Minha mãe e o cafajeste (2)

A continuação da história: minha mãe e o cafajestehttp://www.poringa.net/posts/relatos/3408650/Mi-madre-y-el-macarra-1.htmlAcordei atordoado, como se estivesse de ressaca. Sentia os olhos secos e inchados. É, tinha bebido bastante, mas sem chegar a ficar totalmente bêbado. Mesmo assim, não era de beber álcool e o que tinha ingerido me bateu forte. Não comi nem jantei e, quando voltei pra casa, me deitei só com o álcool no estômago. Dormi muito mal. O que tinha visto vinha na minha cabeça assim que fechava os olhos. Passei umas horas rolando na cama, tentando me acalmar, até que depois das 3 da manhã o cansaço me venceu.

Virei pra olhar o relógio. Passava das 8. Ouvia barulho lá embaixo na cozinha, sinal de que meus pais já tinham acordado. Me cobri com os lençóis; o sol entrando pela porta da sacada me incomodava demais. Mas não era só por isso. Queria que ainda fosse noite, pra nunca ter que descer e encarar minha mãe. Sentia que ainda ia encontrá-la largada no sofá, talvez ainda com o Francisco em cima dela se mexendo sem parar. Ficava de olhos abertos, vendo o tecido azul do lençol que me cobria, porque toda vez que fechava os olhos a cena nojenta do dia anterior voltava na minha memória. Sabia que não dava pra ficar assim pra sempre: se não me levantasse logo, meia hora no máximo, minha mãe ia subir pra perguntar se eu não ia jogar futebol como todo sábado.

Meus pensamentos continuaram girando igual um tornado que ficou preso e não para de destruir algum povoado infeliz. De novo senti aquela náusea do dia anterior. De repente, o clima no meu quarto ficou insuportável. O ar parecia pesado demais, tava faltando oxigênio e tirar os lençóis de cima de mim não melhorou a sensação. Meu quarto tem uma sacada, mas eu tava tão perturbado que esqueci dela e resolvi descer pra procurar um ambiente mais agradável. Lá embaixo cheirava a café da manhã. Tive que descer as escadas com cuidado, me segurando no corrimão. As escadas de onde eu tinha visto a... infidelidade cometida.

Eu já tinha descido metade dos degraus quando consegui ver o sofá. Diferente do dia anterior, que eu tinha passado deitado na escada, agora estava de pé, então demorou mais pra entrar no meu campo de visão. Meus devaneios eram falsos, não tinha uma foda violenta rolando nele. O sofá e a sala estavam impecavelmente arrumados, não tinha calcinha ou cueca em cima da mesinha de centro, e os almofadas que tinham voado pra todo lado estavam de volta no lugar. No meio delas estava… meu pai, sentado tranquilamente, mexendo no celular. Respirei ofegante por um instante. O inocente do homem estava vendo o Facebook dele, sem desconfiar da situação grotesca que tinha acontecido ali, onde ele apoiava a bunda tão sossegado.

Terminei de descer e passei sem cumprimentar meu pai. Não queria fazer contato visual com a sala. Passei pela cozinha, onde dava pra ouvir o barulho de pratos se mexendo. Escutei a voz da minha mãe à direita, também evitei virar a cabeça.

- Bom dia, querido – disse minha mãe assim que me viu – Vem tomar café, anda.
- Já vou. Só vou no banheiro.

Fui mijar no banheiro de baixo, que o Francisco tinha acabado de reformar. As lembranças da tarde anterior voltaram a me bater enquanto eu mijava. E demorei pra caralho pra terminar, tava com a bexiga cheia depois da minha saída no dia anterior. Porra! Por que não tinha mijado no banheiro de cima? Lavei as mãos o mais rápido que pude e saí.

