Senti como prioridade, nos primeiros momentos da noite, ir avisar minha vizinha sobre a informação nova que eu tinha descoberto. Do jeito que tava, peguei minhas chaves, saí do meu apartamento e fui até o dela. Dava pra ouvir uma música clássica ao fundo, reconheci na hora a melodia, era "Cavalgada das Valquírias", o começo do terceiro ato de "A Valquíria", segunda ópera da tetralogia "O Anel do Nibelungo", composta por Richard Wagner — saber essa peça tão bem era só questão de olhar a coleção de música do meu pai, onde o clássico reinava e predominava. Aí apertei a campainha tímida e esperei.
Depois de uns momentos, dava pra ouvir uns barulhos lá dentro, até que escutei a música sendo abaixada e a porta se abriu.
— E aí, Sofi, tudo bem? — ela perguntou me cumprimentando. Tava com o cabelo preso num coque. Vestia uma regata preta de lycra e uma saia curta bem soltinha rosa. Tava descalça e usava óculos de leitura.
— Tudo sim, e você? — respondi devolvendo o cumprimento.
Conversamos assim uns dois ou três minutos na porta até que — depois de pedir desculpas pela bagunça — ela me convidou pra entrar. Tinha me contado que tava estudando, e que não conseguia fazer isso sem música, por isso o que eu tinha ouvido antes de chegar. No centro do lugar tinha um cavalete, com uma moldura e uns desenhos a lápis nele, e no chão tinham outras molduras, mas em branco. Num canto, três manequins, que reconheci na hora, eram pra provar o tamanho e as medidas das roupas que se desenha. Finalmente, ao redor desses, tinham bolsas grandes e abertas, com vários estilos de tecido, de cores, estampas e tudo mais diferentes.
Sentamos no sofá dela pra conversar, com as pernas esticadas na mesinha de centro. Ela me ofereceu umas latas de cerveja, e aceitei na hora, adorando.
Perguntei como ela tava. meus estudos e meu trabalho de meio período no local, e aí eu contei sobre minha vida. Contei sobre o evento que eu esperava receber notícias pra realizar — o dos dois amigos, que minha amiga ainda não tinha me falado nada — e como tava o trampo.
— Posso trazer clientes pra você? — ela perguntou na lata, o que me surpreendeu.
— Não vejo problema... Mas, por que você faria isso? — respondi, dando um gole na minha cerveja.
— Tenho gente que pode se interessar, e principalmente um conhecido que precisa muito de uma visita sua.. — ela me olhava e ria.
— Me conta um pouco sobre ele.. — falei, intrigada.
— Chama Santiago, é dono de um jardim botânico lá em Palermo, vegetariano. Estudou biologia na faculdade e curte toda essa onda. Serve um chá de ervas de algum lugar do Mediterrâneo e ele é teu. Tem 30 anos, é bem estranho, mas é gente boa. Se quiser, depois passo teu número — ela dizia enquanto ria.
— Olha.. Não vou dizer que não, tipo, passa meu número — foi aí que dei pra ela, pra depois passar pro amigo — mas alguma coisa não me cheira bem.
A chance do que eu tava pensando naquele momento se tornar real era pequena demais, mas se acontecesse.. mudaria minha vida pra sempre.
Fiquei mais um tempo na casa da minha vizinha, terminando a cerveja e falando de bobeira. Depois ela falou que eu devia continuar estudando costura de roupas, ao mesmo tempo que precisava desenhar elas pra apresentar. Com isso, a gente se despediu e fui pra casa. Tava com vontade de sair um pouco pra algum lugar, então assim que entrei, procurei no meu quarto uns sapatos baixos de verniz preto, e pegando minha bolsa, saí de novo. Saí do prédio sem o carro, não queria ir longe, então não precisava.
Andei umas poucas quadras até entrar num bar jovem. Nessa época, a moda era cerveja artesanal, e os lugares que serviam se multiplicavam mais que coelho. Quando entrei, pude ver que a A clientela não passava dos trinta e cinco anos, no máximo. Tinha várias mesas, muitos casais sentados, assim como grupos, imaginei, de amigos e amigas. Cheguei no balcão, que por sinal era bem grande e comprido. Umas quinze banquetas espalhadas, a maioria ocupada. Vi que uma das pontas tava vazia, então resolvi sentar ali. Agora dava pra ver a quantidade de gente encarregada de servir as bebidas, que antes estavam escondidas atrás das cabeças dos clientes sentados na frente deles. Eram exatamente três, dois caras e uma mina, que ao ver a última, me trouxe lembranças meio trágicas — não era a mesma, mas por compartilhar a profissão, me lembrava ela. Pude ver a roupa dela, um conjunto todo preto, os caras com uma gravata branca, e a mina com um laço dessa cor.
