Cogida no alto, gostosa.

No começo de março daquele ano, Miguel, meu marido, embarcou numa turnê pelos países vizinhos.
Apesar de, há anos, ele se ausentar por longos períodos por causa do trabalho, eu nunca me acostumei com a ausência dele; talvez porque nós dois somos muito sexuais, a gente se diverte mais fazendo amor do que vendo um filme depois do jantar, por exemplo.
No quarto dia de ausência, numa das nossas muitas ligações diárias, ele me informou:
— como tinha se saído bem no Chile e no Paraguai,
— que já tinha começado o trabalho no Brasil,
— que lá ia demorar mais do que o previsto e
— que tinha dado meu número de celular pra um vizinho nosso, o Ernesto.
— Pra que você deu?
— Lembra. A gente tava fantasiando um ménage e o nome dele surgiu. Lembro muito bem que foi uma gozada foda sua… e a minha também.
— E aí?
— Você não vai precisar sair do prédio pra… acalmar uns calores eventuais. Já sabe que ele mora no último andar. Gostou da ideia?
A gente morava num prédio de muitos andares.
— Tira esse hotel da cabeça! Nunca falei com ele.
— Eu sim. Conversei com ele várias vezes… é solteiro, muito puteiro e… meio que sem querer, te elogiou.
— Você ficou louco? Disse pra ele por que tava dando meu número?
— Calma, dei o meu, além do seu, e ele me deu o dele. A desculpa foi “caso a gente precise se comunicar por algum imprevisto”.
— Não me diga que você não ia gostar que ele te seduzisse. Imagina um encontro proibido nessas circunstâncias e… eu assistindo — ele completou.
— Ser seduzida, claro que gosto, significa que ainda sou gostosa, e claro que é importante pra mim. Mas daí a “embarcar na viagem” é outra história.
— Sim, eu sei; mas você não respondeu, se eu assistir, te inibiria?
— Claro que não. Bah! Não sei.
Durante aquele dia e na manhã seguinte, o vizinho do último andar vinha insistentemente à minha mente. Grandalhão, acho que tem quase 1,90, de bom físico, rosto bonito, bronzeado, sorriso fácil e sugestivo. Muito Atraente, pra resumir.
Lá pro meio-dia, recebi um zap de um número desconhecido. Era do Ernesto. Ele explicou que o Miguel tinha passado meu número e falado que eu tava sozinha. Disse que entendia perfeitamente minha situação, que eu não hesitasse em chamar ele se precisasse de algo, que se comprometia a ser discreto e lidar com tudo com muito cuidado.

Ao ler, senti que meu coração ia pular pra fora do peito; claro, não respondi. Ele continuou mandando mensagens cheias de elogios e convites pra bater um papo; eu não respondia a nenhuma.

Até que me pegou de surpresa: uma mensagem com uma foto minha, numa loja de lingerie. O safado tinha me seguido e tirado uma foto.

O comentário junto com a foto dizia: “Tomara que, mais cedo do que tarde, eu possa admirar sua compra.”

Impulsivamente, respondi: “nem sonha”.

A partir desse “incidente”, começamos a trocar ideia; e com o passar dos dias, as mensagens dele ficavam mais eróticas.

Até que meu coração parou de novo com uma mensagem: “Olha o que tô preparando pra hoje à noite: truta ou carne vermelha?” Vinha junto a foto de uma mesa posta, tipo pra um jantar romântico; com uma janelona ao fundo, as cortinas abertas, mostrando a lua sobre a cidade grande.

Quando me recuperei, encaminhei o chat pro Miguel, com um “olha só o que você conseguiu”.

Ele não respondeu.

No fim da tarde, me senti profundamente sozinha, sem saber o que fazer; fiquei nervosa, depois, com a insistência firme do Ernesto, passei pra perplexa e, por fim, pra tesuda. Decidi aceitar o convite pra jantar com uma mensagem curta: “Truta e vinho branco”.

