Diário de uma puritana (Cap. 11)

Capítulo 11: O casamento da 'Piti

O tempo passou e as feridas foram cicatrizando. Tanto a Mafe quanto eu reconstruímos nossas vidas, mas o destino tinha guardado um último encontro pra gente, que talvez fosse o mais marcante de toda a nossa história juntos.

No começo foi difícil me desapegar das lembranças e da vontade de estar com a Mafe, mas aos poucos fui aceitando. Bem dizem por aí que o tempo cura tudo, e isso não foi exceção.

Porém, numa tarde quando cheguei em casa, fiquei totalmente surpreso com um convite que tinha chegado. Era o casamento da Tatiana, a melhor amiga e confidente da Mafe, ou ‘Piti’ como ela chamava carinhosamente.

Sinceramente, foi algo que me pegou de surpresa, porque eu nunca esperava que a Tatiana me convidasse pra algo tão pessoal e talvez tão íntimo quanto o casamento dela; a gente não era grande amigo, na verdade, eu diria que éramos só conhecidos.
 

Na hora, pensei que isso só podia ser coisa da Mafe. Me convidar só podia ter sido por pedido dela. Duvido que, com tanto tempo desde que terminamos o namoro e com tanta intimidade entre elas, a Tatiana não soubesse. Era impossível.

Tinha que ser a pedido da Mafe. Era mais que óbvio. E isso me fez pensar demais nela, pelo menos naquele dia em que recebi o convite. Comecei a lembrar de momentos específicos que passei ao lado dela. Dos bons e dos ruins. Cheguei a ficar meio melancólico, mas foi questão de horas, porque no dia seguinte acordei já tendo superado essa sensação de nostalgia.

Claro que não parava de me preocupar por que a Mafe tinha pedido pra amiga dela me convidar pro casamento dela. Será que ela tava tramando uma vingança? Será que queria me pedir pra voltar? Será que tinha alguma notícia pra mim? Ou será que só queria me ver e não tinha coragem de me contar? Fiquei matutando um monte na minha cabeça, mas na incerteza só podia me acalmar e esperar o tão esperado dia em que ia resolver o mistério desse convite inesperado.

Decidi chamar minha melhor amiga, de infância, pra ser minha acompanhante no casamento da Tatiana. Não queria ir sozinho, ainda mais porque imaginava que a Mafe ia chegar acompanhada de alguém, e eu não podia ficar pra trás. Claro que, pensando bem, era um plano bem idiota, porque a Daniela, sendo minha amiga de infância, era conhecida pela Mafe, e ela sabia muito bem que entre a gente não tinha nada além de amizade.

Aluguei um smoking branco, não sei se era adequado pra ocasião, mas sempre tive vontade de usar um, então me dei esse luxo. Luxo que acabaria deixando um gosto de quero mais depois do "banquete do caralho" que eu ia comer na recepção do casamento.

Na noite anterior, fiquei muito nervoso, como se eu fosse o protagonista do evento, mas nada a ver. Simplesmente tava assim por causa de ver a Mafe depois de tanto tempo. Desde que terminamos, só tínhamos nos visto umas duas vezes. A primeira foi só uns dias depois do fim do relacionamento, num daqueles dias em que a Mafe pegou as coisas dela lá em casa pra sumir da minha vida pra sempre. A outra foi um encontro casual no centro da cidade, que deu tempo de tomar um café e bater um papo rápido.

Mesmo com a ansiedade tomando conta de mim, resolvi chegar no meio da cerimônia, mais pra não ter que aturar a lenga-lenga toda da missa. A igreja tava lotada, então foi impossível cumprimentar os noivos além do olhar bondoso que trocamos no final da cerimônia. Também não consegui encarar a Mafe de frente, mas na recepção do casamento já ia ter tempo pra isso.

