Eu era uma pessoa normal. E uma parte de mim ainda é: tenho 27 anos e fisicamente sou normal, completa e absolutamente normal, meio feio. Tenho 1,70m e peso 90 quilos, o que resulta num corpo cujo principal destaque é minha barriga. Também não tenho um pau descomunal, muito pelo contrário: uns 12 centímetros. Tenho cabelo curto e castanho.
Minha vida amorosa sempre brilhou pela ausência; meus contatos com o sexo feminino (pelo menos até o começo dessa história) se resumem às putas que contratei ao longo da vida.
Trabalho para uma multinacional com sede em Madri. Quando tudo começou, eu tinha um cargo bem remunerado que me permitiu levar uma vida com alguns mimos.
Como vocês podem ver, sou normal. E minha vida também era, até entediante. Pelo menos era até aquele incidente acontecer, o dia em que minha vida se cruzou com a dele. Tudo começou numa noite em que voltava pra casa depois do trabalho. Como era comum nas últimas semanas, tinha que fazer hora extra pra colocar em dia um projeto no qual a empresa depositava grandes esperanças.
Faltava pouco pra chegar em casa, quando vi um carro que tinha saído da estrada. Estacionei na frente, sinalizei a área e liguei pra emergência. Muitos teriam seguido em frente, mas como perdi meus pais num acidente de carro, não conseguia simplesmente ir embora.
Me aproximei do carro batido; tinha um homem desacordado. Era um pouco mais velho que eu, mas não devia ter chegado aos cinquenta anos. Usava um terno de aparência cara e um relógio daqueles que normalmente só se admiram em joalherias.
Ao ver que ele não parecia ter ferimentos graves, me acalmei um pouco e esperei os serviços de emergência chegarem. Vieram a Guarda Civil, os bombeiros e uma ambulância.
Depois de explicar aos agentes de trânsito o que tinha visto e feito, eles me agradeceram e disseram que eu já podia ir. E foi o que fiz, desejando chegar em casa e encerrar o dia. Finalmente cheguei em casa. Moro na Nos arredores de Madri, numa casa a pouco mais de uma hora da empresa. Comprei ela há cinco anos, pouco depois da morte dos meus pais. No começo, era uma geminada com outra casa idêntica, mas há uns dois anos comprei a parte dos antigos inquilinos. Depois de umas reformas, transformei num palacete de dois andares com uma garagem imensa.
O andar de baixo tinha sala, cozinha, um banheiro e a despensa. O de cima tinha quatro quartos e dois banheiros. Também tinha uma piscina e um jardim.
Quando entrei em casa, me troquei rápido e fiz algo pra jantar, porque entre uma coisa e outra já eram quase meia-noite. Depois de ver uma série na Netflix pra relaxar, fui pra cama e esqueci do acidente.
Os dias seguintes foram uma rotina infernal: Casa – trabalho – casa. Minha vida social, que já era uma merda, tinha sido interrompida pelo esforço que o projeto exigia.
Nove dias depois do acidente, perto da hora do jantar, tocaram a campainha. Fiquei surpreso pra caralho quando vi o cara do acidente acompanhado de uma mina.
— Boa noite — disse o homem, estendendo a mão. — Meu nome é Manuel. Você é o Victor, né? Você salvou minha vida há quase duas semanas.
— Lembro de você. Você é o do carro batido — respondi enquanto apertava a mão dele. — Em que posso ajudar? Precisa dos meus dados pra receber o seguro ou algo assim?
O homem soltou uma gargalhada.
— Assim que eu gosto, direto ao ponto. Não, só quero agradecer pelo ato heróico. Posso entrar? Tenho uma proposta pra você.
Me afastei pra deixar os dois entrarem. Levei eles pra sala e perguntei se queriam algo pra beber. Manuel recusou, a mina não abriu a boca nem levantou os olhos do chão.
Depois que sentamos, Manuel falou de novo.
