1.
Desde que meu marido me deixou sozinha com meu filho Miguel, decidi que seríamos sempre nós dois e só nós dois. Não deixaria outro… homem me machucar como ele fez. Também não deixaria ninguém fazer Miguel sofrer.
Por isso, vendo Miguel sentado na frente da televisão na sexta à noite, fiquei preocupada. Mas deixem eu explicar tudo desde o começo. Meu marido me largou quando Miguel tinha 5 anos e eu 23. Agora ele tem 21 e eu 39. Eu fui tudo pra ele, levei ele nos jogos de futebol, cuidei dele quando ficou doente, castiguei quando se comportou mal e premiei quando fez as coisas certas. Resumindo, tudo que uma mãe faz… e um pai.
Tudo isso foi ao custo de uma carreira melhor. Apesar do apoio que tive no trabalho, licenças pagas quando Miguel estava doente, ou a impossibilidade de viajar por algum projeto, acabam fazendo com que seu colega seja promovido e, aos poucos, você vai ficando pra trás. Só nos últimos anos, com Miguel nos últimos anos do colégio e agora na faculdade, é que consegui pegar o ritmo na minha empresa e agora tenho um cargo melhor e um bom salário.
Até a adolescência, Miguel me contava tudo, as fofocas dos amigos e amigas da escola, os problemas com os professores. As dificuldades dos treinos. Ele sempre foi do time de natação, o que lhe deu um corpo de dar inveja. Sem um grama de gordura, musculoso, mas com todos esses músculos distribuídos perfeitamente. Bronzeado pelas muitas horas ao sol, cabelo castanho claro, nariz um pouco proeminente, olhos verdes, enfim, um gato completo. Claro, minha opinião é meio suspeita, afinal sou a mãe dele. Kkkk.
Quando chegou na puberdade, Miguel ficou mais reservado. Obviamente continuava tendo a vida dele e me contava muitas coisas… mas não tudo. Eu entendi e deixei ele seguir. O importante era que ele sempre pudesse contar comigo.
E foi por isso que fiquei preocupada naquela noite. Eu via ele muito sozinho. Um rapaz de 21 anos, bonitão, vendo TV com a sua mãe numa sexta à noite?
Esperei que tivesse um intervalo no jogo de baseball que ele tava vendo e me sentei do lado dele no sofá.
— Oi, filho, como você tá?
— Bem, mãe. Tô bem. E você?
— Ah, eu também tô bem, mas queria te fazer uma pergunta. Posso?
— Claro, mãe — respondeu, ficando alerta e se endireitando um pouco no assento.
— É sexta à noite. Amanhã você não tem aula. Não tem nada melhor pra fazer do que ver um jogo de baseball na TV? Digo — continuei, nervosa —, você não tem umas amigas pra sair pra dançar ou uns amigos pra tomar umas cervejas numa sexta à noite?
— Hahaha. Por um momento você me preocupou. Hahaha — respondeu rindo. — Claro que tenho amigas e amigos, mas nem sempre gosto de sair com eles.
— Você não gosta de meninas? — perguntei com a voz trêmula de medo. Nunca tinha notado que ele não gostasse de mulheres, mas hoje em dia isso de ser gay era tão comum…
— Nãao, não é isso, mãe — respondeu ele, também sem graça. — Claro que gosto de mulheres…
— É que te vejo tão sozinho.
— Gosto de mulheres — disse ele, baixando o olhar e ficando meio vermelho —, mas não gosto das garotas da minha idade.
— Ahhh. Você quer uma de 25 — falei, e num impulso peguei na mão dele e entrelacei meus dedos nos dele.
— Não, as de 25 também não, embora sejam um pouco mais aceitáveis.
— E então, de 30? — perguntei, apertando a mão dele.
— Gosto de umas… mais milf. De 35 como você — disse ele, ficando ainda mais vermelho.
— Como eu? Eu tenho mais que isso. Sabe que tenho 39.
— Mas você parece de 35… ou menos — disse Miguel, olhando nos meus olhos.
— Mas, filho. Como você vai gostar de mulheres da minha idade? Você não prefere um corpo jovem e durinho? Com peitos… — de repente percebi que estava falando de forma muito explícita.
— Claro que gosto de um corpo durinho e jovem, mas é que elas têm a cabeça vazia. Você não pode perguntar nada porque elas só sabem falar de moda e de Cantores e tal... não me interessa nada disso.
Percebi que eu era a culpada por isso. Sempre tratei ele como um adulto e a gente conversava como adultos. Eu leio muito e ensinei ele também a gostar de livros. Então, várias vezes a gente conversava sobre os livros que lia e os autores clássicos. Também curtíamos música clássica. Imagino que, assim como eu, ele sabia muito pouco de fofoca ou de bandas de rock.
— Entendo, filho, mas você tem que se esforçar. Precisa continuar procurando. Quem sabe você encontra alguma mina na faculdade que curta as mesmas coisas que você —
— É, mãe, já tentei, mas ainda não tive sorte. Mas não vou desistir, só que agora não tô a fim. E também não me interessa ir tomar cerveja com os caras e ficar falando do Barcelona ou do resultado do tênis ou de como as minas são gostosas —
Eu tinha colocado nossas mãos juntas na minha perna e, com a mão livre, ficava passando a mão distraidamente no braço dele.
— E também não quer mais nadar? —
— Já deu, mãe. A gente passou quanto tempo? Uns 8 anos? De piscina em piscina, de competição em competição. Muitas medalhas, muitos prêmios, mas muito sacrifício... pra nós dois! Já chega. Agora quero descansar —
— Desculpa — falei, soltando a mão dele e me levantando pra ir embora — vou deixar você descansar —
— Não, não — ele respondeu, pegando minha mão de volta e me puxando um pouco pra eu sentar de novo do lado dele — não tava falando desse momento. Tava falando que quero descansar dos esportes —
— Ah, pensei que tava te incomodando — falei, sentando de novo mais colada nele e me encostando um pouco. Coloquei o braço dele de volta na minha perna, enquanto ele apertava minha mão com força.
— Me desculpa por ter feito você se sentir mal — ele disse.
— Não foi culpa minha — falei — fui eu que não interpretei direito o que você disse —
Por um tempo, a gente ficou vendo televisão. Eu até curtia um pouco de baseball, mas não o suficiente pra largar meu livro. Mas é que eu me sentia tão bem... enroscada contra ele, com o braço forte dele na minha perna.
— Vamos fazer uma coisa — falei — vamos ter um encontro.
— Um encontro?
— Ué, você não gosta de mulheres… de certa idade? Não quer ter um encontro com uma?
— Um encontro com você? — ele disse, se endireitando no banco de novo.
— Amanhã à noite — falei — você vem me buscar e me leva pra jantar num restaurante chique, e a gente passa uma noite gostosa.
— Vou te buscar? — ele disse — Não tô entendendo nada.
— É um jeito de falar, bobo. Pra parecer um encontro de verdade. Você não precisa “vir”. É só sair na porta da rua, tocar a campainha e eu saio. Hahaha. Não acha divertido?
— Hahaha. Você é uma doida varrida. Por isso que eu gosto de mulheres como você — ele disse rindo, mas com o rosto vermelho de vergonha.
2.
Passei a tarde inteira feito uma adolescente, experimentando roupa e tirando de novo. Queria estar bonita, mas não podia ser muito na cara. Queria parecer jovem, mas também não demais, já que ele gostava de mulheres mais velhas. Queria estar sexy, mas não devia, porque ia sair com meu filho!
Revirei toda a minha roupa íntima e não achei nada que servisse. Não comprava calcinha cara desde que me divorciei, há 15 anos. Nem homem nenhum tinha aparecido! Finalmente desisti, peguei o carro e fui fazer compras.
Na loja, consegui algo mais moderno. Tive que perguntar pra vendedora. Falei que tinha um encontro e queria me sentir bonita. Ela entendeu que eu ia transar com o cara que ia sair e me trouxe umas coisas que… uau, eram realmente ousadas. Pedi pra ela diminuir um pouco o nível e, no fim, ela me convenceu a levar um par de calcinhas pretas tipo fio-dental (nunca usei uma e espero que não me incomode ter uma tira de pano enfiada no meio da bunda, hahaha) e um par de sutiãs push-up que levantavam mais os peitos.
Depois, comprei umas blusas coloridas com decote largo o suficiente pra mostrar o efeito do sutiã. e umas saias lindas que combinavam com as blusas. Levei várias pra ter chance de mudar de ideia na última hora.
Quando voltei pra casa, já eram 5 da tarde. Não vi sinal do Miguel, então joguei as sacolas das compras no meu quarto e comecei a me preparar. O encontro era às 7 da noite.
Uma hora e meia depois, eu ainda não tava pronta. Tinha colocado a roupa íntima e, como eu temia, me sentia totalmente desconfortável com a tanga, mas me olhava no espelho e reconhecia que era muito sexy andar com a bunda de fora. Depois me arrependia, pensando que ia sair com meu filho, não com um homem qualquer, mas mesmo assim deixei. Com a blusa aconteceu a mesma coisa; a vantagem é que tinha uns botões e eu podia abotoar e desabotoar alguns do jeito que quisesse, decidindo quanto decote mostrar. Por enquanto, deixei no nível "pouco".
Às 7 em ponto, a campainha tocou — como o tempo tinha passado! Nem tinha percebido que o Miguel tinha voltado.
Dei uma última olhada no espelho e, impulsivamente, abri de novo o botão pra mostrar um pouco mais de peito. Fazer o quê.
Desci até a porta e, quando abri, quase caí pra trás: o homem mais lindo do mundo estava ali por mim — e com uma flor!