Levei os meninos pra casa dos meus pais e voltei pra tomar banho e me arrumar. Me olhei no espelho, me achei simples demais. Resolvi mudar o visual; então, tirei tudo, escolhi minha melhor lingerie preta: sutiã e calcinha de renda, cinta-liga, meia com costura atrás, vestido colado ao corpo, preto noite, com alcinhas bem finas; subi nos meus saltos pretos de doze centímetros e voltei pro banheiro pra me maquiar. Eram oito e meia da noite, abri a porta, agucei o ouvido: só se ouvia uma televisão, dentro de outro apartamento. Me sentia como uma garota de quinze anos, prestes a fugir pra sair à noite. Me decidi e fui silenciosamente até o elevador. Rapidamente, apertei o botão do último andar.

No caminho, percebi que não sabia o número do apartamento; ia voltar, mas as portas do elevador se abriram e descobri que só tinha uma porta no patamar. Não fazia ideia de que cada andar era um apartamento único.

O coração parou de novo; mas saí antes de ficar presa entre as portas do elevador e me dirigi, silenciosamente, até a porta. Toquei a campainha, ela se abriu de par em par. O olhar do Ernesto me desconcertou, como se ele estivesse vendo a Miss Universo.

Entramos, o ambiente era acolhedor, típico apartamento de solteiro chique. Ele falava comigo; mas, de nervoso, eu não escutava e, sem jeito, soltei:

— O Miguel não sabe que eu tô aqui.

— Não se preocupa, ele sabe sim.

Olhei pra ele, estranhando:

— Como? Ele não me responde as mensagens. Ele respondeu pra você?

Como se fosse algo banal, ele levantou o braço:

— Ele tá nos olhando, através dessa webcam e daquela ali também.

Atordoada, segui com o olhar o dedo indicador dele, apontando pra duas bolinhas pretas, com um led vermelho aceso, uma em cima da estante e outra na borda de uma escultura, na frente de um sofá grande. Senti um mal-estar, fixei o olhar nas luzes noturnas de Buenos Aires, através de uma janelona. Do vigésimo andar, dava pra ver a cidade inteira; e, como hipnotizada, fui até a janela pra apreciar melhor a vista.

De repente, as mãos do Ernesto, apoiadas nos meus ombros, fizeram um arrepio percorrer minha espinha, como um relâmpago.

Ele me convidou pra sentar à mesa e começou a servir algo do que tinha preparado. Sentou e:

— O que te fez decidir subir?