— Deixa eu me apresentar direito: Manuel Ferrer, sou empresário com presença em vários setores. Mas o que me trouxe aqui é o Setor dedicado ao negócio do prazer de alto nível. Por um momento, a surpresa me dominou. — O senhor trabalha com prostitutas? O homem exibiu o melhor dos seus sorrisos. — Sim e não. Deixa eu explicar: a prostituição tem vários ramos. Desde as grandes organizações que prostituem as garotas na rua em condições precárias, usando medo e chantagem, até aquelas pessoas que proporcionam prazer com garotas de alto calibre, de forma completa e totalmente legal. Sem forçar nem chantagear ninguém. — E suponho que o senhor seja do último grupo — Manuel assentiu — Desculpa, Manuel. Mas não entendo o que isso tem a ver comigo. — Já chego nesse ponto, calma. Como eu disse, trabalho com prazer de alto nível, em dois ramos principais: no primeiro, forneço acompanhantes de qualidade para clientes com grana alta se divertirem por algumas horas ou dias; no segundo, treino e vendo mulheres como escravas. Com o consentimento das envolvidas, claro. — Escravas sexuais? — Perguntei, atônito — Tipo amo e escravo, sadomasoquismo? — Em parte, sim. Mas meus serviços vão além disso. Forneço escravas permanentes para um grupo seleto de figurões influentes, para servirem a vida toda, não só no sexo: os serviços incluem tudo o que seus donos quiserem. — E o que leva uma mulher a esse estilo de vida? Manuel deu de ombros. — Prazer, necessidade ou curiosidade. Os motivos são variados. Olhei pra garota. — Suponho que ela seja uma das suas acompanhantes de alto nível. Quer que eu transe com ela como recompensa por fazer o que devia? — É verdade que a garota trabalha pra mim. Mas não é uma das minhas acompanhantes. Não, é uma das minhas escravas. Das mais recentes, inclusive. Se apresente você mesma. — Sim, senhor — Disse a garota com uma voz doce — Meu nome é Marga, tenho 21 anos. Como ele disse, sou uma das escravas do Senhor Manuel. Depois de se apresentar, a garota voltou a olhar para o chão. — Muito bem. Clara e concisa, como deve ser — disse Manuel, provocando um sorriso rápido na jovem — Tenho um pequeno problema com a Marga. Ela deveria ter sido a escrava de uma pessoa que infelizmente morreu num acidente há menos de um dia. O que me deixa o problema do que fazer com ela. — O senhor quer que eu fique com a Marga?! — Isso, sem dúvida, seria benéfico para nós dois. Eu me livro dos gastos com a manutenção dela e você ganha companhia feminina. Acha ela gostosa? Após um gesto de Manuel, a garota se levantou e girou lentamente sobre si mesma. Olhei de novo para a Marga. Era, sem dúvida, uma gostosa: um pouco mais baixa que eu, com cabelo loiro caindo até os ombros e uns olhos azuis lindos. Não tinha peitos grandes, mas tinha uma cintura fina e uma bunda quase perfeita. Vestia uma calça jeans justa e uma blusa vermelha. — Claro que acho. Ela é linda! — E pode ser toda sua, pela vida toda. Pode fazer o que quiser com ela, desde transar selvagemente até ter ela como empregada. Olhei para a Marga, surpreso por ela não dizer nada. — E você? Não tem nada a dizer? — perguntei para a Marga — Estamos falando da sua vida, do seu futuro. Ela me olhou com seus olhos azuis cristalinos. — O que meu Senhor decidir, aceitarei de bom grado. — Qual é o truque? — perguntei — Por que você topa isso? Marga olhou hesitante para Manuel, que assentiu. — Minha mãe está doente. E o tratamento é caro, sozinha não consigo pagar. Em troca disso, o Senhor Manuel se oferece para cuidar dela. Olhei surpreso para Manuel, que não me parecia uma alma tão caridosa. — Minhas escravas têm muita fama em certos círculos. Uma do nível da Marga se vende por um preço tão alto que cuidar da mãe dela não seria problema nenhum para mim. — Mas o senhor não teria lucro com isso. Não pretendo pagar para ter uma escrava. E duvido que consiga pagar o que quer que peça pela Marga. — Ele Sairia completamente de graça, exceto pela manutenção dela, claro. É sua recompensa por salvar minha vida. Uma vida com a Marga.
Normalmente eu teria dito não, mas a Marga era uma gostosa de dar bandeira. E me imaginar do lado de uma mina como ela foi demais pra mim. Eu cedi.
— Aceito. Vou ficar com ela.
O Manuel levantou de um pulo dando uma palmada.
— Genial! Perfeito!
Do nada ele tirou uns papéis.
— Você tem que assinar isso. Não se preocupa, é pra não poderem nos acusar de sequestro nem nada.