Na verdade, foi impossível não fazer isso, porque os noivos tinham planejado nos sentar na mesma mesa. Pra mim, fazia todo sentido, já que eu não sabia em que outra mesa poderiam colocar alguém como eu. Também entendi o plano da Mafe, que, como eu já tinha previsto, tinha ido acompanhada de quem parecia ser o novo parceiro dela. Era uma espécie de provocação pra me mostrar que ela tinha superado nosso término, e que tinha feito isso melhor do que eu.

Achei meio infantil ela ter um gesto desses, mas também entendia que, muitas vezes, pra reafirmar a confiança em si mesmo, é preciso apelar pra esse tipo de artimanha, e assim ficar de boa.

Não vou negar que a vi linda, radiante, simplesmente espetacular. O cabelo dela estava solto, completamente liso, e tão brilhante como nunca antes. O rosto dela sem mostrar nenhuma imperfeição, claramente ajudado por uma maquiagem caprichada que devia ter levado horas pra fazer, mas essencialmente baseado na maciez da pele dela, porque a Mafe era daquelas minas que gasta uma grana preta em cremes rejuvenescedores e essas paradas. Mas o melhor de vê-la naquela tarde foi a roupa. A Mafe tava usando um vestido rosa ou fúcsia, não sei direito como definir a cor, mas o fato é que deixava as costas dela de fora, mostrando como essa área pode ser sensual sem ser uma daquelas que a mulher fica preocupada em embelezar; ao mesmo tempo que expunha boa parte das pernas dela, sempre elogiadas e desejadas. Era um vestido inteiro, que se ajustava perfeitamente à silhueta bem definida dela.

E, embora o vestido a fizesse parecer sensual e distinta, na hora de sentar a deixava com uma cara de gostosa, porque parecia que as pernas dela se espalhavam pros lados, como se tentassem escapar do sufoco de um vestido feito pra provocar o pecado.

Do namorado dela, tenho que falar a verdade, era um cara legal, embora meio introvertido, bem sorridente e prestativo, mas meio enjoado de tanto puxa-saquismo. Não lembro o nome dele, não tenho certeza, se não me engano era Hernán. Uma coisa que, ao contrário, ficaria inesquecível pra mim era a cara de coroinha dele, de menino bonzinho. Era praticamente feito sob medida pra Mafe, pelo menos parecia uma alma de deus.

As atitudes dela e o jeito de se expressar também confirmavam aquele jeito mole, submisso e santarrão. Ficava me perguntando de onde a Mafe tinha tirado aquele cara, e mais ainda, me perguntava se esse sujeito sabia o quanto a namorada dele era fogosa.

Eu sabia disso perfeitamente, e é inegável que desde o primeiro momento em que vi a Mafe naquela tarde, pensamentos sujos surgiram na minha mente. Um cruzamento de olhares com ela ia me confirmar que o sentimento era mútuo. Mas possivelmente era só desejo, pensamentos safados; daí pra ação vai um bom pedaço, ainda mais com o obstáculo que era a presença do namorado dela no local.

Claro que meu desejo só aumentou, e na minha cabeça a possibilidade de foder a Mafe naquela mesma tarde virou algo inegociável e irrenunciável. Eu teria que pensar num jeito de distrair o namorado dela, ao mesmo tempo que bolava como ia seduzi-la, a estratégia pra criar o momento certo de realizar essa fantasia.

Daniela foi essencial pra eu conseguir o que queria. Durante o jantar, contei minhas intenções pra ela, e ela, como boa confidente, se ofereceu pra distrair o inocente namorado da Mafe. O plano dela não era muito elaborado, basicamente consistia em sentar do lado dele, puxar conversa e tomar uma boa quantidade de doses. Na real, eu também participei da conversa no começo, basicamente com a intenção de desafiá-lo a beber, porque ele não parecia ser muito acostumado com álcool.

O diagnóstico foi certeiro, Hernán foi ficando bêbado rapidinho. Sabia que podia confiar na Daniela, deixar na mão dela a criação da distração pra realizar meu plano tão desejado.

