O calor sufocante de julho confirmava que o colégio e as provas eram coisa do passado. Normalmente eu estaria curtindo a praia, gastando energia nas ondas ou descansando na areia, mas não era assim, aquele verão prometia ser diferente de todos os outros. Tinha algo que me pesava, algo que me deixava pra baixo e de mau humor, meu melhor amigo logo ia se mudar pra outra cidade.
Juan e eu crescemos juntos desde crianças. Morávamos num bairro de classe alta e nossas casas eram bem perto uma da outra. Estudávamos no mesmo colégio, mas já não íamos mais pra aula juntos, nos separaram porque não parávamos de conversar. Embora eu fosse o líder, Juan nunca reclamava de nenhuma diversão ou travessura. Além disso, competíamos no mesmo clube de natação e saíamos pra festas com o mesmo grupo de amigos, ficávamos o dia inteiro juntos. Ele já tinha feito dezessete, eu ainda faltavam uns dois meses.
A partida dele seria como se separar de um irmão que nenhum dos dois tinha, ele era filho único e eu só tinha uma irmã mais nova. O que ninguém sabia, nem mesmo Juan, era que tinha outra razão pela qual eu estava duplamente afetado. E é que eu não sentia só a perda do meu amigo, mas também a partida da mãe dele, Irene.
Fazia um tempo que eu tinha começado a me sentir atraído por ela, embora não soubesse exatamente quando as formas da mãe de Juan tinham se transformado nos encantos de uma mulher. Ela tinha acabado de fazer quarenta e cinco, mas se conservava muito bem, já que, como ela mesma dizia, "vivia de dieta a vida inteira". Então a mãe do meu amigo compartilhava aquela sutil incoerência de muitas mulheres milf: embora o corpo dela parecesse ter dez ou quinze anos a menos, o rosto denunciava sem piedade a idade verdadeira.
Até os onze ou doze anos, a mãe de Juan tinha sido como todas as outras mães: uma pessoa carinhosa, sorridente e afável que estava sempre ali, alerta o tempo todo. Onde a gente tava e o que o seu filho e eu estávamos fazendo. Ainda lembro com carinho do bolo dele com gotas de chocolate. Mas tudo mudou numa noite de verão.
O Juan tinha me chamado pra jogar. Não fazia muito tempo que o pai dele tinha arrumado o barraquinho das tranqueiras pra ele. Eu morria de inveja daquele quartinho. Ficava do outro lado do quintal, perto da piscina. Lá a gente se sentia à vontade, a gente chamava de "o covil". Podíamos conversar e jogar até tarde da noite, sem incomodar ninguém nem nossos pais se preocuparem com onde a gente tava. Naquela vez, porém, algo fatídico aconteceu. No meio da noite, depois de quase três horas jogando Mario Bros e Grand Theft Auto, senti a bexiga prestes a explodir.
— Preciso ir ao banheiro — falei pra ele.
Ele tava tão concentrado no videogame que nem olhou pra mim.
— Então vai lá em casa... — respondeu o Juan — ou mija num canto do jardim que nem eu faço.
Eu não tava a fim de entrar na casa dos pais do Juan naquela hora, então saí e atravessei o quintal na surdina. Mijei perto da cerca dos fundos e me preparei pra voltar. O que aconteceu foi pura coincidência. Quando voltei pro barraco, um barulho vindo da sala me fez parar na hora.
Na penumbra, distingui o corpo sinuoso de uma mulher, uns peitões enormes. Era sem dúvida a dona Irene, a mãe do Juan. Tava no sofá e naquele exato momento se balançava sobre os joelhos do dom Alfonso, o marido dela. Mas aquilo não durou muito. Logo o pai do Juan levantou a voz e acho que gozou.
Aí não sei que porra aconteceu, mas a mãe do Juan se virou e eu vi ela espiando pela janela, bem nas sombras do jardim onde eu tinha me escondido. Não fiquei pra saber se a dona Irene tinha me descoberto, saí correndo feito um louco pro covil.
— Já voltou? — perguntou o Juan sem tirar os olhos da tela.
— Sim.
— Viu luz acesa dentro de casa?
— Não, não vi nada — respondi. Ofuscado.
Depois disso, Juan e eu fomos cada um pro seu quarto. Os pais dele nunca deixavam a gente dormir junto, graças a deus, porque naquela noite senti uma vontade insuportável entre as pernas. Tava com o pau duríssimo e me entreguei à necessidade urgente de tocar nele. Lembrei da imagem recente da dona Irene, ofegante de boca aberta no ritmo dos quadris dela. Entre os lençóis, revivi o contorno dos peitões dela balançando no ar, os bicos apontando pro teto, e foi assim que tive o melhor orgasmo da minha curta vida. Algo tinha despertado dentro de mim.
Desde então, meu interesse pela mãe do Juan só cresceu, mesmo que uns dias depois ela me desse uma bronca discreta por ter sujado os lençóis. Ela disse que guardaria meu segredo, mas mesmo assim fiquei vermelho.
Juan era meu melhor amigo e eu tinha crescido seguindo a doutrina católica. Na escola, me ensinaram a ser honesto e bondoso com os outros. As professoras me inculcaram a importância da família e eu sabia, obviamente, que quando um homem e uma mulher se casam, prometem fidelidade.
Também tinha a história da avó Rita, o casamento dela não tinha sido bom. O avô Saúl foi um homem devasso, com rumores de traições e vícios ruins como a bebida. O comportamento dele causou muita dor na avó, na minha mãe e nos irmãos dela. Por sorte ou por azar, tudo terminou quando o avô Saúl morreu num acidente de carro justamente por causa da bebida e da imprudência. O velho tava com a amante dele, Eva, uma das amigas da avó. O avô morreu na hora, mas Eva lutou entre a vida e a morte por vários dias. Mesmo assim, minha avó foi visitá-la no hospital. No fim, ela também morreu.
Esse acontecimento trágico marcou a vida da minha mãe, pois com apenas onze anos ela teve que largar a escola e começar a trabalhar. Dela, eu tive o amor incondicional de uma mãe, ela me ensinou a importância da amizade, do respeito mútuo e do trampo. Minha mãe costumava me levar pra missa nos sábados à tarde. Ela vivia repetindo que eu tinha que ser uma boa pessoa, que precisava me afastar do álcool, das drogas e das más companhias. Dizia que pra ser um homem ou uma mulher de bem, tem que cumprir a palavra dada, que não existia coisa mais sagrada que as promessas de amor, especialmente se fossem feitas diante de Deus. Assim era minha mãe e assim ela tentou me ensinar.
De repente, ir na casa do João virou pra mim uma fonte de pensamentos sujos. Aquele coquetel de atração e culpa foi explosivo. Assim que via a mãe dele, sentia meu pau começando a crescer e ficar duro, sem que eu pudesse fazer nada pra impedir.
Eu também não parava de crescer. Com dezesseis anos, já era tão alto quanto meu pai. Não crescia só em altura, meus músculos também se desenvolviam, e o mesmo acontecia com meu pau, que naquela época já tinha uns impressionantes dezoito centímetros.
Mesmo já sendo um rapagão, ainda ficava pra dormir de vez em quando na casa do meu amigo. Numa dessas noites, ignorando o que a mãe do João tinha me avisado, comecei a bater uma e aconteceu o que tinha que acontecer. Aquela sim foi uma gozada daquelas. Tão grande foi a mancha que, uns dois dias depois, dona Irene chegou perto de mim e perguntou quantas vezes eu tinha me masturbado.
A partir daí, peguei o costume de segurar a vontade de bater uma pra fazer justamente no dia em que dormia na casa do João. Por mais estranho que fosse, de algum modo me excitava muito saber que no dia seguinte dona Irene veria a marca do meu gozo. Era tipo o que os tigres fazem: deixar sinais pra atrair as fêmeas. Então, no silêncio da noite, eu envolvia meu pau nos lençóis e batia uma até deixar tudo melado de porra.
Também comecei a chegar na casa do João mais cedo pra vê-la. Costumava me deitar perto da piscina, fingindo pegar sol enquanto esperava meu amigo, mas minha verdadeira intenção Era contemplar a Irene enquanto ela nadava, mesmo que depois tivesse que esconder minha ereção. Poder ver o corpo dela deslizando pela superfície era fantástico, qualquer homem a confundiria com uma sereia, se não fosse porque sereias têm rabo de peixe e não uma raba como a da Irene. Esperar meu amigo era minha única desculpa pra ficar com a mãe dele, até que um dia a ouvi tocar piano. Isso sim foi inspiração: assim que cheguei em casa, contei pra minha mãe e na segunda-feira seguinte comecei as aulas de piano. Sentados lado a lado no banco, não só dava pra ver os peitos dela, dava pra sentir o cheiro e até o toque dos dedos dela nos meus. A única coisa que não conseguia era acreditar na sorte que eu tinha. Senti remorso, sim, mas nunca me arrependi daquilo.
Irene era uma mulher muito gostosa. Costumava usar o cabelo solto, exibindo sua linda juba ruiva. Seus olhos azuis lindíssimos eram o complemento ideal pra uns lábios irresistíveis. Era impossível não fantasiar com aquele olhar oceânico te fazendo um boquete.
Só um par de vezes a vi de saia, ela tinha umas pernas bonitas. Normalmente, Irene usava calças justas que valorizavam sua raba maravilhosa. Morria de vontade de acariciar suas curvas e agarrar a bunda dela. Às vezes sonhava em segurá-la pela cintura e dançar com ela bem colado.
Mas o que me deixava louco pela Irene eram os peitos dela. A imagem daquela noite em que a espiei contra a luz do abajur ficou gravada a fogo na minha mente. Quando ia a caminho das aulas de piano, pedia a Deus que a mãe do Juan tivesse colocado algo decotado.
Claro, seja pela diferença de idade ou pelos avisos da minha mãe, eu sempre me comportava direito. Não queria que ninguém descobrisse a atração que sentia pela minha vizinha. Acho que sempre fui prudente e reservado, pelo menos até descobrir que Irene ia embora.
Eu era o primeiro surpreso com a forte atração que que sentia pela mãe do Juan. Embora já tivesse saído com algumas garotas, ainda era virgem. Claro, naquela época eu desejava ardentemente transar com uma mulher, igual todo mundo. Na verdade, tinha várias garotas bem desenvolvidas que me deixavam excitado. Todas elas já tinham um belo par de peitos e uma bunda de tirar o fôlego. No entanto, eu desejava a Irene. Tinha entrado na minha cabeça que ela poderia me ensinar tudo que um homem precisa saber sobre mulheres. Enfim, o sonho de todo adolescente.
Tudo mudou uns seis meses atrás, quando Juan me contou que os pais dele tinham decidido se mudar para outra cidade.
— A gente vai embora — disse meu amigo — Meu pai arrumou um emprego melhor e, se tudo der certo, a gente se muda no final de agosto.
Ao ouvir o Juan, meu estômago embrulhou.
Desde aquele dia, eu sentia uma coisa muito estranha, uma tristeza vazia que parecia contaminar o mundo. No começo, tentei me concentrar em aproveitar o verão, mas depois senti que devia aproveitar aqueles últimos meses ao lado da Irene.
Comecei a ir na casa do Juan quando suspeitava que a mãe dele estava sozinha. Ela me recebia com a mesma simpatia de sempre, como boa vizinha e mãe do melhor amigo. Eu, por outro lado, comecei a olhar pra ela de outro jeito. Fazia isso com menos cuidado, tentando ficar bem perto dela, sem me preocupar em disfarçar umas ereções enormes. Até me oferecia pra ajudar em qualquer tarefa, tentando ganhar tempo ao lado dela, tempo a sós.
— Você não fica entediado comigo? — me perguntou um dia a mãe do meu amigo.
— Não, tô aprendendo muito com a senhora.
— Sério, não acho que eu seja a companhia mais adequada pra um rapaz como você — garantiu Irene.
— Pois eu acho que sim, pra mim não tem companhia melhor — contradisse ela do jeito mais galante que consegui.
O rosto de Irene se iluminou com um sorriso radiante e ela afagou meu cabelo com carinho. Irene era, pra minha desgraça, como uma segunda mãe.
Eu sempre me cuidava pra não passar dos limites, Irene era Uma mulher casada e eu, novo demais pra me meter num casamento. Embora eu quisesse ter algo com ela, sabia que uma parada dessas seria um desastre pra todo mundo ao redor.
Pra bem ou pra mal, a companhia dela foi ficando cada vez mais gostosa conforme o calor chegava. Com o verão esquentando, as roupas da Irene iam ficando mais leves, vaporosas e curtas. Apareciam as camisetas que deixavam ver os rendados dos sutiãs dela, saias que mostravam as coxas, as sandálias com os dedinhos de fora, dedinhos com as unhas sempre pintadas de vermelho. Pra ser sincero, eu tava curtindo aqueles últimos dias.
Uma tarde, porém, quase ferrei com minha sorte. A gente tava sentado na sala da casa do Juan. Supostamente eu ajudava nos preparativos do jantar picando verdura, mas na real tava mais ligado na saia e nas coxas da Irene. Tava vidrado naquela vista espetacular, quando…
— Alberto! — exclamou minha vizinha — O que você tá olhando?
— O que foi? — respondi me fazendo de desentendido.
— O que você tava olhando? — insistiu. Ela tava com uma cara muito séria e eu temi o pior.
— Eu… bem — tentei inventar uma desculpa — Não tava olhando nada… tava pensando no meu cachorro.
— Pois me pareceu que você tava me olhando — me acusou a Irene.
— Olhar a senhora?
— Sim, a mim. Você tava olhando pra minha bunda.
— Mas dona, eu… eu não faria isso — menti igual um safado.
— Tem certeza, Alberto Martínez?
— Claro — respondi.
— Não sei se acredito em você — disse ela — Vocês são todos iguais.
Aí, vi a Irene dar uma olhadinha rápida na minha virilha. Embora eu não tivesse completamente duro, um volume aparecia debaixo do bolso esquerdo da minha calça. Era óbvio que eu tava excitado.
— Joga esse espinafre aí e vai falar pro Juan apagar a televisão — ordenou de forma cortante.