— Sei lá, foi muito estranho. Me senti muito sozinha, o silêncio de Miguel, com suas mensagens insistentes - Eu não podia contar pra ele sobre a "coceira" entre as pernas.
Antes que ele dissesse algo, completei:
- Miguel pode nos ouvir?
- Não. Só pode olhar.
- O led vermelho aceso significa que tá conectado?
- Talvez. O led quer dizer que a webcam tá ligada; mas você não tem como saber o que ele tá fazendo do outro lado.
A partir daquele momento, comecei a relaxar, por causa dos avanços carinhosos e sedutores do Ernesto; esqueci das duas webcams.
Tudo que serviu estava delicioso; com a última garfada da truta defumada, comecei a sentir os efeitos do álcool, tava desinibida pra conversar; e isso, o Ernesto aproveitou:
- Você é carente, né? Com certeza, você se dá ao luxo de fazer de tudo um pouco, ou tô enganado?
- Sim. Me enlouquece o prazer que meu corpo me dá quando... é estimulado.
- Te entendo. Deve ser insuportável pra você a ausência prolongada do seu marido.
- Eee sim, a gente gosta mais que doce de leite...
- Uau! Que demais!
- Essa conversa tá me dando muito calor. Kkkk. Vamos mudar de assunto?
- Ok. O que você quer beber? Vou colocar uma música.
- O que você tiver bebendo.
Dançamos, um pouco de pop, e também uns boleros; depois, ele me convidou pra sentar no sofá grande, com vista pras luzes noturnas de Buenos Aires, isso me excitou. Claramente, ele conseguia ler minha mente.
Logo em seguida, senti a mão dele entre minhas coxas e o dedo indicador se apoiar nos grandes lábios externos da buceta, por cima da calcinha.
Ao sentir a umidade vaginal, ele soube que eu tava na mão dele:
- Você não faz ideia do quanto eu desejei esse momento. Desde as primeiras vezes que a gente se encontrou, não parei de fantasiar com você. E você? Só veio pra jantar?
Diante do meu silêncio, ele beijou meu pescoço, mordiscou meu lóbulo da orelha, de repente, meus olhos pousaram na pequena esfera preta, de frente pro sofá, com o led vermelho aceso. Imaginei que o Miguel tava do outro lado da webcam, mas o Ernesto pegou meu rosto entre as mãos e me Encaixou um beijo profundo. Quando senti a língua dele brincando com a minha dentro da minha boca, me entreguei de vez, com ainda mais vontade.
A gente se beijou sem controle, desci minha mão esquerda até a virilha dele, ele tava com uma ereção monumental.
Ele também tinha descido a mão e puxado a calcinha pro lado. O dedo indicador dele tava entrando e saindo acelerado, me fazendo suspirar e gemer. Os movimentos eram calculados; ele alternava entre a masturbação vaginal, brincadeiras no meu clitóris e massagens no ponto G. Não demorou muito pra me dar um primeiro orgasmo.
Com as costas arqueadas de prazer, consegui murmurar que não queria que o Miguel continuasse me vendo.
Ele parou de mexer na minha buceta, tirou minha calcinha, levou primeiro ao nariz:
— Ele não vai poder sentir o cheiro dela. Que perda! —
Ele se aproximou da webcam e cobriu ela com minha calcinha, e voltou pra mim. Melhor dizendo, na frente das minhas pernas entreabertas.
— Quero mais do seu cheiro, único, fabuloso —
Enterrou a cabeça até a minha buceta. Percebi na hora que, com a língua, ele era tão ou mais habilidoso do que tinha sido com o dedo indicador.
Uns minutos daquela brincadeira com língua e dedos me renderam outra gozada tremenda. Longe de me sentir satisfeita, eu queria mais.
Tive que me levantar, porque tinha ficado meio escarranchada e me sentia incomodada com o vestido, que tava enrolado quase até a cintura.
Quando me levantei na frente dele, vi de novo a bolinha preta em cima da estante, com o led vermelho aceso. "O Miguel tava e continuou olhando?"
A dúvida durou pouco; senti meu vestido deslizando pelo chão como se fosse um lenço de seda.
E ali estava eu, na frente do Ernesto (que tinha puxado as alças pra tirar meu vestido), de salto alto, quase nua, só de sutiã e meia-calça preta.
Me olhando como um predador, ele abaixou a calça e a cueca, deixando à mostra a forma linda e o tamanho do pau dele ereto. Me pareceu um pouco maior que o do Miguel, me fez vislumbrar o prazer, que me daria.
Me ajoelhei no tapete. Peguei ele com as duas mãos. Comecei com beijos suaves, lambendo a glande dele. Olhava fixo nos olhos dele, e com meus lábios vermelhos, rodeei o pau dele, tentando não borrar completamente o batom. Fazia isso pra dar um bom espetáculo, tanto pro Ernesto, quanto pro Miguel, se ele tivesse atrás da webcam.
Enfiei ele inteiro na minha boca e chupei, com prazer e vontade.
Depois de um tempo, senti ele gemer, tentou me parar; mas continuei, segundos depois, um jorro de porra bateu no meu céu da boca. Engoli até a última gota.
Assim que terminei a limpeza da glande dele, ele estendeu a mão pra me ajudar a levantar e me levou pra um quarto.
Quando entramos, perguntei:
— Aqui também tem câmeras?
— Não, claro que não!
Olhei “aqui, ali e acolá” e não vi nenhuma. Não descartei que tivesse alguma escondida.
Ele tirou meu sutiã (fiquei só com as meias auto-sustentáveis), me deitou de costas na cama, subiu e começou a brincar com meus peitos, com o entusiasmo de um adolescente. Ficamos assim um bom tempo, até que ele me virou de lado e me penetrou devagar, de conchinha. A gente se beijava, eu sentia a musculatura forte dele enquanto o pau dele, apesar do tamanho, deslizava fácil, me enchendo. Eu cravava as unhas nos glúteos dele.
Depois de um tempo, ele saiu e me virou de costas de novo, me penetrando de frente, de missionário. Agora ele bombava com mais força; arrancando gemidos e gritos de prazer de mim. Ele saiu de novo, me fez ficar de quatro e, me segurando pela cintura, me deu um orgasmo enorme, que me deixou largada, de barriga pra baixo.
Quase sem pausa, ele tava em cima de mim de novo, tentando entrar devagar pelo cu; primeiro, enfiando e tirando a glande, aos poucos, minha bunda foi dilatando pra receber ele. Ele enfiou até o fundo e bombou com força e velocidade, até me fazer gozar de novo.
Ele continuou me comendo, parecia ter resistência infinita; desconfiei que ia me foder a noite toda.
Pouco depois, sinto que meu cu foi inundado com um líquido morno e abundante, ele soltou um suspiro-rosnado lá do fundo e se deitou ao meu lado.
Longe de descansar como imaginei, poucos minutos depois, ele voltou a me ajeitar; de costas, para meter de novo, na posição missionário, na minha buceta, ainda sensível pela longa foda anterior.
Não sei como ele fez; mas, quando ouvi o relógio cuco da sala dar três horas, ele tinha acabado de gozar, pela enésima vez, dentro de mim e continuou entrando e saindo; por mais um tempo.
A gente tinha transado por mais de quatro horas; e, nós dois, já tínhamos perdido a conta dos fluidos (porra e lubrificação vaginal) derramados.
Com os últimos suspiros e bufadas, a maratona chegou ao fim.
Ernesto me ofereceu o banheiro dele, pra eu tomar um banho; mas, preferi fazer no meu apartamento. A gente se despediu com um beijo profundo e um “Experiência gloriosa, espero que não seja a última!” murmurou por ele.
Não soube o que responder; então, fui pro elevador.
Embora Miguel tivesse permitido e preparado tudo, senti um pouco de culpa pelo quanto tinha gostado e vergonha das imagens que ele viu através das webcams.
A chuva do chuveiro clareou minha mente; e dormi tranquilamente.

