(Capitulo 1) El acercamiento.

A noite inteira que durou a balada, minha cabeça só pensava nele. Virava a cabeça e parecia vê-lo em todo lugar. Sentia vontade de contar pras minhas amigas, de pegar o telefone e mandar mensagem, mas não, isso não era possível, nem sabia como ele se chamava.
Tantos churrascos tinham rolado, tantas fotos que eu tinha visto de tal evento e nunca tinha reconhecido ele.
Isso foi a primeira coisa que fiz, entrar no Facebook e revisar todas as fotos do meu pai e lá estava ele..
Em todas as fotos de tal evento.

Pensei em adicionar ele, mas não podia, ia ser muito na cara, pensei em mandar uma mensagem mas não achava a desculpa certa.
Várias semanas fiquei procurando situações pra falar com ele, pra ver ele e nada…
Até que, me veio uma ideia.
Faltavam semanas pro aniversário do meu pai…
Nada melhor do que organizar uma surpresa pra ele e quem melhor que um amigo dele pra me ajudar.

Com essa desculpa mandei mensagem pra ele no Facebook, tudo foi super bem, ele se empolgou pra caralho, topou a ideia.
Dias depois a gente tava conversando pelo WhatsApp, embora eu me preocupasse que as conversas começavam e terminavam sempre na organização da surpresa, toda vez que eu tentava sair um pouco disso, ele congelava a conversa, ou me deixava no vácuo ou respondia horas depois.
Finalmente chegou a noite, como a gente tinha planejado, todo mundo cancelou o churrasco dele e quando ele chegou em casa, lá estava todo mundo, inesquecível.
Aproveitei o evento inteiro pra me aproximar, agradecia ele, puxava assunto mas via que ele tava desconfortável, se esquivava da situação, de verdade ele tinha levantado do meu lado e ido com o copo pra longe.
O evento passou, fiquei bem magoada e frustrada mas depois de vários dias de luto decidi mandar mensagem pra ele.
Como se nada, peguei o telefone e mandei…

-Marcos: “Cami, não sei bem por que você continua me mandando mensagem, mas a gente pode arrumar uma treta à toa”

Não sabia o que responder pra isso, hesitei bastante mas depois de vários minutos..
-Cami “Nada, eu gosto de conversar com você, achei que a gente tinha algo” E aí, depois que você me ajudou a montar o negócio do meu pai..."

-M: "Como assim 'e aí', Cami? Do que você tá falando, que tipo de 'e aí'?"

-C: "Nada demais, é que eu gosto de conversar com você, achei que você também gostasse de mim."

-M: "Cami, você é filha de um dos meus melhores amigos, trabalho com seu pai há 15 anos, jogo futebol todo fim de semana... Você percebe a merda que pode dar?"

-C: "E qual é o problema? A gente tá só conversando, isso é tão errado assim?"

-M: "Você tem um monte de caras pra conversar, por que quer falar comigo? Ou vai me dizer que você gosta de mim? Fala sério."

-C: "Muito..."

-M: "Muito o quê? Tá me zoando?"

-C: "Eu gostei de você, desde aquele churrasco que a gente trocou olhares..."

-M: "Não, você tá completamente maluca."

Na hora, ele me bloqueou.

10 dias depois, passado o churrasco mensal em casa, onde a gente nem se cruzou, eu tava na minha cama vendo uma série e chegou uma mensagem.

-M: "Oi, Camila, desculpa minha reação no outro dia, sinceramente, não sabia o que te dizer. No dia que você começou a falar comigo, não pensei que era pra isso, senão não teria me envolvido. Você é uma garota maravilhosa, me diz que gosta de mim, me deixa doido. Mas entende que você é filha do meu amigo, não posso me jogar de cabeça e foda-se o que acontecer. Eu gostaria de conversar com você pessoalmente, se você não ficou ofendida e estiver a fim."

-C: "Não tô ofendida, quando você quiser."

-M: "Quinta-feira à tarde a gente toma um café."

Literalmente, me molhei só de pensar nisso, não parei de pensar naquela quinta.

Até que chegou...

A gente se encontrou num café, eu mal conseguia olhar nos olhos dele. Depois de uma conversa clássica pra quebrar o gelo, ele falou:

-M: "A verdade é que não sei o que você pensou de tudo isso, mas você entende que, aconteça o que acontecer, se alguém descobrir, vai dar merda?"

-C: "Sim, já sei, fica tranquilo que não contei pro meu pai que conversei com você..."

-M: "Agora me desculpa te perguntar isso, mas você me quer como namorado? Parece besteira, mas..."

Aí eu ri e falei:

-C: "Sim, pra casar e tudo. Convidei meu velho"
A conversa continuou, mais relaxada, até que:
M: "Bom, Cami, tenho que ir. Vamos fazer uma coisa… vai pra sua casa, pensa nisso… Pensa em tudo que te falei, os riscos, as coisas que não podemos fazer. Se você concordar, acredita em mim, a gente vai se divertir tanto, mas tanto mesmo…"
Fui pra minha casa, passei aquele dia… e na sexta-feira… Foi nosso primeiro grande encontro sexual de tantos que estavam por vir.

2 comentários - (Capitulo 1) El acercamiento.

Me encanta cami.
Mi mente ya volo por suerte/desgracia quiere mas