Entrei na cozinha pra tomar café com a cabeça baixa, tentando evitar contato visual com qualquer um. Mas depois de um tempo levantei o rosto. Não consegui evitar me sentir aliviado, tanto que soltei um suspiro que ninguém notou (felizmente). Minha mãe tava usando uma camiseta regata branca daquelas que ela adora, uma calça jeans apertada e o cabelo preso num rabo de cavalo. Ela sorria e parecia fresca, como se tivesse acabado de tomar um banho. "Não se limpa, quero que você traga minha corrida pra dentro"... A voz do Francisco veio na minha cabeça, me despertando um mar de dúvidas. Será que ela tinha tomado banho ontem à noite? Ou de manhã? Se fosse de manhã, ela tinha dormido, deitado ao lado do meu pai com a porra do sêmen de outro homem dentro dela. Merda. O pão com ovo descia com dificuldade pela minha garganta enquanto eu fingia que tava tudo bem.

Eu tava vendo ela diferente. Os peitões generosos dela, que mal tinha reparado na tarde anterior, balançavam enquanto ela falava, mexendo o tecido da camiseta. Ela tava limpa, decente, imaculada. Feito uma esposa exemplar, como se o que rolou ontem não tivesse acontecido. Me imaginei o Francisco lambendo e mordendo, enquanto elogiava aqueles peitos enormes. Sacudi a cabeça pra espantar os pensamentos. Ela tava muito animada, os olhos brilhando de um jeito estranho. Será que sempre foi assim? De qualquer forma, fiquei feliz que a cara dela era a mesma de sempre, em vez daquela cara vermelha e desfigurada de ontem.

A conversa foi me animando. Meus pais falavam normal e parecia que tudo tinha sido esquecido. Agora meu pai tava falando que as coisas tavam melhorando no trabalho e comentando otimista que tudo ia bem na vida dele. "Porra, tudo não, a frente familiar tá meio largada", disse uma voz dentro de mim.

Apesar dos pensamentos, um pouco do otimismo do meu pai grudou em mim e pensei que o que rolou ontem tinha sido um deslize da minha mãe (embora um deslize do caralho, com certeza) e que não ia se repetir. Me senti tão relaxado vendo minha mãe, ouvindo o marido dela com uma expressão angelical, que quase soltei um "porra-tia-e-pensar-que-ontem-tava-fodendo-que-nem-uma-vadia". Consegui morder a língua e preferi continuar comendo antes de falar alguma merda.

- Tenho que admitir - disse meu pai de repente, parando a xícara de café no meio do caminho - O Francisco deixou o banheiro bem limpo.
- É. O rapaz sabe fazer isso.

Quase me engasguei com o pedaço de pão quando ouvi isso. aquilo. Minha mãe tinha dito aquilo com segundas intenções? Ou foi só uma combinação infeliz de palavras? Ela estava terminando o café da manhã como se nada tivesse acontecido, mas eu juraria que um sorriso dançava nos lábios dela. Ou será que eu estava imaginando coisas?

- Acho que desconfiei demais dele – continuou meu inocente pai – Ele fez os reparos direitinho. O que você acha?
- Bem. Me deixou bastante… satisfeita.

Engoli o pão de uma vez só, mesmo faltando metade. Precisava sair da mesa antes que… porra, nem sei o que poderia acontecer comigo. Gritar? Contar tudo? Vomitar? A questão é que eu tinha que vazar. Eles terminaram de tomar café um pouco depois, e meu pai ligou a TV pra ver as notícias, sentado na porra do sofá. Fui tomar um banho pra clarear a cabeça, enquanto me esforçava pra não pensar em nada do dia anterior. A água fria clareou meus sentidos e acalmou um pouco meu espírito agitado. O melhor seria ficar longe de casa por um tempo, respirar um ar fresco e ocupar a mente com outra coisa. Costumo jogar futebol todo sábado com os amigos… “como minha mãe disse pro Francisco ontem”. Porra! Será que não consigo parar de pensar nisso?

Ao sair do banho, fui pro meu quarto vestir roupa de esporte. Mesmo que provavelmente fosse jogar mal, com a cabeça a mil por hora e a falta de sono, umas partidas iam me distrair. E umas cervejas com os amigos depois, pra completar a cura. Enquanto me vestia, ouvi o pai se despedir e sair rumo ao trabalho, seguido pelo barulho de sempre do carro ligando, o portão abrindo e o sensor que ele mandou instalar um ano atrás pra ajudar quando dá ré.