Naquela tarde, fui embora tão envergonhado quanto triste. Não voltei na casa do Juan por uns dias. Por sorte, meu amigo me convidou pra uma festa na casa dele. Era uma comemoração adiantada do aniversário dele ou por causa do… Mudança, sei lá. Pra mim, o motivo não importava.
Fiquei emocionado por ela ter me convidado. Mesmo sem saber como a Irene ia reagir, a verdade é que eu precisava vê-la de novo.
Durante a festa, todo mundo tava muito animado, a música mal dava pra ouvir por causa das vozes e risadas do povo. Tava convidada toda a família do Juan, alguns colegas do colégio e vários vizinhos do bairro. Eu queria estar dentro de casa, perto da Irene, mas tava no quintal com meus amigos. Diferente de mim, eles conversavam e riam.
A Irene ia e vinha da cozinha, oferecendo bebidas. Eu adoraria ajudar ela, mas não tive coragem de me oferecer. Nem sequer ousava olhar pra ela. Mas, depois de um tempo, me pareceu que ela me tratava com toda a normalidade. Na real, ela até sorriu pra mim uma das vezes que veio nos oferecer comida.
Durante a festa inteira, a mãe do Juan me serviu com deferência, sempre de olho no meu copo e me oferecendo de tudo. Talvez se arrependesse de ter me expulsado da cozinha uns dias antes, ou talvez nem lembrasse mais que eu tinha ficado olhando pra bunda dela. Seja como for, me senti tão aliviado que correspondi educadamente com um pequeno elogio.
— Tá tudo uma delícia, dona.
Depois da janta, eu e Juan nos juntamos a um grupo de meninos e meninas que conversavam no quintal dos fundos da casa. Eu não conhecia alguns deles, mas o Juan sim. Todas as minas estavam gostosas pra caralho, mas as curvas da mãe do Juan não saíam da minha cabeça. Não conseguia evitar procurar ela escondido com o olhar.
Juan aproveitou a ausência dos adultos pra se gabar de uma suposta conquista.
— Ter que ir embora agora que encontrei uma mina alucinante — reclamou meu amigo.
— E por que você não convidou ela pra festa? — perguntou o Ramiro, sem dar nenhuma credibilidade.
— Convidei — garantiu ele — mas… ela não quis vir.
— É, é… — riu o Ramiro.
— E ela não te deu nenhuma explicação? — disse uma das minas.
— Bom, sim, disse que tinha um compromisso. — E daqui? —continuou interrogando a mesma garota.
— Sim, claro. Certeza que você conhece ela — respondeu João.
— Mas não vai nos dizer quem é, vai?
— Não — negou João firmemente.
— Mas ela é alta, baixa, loira, morena…?
— Ela é linda e… muito divertida.
— Dá uma pista, pelo amor de Deus — insistiu ela.
— Morena… Olhos verdes… — explicou meu amigo.
— Puxa! Então não sou eu! — riu Maria, que era o nome daquela gostosa e magricela ruiva.
— Bom… — João ficou sem graça, sem saber como escapar.
— Então se ela é tão fantástica assim, não fica pensando muito.
— É que… — João hesitou — Acho que ela tá saindo com alguém.
— Viu! — exclamou Maria, olhando pro namorado com cumplicidade.
— Então sabe o quê? — continuou ela — Tenta, vai atrás dela… Quem sabe você agrada mais.
— Maria! — gritou outra das garotas — Você não vê que vão quebrar a cara dele!
— Pois eu acho que você faz bem, parceiro — opinou outro.
Pra mim era inacreditável que meus amigos falassem tão de boa sobre ser infiel ou tentar seduzir alguém que já tá com outra pessoa. Meus pais tinham me ensinado o dever de se comportar direito, de ser honesto. Pelo que eu sabia, na minha família nunca teve separação nem escândalo. Então, não achei nada certo o que meu amigo tava pensando em fazer. Mas não falei nada, conhecia o João e vi nos olhos dele que o idiota tinha se apaixonado. Mesmo assim, não tava nada claro que aquela mina fosse ficar com meu amigo. Quando uma garota que te conhece se interessa por você, ela geralmente não quer só uma transa, mas algo sério. Já quando uma mina que você nunca viu na vida chega em você, aí é outra história.
— Não tô nem aí se ela tem namorado, não vou sair da cidade sem tentar — afirmou meu amigo.
João tava cheio de coragem, decidido a fazer alguma coisa. Tinha que considerar que faltavam só algumas semanas pra mudança e, se ele não fizesse nada, nunca saberia se teria rolado algo com aquela garota. Tava claro que ele não ia ter escrúpulos em cortejar aquela garota misteriosa, tivesse namorado ou não.
Acabava de descobrir uma faceta do meu melhor amigo que não me agradava nada. Minha mãe sempre reforçava a importância da fidelidade dentro de um casamento, e pra mim essa história de lealdade soava como respeito. Meu pai, por outro lado, entendia isso de forma muito mais pragmática: "se me botar chifre, já pode ir procurando onde dormir". Por isso eu devia respeitar a Irene, não porque ela era mãe do meu melhor amigo, mas porque ela era casada e eu não ia ser o culpado de dom Alfonso botar ela pra fora de casa.
— Cuidado, campeão. Não se meta em encrenca — avisou Ramiro.
— Quem não se arrisca, não petisca — garantiu João — Às vezes não tem outro jeito.
— Então, João — intervim finalmente — Você não acha que o que vai fazer é errado?
— Sim, principalmente se o namorado dela descobrir — ele zombou.
Todos riram da piada do meu amigo, menos eu. Acharam que a gozação dele tinha me ofendido, mas a verdade é que fiquei calado porque as palavras dele cravaram fundo na minha mente. Se ele não era capaz de respeitar a namorada dos outros, talvez eu devesse fazer o mesmo com a mãe dele.
Naquela noite, depois que todos os convidados foram embora, eu resolvi ficar mais um pouco. João tinha ido embora sem me dizer nada, mas como a mãe dele não perguntou, supus que ela sabia onde o filho tinha ido.
— Me ajuda a arrumar, vai — disse Irene enquanto empilhava copos meio vazios e pratos sujos.
Me irritou que nenhum daqueles cretinos tivesse lembrado de mim, mas a mãe do João tinha ficado sozinha arrumando, até o marido dela tinha sumido. A bagunça era grande e entre dois a gente levaria metade do tempo.
Mesmo com cara de cansaço, Irene estava linda. Usava umas sandálias de cunha que deixavam as pernas bonitas dela elegantes. Ela estava com a bunda enfiada nuns jeans apertados que pareciam que iam estourar. Se da cintura pra baixo era provocante, da cintura pra cima era puro exibicionismo. Aquela camisa branca com franjas nas mangas, parecia feita com o único propósito de emoldurar os peitos enormes dela. Os botões de cima tavam esticados por causa do volume das tetas dela. Era sempre assim, não importava o que ela vestisse, a roupa do tamanho dela não era feita pra umas tetas daquelas.
— Vou subir, amor.
A voz do seu Afonso me tirou na hora do meu devaneio. Só aí percebi que tava com uma ereção daquelas.
— Ok — respondeu a Irene — Termino de encher a lava-louças e vou pra cima.
— Amanhã tenho que trabalhar — me disse seu Afonso, resignado.
— Amanhã é domingo? — perguntei.
— Esse é o problema de trabalhar no pronto-socorro — respondeu — Tá sempre aberto, rapaz, todos os dias do ano.
— É verdade — reconheci.
Enquanto seu Afonso continuava falando dos perrengues de ser médico, percebi por acaso que a mulher dele me deu uma olhada de viés quando passou com várias bandejas pela metade. O que dona Irene tinha olhado não era outra coisa senão o volume considerável no meu jeans.
— Já ela não sai de casa — continuou seu Afonso, falando da esposa — Ela é engenheira, sabia? — esclareceu.
— Não — era verdade, eu achava que a mãe do meu amigo não trabalhava.
A Irene voltou da cozinha sem prestar atenção na conversa que seu Afonso e eu tínhamos. Aí veio pegar a pilha de pratos que eu tava amontoando e eu peguei ela de novo olhando pra minha virilha. Meu ego cresceu na mesma velocidade que meu pau endurecia por baixo da calça.
— Pois é. Irene é engenheira, faz projetos industriais e essas coisas… e ganha mais que eu — afirmou com tédio.
Aí, seu Afonso tirou a carteira e puxou uma nota que me estendeu.
— Toma, por ficar pra ajudar.
Eu hesitei um segundo, mas no final peguei o dinheiro e agradeci.
Depois de dar um beijo na Irene, seu Afonso foi pra cama. Irene continuou arrumando, esvaziando copos numa jarra e empilhando eles numa bandeja. Agora que o marido dela não tava mais ali marido, os olhares dela ficaram menos discretos.
Enquanto jogava os guardanapos usados no saco de lixo, sem perceber comecei a imaginar rasgando a camisa da Irene. Com um puxão forte, faria os botões voarem pelos ares e deixaria à mostra os seus…
—Obrigado por vir —disse de repente.
—Não tem de quê —respondi, tentando me acalmar— Pra isso somos vizinhos.
Estávamos muito perto um do outro, dava pra sentir o perfume dela.
—Sabe o que tem o Juan? —me perguntou de repente— Ultimamente tá muito misterioso.
Eu hesitei se entregava ou não o filho dela, mas não por muito tempo.
—Acho que ele tá saindo com uma garota —respondi.
—Puxa —sorriu Irene antes de levantar a bandeja e sair de novo em direção ao interior da casa.
—E você, tá saindo com alguém? —perguntou ao me ver entrar na cozinha.
—Não.
—Sério? —duvidou Irene com um pouco de surpresa— Mas deve ter alguém que você gosta, né?
—Isso sim —respondi, pensando que talvez a mãe do Juan tivesse bebido demais.
Fiquei em silêncio, Irene tinha parado bem na minha frente, me encarando.
—Então… —me provocou— e quem é a sortuda?
Como não respondi, Irene se aproximou ainda mais, mas eu não me mexi do lugar. Quase dava pra sentir os peitos dela contra o meu peito. A boca dela estava tão perto da minha que me faltava o ar.
—Quem, Alberto? —repetiu de novo.
Eu não sabia o que fazer, não conseguia nem pensar. Irene continuava me encarando, obstinada, com a respiração agitada fazendo sobressair as tetas enormes dela dentro do decote. Eu não sabia quantas taças de vinho minha vizinha tinha tomado, mas naquele momento ela parecia mais excitada do que bêbada.
—Quem é que te deixa com o pau tão duro? —perguntou, aumentando a aposta.
Não precisava dizer, eu sentia meu pau duro como aço. Minha mente era um turbilhão voraz de possibilidades. Decidi que não ia ficar calado feito um idiota, não sei de onde tirei coragem, mas peguei ela pela cintura e aproximei meus lábios da orelha dela.
—Se eu contar… —sussurrei— a senhora vai guardar segredo? Segredo?
— Claro —ouvi ela responder.
Irene continuou colada em mim com uma atitude sedutora, esmagando os peitos contra o meu peito.
— Se contar pra alguém, vou ter que te castigar.
Não sei como tive coragem de falar uma coisa dessas, mas a reação da Irene foi morder o lábio inferior com olhos cheios de luxúria. Dava pra sentir a respiração dela, a mistura do cheiro de fruta com álcool. Meu pau deu um pulo e quase escapou por baixo do cinto da calça. Irene deve ter percebido, porque deu uma olhadinha rápida naquela direção. Eu precisava fazer alguma coisa, tinha sonhado centenas de vezes com uma oportunidade assim. Meu coração tava saindo pela boca.
— É você — murmurei num tom de segredo— Você que me deixa com o pau tão duro assim.
Naquele instante, Irene se jogou em cima de mim e os lábios dela buscaram os meus, ela me queria tanto quanto eu queria ela.
O nervosismo sumiu e no lugar veio a pressa, que tomou conta da gente. Aquela ereção tava me matando, então desabotoei o cinto às pressas pra libertar o bicho. Assim que baixei o zíper, meu pau saltou com força do fundo da calça jeans. Tava com uma vontade imensa de possuir ela, e meu cacete já tava completamente pronto pra isso, saindo de mim feito o canhão de um navio pirata pronto pra abordagem. Irene ficou de boca aberta encarando minha ereção, mesmo sendo uma mulher experiente.
— Uau!
Eu agradeci o elogio implícito na exclamação dela. Era a primeira vez que uma mulher valorizava minha aptidão sexual.
— Tô com uma vontade de chupar ele…
Irene não esperou eu dar permissão. Ela se agachou e meteu meu pau na boca sem mais nem menos. Depois de todo o tempo que a gente tinha sonhado com aquilo, finalmente nosso desejo tava se realizando. Suspirei ao sentir o calor da boca dela, e ela murmurou com a mesma alegria ao sentir o tamanho e a firmeza do meu pau. Achei que meu cacete ia derreter dentro da boca dela feito uma vela de cera.
Eu não imaginava que aquilo ia ser tão gostoso. Pra mim, naquele momento, não existia mais nada no mundo que aquela mulher fascinante.
Irene não demorou pra me fazer gemer. Ela também soluçava e se lambia de satisfação enquanto chupava e engolia meu pauzão. Vi que ela tinha enfiado uma mão por baixo da blusa e amassava os próprios peitos, e decidi aliviar ela nessa tarefa. Uma vez, uma das minhas primas tinha deixado eu apalpar os peitos dela, mas os da Irene eram bem maiores em comparação, um par de tetas de verdade.
O aperto da minha mão fez ela soluçar. Foi sensual sentir no meu glande os gemidos profundos que saíam da garganta da Irene. Ela tava com vontade de pau, disso não tinha dúvida. A mãe do João chupava com força e se lambia satisfeita com o gosto do meu pau.
— Valeu, Alberto… Valeu — disse de repente.
Eu não entendi, mas Irene enfiou meu pau de novo na boca antes que eu pudesse pedir explicação. Percebi que se eu tava gostando daquilo, ela tava aproveitando o dobro. Com uma mão enfiada dentro da calça jeans, Irene se masturbava sem parar de devorar meu pau.
