Casos sem manchete: Lourdes

Extrato do arquivo do Doutor… bom, o nome não é importante e o que se conta a seguir é ficção… ou não… quem saberia às vezes diferenciar uma coisa da outra no confuso mundo da mente humana?
Lourdes era adolescente quando aconteceu.
Loira, alta pra idade e com um rosto de traços exóticos pela mistura entre a mãe polonesa e o pai espanhol.
Desde sempre tinha sido o xodó do pai, sua menina querida, e ele não conseguia negar nada pra ela.
A mãe dizia que ele estava mimando ela demais, mas como era filha única…
Até aquele dia.
Tudo mudou naquele dia.
Os pais estavam fora, comemorando o aniversário de casamento, e ela tinha ficado sozinha em casa.
A tia deveria estar lá, mas tinha conhecido um cara por um aplicativo no celular e era uma oportunidade que não queria perder.
Então Lourdes estava sozinha quando eles chegaram.
Quando a campainha tocou, ela pensou que a tia tinha esquecido alguma coisa e abriu sem pensar.
Os dois caras entraram, empurrando ela e encurralando ela contra a parede.
- Se gritar, te mato – ameaçou, enfiando algo afiado na barriga dela, o que estava com o lenço vermelho, um homem enorme com uma musculatura exagerada que se destacava em umas roupas que mal conseguiam segurar ela -. Cadê o Adolfo?
- Não… não está…
- Não mente pra mim, vi o carro dele lá fora – disse, dando um tapa nela.
- Não, por favor… não está…
- Vai dar uma olhada – ordenou pro outro homem, um pouco mais baixo mas também muito musculoso -, mas se mentir pra mim… – e deixou a ameaça no ar enquanto o segundo homem, com lenço branco no rosto, ia dar uma olhada pela casa.
- É verdade, não tem ninguém – disse ao voltar cinco minutos depois.
- Cadê todo mundo? – perguntou o cara do lenço vermelho enquanto a levava agarrando pelos cabelos loiros até a sala onde a televisão estava ligada.
- Eles foram… papai deu de presente…
- O que você disse? Papai? Você é a filha daquele safado?
- Meu pai não é um safado – respondeu Lourdes, sem conseguir evitar.
- Ah, é sim. Adolfo é um canalha, né? – provocou o do lenço vermelho, olhando pro comparsa.
– Um porco completo, mentiroso e ladrão – confirmou o do lenço branco.
– Não, não é verdade! – respondeu a garota.
– Não? Então diz pra gente onde ele guarda os comprimidos e o dinheiro.
– O quê?
– Não se faz de sonsa, mocinha, a gente sabe que ele guarda aqui.
– Isso, isso, porque na academia não estão – completou o do lenço branco, se referindo a um dos lugares do pai dela.
– Seu idiota – falou o do lenço vermelho, empurrando ele. – Agora ela vai saber quem a gente é.
– Não, não, eu não sei de nada – respondeu Lourdes com a voz fina de medo.
Ela não viu o soco chegar e o mundo dela apagou num instante.
Acordou de repente, estirada no chão, quando um balde de água fria molhou a cabeça e metade do corpo dela.
Os dois homens estavam perto dela, o do lenço vermelho com um pé de cabra ameaçador na mão e o do lenço branco com o balde de esfregão que tinha acabado de jogar nela.
– Finalmente acordou, Branca de Neve – disse com sarcasmo o do lenço vermelho, se abaixando e roçando o metal frio no rosto de Lourdes.
– Branca de Neve? Não é a Cinderela? – questionou o outro.
– Você é imbecil, quem dorme é a Branca de Neve por causa da bruxa.
– Não, não, tenho certeza que é a Cinderela.
– Seu imbecil. Tanto faz, traz a garota. A gente não tem a noite toda.
– Vamos, mocinha, levanta – mandou o do lenço branco, deixando o balde de esfregão de lado.