Saí do quarto e desci pra preparar a mochila que ia levar. Tomei o cuidado de arrumar minhas coisas no sofá individual da sala, em vez do grande de três lugares onde ontem… Caralho, minha mente tava igual um cavalo empinado, totalmente fora de controle. Tava arrumando uma garrafa com água e o paninho que eu usava pra secar o suor quando minha mãe entrou em cena.
- Já vai jogar, querido?
- Sim, mãe. Volto daqui a pouco.
- Quanto tempo você vai demorar?
- Acho que o de sempre, umas três horas.
- Tem certeza?

Virei. Achei que vi um reflexo de dúvida no rosto dela. A mão esquerda brincava nervosamente com o rabo de cavalo, que ela jogava sobre o ombro do mesmo lado. Ela evitava me olhar nos olhos, olhando pras unhas da mão livre e mordiscava levemente o lábio inferior. Dentro da minha cabeça, os alarmes dispararam. Por que ela tava me fazendo essas perguntas? Acho que a expressão no meu rosto mudou, coisa que ela também notou. Foi algo muito rápido, mas que ficou na minha mente como se eu tivesse memória fotográfica. Porra, por que eu não lembrava assim das coisas da faculdade?
- Digo, você sabe que eu me preocupo se você demorar demais – ela se apressou em dizer.

Me despedi secamente. O que eu queria era sair de casa. Ela insistiu pra eu levar algo pra comer num intervalo. Me ofereceu uma banana bem grande. Porra! Parecia que tudo tava contra mim pra me fazer pensar no que aconteceu no dia anterior! Guardei também, com a cabeça cheia de lembranças ruins.

Ao respirar o ar fresco fora de casa, me senti mais calmo e consegui ver a situação de outro ângulo, igual quando a gente tá tendo um pesadelo mas de alguma forma descobre que tá sonhando. Afinal, ela sempre me perguntava quanto tempo eu ia demorar, com quem eu ia estar e todas essas coisas. Até preferia sair quando ela tava ocupada pra evitar o interrogatório. Não eram palavras de esposa infiel, mas as preocupações normais de uma mãe. Eu tava sendo um sem-vergonha por duvidar dela assim.

Mas ao chegar na esquina, meus alarmes dispararam de novo. Ali tem uma casa que aluga e que tá desabitada faz pouco tempo, coisa de um mês. Francisco tava encostado na parede da frente, com as mãos nos bolsos. Vestia a roupa de sempre, Botas de trabalho, jeans e uma regata, exibindo os braços. Ele olhava fixamente para mim e para minha casa, com um ar pensativo. Me preparei para uma briga e fiquei tenso como uma mola. No entanto, ao me aproximar, algo nele — talvez pensar no que ele tinha feito com minha mãe — me fez murchar.

— E aí? — falei timidamente, mais do que gostaria, ao passar por ele.

Ele nem se dignou a me responder. Um movimento de cabeça foi toda a resposta que tive para meu cumprimento. A cara dele mudou ao me ver, com uma expressão que era uma mistura de sarcasmo e pena. Pude ver de perto a tatuagem no bíceps direito: era um tigre de bengala bem detalhado, com uma corrente que subia pelo ombro de Francisco até terminar no começo do pescoço dele. Não queria demonstrar muito interesse por ele, então continuei andando e virei um pouco depois. Francisco continuava encostado ali, olhando fixamente para casa e checando sem parar um relógio novo. De onde ele tinha tirado aquilo? Será que estava voltando aos velhos hábitos?