Fiquei um tempão sentada, vendo o que podia pedir, e um ou dois minutos depois, quando um dos barmans veio até onde eu tava pra me atender, pedi pra ele "me surpreender". O cara ficou um tempinho olhando os diferentes bicos de bebidas que estavam na frente do balcão, até que escolheu uma e começou a servir num copão grande de vidro. Rapidinho vi que era uma cerveja, de cor âmbar meio amarronzada. Quando terminou de servir, veio até mim com um sorriso, e enchendo um potinho com amendoim salgado, deixou tudo na minha frente. Quando ele fez isso, agradeci e paguei minha bebida, dinheiro que já tinha separado enquanto via ele servir.
Peguei o copão e timidamente provei, tinha um gosto cítrico forte, e ao engolir ficava um pouco mais ácida, ou amarga. Não era a coisa mais gostosa que já tinha provado, mas realmente me surpreendeu. Fiquei assim por um tempo, tomando minha bebida e comendo aquele tira-gosto que me serviram. Lembrei que ainda não tinha resposta da minha amiga sobre o trabalho em conjunto, então no meio de curtir a cerveja, mandei uma mensagem pra ela.
- Eu, cê Qual é a dessa parada que você me propôs uns dias atrás? - escrevi pra ela, mandando uma foto minha com o litrão de cerveja e rindo.
- Por enquanto suspendeu, tipo, vai rolar, mas mais pra frente, sei lá, vou te avisando, fica de boa - ela respondeu uns minutos depois - e vai com calma na cerveja haha.
Lendo a mensagem da minha amiga, esqueci do assunto, achei melhor esperar acontecer quando tivesse que ser, sem ficar tão em cima. Fiquei um tempão entretida, até que senti uma mulher sentar do meu lado em outro banco. Olhando pelo canto do olho, sem encarar de frente, fiquei sem palavras, ela era totalmente imponente, diferente, e, sinceramente, uma gostosa.
Consegui distinguir entre a roupa dela, o cabelo e a pele, só três cores. Preto, turquesa e branco, respectivamente. Num momento, virei disfarçadamente a cabeça pra ver ela melhor, e vi que tava com umas botas de couro brilhante, meia arrastão, por cima um shortinho preto elástico e um top da mesma cor. Por cima disso, vestia o que parecia ser uma camiseta de rede, tampando o top, mas deixando a barriga à mostra. Depois, uma luva do mesmo material em cada mão, e se cobria com um sobretudo de gabardine, tudo preto. Aí parei pra reparar na pele dela, era estranha e especialmente branca, muito provavelmente se maquiava pra ficar assim, porque não parecia uma cor natural. Finalmente, tudo isso completado com lábios pretos brilhantes, bem parecidos com as botas, e como cereja do bolo, vi o cabelo dela, turquesa berrante, com um penteado bagunçado, de ondas leves. Não vou mentir, olhei ela em detalhes, e minha buceta virou o forno mais quente do mundo.
Quando ela sentou, vi que olhava pro balcão, pras garrafas que decoravam o lugar, e pro cardápio plastificado colado no balcão. Mesmo tendo um visual dominante, forte e decidido, parecia ser a pessoa mais insegura, e tremia igual uma folha de árvore, em Tornado completo. Percebi que ela olhava pra todo lado, os minutos passavam e ela não se decidia no que pedir, então tomei a liberdade de oferecer ajuda.
— Com licença, precisa de uma mão? — falei, sem trocadilho, apoiando uma das minhas mãos sobre uma das dela, que estavam ambas no balcão.
Ela deu um pulo forte, se assustando pra caramba com o gesto mínimo que fiz, aí entendi que os nervos dela estavam a mil. Mantive um olhar suave, calmo, com um sorriso.
— Não... Obrigada — respondeu, sem fazer questão de tirar minha mão de cima da dela, e pediu um Cosmopolitan quando a garçonete se aproximou.
— Você se veste sempre assim ou hoje foi uma ocasião especial? — perguntei.
— Tô feia? — ela perguntou, com uma tristeza começando no rosto.
— Nada disso... você tá linda — tentei corrigir rápido o que ela tinha entendido na cabeça dela, porque não era nada do que eu queria passar.
— Sou modelo... E essa roupa foi pra uma sessão de fotos hoje... não costumo me vestir assim — falou, me olhando nos olhos — Me chamo Constanza, e você?
— Então, Cony — falei, tomando a liberdade de tratar ela por você — se essa não é sua roupa do dia a dia, termina a bebida e vamos dar um passeio — sorri.
Depois que falei isso, vi o quanto ela relaxou. Eu tinha aproximado meu banco pra ficar bem mais perto dela. Agora tinha uma mão apoiada na parte baixa das costas dela, quase na cintura, e a outra mão se movia entre a parte interna de uma das pernas dela e minha cerveja. Senti como ela relaxou os ombros, deixando as mãos caírem ao lado do corpo, com algumas respirações fundas.