— Pra mim? — perguntei quando me recuperei da surpresa. Além de ser uma pergunta totalmente idiota, é que eu não cabia em mim de espanto e, sim, de alegria. O Miguel tinha se barbeado e cortado o cabelo numa barbearia. Não dava pra ver nem sombra da barba, e o cabelo tava penteado de um jeito diferente, mas bem moderno.
Ele tava com uma camisa de manga comprida, cor creme, e umas calças bege super na moda (acho), que eu nunca tinha visto — e eu sei porque lavo a roupa dele! Só pode ser que ele passou na loja também.
— Uma flor que só empalidece diante da sua beleza — respondeu o Miguel.
Puxa! pensei. Parece que aprendeu a falar com todos os livros que lemos. Tenho certeza de que ele tirou essa frase de algum... mas não importa. Tenho uma Casal reluzente e educado!
- Deixa eu colocar isso num vaso - falei me afastando, mas me virei e notei que ele tinha ficado na porta.
- Entra, por favor, entra e me desculpa por não ter falado antes -
- Obrigado, mãe... Elvira - ele disse. Elvira é meu nome e a gente nunca usava em casa, mas agora acho que era mais pelo papel, do que me chamar de mãe.
Depois de colocar as flores num vaso com água, voltei pra sala onde Miguel esperava inquieto.
- Vamos? - falei.
- Vamos - ele respondeu, me oferecendo o braço.
Saímos de casa e ele me levou até o jipe dele, mas eu falei:
- Por que a gente não vai no meu, que é mais confortável? -
- Claro, claro - ele respondeu, mudando de direção.
- Mas você dirige - falei.
Ele me deixou na porta do carona e foi pra porta do motorista. Quando chegou lá, percebeu que eu estava parada do lado da porta sem fazer nenhum esforço pra abrir. Por um momento ele ficou desconcertado e finalmente caiu a ficha, voltando todo sem graça.
- Desculpa, desculpa - abrindo a porta pra mim.
Depois ele entrou e a gente saiu.
- Pra onde a gente vai? - perguntei.
- Pra onde você quer ir? - ele respondeu.
- Vamos pra um restaurante bom, mas é um pouco longe - falei - Chama Monique -
- Uhh... não faço ideia -
- Dirige que eu vou te guiando -
Comemos e bebemos divinamente e rimos pra caramba. Realmente um encontro divino. A gente tinha tomado uma garrafa de vinho quase inteira, bom, a maior parte fui eu que tomei porque ele quase não bebeu e ainda era quem dirigia. O negócio é que eu me sentia muito bem e um pouco "alegre", então decidi abrir mais um botão da blusa, deixando meu decote mostrar um pouco mais. Os olhos do Miguel arregalaram quando ele percebeu que podia ver mais peito do que ele tinha visto em mim nunca. Bom, fora quando eu amamentei ele bebê, hahaha. Eu disfarcei, como se não tivesse notado a excitação dele, aproveitando como ele me olhava, sem conseguir desgrudar os olhos. Finalmente ele foi acostumando e logo estávamos conversando sobre tudo, como antes.
Um pouco mais tarde, lá pelas 11 da noite, ele me surpreendeu perguntando:
— Quer ir dançar? — Aí fui eu que me surpreendi. Ir dançar? Com ele? Meu corpo arrepiava. Adoraria ir dançar com ele, mas achei que era demais para o primeiro encontro. Então recusei o convite, embora meu corpo e principalmente minhas pernas pulassem de vontade de dançar. Também não confiava no meu bom senso.
— Adoraria — falei, segurando a mão dele, como já tinha feito várias vezes durante o jantar — mas já é muito tarde e acho que devemos ir embora.
— Teria adorado dançar com você — ele disse com um sorriso.
Devolvi o sorriso e acariciei a mão dele. Meu corpo me traía. Gritando, pedia para a gente ir dançar, para eu abraçá-lo, tocá-lo, mas minha mente dizia que não. Tinha que me comportar.
— Eu também adoraria dançar — falei — mas é nosso primeiro encontro e a gente não deve…
— No próximo, talvez?
— Hahaha. Não se adianta, o primeiro encontro ainda não acabou. Você não sabe se vou aceitar o próximo — respondi. Mas por dentro pensava que não só aceitaria o próximo, como todos!
— Tudo bem — ele respondeu — Vamos embora então?
Feito uma adolescente, fiquei preocupada por ele ter se sentido rejeitado por não ter aceitado o convite e pensei que devia fazê-lo se sentir bem, que não estava o rejeitando, só queria levar as coisas devagar.
No caminho até o carro, Miguel passou o braço na minha cintura, para andar colado em mim. Por um momento pensei em tirar o braço dele, mas era tão… gostoso. Além disso, era um jeito de mostrar que não tinha rejeitado o convite de me levar para dançar, então deixei ele me abraçar e caminhamos bem juntos até o carro. Lá ele me levou até a porta e abriu, esperou eu entrar e depois fechou. Muito cavalheiro.
Então, enquanto ele dava a volta para entrar, desabotoei mais um botão da blusa. Olhei pra baixo e por um momento me apavorei porque achei que podia ser demais, dava pra ver meus peitos quase até os bicos! Mas não dava mais tempo de me abotoar de novo, ele já tava abrindo a porta e eu também não queria que me visse mexendo nos botões.
Ele entrou no carro e não percebeu nada enquanto enfiava as chaves e ligava o motor. Só então virou pra mim e notou a nova profundidade do decote. Por uns segundos ficou olhando fixamente pras minhas tetas, mas aí percebeu que tava paralisado e virou pra frente com esforço. O nervosismo dele me excitava e me divertia ao mesmo tempo. Me fazia sentir poderosa, no controle da mente e do corpo dele, mas não devia abusar.
— Tamos prontos? — falei, indicando que ele precisava prestar atenção na rua.
— Sim, sim, claro — respondeu nervoso e começou a dirigir.
No começo ficamos em silêncio, ele nervoso sem saber como olhar pro meu peito sem que eu percebesse. Eu tava arrependida de ter provocado ele daquele jeito, mas ao mesmo tempo não podia negar que tava excitada.
De qualquer forma, depois de uns minutos encontramos nossas palavras de novo e voltamos a conversar alegremente, enquanto segurávamos as mãos um do outro.
Ao chegar em casa, ele estacionou meu carro e desceu pra abrir a porta pra mim. Quis fechar um pouco o decote, mas minhas mãos tremeram e não consegui fazer o botão encaixar a tempo de quando ele abriu a porta. Então deixei do jeito que tava. Ao sair do carro, senti a blusa se afastar muito do meu corpo e pelo decote ele deve ter me visto toda enquanto esperava segurando a porta, mas não podia fazer nada. Me endireitei e caminhei até a porta com ele no braço.
Parei do lado da porta, abri com a chave e depois me virei pra ele.
— Foi uma noite maravilhosa, Miguel. Muito obrigada por me convidar pra jantar.
— Não — disse ele — o prazer foi todo meu. Muito obrigado pela companhia agradável.
Levantei o rosto pra que ele Dei um beijo na bochecha dele, mas de alguma forma o movimento não foi suficiente ou talvez inconscientemente eu não tenha feito direito, mas o fato é que o beijo dele foi na minha boca!
Não foi um beijo profundo, nem de longe. Foi só o roçar dos lábios dele nos meus. Um ou dois segundos? Mas eu tremi por dentro. Meu corpo levou um choque elétrico de 15.000 volts e tive que fazer um esforço sobre-humano para me afastar dele na hora.
Me afastei rápido e entrei em casa. Assim que cheguei no pé da escada, a uma distância segura dele, virei pra olhar de novo e dei um sorriso de despedida.
— Boa noite, filho — falei, enfatizando um pouco a palavra filho, pra garantir que ele não era mais meu encontro, e sim meu filho de novo.
— Boa noite, Elvi… Mamãe.
Quando entrei no meu quarto, fechei a porta e me encostei nela, suspirando fundo.
— Mas o que você pensou que estava fazendo? — pensei — Ele é seu filho!
Depois de alguns segundos respirando ofegante, me acalmei o suficiente pra continuar. Me olhei no espelho e me surpreendi com a minha ousadia. O decote era demais! Nunca tinha usado vestidos tão decotados! Bom, talvez quando eu tinha 20 anos, mas dava pra ver claramente a borda do sutiã!
— Chega, né. Você curtiu… e acho que ele também. Kkkk.
Tirei a blusa na frente do espelho e contemplei meus peitos. O sutiã era lindo e deixava meu busto realmente excitante.
Depois, passei os braços por trás e soltei o sutiã. Meus bicos agradeceram porque estavam completamente durinhos e muito sensíveis! Deixei o sutiã cair no chão e esfreguei os bicos pra eles baixarem.
Baixarem? O efeito foi o contrário. Não só cresceram mais, como ondas de prazer percorreram meu corpo a partir de cada um deles.
— Opa, opa — pensei — Isso tá muito… quente.
Aí percebi também que minha buceta estava toda molhada.
Voltei a acariciar meus bicos. Não pra eles baixarem... descer, mas pelo puro prazer de acariciá-los.
Depois tirei a saia e me olhei de novo no espelho.
— Calcinhas lindas também — pensei.
Então me virei e olhei pra minha bunda. Minhas nádegas estavam nuas porque era uma calcinha tipo fio dental. Reconheci que, apesar das minhas dúvidas, a tira que passava entre elas não me incomodou nada.
— Muito confortáveis… e sexy — falei, me virando várias vezes.
Desci a calcinha e logo o cheiro da minha buceta me surpreendeu:
— Nossa, tô tão molhada. Que incrível! —
Levei a calcinha até o nariz, o que não era realmente necessário, meu cheiro de sexo tomava conta do quarto inteiro.
Nua, juntei a roupa, coloquei a calcinha no cesto de roupa suja e pendurei a blusa e a saia na entrada do closet pra dar uma olhada melhor amanhã antes de decidir se levava ou não pra lavanderia.
