No dia seguinte, quando acordamos, eu e Rafa percebemos que a Eva não estava. Quando saímos da barraca, tivemos uma surpresa gostosa: a Eva estava pelada se lavando no rio. Ela tava de cócoras, lavando os sovacos, e apesar do que possa parecer na hora, ela tava linda pra caralho. Eu e Rafa não tirávamos os olhos dela, eu tava completamente hipnotizado até que o Rafa quebrou o silêncio. — Filho da puta, que sorte a sua ter uma mina tão maravilhosa.
Valeu, a verdade é que ela é maravilhosa, sim. Sou muito sortudo. A real é que você é um filho da puta e é normal que ela esteja com você. Valeu, também curto você pra caralho. — Não gostava dele, mas o que eu ia dizer? — Fico feliz que minha namorada tenha bons amigos. Admiro você levar tão de boa que sua mina fique o dia inteiro com os peitos, a bunda e a buceta de fora. Acabei me acostumando, ela é feliz, então eu sou feliz — falei sorrindo, mesmo que um sentimento de raiva daquele filho da puta crescesse cada vez mais dentro de mim. Pois é, não muitos levariam tão bem vendo o povo tirando foto com ela.
Sei que ela só me quer e temos confiança mútua, compartilho com ela que o importante é o interior das pessoas e não essa casca — falei enquanto pensava que aquele filho da puta queria me irritar. Tipo, você perdoaria tudo pra Eva. Não, que ela não ouse me trair dando pra outro cara porque senão eu largo ela, mas Eva, minha Eva nunca faria isso — tava feliz, tinha deixado claro que ela podia olhar, mas daí não passaria, claro que naquela época eu não sabia que ele já tinha comido ela várias vezes. Nessa hora a Eva chegou. Amo acampar, mas odeio que o banheiro seja o rio ou atrás de uma árvore. Tá vendo que valente? Não me assustei com os possíveis bichos. Amor, então vamos arrumar a mochila, que hoje à tarde a gente volta pra nossa casinha — falei enfatizando o "nossa casinha" praquele idiota do Rafa entender que minha Eva voltaria comigo — Você não contou pra ele ainda? — Rafa falou olhando pra Eva. Acho que a gente vai ficar mais uns dias, eu preciso descansar, a gente conversou ontem à noite, Rafa e eu, mas você já tava no saco de dormir. Mas Eva, amor, eu não posso ficar mais dias, tenho que voltar pro escritório… sabe que preciso adiantar os trabalhos pra depois não encherem o saco com o mês de férias depois do casamento. Bom, como quiser — disse Eva com voz triste — a gente volta junto. Não, não, amor, fica… mas a gente veio os três no mesmo carro… não posso voltar sozinho. Não se preocupa, Rubén — Rafa se meteu pela primeira vez — às 13h00 sai um ônibus pra Burgos e de lá, depois de algumas horas de espera, você pega outro e às 21h00 já tá confortavelmente em casa. Ah, então tá resolvido — falei tentando disfarçar meu mau humor. Fomos passar a manhã na praia até a hora de pegar meu ônibus, mas, por mim, tava puto pra caralho com a Eva, não queria fazer uma cena na frente do idiota do Rafa. A gente tava de boa deitado, Rafa e Eva praticando nudismo. Não acreditei, ali estavam dois dos três sócios do meu Escritório de advocacia, e vinha acompanhado de um terceiro, um gordo que tentava disfarçar sem sucesso a careca deixando o cabelo comprido, e eles vinham na nossa direção sorrindo. "Bom dia, Rubén" – disse Dom Joaquim, um dos meus chefes, com um sorrisão. "Bom dia" – respondi, forçando um sorriso. "Que surpresa mais agradável", disse Dom Joaquim. Enquanto eu falava com meus chefes, o gordo se aproximou da Eva, abraçou ela, deu dois beijos e apertou a mão do Rafa. "Aproveitando os dois dias de folga pra pegar um solzinho" – falei, sem muita convicção. "Vemos que veio com uns amigos" – disse Dom David, outro chefe meu, apontando com a cabeça pra minha mina e pro Rafa. Eu não conseguia parar de olhar de canto de olho como o gordo não parava de falar com a minha namorada e o Rafa. Lá estavam os dois pelados com aquele gordo e meus chefes do lado, sorte que eu pelo menos tava de sunga. "É… apresento vocês à Eva, minha mina, e ao Rafa, um amigo" – fiz as apresentações morrendo de vergonha, mas pelo menos a Eva, com a naturalidade de sempre, mesmo estando nua, aliviou um pouco a tensão. Eva se aproximou e deu dois beijos em cada um dos meus chefes.