— Me chama de Turky, por favor... — Ela me olhava, sorrindo.
— Já ficou com alguma garota alguma vez? — perguntei, com a cabeça apoiada num dos ombros dela e a boca perigosamente perto do pescoço dela.
— Não... Não curto, mas imagino que isso vai mudar em alguns minutos.
Ficamos assim por uns dez minutos. As bebidas estavam acabando, e tive uma ideia pra ver como tava a situação com a minha acompanhante.
Falei pra ela beber o que tinha sobrado na taça, mantendo o líquido na boca. No começo ela ficou com um pé atrás, sem saber o que eu queria, mas depois de receber uns carinhos nas pernas, aceitou e fez. Agora ela me olhava com uma leve careta de ter as bochechas cheias de líquido, tudo envolto num sorriso. Depois de admirar aquela cena, e ver os lábios dela pintados de preto úmidos, me aproximei da boca dela e beijei com língua, tentando fazer com que ela abrisse os lábios e compartilhasse aquele líquido comigo. Assim que ela entendeu, a gente ficou trocando o fluido entre as duas bocas, acariciando as línguas uma da outra. Eu segurei ela com as duas mãos na cintura, e ela pegou devagar no meu cabelo, levando as mãos pra trás da minha cabeça.
Continuamos assim por uns dez minutos, já tínhamos bebido entre nós duas o líquido que no começo compartilhávamos, e agora era só um beijo contínuo de língua. Quando abria os olhos de vez em quando, via que os dela continuavam fechados, de um jeito forçado, como se ela fizesse força pra não abrir. Também vi uns olhares de "plateia", o que não curti, então acariciando a mão dela, tentei fazer com que entendesse que a gente devia parar.
— Quer ir pra minha casa? — perguntei.
— Sim, adoraria, o que você quiser — ela respondeu, com uma submissão evidente.
Com isso, peguei na mão dela e fiz com que andasse atrás de mim, eu liderando. Rapidamente vi que ela tava com dificuldade de andar com aquele calçado, e entendi ainda mais que não era a roupa típica dela. Pedi pra ela tirar as botas e eu guardei na minha bolsa na hora. Ver ela agora andando descalça de meia era uma visão muito excitante.
— Falta muito pra chegar? — ela perguntou. Faltavam só duas quadras.
— Umas cinco quadras... Por quê? — perguntei, mentindo.
— Tô... Tô apertada pra fazer xixi... — ela falou, toda envergonhada. Dava pra ver que as bochechas dela, apesar da maquiagem, começavam a ficar com uma cor carmesim.
—Abaixa o short, depois se inclina e segura em mim — falei, me aproximando dela e dando um beijo de língua.
—Tá bom... — ela fez, me segurando pela cintura e flexionando as pernas.
Quando ela ficou nessa posição, eu peguei a meia-calça dela pela cintura e fui puxando pra baixo, até revelar a bunda dela. Uns momentos depois, nenhuma de nós tinha dito nada, e comecei a ouvir um som leve e molhado, e senti ela se mijando, molhando o chão. Enquanto ela continuava na dela, eu aproveitei pra beijar o pescoço dela com bastante língua, adorava abusar daquele momento tão vulnerável e humilhante dela.
Umas cinco minutos depois, ela tinha terminado de se aliviar e me pediu pra vesti-la de novo e ajudar ela a se levantar. Fui devagar, aproveitando cada momento. Depois, voltamos a andar, de mãos dadas de novo.
—Posso te perguntar uma coisa? — falei, olhando nos olhos dela.
—Sim, o que foi? — ela perguntou com um sorriso.
—É a primeira vez que você mija na rua? — eu ri baixinho.
—É... — as bochechas dela continuavam vermelhas.
—Valeu por me deixar participar disso — sorri pra ela, enquanto procurava as chaves do meu apartamento na bolsa, já que faltavam poucas quadras, menos do que minha companheira imaginava. Quando a gente percebeu, já tava lá.
—Você não falou que era umas cinco quadras? A gente andou só duas... — ela disse, surpresa.
—E perder aquela cena linda? Tenho certeza que se eu falasse a verdade de quanto faltava, você ia dizer que segurava até chegar... — sorri de forma maliciosa.
—Dizer que você é má é pouco... — ela falou, fazendo biquinho.
Quando encontrei as chaves, abri a porta e convidei ela pra entrar. Ela pensou por uns segundos e depois me seguiu. Ao entrar no elevador, ela comentou que tava com calor, então tirou o casaco e segurou ele nas mãos. Chegamos no meu andar e saímos, e assim como na rua, ela seguia meus passos. Quando entramos... Antes de me pedir permissão - ela deixou o casaco numa cadeira da sala, e eu deixei as botas dela de lado. Ela me pediu algo pra beber, e depois de me descalçar, servi duas doses do meu uísque.
