Jayden Jaymes: "Minha vida pessoal tem pouco sexoArray
ArrayJayden Jaymes se considera "uma puta" quando o assunto é defender seus interesses num ramo tão difícil como a indústria adulta. Ela também é uma profissional que repara em cada detalhe na hora de filmar. O Captain Jack fez uma entrevista longa com ela pro Adult DVD Talk.Array
ArrayCapitão Jack - De acordo com a IAFD, você começou sua carreira na indústria aos 21 anos. Você tinha algum outro emprego na época e o que te fez entrar no pornô?
Jayden Jaymes - Eu tinha 20 quando comecei a atuar. Antes disso, era corretora de seguros licenciada. Rapidamente me cansei de ficar atrás de uma mesa 40 horas por semana, então larguei. Entrei na faculdade e trabalhei como dançarina de topless pra pagar minhas contas. Achava que as mulheres (do pornô) pareciam tão glamourosas, no controle e orgulhosas da vida sexual delas, e eu queria ser uma delas. Fui apresentada a um produtor por um amigo em comum, e comecei a atuar algumas semanas depois de conhecê-lo. Todo mundo me fez sentir muito à vontade, então não tive nenhuma reserva quanto a isso.
- Sua família sabe disso e como eles se sentem?Array
Array— Claro que sabem! Não sou só uma mulher adulta que tem orgulho das suas escolhas profissionais, sou uma das performers mais reconhecidas da indústria… isso não daria pra esconder fácil. Já tive essa conversa com minha mãe antes de começar a filmar, e ela me apoiou 100%. A única coisa que ela pediu foi que eu ficasse segura e soubesse no que estava me metendo. Depois que expliquei o lado comercial da indústria, ela aceitou muito melhor. Óbvio que os detalhes do meu trabalho não são discutidos, tanto minha mãe quanto meu pai me apoiam em tudo que faço. Sou uma mulher de negócios inteligente e fui muito bem-sucedida em muitos aspectos da minha vida. Eles reconhecem isso e têm muito orgulho de mim.
— Como você escolheu seu nome?
— "Jayden" era o nome que eu usava quando comecei a dançar. Na verdade, eu queria usar outro nome, mas no clube acharam que parecia com o de outra dançarina, então sugeriram "Jayden". Eu odiava, mas não tinha outras ideias, então fiquei com ele. "Jaymes" veio depois que fiz fotos para a Deja Vu (N. da R.: uma empresa ligada a strip clubs). Eles me perguntaram se eu tinha um sobrenome, quando eu disse que não, sugeriram "Jaymes". As palavras exatas foram: "vamos colocar um 'Y' no meio, igual Jessica Jaymes". Aí eu respondi: "Quem é essa?". Hoje em dia acho engraçado, mas deu super certo pra mim.
"Eu achava que as mulheres do pornô eram tão glamourosas, no controle e orgulhosas da sua vida sexual, e eu queria ser uma delas.Array
Array- Olhando pra trás, pro seu primeiro dia de trabalho, foi avassalador pra você? Você se sentiu intimidada?
- Com certeza foi avassalador, mas todo mundo foi muito legal comigo. Tive a sorte de estar num set com veteranos da indústria que compartilharam a experiência deles e me treinaram. Eu era tímida, como qualquer mulher seria com uma câmera a 15 centímetros da buceta pela primeira vez na vida, mas todos foram profissionais e me fizeram sentir super à vontade.
- Quanto tempo levou até você se sentir confortável?