Depois vesti a pijama. Bem, uma camiseta de algodão bem leve e uns shorts de algodão também, e me meti na cama. Antes disso, me olhei mais uma vez no espelho e vi que os bicos dos peitos apareciam claramente através do tecido fino da camiseta.
Apaguei a luz e fechei os olhos… inutilmente, porque tava excitada demais pra dormir. Comecei a lembrar dos pequenos detalhes da noite. A cara de surpresa do Miguel quando me viu vestida e maquiada pra sair. Com certeza ele não imaginava que eu ia me arrumar daquele jeito. Depois os olhos dele parando no meu decote. Mmmm. Coitado, não conseguia disfarçar. E quando desabotoei o próximo botão da blusa no restaurante? Ele não tirava os olhos das minhas tetas.
De novo os bicos dos meus peitos estavam duros. Ou talvez nunca tenham deixado de estar a noite toda. A verdade é que estavam doendo um pouco. Passei a mão por cima da camiseta pra aliviar o incômodo e, de fato, eles se acalmaram um pouco.
Depois lembrei da minha surpresa quando ele me convidou pra dançar. Não esperava por aquilo. Lembro que meu corpo reagiu na hora… igual agora. Será que não vou parar de sentir isso? Excitada? Pela primeira vez eu admiti que estava excitada.
Os mamilos endureceram de novo.
Continuei lembrando dos detalhes. O momento em que desabotoei o terceiro botão no carro. Com certeza eu estava um pouco bêbada naquela hora. E excitada também.
Toquei meus mamilos de novo, mas não bastava fazer por cima do tecido. Abaixei o lençol que me cobria até a cintura, depois enfiei minha mão esquerda por baixo dele e da camisa e percorri meus peitos com os dedos. Me arrepiei toda.
– Mmmm. Acho que já sei onde isso vai dar – falei comigo mesma.
Depois de alguns minutos me acariciando os dois mamilos, percebi que estava toda molhada entre as pernas, então enfiei minha mão direita por dentro da calça e comecei a me explorar.
Do jeito que imaginei, estava toda molhada. E não só isso, eu tinha ficado molhada desde o começo da noite, durante o jantar, durante a despedida e agora! Continuei lembrando:
Com certeza o que eu mais gostei foi o beijo final. Meu Deus! A gente tinha se beijado na boca! Tinha sido um beijo rápido e sem... língua ou mordidinhas ou...
Naquele momento senti um jorro de fluidos escorrer pela minha buceta de novo, molhando minha calça.
– Mmmmm –
Continuei me acariciando os mamilos, girando eles entre os dedos ou esfregando a palma da mão contra eles. Enquanto isso, a outra mão explorava minha barriga. Minha vulva molhada deixava meus dedos percorrerem devagar, me dando prazer, me acariciando. Ainda não tinha tocado no meu clitóris. Eu evitava ele de propósito. Sabia que a hora dele ia chegar, mas ainda não.
Continuei pensando no Miguel. No abraço dele enquanto a gente caminhava até o carro. O corpo forte dele. Os músculos dos braços...
Toquei meu clitóris e me arrepiei. Não consegui evitar um gemido forte.
– Aaaaahhhh –
Espero que ninguém tenha me ouvido, pensei. Mas não dava pra evitar.
Parei de me acariciar o clitóris e enfiei dois dedos na minha buceta. Era tão apertada. Gostei de enfiar dois dedos de uma vez. Nunca tinha me masturbado com tanta intensidade.
Resolvi pegar um dos meus brinquedos. Tinha três: um fininho e pequeno só pro clitóris, com muita vibração; outro maior, também com vibração, pro ponto G; e o "King-Kong", um gigante que eu usava raramente, mas que me preenchia por completo.
Escolhi o médio e, depois de tirar da gaveta do criado-mudo, coloquei na cama. Tirei toda a roupa e joguei de lado. Peguei o dildo, encostei na entrada da buceta e comecei a enfiar devagarzinho.
-Aaaaahhhh, siiiim- gemi de novo.
Fui bem devagar, no ritmo que meu corpo pedia. Depois liguei e senti a vibração bem na ponta, no meu ponto G. A outra mão voltou a acariciar meus peitos, apertando forte os bicos, que agora disputavam minha atenção.
Mas quando toquei no clitóris de novo, o orgasmo me pegou de surpresa. Nunca tinha gozado tão rápido! Meu corpo tensionou, estiquei as pernas e apertei uma contra a outra, sentindo as vibrações do dildo excitando meu ponto G enquanto o clitóris respondia aos meus dedos com explosões fortes de prazer.
-AAAAAHHHHHH-
-AAAAAAAAAHHHHHH-
-AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH-
Finalmente relaxei e consegui tirar o dildo, mas mal saiu da minha buceta, um novo espasmo me deixou dura de novo.
-MMMMMMMMMM-
Relaxei de novo, só pra ter um terceiro e quarto espasmo. Não lembrava de ter tido um orgasmo tão forte na vida.
Virei de lado, puxei o lençol pra me cobrir e, depois de mais dois ou três espasmos, dormi profundamente.
3.
Quando acordei, já era meio da manhã. Tinha dormido muito bem, relaxada e em paz. Me espreguicei e me surpreendi ao perceber que estava pelada. Nunca durmo pelada!
Aos poucos, as lembranças da noite anterior voltaram à minha mente. O jantar, o beijo, minha excitação e, finalmente, minha punheta.
-Nossa, que noite!- pensei.
Me sentia feliz e descansada, embora com as lembranças, algumas partes de Meu corpo parecia que queria continuar… brincando. Meus mamilos, por exemplo, ficaram duros de novo e o roçar no lençol era uma delícia.
Virei de lado pra ver se eles se acalmavam, mas tinha uma parada dura no colchão me incomodando: o vibrador!
— Nossa, que noite! — pensei de novo.
Depois de me masturbar, simplesmente tinha ficado na cama. Não tinha limpado nem guardado nada, nem colocado o pijama. Não quis me tocar entre as pernas. Com certeza tava cheirando a…
Aí comecei a pensar no que tinha rolado e bateu um pouco de remorso.
— Era meu filho! Como é que vou pensar em termos sexuais no meu filho?
Mas não conseguia esquecer os braços dele, o corpo dele…
E então me veio a ideia de que era como alguém de dieta que quer comer uma coisa gostosa: um pedaço de bolo de chocolate! A pessoa olha, deseja, mas sabe que não pode comer. Aí vai na despensa, acha uns biscoitos de dieta e come. Os biscoitos matam a vontade de comer o bolo.
Era isso que tinha acontecido comigo. Miguel era meu bolo de chocolate, mas não posso comer ele, então comi um biscoito, ou seja, me masturbei. Isso matou minha vontade de comer o bolo.
Encantada com minha teoria psicológica, hahaha, levantei da cama, verifiquei se o lençol tava limpo (tinha dormido pelada e muito molhada, podia ter deixado alguma mancha) e, pegando o dildo, fui pro banheiro.
Enquanto fazia xixi, examinei ele: cheirava a sexo, mas não tava sujo.
— Você vai ser meus biscoitos de dieta — falei baixinho. Depois pensei nos outros brinquedos e decidi que tinha biscoitos de dieta de três tipos diferentes, hahaha.
Depois de me banhar e arrumar o quarto, me vesti com minha roupa de descanso de domingo. Uma blusa de lã e uma calça esportiva largona. Na cozinha, fiz um café e fui pro sofá da sala ler as notícias no iPad. Nenhum sinal do Miguel, com certeza ainda tava dormindo.
Umas hora depois, ouvi ele fazendo barulho. na cozinha, provavelmente fazendo um café. Depois ouvi os passos dele se aproximando da sala. Meu coração acelerou.
-Oi, mãe. Bom dia-
Fiquei feliz por ele ter dito "mãe" e não "Elvira", o que mostrava que estávamos voltando à nossa relação normal de mãe e filho.
-Oi, filho, bom dia- respondi sem virar para olhar ele. Sabia que ele viria por trás do sofá e queria manter meu rosto virado para frente para evitar qualquer tentação de me beijar na boca.
Ele se aproximou mesmo por trás do sofá e se abaixou. Meu coração batia acelerado, enquanto meus olhos ficavam no iPad, embora desde que ele tinha aparecido, eu não conseguisse ler nem uma linha.
Então Miguel se apoiou no encosto do sofá e, baixando a cabeça, me beijou no pescoço, perto da minha orelha esquerda.
O arrepio no meu corpo foi tão forte que acho que ele até percebeu.
-O que foi?- perguntou.
-Nada, nada, é que você me assustou- respondi.
Mas era mentira. Eu tinha me arrepiado de prazer! O bolo de chocolate tinha acabado de me beijar num daqueles pontos especiais do pescoço.
-Aaaaiii- pensei -ainda tô muito sensível-
Ele não percebeu e, se levantando de novo, me perguntou:
-Já tomou café? Quer alguma coisa?
-Não, filho. Não tô com fome. Já tomei um café e vou esperar pelo almoço.
-Ok. Sem problema. Vou comer um sanduíche ou algo assim. Depois vou fazer tarefas. Tenho um monte de coisas pra entregar amanhã na faculdade.
-Tudo bem- falei e continuei tentando ler, mas com a sensação dos lábios dele no pescoço me distraindo. Assim que ele foi embora, passei a mão no lugar onde ele tinha me beijado.
O resto do dia não aconteceu nada de especial. Almoçamos lá pelas 2 da tarde e ele continuou estudando. Eu, enquanto isso, fiz um monte de tarefas de casa. Lavei roupa, arrumei, limpei a cozinha. As coisas típicas que não dá pra fazer durante a semana.
Lá pelas 5, fiz uma pausa, preparei uma bandeja com docinhos e duas xícaras de café e fui pro quarto dele. Bati na porta com respeito e esperei ele falar que eu podia entrar.