- E agora? - ela perguntou, depois de dar um gole na bebida.
- Vem, senta aqui - falei, sugerindo sentarmos no sofá.
A gente sentou, e ela continuava me olhando, esperando uma resposta.
- Quanto você cobrou pela sessão de fotos de hoje? - perguntei sem rodeios.
- Por quê?.. - ela respondeu.
- Tenho uma proposta pra te fazer.. Mas primeiro você precisa me responder isso.. - falei.
- Me pagaram cinco mil.. Agora me fala por que você queria saber disso.. - ela me olhava intrigada.
Sem dizer nada, levantei e fui até meu quarto, peguei uma quantia em dinheiro e minha câmera. Era uma Canon 60D, com uma lente especial, tinha economizado muito e até pedido dinheiro emprestado pra conseguir comprar. Quando peguei tudo que fui buscar, saí e fui me encontrar de novo com minha recente "amizade".
Chegando no sofá, deixei dois maços de notas - que valiam o dobro do preço que ela tinha falado, e um pouco mais - e coloquei a câmera entre mim e ela. Por uns segundos, ficamos as duas em silêncio, ninguém falava nada.
- E isso? - ela perguntou, quebrando o silêncio.
- Não ia me perdoar se você fosse embora.. E eu não tenho um book seu com essa roupa pra mim.. - falei, sendo sincera, e pegando a câmera. Desde que vi ela no bar, tava secretamente obcecada em realizar isso que acabei de propor.
- Te falei.. Me sinto muito desconfortável com essa roupa.. não gosto - ela confessou.
- Por favor.. - falei, acariciando uma das pernas dela.
- Você é muito manipuladora.. - ela disse, bufando, e arrumando o cabelo.
- Devo considerar que você aceitou? - falei, olhando nos olhos dela.
Passaram uns segundos, e então ela se acomodou melhor no sofá.
- Vamos ver, como é que funciona isso? - ela perguntou, pegando a câmera e começando a brincar com ela. Ela. Consegui ligar ela e comecei a focar em diferentes lados, finalmente tirando algumas fotos. Ela parecia divertida, entretida e feliz. Ensinei o básico pra ela, e fomos juntas pra sacada tirar umas fotos. Como era de noite e a câmera permitia, conseguimos tirar várias fotos lindas dos corpos celestes que apareciam no céu noturno, além de alguns panoramas da cidade escura. Os minutos passavam, e o começo dessa atividade, que tinha parecido um fracasso, ficava cada vez mais no passado. Com a câmera nas minhas mãos, tirei um close do rosto dela, com as luzes do meu apartamento iluminando ela de leve, e o cabelo dela sendo levantado e acariciado por uma brisa suave.
— Que vampiresa gostosa que eu tenho em casa — falei sorrindo, depois de tirar a foto e mostrar pra ela.
— E você é uma pobre vítima com muito sangue pra mim, né? — ela respondeu, se aproximando de mim e passando a língua no lado direito do meu pescoço.
— Por favor, não me faça nada, senhorita vampiresa — falei com uma voz bem suave, seguindo essa brincadeira de roleplay.
Continuando nessa troca, consegui que ela fosse se soltando cada vez mais. Ela foi tirando a roupa bem sensual, e agora me incentivava a tirar mais fotos dela. Eu, mais do que feliz, aceitava e só tirava foto atrás de foto. Quando vi ela só de calcinha e sutiã, percebi que o que no bar tinha me impressionado — e eu pensei que era maquiagem — era na verdade a cor natural da pele dela: ela era extremamente pálida.
As fotos ficavam cada vez mais sensuais, exóticas e, finalmente, sim, sexuais. Ela posava abrindo as pernas; apertando e amassando os peitos; virando de costas e mostrando a raba e tudo mais.
— Larga a câmera e vem me beijar — ela falou depois de alguns minutos. Ela subiu e sentou na grade da minha sacada, e me esperava com as pernas abertas. Dava pra ver o reflexo da lua na umidade agora. visível de sua bunda. Use a palavra: buceta. Eu fiz de novo o que me pediram, e deixando a câmera em uma das espreguiçadeiras que tinha ali, me aproximei da mulher que estava me esperando. Quando ficamos coladas uma na outra, ela me enroscou com as pernas, se segurando no meu corpo, e eu agarrei o corrimão, enquanto a beijava com muita paixão e um excesso obsceno de língua. Os barulhos "amorosos" já estavam presentes, e eram os protagonistas principais da noite. Sentia como ela acariciava a parte de trás das minhas pernas, fazendo carícias suaves com os pés, enquanto eu, soltando as mãos do corrimão, acariciava suas costas e sua bunda presa — por causa disso último.