- Depois de uns 2 meses atuando, conheci e comecei a namorar um diretor. Fui morar com ele e parei de atuar. Em vez disso, passei 5 dias por semana num set com ele, ajudando no estúdio, arrumando outras minas, vestindo elas, etc. Fiquei super à vontade num set de filme pornô e tive que ver o lado profissional da indústria. Além disso, conheci um monte de novatas, desde as mais talentosas até as viciadas em droga. Quando terminamos, 8 meses depois, decidi voltar a atuar, sabia exatamente o que queria, desde quem eu queria ser até como queria que as coisas funcionassem. Depois que aprendi que era ok fazer/pedir tudo o que fosse preciso pra ficar confortável, fiquei de boa.Array
Array— Agora que você já está na área há um tempo, como é um dia típico num set pornô? — Já não passo tanto tempo em sets diferentes. Hoje em dia, filmo principalmente pro meu próprio site, o que me deixa sempre ocupada. Normalmente, a gente se encontra às 10 da manhã e grava umas 3 ou 4 atualizações por dia. Geralmente são uns solos, cenas lésbicas, uma cena de homem e mulher ou sexo grupal, dependendo de quem eu agendei pro dia. Os dias são bem longos, mas eu mantenho tudo bem relaxado pra deixar todo mundo à vontade, inclusive eu mesma. Agora, filmar pra outras produtoras… bom, acho que eu mesma me ferrei. Porque gravo tantas atualizações num dia que acabo ficando muito irritada quando tô num set fazendo nada. Então, normalmente peço pra fazer a primeira cena do dia. Chego já maquiada, levo várias opções de roupa, apresso todo mundo pra não perder tempo, gravamos a cena e vou embora. Não me entenda mal, eu sempre curto o sexo, mas tenho outras coisas pra fazer também. Quanto mais rápido a gente gravar, melhor vai ser meu humor.Array
Array— É mais fácil ou mais difícil do que parece?
— Com certeza é mais difícil. Sim, é só sexo, mas o pessoal esquece que a gente se chama de atriz por um motivo. A gente tá numa indústria que vende sexo e mulher gostosa. Eu me mato pra ficar com a melhor aparência possível, e quando tô num set, fico ligada nas luzes, nos ângulos que tão filmando, preocupada com a chupada, tudo isso enquanto tento relaxar e curtir o sexo incrível que tô experimentando. É muito mais do que só aparecer e abrir as pernas (bom, pelo menos se você quer ter uma carreira de sucesso).
— Quais você acha que são os prós e contras da indústria?
— O maior pró é o poder que as mulheres ganham. A maioria das pessoas acha que o pornô degrada as mulheres, mas é exatamente o contrário. A gente é mulher independente, mostrando pro mundo e pra nós mesmas que também podemos curtir o sexo pelo que ele é… estimulante! A gente decide quem… decide quando… e decide quanto. A gente domina cada minuto, mesmo quando tá amarrada e fingindo que não quer. A maior contra pra mim é a percepção que o pessoal tem das atrizes pornô. Passo muito tempo me defendendo, defendendo a indústria e as minhas/nossas escolhas, provando pra cada um que tão errados. Eu curto fazer isso, mas ainda é foda ter que ficar se defendendo toda hora.Array
Array- Eu assumiria que uma cama seria o lugar mais confortável pra fazer uma cena. Qual seria o pior?
- Na verdade, prefiro um sofá por um motivo principal… a alavancagem! Uma superfície plana é foda quando você tenta fazer um plano aberto. O pior? Qualquer superfície dura. Um chão, uma mesa, uma árvore, tanto faz. É tão desconfortável, deixa roxos e pode te machucar por dias.
- Alguns dias eu odeio ir trabalhar, imagino como é pra alguém que tem que ficar "ativa" o tempo todo. Deve ser um desafio se você não tá 100% e tem que agir como se realmente gostasse do cara que não te atrai e transar com ele. Como você faz?
- Não vou pro set se não tiver no clima. É raro eu cancelar uma cena, mas não tenho problema em fazer isso se sei que não vou aguentar. Não tem nada pior que uma cena pornô onde a atriz parece que não tá ali. Minhas cenas são agendadas com semanas de antecedência, então gosto de estar preparada e excitada de antemão.Pornô é muito mais do que aparecer e abrir as pernas (bom, pelo menos se você quiser ter uma carreira de sucesso)Array
Array- É estranho ou esquisito ficar com um cara muito, mas muito mais velho que você?
- Nunca estive numa cena com alguém "muito, mas muito mais velho". Sim, alguns desses caras têm alguns anos a mais que eu, mas não faço cenas fetichistas com coroas nem nada do tipo. Não me sentiria à vontade com isso. Por outro lado, idade é só número. Na real, prefiro um homem que seja um pouco mais velho e mais experiente.