— Então você é a famosa Eva de quem o Rubén tanto fala — disse Dom Joaquim. — Que gostosa e natural você é — comentou Dom David. — É, mas como o Rubén trabalha tanto, ele tem que voltar amanhã pro escritório e me deixa aqui sozinha — disse Eva, fazendo voz de brava, embora desse pra perceber que era brincadeira, já que deu um sorrisão ao falar. — Sozinha? Que malvados nós somos, mandando o namorado dela trabalhar tanto. — Bom, com meu amigo Rafa. — Vamos te compensar. Eu fiquei feliz, porque achei que iam me dar mais dias de folga, mas Dom David comentou: — Hoje à noite janta com a gente no nosso hotel, temos que te compensar já que fazemos seu namorado trabalhar tanto. — E futuro marido — completou Dom Joaquim —, que em menos de dois meses tem casório. A verdade é que, com o nervosismo, não lembro direito da conversa; eles me explicaram que o Carlos era o cozinheiro do acampamento onde a Eva foi, que na hora foi sacar um dinheiro — sendo que com meu salário não precisamos — e era um velho amigo dos meus chefes, e eles passavam férias juntos. A verdade é que eram um trio estranho; embora todos tivessem mais ou menos a mesma idade, uns 50 anos, meus chefes têm uma certa classe e não são vulgares igual aquele Carlos. Quando finalmente descobri todo o sofrimento da minha pobre Eva, fiquei sabendo que o puto do Carlos, como sabia pela Eva onde eu trabalhava, tinha se encarregado de mandar pros meus chefes o vídeo da Eva transando e oferecer a eles a chance de humilhar eu e a Eva. Passamos os seis a manhã na praia e, claro, a Eva era o centro das atenções dos meus chefes, que pelo menos em todo momento elogiaram como achavam maravilhoso eu ter uma namorada tão extrovertida. Chegaram a me dizer, sem dúvida vendo minha cara de preocupação, que: — Agora te valorizo mais, Rubén, você deve ser uma grande pessoa por não se importar que todo mundo veja sua namorada pelada, mostra que você é uma pessoa muito natural e autêntica. — Obrigado, Dom David — Pra mim, o comentário parecia uma besteira, mas pelo menos não ia dar em nada. minha demissão. —Vamos tirar umas fotos de lembrança desse dia fantástico — disse Carlos enquanto tirava a câmera. Tentei recusar, mas todo mundo, até a Eva, me criticou pela minha atitude, então tiramos várias fotos: de grupo, Eva e eu com meus chefes… esperava que não fossem parar no e-mail de todo mundo do escritório. Até porque, muitos sabiam que a Eva é nudista, mas uma coisa é saber no trampo, outra é ver ela pelada.
Às 13h01, eu via da janela do ônibus como Eva, um Rafa todo sorridente, Carlos e meus chefes acenavam tchau pra mim. Naquela época, eu ainda não sabia de nada do que venho contando, então confiava plenamente na minha namorada e que ela seria fiel, mas tinha certeza de que, com essa palhaçada, o babaca do Rafa ia tirar um álbum de fotos da Eva dos bons. "Bom, a gente vai comer e fechar uns negócios. Às 20h30 no hotel pro jantar", comentaram meus chefes. "Até a noite" — se despediram Rafa e Eva. Quando todos foram embora: "Finalmente o bostinha do teu namorado foi embora" — disse Rafa. "Não fala assim do coitado do Rubén. Pô, faz anos que ele tá contigo e nunca conseguiu te dar o que você precisa." "Eu não sei se preciso disso que você me disse ontem à noite. Já tô começando a me arrepender de ter te contado sobre os policiais..." "Por favor, Eva, a gente conversou ontem enquanto o bostinha dormia. Você não nasceu pra ser de um homem só. Precisa se sentir desejada, observada e admirada por homens. Nesses dias, vou fazer com que todos os homens te desejem e admirem teu corpo maravilhoso." Rafa enfiou a mão pela cintura do short da Eva e por baixo da calcinha fio dental até a buceta dela. "Mas se você já tá toda tesuda e molhada e a gente nem começou..." "Que eu fique me exibindo na frente dos homens e deixando eles com tesão" — disse Eva enquanto tirava a mão do Rafa — "não quer dizer que qualquer um pode meter em mim... nem você." "Vamos ver, vamos ver" — disse Rafa rindo — "vamos começar teu reinado de exibição... Vamos pra praia." A praia de Zarautz é muito comprida: 3/5 são pra quem usa roupa de banho, depois 1/5 é pra nudistas e o final pra esportes, principalmente surfistas. Não tem muitas mulheres na praia nudista, porque tem um clima meio gay. "Espera aqui, vou ver onde a gente fica." Rafa observou e escolheu um lugar. "Quero que você fique ali, quase no final, perto da beira, na frente daqueles surfistas." "Mas se são uns moleques..." "Cara, nem tanto... os 18 anos eles já têm bem completinhos." "Tão com as namoradas dele Não se preocupa, acho que eles não tão nem aí. Eva foi sozinha se colocar na frente dos surfistas e, bem devagar, abaixou o shortinho, ficando só de fio dental. Ela tirou um tempão pra dobrar o short e guardar na bolsa, enquanto olhava pro mar e deixava a rabeta à mostra. Depois, tirou a camiseta, ficando com os peitos de fora já que não usava sutiã, e por fim removeu o fio dental enquanto se virava pro grupo de surfistas e estendia a toalha.