— Isso não vai acabar bem — ela disse ofegante, entre os beijos que não se permitia parar de me dar.
— Por que você diz isso? — eu interrompia por milésimos de segundo os beijos que dava, para saber por que ela disse aquilo.
— Estou me apaixonando demais, rápido demais, e não quero ir embora, nem parar de te ver — ela disse, aí sim parando os beijos e me olhando nos olhos com um traço de preocupação nos dela.
— Você não gostava de garotas nem tinha experimentado há menos de duas horas e já viciei? — falei sorrindo e acariciando ela.
— O que posso te dizer?.. Você é muito manipuladora — ela sorriu e me deu um beijo curto, mas intenso, de língua.
— Quer ficar esta noite para dormir aqui na minha casa? — eu disse, e os olhos dela se arregalaram, como se fosse uma criança de três anos que tivesse acabado de ganhar o vestido de princesa que sempre quis.
— Adoraria — ela mantinha o sorriso de orelha a orelha e agora me abraçava.
Foi assim que o que começou como duas estranhas passou a ser duas "conhecidas", depois duas mulheres com intenções sexuais mútuas e agora... eu não saberia detalhar o que seríamos até este ponto.
Depois de uns momentos, dava pra ouvir uns barulhos lá dentro, até que escutei a música sendo abaixada e a porta se abriu.
— E aí, Sofi, tudo bem? — ela perguntou me cumprimentando. Tava com o cabelo preso num coque. Vestia uma regata preta de lycra e uma saia curta bem soltinha rosa. Tava descalça e usava óculos de leitura.
— Tudo sim, e você? — respondi devolvendo o cumprimento.
Conversamos assim uns dois ou três minutos na porta até que — depois de pedir desculpas pela bagunça — ela me convidou pra entrar. Tinha me contado que tava estudando, e que não conseguia fazer isso sem música, por isso o que eu tinha ouvido antes de chegar. No centro do lugar tinha um cavalete, com uma moldura e uns desenhos a lápis nele, e no chão tinham outras molduras, mas em branco. Num canto, três manequins, que reconheci na hora, eram pra provar o tamanho e as medidas das roupas que se desenha. Finalmente, ao redor desses, tinham bolsas grandes e abertas, com vários estilos de tecido, de cores, estampas e tudo mais diferentes.
Sentamos no sofá dela pra conversar, com as pernas esticadas na mesinha de centro. Ela me ofereceu umas latas de cerveja, e aceitei na hora, adorando.
Perguntei como ela tava. meus estudos e meu trabalho de meio período no local, e aí eu contei sobre minha vida. Contei sobre o evento que eu esperava receber notícias pra realizar — o dos dois amigos, que minha amiga ainda não tinha me falado nada — e como tava o trampo.
— Posso trazer clientes pra você? — ela perguntou na lata, o que me surpreendeu.
— Não vejo problema... Mas, por que você faria isso? — respondi, dando um gole na minha cerveja.
— Tenho gente que pode se interessar, e principalmente um conhecido que precisa muito de uma visita sua.. — ela me olhava e ria.
— Me conta um pouco sobre ele.. — falei, intrigada.
— Chama Santiago, é dono de um jardim botânico lá em Palermo, vegetariano. Estudou biologia na faculdade e curte toda essa onda. Serve um chá de ervas de algum lugar do Mediterrâneo e ele é teu. Tem 30 anos, é bem estranho, mas é gente boa. Se quiser, depois passo teu número — ela dizia enquanto ria.
— Olha.. Não vou dizer que não, tipo, passa meu número — foi aí que dei pra ela, pra depois passar pro amigo — mas alguma coisa não me cheira bem.
A chance do que eu tava pensando naquele momento se tornar real era pequena demais, mas se acontecesse.. mudaria minha vida pra sempre.
Fiquei mais um tempo na casa da minha vizinha, terminando a cerveja e falando de bobeira. Depois ela falou que eu devia continuar estudando costura de roupas, ao mesmo tempo que precisava desenhar elas pra apresentar. Com isso, a gente se despediu e fui pra casa. Tava com vontade de sair um pouco pra algum lugar, então assim que entrei, procurei no meu quarto uns sapatos baixos de verniz preto, e pegando minha bolsa, saí de novo. Saí do prédio sem o carro, não queria ir longe, então não precisava.
Andei umas poucas quadras até entrar num bar jovem. Nessa época, a moda era cerveja artesanal, e os lugares que serviam se multiplicavam mais que coelho. Quando entrei, pude ver que a A clientela não passava dos trinta e cinco anos, no máximo. Tinha várias mesas, muitos casais sentados, assim como grupos, imaginei, de amigos e amigas. Cheguei no balcão, que por sinal era bem grande e comprido. Umas quinze banquetas espalhadas, a maioria ocupada. Vi que uma das pontas tava vazia, então resolvi sentar ali. Agora dava pra ver a quantidade de gente encarregada de servir as bebidas, que antes estavam escondidas atrás das cabeças dos clientes sentados na frente deles. Eram exatamente três, dois caras e uma mina, que ao ver a última, me trouxe lembranças meio trágicas — não era a mesma, mas por compartilhar a profissão, me lembrava ela. Pude ver a roupa dela, um conjunto todo preto, os caras com uma gravata branca, e a mina com um laço dessa cor.