- Você fez mais gonzo na sua carreira, mas também paródias. O que você curte mais?
- Com certeza prefiro as cenas gonzo. Como eu disse antes, não rendo bem quando passo o dia inteiro num set. Em média, tem umas 10 a 15 horas de diferença entre uma produção gonzo e uma mais tradicional, e as duas pagam igual… não sou burra, fico com o dia mais curto!Array
Array- Você escolhe suas cenas anais com muito cuidado. Das 266 cenas auditadas pela IAFD, só 7 são anais. Você vai fazer mais disso, que os fãs pedem?
- 266? Sei que tenho uns 450 DVDs com meu nome no título, e isso não inclui as centenas de cenas que fiz na internet ao longo dos anos. Mas, de qualquer forma, escolho com cuidado. Não tenho uma vida sexual muito ativa pessoalmente, então não me sinto muito confortável com sexo anal. Basicamente, é isso. Quando aceito fazer, quero fazer nos meus termos. O diretor tem que saber que existe a chance de não rolar. E já passei por isso no set. Tive diretores que ficaram putos comigo por não estar disponível pra fazer, mesmo eu tendo avisado. Estrela pornô ou não, ainda sou um ser humano. Não sei ao certo o que vem este ano, mas posso tentar ter um par de cenas anais no meu site.
- Você é aberta e causou algumas ondas no seu blog com algumas pessoas. Por exemplo, criticou a Vivid por pedir takes extras pras minas sem pagar por elas. Mesmo já tendo raízes na indústria, você sentiu as repercussões?Array
Array— Meu pai me disse há anos que uma boa mulher de negócios sempre deve ser considerada uma puta. Acho triste que as pessoas não consigam respeitar uma mulher de negócios inteligente. Mas entendi. Tem muitas garotas nessa indústria que não conhecem bem o jogo e fazem qualquer coisa que mandam no set. Já passei por várias situações onde tive que levantar a voz e botar ordem no pessoal. Não tenho problema nenhum com isso também. As empresas com quem filmo sabem que não podem me sacanear. Quando se trata de companhias como a Vivid, que tentou me passar a perna, não tô nem aí pra opinião delas. Aquela filmagem específica foi a primeira vez que a Vivid me chamou. Então, por que eu me importaria se eles não me chamarem de novo? Não é como se eu tivesse perdendo dinheiro. Não somos parceiros. E, no fim das contas, tenho orgulho de mim mesma por não deixar ninguém tirar vantagem de mim. Tomara que mais garotas fizessem o mesmo nessa indústria, aí talvez eu não fosse tão vista como uma puta. "É muito fácil pra mim distinguir entre alguém que é fã da Jayden e alguém que tá interessado em mim" — Quando você sai com alguém de fora da indústria, como diferencia uma pessoa que só te quer pelo "pornô" de alguém que realmente gosta de você? — Não tenho encontros casuais, geralmente são arranjados por amigos. Obviamente, é difícil sair porque não quero ficar com um fã. Não posso sair com alguém que me conhece como Jayden Jaymes, porque isso é só uma fração minúscula de quem eu realmente sou. Prefiro conhecer um homem que se torne meu maior admirador e me apoie no que faço, mas nunca vou sair com alguém que ache que tá com a Jayden Jaymes. A Jayden não existe fora do mundo pornô. E é muito fácil pra mim distinguir entre alguém que é fã da Jayden e alguém que tá interessado em mim. Jayden X 5 1. O tamanho importa? Gosto de um cara que me faça rir e me trate como uma rainha. Quanto ao tamanho, preciso de algo que funcione, mas não um tamanho pequeno. 2. Se você pudesse transar com um famoso, quem seria? Se eu pudesse? Ha! 3. Como é um dia de folga? Gosto de passar com amigos e família. Quando temos um dia de folga com minhas amigas, jantamos e fofocamos, com um bom vinho e boa comida. 4. Como você se vê daqui a 5 ou 10 anos? No momento, não tenho certeza. Mas algo me diz que estou à beira de um cenário completamente novo na minha vida. 5. Quais novos projetos estão por vir? Por enquanto, só posso divulgar meu site.