Li o documento com atenção: era quase como comprar um bicho. Nele, eu me comprometia a cuidar dela, alimentar, vestir e tudo que fosse necessário pra dar uma vida digna. Em troca, ela se oferecia pra me servir em tudo que eu quisesse.
Como limites, só colocavam a morte e dano físico irreparável.
Depois de um brinde pra comemorar, o Manuel se despediu, me deixando com uma Marga incrivelmente nervosa.
— Então — falei hesitante — agora você me pertence?
A Marga assentiu e começou a falar atropeladamente.
— Sim, Senhor. Quer que eu te chame de Senhor? Posso chamar do jeito que o senhor quiser. O senhor pode me chamar do que quiser... — Levantei a mão pra ela calar a boca.
— Não precisa me chamar de senhor. Victor tá de boa pra mim. Marga é seu nome verdadeiro?
— Não. Me chamo Irene — Ela ficou nervosa de novo — Não pense que eu menti, era pra me proteger caso o senhor não ficasse comigo.
Eu sorri. Uma parte de mim adorava que uma mina daquele nível ficasse tão nervosa comigo. Já que normalmente era o contrário. Me aproximei até ficar colado nela. Passei a mão na bochecha dela.
— Posso te foder agora mesmo?
Ela ficou completamente vermelha e engoliu seco, mas continuou parada.
— Pode fazer comigo o que quiser.
Desci a mão até o queixo dela e forcei ela a levantar a cara e me olhar.
— Me diz, Irene. Você é virgem?
— N... Não.
Senti uma pequena decepção, teria adorado desvirgar ela. Ela pareceu notar isso. Decepção e o nível de nervosismo dela subiu mais um degrau, embora não parecesse possível.
— Só transei duas vezes. Antes de trabalhar pro Senhor Manuel. Tô há meses sem ficar com ninguém.
Passei a mão pelo pescoço dela, contornando os peitos, e desci até a cintura, me colando totalmente nela. Corpo com corpo. Ela não recusou o contato. Dava pra sentir a respiração dela.
— E nesses meses você não quis transar? Aliás, "Senhor" soa bem. Me trate assim.
Ela concordou com a cabeça.
— Tem dias que sim, Senhor.
Decidi que queria ver ela inteira, ver como eram os lugares secretos da Irene.
Rocei meus lábios nos dela antes de me afastar.
— Tira a roupa, quero te ver inteira — falei com a voz mais rouca da minha vida — Mas faz devagar, quero aproveitar.
Pra acompanhar minhas palavras, coloquei uma música lenta e me sentei no sofá.
Irene entendeu na hora o que eu queria dela e começou a se mover devagar no ritmo da música. Primeiro, se livrou da blusa, deixando à mostra um sutiã preto provocante. Com um gesto, indiquei que ela começasse a tirar a calça e os sapatos. Em pouco tempo, tirou as duas coisas e deixou à mostra uma calcinha fio dental combinando com o sutiã.
Por uns minutos, Irene se deleitou na dança e, finalmente, levou as mãos às costas pra tirar o sutiã, mas com um gesto eu impedi e a apontei pros meus joelhos.
Com o andar mais gostoso que eu já tinha visto e mordendo o lábio, Irene se aproximou de mim e sentou nos meus joelhos. Uma das mãos dela foi pro meu peito, enquanto a outra descia devagar em direção à minha calça, com um objetivo claro. Naquele momento, decidi provar aqueles lábios que me chamavam há um tempão, puxei ela com força pra mim e beijei ela como nunca tinha beijado ninguém. Ela retribuiu o beijo com a mesma paixão que eu.
Depois de vários minutos, nossas bocas se separaram, ofegantes. Tirei minha camisa, e a mão que estava no meu peito começou a brincar com os pelinhos, enquanto a outra mano, já tinha deixado meu pau pra fora. Maior do que nunca.
Com um movimento rápido, tirei o sutiã dela e observei com prazer os dois peitos pequenos, mas firmes, que apareceram. Os mamilos dela, pequenos e eretos, se erguiam desafiadores. Minha mão direita começou a brincar com os mamilos dela alternadamente, enquanto a outra fazia círculos nas costas dela.
Comecei a morder e beijar o pescoço dela, o que, junto com as atenções nos peitinhos, fez surgir o primeiro gemido. Passei a mão das costas dela e deslizei por dentro da calcinha fio dental, acariciando a bucetinha molhada dela.
