa disso.
Deve ter pensado "nossa, mas que otário esse cara".
EU: Tudo bem??
ERI: Gostei da sua camiseta. – Falou e continuou andando, olhando a casa.
Claro que fiquei parado ali feito uma estátua.
Pelo menos não tinha vacilado na camiseta.
Nunca fiquei tão nervoso.
Até minha mãe percebeu.
A atitude dela meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava.
Não me deu muita bola.
Ela tava vestida normal também, tanto drama que eu fiz.
Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima.
O cabelo dela era bem ruivo. Mais do que na foto.
Tinha umas sardas no rosto.
Sim, eu reparei bem nela.
Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe.
Com certeza, ela me impactou.
MA: Vai ficar aí? – Ela disse, rindo.
Eu continuava parado na porta de entrada feito um idiota.
Avancei com eles.
Minha mãe conversava com a Sandra e meu pai comigo.
A Erica ia na frente.
Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?"
Mais ou menos eu me atualizava com ele, apesar de a gente se falar por telefone.
Enquanto eu escutava, olhava pra ela e pra calça jeans apertada.
Parecia ter umas pernas muito bonitas.
Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas eu olhava. automático.
Era a filha do meu velho e não podia ter esse tipo de pensamento.
Bom, por afinidade, mas filha dele no fim das contas.
Num momento, ela falou com a minha mãe e por pouco não me pegou olhando pra rabeta dela.
Se não sou um imbecil.
Safei por um microssegundo.
Mas parecia ter uma bunda bem gostosa.
É inacreditável, continuo falando dela desse jeito.
Deus.
Andamos pela casa como se fosse um museu.
Não era uma mansão, mas era bem grande. Além disso, a cada 2 metros eles paravam pra contar coisas da vida e não acabavam mais.
A cara da Erica dizia tudo.
Ela não ia ser mal-educada, mas a cara de poucos amigos dava pra notar.
Quando eu olhava pra ela pra tentar incluir na conversa com meu velho, ela desviava o olhar e continuava na dela.
Isso ia ser difícil.
Ficava me perguntando se ela tinha namorado.
Com certeza sim, já que era tão gostosa.
Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso.
Mas eu tava divagando. Não sabia se era verdade.
Só tentava decifrar ela.
Outro atributo que me chamava muita atenção era a frente dela.
Soa punheteiro, mas o corpo dela era um imã de verdade.
Eu me sentia o pior. Tentava consolar minha punhetice me convencendo de que ela não era minha irmã de sangue.
Mas não deixava de ser errado.
Sei lá.
Também não ia me auto julgar.
Era uma mina que chamava muita atenção e quem estiver livre de pecado...
Já no fundo (temos uma casa grande), ela se aproximou de mim.
Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo.
Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava.
1,70m ela tinha com certeza.
Ela me olhou com uma cara como se eu tivesse cometido um homicídio e disse:
ERI: Cê gosta muito do meu jeans, né? – E levantou uma sobrancelha.
A puta mãe.
Ela percebeu que eu tava olhando.
E agora, o que eu faço? Do que eu me disfarço?
Senti que tudo podia ir pro caralho. Que ela ia me acusar e a vergonha que eu ia passar.
ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua Meia-irmã?? - Ela falou veemente, mas baixinho.
EU: Ei... não... que isso, doideira! - Acabei soltando pra ela
Fiquei a mil graus de temperatura.
Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito.
ERI: Que sem noção, cara!!
EU: Juro que não tem nada a ver...
Já tava pronto.
Ela ficou em silêncio uns 5 segundos, me olhando com cara de incredulidade.
Que jeito de me apresentar pra ela.
Aí, finalmente, ela falou.
ERI: É brincadeira, moleque... que cara que a gente fez, hein... - Exclamou dando um sorrisinho e saindo feliz da vida com a maldade dela.
Era uma brincadeira o que ela tava fazendo?
Que desgraçada.
Entrei que nem um cavalo.
Comi feio.
Já me via saindo de casa, igual ao Chaves quando chamaram ele de ladrão.
Filha da mãe.
Como ela me zuou!
Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei pra ela, hehe.
Respirei aliviado pra caralho.
Meu Deus.
Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, Erica me olhou com cara de "que sabão que te passei" e tava rindo baixinho.
Claro que eu também.
Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela só pra me pregar uma peça.
Me senti importante por um segundo.
Conversamos todos juntos por um tempo. Erica não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha feito.
Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil.
O personagem de rebelde caía perfeitamente nela.
Mas alguém decidiu quebrar esse gelo.
MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? De quebra, você mostra um pouco do bairro pra ela.
Erica respondeu na hora.
ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. - Respondeu sincera e educada.
Parecia que não queria de jeito nenhum me acompanhar.
Foi aí que a Sandra entrou.
SAN: Vai, filha... de quebra, você conhece um pouco mais o Julián.