Ela fazia muito bem, já que custou a ajustar a toalha e empinava a bunda pros caras, que não paravam de olhar e cochichar entre si, pra desgosto das minas que estavam com eles. Quando pareceu que a toalha tava bem colocada, ela se inclinou de novo pra pegar um maço de cigarro e fingiu que tava procurando alguma coisa. Com cara de desgosto, parou de remexer na bolsa e, com um cigarro na mão, foi na direção dos moleques. "Bom dia, alguém aí tem isqueiro?" – disse Eva, enquanto se agachava de pernas abertas e a buceta bem à mostra na frente de um dos caras.
— Não fumo — disse o garoto sem tirar os olhos da buceta da Eva — é ruim, você devia parar.
— É, mas como não faço nenhum esporte, me ajuda a controlar a fome e manter a forma.
— Pois realmente dá resultado — disse o garoto, levantando o olhar pela primeira vez, mas direto pras tetas da Eva.
Nessa altura, Eva já estava rodeada por quatro adolescentes.
— Valeu, gato. Vocês, pelo que vejo, o surfe ajuda a manter o corpo em forma… com o difícil que deve ser se manter em cima de uma prancha… eu nunca tentei — disse Eva com voz de inocente.
— Pois eu te ensino, é muito fácil — falou o que estava deitado na frente da Eva.
— E eu! — gritaram os outros garotos.
— Mas é que não tenho roupa de neoprene.
— Não precisa.
— É, mas não trouxe biquíni e não dá pra fazer sem biquíni.
— Claro que dá… muita gente faz assim.
— Sério? Vocês me ensinariam?… que meninos legais… Mas será que as namoradinhas de vocês não vão ficar bravas?
— Não são namoradas, são amigas… não se preocupa.
— Bom, eu sou Eva.
E todos se apresentaram com dois beijinhos. Eva sentia os quatro membros eretos dos garotinhos colados no corpo dela.
Os quatro caras e a Eva foram até a beira.
— Primeiro, é manter a postura fora d’água, apoia numa perna e levanta a outra pra trás, mantém o equilíbrio inclinando o corpo e se estabiliza com os braços. O tronco tem que ficar paralelo à prancha.
— É, as tetas olhando pra prancha — disse outro, que parecia mais experiente.
Os quatro caras ficaram atrás da Eva e viram ela fazer o exercício. Educadamente, ajudaram ela a manter a perna levantada: primeiro seguraram pelos quadris e pelo tornozelo, mas logo pegaram pelas axilas, roçando nas tetas, tocavam direto na bunda dela ou passavam os dedos pelos lábios da buceta. Quando acharam que a Eva já estava firme o bastante, resolveram começar os exercícios na água.
Vocês podem imaginar como passavam a mão nela enquanto a colocavam na prancha e como corriam, apressados, pra pegar a Eva quando ela caía. As amigas dos Os surfistas ficaram tão putos que acabaram indo embora. Em volta dos "instrutores", se juntou um monte de homens e moleques que não perdiam um detalhe de como a Eva era apalpada pelos pivetes. Alguns até se ofereceram pra ensinar a Eva também, mas os "instrutores" marcavam ela tão de perto que não deixavam ninguém chegar. Umas quatro paradas tinham entrado na água e dava pra ver que estavam se masturbando, e a maioria, de fora, ficava fotografando e imortalizando as aulas.