Minha escrava não demorou nada pra começar a mexer o quadril no ritmo que eu movia minha mão. Buscando o prazer. Naquele momento, decidi que era hora de provar minha nova aquisição.
—Empala —falei no ouvido dela— Devagar. E olha nos meus olhos.
Com um movimento pequeno, ela colocou a bocetinha bem em cima do meu pau. Esfregou devagar a buceta no meu pau, procurando lubrificar um pouco. Finalmente, olhando fixamente nos meus olhos e mordendo o lábio inferior, foi descendo aos poucos. Empalando bem devagar, exatamente como eu tinha pedido.
Quando empalou tudo, gemeu baixinho e apoiou a testa no meu peito. Não demorou nada pra começar a se mexer, tão devagar quanto quando empalou. O movimento lento, junto com a apertura da bocetinha dela, tava me levando ao céu.
Levantei a cabeça dela de novo pra beijá-la. Dessa vez, nossos beijos eram mais curtos que o primeiro que trocamos. Aos poucos, fomos nos deixando levar pelo momento: Irene começou a se mover mais rápido e eu comecei a meter com violência por baixo dela. Durante uns minutos, a penetração foi aumentando o ritmo gradualmente até virar um choque de dois animais desenfreados buscando o prazer. Depois de mais alguns minutos, senti que tava chegando no meu limite.
—Vou gozar —avisei ela.
Como não tava de proteção, esperava que a mina parasse de me cavalgar pra eu gozar na mão ou, com sorte, na boca. Mas não. Ela continuou me cavalgando com mais violência do que antes, até que Irremediavelmente gozei dentro dela com um berro. Perceber que eu me esvaziava dentro dela causou um orgasmo devastador na Irene, que acabou largada em cima de mim.
Ficamos assim, recuperando as forças por quase dez minutos. Depois desse tempinho, mesmo que cada fibra do meu ser implorasse pra eu continuar naquela posição, debaixo da Irene, me forcei a levantar.
— Levanta — falei pra ela — Temos que jantar. Mas primeiro vamos dar uma lavada.
Levei ela até o banheiro e nos ajudamos mutuamente. Quando já tínhamos nos secado, decidi provar aqueles lábios mais uma vez antes do jantar e empurrei ela contra a parede do banheiro.
Apesar da surpresa inicial, ela rapidamente correspondeu e, por cinco minutos, nos beijamos desesperadamente. De novo, mesmo que meu corpo exigisse o contrário, me afastei pra preparar o jantar.
— Posso cozinhar eu. Sou boa nisso — disse Irene com certo orgulho — O que o senhor gosta? Posso preparar qualquer coisa, Senhor.
Pensei por uns momentos.
— Pede uma pizza. Já tivemos bastante com a nossa nova situação. Melhor relaxar. Tem o número na geladeira — Fui pra sala, escrevi meu número de celular e entreguei pra ela — Vão pedir pra fazer o pedido das pizzas.
Ela concordou e foi pra cozinha. Uns minutos depois, ouvi ela de novo.
— De que sabor peço?
— Pra mim, frango grelhado. A sua pede do que quiser.
— O que meu senhor quiser vai me agradar.
— Barbecue? — Ela fez uma careta quase imperceptível. Eu sorri. — Barbecue vai ser.
Mesmo tendo deixado claro que não gostava, ela não reclamou e em menos de dois minutos já tinha pedido as pizzas.
No resto da noite não fizemos nada sexual. Só nos beijamos de vez em quando. Jantamos vendo TV e acompanhei ela até o quarto dela. Na despedida, ela perguntou:
— Quer que eu acorde o senhor a algum horário e de alguma forma especial?
— Às seis e meia — E naquele momento percebi uma coisa — Forma especial?
Ela corou. Não entendia como ela conseguia corar depois do que tinha feito comigo. cavalgando no sofá. —Bom... você sabe. Te beijando ou com um boquete.
Eu sorri só de imaginar a segunda opção.
—Então, depois que eu acordar, me der um beijo de bom dia já tá valendo.
Ela sorriu.
—Valeu —Fiquei uns segundos olhando pra ela— O senhor quer mais alguma coisa?
—Um beijo de boa noite.