ArrayJayden Jaymes se considera "uma puta" quando o assunto é defender seus interesses num ramo tão difícil como a indústria adulta. Ela também é uma profissional que repara em cada detalhe na hora de filmar. O Captain Jack fez uma entrevista longa com ela pro Adult DVD Talk.Array
ArrayCapitão Jack - De acordo com a IAFD, você começou sua carreira na indústria aos 21 anos. Você tinha algum outro emprego na época e o que te fez entrar no pornô?
Jayden Jaymes - Eu tinha 20 quando comecei a atuar. Antes disso, era corretora de seguros licenciada. Rapidamente me cansei de ficar atrás de uma mesa 40 horas por semana, então larguei. Entrei na faculdade e trabalhei como dançarina de topless pra pagar minhas contas. Achava que as mulheres (do pornô) pareciam tão glamourosas, no controle e orgulhosas da vida sexual delas, e eu queria ser uma delas. Fui apresentada a um produtor por um amigo em comum, e comecei a atuar algumas semanas depois de conhecê-lo. Todo mundo me fez sentir muito à vontade, então não tive nenhuma reserva quanto a isso.
- Sua família sabe disso e como eles se sentem?Array
Array— Claro que sabem! Não sou só uma mulher adulta que tem orgulho das suas escolhas profissionais, sou uma das performers mais reconhecidas da indústria… isso não daria pra esconder fácil. Já tive essa conversa com minha mãe antes de começar a filmar, e ela me apoiou 100%. A única coisa que ela pediu foi que eu ficasse segura e soubesse no que estava me metendo. Depois que expliquei o lado comercial da indústria, ela aceitou muito melhor. Óbvio que os detalhes do meu trabalho não são discutidos, tanto minha mãe quanto meu pai me apoiam em tudo que faço. Sou uma mulher de negócios inteligente e fui muito bem-sucedida em muitos aspectos da minha vida. Eles reconhecem isso e têm muito orgulho de mim.
— Como você escolheu seu nome?
— "Jayden" era o nome que eu usava quando comecei a dançar. Na verdade, eu queria usar outro nome, mas no clube acharam que parecia com o de outra dançarina, então sugeriram "Jayden". Eu odiava, mas não tinha outras ideias, então fiquei com ele. "Jaymes" veio depois que fiz fotos para a Deja Vu (N. da R.: uma empresa ligada a strip clubs). Eles me perguntaram se eu tinha um sobrenome, quando eu disse que não, sugeriram "Jaymes". As palavras exatas foram: "vamos colocar um 'Y' no meio, igual Jessica Jaymes". Aí eu respondi: "Quem é essa?". Hoje em dia acho engraçado, mas deu super certo pra mim.
"Eu achava que as mulheres do pornô eram tão glamourosas, no controle e orgulhosas da sua vida sexual, e eu queria ser uma delas.Array
Array- Olhando pra trás, pro seu primeiro dia de trabalho, foi avassalador pra você? Você se sentiu intimidada?
- Com certeza foi avassalador, mas todo mundo foi muito legal comigo. Tive a sorte de estar num set com veteranos da indústria que compartilharam a experiência deles e me treinaram. Eu era tímida, como qualquer mulher seria com uma câmera a 15 centímetros da buceta pela primeira vez na vida, mas todos foram profissionais e me fizeram sentir super à vontade.
- Quanto tempo levou até você se sentir confortável?