Rafa… tô aqui. —Chamei o Rafa, acenando pra ele. Oi, amor, cê tá aprendendo a surfar? —falei enquanto me aproximava dela como se tivesse acabado de chegar. Sim, esses caras legais tão me ensinando, mas acho que não aprendi nada e, pra ser sincera, é cansativo pra caralho.
Valeu, galera, por tentar ensinar essa atrapalhada aqui. Tô convidando vocês pra tomar um gole, é o mínimo que a gente pode fazer depois do trabalho de vocês. Eva foi até o quiosque pegar um porrão de gasosa com cerveja. O quiosque ficava na parte têxtil, bem longe, e Eva, depois de pegar a carteira, começou a andar pelada na direção dele. "Porra, ela vai pelada", disse um dos moleques sem perceber que o Rafa tava perto. "Foi mal, cara." "Relaxa, minha putinha adora andar pelada... vocês se esbaldaram passando a mão na minha mina... vi tudo, seus cuzões." E sem falar mais nada, os moleques saíram correndo com as pranchas e vazaram, certeza que pensaram que o Rafa ia brigar com eles. "Cadê os caras?", perguntou a Eva quando chegou com o porrão. "Vazaram..." e contou a história. "Vamos dar uma volta na área nudista, que tem uns tarados olhando, e depois voltamos pra barraca que hoje à noite tem o jantar chato com os chefes do cuzão. E aquele nojento seboso do Carlos, que puta coincidência encontrar ele aqui." "Você gostou de deixar os moleques excitados, né?" "Tenho que admitir que achei engraçado ver eles se aproveitando de mim e... sim, me deixou um pouco excitada." "Um pouco? Sabia que você ia gostar pra caralho. Melhor a gente ir pra barraca, porque eu fiquei excitado pra valer." "Rafa, não. Uma coisa é brincar com uns pivetes, mas eu tenho namorado, não esquece. Eu amo ele e vou casar em menos de dois meses. Deixa isso claro, senão a gente volta pra casa." "Como você quiser, como você quiser." Rafa não insistiu, sabia que naquela noite o Carlos e os chefes tinham preparado uma boa sessão de sexo pra ela, então com um sorriso no rosto e pegando a Eva pela cintura, foram buscar o carro.
Continua...
Valeu, a verdade é que ela é maravilhosa, sim. Sou muito sortudo. A real é que você é um filho da puta e é normal que ela esteja com você. Valeu, também curto você pra caralho. — Não gostava dele, mas o que eu ia dizer? — Fico feliz que minha namorada tenha bons amigos. Admiro você levar tão de boa que sua mina fique o dia inteiro com os peitos, a bunda e a buceta de fora. Acabei me acostumando, ela é feliz, então eu sou feliz — falei sorrindo, mesmo que um sentimento de raiva daquele filho da puta crescesse cada vez mais dentro de mim. Pois é, não muitos levariam tão bem vendo o povo tirando foto com ela.