Fiquei um tempão sentada, vendo o que podia pedir, e um ou dois minutos depois, quando um dos barmans veio até onde eu tava pra me atender, pedi pra ele "me surpreender". O cara ficou um tempinho olhando os diferentes bicos de bebidas que estavam na frente do balcão, até que escolheu uma e começou a servir num copão grande de vidro. Rapidinho vi que era uma cerveja, de cor âmbar meio amarronzada. Quando terminou de servir, veio até mim com um sorriso, e enchendo um potinho com amendoim salgado, deixou tudo na minha frente. Quando ele fez isso, agradeci e paguei minha bebida, dinheiro que já tinha separado enquanto via ele servir.
Peguei o copão e timidamente provei, tinha um gosto cítrico forte, e ao engolir ficava um pouco mais ácida, ou amarga. Não era a coisa mais gostosa que já tinha provado, mas realmente me surpreendeu. Fiquei assim por um tempo, tomando minha bebida e comendo aquele tira-gosto que me serviram. Lembrei que ainda não tinha resposta da minha amiga sobre o trabalho em conjunto, então no meio de curtir a cerveja, mandei uma mensagem pra ela.
- Eu, cê Qual é a dessa parada que você me propôs uns dias atrás? - escrevi pra ela, mandando uma foto minha com o litrão de cerveja e rindo.
- Por enquanto suspendeu, tipo, vai rolar, mas mais pra frente, sei lá, vou te avisando, fica de boa - ela respondeu uns minutos depois - e vai com calma na cerveja haha.
Lendo a mensagem da minha amiga, esqueci do assunto, achei melhor esperar acontecer quando tivesse que ser, sem ficar tão em cima. Fiquei um tempão entretida, até que senti uma mulher sentar do meu lado em outro banco. Olhando pelo canto do olho, sem encarar de frente, fiquei sem palavras, ela era totalmente imponente, diferente, e, sinceramente, uma gostosa.
Consegui distinguir entre a roupa dela, o cabelo e a pele, só três cores. Preto, turquesa e branco, respectivamente. Num momento, virei disfarçadamente a cabeça pra ver ela melhor, e vi que tava com umas botas de couro brilhante, meia arrastão, por cima um shortinho preto elástico e um top da mesma cor. Por cima disso, vestia o que parecia ser uma camiseta de rede, tampando o top, mas deixando a barriga à mostra. Depois, uma luva do mesmo material em cada mão, e se cobria com um sobretudo de gabardine, tudo preto. Aí parei pra reparar na pele dela, era estranha e especialmente branca, muito provavelmente se maquiava pra ficar assim, porque não parecia uma cor natural. Finalmente, tudo isso completado com lábios pretos brilhantes, bem parecidos com as botas, e como cereja do bolo, vi o cabelo dela, turquesa berrante, com um penteado bagunçado, de ondas leves. Não vou mentir, olhei ela em detalhes, e minha buceta virou o forno mais quente do mundo.
Quando ela sentou, vi que olhava pro balcão, pras garrafas que decoravam o lugar, e pro cardápio plastificado colado no balcão. Mesmo tendo um visual dominante, forte e decidido, parecia ser a pessoa mais insegura, e tremia igual uma folha de árvore, em Tornado completo. Percebi que ela olhava pra todo lado, os minutos passavam e ela não se decidia no que pedir, então tomei a liberdade de oferecer ajuda.
— Com licença, precisa de uma mão? — falei, sem trocadilho, apoiando uma das minhas mãos sobre uma das dela, que estavam ambas no balcão.
Ela deu um pulo forte, se assustando pra caramba com o gesto mínimo que fiz, aí entendi que os nervos dela estavam a mil. Mantive um olhar suave, calmo, com um sorriso.
— Não... Obrigada — respondeu, sem fazer questão de tirar minha mão de cima da dela, e pediu um Cosmopolitan quando a garçonete se aproximou.
— Você se veste sempre assim ou hoje foi uma ocasião especial? — perguntei.
— Tô feia? — ela perguntou, com uma tristeza começando no rosto.
— Nada disso... você tá linda — tentei corrigir rápido o que ela tinha entendido na cabeça dela, porque não era nada do que eu queria passar.
— Sou modelo... E essa roupa foi pra uma sessão de fotos hoje... não costumo me vestir assim — falou, me olhando nos olhos — Me chamo Constanza, e você?