Tava sentado na escrivaninha de costas pra porta, coloquei a bandeja na mesa e me aproximei por trás, abracei a cabeça dele e dei um beijo. Só tarde demais percebi que tava sem sutiã e meus peitos se amoldaram contra os lados da cabeça e do pescoço dele. Mas como não tinha certeza se ele tinha notado, esperei uns segundos e soltei ele, me virando pra onde tava a bandeja.
Quando vi a cara dele, achei que tava meio vermelho e percebi que sim, ele tinha reparado nos meus peitos, mas decidi fingir que não vi nada e ofereci o café.
— Aqui, te trouxe um café e uns biscoitos —
— Valeu, mãe — respondeu ele, pegando um.
Peguei minha xícara e comecei a tomar o café sem saber o que falar. No fim, me afastei dizendo:
— Vou deixar a bandeja aqui. Quando terminar, me chama —
— Relaxa, eu levo. Ah! E não precisa fazer janta pra mim. Não tô com fome e com isso já basta —
— Tá bom — respondi, saindo do quarto e fechando a porta.
Quando saí, me encostei na parede.
— Mas que idiota que você é — falei pra mim mesma — como é que você vai abraçar ele sem sutiã. Certeza que seus mamilos tão durinhos —
E realmente, os mamilos tavam durinhos e sensíveis. Passei a mão neles tentando acalmar, mas nada. Não tavam a fim.
Logo me distraí com minhas coisas e esqueci do que tinha rolado. Quando terminei, comi uma besteira e fui ver TV. Às 9, percebi que tava cansada. Fui até o quarto do Miguel, vi a porta fechada e pela fresta a luz acesa, mas não quis incomodar ele. Ou melhor, não tive coragem de incomodar, pra não cometer outra mancada.
No meu quarto, me preparei pra dormir. Dessa vez vesti o pijama e me senti muito mais tranquila que na noite anterior. Enquanto pegava no sono, pensei:
— Tá bom. Tá claro que não posso comer o bolo de chocolate, mas… nem por isso consigo parar de pensar no bolo de chocolate, né? — enquanto um sorrisão se abria nos meus lábios.
E então comecei a lembrar dos detalhes do jantar de sábado, até o momento culminante do beijo de despedida, que na minha imaginação ficava cada vez mais profundo. Lembrei do beijo que ele me deu no pescoço na manhã de domingo. E lembrei do abraço que dei nele à tarde, quando levei os biscoitos, e do calor da cabeça dele no vale entre meus peitos…
Logo percebi que estava começando a ficar excitada demais e decidi que não ia me masturbar hoje de novo — duas vezes seguidas? Ah, não, senhor! Ou será que sim?…
4.
Na segunda-feira, acordei cedo como sempre, fui pra cozinha e preparei um café. Depois, fiz ovos mexidos para nós dois, com tomate, cebola e presunto. Enquanto lavava a frigideira na pia, ouvi Miguel se aproximando.
— Acabei de fazer uns ovos mexidos pra você — falei, contente.
— Ah, não, tô muito atrasado, não vou ter tempo de tomar café — ele respondeu — preciso sair correndo.
Então ele me abraçou por trás, me empurrando levemente contra o balcão da pia. A barriga dele colou na minha bunda, e eu não conseguia me afastar porque estávamos contra o móvel. Depois, passou os braços em volta das minhas costas, cruzando as mãos na altura do meu estômago, roçando meus peitos.
— Valeu — ele sussurrou no meu ouvido e me deu um beijo no pescoço. Exatamente no mesmo lugar de ontem. Eu tremi de novo. Mas hoje, além disso, sentia a barriga dele contra minha bunda e os braços quase nos meus peitos, que, claro, estavam sem sutiã. Ficamos assim por alguns segundos, e então ele me soltou, se virou e saiu de casa.
Fiquei paralisada perto da pia. Devagar, fechei a torneira, enquanto o coração parecia que ia pular pela boca.
— O que foi isso que acabou de acontecer? — me perguntei.
— Era o pau dele que eu senti apertado contra minha bunda?
— Ele tinha esfreguei as tetas nos braços dele?
— Ele tinha me beijado de novo naquela área sensível do meu pescoço?
Virei de lado e fui pro quarto. Arranquei a camisa e a calça, peguei um dos meus brinquedos e me masturbei furiosamente.
Passei o dia no escritório meio distraída. Não conseguia me concentrar no trabalho. Optei por fazer as coisas mais simples, aquelas que não exigem muita atenção. Ainda estava nervosa com o que tinha acontecido de manhã. Não conseguia decidir se o abraço do Miguel tinha sido sensual ou se era coisa da minha cabeça. Obviamente fiquei tão excitada que tive que me masturbar na hora, mas talvez fosse tudo invenção minha. Fazia tanto tempo que não transava com um homem que talvez eu estivesse vendo coisas que não existiam. Mas aí pensava no jantar de sábado, em como ele me tratou como se eu fosse uma garota que ele queria conquistar…
Quando voltei pra casa, já era um pouco tarde, mas ele não tinha chegado. Depois me mandou um SMS dizendo que ia treinar aquela noite e que chegaria tarde. Então relaxei, esquentei o café da manhã que sobrou e fiquei vendo TV de pijama. Às 10 da noite, dormi sem saber mais dele.
No dia seguinte, acordei cedo de novo pra preparar o café. Dessa vez, o Miguel sentou comigo e a gente conversou sobre qualquer besteira. Claro que não mencionei o abraço do dia anterior, mas, conforme os minutos passavam, eu ficava cada vez mais nervosa pensando em como ele ia se despedir.
Quando ele terminou o café, levantou da cadeira, mas eu decidi não me levantar pra evitar que ele me abraçasse. O que não fazia muito sentido, porque eu queria que ele me abraçasse, mas minha mente estava muito confusa e preferi evitar. De qualquer forma, ele se aproximou da minha cadeira e se inclinou pra me beijar, e eu virei o rosto pra cima pra evitar que ele me beijasse no pescoço sensível… e aí ele me beijou bem na a boca!
E ainda por mais tempo do que devia!
Depois se endireitou e foi embora, me deixando paralisada na cadeira. Eu virei uma gelatina. Totalmente excitada, mas sem saber o que fazer. Meu coração batia muito rápido, meus bicos pareciam querer furar a blusa e minha buceta parecia um rio de lava. Passei os dedos delicadamente nos lábios, pra não deixar a sensação do beijo sumir, e com a outra mão acariciei meus peitos.
Depois de vários minutos assim, fui me recuperando da despedida. Levantei, arrumei a mesa e fui pro meu quarto tomar banho e me vestir. Resisti à vontade de me masturbar, mas foi difícil.
Passei o dia distraída de novo no escritório. Se continuasse assim, nunca terminaria o projeto, mas era que toda vez que tentava fazer alguma coisa, alguma lembrança me atacava. Os lábios dele, o cheiro do creme de barbear, o abraço do dia anterior, a barriga dele contra minha bunda. Definitivamente, tinha decidido que sim, que era o pau dele que eu tinha sentido quando ele se apertou contra mim.
De novo cheguei cedo em casa e me troquei pra ir pra academia. Eu também me mantinha firme graças aos meus treinos pesados duas ou três vezes por semana. As máquinas de exercício deram um jeito de tirar o Miguel da minha cabeça. Quando terminei, suada e cansada, só tinha forças pra pensar em um banho e na minha cama. Ao chegar em casa, vi que o Miguel estava no quarto dele estudando ou lendo. Sempre que eu ia pra academia, ele sabia que não teria janta, então com certeza tinha preparado algo. Tomei um iogurte, tomei banho e fui dormir.
De novo tomamos café da manhã juntos e, conforme o café se aproximava do fim, eu ficava mais nervosa. Ele não demonstrava nada, mas de vez em quando eu pegava ele olhando pro meu peito. Sem ter muita certeza do que fazer, pouco antes de terminarmos de comer, levantei do meu lugar e fui pro meu quarto. Da porta da cozinha, me despedi dele:
— Preciso fazer umas coisas. vemo-nos à noite—
—Claro, mãe — respondeu ele, com um leve tom de decepção na voz.
—Deixa os pratos na pia que eu lavo depois — completei e fui pro quarto.
Lá terminei de me arrumar pra ir pro escritório e, antes de sair, me certifiquei de que ele já tinha ido embora.
Depois passei a manhã inteira no escritório pensando que tinha sido muito grossa com ele de manhã. Que talvez ele estivesse magoado. E eu também me sentia magoada com meu próprio comportamento! Como é que eu tinha deixado ele ir embora sem me despedir direito? E aí voltava com minhas recriminações silenciosas. O fato é que foi mais um dia de baixo rendimento no escritório.
No fim da tarde, lembrei do meu exemplo do bolo de chocolate e pensei:
— Bom, é verdade que não devo comer o bolo de chocolate, mas não tem nada de errado em provar, né? Se eu deixar ele me dar um beijo de despedida, não estamos fazendo nada de errado. É só um beijo de despedida. Bom, um beijo e um carinho. E talvez um aperto. Mas definitivamente não tem nada de errado nisso.
Obviamente, estava completamente arrependida do meu comportamento e queria que ele chegasse em casa pra abraçá-lo, mas hoje era meu dia de academia e, de novo, quando cheguei à noite, ele já estava no quarto dele. Mesmo assim, bati na porta.
— Entra — ele disse.
— Oi, filho, boa noite. Como foi seu dia? — perguntei. Me pareceu ver o rosto dele se iluminar um pouco ao ouvir que eu me importava com ele, que não estava brava.
— Muito bem, mãe. Muito obrigado por perguntar. E você? Resolveu o que tinha pendente?