Eu tinha certeza de que não ia me afastar. Era óbvio que aquele filho da puta pretendia ir de novo. Não podia deixar minha mãe sozinha. O que aconteceu ontem tinha sido uma combinação estranha de fatores, uma simples coincidência. Algo dentro de mim achava que ela não ia recebê-lo hoje, que diria que tudo tinha sido uma loucura e que não queria mais vê-lo. Então Francisco poderia ir embora por onde veio… ou ficar violento. Afinal, não o prenderam por ser bonzinho. Pensei em voltar pra casa pelo mesmo caminho. Mas a ideia de passar por ele de novo me deu um cagaço. Admito que ele intimidava pra caralho, mesmo contra minha vontade. Os resultados depois me fizeram pensar que foi o melhor, mas naquele momento eu não pensava direito. É estranho como em momentos difíceis a gente briga mais com o próprio corpo do que com algum perigo externo, e naquela hora meu ex-amigo parecia uma muralha intransponível. Já tava de saco cheio com as semanas que ele passou de hóspede, sem contar o que rolou no dia anterior. Resolvi parar pra pensar um pouco.
Lembrei que atrás da gente tinha uma casa em obra bruta há anos. Começaram ela fazia uns vinte anos, foram com tudo e o orçamento acabou. De vez em quando faziam uma melhoriazinha, mas era óbvio que eu ia ter filho antes daquela obra ficar pronta. Quando moleque, eu entrava lá com o Francisco. Balancei a cabeça pra afastar o pensamento do meu ex-amigo. Dava pra dar a volta no quarteirão e entrar lá, depois pular o muro pra minha casa. Hesitei bastante, mas no final resolvi fazer. Tinha que. Depois que voltasse pra minha casa... aí eu pensava no que fazer.
Dei uma volta enorme pra chegar na casa sem passar onde o Francisco tava. Pulei pro interior da casa e depois pra minha. Caí bem silencioso no nosso jardim. Afinal, não sou desajeitado, sempre gostei de me exercitar, mesmo sendo magro de natureza e nunca ter pisado numa academia. O jardim é ligado por uma porta de correr pra cozinha. Por ali entrei na minha morada sem fazer barulho. Pô, acho que a gente devia investir mais em segurança. Pelo menos uma cerca elétrica naquele muro.
Assim que cheguei na cozinha, parei pra escutar. Parecia que tava sozinho. Olhei meu relógio de pulso. Eram dez e dezessete. Se não me enganava, o encontro era às dez e meia. Será que o Francisco ia ter coragem de voltar mesmo?
Ouvi minha mãe no andar de cima. Subi pra cumprimentar ela. Ia dizer que o jogo tinha sido cancelado com qualquer desculpa e me posicionar na entrada. Depois, se às dez e meia o Francisco tivesse a ousadia de bater na porta, eu abriria sorrindo, pra perguntar o que ele queria. Já tava me sentindo vencedor, enquanto subia as escadas.
Mamãe assobiava alegre no quarto dela. Dava pra ouvir um programa de notícias na televisor. Entrei no meu quarto pra largar a mochila. Depois abri a sacada pra respirar e me preparar pra empresa. Mesmo sendo algo bem simples, sentia um frio na barriga, igual quando tenho que apresentar uma prova importante. O que eu faria se o Francisco ficasse violento ao me ver? Esperava que não fosse assim, porque numa briga eu tava em desvantagem. Claramente ele era mais forte fisicamente, além de ter aprendido mil e um truques sujos na prisão. O quarto dos meus pais e o meu são ligados por uma sacada que dá pro jardim por onde eu tinha entrado. Tava curtindo o frescor quando pensei em espiar minha mãe pela porta da sacada dela. Só pra ver o que ela fazia achando que eu não tava.

A cortina tava fechada, mas consegui espiar por uma fresta. E o que vi me deixou de boca aberta. Só uma calcinha azul salvava minha mãe da nudez. Ela tava sentada na frente do espelho, se maquiando. A maquiagem era de bom gosto, tinha passado pouco, a verdade é que não precisava de muito. Já os lábios, apareciam num vermelho intenso. O cabelo tava rebelde, bagunçado, mas era óbvio que ela mesma tinha deixado assim.

Depois que terminou de se maquiar, começou a provar vestidos de uma pilha que tinha na cama. Primeiro um de noite, sem sutiã. Os pezões dela marcavam claramente no tecido. Jurava que ela tava de bico duro, a putinha. Depois, uma calça jeans super apertada, com uma jaqueta meio aberta e nada por baixo. Posou na frente do espelho, se virando pra admirar a bunda e depois se inclinando pra ver quanto do decote aparecia. Não ficou satisfeita com o look, porque tirou a jaqueta e escolheu uma regata. Fez as poses de novo, até rebolando um pouco a raba.