Irene sorriu de novo e se aproximou de mim. Pra me dar outro beijão. Quando nos separamos, os dois estávamos ofegantes. Me despedi dela e fui pra cama. Pensando em como eu ia me divertir daqui pra frente.
Minha vida amorosa sempre brilhou pela ausência; meus contatos com o sexo feminino (pelo menos até o começo dessa história) se resumem às putas que contratei ao longo da vida.
Trabalho para uma multinacional com sede em Madri. Quando tudo começou, eu tinha um cargo bem remunerado que me permitiu levar uma vida com alguns mimos.
Como vocês podem ver, sou normal. E minha vida também era, até entediante. Pelo menos era até aquele incidente acontecer, o dia em que minha vida se cruzou com a dele. Tudo começou numa noite em que voltava pra casa depois do trabalho. Como era comum nas últimas semanas, tinha que fazer hora extra pra colocar em dia um projeto no qual a empresa depositava grandes esperanças.
Faltava pouco pra chegar em casa, quando vi um carro que tinha saído da estrada. Estacionei na frente, sinalizei a área e liguei pra emergência. Muitos teriam seguido em frente, mas como perdi meus pais num acidente de carro, não conseguia simplesmente ir embora.
Me aproximei do carro batido; tinha um homem desacordado. Era um pouco mais velho que eu, mas não devia ter chegado aos cinquenta anos. Usava um terno de aparência cara e um relógio daqueles que normalmente só se admiram em joalherias.
Ao ver que ele não parecia ter ferimentos graves, me acalmei um pouco e esperei os serviços de emergência chegarem. Vieram a Guarda Civil, os bombeiros e uma ambulância.
Depois de explicar aos agentes de trânsito o que tinha visto e feito, eles me agradeceram e disseram que eu já podia ir. E foi o que fiz, desejando chegar em casa e encerrar o dia. Finalmente cheguei em casa. Moro na Nos arredores de Madri, numa casa a pouco mais de uma hora da empresa. Comprei ela há cinco anos, pouco depois da morte dos meus pais. No começo, era uma geminada com outra casa idêntica, mas há uns dois anos comprei a parte dos antigos inquilinos. Depois de umas reformas, transformei num palacete de dois andares com uma garagem imensa.
O andar de baixo tinha sala, cozinha, um banheiro e a despensa. O de cima tinha quatro quartos e dois banheiros. Também tinha uma piscina e um jardim.
Quando entrei em casa, me troquei rápido e fiz algo pra jantar, porque entre uma coisa e outra já eram quase meia-noite. Depois de ver uma série na Netflix pra relaxar, fui pra cama e esqueci do acidente.
Os dias seguintes foram uma rotina infernal: Casa – trabalho – casa. Minha vida social, que já era uma merda, tinha sido interrompida pelo esforço que o projeto exigia.
Nove dias depois do acidente, perto da hora do jantar, tocaram a campainha. Fiquei surpreso pra caralho quando vi o cara do acidente acompanhado de uma mina.
— Boa noite — disse o homem, estendendo a mão. — Meu nome é Manuel. Você é o Victor, né? Você salvou minha vida há quase duas semanas.
— Lembro de você. Você é o do carro batido — respondi enquanto apertava a mão dele. — Em que posso ajudar? Precisa dos meus dados pra receber o seguro ou algo assim?
O homem soltou uma gargalhada.
— Assim que eu gosto, direto ao ponto. Não, só quero agradecer pelo ato heróico. Posso entrar? Tenho uma proposta pra você.
Me afastei pra deixar os dois entrarem. Levei eles pra sala e perguntei se queriam algo pra beber. Manuel recusou, a mina não abriu a boca nem levantou os olhos do chão.
Depois que sentamos, Manuel falou de novo.