De repente, ela tentou engolir ele inteiro. Foi incrível, não consegui evitar um gemido de surpresa. Pensei que a maluca ia se engasgar, mas não foi assim, Irene tirou ele de uma vez e respirou com urgência.
Continuou mamando com paixão, os gemidos dela se misturavam com os sons grosseiros que fazia ao chupar. Aquela mulher tava deixando meu pau lustroso e brilhando de saliva.
Ela tentou engolir ele várias vezes de novo, e isso me fez pensar que ela tava acostumada a conseguir. Mas, na última tentativa, Irene acabou dando uma ânsia violenta quando meu glande escorregou inesperadamente pra dentro e entrou na garganta dela.
— Puxa — soluçou, limpando as lágrimas quando parou de tossir.
Mesmo ainda parecendo aflita, Irene fez eu segurar a cabeça dela com as mãos. Pensei que ela queria que eu fosse quem forçasse ela a engolir meu rabo. A simples ideia me pareceu loucura. Mas Irene colocou minhas mãos na cintura dela, enfiou meu sabre entre os lábios e começou a ir pra frente e pra trás. O que ela queria era que eu fodesse a boca dela enquanto ela se masturbava.
A imposição da Irene me excitou ainda mais, eu precisava manter a calma. Enrolei meus dedos na vasta cabeleira dela e comecei um vai e vem sutil na boca dela. Não queria sufocar ela, mas meus movimentos foram ficando gradualmente mais amplos. A mãe do Juan segregava tanta saliva que a boca dela começou a fazer barulhos obscenos, sons impróprios de uma mulher educada.
Chus! Chus! Chus! Chus!
Era inacreditável, aquela senhora elegante parecia gozar com uma boa rola como qualquer puta da internet. Na verdade, ela continuava se masturbando e dava sinais de estar prestes a chegar ao clímax.
Não consegui me segurar mais e comecei a foder ela sem cerimônia, eu também estava prestes a explodir. No final, bastou imaginar a boca dela transbordando de porra pra que um fervor intenso tomasse conta de mim. Depois de uma breve pausa de tensão, minha rola tremeu, jogando um jato violento de esperma no fundo da garganta dela.
— Og! — soluçou a Irene.
Ouvi ela se deliciar a cada espasmo da minha rola e me senti orgulhoso de fazê-la tão feliz. A Irene deve ter engolido toda a minha porra, porque continuou chupando sem parar. Me senti no paraíso mais absoluto.
É curioso, porque poucos segundos depois eu quase não me aguentava em pé. Só então reparei na expressão da Irene. Ela ainda tinha minha rola na boca, mas mantinha os olhos fechados e respirava ofegante. Juraria que ela também tinha tido um orgasmo.
Quando abriu os olhos, a expressão dela era sorridente. Com uma última e sonora chupada, deixou meu membro sair da boca.
— Você gostou? — ela me perguntou.
— O que a senhora acha? — os resquícios do meu orgasmo ainda fumegavam.
Me olhando, a Irene chupou de novo meu membro dormente e derrotado. No entanto, a única coisa que senti foi uma dor tão atroz que fiz meu pau sair rapidinho da boca dela. Safada, a Irene sorriu, tinha feito de propósito.
Quando nos recompusemos, a Irene se Ficou me encarando, visivelmente emocionada. Eu não entendia o que tava rolando, mas naquele exato momento a porta se ouviu. Irene mandou eu sentar no sofá e saiu de lá como um foguete. Segundos depois, Juan entrou na sala.
— O que você ainda tá fazendo aqui? — disse sem nem cumprimentar.
— Tô te esperando há meia hora, seu idiota — falei com raiva.
— Vamo, bora.
— Pra onde?
— Pra onde vai ser! Pra sua casa! — afirmou.
— Pra minha casa? — perguntei confuso.
— Sim, pra sua casa — insistiu ele, piscando um olho.
— Já é tarde, Juan — argumentou a mãe dele da porta do corredor.
— Mãe, vou dormir na casa dele! — protestou ele.
— Tá bom — disse ela depois de um segundo de hesitação — Mas leva o telefone.
— Claro, mãe — respondeu meu amigo — Vou no meu quarto um instante — falou, saindo correndo da sala.
Irene se aproximou e a gente se olhou em silêncio.
— Alberto, você não pode contar pra ninguém o que a gente fez — me avisou, solene.
— Pode ficar tranquila, senhora.
— Obrigada.
— Obrigado a você — corrigi na hora.
Irene sorriu de novo e colocou a mão na minha bochecha com carinho.
— Boa noite — se despediu, visivelmente emocionada.
— Boa noite, senhora.
Juan não dormiu na minha casa, aquilo tinha sido uma desculpa pra poder ir pra outro lugar. Pelo que ele me contou, tinha encontro num hotel com a amiga misteriosa dele.
— Me deseja sorte — disse, visivelmente nervoso.
— Toma cuidado, cara — falei — No final, você vai sair daqui com um olho roxo de lembrança.
— Sabe, Alberto… — falou, ficando filosófico — Meu pai diz que “os covardes nunca vencem”.
Aquela frase idiota ecoou na minha cabeça.
Se passaram vários dias sem nada de anormal acontecer. A mãe do Juan e eu nos olhávamos de soslaio, mas nenhum dos dois se atreveu a fazer ou falar nada sobre o que tinha rolado. Eu me sentia intimidado, dom Alfonso era um homem importante e respeitado por todo mundo, e Juan era meu melhor amigo. Nenhum dos dois merecia o que tinha acontecido, e muito menos o que eu desejava que acontecesse. Mesmo que não estivesse Bem, eu queria muito ter uma aventura com Irene, a mulher do Dom Alfonso e mãe do meu amigo. O que eu não sabia era como fazer pra ficar a sós com ela de novo. Mesmo depois do que rolou, eu me sentia incapaz de falar com a Irene, de dizer o quanto a desejava e fazer qualquer tipo de proposta.
Por outro lado, meu amigo Juan andava muito distraído, sempre calado e vidrado no celular. Tive que insistir e insistir pra ele confessar que tinha transado com a garota misteriosa. Ela tinha exigido que ele mantivesse o relacionamento em segredo, porque já tinha um relacionamento sério com outro cara. Juan prometeu que nunca a dedaria e, pelo que eu sei, meu amigo cumpriu a palavra e nunca disse o nome dela. Outra coisa é que eu descobri.
Na real, uma tarde que a gente tinha combinado de se encontrar na piscina, Juan apareceu mais sorridente e feliz do que o normal. Na hora, imaginei que meu amigo tinha acabado de ficar com a amante. Eu nunca tive a intenção de arrancar o nome da amante dele, mas aí Juan se colocou na minha frente na porta de entrada e de repente eu vi aquele cabelão ruivo nas costas dele. Fiquei tão besta que esqueci o que tava fazendo.
— Vai, mano! — me apressou Juan do outro lado.
Não respondi, ainda tava atordoado quando passei o cartão no leitor.
— Ela vira uma selvagem — ouvi ele comentar enquanto a gente pegava sol depois do primeiro mergulho refrescante.
— É inacreditável, Alberto — continuou — Com aquela carinha de sonsa, porra, mano! Se você visse como ela chupa… Meu Deus, me deixa louco!
— Cala a boca, caralho! — reclamei — Não vê que tá me dando inveja.
Não tava mentindo. Embora não fizesse muito tempo do meu encontro com a mãe dele, o filho da puta falava como se transasse todo dia com a Maria, porque era essa a garota misteriosa, a mais tagarela das nossas colegas de classe, a magrela, pálida e ruiva Maria.
— Você não sente remorso? — perguntei sem revelar que sabia com quem ele tava transando — Essa garota tem namorado, você mesmo disse. você disse. O que você acharia se alguém tentasse dar em cima da sua mãe?
—Bom, sei lá. Cada um tem que defender o que é seu —conseguiu responder meu amigo.
A resposta dele me deixou pensativo. Não que eu concordasse com aquela justificativa banal e sem pensar do que ele tava fazendo. Pode ser que a Maria estivesse de certa forma apaixonada por ele, e também não me surpreendia que o Juan gostasse da nossa amiga esbelta e singular, mas isso não era desculpa pra botar chifre no pobre do Santi. Por um lado, eu sabia que o comportamento dele era egoísta e sem noção, mas por outro, essa mesma forma de pensar do meu amigo me dava carta branca com a mãe dele.
—Ela diz que sempre gostou de mim e que, como eu vou embora, não queria ficar com vontade de me ter, mesmo que seja escondido.
Uns dias depois.
Piiii! Piiii!
A buzina forte me fez dar um pulo pra longe da pista, mas aí vi o carro parando bem do meu lado.
—Desculpa ter te assustado! —exclamou uma voz feminina vindo do carro.
Uma mão, cheia de pulseiras brilhantes, apareceu na janela lateral do carro e fez um sinal pra eu chegar perto.
—Desculpa, Alberto —disse a voz— Tá bem?
Me aproximei do carro só o suficiente pra dar uma olhada dentro. Vi duas pernas femininas compridas, uma cascata de cabelos escuros, um colar de pérolas comprido e um olhar alegre emoldurado por cílios praticamente infinitos.
—Me perdoa, não sabia que tocava tão alto —sussurrou Irene, se referindo à buzina do carrinho dela.
—Sem problemas, senhora —falei empolgado ao ver que era ela.
Me envolveu uma nuvem doce de perfume e de repente a porta do passageiro se abriu um pouco.
—Quer carona? —ela me ofereceu.
—É... claro, obrigado.
Já dentro do carro, falei pra mãe do Juan que ia na biblioteca pegar um filme que tinha reservado. A Irene conhecia o caminho, porque pelo visto era uma leitora ávida de romances históricos e de suspense. Na verdade, ela não teve nenhum problema ao reconhecer que estava lendo na varanda de casa enquanto esperava me ver sair.
—Alberto, meu marido organizou uma escapada com os amigos neste fim de semana. Eles vão para uma casa perdida no meio da serra — resmungou Irene — Diz que vão subir uma montanha… É, se a ressaca não atrapalhar.
Eu a ouvia sem prestar muita atenção, dona perfume irresistível estava uma gostosa. Apesar da idade, Irene continuava sendo uma mulher muito bonita que se cuidava e maquiava os traços com estilo. Maçãs do rosto empoadas, sobrancelhas feitas, lábios contornados e aquela barbinha fina que dava vontade de morder. Naquela manhã, ela tinha vestido uma saia marrom salpicada de florzinhas que se mexiam a cada movimento das pernas. Usava também uma camiseta preta bem justa que realçava seus encantos voluptuosos, como não podia deixar de ser.
Então Irene me fez aquela proposta. Queria que naquele fim de semana passássemos uma noite juntos.
—Alberto, você não precisa vir se não quiser.
—Claro que quero — afirmei.
—É que, não sei. Você é muito novo, talvez eu esteja errada.
—Então quero estar errado — falei para encerrar a questão.
—Você é um bom garoto — respondeu agradecida — Aliás, tenho que te perguntar uma coisa e quero que me diga a verdade.
—Claro, o que for, o que a senhora quer saber?
—Você é virgem? — perguntou de supetão.
Fiquei um pouco surpreso com aquela pergunta tão simples e ao mesmo tempo tão constrangedora.
—Sim, senhora. Ainda sou virgem — respondi meio envergonhado pelo meu atraso em comparação com alguns amigos, incluindo o próprio filho dela.
—Não se preocupe, garoto — disse carinhosamente — De certa forma, eu também ainda sou virgem.
Ao sair da aula, passei para comprar limões, maçãs, laranjas e peras. O irmão mais velho do Ramiro se encarregou de conseguir o vinho. Pelo que me cobrou, o mesquinho, dava para comprar uma garrafa de gim naquele fim de semana. Peguei em casa presunto serrano do bom, queijo meia cura e um pote de azeitonas para acompanhar o bebida que eu tava pensando em preparar. Seguindo uma receita da internet, fiz um vinho com frutas e coloquei um chorrinho de rum. Eu sabia que a Irene gostava dessa bebida, o filho dela tinha me falado.
— Oi — ela me cumprimentou— O Juan não tá.
— Eu sei — falei com a boca seca de nervoso— Posso entrar.
— Claro, entra — disse a Irene.
Quando entrei na casa dela, ela perguntou o que eu tava carregando nas sacolas. “O jantar”, falei, e aí fomos pra sala de jantar. No caminho, expliquei que, seja lá o que o Juan tivesse dito pra ela, o filho dela ia dormir no Hotel NH naquela noite e em muito boa companhia. Eu imaginei que a Irene ia me perguntar com quem, mas não foi o caso.
A Irene tinha vestido um vestido bonito de listras verticais de um monte de cores. Aquela roupa se moldou nos quadris dela quando a Irene se inclinou pra estender a toalha na mesinha da sala. Na parte de cima do vestido, um decote grande em formato de V segurava os peitos dela.
— Cê gostou? — ela perguntou toda dengosa enquanto ajeitava uma mecha de cabelo.
— Muito.
— Que bom — ela falou com um sorrisão— É novo.
— Aposto que gosto mais do presente do que da embalagem — completei com malícia.
Quando ouvi ela rir, soltei um suspiro de alívio. Meus nervos tinham ido embora.
— Como ele vai embora logo, trouxe um agrado. Fiz eu mesmo — aquela frase eu tinha ensaiado umas doze vezes.
— Muito obrigada — ela disse animada.
A Irene tirou a embalagem da jarra e me olhou surpresa.
— É vinho com frutas — expliquei e, antes que ela falasse qualquer coisa, fui pegar uns copos.
— É minha bebida favorita, como é que…?
Eu dei de ombros como resposta.
— Bom, vamos provar — ela disse— Com certeza vai ser uma delícia.
A gente provou e a Irene fez um gesto de satisfação.
— Trouxe umas coisas pra acompanhar o vinho — completei.
Sem esperar ela responder, comecei a servir o queijo, o presunto e as azeitonas. A Irene ficou me olhando sem acreditar e, se rendendo à minha atitude decidida, aproveitou a surpresa.