– Não sou uma mocinha – protestou Lourdes, se apoiando nos cotovelos.
– Hummm… já, já dá pra ver… – disse baixinho, pro chefe dos dois não ouvir, e focando o olhar nos peitos da garota, que marcavam pela roupa molhada e pela falta do sutiã que Lourdes odiava usar em casa.
– Não me toca – respondeu ela, mais alto que o normal, ficando vermelha e cobrindo os peitos com as mãos.
– Vamos, você não disse que não é uma mocinha?… então vambora, que eu vou fazer de papai pra você. Um pouquinho" — dizia ele, enquanto tentava agarrá-la pelo braço e puxá-la pra perto.
— Não! — gritou a garota.
Naquele momento, o homem que mandava voltou, com passos firmes e cara de puto.
— Fecha a boca ou eu fecho pra você. E não tô brincando.

Seguiram até o escritório do pai dela, onde tinham revirado tudo enquanto ela tava apagada.
Os móveis estavam desarrumados, o abajur meio pendurado, papéis espalhados por todo lado e os quadros tortos ou no chão.
No fundo, atrás da foto de Lourdes com a medalha de equitação, tinha um cofre pequeno na parede com um teclado.

— Qual é a senha, garota?
— Não… não sei…
— Me fala ou eu quebro sua cara — ameaçou o do lenço vermelho.
— Não sei… juro… não sei…
— Ei, eu sei um jeito de fazer ela falar — entrou o do lenço branco, colando nas costas de Lourdes, que não conseguiu evitar um arrepio quando o corpo forte dele começou a se esfregar nela.
— Vai, inteligente, me conta.
— É a filha do Adolfo — começou —… e é uma gostosa — completou, acariciando o cabelo dela e descendo o braço até forçar ela a parar de proteger os peitos dos olhares dos invasores — com certeza o papai dela come ela e…
— É verdade? — perguntou o líder.
— Não… não… pelo amor de Deus, não… — choramingou a garota, um instante antes do do lenço branco agarrar a camiseta dela com as mãos e esticar com força bruta até rasgar, deixando ela exposta.
— Isso… ahhhh isso… — riu, enquanto virava ela pra ver os peitos e, com um tapa, afastou a tentativa de Lourdes de cobri-los de novo com as mãos, agarrando-os pra esfregar com força.
— Não… pelo amor… não… — implorou ela, virando o rosto pro homem que mandava, sem conseguir segurar as lágrimas que brotavam nos olhos.
— Para… para, caralho! — gritou ele até o do lenço branco parar de tocá-la e olhar pra ele com cara de reprovação — Mas isso não sai de graça. menina. Me dá a senha e a gente vaza.
— Pe… pe… mas… é que eu não sei… — começou Lourdes, que ao sentir os dedos de novo em volta dos peitos, choramingou desesperada —. Juro que não sei.
— Que dia você faz aniversário? — soltou, de repente, o líder.
— Dia 26 — respondeu ela, por inércia.
— Vinte e seis de…
— Fevereiro.
O homem do lenço vermelho se virou e digitou os números no teclado.
A porta se abriu com um estalo.
— Kkkkk… igual nos filmes… kkkkk… — começou a rir o do lenço branco.
— Dá pra ver que o safado do Adolfo te ama pra caralho — completou o outro, mostrando a ela o cofre aberto e os dois maços grandes de notas com o saco de pílulas brancas —. E aí, vamos comemorar?
— Ohhhh… sim… vamos comemorar… — respondeu o menos esperto.
Uma hora depois, os dois homens estavam meio bêbados na sala de jantar, cada um com um maço de 25 mil euros e várias pílulas do saco já no estômago.
Lourdes estava de joelhos no chão, na frente deles, se cobrindo como podia os peitos com os braços.
— Sabe dançar? — disse o maior dos dois, porque já não usavam mais os lenços.