Desde que meu marido me deixou sozinha com meu filho Miguel, decidi que seríamos sempre nós dois e só nós dois. Não deixaria outro… homem me machucar como ele fez. Também não deixaria ninguém fazer Miguel sofrer.
Por isso, vendo Miguel sentado na frente da televisão na sexta à noite, fiquei preocupada. Mas deixem eu explicar tudo desde o começo. Meu marido me largou quando Miguel tinha 5 anos e eu 23. Agora ele tem 21 e eu 39. Eu fui tudo pra ele, levei ele nos jogos de futebol, cuidei dele quando ficou doente, castiguei quando se comportou mal e premiei quando fez as coisas certas. Resumindo, tudo que uma mãe faz… e um pai.
Tudo isso foi ao custo de uma carreira melhor. Apesar do apoio que tive no trabalho, licenças pagas quando Miguel estava doente, ou a impossibilidade de viajar por algum projeto, acabam fazendo com que seu colega seja promovido e, aos poucos, você vai ficando pra trás. Só nos últimos anos, com Miguel nos últimos anos do colégio e agora na faculdade, é que consegui pegar o ritmo na minha empresa e agora tenho um cargo melhor e um bom salário.
Até a adolescência, Miguel me contava tudo, as fofocas dos amigos e amigas da escola, os problemas com os professores. As dificuldades dos treinos. Ele sempre foi do time de natação, o que lhe deu um corpo de dar inveja. Sem um grama de gordura, musculoso, mas com todos esses músculos distribuídos perfeitamente. Bronzeado pelas muitas horas ao sol, cabelo castanho claro, nariz um pouco proeminente, olhos verdes, enfim, um gato completo. Claro, minha opinião é meio suspeita, afinal sou a mãe dele. Kkkk.
Quando chegou na puberdade, Miguel ficou mais reservado. Obviamente continuava tendo a vida dele e me contava muitas coisas… mas não tudo. Eu entendi e deixei ele seguir. O importante era que ele sempre pudesse contar comigo.
E foi por isso que fiquei preocupada naquela noite. Eu via ele muito sozinho. Um rapaz de 21 anos, bonitão, vendo TV com a sua mãe numa sexta à noite?
Esperei que tivesse um intervalo no jogo de baseball que ele tava vendo e me sentei do lado dele no sofá.
— Oi, filho, como você tá?
— Bem, mãe. Tô bem. E você?
— Ah, eu também tô bem, mas queria te fazer uma pergunta. Posso?
— Claro, mãe — respondeu, ficando alerta e se endireitando um pouco no assento.
— É sexta à noite. Amanhã você não tem aula. Não tem nada melhor pra fazer do que ver um jogo de baseball na TV? Digo — continuei, nervosa —, você não tem umas amigas pra sair pra dançar ou uns amigos pra tomar umas cervejas numa sexta à noite?
— Hahaha. Por um momento você me preocupou. Hahaha — respondeu rindo. — Claro que tenho amigas e amigos, mas nem sempre gosto de sair com eles.
— Você não gosta de meninas? — perguntei com a voz trêmula de medo. Nunca tinha notado que ele não gostasse de mulheres, mas hoje em dia isso de ser gay era tão comum…
— Nãao, não é isso, mãe — respondeu ele, também sem graça. — Claro que gosto de mulheres…
— É que te vejo tão sozinho.
— Gosto de mulheres — disse ele, baixando o olhar e ficando meio vermelho —, mas não gosto das garotas da minha idade.
— Ahhh. Você quer uma de 25 — falei, e num impulso peguei na mão dele e entrelacei meus dedos nos dele.
— Não, as de 25 também não, embora sejam um pouco mais aceitáveis.
— E então, de 30? — perguntei, apertando a mão dele.
— Gosto de umas… mais milf. De 35 como você — disse ele, ficando ainda mais vermelho.
— Como eu? Eu tenho mais que isso. Sabe que tenho 39.
— Mas você parece de 35… ou menos — disse Miguel, olhando nos meus olhos.
— Mas, filho. Como você vai gostar de mulheres da minha idade? Você não prefere um corpo jovem e durinho? Com peitos… — de repente percebi que estava falando de forma muito explícita.
— Claro que gosto de um corpo durinho e jovem, mas é que elas têm a cabeça vazia. Você não pode perguntar nada porque elas só sabem falar de moda e de Cantores e tal... não me interessa nada disso.
Percebi que eu era a culpada por isso. Sempre tratei ele como um adulto e a gente conversava como adultos. Eu leio muito e ensinei ele também a gostar de livros. Então, várias vezes a gente conversava sobre os livros que lia e os autores clássicos. Também curtíamos música clássica. Imagino que, assim como eu, ele sabia muito pouco de fofoca ou de bandas de rock.
— Entendo, filho, mas você tem que se esforçar. Precisa continuar procurando. Quem sabe você encontra alguma mina na faculdade que curta as mesmas coisas que você —
— É, mãe, já tentei, mas ainda não tive sorte. Mas não vou desistir, só que agora não tô a fim. E também não me interessa ir tomar cerveja com os caras e ficar falando do Barcelona ou do resultado do tênis ou de como as minas são gostosas —
Eu tinha colocado nossas mãos juntas na minha perna e, com a mão livre, ficava passando a mão distraidamente no braço dele.
— E também não quer mais nadar? —
— Já deu, mãe. A gente passou quanto tempo? Uns 8 anos? De piscina em piscina, de competição em competição. Muitas medalhas, muitos prêmios, mas muito sacrifício... pra nós dois! Já chega. Agora quero descansar —
— Desculpa — falei, soltando a mão dele e me levantando pra ir embora — vou deixar você descansar —
— Não, não — ele respondeu, pegando minha mão de volta e me puxando um pouco pra eu sentar de novo do lado dele — não tava falando desse momento. Tava falando que quero descansar dos esportes —
— Ah, pensei que tava te incomodando — falei, sentando de novo mais colada nele e me encostando um pouco. Coloquei o braço dele de volta na minha perna, enquanto ele apertava minha mão com força.
— Me desculpa por ter feito você se sentir mal — ele disse.
— Não foi culpa minha — falei — fui eu que não interpretei direito o que você disse —
Por um tempo, a gente ficou vendo televisão. Eu até curtia um pouco de baseball, mas não o suficiente pra largar meu livro. Mas é que eu me sentia tão bem... enroscada contra ele, com o braço forte dele na minha perna.
— Vamos fazer uma coisa — falei — vamos ter um encontro.
— Um encontro?
— Ué, você não gosta de mulheres… de certa idade? Não quer ter um encontro com uma?
— Um encontro com você? — ele disse, se endireitando no banco de novo.
— Amanhã à noite — falei — você vem me buscar e me leva pra jantar num restaurante chique, e a gente passa uma noite gostosa.
— Vou te buscar? — ele disse — Não tô entendendo nada.
— É um jeito de falar, bobo. Pra parecer um encontro de verdade. Você não precisa “vir”. É só sair na porta da rua, tocar a campainha e eu saio. Hahaha. Não acha divertido?
— Hahaha. Você é uma doida varrida. Por isso que eu gosto de mulheres como você — ele disse rindo, mas com o rosto vermelho de vergonha.
2.
Passei a tarde inteira feito uma adolescente, experimentando roupa e tirando de novo. Queria estar bonita, mas não podia ser muito na cara. Queria parecer jovem, mas também não demais, já que ele gostava de mulheres mais velhas. Queria estar sexy, mas não devia, porque ia sair com meu filho!
Revirei toda a minha roupa íntima e não achei nada que servisse. Não comprava calcinha cara desde que me divorciei, há 15 anos. Nem homem nenhum tinha aparecido! Finalmente desisti, peguei o carro e fui fazer compras.
Na loja, consegui algo mais moderno. Tive que perguntar pra vendedora. Falei que tinha um encontro e queria me sentir bonita. Ela entendeu que eu ia transar com o cara que ia sair e me trouxe umas coisas que… uau, eram realmente ousadas. Pedi pra ela diminuir um pouco o nível e, no fim, ela me convenceu a levar um par de calcinhas pretas tipo fio-dental (nunca usei uma e espero que não me incomode ter uma tira de pano enfiada no meio da bunda, hahaha) e um par de sutiãs push-up que levantavam mais os peitos.
Depois, comprei umas blusas coloridas com decote largo o suficiente pra mostrar o efeito do sutiã. e umas saias lindas que combinavam com as blusas. Levei várias pra ter chance de mudar de ideia na última hora.
Quando voltei pra casa, já eram 5 da tarde. Não vi sinal do Miguel, então joguei as sacolas das compras no meu quarto e comecei a me preparar. O encontro era às 7 da noite.
Uma hora e meia depois, eu ainda não tava pronta. Tinha colocado a roupa íntima e, como eu temia, me sentia totalmente desconfortável com a tanga, mas me olhava no espelho e reconhecia que era muito sexy andar com a bunda de fora. Depois me arrependia, pensando que ia sair com meu filho, não com um homem qualquer, mas mesmo assim deixei. Com a blusa aconteceu a mesma coisa; a vantagem é que tinha uns botões e eu podia abotoar e desabotoar alguns do jeito que quisesse, decidindo quanto decote mostrar. Por enquanto, deixei no nível "pouco".
Às 7 em ponto, a campainha tocou — como o tempo tinha passado! Nem tinha percebido que o Miguel tinha voltado.
Dei uma última olhada no espelho e, impulsivamente, abri de novo o botão pra mostrar um pouco mais de peito. Fazer o quê.
Desci até a porta e, quando abri, quase caí pra trás: o homem mais lindo do mundo estava ali por mim — e com uma flor!
— Pra mim? — perguntei quando me recuperei da surpresa. Além de ser uma pergunta totalmente idiota, é que eu não cabia em mim de espanto e, sim, de alegria. O Miguel tinha se barbeado e cortado o cabelo numa barbearia. Não dava pra ver nem sombra da barba, e o cabelo tava penteado de um jeito diferente, mas bem moderno.