A gente colocou o jantar na mesinha, Nos sentamos no sofá e começamos a conversar. Eu comecei a contar histórias da escola em que o filho dela e eu tínhamos nos metido de um jeito ou de outro. As risadas dela me animaram a continuar contando todo tipo de travessuras e maluquices típicas de garotos. Ela também me contou algumas confidências sobre o Juan. A gente tava curtindo a conversa, os pedaços de queijo e o vinho. A Irene tava cada vez mais sorridente e, sem pensar duas vezes, me aproximei e peguei na mão dela.
— Vou colocar uma música — ela anunciou, soltando minha mão como se tivesse levado um choque.
A Irene levantou, pegou o celular e, nas caixas de som da sala, começou a tocar uma música conhecida. Depois de deixar o celular perto da TV, ela começou a girar em si mesma, dançando com uma sensualidade do caralho.
— Você gosta de dançar? — ela perguntou sem parar de mexer a cintura.
— Adoro.
— Então vem. Dança comigo — ela me convidou, estendendo as duas mãos.
A gente começou a dançar no meio da sala espaçosa. Eu fiz o melhor que pude, mas, pra ser sincero, tava difícil acompanhar o ritmo dela. Era inacreditável ver ela dançar com tanta desenvoltura naquelas sandálias altas. A Irene tava me mostrando que, mesmo eu sendo mais novo, também era muito mais sem jeito que ela. A natação tinha alargado e fortalecido minhas costas, me transformado num garoto alto e corpulento, e mesmo assim eu mal conseguia acompanhar o balanço da cintura dela. A gente fez uma pausa, que ela aproveitou pra beber um gole do vinho, mas assim que a próxima música começou, a Irene se jogou de novo nos meus braços.
Nosso jeito de dançar foi ficando cada vez mais erótico. A Irene colou o corpo no meu, e minha mão foi da cintura dela pra agarrar a bunda dela. Ela me olhou com fogo e, em troca, cravou as unhas compridas no meu ombro. Sem dizer uma palavra, a gente parou de dançar e começou a se beijar. Caímos no sofá, ofegantes e felizes. A Irene serviu outra taça de vinho e, depois, se deitou e colocou os tornozelos no meu colo. Pensava que tava meio bêbada, mas…
—Alberto, por que você acha que te convidei? — perguntou maliciosa.
Criei coragem e respondi com sinceridade.
—Porque você gosta da minha... companhia — falei no chute.
—Da sua companhia? — repetiu zombeteira.
A mãe do Juan dobrou as pernas e se inclinou pra mim. Então passou os dedos no meu peito e, encostando a boca no meu ouvido…
—Adoro sua companhia — ronronou — mas o que eu quero é que você me coma.
Depois de soltar aquela putaria, a Irene sorriu me olhando nos olhos. Não sei de onde tirei coragem, mas de repente meus lábios tocaram os dela e eu soube que meu sonho ia se realizar.
—Vai, Alberto… Me beija de verdade.
E foi o que fiz, até mordi os lábios dela com desespero. Embora aquela mulher fosse muito mais decidida e experiente que eu, tentei estar à altura. Enquanto a língua dela se revirava na minha boca, agarrei com força um dos peitos dela e a Irene deu um pulo de prazer.
—Filho da puta! Você me deixa no cio que nem uma puta — rosnou entre os dentes enquanto, por trás das costas, abaixava o zíper do vestido.
—Sempre com esse jeito de me olhar… com esse volume na calça e enchendo meus lençóis de porra — reclamou a Irene, louca de tesão.
A Irene deslizou o vestido pelos ombros e tirou o sutiã. Os peitos dela eram ainda mais voluptuosos, brancos e perfeitos do que eu tinha imaginado. Então estendeu a mão e agarrou minha ereção.
—Finalmente você vai ser meu — afirmou, cheia de frenesi.
A Irene acariciou meu pau por cima do jeans.
—Deixa eu ver elas — interrompi.
A mãe do Juan se ergueu pra exibir o lindo par de melancias. Não resisti a tamanha vitrine e me joguei pra chupar os bicos dela.
—Hum! — gemeu exaltada.
Abri a boca e lambi aqueles peitões como se fossem duas bolas enormes de sorvete. A Irene suspirou de novo, completamente entregue aos meus chupões e beijos. Aquilo sim era um verdadeiro banquete, o auge do gourmet mais requintado. Continuei comendo os peitos dela enquanto ela ficava esfregando a bunda em mim com lascívia, até que finalmente resolveu tirar minha calça.
— Vamos! — ordenou, se levantando.
— Pra onde? — perguntei, sem entender aquele novo capricho.
Tirei minha camiseta Levi’s pra ficar completamente pelado. Aí Irene se aproximou, pegou minha pica e deu duas sacudidas fortes.
— Pro escritório — explicou — Meu marido não deixa ninguém entrar, mas eu sei onde ele guarda a chave.
— Não vai ser perigoso? — duvidei, meio inquieto.
— Vai, mas quero que você me coma lá, em cima da mesa dele.
Irene me pegou pela mão e subimos as escadas. Quando chegou no corredor de cima, parou e, depois de fuçar atrás de um dos radiadores, tirou uma chave pequena. Mostrou pra mim, sorrindo, e foi andando até a única porta fechada.
Irene acendeu a luz. No tapete, uma mesa enorme de nogueira dominava a sala. Atrás, uma cadeira grande de couro preto parecia tão cara quanto macia. Minha vizinha adorada entrou na sala sóbria e eu a segui com a pica mais dura que o mastro de um veleiro. Tinha várias estantes cheias de livros, pastas e arquivos. Nos espaços apertados que sobravam, pendiam pinturas abstratas, e entre elas se destacava o quadro grande atrás da mesa.
No meio do caminho, Irene parou pra tirar a última peça de roupa que tinha, a calcinha. As sandálias ela não tirou em momento nenhum. A mãe do João se ergueu e, abrindo os braços, deu uma volta em si mesma pra me mostrar todos os encantos.
— Imponente… — minha vizinha madura e voluptuosa me deixou sem palavras.
Irene era uma mulher feita e direita, e suas curvas davam vertigem. Peito farto e barriga quase lisa, a cintura fina dava lugar a uns quadris largos e poderosos. A bunda opulenta e redonda se assentava sobre duas pernas firmes e impecavelmente torneadas.
Irene percebeu o desejo no meu corpo, fácil, dado o vigor da minha ereção. Aí ela se agachou na minha frente, bem assim: Já tinha feito isso duas semanas atrás.
— Que maravilha! — sussurrou, extasiada — Cada vez gosto mais do seu pau.
— Mais do que o do seu marido? — perguntei com maldade.
Irene passou um dedo ao longo da minha ereção, subindo devagar pelo tronco grosso até chegar na ponta inchada da glande.
— Claro — afirmou — Faz tempo que o dele não fica assim, pelo menos comigo — acrescentou com um tom de provocação.
— O que você quer dizer?
— Como você é ingênuo — disse balançando a cabeça — Homens precisam de distrações, aventuras...
Os dedos dela agarraram meu pau com firmeza, subindo e descendo sem frescura. Deixou ele duro como pedra e, assim que senti o calor da boca dela, joguei a cabeça para trás de puro prazer. Não conseguia entender como um cara saía por aí flertando tendo uma mulher como ela.
Deixei Irene se saciar, tinha certeza de que ela adorava chupar meu pau e naquela noite não tinha pressa. A mãe do João curtia saborear, lamber e brincar com meu pauzão. Era de arrepiar ver ela lamber o tronco inteiro e depois engolir tudo. Irene conseguia me fazer voar, mas resolvi cortar aquilo antes que fosse tarde demais.
Peguei ela pelo braço e fiz com que sentasse na superfície brilhante. Irene deu um tapa na caneta e no tapete e se deitou de barriga pra cima. Me ofereceu a buceta apoiando os calcanhares das sandálias lindas dela na borda da mesa. Os lábios grandes brilhavam e o clitóris inchado aparecia no meio daquele espetáculo gostoso.
— Vamos — me incentivou.
E fui pra valer! Beijei os pés dela, as panturrilhas, as coxas. Lambi a barriga, o umbigo e comecei a chupar a buceta dela com gosto. A buceta da Irene tinha gosto de mar, mas era tão molhada e quente quanto uma estufa.
Ela tava muito excitada, não demorou nem um minuto pra gozar pela primeira vez. Foi incrível ver as pernas dela tremendo e o corpo se contorcendo de prazer.
— Me fode — implorou.
Beijei ela, procurei a língua dela e compartilhamos o gosto da buceta dela. Casualmente, minha ereção ficou roçando a entrada melada da buceta dela. Eu queria possuí-la, tinha sonhado inúmeras vezes com aquele momento, mas nas minhas fantasias tinha algo diferente, ela estava sempre em outra posição.
— Ei! — protestou quando, sem aviso, puxei seus quadris e fiz o corpo dela todo virar de lado.
Irene ficou deitada de bruços, com os pés no chão e a bunda empinada. "Agora sim", pensei comigo. Aquelas sandálias de cunha deixavam cada músculo das pernas dela firme e a rabeta dela erguida com poder.
Peguei meu pau e encaixei a ponta arredondada na entrada apertada. Parecia inacreditável que minha virilidade coubesse naquela fresta melada. Ironicamente, me surpreendi com o quão fácil foi: penetrei sem nenhuma dificuldade.
— Aaah! — ouvi ela suspirar.
Quando enfiei tudo dentro dela, fiz uma pausa. Queria me deliciar, sentir cada detalhe da mulher para quem eu tinha acabado de dar minha virgindade.
Depois comecei a me mexer, tentando segurar meu tesão e uma estranha sensação de urgência. Eu a penetrava entrando e saindo devagar. Não demorou para ela começar a gemer.
Irene virou para me olhar, parecia chocada. Obviamente, o prazer dela era tão imenso quanto meu pau naquele momento.
— Deus! — exclamou, igual uma cristã fervorosa.
Passei meus lábios pelas costas dela, lambi o pescoço e beijei a nuca. Comecei a acariciar com as duas mãos as curvas da sua sagrada feminilidade e fui tornando-a minha.
— Irene, faz tanto tempo que te desejo que... Não acredito — confessei.
— Então acredita, porque você tá me comendo pra caralho — ela disse.
Nos beijamos com luxúria, com as bocas abertas como bestas felizes. Investida após investida, minha mente foi se enchendo de sensualidade, o pensamento ficava nublado por momentos. Meu instinto pedia para acelerar, para foder ela, mas eu sabia que precisava dar tempo. Queria levar Irene ao precipício antes de fazê-la cair.
Sem dúvida, tudo terminaria sendo um puro caos animal. A urgência e o A desenfreada era inevitável, mas eu queria adiar aquele momento, aproveitar aquela mulher fascinante. De algum jeito, meu corpo sabia o que fazer e, assim, continuei por mais alguns minutos, arrancando gemidos da Irene com aquele vai e vem lento, mas enérgico.
No final, Irene fechou as pernas com força e todo o corpo lindo dela tremeu. Depois de uma breve hesitação, continuei fodendo ela, e Irene não demorou a tremer de novo dos pés à cabeça.
Quando finalmente parei, vi ela abrir os olhos. Irene me olhou com devoção, ofegante e com o olhar bagunçado de prazer.
— Quem te ensinou, garoto? — bufou a mãe do meu amigo.
— Ninguém.
— Me fode — implorou — Quero sentir você gozando dentro de mim.
Era exatamente o que eu precisava ouvir. Minhas mãos seguraram os quadris dela e meu pau começou a entrar e sair da buceta dela a toda velocidade. Eu sabia que não aguentaria aquele ritmo infernal por muito tempo. Assim que o corpo da Irene se contraiu num novo orgasmo, não aguentei mais. Puxei os quadris dela com toda a força, esmagando meu púbis contra a bunda dela. Meti até o talo.
— Isso! Isso! — gritou.
Foi alucinante, um após o outro, fui lançando jorros de gozo no fundo daquela deusa. Foi apoteótico, achei que nunca ia parar de gozar. Tanto que, um tempo depois, quando saí dela, um fio de esperma escorreu da buceta dela e caiu no tapete do escritório.
Fiquei de pé no meio do escritório do seu Afonso, contemplando a mulher dele estirada sobre a mesa. Naquele momento, percebi o que tinha acabado de fazer: tinha fodido ela. Não era mais virgem.
Quando se virou, Irene olhou pra minha entreperna e sorriu. Da pontinha do meu pau começava a escorrer uma gotinha transparente.
— Foi alucinante — me elogiou.
Irene andou rebolando os quadris e, quando ficou na minha frente, se agachou de novo. Prendeu a ponta do meu pau entre os lábios dela e chupou como se fosse um doce até não sobrar nem uma gota de gozo dentro de mim. Então, quer repetir? — perguntei, debochado.
— Claro — garantiu Irene, se levantando de novo — A gente repete antes da mudança e, se você for nos visitar, também.
— Você vai deixar eu… — me arrependi do que ia dizer, mas já era tarde, então terminei a pergunta — vai deixar eu comer seu cu?
De repente, Irene sorriu, entendendo o significado pecaminoso das minhas palavras.
— Alberto, a partir de hoje, você é meu homem e eu… eu sou sua foxy. Pode fazer o que quiser comigo, com uma condição só.
— Qual?
— Que me faça gozar — Irene mordeu o lábio de pura safadeza — Não lembra? Outro dia você fodeu minha boca… Fico louca de tesão quando levam umas palmadas boas, se fui malvada, e também quando me comem pelo cu de vez em quando, mas só se me fizerem gozar.
— Claro — garanti, preocupado.
Irene me beijou com carinho e, pra me acalmar, sussurrou…
— Não se preocupa, eu te ensino.
Irene me fez repensar as lições de moral da minha mãe e da avó. Tanto que, naquela noite, gozei com ela mais duas vezes antes de cair no sono pesado.
Irene fez daquela a melhor noite da minha vida, de longe. Graças a ela, aprendi as primeiras lições práticas sobre o amor e a me comportar como o bom amante que todo homem deve aspirar ser.