Sei que ela só me quer e temos confiança mútua, compartilho com ela que o importante é o interior das pessoas e não essa casca — falei enquanto pensava que aquele filho da puta queria me irritar. Tipo, você perdoaria tudo pra Eva. Não, que ela não ouse me trair dando pra outro cara porque senão eu largo ela, mas Eva, minha Eva nunca faria isso — tava feliz, tinha deixado claro que ela podia olhar, mas daí não passaria, claro que naquela época eu não sabia que ele já tinha comido ela várias vezes. Nessa hora a Eva chegou. Amo acampar, mas odeio que o banheiro seja o rio ou atrás de uma árvore. Tá vendo que valente? Não me assustei com os possíveis bichos. Amor, então vamos arrumar a mochila, que hoje à tarde a gente volta pra nossa casinha — falei enfatizando o "nossa casinha" praquele idiota do Rafa entender que minha Eva voltaria comigo — Você não contou pra ele ainda? — Rafa falou olhando pra Eva. Acho que a gente vai ficar mais uns dias, eu preciso descansar, a gente conversou ontem à noite, Rafa e eu, mas você já tava no saco de dormir. Mas Eva, amor, eu não posso ficar mais dias, tenho que voltar pro escritório… sabe que preciso adiantar os trabalhos pra depois não encherem o saco com o mês de férias depois do casamento. Bom, como quiser — disse Eva com voz triste — a gente volta junto. Não, não, amor, fica… mas a gente veio os três no mesmo carro… não posso voltar sozinho. Não se preocupa, Rubén — Rafa se meteu pela primeira vez — às 13h00 sai um ônibus pra Burgos e de lá, depois de algumas horas de espera, você pega outro e às 21h00 já tá confortavelmente em casa. Ah, então tá resolvido — falei tentando disfarçar meu mau humor. Fomos passar a manhã na praia até a hora de pegar meu ônibus, mas, por mim, tava puto pra caralho com a Eva, não queria fazer uma cena na frente do idiota do Rafa. A gente tava de boa deitado, Rafa e Eva praticando nudismo. Não acreditei, ali estavam dois dos três sócios do meu Escritório de advocacia, e vinha acompanhado de um terceiro, um gordo que tentava disfarçar sem sucesso a careca deixando o cabelo comprido, e eles vinham na nossa direção sorrindo. "Bom dia, Rubén" – disse Dom Joaquim, um dos meus chefes, com um sorrisão. "Bom dia" – respondi, forçando um sorriso. "Que surpresa mais agradável", disse Dom Joaquim. Enquanto eu falava com meus chefes, o gordo se aproximou da Eva, abraçou ela, deu dois beijos e apertou a mão do Rafa. "Aproveitando os dois dias de folga pra pegar um solzinho" – falei, sem muita convicção. "Vemos que veio com uns amigos" – disse Dom David, outro chefe meu, apontando com a cabeça pra minha mina e pro Rafa. Eu não conseguia parar de olhar de canto de olho como o gordo não parava de falar com a minha namorada e o Rafa. Lá estavam os dois pelados com aquele gordo e meus chefes do lado, sorte que eu pelo menos tava de sunga. "É… apresento vocês à Eva, minha mina, e ao Rafa, um amigo" – fiz as apresentações morrendo de vergonha, mas pelo menos a Eva, com a naturalidade de sempre, mesmo estando nua, aliviou um pouco a tensão. Eva se aproximou e deu dois beijos em cada um dos meus chefes.
— Então você é a famosa Eva de quem o Rubén tanto fala — disse Dom Joaquim. — Que gostosa e natural você é — comentou Dom David. — É, mas como o Rubén trabalha tanto, ele tem que voltar amanhã pro escritório e me deixa aqui sozinha — disse Eva, fazendo voz de brava, embora desse pra perceber que era brincadeira, já que deu um sorrisão ao falar. — Sozinha? Que malvados nós somos, mandando o namorado dela trabalhar tanto. — Bom, com meu amigo Rafa. — Vamos te compensar. Eu fiquei feliz, porque achei que iam me dar mais dias de folga, mas Dom David comentou: — Hoje à noite janta com a gente no nosso hotel, temos que te compensar já que fazemos seu namorado trabalhar tanto. — E futuro marido — completou Dom Joaquim —, que em menos de dois meses tem casório. A verdade é que, com o nervosismo, não lembro direito da conversa; eles me explicaram que o Carlos era o cozinheiro do acampamento onde a Eva foi, que na hora foi sacar um dinheiro — sendo que com meu salário não precisamos — e era um velho amigo dos meus chefes, e eles passavam férias juntos. A verdade é que eram um trio estranho; embora todos tivessem mais ou menos a mesma idade, uns 50 anos, meus chefes têm uma certa classe e não são vulgares igual aquele Carlos. Quando finalmente descobri todo o sofrimento da minha pobre Eva, fiquei sabendo que o puto do Carlos, como sabia pela Eva onde eu trabalhava, tinha se encarregado de mandar pros meus chefes o vídeo da Eva transando e oferecer a eles a chance de humilhar eu e a Eva. Passamos os seis a manhã na praia e, claro, a Eva era o centro das atenções dos meus chefes, que pelo menos em todo momento elogiaram como achavam maravilhoso eu ter uma namorada tão extrovertida. Chegaram a me dizer, sem dúvida vendo minha cara de preocupação, que: — Agora te valorizo mais, Rubén, você deve ser uma grande pessoa por não se importar que todo mundo veja sua namorada pelada, mostra que você é uma pessoa muito natural e autêntica. — Obrigado, Dom David — Pra mim, o comentário parecia uma besteira, mas pelo menos não ia dar em nada. minha demissão. —Vamos tirar umas fotos de lembrança desse dia fantástico — disse Carlos enquanto tirava a câmera. Tentei recusar, mas todo mundo, até a Eva, me criticou pela minha atitude, então tiramos várias fotos: de grupo, Eva e eu com meus chefes… esperava que não fossem parar no e-mail de todo mundo do escritório. Até porque, muitos sabiam que a Eva é nudista, mas uma coisa é saber no trampo, outra é ver ela pelada.