Ela se virou e olhou com cara de "é necessário?"
Meu pai fez sinal pra ela ir.
Nunca me senti tão rejeitado na vida.
Mas finalmente, ela cedeu.
ERI: Tá bom... - Só falou isso
Eu, bem desconfortável. Com a situação, me levantei e fui andando.
Ela, com uma cara de certo tédio, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim.
Não estava nervoso, mas sim meio desconfortável.
Como se ela fosse obrigada a me dar atenção.
Ao cruzar a porta de entrada, comentei:
EU: Não precisa vir se não quiser. Vou eu comprar.
Claramente deixei claro que o tédio dela com a situação, eu tinha captado perfeitamente.
ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... vamos! – Falou. E começou a andar em direção à rua.
Bom, obrigado!, pensei ironicamente.
Não sabia se falava com ela ou não.
Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as grosserias dela.
EU: Tá chateada de voltar de Córdoba, né?
Ela me olhou meio de lado.
ERI: Um pouco, mas fazer o quê...
A gente ia andando. Ela um pouco na frente.
EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar...
ERI: É, bom, quem tá com fome? – Me disse mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto.
Fiquei em silêncio.
Puta merda, era complicado acompanhar o raciocínio dela desse jeito.
Além disso, eu me irritava rápido, então preferi calar a boca e aguentar o momento chato.
Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude.
ERI: E aí, você tem namorada ou algo assim? – Perguntou sem filtro
Primeiro me surpreendeu que ela quisesse conversar. E segundo, aquela pergunta.
EU: Não, e você?
ERI: Não, não tenho namorada, hehe.
Pelo menos soltou uma piada.
EU: Haha... e namorado?
ERI: Isso te importa? – Disse com aquele gesto de levantar uma sobrancelha.
EU: É só uma pergunta... – Respondi sério e olhando pra frente.
Se ela ia ter aquela atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo.
Não ia deixar que me afetasse.
ERI: Não... – Se limitou a falar.
EU: E por aqui você tem amigos?
ERI: Você é do FBI, é? haha
EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... – Falei com certa irritação
ERI: Você é pavio curto... gostei... – Disse como se estivesse satisfeita. Sim, tenho amigas que não vejo há um tempão anos...
Chegamos na padaria.
Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular.
Pelo visto, não curtia muito socializar e, menos ainda, sendo a novata.
Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me dar trabalho.
E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar.
Depois de comprar, na volta pra casa, ela quase não falou comigo.
Fazia tempo que não sentia esse desconforto com alguém.
De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que me contar a vida dela.
Só esperava que isso mudasse. Já que queria me dar bem com ela.
O resto da tarde foi mais ou menos normal.
De vez em quando ela me dirigia a palavra e eu respondia numa boa.
Talvez, aos poucos, ela começasse a se soltar mais. Embora sempre mantivesse aquela espécie de distância.
Talvez, fizesse por obrigação, já que dava pra perceber o enorme respeito que sentia pelo meu velho.
E era lógico, ele a tinha adotado como filha.
Durante o jantar, às vezes, sentia que meu olhar escapava pra ela.
Não sei o que era, de todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me pareciam tão interessantes.
Mas alguma coisa ela tinha. Claramente.
Pra começar, tinha uma beleza natural que formava uma espécie de ímã.
Muito gostosa.
Além disso, se tinha uma coisa que eu gostava em mulher, era franjinha.
Mas, o que tô falando disso?
Não devia ser assim.
Antes dela ir embora, Erica falou comigo uma última vez.
Meio que me olhou de cima a baixo.
ERI: Ei, tem alguma academia por aqui perto?
EU: Tem, sim, descendo essa rua, a três quadras tem uma... não sabia que você malhava (embora desse pra perceber)
ERI: Malha, cê vai lá, né?
EU: Como sabe? haha
Ela me olhou como quem não queria responder.
Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra ver que eu ia pra academia. Mas que não queria dizer.
E a real é que eu tava bem em forma.
"Bom, a gente se vê…", falou sem soltar meu nome.
EU: Juliano... – completei
Ela deu um sorrisinho de lado e virou as costas pra Sair com a mãe e o meu velho.
Aquele olhar que ela fez, de algum jeito, me fez corar.
Senti isso na hora.
Não pareceu aquele olhar que você dá pra um primo ou um irmão.
Tinha um outro tipo de intenção, embora eu tenha sido o único a perceber.
Como se fosse o primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo.
Não sei por quê, mas aquele sorriso ficou gravado na minha mente.
Tanto que não parei de pensar nele.
E a última vez que lembro de me sentir assim foi quando queria que uma mina me desse bola.
Muito estranho.
Será que eu podia sentir isso?
Acho que não. Mas era assim.
Ou talvez eu esteja exagerando e seja impressão minha, já que ter uma irmã nova é algo, atípico pra mim.
1 comentários - Erica, minha irmã gostosa IV