Tudo teria sido perfeito, se não fosse por aquele despertar brusco.
— MÃE, CHEGUEI!!!
Passei três horas naquela porra de armário.
Juan e eu crescemos juntos desde crianças. Morávamos num bairro de classe alta e nossas casas eram bem perto uma da outra. Estudávamos no mesmo colégio, mas já não íamos mais pra aula juntos, nos separaram porque não parávamos de conversar. Embora eu fosse o líder, Juan nunca reclamava de nenhuma diversão ou travessura. Além disso, competíamos no mesmo clube de natação e saíamos pra festas com o mesmo grupo de amigos, ficávamos o dia inteiro juntos. Ele já tinha feito dezessete, eu ainda faltavam uns dois meses.
A partida dele seria como se separar de um irmão que nenhum dos dois tinha, ele era filho único e eu só tinha uma irmã mais nova. O que ninguém sabia, nem mesmo Juan, era que tinha outra razão pela qual eu estava duplamente afetado. E é que eu não sentia só a perda do meu amigo, mas também a partida da mãe dele, Irene.
Fazia um tempo que eu tinha começado a me sentir atraído por ela, embora não soubesse exatamente quando as formas da mãe de Juan tinham se transformado nos encantos de uma mulher. Ela tinha acabado de fazer quarenta e cinco, mas se conservava muito bem, já que, como ela mesma dizia, "vivia de dieta a vida inteira". Então a mãe do meu amigo compartilhava aquela sutil incoerência de muitas mulheres milf: embora o corpo dela parecesse ter dez ou quinze anos a menos, o rosto denunciava sem piedade a idade verdadeira.
Até os onze ou doze anos, a mãe de Juan tinha sido como todas as outras mães: uma pessoa carinhosa, sorridente e afável que estava sempre ali, alerta o tempo todo. Onde a gente tava e o que o seu filho e eu estávamos fazendo. Ainda lembro com carinho do bolo dele com gotas de chocolate. Mas tudo mudou numa noite de verão.
O Juan tinha me chamado pra jogar. Não fazia muito tempo que o pai dele tinha arrumado o barraquinho das tranqueiras pra ele. Eu morria de inveja daquele quartinho. Ficava do outro lado do quintal, perto da piscina. Lá a gente se sentia à vontade, a gente chamava de "o covil". Podíamos conversar e jogar até tarde da noite, sem incomodar ninguém nem nossos pais se preocuparem com onde a gente tava. Naquela vez, porém, algo fatídico aconteceu. No meio da noite, depois de quase três horas jogando Mario Bros e Grand Theft Auto, senti a bexiga prestes a explodir.
— Preciso ir ao banheiro — falei pra ele.
Ele tava tão concentrado no videogame que nem olhou pra mim.
— Então vai lá em casa... — respondeu o Juan — ou mija num canto do jardim que nem eu faço.
Eu não tava a fim de entrar na casa dos pais do Juan naquela hora, então saí e atravessei o quintal na surdina. Mijei perto da cerca dos fundos e me preparei pra voltar. O que aconteceu foi pura coincidência. Quando voltei pro barraco, um barulho vindo da sala me fez parar na hora.
Na penumbra, distingui o corpo sinuoso de uma mulher, uns peitões enormes. Era sem dúvida a dona Irene, a mãe do Juan. Tava no sofá e naquele exato momento se balançava sobre os joelhos do dom Alfonso, o marido dela. Mas aquilo não durou muito. Logo o pai do Juan levantou a voz e acho que gozou.
Aí não sei que porra aconteceu, mas a mãe do Juan se virou e eu vi ela espiando pela janela, bem nas sombras do jardim onde eu tinha me escondido. Não fiquei pra saber se a dona Irene tinha me descoberto, saí correndo feito um louco pro covil.
— Já voltou? — perguntou o Juan sem tirar os olhos da tela.
— Sim.
— Viu luz acesa dentro de casa?
— Não, não vi nada — respondi. Ofuscado.
Depois disso, Juan e eu fomos cada um pro seu quarto. Os pais dele nunca deixavam a gente dormir junto, graças a deus, porque naquela noite senti uma vontade insuportável entre as pernas. Tava com o pau duríssimo e me entreguei à necessidade urgente de tocar nele. Lembrei da imagem recente da dona Irene, ofegante de boca aberta no ritmo dos quadris dela. Entre os lençóis, revivi o contorno dos peitões dela balançando no ar, os bicos apontando pro teto, e foi assim que tive o melhor orgasmo da minha curta vida. Algo tinha despertado dentro de mim.
Desde então, meu interesse pela mãe do Juan só cresceu, mesmo que uns dias depois ela me desse uma bronca discreta por ter sujado os lençóis. Ela disse que guardaria meu segredo, mas mesmo assim fiquei vermelho.
Juan era meu melhor amigo e eu tinha crescido seguindo a doutrina católica. Na escola, me ensinaram a ser honesto e bondoso com os outros. As professoras me inculcaram a importância da família e eu sabia, obviamente, que quando um homem e uma mulher se casam, prometem fidelidade.
Também tinha a história da avó Rita, o casamento dela não tinha sido bom. O avô Saúl foi um homem devasso, com rumores de traições e vícios ruins como a bebida. O comportamento dele causou muita dor na avó, na minha mãe e nos irmãos dela. Por sorte ou por azar, tudo terminou quando o avô Saúl morreu num acidente de carro justamente por causa da bebida e da imprudência. O velho tava com a amante dele, Eva, uma das amigas da avó. O avô morreu na hora, mas Eva lutou entre a vida e a morte por vários dias. Mesmo assim, minha avó foi visitá-la no hospital. No fim, ela também morreu.
Esse acontecimento trágico marcou a vida da minha mãe, pois com apenas onze anos ela teve que largar a escola e começar a trabalhar. Dela, eu tive o amor incondicional de uma mãe, ela me ensinou a importância da amizade, do respeito mútuo e do trampo. Minha mãe costumava me levar pra missa nos sábados à tarde. Ela vivia repetindo que eu tinha que ser uma boa pessoa, que precisava me afastar do álcool, das drogas e das más companhias. Dizia que pra ser um homem ou uma mulher de bem, tem que cumprir a palavra dada, que não existia coisa mais sagrada que as promessas de amor, especialmente se fossem feitas diante de Deus. Assim era minha mãe e assim ela tentou me ensinar.
De repente, ir na casa do João virou pra mim uma fonte de pensamentos sujos. Aquele coquetel de atração e culpa foi explosivo. Assim que via a mãe dele, sentia meu pau começando a crescer e ficar duro, sem que eu pudesse fazer nada pra impedir.
Eu também não parava de crescer. Com dezesseis anos, já era tão alto quanto meu pai. Não crescia só em altura, meus músculos também se desenvolviam, e o mesmo acontecia com meu pau, que naquela época já tinha uns impressionantes dezoito centímetros.
Mesmo já sendo um rapagão, ainda ficava pra dormir de vez em quando na casa do meu amigo. Numa dessas noites, ignorando o que a mãe do João tinha me avisado, comecei a bater uma e aconteceu o que tinha que acontecer. Aquela sim foi uma gozada daquelas. Tão grande foi a mancha que, uns dois dias depois, dona Irene chegou perto de mim e perguntou quantas vezes eu tinha me masturbado.
A partir daí, peguei o costume de segurar a vontade de bater uma pra fazer justamente no dia em que dormia na casa do João. Por mais estranho que fosse, de algum modo me excitava muito saber que no dia seguinte dona Irene veria a marca do meu gozo. Era tipo o que os tigres fazem: deixar sinais pra atrair as fêmeas. Então, no silêncio da noite, eu envolvia meu pau nos lençóis e batia uma até deixar tudo melado de porra.
Também comecei a chegar na casa do João mais cedo pra vê-la. Costumava me deitar perto da piscina, fingindo pegar sol enquanto esperava meu amigo, mas minha verdadeira intenção Era contemplar a Irene enquanto ela nadava, mesmo que depois tivesse que esconder minha ereção. Poder ver o corpo dela deslizando pela superfície era fantástico, qualquer homem a confundiria com uma sereia, se não fosse porque sereias têm rabo de peixe e não uma raba como a da Irene. Esperar meu amigo era minha única desculpa pra ficar com a mãe dele, até que um dia a ouvi tocar piano. Isso sim foi inspiração: assim que cheguei em casa, contei pra minha mãe e na segunda-feira seguinte comecei as aulas de piano. Sentados lado a lado no banco, não só dava pra ver os peitos dela, dava pra sentir o cheiro e até o toque dos dedos dela nos meus. A única coisa que não conseguia era acreditar na sorte que eu tinha. Senti remorso, sim, mas nunca me arrependi daquilo.
Irene era uma mulher muito gostosa. Costumava usar o cabelo solto, exibindo sua linda juba ruiva. Seus olhos azuis lindíssimos eram o complemento ideal pra uns lábios irresistíveis. Era impossível não fantasiar com aquele olhar oceânico te fazendo um boquete.
Só um par de vezes a vi de saia, ela tinha umas pernas bonitas. Normalmente, Irene usava calças justas que valorizavam sua raba maravilhosa. Morria de vontade de acariciar suas curvas e agarrar a bunda dela. Às vezes sonhava em segurá-la pela cintura e dançar com ela bem colado.
Mas o que me deixava louco pela Irene eram os peitos dela. A imagem daquela noite em que a espiei contra a luz do abajur ficou gravada a fogo na minha mente. Quando ia a caminho das aulas de piano, pedia a Deus que a mãe do Juan tivesse colocado algo decotado.
Claro, seja pela diferença de idade ou pelos avisos da minha mãe, eu sempre me comportava direito. Não queria que ninguém descobrisse a atração que sentia pela minha vizinha. Acho que sempre fui prudente e reservado, pelo menos até descobrir que Irene ia embora.
Eu era o primeiro surpreso com a forte atração que que sentia pela mãe do Juan. Embora já tivesse saído com algumas garotas, ainda era virgem. Claro, naquela época eu desejava ardentemente transar com uma mulher, igual todo mundo. Na verdade, tinha várias garotas bem desenvolvidas que me deixavam excitado. Todas elas já tinham um belo par de peitos e uma bunda de tirar o fôlego. No entanto, eu desejava a Irene. Tinha entrado na minha cabeça que ela poderia me ensinar tudo que um homem precisa saber sobre mulheres. Enfim, o sonho de todo adolescente.
Tudo mudou uns seis meses atrás, quando Juan me contou que os pais dele tinham decidido se mudar para outra cidade.
— A gente vai embora — disse meu amigo — Meu pai arrumou um emprego melhor e, se tudo der certo, a gente se muda no final de agosto.
Ao ouvir o Juan, meu estômago embrulhou.
Desde aquele dia, eu sentia uma coisa muito estranha, uma tristeza vazia que parecia contaminar o mundo. No começo, tentei me concentrar em aproveitar o verão, mas depois senti que devia aproveitar aqueles últimos meses ao lado da Irene.
Comecei a ir na casa do Juan quando suspeitava que a mãe dele estava sozinha. Ela me recebia com a mesma simpatia de sempre, como boa vizinha e mãe do melhor amigo. Eu, por outro lado, comecei a olhar pra ela de outro jeito. Fazia isso com menos cuidado, tentando ficar bem perto dela, sem me preocupar em disfarçar umas ereções enormes. Até me oferecia pra ajudar em qualquer tarefa, tentando ganhar tempo ao lado dela, tempo a sós.
— Você não fica entediado comigo? — me perguntou um dia a mãe do meu amigo.
— Não, tô aprendendo muito com a senhora.
— Sério, não acho que eu seja a companhia mais adequada pra um rapaz como você — garantiu Irene.
— Pois eu acho que sim, pra mim não tem companhia melhor — contradisse ela do jeito mais galante que consegui.
O rosto de Irene se iluminou com um sorriso radiante e ela afagou meu cabelo com carinho. Irene era, pra minha desgraça, como uma segunda mãe.
Eu sempre me cuidava pra não passar dos limites, Irene era Uma mulher casada e eu, novo demais pra me meter num casamento. Embora eu quisesse ter algo com ela, sabia que uma parada dessas seria um desastre pra todo mundo ao redor.
Pra bem ou pra mal, a companhia dela foi ficando cada vez mais gostosa conforme o calor chegava. Com o verão esquentando, as roupas da Irene iam ficando mais leves, vaporosas e curtas. Apareciam as camisetas que deixavam ver os rendados dos sutiãs dela, saias que mostravam as coxas, as sandálias com os dedinhos de fora, dedinhos com as unhas sempre pintadas de vermelho. Pra ser sincero, eu tava curtindo aqueles últimos dias.
Uma tarde, porém, quase ferrei com minha sorte. A gente tava sentado na sala da casa do Juan. Supostamente eu ajudava nos preparativos do jantar picando verdura, mas na real tava mais ligado na saia e nas coxas da Irene. Tava vidrado naquela vista espetacular, quando…
— Alberto! — exclamou minha vizinha — O que você tá olhando?
— O que foi? — respondi me fazendo de desentendido.
— O que você tava olhando? — insistiu. Ela tava com uma cara muito séria e eu temi o pior.
— Eu… bem — tentei inventar uma desculpa — Não tava olhando nada… tava pensando no meu cachorro.
— Pois me pareceu que você tava me olhando — me acusou a Irene.
— Olhar a senhora?
— Sim, a mim. Você tava olhando pra minha bunda.
— Mas dona, eu… eu não faria isso — menti igual um safado.
— Tem certeza, Alberto Martínez?
— Claro — respondi.
— Não sei se acredito em você — disse ela — Vocês são todos iguais.
Aí, vi a Irene dar uma olhadinha rápida na minha virilha. Embora eu não tivesse completamente duro, um volume aparecia debaixo do bolso esquerdo da minha calça. Era óbvio que eu tava excitado.
— Joga esse espinafre aí e vai falar pro Juan apagar a televisão — ordenou de forma cortante.
Naquela tarde, fui embora tão envergonhado quanto triste. Não voltei na casa do Juan por uns dias. Por sorte, meu amigo me convidou pra uma festa na casa dele. Era uma comemoração adiantada do aniversário dele ou por causa do… Mudança, sei lá. Pra mim, o motivo não importava.