— Deixa eu me apresentar direito: Manuel Ferrer, sou empresário com presença em vários setores. Mas o que me trouxe aqui é o Setor dedicado ao negócio do prazer de alto nível. Por um momento, a surpresa me dominou. — O senhor trabalha com prostitutas? O homem exibiu o melhor dos seus sorrisos. — Sim e não. Deixa eu explicar: a prostituição tem vários ramos. Desde as grandes organizações que prostituem as garotas na rua em condições precárias, usando medo e chantagem, até aquelas pessoas que proporcionam prazer com garotas de alto calibre, de forma completa e totalmente legal. Sem forçar nem chantagear ninguém. — E suponho que o senhor seja do último grupo — Manuel assentiu — Desculpa, Manuel. Mas não entendo o que isso tem a ver comigo. — Já chego nesse ponto, calma. Como eu disse, trabalho com prazer de alto nível, em dois ramos principais: no primeiro, forneço acompanhantes de qualidade para clientes com grana alta se divertirem por algumas horas ou dias; no segundo, treino e vendo mulheres como escravas. Com o consentimento das envolvidas, claro. — Escravas sexuais? — Perguntei, atônito — Tipo amo e escravo, sadomasoquismo? — Em parte, sim. Mas meus serviços vão além disso. Forneço escravas permanentes para um grupo seleto de figurões influentes, para servirem a vida toda, não só no sexo: os serviços incluem tudo o que seus donos quiserem. — E o que leva uma mulher a esse estilo de vida? Manuel deu de ombros. — Prazer, necessidade ou curiosidade. Os motivos são variados. Olhei pra garota. — Suponho que ela seja uma das suas acompanhantes de alto nível. Quer que eu transe com ela como recompensa por fazer o que devia? — É verdade que a garota trabalha pra mim. Mas não é uma das minhas acompanhantes. Não, é uma das minhas escravas. Das mais recentes, inclusive. Se apresente você mesma. — Sim, senhor — Disse a garota com uma voz doce — Meu nome é Marga, tenho 21 anos. Como ele disse, sou uma das escravas do Senhor Manuel. Depois de se apresentar, a garota voltou a olhar para o chão. — Muito bem. Clara e concisa, como deve ser — disse Manuel, provocando um sorriso rápido na jovem — Tenho um pequeno problema com a Marga. Ela deveria ter sido a escrava de uma pessoa que infelizmente morreu num acidente há menos de um dia. O que me deixa o problema do que fazer com ela. — O senhor quer que eu fique com a Marga?! — Isso, sem dúvida, seria benéfico para nós dois. Eu me livro dos gastos com a manutenção dela e você ganha companhia feminina. Acha ela gostosa? Após um gesto de Manuel, a garota se levantou e girou lentamente sobre si mesma. Olhei de novo para a Marga. Era, sem dúvida, uma gostosa: um pouco mais baixa que eu, com cabelo loiro caindo até os ombros e uns olhos azuis lindos. Não tinha peitos grandes, mas tinha uma cintura fina e uma bunda quase perfeita. Vestia uma calça jeans justa e uma blusa vermelha. — Claro que acho. Ela é linda! — E pode ser toda sua, pela vida toda. Pode fazer o que quiser com ela, desde transar selvagemente até ter ela como empregada. Olhei para a Marga, surpreso por ela não dizer nada. — E você? Não tem nada a dizer? — perguntei para a Marga — Estamos falando da sua vida, do seu futuro. Ela me olhou com seus olhos azuis cristalinos. — O que meu Senhor decidir, aceitarei de bom grado. — Qual é o truque? — perguntei — Por que você topa isso? Marga olhou hesitante para Manuel, que assentiu. — Minha mãe está doente. E o tratamento é caro, sozinha não consigo pagar. Em troca disso, o Senhor Manuel se oferece para cuidar dela. Olhei surpreso para Manuel, que não me parecia uma alma tão caridosa. — Minhas escravas têm muita fama em certos círculos. Uma do nível da Marga se vende por um preço tão alto que cuidar da mãe dela não seria problema nenhum para mim. — Mas o senhor não teria lucro com isso. Não pretendo pagar para ter uma escrava. E duvido que consiga pagar o que quer que peça pela Marga. — Ele Sairia completamente de graça, exceto pela manutenção dela, claro. É sua recompensa por salvar minha vida. Uma vida com a Marga.
Normalmente eu teria dito não, mas a Marga era uma gostosa de dar bandeira. E me imaginar do lado de uma mina como ela foi demais pra mim. Eu cedi.
— Aceito. Vou ficar com ela.
O Manuel levantou de um pulo dando uma palmada.
— Genial! Perfeito!
Do nada ele tirou uns papéis.
— Você tem que assinar isso. Não se preocupa, é pra não poderem nos acusar de sequestro nem nada.
Li o documento com atenção: era quase como comprar um bicho. Nele, eu me comprometia a cuidar dela, alimentar, vestir e tudo que fosse necessário pra dar uma vida digna. Em troca, ela se oferecia pra me servir em tudo que eu quisesse.