Às 13h01, eu via da janela do ônibus como Eva, um Rafa todo sorridente, Carlos e meus chefes acenavam tchau pra mim. Naquela época, eu ainda não sabia de nada do que venho contando, então confiava plenamente na minha namorada e que ela seria fiel, mas tinha certeza de que, com essa palhaçada, o babaca do Rafa ia tirar um álbum de fotos da Eva dos bons. "Bom, a gente vai comer e fechar uns negócios. Às 20h30 no hotel pro jantar", comentaram meus chefes. "Até a noite" — se despediram Rafa e Eva. Quando todos foram embora: "Finalmente o bostinha do teu namorado foi embora" — disse Rafa. "Não fala assim do coitado do Rubén. Pô, faz anos que ele tá contigo e nunca conseguiu te dar o que você precisa." "Eu não sei se preciso disso que você me disse ontem à noite. Já tô começando a me arrepender de ter te contado sobre os policiais..." "Por favor, Eva, a gente conversou ontem enquanto o bostinha dormia. Você não nasceu pra ser de um homem só. Precisa se sentir desejada, observada e admirada por homens. Nesses dias, vou fazer com que todos os homens te desejem e admirem teu corpo maravilhoso." Rafa enfiou a mão pela cintura do short da Eva e por baixo da calcinha fio dental até a buceta dela. "Mas se você já tá toda tesuda e molhada e a gente nem começou..." "Que eu fique me exibindo na frente dos homens e deixando eles com tesão" — disse Eva enquanto tirava a mão do Rafa — "não quer dizer que qualquer um pode meter em mim... nem você." "Vamos ver, vamos ver" — disse Rafa rindo — "vamos começar teu reinado de exibição... Vamos pra praia." A praia de Zarautz é muito comprida: 3/5 são pra quem usa roupa de banho, depois 1/5 é pra nudistas e o final pra esportes, principalmente surfistas. Não tem muitas mulheres na praia nudista, porque tem um clima meio gay. "Espera aqui, vou ver onde a gente fica." Rafa observou e escolheu um lugar. "Quero que você fique ali, quase no final, perto da beira, na frente daqueles surfistas." "Mas se são uns moleques..." "Cara, nem tanto... os 18 anos eles já têm bem completinhos." "Tão com as namoradas dele Não se preocupa, acho que eles não tão nem aí. Eva foi sozinha se colocar na frente dos surfistas e, bem devagar, abaixou o shortinho, ficando só de fio dental. Ela tirou um tempão pra dobrar o short e guardar na bolsa, enquanto olhava pro mar e deixava a rabeta à mostra. Depois, tirou a camiseta, ficando com os peitos de fora já que não usava sutiã, e por fim removeu o fio dental enquanto se virava pro grupo de surfistas e estendia a toalha.
Ela fazia muito bem, já que custou a ajustar a toalha e empinava a bunda pros caras, que não paravam de olhar e cochichar entre si, pra desgosto das minas que estavam com eles. Quando pareceu que a toalha tava bem colocada, ela se inclinou de novo pra pegar um maço de cigarro e fingiu que tava procurando alguma coisa. Com cara de desgosto, parou de remexer na bolsa e, com um cigarro na mão, foi na direção dos moleques. "Bom dia, alguém aí tem isqueiro?" – disse Eva, enquanto se agachava de pernas abertas e a buceta bem à mostra na frente de um dos caras.
— Não fumo — disse o garoto sem tirar os olhos da buceta da Eva — é ruim, você devia parar. — É, mas como não faço nenhum esporte, me ajuda a controlar a fome e manter a forma.
— Pois realmente dá resultado — disse o garoto, levantando o olhar pela primeira vez, mas direto pras tetas da Eva.
Nessa altura, Eva já estava rodeada por quatro adolescentes.
— Valeu, gato. Vocês, pelo que vejo, o surfe ajuda a manter o corpo em forma… com o difícil que deve ser se manter em cima de uma prancha… eu nunca tentei — disse Eva com voz de inocente.