Fiquei emocionado por ela ter me convidado. Mesmo sem saber como a Irene ia reagir, a verdade é que eu precisava vê-la de novo.
Durante a festa, todo mundo tava muito animado, a música mal dava pra ouvir por causa das vozes e risadas do povo. Tava convidada toda a família do Juan, alguns colegas do colégio e vários vizinhos do bairro. Eu queria estar dentro de casa, perto da Irene, mas tava no quintal com meus amigos. Diferente de mim, eles conversavam e riam.
A Irene ia e vinha da cozinha, oferecendo bebidas. Eu adoraria ajudar ela, mas não tive coragem de me oferecer. Nem sequer ousava olhar pra ela. Mas, depois de um tempo, me pareceu que ela me tratava com toda a normalidade. Na real, ela até sorriu pra mim uma das vezes que veio nos oferecer comida.
Durante a festa inteira, a mãe do Juan me serviu com deferência, sempre de olho no meu copo e me oferecendo de tudo. Talvez se arrependesse de ter me expulsado da cozinha uns dias antes, ou talvez nem lembrasse mais que eu tinha ficado olhando pra bunda dela. Seja como for, me senti tão aliviado que correspondi educadamente com um pequeno elogio.
— Tá tudo uma delícia, dona.
Depois da janta, eu e Juan nos juntamos a um grupo de meninos e meninas que conversavam no quintal dos fundos da casa. Eu não conhecia alguns deles, mas o Juan sim. Todas as minas estavam gostosas pra caralho, mas as curvas da mãe do Juan não saíam da minha cabeça. Não conseguia evitar procurar ela escondido com o olhar.
Juan aproveitou a ausência dos adultos pra se gabar de uma suposta conquista.
— Ter que ir embora agora que encontrei uma mina alucinante — reclamou meu amigo.
— E por que você não convidou ela pra festa? — perguntou o Ramiro, sem dar nenhuma credibilidade.
— Convidei — garantiu ele — mas… ela não quis vir.
— É, é… — riu o Ramiro.
— E ela não te deu nenhuma explicação? — disse uma das minas.
— Bom, sim, disse que tinha um compromisso. — E daqui? —continuou interrogando a mesma garota.
— Sim, claro. Certeza que você conhece ela — respondeu João.
— Mas não vai nos dizer quem é, vai?
— Não — negou João firmemente.
— Mas ela é alta, baixa, loira, morena…?
— Ela é linda e… muito divertida.
— Dá uma pista, pelo amor de Deus — insistiu ela.
— Morena… Olhos verdes… — explicou meu amigo.
— Puxa! Então não sou eu! — riu Maria, que era o nome daquela gostosa e magricela ruiva.
— Bom… — João ficou sem graça, sem saber como escapar.
— Então se ela é tão fantástica assim, não fica pensando muito.
— É que… — João hesitou — Acho que ela tá saindo com alguém.
— Viu! — exclamou Maria, olhando pro namorado com cumplicidade.
— Então sabe o quê? — continuou ela — Tenta, vai atrás dela… Quem sabe você agrada mais.
— Maria! — gritou outra das garotas — Você não vê que vão quebrar a cara dele!
— Pois eu acho que você faz bem, parceiro — opinou outro.
Pra mim era inacreditável que meus amigos falassem tão de boa sobre ser infiel ou tentar seduzir alguém que já tá com outra pessoa. Meus pais tinham me ensinado o dever de se comportar direito, de ser honesto. Pelo que eu sabia, na minha família nunca teve separação nem escândalo. Então, não achei nada certo o que meu amigo tava pensando em fazer. Mas não falei nada, conhecia o João e vi nos olhos dele que o idiota tinha se apaixonado. Mesmo assim, não tava nada claro que aquela mina fosse ficar com meu amigo. Quando uma garota que te conhece se interessa por você, ela geralmente não quer só uma transa, mas algo sério. Já quando uma mina que você nunca viu na vida chega em você, aí é outra história.
— Não tô nem aí se ela tem namorado, não vou sair da cidade sem tentar — afirmou meu amigo.
João tava cheio de coragem, decidido a fazer alguma coisa. Tinha que considerar que faltavam só algumas semanas pra mudança e, se ele não fizesse nada, nunca saberia se teria rolado algo com aquela garota. Tava claro que ele não ia ter escrúpulos em cortejar aquela garota misteriosa, tivesse namorado ou não.
Acabava de descobrir uma faceta do meu melhor amigo que não me agradava nada. Minha mãe sempre reforçava a importância da fidelidade dentro de um casamento, e pra mim essa história de lealdade soava como respeito. Meu pai, por outro lado, entendia isso de forma muito mais pragmática: "se me botar chifre, já pode ir procurando onde dormir". Por isso eu devia respeitar a Irene, não porque ela era mãe do meu melhor amigo, mas porque ela era casada e eu não ia ser o culpado de dom Alfonso botar ela pra fora de casa.
— Cuidado, campeão. Não se meta em encrenca — avisou Ramiro.
— Quem não se arrisca, não petisca — garantiu João — Às vezes não tem outro jeito.
— Então, João — intervim finalmente — Você não acha que o que vai fazer é errado?
— Sim, principalmente se o namorado dela descobrir — ele zombou.
Todos riram da piada do meu amigo, menos eu. Acharam que a gozação dele tinha me ofendido, mas a verdade é que fiquei calado porque as palavras dele cravaram fundo na minha mente. Se ele não era capaz de respeitar a namorada dos outros, talvez eu devesse fazer o mesmo com a mãe dele.
Naquela noite, depois que todos os convidados foram embora, eu resolvi ficar mais um pouco. João tinha ido embora sem me dizer nada, mas como a mãe dele não perguntou, supus que ela sabia onde o filho tinha ido.
— Me ajuda a arrumar, vai — disse Irene enquanto empilhava copos meio vazios e pratos sujos.
Me irritou que nenhum daqueles cretinos tivesse lembrado de mim, mas a mãe do João tinha ficado sozinha arrumando, até o marido dela tinha sumido. A bagunça era grande e entre dois a gente levaria metade do tempo.
Mesmo com cara de cansaço, Irene estava linda. Usava umas sandálias de cunha que deixavam as pernas bonitas dela elegantes. Ela estava com a bunda enfiada nuns jeans apertados que pareciam que iam estourar. Se da cintura pra baixo era provocante, da cintura pra cima era puro exibicionismo. Aquela camisa branca com franjas nas mangas, parecia feita com o único propósito de emoldurar os peitos enormes dela. Os botões de cima tavam esticados por causa do volume das tetas dela. Era sempre assim, não importava o que ela vestisse, a roupa do tamanho dela não era feita pra umas tetas daquelas.
— Vou subir, amor.
A voz do seu Afonso me tirou na hora do meu devaneio. Só aí percebi que tava com uma ereção daquelas.
— Ok — respondeu a Irene — Termino de encher a lava-louças e vou pra cima.
— Amanhã tenho que trabalhar — me disse seu Afonso, resignado.
— Amanhã é domingo? — perguntei.
— Esse é o problema de trabalhar no pronto-socorro — respondeu — Tá sempre aberto, rapaz, todos os dias do ano.
— É verdade — reconheci.
Enquanto seu Afonso continuava falando dos perrengues de ser médico, percebi por acaso que a mulher dele me deu uma olhada de viés quando passou com várias bandejas pela metade. O que dona Irene tinha olhado não era outra coisa senão o volume considerável no meu jeans.
— Já ela não sai de casa — continuou seu Afonso, falando da esposa — Ela é engenheira, sabia? — esclareceu.
— Não — era verdade, eu achava que a mãe do meu amigo não trabalhava.
A Irene voltou da cozinha sem prestar atenção na conversa que seu Afonso e eu tínhamos. Aí veio pegar a pilha de pratos que eu tava amontoando e eu peguei ela de novo olhando pra minha virilha. Meu ego cresceu na mesma velocidade que meu pau endurecia por baixo da calça.
— Pois é. Irene é engenheira, faz projetos industriais e essas coisas… e ganha mais que eu — afirmou com tédio.
Aí, seu Afonso tirou a carteira e puxou uma nota que me estendeu.
— Toma, por ficar pra ajudar.
Eu hesitei um segundo, mas no final peguei o dinheiro e agradeci.
Depois de dar um beijo na Irene, seu Afonso foi pra cama. Irene continuou arrumando, esvaziando copos numa jarra e empilhando eles numa bandeja. Agora que o marido dela não tava mais ali marido, os olhares dela ficaram menos discretos.
Enquanto jogava os guardanapos usados no saco de lixo, sem perceber comecei a imaginar rasgando a camisa da Irene. Com um puxão forte, faria os botões voarem pelos ares e deixaria à mostra os seus…
—Obrigado por vir —disse de repente.
—Não tem de quê —respondi, tentando me acalmar— Pra isso somos vizinhos.
Estávamos muito perto um do outro, dava pra sentir o perfume dela.
—Sabe o que tem o Juan? —me perguntou de repente— Ultimamente tá muito misterioso.
Eu hesitei se entregava ou não o filho dela, mas não por muito tempo.
—Acho que ele tá saindo com uma garota —respondi.
—Puxa —sorriu Irene antes de levantar a bandeja e sair de novo em direção ao interior da casa.
—E você, tá saindo com alguém? —perguntou ao me ver entrar na cozinha.
—Não.
—Sério? —duvidou Irene com um pouco de surpresa— Mas deve ter alguém que você gosta, né?
—Isso sim —respondi, pensando que talvez a mãe do Juan tivesse bebido demais.
Fiquei em silêncio, Irene tinha parado bem na minha frente, me encarando.
—Então… —me provocou— e quem é a sortuda?
Como não respondi, Irene se aproximou ainda mais, mas eu não me mexi do lugar. Quase dava pra sentir os peitos dela contra o meu peito. A boca dela estava tão perto da minha que me faltava o ar.
—Quem, Alberto? —repetiu de novo.
Eu não sabia o que fazer, não conseguia nem pensar. Irene continuava me encarando, obstinada, com a respiração agitada fazendo sobressair as tetas enormes dela dentro do decote. Eu não sabia quantas taças de vinho minha vizinha tinha tomado, mas naquele momento ela parecia mais excitada do que bêbada.
—Quem é que te deixa com o pau tão duro? —perguntou, aumentando a aposta.
Não precisava dizer, eu sentia meu pau duro como aço. Minha mente era um turbilhão voraz de possibilidades. Decidi que não ia ficar calado feito um idiota, não sei de onde tirei coragem, mas peguei ela pela cintura e aproximei meus lábios da orelha dela.
—Se eu contar… —sussurrei— a senhora vai guardar segredo? Segredo?
— Claro —ouvi ela responder.
Irene continuou colada em mim com uma atitude sedutora, esmagando os peitos contra o meu peito.
— Se contar pra alguém, vou ter que te castigar.
Não sei como tive coragem de falar uma coisa dessas, mas a reação da Irene foi morder o lábio inferior com olhos cheios de luxúria. Dava pra sentir a respiração dela, a mistura do cheiro de fruta com álcool. Meu pau deu um pulo e quase escapou por baixo do cinto da calça. Irene deve ter percebido, porque deu uma olhadinha rápida naquela direção. Eu precisava fazer alguma coisa, tinha sonhado centenas de vezes com uma oportunidade assim. Meu coração tava saindo pela boca.
— É você — murmurei num tom de segredo— Você que me deixa com o pau tão duro assim.
Naquele instante, Irene se jogou em cima de mim e os lábios dela buscaram os meus, ela me queria tanto quanto eu queria ela.
O nervosismo sumiu e no lugar veio a pressa, que tomou conta da gente. Aquela ereção tava me matando, então desabotoei o cinto às pressas pra libertar o bicho. Assim que baixei o zíper, meu pau saltou com força do fundo da calça jeans. Tava com uma vontade imensa de possuir ela, e meu cacete já tava completamente pronto pra isso, saindo de mim feito o canhão de um navio pirata pronto pra abordagem. Irene ficou de boca aberta encarando minha ereção, mesmo sendo uma mulher experiente.
— Uau!
Eu agradeci o elogio implícito na exclamação dela. Era a primeira vez que uma mulher valorizava minha aptidão sexual.
— Tô com uma vontade de chupar ele…
Irene não esperou eu dar permissão. Ela se agachou e meteu meu pau na boca sem mais nem menos. Depois de todo o tempo que a gente tinha sonhado com aquilo, finalmente nosso desejo tava se realizando. Suspirei ao sentir o calor da boca dela, e ela murmurou com a mesma alegria ao sentir o tamanho e a firmeza do meu pau. Achei que meu cacete ia derreter dentro da boca dela feito uma vela de cera.
Eu não imaginava que aquilo ia ser tão gostoso. Pra mim, naquele momento, não existia mais nada no mundo que aquela mulher fascinante.
Irene não demorou pra me fazer gemer. Ela também soluçava e se lambia de satisfação enquanto chupava e engolia meu pauzão. Vi que ela tinha enfiado uma mão por baixo da blusa e amassava os próprios peitos, e decidi aliviar ela nessa tarefa. Uma vez, uma das minhas primas tinha deixado eu apalpar os peitos dela, mas os da Irene eram bem maiores em comparação, um par de tetas de verdade.
O aperto da minha mão fez ela soluçar. Foi sensual sentir no meu glande os gemidos profundos que saíam da garganta da Irene. Ela tava com vontade de pau, disso não tinha dúvida. A mãe do João chupava com força e se lambia satisfeita com o gosto do meu pau.
— Valeu, Alberto… Valeu — disse de repente.
Eu não entendi, mas Irene enfiou meu pau de novo na boca antes que eu pudesse pedir explicação. Percebi que se eu tava gostando daquilo, ela tava aproveitando o dobro. Com uma mão enfiada dentro da calça jeans, Irene se masturbava sem parar de devorar meu pau.
De repente, ela tentou engolir ele inteiro. Foi incrível, não consegui evitar um gemido de surpresa. Pensei que a maluca ia se engasgar, mas não foi assim, Irene tirou ele de uma vez e respirou com urgência.