Antes do Miguel voltar, teve um jantar extra com o Ernesto, mas no meu apartamento. Como não podia ser diferente, a gente transou por horas, mas, dessa vez, sem testemunhas.

Quando ele voltou da viagem, no quarto, a gente teve uma conversa “pós-foda” com o Miguel:
- Suponho que você se divertiu muito no último andar. Tá a fim de me contar?
- Precisa mesmo? Você não viu tudo pelas webcams, seu sem-vergonha? O Ernesto tapou uma com a calcinha, mas a outra não, na sala. E suspeito que tinha outras escondidas no quarto.
- Só vi o começo. As amassos no sofá da sala, você estava impressionantemente gostosa. No quarto, nada. Você vai me contar? Não tô falando agora, mas quando você quiser.
No fim, contei; quase literalmente, o que foi escrito antes; o que fez com que, no final do relato, a gente transasse de novo.
E enquanto ele me comia:
- Uau! Laurita…. Que delícia o que você contou!... a gente tem que marcar um menage com ele.-
- Nem pensa!.... Já era!-.
- Calma…. Depois a gente vê…-

5 comentários - Cogida no alto, gostosa.

Buen relato como siempre! Me gusta cuando contas pudores y culpas, me parece súper real! Podrías contarte el segundo encuentro con el vecino que, según parece, te mandaste solita y sin permiso! Besos hermosa!
Cuánta belleza en el relato, cuánto morbo en la situación.