— Então, Cony — falei, tomando a liberdade de tratar ela por você — se essa não é sua roupa do dia a dia, termina a bebida e vamos dar um passeio — sorri.
Depois que falei isso, vi o quanto ela relaxou. Eu tinha aproximado meu banco pra ficar bem mais perto dela. Agora tinha uma mão apoiada na parte baixa das costas dela, quase na cintura, e a outra mão se movia entre a parte interna de uma das pernas dela e minha cerveja. Senti como ela relaxou os ombros, deixando as mãos caírem ao lado do corpo, com algumas respirações fundas.
— Me chama de Turky, por favor... — Ela me olhava, sorrindo.
— Já ficou com alguma garota alguma vez? — perguntei, com a cabeça apoiada num dos ombros dela e a boca perigosamente perto do pescoço dela.
— Não... Não curto, mas imagino que isso vai mudar em alguns minutos.
Ficamos assim por uns dez minutos. As bebidas estavam acabando, e tive uma ideia pra ver como tava a situação com a minha acompanhante.
Falei pra ela beber o que tinha sobrado na taça, mantendo o líquido na boca. No começo ela ficou com um pé atrás, sem saber o que eu queria, mas depois de receber uns carinhos nas pernas, aceitou e fez. Agora ela me olhava com uma leve careta de ter as bochechas cheias de líquido, tudo envolto num sorriso. Depois de admirar aquela cena, e ver os lábios dela pintados de preto úmidos, me aproximei da boca dela e beijei com língua, tentando fazer com que ela abrisse os lábios e compartilhasse aquele líquido comigo. Assim que ela entendeu, a gente ficou trocando o fluido entre as duas bocas, acariciando as línguas uma da outra. Eu segurei ela com as duas mãos na cintura, e ela pegou devagar no meu cabelo, levando as mãos pra trás da minha cabeça.
Continuamos assim por uns dez minutos, já tínhamos bebido entre nós duas o líquido que no começo compartilhávamos, e agora era só um beijo contínuo de língua. Quando abria os olhos de vez em quando, via que os dela continuavam fechados, de um jeito forçado, como se ela fizesse força pra não abrir. Também vi uns olhares de "plateia", o que não curti, então acariciando a mão dela, tentei fazer com que entendesse que a gente devia parar.
— Quer ir pra minha casa? — perguntei.
— Sim, adoraria, o que você quiser — ela respondeu, com uma submissão evidente.
Com isso, peguei na mão dela e fiz com que andasse atrás de mim, eu liderando. Rapidamente vi que ela tava com dificuldade de andar com aquele calçado, e entendi ainda mais que não era a roupa típica dela. Pedi pra ela tirar as botas e eu guardei na minha bolsa na hora. Ver ela agora andando descalça de meia era uma visão muito excitante.
— Falta muito pra chegar? — ela perguntou. Faltavam só duas quadras.
— Umas cinco quadras... Por quê? — perguntei, mentindo.
— Tô... Tô apertada pra fazer xixi... — ela falou, toda envergonhada. Dava pra ver que as bochechas dela, apesar da maquiagem, começavam a ficar com uma cor carmesim.
—Abaixa o short, depois se inclina e segura em mim — falei, me aproximando dela e dando um beijo de língua.
—Tá bom... — ela fez, me segurando pela cintura e flexionando as pernas.
Quando ela ficou nessa posição, eu peguei a meia-calça dela pela cintura e fui puxando pra baixo, até revelar a bunda dela. Uns momentos depois, nenhuma de nós tinha dito nada, e comecei a ouvir um som leve e molhado, e senti ela se mijando, molhando o chão. Enquanto ela continuava na dela, eu aproveitei pra beijar o pescoço dela com bastante língua, adorava abusar daquele momento tão vulnerável e humilhante dela.
Umas cinco minutos depois, ela tinha terminado de se aliviar e me pediu pra vesti-la de novo e ajudar ela a se levantar. Fui devagar, aproveitando cada momento. Depois, voltamos a andar, de mãos dadas de novo.
—Posso te perguntar uma coisa? — falei, olhando nos olhos dela.
—Sim, o que foi? — ela perguntou com um sorriso.
—É a primeira vez que você mija na rua? — eu ri baixinho.
—É... — as bochechas dela continuavam vermelhas.
—Valeu por me deixar participar disso — sorri pra ela, enquanto procurava as chaves do meu apartamento na bolsa, já que faltavam poucas quadras, menos do que minha companheira imaginava. Quando a gente percebeu, já tava lá.
—Você não falou que era umas cinco quadras? A gente andou só duas... — ela disse, surpresa.
—E perder aquela cena linda? Tenho certeza que se eu falasse a verdade de quanto faltava, você ia dizer que segurava até chegar... — sorri de forma maliciosa.