Continuou mamando com paixão, os gemidos dela se misturavam com os sons grosseiros que fazia ao chupar. Aquela mulher tava deixando meu pau lustroso e brilhando de saliva.
Ela tentou engolir ele várias vezes de novo, e isso me fez pensar que ela tava acostumada a conseguir. Mas, na última tentativa, Irene acabou dando uma ânsia violenta quando meu glande escorregou inesperadamente pra dentro e entrou na garganta dela.
— Puxa — soluçou, limpando as lágrimas quando parou de tossir.
Mesmo ainda parecendo aflita, Irene fez eu segurar a cabeça dela com as mãos. Pensei que ela queria que eu fosse quem forçasse ela a engolir meu rabo. A simples ideia me pareceu loucura. Mas Irene colocou minhas mãos na cintura dela, enfiou meu sabre entre os lábios e começou a ir pra frente e pra trás. O que ela queria era que eu fodesse a boca dela enquanto ela se masturbava.
A imposição da Irene me excitou ainda mais, eu precisava manter a calma. Enrolei meus dedos na vasta cabeleira dela e comecei um vai e vem sutil na boca dela. Não queria sufocar ela, mas meus movimentos foram ficando gradualmente mais amplos. A mãe do Juan segregava tanta saliva que a boca dela começou a fazer barulhos obscenos, sons impróprios de uma mulher educada.
Chus! Chus! Chus! Chus!
Era inacreditável, aquela senhora elegante parecia gozar com uma boa rola como qualquer puta da internet. Na verdade, ela continuava se masturbando e dava sinais de estar prestes a chegar ao clímax.
Não consegui me segurar mais e comecei a foder ela sem cerimônia, eu também estava prestes a explodir. No final, bastou imaginar a boca dela transbordando de porra pra que um fervor intenso tomasse conta de mim. Depois de uma breve pausa de tensão, minha rola tremeu, jogando um jato violento de esperma no fundo da garganta dela.
— Og! — soluçou a Irene.
Ouvi ela se deliciar a cada espasmo da minha rola e me senti orgulhoso de fazê-la tão feliz. A Irene deve ter engolido toda a minha porra, porque continuou chupando sem parar. Me senti no paraíso mais absoluto.
É curioso, porque poucos segundos depois eu quase não me aguentava em pé. Só então reparei na expressão da Irene. Ela ainda tinha minha rola na boca, mas mantinha os olhos fechados e respirava ofegante. Juraria que ela também tinha tido um orgasmo.
Quando abriu os olhos, a expressão dela era sorridente. Com uma última e sonora chupada, deixou meu membro sair da boca.
— Você gostou? — ela me perguntou.
— O que a senhora acha? — os resquícios do meu orgasmo ainda fumegavam.
Me olhando, a Irene chupou de novo meu membro dormente e derrotado. No entanto, a única coisa que senti foi uma dor tão atroz que fiz meu pau sair rapidinho da boca dela. Safada, a Irene sorriu, tinha feito de propósito.
Quando nos recompusemos, a Irene se Ficou me encarando, visivelmente emocionada. Eu não entendia o que tava rolando, mas naquele exato momento a porta se ouviu. Irene mandou eu sentar no sofá e saiu de lá como um foguete. Segundos depois, Juan entrou na sala.
— O que você ainda tá fazendo aqui? — disse sem nem cumprimentar.
— Tô te esperando há meia hora, seu idiota — falei com raiva.
— Vamo, bora.
— Pra onde?
— Pra onde vai ser! Pra sua casa! — afirmou.
— Pra minha casa? — perguntei confuso.
— Sim, pra sua casa — insistiu ele, piscando um olho.
— Já é tarde, Juan — argumentou a mãe dele da porta do corredor.
— Mãe, vou dormir na casa dele! — protestou ele.
— Tá bom — disse ela depois de um segundo de hesitação — Mas leva o telefone.
— Claro, mãe — respondeu meu amigo — Vou no meu quarto um instante — falou, saindo correndo da sala.
Irene se aproximou e a gente se olhou em silêncio.
— Alberto, você não pode contar pra ninguém o que a gente fez — me avisou, solene.
— Pode ficar tranquila, senhora.
— Obrigada.
— Obrigado a você — corrigi na hora.
Irene sorriu de novo e colocou a mão na minha bochecha com carinho.
— Boa noite — se despediu, visivelmente emocionada.
— Boa noite, senhora.
Juan não dormiu na minha casa, aquilo tinha sido uma desculpa pra poder ir pra outro lugar. Pelo que ele me contou, tinha encontro num hotel com a amiga misteriosa dele.
— Me deseja sorte — disse, visivelmente nervoso.
— Toma cuidado, cara — falei — No final, você vai sair daqui com um olho roxo de lembrança.
— Sabe, Alberto… — falou, ficando filosófico — Meu pai diz que “os covardes nunca vencem”.
Aquela frase idiota ecoou na minha cabeça.
Se passaram vários dias sem nada de anormal acontecer. A mãe do Juan e eu nos olhávamos de soslaio, mas nenhum dos dois se atreveu a fazer ou falar nada sobre o que tinha rolado. Eu me sentia intimidado, dom Alfonso era um homem importante e respeitado por todo mundo, e Juan era meu melhor amigo. Nenhum dos dois merecia o que tinha acontecido, e muito menos o que eu desejava que acontecesse. Mesmo que não estivesse Bem, eu queria muito ter uma aventura com Irene, a mulher do Dom Alfonso e mãe do meu amigo. O que eu não sabia era como fazer pra ficar a sós com ela de novo. Mesmo depois do que rolou, eu me sentia incapaz de falar com a Irene, de dizer o quanto a desejava e fazer qualquer tipo de proposta.
Por outro lado, meu amigo Juan andava muito distraído, sempre calado e vidrado no celular. Tive que insistir e insistir pra ele confessar que tinha transado com a garota misteriosa. Ela tinha exigido que ele mantivesse o relacionamento em segredo, porque já tinha um relacionamento sério com outro cara. Juan prometeu que nunca a dedaria e, pelo que eu sei, meu amigo cumpriu a palavra e nunca disse o nome dela. Outra coisa é que eu descobri.
Na real, uma tarde que a gente tinha combinado de se encontrar na piscina, Juan apareceu mais sorridente e feliz do que o normal. Na hora, imaginei que meu amigo tinha acabado de ficar com a amante. Eu nunca tive a intenção de arrancar o nome da amante dele, mas aí Juan se colocou na minha frente na porta de entrada e de repente eu vi aquele cabelão ruivo nas costas dele. Fiquei tão besta que esqueci o que tava fazendo.
— Vai, mano! — me apressou Juan do outro lado.
Não respondi, ainda tava atordoado quando passei o cartão no leitor.
— Ela vira uma selvagem — ouvi ele comentar enquanto a gente pegava sol depois do primeiro mergulho refrescante.
— É inacreditável, Alberto — continuou — Com aquela carinha de sonsa, porra, mano! Se você visse como ela chupa… Meu Deus, me deixa louco!
— Cala a boca, caralho! — reclamei — Não vê que tá me dando inveja.
Não tava mentindo. Embora não fizesse muito tempo do meu encontro com a mãe dele, o filho da puta falava como se transasse todo dia com a Maria, porque era essa a garota misteriosa, a mais tagarela das nossas colegas de classe, a magrela, pálida e ruiva Maria.
— Você não sente remorso? — perguntei sem revelar que sabia com quem ele tava transando — Essa garota tem namorado, você mesmo disse. você disse. O que você acharia se alguém tentasse dar em cima da sua mãe?
—Bom, sei lá. Cada um tem que defender o que é seu —conseguiu responder meu amigo.
A resposta dele me deixou pensativo. Não que eu concordasse com aquela justificativa banal e sem pensar do que ele tava fazendo. Pode ser que a Maria estivesse de certa forma apaixonada por ele, e também não me surpreendia que o Juan gostasse da nossa amiga esbelta e singular, mas isso não era desculpa pra botar chifre no pobre do Santi. Por um lado, eu sabia que o comportamento dele era egoísta e sem noção, mas por outro, essa mesma forma de pensar do meu amigo me dava carta branca com a mãe dele.
—Ela diz que sempre gostou de mim e que, como eu vou embora, não queria ficar com vontade de me ter, mesmo que seja escondido.
Uns dias depois.
Piiii! Piiii!
A buzina forte me fez dar um pulo pra longe da pista, mas aí vi o carro parando bem do meu lado.
—Desculpa ter te assustado! —exclamou uma voz feminina vindo do carro.
Uma mão, cheia de pulseiras brilhantes, apareceu na janela lateral do carro e fez um sinal pra eu chegar perto.
—Desculpa, Alberto —disse a voz— Tá bem?
Me aproximei do carro só o suficiente pra dar uma olhada dentro. Vi duas pernas femininas compridas, uma cascata de cabelos escuros, um colar de pérolas comprido e um olhar alegre emoldurado por cílios praticamente infinitos.
—Me perdoa, não sabia que tocava tão alto —sussurrou Irene, se referindo à buzina do carrinho dela.
—Sem problemas, senhora —falei empolgado ao ver que era ela.
Me envolveu uma nuvem doce de perfume e de repente a porta do passageiro se abriu um pouco.
—Quer carona? —ela me ofereceu.
—É... claro, obrigado.
Já dentro do carro, falei pra mãe do Juan que ia na biblioteca pegar um filme que tinha reservado. A Irene conhecia o caminho, porque pelo visto era uma leitora ávida de romances históricos e de suspense. Na verdade, ela não teve nenhum problema ao reconhecer que estava lendo na varanda de casa enquanto esperava me ver sair.
—Alberto, meu marido organizou uma escapada com os amigos neste fim de semana. Eles vão para uma casa perdida no meio da serra — resmungou Irene — Diz que vão subir uma montanha… É, se a ressaca não atrapalhar.
Eu a ouvia sem prestar muita atenção, dona perfume irresistível estava uma gostosa. Apesar da idade, Irene continuava sendo uma mulher muito bonita que se cuidava e maquiava os traços com estilo. Maçãs do rosto empoadas, sobrancelhas feitas, lábios contornados e aquela barbinha fina que dava vontade de morder. Naquela manhã, ela tinha vestido uma saia marrom salpicada de florzinhas que se mexiam a cada movimento das pernas. Usava também uma camiseta preta bem justa que realçava seus encantos voluptuosos, como não podia deixar de ser.
Então Irene me fez aquela proposta. Queria que naquele fim de semana passássemos uma noite juntos.
—Alberto, você não precisa vir se não quiser.
—Claro que quero — afirmei.
—É que, não sei. Você é muito novo, talvez eu esteja errada.
—Então quero estar errado — falei para encerrar a questão.
—Você é um bom garoto — respondeu agradecida — Aliás, tenho que te perguntar uma coisa e quero que me diga a verdade.
—Claro, o que for, o que a senhora quer saber?
—Você é virgem? — perguntou de supetão.
Fiquei um pouco surpreso com aquela pergunta tão simples e ao mesmo tempo tão constrangedora.
—Sim, senhora. Ainda sou virgem — respondi meio envergonhado pelo meu atraso em comparação com alguns amigos, incluindo o próprio filho dela.
—Não se preocupe, garoto — disse carinhosamente — De certa forma, eu também ainda sou virgem.
Ao sair da aula, passei para comprar limões, maçãs, laranjas e peras. O irmão mais velho do Ramiro se encarregou de conseguir o vinho. Pelo que me cobrou, o mesquinho, dava para comprar uma garrafa de gim naquele fim de semana. Peguei em casa presunto serrano do bom, queijo meia cura e um pote de azeitonas para acompanhar o bebida que eu tava pensando em preparar. Seguindo uma receita da internet, fiz um vinho com frutas e coloquei um chorrinho de rum. Eu sabia que a Irene gostava dessa bebida, o filho dela tinha me falado.
— Oi — ela me cumprimentou— O Juan não tá.
— Eu sei — falei com a boca seca de nervoso— Posso entrar.
— Claro, entra — disse a Irene.
Quando entrei na casa dela, ela perguntou o que eu tava carregando nas sacolas. “O jantar”, falei, e aí fomos pra sala de jantar. No caminho, expliquei que, seja lá o que o Juan tivesse dito pra ela, o filho dela ia dormir no Hotel NH naquela noite e em muito boa companhia. Eu imaginei que a Irene ia me perguntar com quem, mas não foi o caso.
A Irene tinha vestido um vestido bonito de listras verticais de um monte de cores. Aquela roupa se moldou nos quadris dela quando a Irene se inclinou pra estender a toalha na mesinha da sala. Na parte de cima do vestido, um decote grande em formato de V segurava os peitos dela.
— Cê gostou? — ela perguntou toda dengosa enquanto ajeitava uma mecha de cabelo.
— Muito.
— Que bom — ela falou com um sorrisão— É novo.
— Aposto que gosto mais do presente do que da embalagem — completei com malícia.
Quando ouvi ela rir, soltei um suspiro de alívio. Meus nervos tinham ido embora.
— Como ele vai embora logo, trouxe um agrado. Fiz eu mesmo — aquela frase eu tinha ensaiado umas doze vezes.
— Muito obrigada — ela disse animada.
A Irene tirou a embalagem da jarra e me olhou surpresa.
— É vinho com frutas — expliquei e, antes que ela falasse qualquer coisa, fui pegar uns copos.
— É minha bebida favorita, como é que…?
Eu dei de ombros como resposta.
— Bom, vamos provar — ela disse— Com certeza vai ser uma delícia.
A gente provou e a Irene fez um gesto de satisfação.
— Trouxe umas coisas pra acompanhar o vinho — completei.
Sem esperar ela responder, comecei a servir o queijo, o presunto e as azeitonas. A Irene ficou me olhando sem acreditar e, se rendendo à minha atitude decidida, aproveitou a surpresa.