— Sim, sim… vai, menina do papai, dança — incentivou o outro, sem tirar os olhos vermelhos do que a garota loira escondia como podia.
— Não… não… vocês falaram que só queriam o… — tentou recusar, antes que, como um raio, o que mandava a agarrasse pelo pulso e o torcesse até ela gritar de dor.
— Aqui quem manda sou…
— Mandamos — interferiu o outro, mas parou de falar quando o que antes usava o lenço vermelho olhou pra ele, ainda torcendo o pulso de Lourdes.
— Aqui quem mando sou eu — falou devagar, de repente calmo — e mais ninguém, ou…
— Sim, sim, você manda, claro, você manda — concordou rápido o outro, que embora fosse troncudo por causa das horas de academia e dos anabolizantes, não era tanto assim pra encarar o que mandava, nem no meio do clima de bebedeira.
— Dança, já! E não se cobre, que o que —É verdade… você é gostosa… e eu gosto de coisas gostosas —disse ele com uma lascívia ainda maior que a do parceiro, os instintos despertados pela mistura de álcool com os comprimidos.
Lourdes começou a dançar, tentando conter as lágrimas e a vergonha de estar ali, exposta daquele jeito para aqueles ladrões degenerados, enquanto imaginava que eles dormiriam por causa da bebida e que ela poderia chamar a polícia ou, pelo menos, apertar o botão do pânico do alarme que tinham em casa e que ela tinha esquecido de ligar, como a tia tinha dito antes de sair.
Porque a tia dela… não, a tia não voltaria naquela noite… quando ela saía, saía… e não era só para tomar um drink e voltar pra casa.
Ela continuou dançando por um tempo, vendo como, aos poucos, as pálpebras dos dois homens começavam a cair e… bem na hora em que ela ia sair correndo, um ronco ecoou no ar e o líder do assalto acordou de repente e lhe deu uma rasteira, fazendo-a cair no chão.
— Sua idiota —cuspia as palavras, puxando-a pelo tornozelo até trazê-la para perto dele —. Depois de como eu te tratei bem. Agora você vai ver…
Jogou-a no chão e agarrou sua calça, puxando-a até que ela ficasse enrolada nos tornozelos, restando apenas a calcinha azul no lugar.
Virou-a de bruços e começou a dar palmadas na bunda dela, despejando toda a sua força brutal nos glúteos da loira indefesa.
Dessa vez, Lourdes não conseguiu segurar o choro.
Um choro incontrolável enquanto o ladrão a castigava sem piedade com as mãos duras na bunda macia dela.
Ela perdeu a conta do número de palmadas que levou, só sentia a bunda ardendo como se estivesse em carne viva.
Quando se deu conta e levantou o olhar, os dois homens estavam nus e tinham colocado os lenços de novo, só os lenços.
Eles os usavam no pescoço, no estilo dos cowboys dos filmes que o pai dela tanto gostava.
E estavam acordados. Muito acordados.
Ela podia ver os paus deles eretos. E muito gordos, se movendo como se tivessem vontade própria, pra cima e pra baixo, em movimentos pequenos que pareciam dizer "sim". Um "sim" que apavorava a garotinha.
- Senta aqui – apontou pro espaço entre os dois o que claramente era o chefe.
Lourdes obedeceu, tomada pelo medo e por uma sensação incontrolável de desamparo.
Assim que ficou entre eles, começaram a apalpar os peitos dela e a beijá-la, enquanto a mão do chefe deslizava por baixo da calcinha dela pra tocar no que ela tinha de mais íntimo.
Foi só um instante… porque ele tirou a mão e fez cara de espanto.
- Ela tem pelo!
- O quê? – perguntou o outro, feito um idiota.
- Que tem pelinhos. É uma novinha… e é toda nossa… pelo esforço e por ter se comportado mal. Uma anfitriã ruim.
- Isso, isso… – confirmou o segundo, finalmente sacando o que o líder queria.