Convidei a Mafe pra dançar. Era uma parada que eu curtia e sabia que ela também, então dificilmente ia recusar. O namorado dela não era muito chegado a dança, ainda mais se fudendo pra manter o equilíbrio. "Vai tranquila que eu cuido dele", a Daniela falou pra Mafe quando ela comentou com o namorado que ia dar uma dançada.

A Mafe era uma mulher verdadeiramente gostosa. Dançar com ela de novo me deixou cara a cara pra apreciar o rostinho dela, a profundidade do olhar, os lábios carnudos e apetitosos, o nariz fino e delicado, e até as imperfeições da pele dela, que, pelo menos pra mim, faziam ela parecer ainda mais linda.

Não hesitei em dizer pra ela como ela tava gostosa naquela tarde, nem como ela cheirava bem, nem o quanto aquele vestido valorizava ela. Ela respondeu com um sorriso e um tímido obrigado.

A dança me deu a chance de juntar meu corpo com o dela, e com isso, trazer à memória um momento que com certeza foi fascinante e marcante pra ela.

- Lembra que a primeira vez que a gente transou foi por causa de um roçado involuntário dos nossos corpos?
— Como é que eu vou esquecer?... Mais ainda, se eu te contar, lembro da data exata daquele dia. Mas duvido que aconteça o mesmo com você, respondeu ela.
- Tem razão, não consigo lembrar a data exata, mas lembro de cada detalhe daquela noite, que também foi maravilhosa pra mim.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, continuamos dançando com nossos corpos colados, e minha ereção só crescia. Era mais que óbvio que a Mafe sabia o que estava causando em mim.

Eu tentava, através da dança, levar a Mafe para um ponto cego do namorado dela, pra um lugar onde fosse impossível ele nos ver. Aos poucos fui conseguindo o que queria, levar a Mafe pra um dos cantos do salão, um canto onde o ângulo e o fluxo constante de gente tornariam praticamente impossível o Hernán ficar de olho nela. Chegando lá, me arrisquei a beijá-la, e tive a grata resposta da aprovação dela. Mafe participou do beijo tanto quanto eu. Claro que quando nossas bocas se separaram, ela perguntou "O que você tá fazendo?", como quem não quer nada.

Não respondi nada, pelo menos com palavras, só deixei claro com meu olhar que não acreditava nem um pouco na reclamação dela. Imediatamente voltei a beijá-la. Quando o beijo acabou, acariciando o cabelo dela atrás da orelha, falei:

- Você não faz ideia do quanto senti sua falta, Mafe
- Então por que você me largou?
- Não te deixei, Mafe, te libertei de dividir teus dias com alguém que não está à tua altura
- Soa muito bonito, mas não responde à minha pergunta. Por que você decidiu terminar o nosso lance?
- Sinto que de certa forma eu estava te usando, mas não vale a pena ficar remoendo isso, não precisa estragar esse momento lembrando de algo tão chato assim. Só quero que a gente se deixe levar, que viva isso como um último encontro.
- Mas, Hernán…
- O Hernán não precisa ficar sabendo, falei interrompendo ela antes que a culpa tomasse conta.

Peguei ela de leve pelo rosto e de novo a gente se perdeu num beijo longo. Claro que esses beijos carinhosos foram virando uma esfregada constante dos nossos corpos, foram se transformando na expressão mútua da vontade de juntar algo mais que nossos lábios, nossas almas.

Voltamos pra mesa onde estavam Daniela e Hernán, mas só por um momento, mais pra disfarçar. A Mafe falou pro namorado dela que ia me acompanhar pra fumar um cigarro e que a gente já voltava. Claramente era uma mentira, já que eu não fumo.

Hernán, claramente afetado pela bebida, concordou com a cabeça e continuou a conversa com a Daniela.

Fizemos o movimento de sair do local, mas rapidamente voltamos e nos trancamos num dos banheiros. Eram espaçosos e limpos, não aqueles cubículos apertados, mas sim um cômodo de verdade, e o melhor de tudo é que tinha vários, então não íamos sentir a pressa de alguém que realmente precisasse do vaso.