- Depois de uns 2 meses atuando, conheci e comecei a namorar um diretor. Fui morar com ele e parei de atuar. Em vez disso, passei 5 dias por semana num set com ele, ajudando no estúdio, arrumando outras minas, vestindo elas, etc. Fiquei super à vontade num set de filme pornô e tive que ver o lado profissional da indústria. Além disso, conheci um monte de novatas, desde as mais talentosas até as viciadas em droga. Quando terminamos, 8 meses depois, decidi voltar a atuar, sabia exatamente o que queria, desde quem eu queria ser até como queria que as coisas funcionassem. Depois que aprendi que era ok fazer/pedir tudo o que fosse preciso pra ficar confortável, fiquei de boa.Array
Array— Agora que você já está na área há um tempo, como é um dia típico num set pornô? — Já não passo tanto tempo em sets diferentes. Hoje em dia, filmo principalmente pro meu próprio site, o que me deixa sempre ocupada. Normalmente, a gente se encontra às 10 da manhã e grava umas 3 ou 4 atualizações por dia. Geralmente são uns solos, cenas lésbicas, uma cena de homem e mulher ou sexo grupal, dependendo de quem eu agendei pro dia. Os dias são bem longos, mas eu mantenho tudo bem relaxado pra deixar todo mundo à vontade, inclusive eu mesma. Agora, filmar pra outras produtoras… bom, acho que eu mesma me ferrei. Porque gravo tantas atualizações num dia que acabo ficando muito irritada quando tô num set fazendo nada. Então, normalmente peço pra fazer a primeira cena do dia. Chego já maquiada, levo várias opções de roupa, apresso todo mundo pra não perder tempo, gravamos a cena e vou embora. Não me entenda mal, eu sempre curto o sexo, mas tenho outras coisas pra fazer também. Quanto mais rápido a gente gravar, melhor vai ser meu humor.Array
Array— É mais fácil ou mais difícil do que parece?
— Com certeza é mais difícil. Sim, é só sexo, mas o pessoal esquece que a gente se chama de atriz por um motivo. A gente tá numa indústria que vende sexo e mulher gostosa. Eu me mato pra ficar com a melhor aparência possível, e quando tô num set, fico ligada nas luzes, nos ângulos que tão filmando, preocupada com a chupada, tudo isso enquanto tento relaxar e curtir o sexo incrível que tô experimentando. É muito mais do que só aparecer e abrir as pernas (bom, pelo menos se você quer ter uma carreira de sucesso).
— Quais você acha que são os prós e contras da indústria?
— O maior pró é o poder que as mulheres ganham. A maioria das pessoas acha que o pornô degrada as mulheres, mas é exatamente o contrário. A gente é mulher independente, mostrando pro mundo e pra nós mesmas que também podemos curtir o sexo pelo que ele é… estimulante! A gente decide quem… decide quando… e decide quanto. A gente domina cada minuto, mesmo quando tá amarrada e fingindo que não quer. A maior contra pra mim é a percepção que o pessoal tem das atrizes pornô. Passo muito tempo me defendendo, defendendo a indústria e as minhas/nossas escolhas, provando pra cada um que tão errados. Eu curto fazer isso, mas ainda é foda ter que ficar se defendendo toda hora.Array
Array- Eu assumiria que uma cama seria o lugar mais confortável pra fazer uma cena. Qual seria o pior?
- Na verdade, prefiro um sofá por um motivo principal… a alavancagem! Uma superfície plana é foda quando você tenta fazer um plano aberto. O pior? Qualquer superfície dura. Um chão, uma mesa, uma árvore, tanto faz. É tão desconfortável, deixa roxos e pode te machucar por dias.
- Alguns dias eu odeio ir trabalhar, imagino como é pra alguém que tem que ficar "ativa" o tempo todo. Deve ser um desafio se você não tá 100% e tem que agir como se realmente gostasse do cara que não te atrai e transar com ele. Como você faz?
- Não vou pro set se não tiver no clima. É raro eu cancelar uma cena, mas não tenho problema em fazer isso se sei que não vou aguentar. Não tem nada pior que uma cena pornô onde a atriz parece que não tá ali. Minhas cenas são agendadas com semanas de antecedência, então gosto de estar preparada e excitada de antemão.Pornô é muito mais do que aparecer e abrir as pernas (bom, pelo menos se você quiser ter uma carreira de sucesso)Array
Array- É estranho ou esquisito ficar com um cara muito, mas muito mais velho que você?
- Nunca estive numa cena com alguém "muito, mas muito mais velho". Sim, alguns desses caras têm alguns anos a mais que eu, mas não faço cenas fetichistas com coroas nem nada do tipo. Não me sentiria à vontade com isso. Por outro lado, idade é só número. Na real, prefiro um homem que seja um pouco mais velho e mais experiente.
- Você fez mais gonzo na sua carreira, mas também paródias. O que você curte mais?
