
Pura Mulher.
Nas brasas dos bicos dos peitos amedrontados.
Nos remansos do umbigo terreno
que remonta tua linhagem selada com o cosmos.
E essas bundas confabuladas com a luxúria da
maçã bíblica
entalhadas no abismo da sua brilhância genital.



Pura mulher.
Estendida no epicentro da sua trepidação interior,
abandonado o coágulo retorcido de uma ternura feroz.
Juramentada com o limite da solidão.


Pura mulher.
Do amor ao sexo,
à sua virtualidade excessiva,
e do sexo à maternidade,
a diáspora solene que postula a sua barriga.
Pura mulher,
rodas de tremor em tremor,
farta de fugacidade e metafísica,
derramada nos estragos de um imperativo vital.

Pura mulher.
Curta e teimosa,
roída e refeita por você mesma,
no percurso do teu corpo abismal.

Autor: Ruben H. Zorrila
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