A gente colocou o jantar na mesinha, Nos sentamos no sofá e começamos a conversar. Eu comecei a contar histórias da escola em que o filho dela e eu tínhamos nos metido de um jeito ou de outro. As risadas dela me animaram a continuar contando todo tipo de travessuras e maluquices típicas de garotos. Ela também me contou algumas confidências sobre o Juan. A gente tava curtindo a conversa, os pedaços de queijo e o vinho. A Irene tava cada vez mais sorridente e, sem pensar duas vezes, me aproximei e peguei na mão dela.
— Vou colocar uma música — ela anunciou, soltando minha mão como se tivesse levado um choque.
A Irene levantou, pegou o celular e, nas caixas de som da sala, começou a tocar uma música conhecida. Depois de deixar o celular perto da TV, ela começou a girar em si mesma, dançando com uma sensualidade do caralho.
— Você gosta de dançar? — ela perguntou sem parar de mexer a cintura.
— Adoro.
— Então vem. Dança comigo — ela me convidou, estendendo as duas mãos.
A gente começou a dançar no meio da sala espaçosa. Eu fiz o melhor que pude, mas, pra ser sincero, tava difícil acompanhar o ritmo dela. Era inacreditável ver ela dançar com tanta desenvoltura naquelas sandálias altas. A Irene tava me mostrando que, mesmo eu sendo mais novo, também era muito mais sem jeito que ela. A natação tinha alargado e fortalecido minhas costas, me transformado num garoto alto e corpulento, e mesmo assim eu mal conseguia acompanhar o balanço da cintura dela. A gente fez uma pausa, que ela aproveitou pra beber um gole do vinho, mas assim que a próxima música começou, a Irene se jogou de novo nos meus braços.
Nosso jeito de dançar foi ficando cada vez mais erótico. A Irene colou o corpo no meu, e minha mão foi da cintura dela pra agarrar a bunda dela. Ela me olhou com fogo e, em troca, cravou as unhas compridas no meu ombro. Sem dizer uma palavra, a gente parou de dançar e começou a se beijar. Caímos no sofá, ofegantes e felizes. A Irene serviu outra taça de vinho e, depois, se deitou e colocou os tornozelos no meu colo. Pensava que tava meio bêbada, mas…
—Alberto, por que você acha que te convidei? — perguntou maliciosa.
Criei coragem e respondi com sinceridade.
—Porque você gosta da minha... companhia — falei no chute.
—Da sua companhia? — repetiu zombeteira.
A mãe do Juan dobrou as pernas e se inclinou pra mim. Então passou os dedos no meu peito e, encostando a boca no meu ouvido…
—Adoro sua companhia — ronronou — mas o que eu quero é que você me coma.
Depois de soltar aquela putaria, a Irene sorriu me olhando nos olhos. Não sei de onde tirei coragem, mas de repente meus lábios tocaram os dela e eu soube que meu sonho ia se realizar.
—Vai, Alberto… Me beija de verdade.
E foi o que fiz, até mordi os lábios dela com desespero. Embora aquela mulher fosse muito mais decidida e experiente que eu, tentei estar à altura. Enquanto a língua dela se revirava na minha boca, agarrei com força um dos peitos dela e a Irene deu um pulo de prazer.
—Filho da puta! Você me deixa no cio que nem uma puta — rosnou entre os dentes enquanto, por trás das costas, abaixava o zíper do vestido.
—Sempre com esse jeito de me olhar… com esse volume na calça e enchendo meus lençóis de porra — reclamou a Irene, louca de tesão.
A Irene deslizou o vestido pelos ombros e tirou o sutiã. Os peitos dela eram ainda mais voluptuosos, brancos e perfeitos do que eu tinha imaginado. Então estendeu a mão e agarrou minha ereção.
—Finalmente você vai ser meu — afirmou, cheia de frenesi.
A Irene acariciou meu pau por cima do jeans.
—Deixa eu ver elas — interrompi.
A mãe do Juan se ergueu pra exibir o lindo par de melancias. Não resisti a tamanha vitrine e me joguei pra chupar os bicos dela.
—Hum! — gemeu exaltada.
Abri a boca e lambi aqueles peitões como se fossem duas bolas enormes de sorvete. A Irene suspirou de novo, completamente entregue aos meus chupões e beijos. Aquilo sim era um verdadeiro banquete, o auge do gourmet mais requintado. Continuei comendo os peitos dela enquanto ela ficava esfregando a bunda em mim com lascívia, até que finalmente resolveu tirar minha calça.
— Vamos! — ordenou, se levantando.
— Pra onde? — perguntei, sem entender aquele novo capricho.
Tirei minha camiseta Levi’s pra ficar completamente pelado. Aí Irene se aproximou, pegou minha pica e deu duas sacudidas fortes.
— Pro escritório — explicou — Meu marido não deixa ninguém entrar, mas eu sei onde ele guarda a chave.
— Não vai ser perigoso? — duvidei, meio inquieto.
— Vai, mas quero que você me coma lá, em cima da mesa dele.
Irene me pegou pela mão e subimos as escadas. Quando chegou no corredor de cima, parou e, depois de fuçar atrás de um dos radiadores, tirou uma chave pequena. Mostrou pra mim, sorrindo, e foi andando até a única porta fechada.
Irene acendeu a luz. No tapete, uma mesa enorme de nogueira dominava a sala. Atrás, uma cadeira grande de couro preto parecia tão cara quanto macia. Minha vizinha adorada entrou na sala sóbria e eu a segui com a pica mais dura que o mastro de um veleiro. Tinha várias estantes cheias de livros, pastas e arquivos. Nos espaços apertados que sobravam, pendiam pinturas abstratas, e entre elas se destacava o quadro grande atrás da mesa.
No meio do caminho, Irene parou pra tirar a última peça de roupa que tinha, a calcinha. As sandálias ela não tirou em momento nenhum. A mãe do João se ergueu e, abrindo os braços, deu uma volta em si mesma pra me mostrar todos os encantos.
— Imponente… — minha vizinha madura e voluptuosa me deixou sem palavras.
Irene era uma mulher feita e direita, e suas curvas davam vertigem. Peito farto e barriga quase lisa, a cintura fina dava lugar a uns quadris largos e poderosos. A bunda opulenta e redonda se assentava sobre duas pernas firmes e impecavelmente torneadas.
Irene percebeu o desejo no meu corpo, fácil, dado o vigor da minha ereção. Aí ela se agachou na minha frente, bem assim: Já tinha feito isso duas semanas atrás.
— Que maravilha! — sussurrou, extasiada — Cada vez gosto mais do seu pau.
— Mais do que o do seu marido? — perguntei com maldade.
Irene passou um dedo ao longo da minha ereção, subindo devagar pelo tronco grosso até chegar na ponta inchada da glande.
— Claro — afirmou — Faz tempo que o dele não fica assim, pelo menos comigo — acrescentou com um tom de provocação.
— O que você quer dizer?
— Como você é ingênuo — disse balançando a cabeça — Homens precisam de distrações, aventuras...
Os dedos dela agarraram meu pau com firmeza, subindo e descendo sem frescura. Deixou ele duro como pedra e, assim que senti o calor da boca dela, joguei a cabeça para trás de puro prazer. Não conseguia entender como um cara saía por aí flertando tendo uma mulher como ela.
Deixei Irene se saciar, tinha certeza de que ela adorava chupar meu pau e naquela noite não tinha pressa. A mãe do João curtia saborear, lamber e brincar com meu pauzão. Era de arrepiar ver ela lamber o tronco inteiro e depois engolir tudo. Irene conseguia me fazer voar, mas resolvi cortar aquilo antes que fosse tarde demais.
Peguei ela pelo braço e fiz com que sentasse na superfície brilhante. Irene deu um tapa na caneta e no tapete e se deitou de barriga pra cima. Me ofereceu a buceta apoiando os calcanhares das sandálias lindas dela na borda da mesa. Os lábios grandes brilhavam e o clitóris inchado aparecia no meio daquele espetáculo gostoso.
— Vamos — me incentivou.
E fui pra valer! Beijei os pés dela, as panturrilhas, as coxas. Lambi a barriga, o umbigo e comecei a chupar a buceta dela com gosto. A buceta da Irene tinha gosto de mar, mas era tão molhada e quente quanto uma estufa.
Ela tava muito excitada, não demorou nem um minuto pra gozar pela primeira vez. Foi incrível ver as pernas dela tremendo e o corpo se contorcendo de prazer.
— Me fode — implorou.
Beijei ela, procurei a língua dela e compartilhamos o gosto da buceta dela. Casualmente, minha ereção ficou roçando a entrada melada da buceta dela. Eu queria possuí-la, tinha sonhado inúmeras vezes com aquele momento, mas nas minhas fantasias tinha algo diferente, ela estava sempre em outra posição.
— Ei! — protestou quando, sem aviso, puxei seus quadris e fiz o corpo dela todo virar de lado.
Irene ficou deitada de bruços, com os pés no chão e a bunda empinada. "Agora sim", pensei comigo. Aquelas sandálias de cunha deixavam cada músculo das pernas dela firme e a rabeta dela erguida com poder.
Peguei meu pau e encaixei a ponta arredondada na entrada apertada. Parecia inacreditável que minha virilidade coubesse naquela fresta melada. Ironicamente, me surpreendi com o quão fácil foi: penetrei sem nenhuma dificuldade.
— Aaah! — ouvi ela suspirar.
Quando enfiei tudo dentro dela, fiz uma pausa. Queria me deliciar, sentir cada detalhe da mulher para quem eu tinha acabado de dar minha virgindade.
Depois comecei a me mexer, tentando segurar meu tesão e uma estranha sensação de urgência. Eu a penetrava entrando e saindo devagar. Não demorou para ela começar a gemer.
Irene virou para me olhar, parecia chocada. Obviamente, o prazer dela era tão imenso quanto meu pau naquele momento.
— Deus! — exclamou, igual uma cristã fervorosa.
Passei meus lábios pelas costas dela, lambi o pescoço e beijei a nuca. Comecei a acariciar com as duas mãos as curvas da sua sagrada feminilidade e fui tornando-a minha.
— Irene, faz tanto tempo que te desejo que... Não acredito — confessei.
— Então acredita, porque você tá me comendo pra caralho — ela disse.
Nos beijamos com luxúria, com as bocas abertas como bestas felizes. Investida após investida, minha mente foi se enchendo de sensualidade, o pensamento ficava nublado por momentos. Meu instinto pedia para acelerar, para foder ela, mas eu sabia que precisava dar tempo. Queria levar Irene ao precipício antes de fazê-la cair.
Sem dúvida, tudo terminaria sendo um puro caos animal. A urgência e o A desenfreada era inevitável, mas eu queria adiar aquele momento, aproveitar aquela mulher fascinante. De algum jeito, meu corpo sabia o que fazer e, assim, continuei por mais alguns minutos, arrancando gemidos da Irene com aquele vai e vem lento, mas enérgico.
No final, Irene fechou as pernas com força e todo o corpo lindo dela tremeu. Depois de uma breve hesitação, continuei fodendo ela, e Irene não demorou a tremer de novo dos pés à cabeça.
Quando finalmente parei, vi ela abrir os olhos. Irene me olhou com devoção, ofegante e com o olhar bagunçado de prazer.
— Quem te ensinou, garoto? — bufou a mãe do meu amigo.
— Ninguém.
— Me fode — implorou — Quero sentir você gozando dentro de mim.
Era exatamente o que eu precisava ouvir. Minhas mãos seguraram os quadris dela e meu pau começou a entrar e sair da buceta dela a toda velocidade. Eu sabia que não aguentaria aquele ritmo infernal por muito tempo. Assim que o corpo da Irene se contraiu num novo orgasmo, não aguentei mais. Puxei os quadris dela com toda a força, esmagando meu púbis contra a bunda dela. Meti até o talo.
— Isso! Isso! — gritou.
Foi alucinante, um após o outro, fui lançando jorros de gozo no fundo daquela deusa. Foi apoteótico, achei que nunca ia parar de gozar. Tanto que, um tempo depois, quando saí dela, um fio de esperma escorreu da buceta dela e caiu no tapete do escritório.
Fiquei de pé no meio do escritório do seu Afonso, contemplando a mulher dele estirada sobre a mesa. Naquele momento, percebi o que tinha acabado de fazer: tinha fodido ela. Não era mais virgem.
Quando se virou, Irene olhou pra minha entreperna e sorriu. Da pontinha do meu pau começava a escorrer uma gotinha transparente.
— Foi alucinante — me elogiou.
Irene andou rebolando os quadris e, quando ficou na minha frente, se agachou de novo. Prendeu a ponta do meu pau entre os lábios dela e chupou como se fosse um doce até não sobrar nem uma gota de gozo dentro de mim. Então, quer repetir? — perguntei, debochado.
— Claro — garantiu Irene, se levantando de novo — A gente repete antes da mudança e, se você for nos visitar, também.
— Você vai deixar eu… — me arrependi do que ia dizer, mas já era tarde, então terminei a pergunta — vai deixar eu comer seu cu?
De repente, Irene sorriu, entendendo o significado pecaminoso das minhas palavras.
— Alberto, a partir de hoje, você é meu homem e eu… eu sou sua foxy. Pode fazer o que quiser comigo, com uma condição só.
— Qual?
— Que me faça gozar — Irene mordeu o lábio de pura safadeza — Não lembra? Outro dia você fodeu minha boca… Fico louca de tesão quando levam umas palmadas boas, se fui malvada, e também quando me comem pelo cu de vez em quando, mas só se me fizerem gozar.
— Claro — garanti, preocupado.
Irene me beijou com carinho e, pra me acalmar, sussurrou…
— Não se preocupa, eu te ensino.
Irene me fez repensar as lições de moral da minha mãe e da avó. Tanto que, naquela noite, gozei com ela mais duas vezes antes de cair no sono pesado.
Irene fez daquela a melhor noite da minha vida, de longe. Graças a ela, aprendi as primeiras lições práticas sobre o amor e a me comportar como o bom amante que todo homem deve aspirar ser.
Tudo teria sido perfeito, se não fosse por aquele despertar brusco.
— MÃE, CHEGUEI!!!
Passei três horas naquela porra de armário.
2 comentários - A Gostosa da Vizinha