Ele tava com uma camisa de manga comprida, cor creme, e umas calças bege super na moda (acho), que eu nunca tinha visto — e eu sei porque lavo a roupa dele! Só pode ser que ele passou na loja também.
— Uma flor que só empalidece diante da sua beleza — respondeu o Miguel.
Puxa! pensei. Parece que aprendeu a falar com todos os livros que lemos. Tenho certeza de que ele tirou essa frase de algum... mas não importa. Tenho uma Casal reluzente e educado!
- Deixa eu colocar isso num vaso - falei me afastando, mas me virei e notei que ele tinha ficado na porta.
- Entra, por favor, entra e me desculpa por não ter falado antes -
- Obrigado, mãe... Elvira - ele disse. Elvira é meu nome e a gente nunca usava em casa, mas agora acho que era mais pelo papel, do que me chamar de mãe.
Depois de colocar as flores num vaso com água, voltei pra sala onde Miguel esperava inquieto.
- Vamos? - falei.
- Vamos - ele respondeu, me oferecendo o braço.
Saímos de casa e ele me levou até o jipe dele, mas eu falei:
- Por que a gente não vai no meu, que é mais confortável? -
- Claro, claro - ele respondeu, mudando de direção.
- Mas você dirige - falei.
Ele me deixou na porta do carona e foi pra porta do motorista. Quando chegou lá, percebeu que eu estava parada do lado da porta sem fazer nenhum esforço pra abrir. Por um momento ele ficou desconcertado e finalmente caiu a ficha, voltando todo sem graça.
- Desculpa, desculpa - abrindo a porta pra mim.
Depois ele entrou e a gente saiu.
- Pra onde a gente vai? - perguntei.
- Pra onde você quer ir? - ele respondeu.
- Vamos pra um restaurante bom, mas é um pouco longe - falei - Chama Monique -
- Uhh... não faço ideia -
- Dirige que eu vou te guiando -
Comemos e bebemos divinamente e rimos pra caramba. Realmente um encontro divino. A gente tinha tomado uma garrafa de vinho quase inteira, bom, a maior parte fui eu que tomei porque ele quase não bebeu e ainda era quem dirigia. O negócio é que eu me sentia muito bem e um pouco "alegre", então decidi abrir mais um botão da blusa, deixando meu decote mostrar um pouco mais. Os olhos do Miguel arregalaram quando ele percebeu que podia ver mais peito do que ele tinha visto em mim nunca. Bom, fora quando eu amamentei ele bebê, hahaha. Eu disfarcei, como se não tivesse notado a excitação dele, aproveitando como ele me olhava, sem conseguir desgrudar os olhos. Finalmente ele foi acostumando e logo estávamos conversando sobre tudo, como antes.
Um pouco mais tarde, lá pelas 11 da noite, ele me surpreendeu perguntando:
— Quer ir dançar? — Aí fui eu que me surpreendi. Ir dançar? Com ele? Meu corpo arrepiava. Adoraria ir dançar com ele, mas achei que era demais para o primeiro encontro. Então recusei o convite, embora meu corpo e principalmente minhas pernas pulassem de vontade de dançar. Também não confiava no meu bom senso.
— Adoraria — falei, segurando a mão dele, como já tinha feito várias vezes durante o jantar — mas já é muito tarde e acho que devemos ir embora.
— Teria adorado dançar com você — ele disse com um sorriso.
Devolvi o sorriso e acariciei a mão dele. Meu corpo me traía. Gritando, pedia para a gente ir dançar, para eu abraçá-lo, tocá-lo, mas minha mente dizia que não. Tinha que me comportar.
— Eu também adoraria dançar — falei — mas é nosso primeiro encontro e a gente não deve…
— No próximo, talvez?
— Hahaha. Não se adianta, o primeiro encontro ainda não acabou. Você não sabe se vou aceitar o próximo — respondi. Mas por dentro pensava que não só aceitaria o próximo, como todos!
— Tudo bem — ele respondeu — Vamos embora então?
Feito uma adolescente, fiquei preocupada por ele ter se sentido rejeitado por não ter aceitado o convite e pensei que devia fazê-lo se sentir bem, que não estava o rejeitando, só queria levar as coisas devagar.
No caminho até o carro, Miguel passou o braço na minha cintura, para andar colado em mim. Por um momento pensei em tirar o braço dele, mas era tão… gostoso. Além disso, era um jeito de mostrar que não tinha rejeitado o convite de me levar para dançar, então deixei ele me abraçar e caminhamos bem juntos até o carro. Lá ele me levou até a porta e abriu, esperou eu entrar e depois fechou. Muito cavalheiro.
Então, enquanto ele dava a volta para entrar, desabotoei mais um botão da blusa. Olhei pra baixo e por um momento me apavorei porque achei que podia ser demais, dava pra ver meus peitos quase até os bicos! Mas não dava mais tempo de me abotoar de novo, ele já tava abrindo a porta e eu também não queria que me visse mexendo nos botões.
Ele entrou no carro e não percebeu nada enquanto enfiava as chaves e ligava o motor. Só então virou pra mim e notou a nova profundidade do decote. Por uns segundos ficou olhando fixamente pras minhas tetas, mas aí percebeu que tava paralisado e virou pra frente com esforço. O nervosismo dele me excitava e me divertia ao mesmo tempo. Me fazia sentir poderosa, no controle da mente e do corpo dele, mas não devia abusar.
— Tamos prontos? — falei, indicando que ele precisava prestar atenção na rua.
— Sim, sim, claro — respondeu nervoso e começou a dirigir.
No começo ficamos em silêncio, ele nervoso sem saber como olhar pro meu peito sem que eu percebesse. Eu tava arrependida de ter provocado ele daquele jeito, mas ao mesmo tempo não podia negar que tava excitada.
De qualquer forma, depois de uns minutos encontramos nossas palavras de novo e voltamos a conversar alegremente, enquanto segurávamos as mãos um do outro.
Ao chegar em casa, ele estacionou meu carro e desceu pra abrir a porta pra mim. Quis fechar um pouco o decote, mas minhas mãos tremeram e não consegui fazer o botão encaixar a tempo de quando ele abriu a porta. Então deixei do jeito que tava. Ao sair do carro, senti a blusa se afastar muito do meu corpo e pelo decote ele deve ter me visto toda enquanto esperava segurando a porta, mas não podia fazer nada. Me endireitei e caminhei até a porta com ele no braço.
Parei do lado da porta, abri com a chave e depois me virei pra ele.
— Foi uma noite maravilhosa, Miguel. Muito obrigada por me convidar pra jantar.
— Não — disse ele — o prazer foi todo meu. Muito obrigado pela companhia agradável.
Levantei o rosto pra que ele Dei um beijo na bochecha dele, mas de alguma forma o movimento não foi suficiente ou talvez inconscientemente eu não tenha feito direito, mas o fato é que o beijo dele foi na minha boca!
Não foi um beijo profundo, nem de longe. Foi só o roçar dos lábios dele nos meus. Um ou dois segundos? Mas eu tremi por dentro. Meu corpo levou um choque elétrico de 15.000 volts e tive que fazer um esforço sobre-humano para me afastar dele na hora.
Me afastei rápido e entrei em casa. Assim que cheguei no pé da escada, a uma distância segura dele, virei pra olhar de novo e dei um sorriso de despedida.
— Boa noite, filho — falei, enfatizando um pouco a palavra filho, pra garantir que ele não era mais meu encontro, e sim meu filho de novo.
— Boa noite, Elvi… Mamãe.
Quando entrei no meu quarto, fechei a porta e me encostei nela, suspirando fundo.
— Mas o que você pensou que estava fazendo? — pensei — Ele é seu filho!
Depois de alguns segundos respirando ofegante, me acalmei o suficiente pra continuar. Me olhei no espelho e me surpreendi com a minha ousadia. O decote era demais! Nunca tinha usado vestidos tão decotados! Bom, talvez quando eu tinha 20 anos, mas dava pra ver claramente a borda do sutiã!
— Chega, né. Você curtiu… e acho que ele também. Kkkk.
Tirei a blusa na frente do espelho e contemplei meus peitos. O sutiã era lindo e deixava meu busto realmente excitante.
Depois, passei os braços por trás e soltei o sutiã. Meus bicos agradeceram porque estavam completamente durinhos e muito sensíveis! Deixei o sutiã cair no chão e esfreguei os bicos pra eles baixarem.
Baixarem? O efeito foi o contrário. Não só cresceram mais, como ondas de prazer percorreram meu corpo a partir de cada um deles.
— Opa, opa — pensei — Isso tá muito… quente.
Aí percebi também que minha buceta estava toda molhada.
Voltei a acariciar meus bicos. Não pra eles baixarem... descer, mas pelo puro prazer de acariciá-los.
Depois tirei a saia e me olhei de novo no espelho.
— Calcinhas lindas também — pensei.
Então me virei e olhei pra minha bunda. Minhas nádegas estavam nuas porque era uma calcinha tipo fio dental. Reconheci que, apesar das minhas dúvidas, a tira que passava entre elas não me incomodou nada.
— Muito confortáveis… e sexy — falei, me virando várias vezes.
Desci a calcinha e logo o cheiro da minha buceta me surpreendeu:
— Nossa, tô tão molhada. Que incrível! —
Levei a calcinha até o nariz, o que não era realmente necessário, meu cheiro de sexo tomava conta do quarto inteiro.
Nua, juntei a roupa, coloquei a calcinha no cesto de roupa suja e pendurei a blusa e a saia na entrada do closet pra dar uma olhada melhor amanhã antes de decidir se levava ou não pra lavanderia.