- Com certeza prefiro as cenas gonzo. Como eu disse antes, não rendo bem quando passo o dia inteiro num set. Em média, tem umas 10 a 15 horas de diferença entre uma produção gonzo e uma mais tradicional, e as duas pagam igual… não sou burra, fico com o dia mais curto!Array
Array- Você escolhe suas cenas anais com muito cuidado. Das 266 cenas auditadas pela IAFD, só 7 são anais. Você vai fazer mais disso, que os fãs pedem?
- 266? Sei que tenho uns 450 DVDs com meu nome no título, e isso não inclui as centenas de cenas que fiz na internet ao longo dos anos. Mas, de qualquer forma, escolho com cuidado. Não tenho uma vida sexual muito ativa pessoalmente, então não me sinto muito confortável com sexo anal. Basicamente, é isso. Quando aceito fazer, quero fazer nos meus termos. O diretor tem que saber que existe a chance de não rolar. E já passei por isso no set. Tive diretores que ficaram putos comigo por não estar disponível pra fazer, mesmo eu tendo avisado. Estrela pornô ou não, ainda sou um ser humano. Não sei ao certo o que vem este ano, mas posso tentar ter um par de cenas anais no meu site.
- Você é aberta e causou algumas ondas no seu blog com algumas pessoas. Por exemplo, criticou a Vivid por pedir takes extras pras minas sem pagar por elas. Mesmo já tendo raízes na indústria, você sentiu as repercussões?Array
Array— Meu pai me disse há anos que uma boa mulher de negócios sempre deve ser considerada uma puta. Acho triste que as pessoas não consigam respeitar uma mulher de negócios inteligente. Mas entendi. Tem muitas garotas nessa indústria que não conhecem bem o jogo e fazem qualquer coisa que mandam no set. Já passei por várias situações onde tive que levantar a voz e botar ordem no pessoal. Não tenho problema nenhum com isso também. As empresas com quem filmo sabem que não podem me sacanear. Quando se trata de companhias como a Vivid, que tentou me passar a perna, não tô nem aí pra opinião delas. Aquela filmagem específica foi a primeira vez que a Vivid me chamou. Então, por que eu me importaria se eles não me chamarem de novo? Não é como se eu tivesse perdendo dinheiro. Não somos parceiros. E, no fim das contas, tenho orgulho de mim mesma por não deixar ninguém tirar vantagem de mim. Tomara que mais garotas fizessem o mesmo nessa indústria, aí talvez eu não fosse tão vista como uma puta. "É muito fácil pra mim distinguir entre alguém que é fã da Jayden e alguém que tá interessado em mim" — Quando você sai com alguém de fora da indústria, como diferencia uma pessoa que só te quer pelo "pornô" de alguém que realmente gosta de você? — Não tenho encontros casuais, geralmente são arranjados por amigos. Obviamente, é difícil sair porque não quero ficar com um fã. Não posso sair com alguém que me conhece como Jayden Jaymes, porque isso é só uma fração minúscula de quem eu realmente sou. Prefiro conhecer um homem que se torne meu maior admirador e me apoie no que faço, mas nunca vou sair com alguém que ache que tá com a Jayden Jaymes. A Jayden não existe fora do mundo pornô. E é muito fácil pra mim distinguir entre alguém que é fã da Jayden e alguém que tá interessado em mim. Jayden X 5 1. O tamanho importa? Gosto de um cara que me faça rir e me trate como uma rainha. Quanto ao tamanho, preciso de algo que funcione, mas não um tamanho pequeno. 2. Se você pudesse transar com um famoso, quem seria? Se eu pudesse? Ha! 3. Como é um dia de folga? Gosto de passar com amigos e família. Quando temos um dia de folga com minhas amigas, jantamos e fofocamos, com um bom vinho e boa comida. 4. Como você se vê daqui a 5 ou 10 anos? No momento, não tenho certeza. Mas algo me diz que estou à beira de um cenário completamente novo na minha vida. 5. Quais novos projetos estão por vir? Por enquanto, só posso divulgar meu site.
1 comentários - Entrevista com Jayden James - Parte 1