Como limites, só colocavam a morte e dano físico irreparável.
Depois de um brinde pra comemorar, o Manuel se despediu, me deixando com uma Marga incrivelmente nervosa.
— Então — falei hesitante — agora você me pertence?
A Marga assentiu e começou a falar atropeladamente.
— Sim, Senhor. Quer que eu te chame de Senhor? Posso chamar do jeito que o senhor quiser. O senhor pode me chamar do que quiser... — Levantei a mão pra ela calar a boca.
— Não precisa me chamar de senhor. Victor tá de boa pra mim. Marga é seu nome verdadeiro?
— Não. Me chamo Irene — Ela ficou nervosa de novo — Não pense que eu menti, era pra me proteger caso o senhor não ficasse comigo.
Eu sorri. Uma parte de mim adorava que uma mina daquele nível ficasse tão nervosa comigo. Já que normalmente era o contrário. Me aproximei até ficar colado nela. Passei a mão na bochecha dela.
— Posso te foder agora mesmo?
Ela ficou completamente vermelha e engoliu seco, mas continuou parada.
— Pode fazer comigo o que quiser.
Desci a mão até o queixo dela e forcei ela a levantar a cara e me olhar.
— Me diz, Irene. Você é virgem?
— N... Não.
Senti uma pequena decepção, teria adorado desvirgar ela. Ela pareceu notar isso. Decepção e o nível de nervosismo dela subiu mais um degrau, embora não parecesse possível.
— Só transei duas vezes. Antes de trabalhar pro Senhor Manuel. Tô há meses sem ficar com ninguém.
Passei a mão pelo pescoço dela, contornando os peitos, e desci até a cintura, me colando totalmente nela. Corpo com corpo. Ela não recusou o contato. Dava pra sentir a respiração dela.
— E nesses meses você não quis transar? Aliás, "Senhor" soa bem. Me trate assim.
Ela concordou com a cabeça.
— Tem dias que sim, Senhor.
Decidi que queria ver ela inteira, ver como eram os lugares secretos da Irene.
Rocei meus lábios nos dela antes de me afastar.
— Tira a roupa, quero te ver inteira — falei com a voz mais rouca da minha vida — Mas faz devagar, quero aproveitar.
Pra acompanhar minhas palavras, coloquei uma música lenta e me sentei no sofá.
Irene entendeu na hora o que eu queria dela e começou a se mover devagar no ritmo da música. Primeiro, se livrou da blusa, deixando à mostra um sutiã preto provocante. Com um gesto, indiquei que ela começasse a tirar a calça e os sapatos. Em pouco tempo, tirou as duas coisas e deixou à mostra uma calcinha fio dental combinando com o sutiã.
Por uns minutos, Irene se deleitou na dança e, finalmente, levou as mãos às costas pra tirar o sutiã, mas com um gesto eu impedi e a apontei pros meus joelhos.
Com o andar mais gostoso que eu já tinha visto e mordendo o lábio, Irene se aproximou de mim e sentou nos meus joelhos. Uma das mãos dela foi pro meu peito, enquanto a outra descia devagar em direção à minha calça, com um objetivo claro. Naquele momento, decidi provar aqueles lábios que me chamavam há um tempão, puxei ela com força pra mim e beijei ela como nunca tinha beijado ninguém. Ela retribuiu o beijo com a mesma paixão que eu.
Depois de vários minutos, nossas bocas se separaram, ofegantes. Tirei minha camisa, e a mão que estava no meu peito começou a brincar com os pelinhos, enquanto a outra mano, já tinha deixado meu pau pra fora. Maior do que nunca.
Com um movimento rápido, tirei o sutiã dela e observei com prazer os dois peitos pequenos, mas firmes, que apareceram. Os mamilos dela, pequenos e eretos, se erguiam desafiadores. Minha mão direita começou a brincar com os mamilos dela alternadamente, enquanto a outra fazia círculos nas costas dela.
Comecei a morder e beijar o pescoço dela, o que, junto com as atenções nos peitinhos, fez surgir o primeiro gemido. Passei a mão das costas dela e deslizei por dentro da calcinha fio dental, acariciando a bucetinha molhada dela.