Depois vesti a pijama. Bem, uma camiseta de algodão bem leve e uns shorts de algodão também, e me meti na cama. Antes disso, me olhei mais uma vez no espelho e vi que os bicos dos peitos apareciam claramente através do tecido fino da camiseta.
Apaguei a luz e fechei os olhos… inutilmente, porque tava excitada demais pra dormir. Comecei a lembrar dos pequenos detalhes da noite. A cara de surpresa do Miguel quando me viu vestida e maquiada pra sair. Com certeza ele não imaginava que eu ia me arrumar daquele jeito. Depois os olhos dele parando no meu decote. Mmmm. Coitado, não conseguia disfarçar. E quando desabotoei o próximo botão da blusa no restaurante? Ele não tirava os olhos das minhas tetas.
De novo os bicos dos meus peitos estavam duros. Ou talvez nunca tenham deixado de estar a noite toda. A verdade é que estavam doendo um pouco. Passei a mão por cima da camiseta pra aliviar o incômodo e, de fato, eles se acalmaram um pouco.
Depois lembrei da minha surpresa quando ele me convidou pra dançar. Não esperava por aquilo. Lembro que meu corpo reagiu na hora… igual agora. Será que não vou parar de sentir isso? Excitada? Pela primeira vez eu admiti que estava excitada.
Os mamilos endureceram de novo.
Continuei lembrando dos detalhes. O momento em que desabotoei o terceiro botão no carro. Com certeza eu estava um pouco bêbada naquela hora. E excitada também.
Toquei meus mamilos de novo, mas não bastava fazer por cima do tecido. Abaixei o lençol que me cobria até a cintura, depois enfiei minha mão esquerda por baixo dele e da camisa e percorri meus peitos com os dedos. Me arrepiei toda.
– Mmmm. Acho que já sei onde isso vai dar – falei comigo mesma.
Depois de alguns minutos me acariciando os dois mamilos, percebi que estava toda molhada entre as pernas, então enfiei minha mão direita por dentro da calça e comecei a me explorar.
Do jeito que imaginei, estava toda molhada. E não só isso, eu tinha ficado molhada desde o começo da noite, durante o jantar, durante a despedida e agora! Continuei lembrando:
Com certeza o que eu mais gostei foi o beijo final. Meu Deus! A gente tinha se beijado na boca! Tinha sido um beijo rápido e sem... língua ou mordidinhas ou...
Naquele momento senti um jorro de fluidos escorrer pela minha buceta de novo, molhando minha calça.
– Mmmmm –
Continuei me acariciando os mamilos, girando eles entre os dedos ou esfregando a palma da mão contra eles. Enquanto isso, a outra mão explorava minha barriga. Minha vulva molhada deixava meus dedos percorrerem devagar, me dando prazer, me acariciando. Ainda não tinha tocado no meu clitóris. Eu evitava ele de propósito. Sabia que a hora dele ia chegar, mas ainda não.
Continuei pensando no Miguel. No abraço dele enquanto a gente caminhava até o carro. O corpo forte dele. Os músculos dos braços...
Toquei meu clitóris e me arrepiei. Não consegui evitar um gemido forte.
– Aaaaahhhh –
Espero que ninguém tenha me ouvido, pensei. Mas não dava pra evitar.
Parei de me acariciar o clitóris e enfiei dois dedos na minha buceta. Era tão apertada. Gostei de enfiar dois dedos de uma vez. Nunca tinha me masturbado com tanta intensidade.
Resolvi pegar um dos meus brinquedos. Tinha três: um fininho e pequeno só pro clitóris, com muita vibração; outro maior, também com vibração, pro ponto G; e o "King-Kong", um gigante que eu usava raramente, mas que me preenchia por completo.
Escolhi o médio e, depois de tirar da gaveta do criado-mudo, coloquei na cama. Tirei toda a roupa e joguei de lado. Peguei o dildo, encostei na entrada da buceta e comecei a enfiar devagarzinho.
-Aaaaahhhh, siiiim- gemi de novo.
Fui bem devagar, no ritmo que meu corpo pedia. Depois liguei e senti a vibração bem na ponta, no meu ponto G. A outra mão voltou a acariciar meus peitos, apertando forte os bicos, que agora disputavam minha atenção.
Mas quando toquei no clitóris de novo, o orgasmo me pegou de surpresa. Nunca tinha gozado tão rápido! Meu corpo tensionou, estiquei as pernas e apertei uma contra a outra, sentindo as vibrações do dildo excitando meu ponto G enquanto o clitóris respondia aos meus dedos com explosões fortes de prazer.
-AAAAAHHHHHH-
-AAAAAAAAAHHHHHH-
-AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH-
Finalmente relaxei e consegui tirar o dildo, mas mal saiu da minha buceta, um novo espasmo me deixou dura de novo.
-MMMMMMMMMM-
Relaxei de novo, só pra ter um terceiro e quarto espasmo. Não lembrava de ter tido um orgasmo tão forte na vida.
Virei de lado, puxei o lençol pra me cobrir e, depois de mais dois ou três espasmos, dormi profundamente.
3.
Quando acordei, já era meio da manhã. Tinha dormido muito bem, relaxada e em paz. Me espreguicei e me surpreendi ao perceber que estava pelada. Nunca durmo pelada!
Aos poucos, as lembranças da noite anterior voltaram à minha mente. O jantar, o beijo, minha excitação e, finalmente, minha punheta.
-Nossa, que noite!- pensei.
Me sentia feliz e descansada, embora com as lembranças, algumas partes de Meu corpo parecia que queria continuar… brincando. Meus mamilos, por exemplo, ficaram duros de novo e o roçar no lençol era uma delícia.
Virei de lado pra ver se eles se acalmavam, mas tinha uma parada dura no colchão me incomodando: o vibrador!
— Nossa, que noite! — pensei de novo.
Depois de me masturbar, simplesmente tinha ficado na cama. Não tinha limpado nem guardado nada, nem colocado o pijama. Não quis me tocar entre as pernas. Com certeza tava cheirando a…
Aí comecei a pensar no que tinha rolado e bateu um pouco de remorso.
— Era meu filho! Como é que vou pensar em termos sexuais no meu filho?
Mas não conseguia esquecer os braços dele, o corpo dele…
E então me veio a ideia de que era como alguém de dieta que quer comer uma coisa gostosa: um pedaço de bolo de chocolate! A pessoa olha, deseja, mas sabe que não pode comer. Aí vai na despensa, acha uns biscoitos de dieta e come. Os biscoitos matam a vontade de comer o bolo.
Era isso que tinha acontecido comigo. Miguel era meu bolo de chocolate, mas não posso comer ele, então comi um biscoito, ou seja, me masturbei. Isso matou minha vontade de comer o bolo.
Encantada com minha teoria psicológica, hahaha, levantei da cama, verifiquei se o lençol tava limpo (tinha dormido pelada e muito molhada, podia ter deixado alguma mancha) e, pegando o dildo, fui pro banheiro.
Enquanto fazia xixi, examinei ele: cheirava a sexo, mas não tava sujo.
— Você vai ser meus biscoitos de dieta — falei baixinho. Depois pensei nos outros brinquedos e decidi que tinha biscoitos de dieta de três tipos diferentes, hahaha.
Depois de me banhar e arrumar o quarto, me vesti com minha roupa de descanso de domingo. Uma blusa de lã e uma calça esportiva largona. Na cozinha, fiz um café e fui pro sofá da sala ler as notícias no iPad. Nenhum sinal do Miguel, com certeza ainda tava dormindo.
Umas hora depois, ouvi ele fazendo barulho. na cozinha, provavelmente fazendo um café. Depois ouvi os passos dele se aproximando da sala. Meu coração acelerou.
-Oi, mãe. Bom dia-
Fiquei feliz por ele ter dito "mãe" e não "Elvira", o que mostrava que estávamos voltando à nossa relação normal de mãe e filho.
-Oi, filho, bom dia- respondi sem virar para olhar ele. Sabia que ele viria por trás do sofá e queria manter meu rosto virado para frente para evitar qualquer tentação de me beijar na boca.
Ele se aproximou mesmo por trás do sofá e se abaixou. Meu coração batia acelerado, enquanto meus olhos ficavam no iPad, embora desde que ele tinha aparecido, eu não conseguisse ler nem uma linha.
Então Miguel se apoiou no encosto do sofá e, baixando a cabeça, me beijou no pescoço, perto da minha orelha esquerda.
O arrepio no meu corpo foi tão forte que acho que ele até percebeu.
-O que foi?- perguntou.
-Nada, nada, é que você me assustou- respondi.
Mas era mentira. Eu tinha me arrepiado de prazer! O bolo de chocolate tinha acabado de me beijar num daqueles pontos especiais do pescoço.
-Aaaaiii- pensei -ainda tô muito sensível-
Ele não percebeu e, se levantando de novo, me perguntou:
-Já tomou café? Quer alguma coisa?
-Não, filho. Não tô com fome. Já tomei um café e vou esperar pelo almoço.
-Ok. Sem problema. Vou comer um sanduíche ou algo assim. Depois vou fazer tarefas. Tenho um monte de coisas pra entregar amanhã na faculdade.
-Tudo bem- falei e continuei tentando ler, mas com a sensação dos lábios dele no pescoço me distraindo. Assim que ele foi embora, passei a mão no lugar onde ele tinha me beijado.
O resto do dia não aconteceu nada de especial. Almoçamos lá pelas 2 da tarde e ele continuou estudando. Eu, enquanto isso, fiz um monte de tarefas de casa. Lavei roupa, arrumei, limpei a cozinha. As coisas típicas que não dá pra fazer durante a semana.
Lá pelas 5, fiz uma pausa, preparei uma bandeja com docinhos e duas xícaras de café e fui pro quarto dele. Bati na porta com respeito e esperei ele falar que eu podia entrar.