Tava enojado, indignado e frustrado. Tinha pensado que tudo era um deslize, um erro. Vinha disposto a encarar o Francisco pra ele parar de encher o saco da minha Família. Mas lá estava ela, experimentando roupas pro amante ex-assaltante dela. Enquanto eu pensava nisso, mamãe tinha tirado a roupa de novo. Agora ela vestia a legging e o top que usava pra ir na academia. Lembrei que ele tinha elogiado esse conjunto na tarde anterior. Mas parece que também não convenceu ela, já que ficou de novo só de calcinha azul. Desligou a televisão pra pensar com mais calma.

Pelo espelho vi como a careta de dúvida dela virou um sorriso safado que iluminou o rosto. Ela se levantou, só de calcinha azul. Fez as poses de novo, só que agora sem roupa. Se inclinou na frente do espelho, de um jeito que os peitos ficaram balançando. Eram uns peitos redondos, grandes, bem cuidados. Tinha auréolas pequenas, mas com bicos grandes que pareciam ficar duros de novo. Lembrei como Francisco tinha ficado chupando eles no dia anterior. Ela apalpou um pouco, igual recomendam pras mulheres fazerem pra procurar caroços estranhos, mas dessa vez era vaidade, não preocupação com saúde, que tava motivando ela. Depois se virou pra admirar a bunda. Deu um tapinha nela mesma. Virou a cabeça, pra se olhar por cima do ombro, de novo com aquele sorriso safado. Mostrou a língua e os dentes brancos, brincando. O que tava acontecendo com minha mãe? Será que um moleque de quase 21 anos com uma rola grande fazia ela esquecer a idade, o casamento, a posição dela? Pois era isso que parecia enquanto eu via ela posar. Agora sim ela tava satisfeita e entrou no banheiro que tinha no quarto.

Eu continuava na sacada, pasmo, até que me controlei de novo. Voltei pro meu quarto pensando no que fazer. O que eu tinha acabado de ver me deixou em choque. Via como o suposto "deslize" tava se transformando em algo mais. Parecia que mamãe tinha gostado da infidelidade do dia anterior e agora queria transformar aquilo numa aventura.
Eu continuava sem saber como agir quando bateram na porta. Ao ouvir os passos da minha mãe vindo na minha direção, me escondi atrás da porta do meu quarto. Fiquei observando ela pela fresta entre a porta e a parede. Ela vinha do mesmo jeito que quando a deixei, só de calcinha azul e umas sandálias. Por que caralhos eu tinha me escondido? Por vergonha? Quem devia sentir vergonha era ela, não eu. Esse pensamento me deu uma energia nova e eu a segui discretamente enquanto ela descia. Mesmo puto, percebi que descer de repente e dar de cara com ela pelada seria uma situação extremamente desconfortável pra nós dois. Sem saber bem por quê, voltei pro meu posto de observação do dia anterior: o vão da escada. Dei uma olhada no relógio da sala. Eram dez e meia.
Minha mãe foi abrir a porta, dando uns pulinhos que faziam os peitos dela balançarem. Porra! Isso tava saindo ao contrário do que eu tinha imaginado. Agora eu tava de novo preso lá em cima, igual ontem. "Não é o Francisco, é outra pessoa", comecei a repetir pra mim mesmo. "Deve ser uma visita. Não é o Francisco." Mas a real é que a gente quase não recebia visitas. E nenhum amigo dos meus pais tinha se anunciado.
Eu não parava de torcer pra que fosse outra pessoa, mesmo vendo minha mãe pelada. Mas ela também pensou nesse perigo. Ela se colocou atrás da porta e perguntou antes de abrir. Eu segurei a respiração.
- Quem é?
- Francisco – respondeu uma voz masculina que era desagradavelmente familiar pra mim.
- Já vou, papi.

2 comentários - Minha mãe e o cafajeste (2)

El relato comienza aunque la escena de referencia del "desliz" nunca se lee en el anterior capítulo... Da la sensación de haber perdido lo mejor del capítulo anterior.
Esta dividido en dos partes el relato ya que era muy largo y no me dejaba ponerlo junto.
http://www.poringa.net/posts/relatos/3408650/Mi-madre-y-el-macarra-1.html

http://www.poringa.net/posts/relatos/3408653/Mi-madre-y-el-macarra-continuacion-1.html