Minha escrava não demorou nada pra começar a mexer o quadril no ritmo que eu movia minha mão. Buscando o prazer. Naquele momento, decidi que era hora de provar minha nova aquisição.
—Empala —falei no ouvido dela— Devagar. E olha nos meus olhos.
Com um movimento pequeno, ela colocou a bocetinha bem em cima do meu pau. Esfregou devagar a buceta no meu pau, procurando lubrificar um pouco. Finalmente, olhando fixamente nos meus olhos e mordendo o lábio inferior, foi descendo aos poucos. Empalando bem devagar, exatamente como eu tinha pedido.
Quando empalou tudo, gemeu baixinho e apoiou a testa no meu peito. Não demorou nada pra começar a se mexer, tão devagar quanto quando empalou. O movimento lento, junto com a apertura da bocetinha dela, tava me levando ao céu.
Levantei a cabeça dela de novo pra beijá-la. Dessa vez, nossos beijos eram mais curtos que o primeiro que trocamos. Aos poucos, fomos nos deixando levar pelo momento: Irene começou a se mover mais rápido e eu comecei a meter com violência por baixo dela. Durante uns minutos, a penetração foi aumentando o ritmo gradualmente até virar um choque de dois animais desenfreados buscando o prazer. Depois de mais alguns minutos, senti que tava chegando no meu limite.
—Vou gozar —avisei ela.
Como não tava de proteção, esperava que a mina parasse de me cavalgar pra eu gozar na mão ou, com sorte, na boca. Mas não. Ela continuou me cavalgando com mais violência do que antes, até que Irremediavelmente gozei dentro dela com um berro. Perceber que eu me esvaziava dentro dela causou um orgasmo devastador na Irene, que acabou largada em cima de mim.
Ficamos assim, recuperando as forças por quase dez minutos. Depois desse tempinho, mesmo que cada fibra do meu ser implorasse pra eu continuar naquela posição, debaixo da Irene, me forcei a levantar.
— Levanta — falei pra ela — Temos que jantar. Mas primeiro vamos dar uma lavada.
Levei ela até o banheiro e nos ajudamos mutuamente. Quando já tínhamos nos secado, decidi provar aqueles lábios mais uma vez antes do jantar e empurrei ela contra a parede do banheiro.
Apesar da surpresa inicial, ela rapidamente correspondeu e, por cinco minutos, nos beijamos desesperadamente. De novo, mesmo que meu corpo exigisse o contrário, me afastei pra preparar o jantar.
— Posso cozinhar eu. Sou boa nisso — disse Irene com certo orgulho — O que o senhor gosta? Posso preparar qualquer coisa, Senhor.
Pensei por uns momentos.
— Pede uma pizza. Já tivemos bastante com a nossa nova situação. Melhor relaxar. Tem o número na geladeira — Fui pra sala, escrevi meu número de celular e entreguei pra ela — Vão pedir pra fazer o pedido das pizzas.
Ela concordou e foi pra cozinha. Uns minutos depois, ouvi ela de novo.
— De que sabor peço?
— Pra mim, frango grelhado. A sua pede do que quiser.
— O que meu senhor quiser vai me agradar.
— Barbecue? — Ela fez uma careta quase imperceptível. Eu sorri. — Barbecue vai ser.
Mesmo tendo deixado claro que não gostava, ela não reclamou e em menos de dois minutos já tinha pedido as pizzas.
No resto da noite não fizemos nada sexual. Só nos beijamos de vez em quando. Jantamos vendo TV e acompanhei ela até o quarto dela. Na despedida, ela perguntou:
— Quer que eu acorde o senhor a algum horário e de alguma forma especial?
— Às seis e meia — E naquele momento percebi uma coisa — Forma especial?
Ela corou. Não entendia como ela conseguia corar depois do que tinha feito comigo. cavalgando no sofá. —Bom... você sabe. Te beijando ou com um boquete.
Eu sorri só de imaginar a segunda opção.
—Então, depois que eu acordar, me der um beijo de bom dia já tá valendo.
Ela sorriu.
—Valeu —Fiquei uns segundos olhando pra ela— O senhor quer mais alguma coisa?
—Um beijo de boa noite.
Irene sorriu de novo e se aproximou de mim. Pra me dar outro beijão. Quando nos separamos, os dois estávamos ofegantes. Me despedi dela e fui pra cama. Pensando em como eu ia me divertir daqui pra frente.
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