Tava sentado na escrivaninha de costas pra porta, coloquei a bandeja na mesa e me aproximei por trás, abracei a cabeça dele e dei um beijo. Só tarde demais percebi que tava sem sutiã e meus peitos se amoldaram contra os lados da cabeça e do pescoço dele. Mas como não tinha certeza se ele tinha notado, esperei uns segundos e soltei ele, me virando pra onde tava a bandeja.
Quando vi a cara dele, achei que tava meio vermelho e percebi que sim, ele tinha reparado nos meus peitos, mas decidi fingir que não vi nada e ofereci o café.
— Aqui, te trouxe um café e uns biscoitos —
— Valeu, mãe — respondeu ele, pegando um.
Peguei minha xícara e comecei a tomar o café sem saber o que falar. No fim, me afastei dizendo:
— Vou deixar a bandeja aqui. Quando terminar, me chama —
— Relaxa, eu levo. Ah! E não precisa fazer janta pra mim. Não tô com fome e com isso já basta —
— Tá bom — respondi, saindo do quarto e fechando a porta.
Quando saí, me encostei na parede.
— Mas que idiota que você é — falei pra mim mesma — como é que você vai abraçar ele sem sutiã. Certeza que seus mamilos tão durinhos —
E realmente, os mamilos tavam durinhos e sensíveis. Passei a mão neles tentando acalmar, mas nada. Não tavam a fim.
Logo me distraí com minhas coisas e esqueci do que tinha rolado. Quando terminei, comi uma besteira e fui ver TV. Às 9, percebi que tava cansada. Fui até o quarto do Miguel, vi a porta fechada e pela fresta a luz acesa, mas não quis incomodar ele. Ou melhor, não tive coragem de incomodar, pra não cometer outra mancada.
No meu quarto, me preparei pra dormir. Dessa vez vesti o pijama e me senti muito mais tranquila que na noite anterior. Enquanto pegava no sono, pensei:
— Tá bom. Tá claro que não posso comer o bolo de chocolate, mas… nem por isso consigo parar de pensar no bolo de chocolate, né? — enquanto um sorrisão se abria nos meus lábios.
E então comecei a lembrar dos detalhes do jantar de sábado, até o momento culminante do beijo de despedida, que na minha imaginação ficava cada vez mais profundo. Lembrei do beijo que ele me deu no pescoço na manhã de domingo. E lembrei do abraço que dei nele à tarde, quando levei os biscoitos, e do calor da cabeça dele no vale entre meus peitos…
Logo percebi que estava começando a ficar excitada demais e decidi que não ia me masturbar hoje de novo — duas vezes seguidas? Ah, não, senhor! Ou será que sim?…
4.
Na segunda-feira, acordei cedo como sempre, fui pra cozinha e preparei um café. Depois, fiz ovos mexidos para nós dois, com tomate, cebola e presunto. Enquanto lavava a frigideira na pia, ouvi Miguel se aproximando.
— Acabei de fazer uns ovos mexidos pra você — falei, contente.
— Ah, não, tô muito atrasado, não vou ter tempo de tomar café — ele respondeu — preciso sair correndo.
Então ele me abraçou por trás, me empurrando levemente contra o balcão da pia. A barriga dele colou na minha bunda, e eu não conseguia me afastar porque estávamos contra o móvel. Depois, passou os braços em volta das minhas costas, cruzando as mãos na altura do meu estômago, roçando meus peitos.
— Valeu — ele sussurrou no meu ouvido e me deu um beijo no pescoço. Exatamente no mesmo lugar de ontem. Eu tremi de novo. Mas hoje, além disso, sentia a barriga dele contra minha bunda e os braços quase nos meus peitos, que, claro, estavam sem sutiã. Ficamos assim por alguns segundos, e então ele me soltou, se virou e saiu de casa.
Fiquei paralisada perto da pia. Devagar, fechei a torneira, enquanto o coração parecia que ia pular pela boca.
— O que foi isso que acabou de acontecer? — me perguntei.
— Era o pau dele que eu senti apertado contra minha bunda?
— Ele tinha esfreguei as tetas nos braços dele?
— Ele tinha me beijado de novo naquela área sensível do meu pescoço?
Virei de lado e fui pro quarto. Arranquei a camisa e a calça, peguei um dos meus brinquedos e me masturbei furiosamente.
Passei o dia no escritório meio distraída. Não conseguia me concentrar no trabalho. Optei por fazer as coisas mais simples, aquelas que não exigem muita atenção. Ainda estava nervosa com o que tinha acontecido de manhã. Não conseguia decidir se o abraço do Miguel tinha sido sensual ou se era coisa da minha cabeça. Obviamente fiquei tão excitada que tive que me masturbar na hora, mas talvez fosse tudo invenção minha. Fazia tanto tempo que não transava com um homem que talvez eu estivesse vendo coisas que não existiam. Mas aí pensava no jantar de sábado, em como ele me tratou como se eu fosse uma garota que ele queria conquistar…
Quando voltei pra casa, já era um pouco tarde, mas ele não tinha chegado. Depois me mandou um SMS dizendo que ia treinar aquela noite e que chegaria tarde. Então relaxei, esquentei o café da manhã que sobrou e fiquei vendo TV de pijama. Às 10 da noite, dormi sem saber mais dele.
No dia seguinte, acordei cedo de novo pra preparar o café. Dessa vez, o Miguel sentou comigo e a gente conversou sobre qualquer besteira. Claro que não mencionei o abraço do dia anterior, mas, conforme os minutos passavam, eu ficava cada vez mais nervosa pensando em como ele ia se despedir.
Quando ele terminou o café, levantou da cadeira, mas eu decidi não me levantar pra evitar que ele me abraçasse. O que não fazia muito sentido, porque eu queria que ele me abraçasse, mas minha mente estava muito confusa e preferi evitar. De qualquer forma, ele se aproximou da minha cadeira e se inclinou pra me beijar, e eu virei o rosto pra cima pra evitar que ele me beijasse no pescoço sensível… e aí ele me beijou bem na a boca!
E ainda por mais tempo do que devia!
Depois se endireitou e foi embora, me deixando paralisada na cadeira. Eu virei uma gelatina. Totalmente excitada, mas sem saber o que fazer. Meu coração batia muito rápido, meus bicos pareciam querer furar a blusa e minha buceta parecia um rio de lava. Passei os dedos delicadamente nos lábios, pra não deixar a sensação do beijo sumir, e com a outra mão acariciei meus peitos.
Depois de vários minutos assim, fui me recuperando da despedida. Levantei, arrumei a mesa e fui pro meu quarto tomar banho e me vestir. Resisti à vontade de me masturbar, mas foi difícil.
Passei o dia distraída de novo no escritório. Se continuasse assim, nunca terminaria o projeto, mas era que toda vez que tentava fazer alguma coisa, alguma lembrança me atacava. Os lábios dele, o cheiro do creme de barbear, o abraço do dia anterior, a barriga dele contra minha bunda. Definitivamente, tinha decidido que sim, que era o pau dele que eu tinha sentido quando ele se apertou contra mim.
De novo cheguei cedo em casa e me troquei pra ir pra academia. Eu também me mantinha firme graças aos meus treinos pesados duas ou três vezes por semana. As máquinas de exercício deram um jeito de tirar o Miguel da minha cabeça. Quando terminei, suada e cansada, só tinha forças pra pensar em um banho e na minha cama. Ao chegar em casa, vi que o Miguel estava no quarto dele estudando ou lendo. Sempre que eu ia pra academia, ele sabia que não teria janta, então com certeza tinha preparado algo. Tomei um iogurte, tomei banho e fui dormir.
De novo tomamos café da manhã juntos e, conforme o café se aproximava do fim, eu ficava mais nervosa. Ele não demonstrava nada, mas de vez em quando eu pegava ele olhando pro meu peito. Sem ter muita certeza do que fazer, pouco antes de terminarmos de comer, levantei do meu lugar e fui pro meu quarto. Da porta da cozinha, me despedi dele:
— Preciso fazer umas coisas. vemo-nos à noite—
—Claro, mãe — respondeu ele, com um leve tom de decepção na voz.
—Deixa os pratos na pia que eu lavo depois — completei e fui pro quarto.
Lá terminei de me arrumar pra ir pro escritório e, antes de sair, me certifiquei de que ele já tinha ido embora.
Depois passei a manhã inteira no escritório pensando que tinha sido muito grossa com ele de manhã. Que talvez ele estivesse magoado. E eu também me sentia magoada com meu próprio comportamento! Como é que eu tinha deixado ele ir embora sem me despedir direito? E aí voltava com minhas recriminações silenciosas. O fato é que foi mais um dia de baixo rendimento no escritório.
No fim da tarde, lembrei do meu exemplo do bolo de chocolate e pensei:
— Bom, é verdade que não devo comer o bolo de chocolate, mas não tem nada de errado em provar, né? Se eu deixar ele me dar um beijo de despedida, não estamos fazendo nada de errado. É só um beijo de despedida. Bom, um beijo e um carinho. E talvez um aperto. Mas definitivamente não tem nada de errado nisso.
Obviamente, estava completamente arrependida do meu comportamento e queria que ele chegasse em casa pra abraçá-lo, mas hoje era meu dia de academia e, de novo, quando cheguei à noite, ele já estava no quarto dele. Mesmo assim, bati na porta.
— Entra — ele disse.
— Oi, filho, boa noite. Como foi seu dia? — perguntei. Me pareceu ver o rosto dele se iluminar um pouco ao ouvir que eu me importava com ele, que não estava brava.
— Muito bem, mãe. Muito obrigado por perguntar. E você? Resolveu o que tinha pendente?
2 comentários - Meu Filho, o Chocolate que Posso Desejar, Mas Não Comer - P