O vestido da Mafe facilitou muito as coisas pra gente, foi só levantar um pouquinho pra eu botar a mão na massa. Sabia que não tinha muito tempo, mas pra mim era impensável não chupar a buceta da Mafe. Já tinha feito isso um montão de vezes, sabia o quanto ela curtia, e não ia abrir mão de ficar cara a cara com a xota dela mais uma vez, ainda mais que podia ser a última.

A adrenalina tomou conta da Mafe, e a buceta dela ficou molhada na hora. Foi questão de segundos pra minha língua sentir o escorrer dos fluidos dela. Já fazia quase uns dois anos desde a última vez que eu tinha sentido aquele ardor saindo da buceta dela, e era tão espetacular, exatamente como eu lembrava.

Subi ela em cima da pia do banheiro pra ficar confortável na hora de receber a estimulação da minha língua no clitóris dela. Minhas mãos se moviam quase que desesperadas pelas pernas dela, com tanta ansiedade que eu não sabia onde colocá-las, onde pousá-las pra sentir em todo o esplendor as maravilhas das coxas dela.

Assim que me levantei, cara a cara com a Mafe, dei um beijo rápido nela antes de pegá-la com minhas mãos, virá-la e apoiá-la contra a bancada. Nessa posição, comecei a passar uma das minhas mãos sobre a buceta dela, enquanto a beijava no pescoço.

O espelho me permitia ver suas reações, seus gestos, ao mesmo tempo que seus peitinhos, quando baixei com um certo grau de agressividade a parte de cima do vestido dela.

Abaixei levemente minha calça pra deixar meu pau sair, e na mesma hora meti nela naquela posição. Foi um instante que, acho, nós dois esperamos por um tempão. Era simplesmente foda sentir de novo a buceta apertada dela, molhada, quente e faminta de prazer.

Ela gemia com uma certa confiança, porque a música com certeza deixaria os gemidos dela imperceptíveis pra quem tava fora do banheiro. Eu interrompia ela de vez em quando com beijos, beijos longos, cheios de mordidas nos lábios, de sorrisos diante do jogo gostoso da língua dela ou da minha.

Mas o melhor ainda estava por vir. Foi só virá-la, colocá-la de frente e penetrá-la de novo. Foi aí que pude ver seu rosto de novo num momento de puro prazer, foi ali que vi seus trejeitos de pervertida, sua cara de luxúria, de gozo e de desejo; era com certeza a cara da tentação, do satanás; tão rejeitado e temido por alguém como a Mafe, mas ao mesmo tempo tão vivo em sua carne e em seu ser.

Claro que o que acabou me tirando do sério foi ver aquelas carnes moles quicando no ritmo das minhas estocadas, tão frágeis, tão fracas, tão femininas; que inevitavelmente não consegui segurar a gozada dentro da buceta dela, exatamente como ela tanto queria. Com certeza foi algo ousado, talvez atrevido, já que não éramos mais um casal, não sabia se ela tava planejando, e se esse gesto podia ter sido desconfortável pra ela. Mas o silêncio cúmplice dela me fez acreditar que não tinha problema nisso.

— Cê tá saindo com a Daniela? — perguntou a Mafe enquanto arrumava o vestido.
— Com a Daniela? Óbvio que não. Não estaria contigo se fosse assim, estaria com ela. Você bem sabe que ela é minha amiga.
- Ah, pensei. Já que você veio com ela.
- Mas isso não quer dizer nada. Vim com ela pra não me sentir inseguro, porque não sabia o que você estava tramando.
- Bom, você já viu o que eu tava mexendo
- Como assim? Você planejou isso?
- Não exatamente assim, mas sim
- Olha, e eu aqui planejando durante o jantar como concretizar esse momento, e você já tinha tudo mais que estudado.
- Nem tanto. Sabia que era só me insinuar um pouco, te provocar, e depois você faria o resto.
- Até isso eu sinto falta de você…
- Então por que a gente não volta?
- Mafe, porque você é mulher demais pra um canalha como eu
- Bom, não vou insistir pra você me explicar por que se sente tão mal consigo mesmo. Mas cê sabe, da minha parte, sabe que a vontade de consertar o nosso rolo existe. Embora possa não ser algo eterno.
 