- Não, pelo amor de Deus, não – implorou Lourdes. – Sou virgem. Meu pa…
- Tô nem aí. Deita.
- Não! – ela recusou, juntando forças.
Antes que pudesse negar de novo, os dois a deitaram em cima deles.
Os peitos da garota ficaram sobre as pernas do que usava o lenço vermelho, e a bunda dela na perna esquerda do outro.
O que mandava não deu chance pra ela reclamar de novo.
Começou a beijá-la na boca, segurando ela com força, enquanto com a outra mão beliscava os bicos dos peitos dela e a garotinha sentia o pau dele duro batendo e apertando contra as costas dela.
O outro também tava de pau duro, mas onde batia de vez em quando era na parte de dentro da coxa da jovem. Mas o pior é que ele puxou a calcinha dela pra baixo pra poder tocar a área íntima desprotegida dela com os dedos atrapalhados.
Ficaram assim por um tempo, até que o que fazia de chefe se levantou, agarrando ela pelos ombros e fazendo ela se posicionar em cima do pau do parceiro, que não pensou duas vezes antes de colocar a mão na entrada da buceta de Lourdes.
- Não, pelo amor de Deus, não… sério… não… sou virgem… não, por favor… não… por favor…
Os pedidos dela não adiantaram nada. Enquanto o do lenço branco apontava o pau pra dentro da garota, o do lenço vermelho pressionou os ombros de Lourdes até fazer ela mesma enfiar inteira a porra do pau enorme do ladrão do lenço branco.
Por um instante ela gritou numa mistura de dor e humilhação.
Um instante.
Até que o chefe enfiou o próprio pau dentro da boca dela.
E não teve outra escolha senão chupar.
Feito um pirulito.
Ela queria ter mordido.
Deveria ter mordido.
Mas naquele momento não passou pela cabeça dela.
Só sentia a dor intensa que vinha em ondas da sua virgindade destruída e a sufocação do primeiro pau que entrava na boca dela.
Ela chupou.
Nem sabia como.
Nunca soube como.
Mas fez.
Chupou o pau do chefe dos ladrões enquanto o parceiro dele arrombava a buceta dela e inundava com o pau faminto e molhado.
Um som molhado enchia o ambiente.
Molhado e vibrante.
Rítmico.
A cada estocada que fazia o pau entrar e sair de dentro da buceta de Lourdes enquanto a garota mal conseguia não se afogar com o pau grosso que o chefe dos assaltantes tinha enfiado na boca dela.
E assim continuaram por uma eternidade, arrombando ela, usando ela, abusando dela… até gozarem.
Encheram ela.
Se esvaziaram sem se segurar.
Um segurando ela pelas cadeiras, apertando o pau contra a buceta dela e despejando todo o conteúdo dos ovos dentro, bem dentro, da buceta estreante da, até então, loira imaculada.
O outro, o chefe, borrifando a cara toda e o cabelo dela com jatos de porra antes de enfiar de novo na boca dela e mandar ela limpar.
Lourdes fez isso.
Com os dois.
Chupou as picas dos dois homens que tinham invadido a casa dela e destruído a inocência dela, os dois ladrões que tinham roubado a virgindade dela e a pureza mais íntima dela.
E quando terminou, pagaram ela.
Na porrada.
Quando acordou, eles tinham ido embora.
Doía tudo, desde o olho roxo até os hematomas nas pernas.
Mas, acima de tudo, o que doía era a alma dela.
E nada mais seria igual, nem pra ela nem naquela casa, principalmente quando ela viu no chão, entre as pernas, a mancha de sangue da virgindade perdida misturada com a porra que tinham gozado dentro dela… e o bilhete ao lado do telefone.
“Se contar, vamos estrear sua outra porta de novo”.
E ela entendeu. Sabia exatamente do que estavam falando.
E nada mais seria igual.
Nunca mais.

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