— Pois eu te ensino, é muito fácil — falou o que estava deitado na frente da Eva.
— E eu! — gritaram os outros garotos.
— Mas é que não tenho roupa de neoprene.
— Não precisa.
— É, mas não trouxe biquíni e não dá pra fazer sem biquíni.
— Claro que dá… muita gente faz assim.
— Sério? Vocês me ensinariam?… que meninos legais… Mas será que as namoradinhas de vocês não vão ficar bravas?
— Não são namoradas, são amigas… não se preocupa.
— Bom, eu sou Eva.
E todos se apresentaram com dois beijinhos. Eva sentia os quatro membros eretos dos garotinhos colados no corpo dela.
Os quatro caras e a Eva foram até a beira.
— Primeiro, é manter a postura fora d’água, apoia numa perna e levanta a outra pra trás, mantém o equilíbrio inclinando o corpo e se estabiliza com os braços. O tronco tem que ficar paralelo à prancha.
— É, as tetas olhando pra prancha — disse outro, que parecia mais experiente.
Os quatro caras ficaram atrás da Eva e viram ela fazer o exercício. Educadamente, ajudaram ela a manter a perna levantada: primeiro seguraram pelos quadris e pelo tornozelo, mas logo pegaram pelas axilas, roçando nas tetas, tocavam direto na bunda dela ou passavam os dedos pelos lábios da buceta. Quando acharam que a Eva já estava firme o bastante, resolveram começar os exercícios na água.
Vocês podem imaginar como passavam a mão nela enquanto a colocavam na prancha e como corriam, apressados, pra pegar a Eva quando ela caía. As amigas dos Os surfistas ficaram tão putos que acabaram indo embora. Em volta dos "instrutores", se juntou um monte de homens e moleques que não perdiam um detalhe de como a Eva era apalpada pelos pivetes. Alguns até se ofereceram pra ensinar a Eva também, mas os "instrutores" marcavam ela tão de perto que não deixavam ninguém chegar. Umas quatro paradas tinham entrado na água e dava pra ver que estavam se masturbando, e a maioria, de fora, ficava fotografando e imortalizando as aulas.
Rafa… tô aqui. —Chamei o Rafa, acenando pra ele. Oi, amor, cê tá aprendendo a surfar? —falei enquanto me aproximava dela como se tivesse acabado de chegar. Sim, esses caras legais tão me ensinando, mas acho que não aprendi nada e, pra ser sincera, é cansativo pra caralho.
Valeu, galera, por tentar ensinar essa atrapalhada aqui. Tô convidando vocês pra tomar um gole, é o mínimo que a gente pode fazer depois do trabalho de vocês. Eva foi até o quiosque pegar um porrão de gasosa com cerveja. O quiosque ficava na parte têxtil, bem longe, e Eva, depois de pegar a carteira, começou a andar pelada na direção dele. "Porra, ela vai pelada", disse um dos moleques sem perceber que o Rafa tava perto. "Foi mal, cara." "Relaxa, minha putinha adora andar pelada... vocês se esbaldaram passando a mão na minha mina... vi tudo, seus cuzões." E sem falar mais nada, os moleques saíram correndo com as pranchas e vazaram, certeza que pensaram que o Rafa ia brigar com eles. "Cadê os caras?", perguntou a Eva quando chegou com o porrão. "Vazaram..." e contou a história. "Vamos dar uma volta na área nudista, que tem uns tarados olhando, e depois voltamos pra barraca que hoje à noite tem o jantar chato com os chefes do cuzão. E aquele nojento seboso do Carlos, que puta coincidência encontrar ele aqui." "Você gostou de deixar os moleques excitados, né?" "Tenho que admitir que achei engraçado ver eles se aproveitando de mim e... sim, me deixou um pouco excitada." "Um pouco? Sabia que você ia gostar pra caralho. Melhor a gente ir pra barraca, porque eu fiquei excitado pra valer." "Rafa, não. Uma coisa é brincar com uns pivetes, mas eu tenho namorado, não esquece. Eu amo ele e vou casar em menos de dois meses. Deixa isso claro, senão a gente volta pra casa." "Como você quiser, como você quiser." Rafa não insistiu, sabia que naquela noite o Carlos e os chefes tinham preparado uma boa sessão de sexo pra ela, então com um sorriso no rosto e pegando a Eva pela cintura, foram buscar o carro.
Continua...
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