Duvidei muito naquele momento. Fiquei olhando ela enquanto arrumava o cabelo na frente do espelho, pensando o quanto tinha sido difícil superar ela, o quanto foi foda me livrar da lembrança dela, e o canalha que fui com ela uma vez.

— Temos que sair pra comprar um cigarro. Se eu não cheirar a tabaco, teu namorado não vai acreditar na história que você contou. Além disso, pode ajudar a disfarçar o cheiro de sexo que ficou impregnado na gente.
- Duvido que ele perceba. Tá muito bêbado pra pensar nisso.
- Bom, você é quem conhece ele…

Voltamos pra mesa e lá estava a Daniela, com o queixo apoiado numa das mãos, ouvindo os delírios e a pregação de um crente radical e desenfreado. Não teve o menor sinal de suspeita da parte dela em relação à Mafe, era óbvio que confiava cegamente nela.

A noite terminou com uma despedida que pareceu um até logo, embora o destino ainda nos reservasse pelo menos mais uns dois encontros. Claro que agora em circunstâncias até então inimagináveis, pelo menos pra mim.

O primeiro desses encontros rolou uns cinco meses depois do casamento da Tatiana, e sinceramente foi algo que me deixou de boca aberta. Uns dias antes desse tal encontro, a Mafe me ligou pra me convidar pro 'chá de bebê' dela. Eu não acreditava no que tava ouvindo, a Mafe tava grávida.

Dias depois, ao aceitar o convite dela, confirmei com meus próprios olhos. A Mafe tava grávida. A barriga crescendo dela era prova clara disso.

Saber da gravidez dela me deixou gelado, porque mesmo achando que já tinha superado nosso relacionamento, entendia que ser mãe junto com o Hernán ia afastá-la de mim pra sempre. Mesmo assim, encarei com dignidade, entendendo que a Mafe tinha todo o direito de refazer a vida dela, do jeito que quisesse e com quem desse na telha.

Depois, quando o bebê nasceu, ela me convidou pra conhecê-lo. A partir daí, comecei a ligar os pontos e entender a real situação. As datas batiam certinho com a trepada do casamento do ‘Piti’ e com o desenvolvimento da gravidez dela. Além do mais, o moleque não se parecia nada com o Hernán. Claro que nessa idade achar semelhança é foda. A Mafe também não comentou nada, dando a entender que o filho era fruto da união dela com o Hernán, mas no fundo eu sempre desconfiei que não era bem assim. É claro que também nunca tive a intenção de descobrir, se a Mafe assumia que tinha tido o filho com o Hernán, não ia ser eu que ia questionar.

Também não foi legal ver a transformação que a Mafe sofreu, porque, por mais cruel que pareça, a gravidez deformou aquela silhueta gostosa que antes me dava tanto tesão. O queixo dela cresceu, os peitos também, mas rapidamente caíram, a cintura sumiu, e os quadris, que sempre foram generosos de carne, começaram a ficar com cara de obesidade.

Era evidente que a atração física tinha ido embora, e nessa altura o carinho também, porque tanto tempo separados tornou impossível a sobrevivência de um amor que um dia pareceu inesgotável, mas que agora só podia ser interpretado como o afeto que se tem por alguém que um dia foi próximo. Meio como uma amiga distante.

Hoje, depois de tantos anos, a única coisa que realmente me atormenta sobre o que poderia ter sido, mas nunca foi, é a questão da entrega da bunda dela. Hernán era um cara inocente demais e fervoroso pra pedir esse capricho, mas a Mafe é tão safada, tão puta e tão biscate, que duvido que morra sem experimentar o prazer de ter sido comida de cu.

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