—Dizer que você é má é pouco... — ela falou, fazendo biquinho.
Quando encontrei as chaves, abri a porta e convidei ela pra entrar. Ela pensou por uns segundos e depois me seguiu. Ao entrar no elevador, ela comentou que tava com calor, então tirou o casaco e segurou ele nas mãos. Chegamos no meu andar e saímos, e assim como na rua, ela seguia meus passos. Quando entramos... Antes de me pedir permissão - ela deixou o casaco numa cadeira da sala, e eu deixei as botas dela de lado. Ela me pediu algo pra beber, e depois de me descalçar, servi duas doses do meu uísque.
- E agora? - ela perguntou, depois de dar um gole na bebida.
- Vem, senta aqui - falei, sugerindo sentarmos no sofá.
A gente sentou, e ela continuava me olhando, esperando uma resposta.
- Quanto você cobrou pela sessão de fotos de hoje? - perguntei sem rodeios.
- Por quê?.. - ela respondeu.
- Tenho uma proposta pra te fazer.. Mas primeiro você precisa me responder isso.. - falei.
- Me pagaram cinco mil.. Agora me fala por que você queria saber disso.. - ela me olhava intrigada.
Sem dizer nada, levantei e fui até meu quarto, peguei uma quantia em dinheiro e minha câmera. Era uma Canon 60D, com uma lente especial, tinha economizado muito e até pedido dinheiro emprestado pra conseguir comprar. Quando peguei tudo que fui buscar, saí e fui me encontrar de novo com minha recente "amizade".
Chegando no sofá, deixei dois maços de notas - que valiam o dobro do preço que ela tinha falado, e um pouco mais - e coloquei a câmera entre mim e ela. Por uns segundos, ficamos as duas em silêncio, ninguém falava nada.
- E isso? - ela perguntou, quebrando o silêncio.
- Não ia me perdoar se você fosse embora.. E eu não tenho um book seu com essa roupa pra mim.. - falei, sendo sincera, e pegando a câmera. Desde que vi ela no bar, tava secretamente obcecada em realizar isso que acabei de propor.
- Te falei.. Me sinto muito desconfortável com essa roupa.. não gosto - ela confessou.
- Por favor.. - falei, acariciando uma das pernas dela.
- Você é muito manipuladora.. - ela disse, bufando, e arrumando o cabelo.
- Devo considerar que você aceitou? - falei, olhando nos olhos dela.
Passaram uns segundos, e então ela se acomodou melhor no sofá.
- Vamos ver, como é que funciona isso? - ela perguntou, pegando a câmera e começando a brincar com ela. Ela. Consegui ligar ela e comecei a focar em diferentes lados, finalmente tirando algumas fotos. Ela parecia divertida, entretida e feliz. Ensinei o básico pra ela, e fomos juntas pra sacada tirar umas fotos. Como era de noite e a câmera permitia, conseguimos tirar várias fotos lindas dos corpos celestes que apareciam no céu noturno, além de alguns panoramas da cidade escura. Os minutos passavam, e o começo dessa atividade, que tinha parecido um fracasso, ficava cada vez mais no passado. Com a câmera nas minhas mãos, tirei um close do rosto dela, com as luzes do meu apartamento iluminando ela de leve, e o cabelo dela sendo levantado e acariciado por uma brisa suave.
— Que vampiresa gostosa que eu tenho em casa — falei sorrindo, depois de tirar a foto e mostrar pra ela.
— E você é uma pobre vítima com muito sangue pra mim, né? — ela respondeu, se aproximando de mim e passando a língua no lado direito do meu pescoço.
— Por favor, não me faça nada, senhorita vampiresa — falei com uma voz bem suave, seguindo essa brincadeira de roleplay.
Continuando nessa troca, consegui que ela fosse se soltando cada vez mais. Ela foi tirando a roupa bem sensual, e agora me incentivava a tirar mais fotos dela. Eu, mais do que feliz, aceitava e só tirava foto atrás de foto. Quando vi ela só de calcinha e sutiã, percebi que o que no bar tinha me impressionado — e eu pensei que era maquiagem — era na verdade a cor natural da pele dela: ela era extremamente pálida.
As fotos ficavam cada vez mais sensuais, exóticas e, finalmente, sim, sexuais. Ela posava abrindo as pernas; apertando e amassando os peitos; virando de costas e mostrando a raba e tudo mais.
— Larga a câmera e vem me beijar — ela falou depois de alguns minutos. Ela subiu e sentou na grade da minha sacada, e me esperava com as pernas abertas. Dava pra ver o reflexo da lua na umidade agora. visível de sua bunda. Use a palavra: buceta. Eu fiz de novo o que me pediram, e deixando a câmera em uma das espreguiçadeiras que tinha ali, me aproximei da mulher que estava me esperando. Quando ficamos coladas uma na outra, ela me enroscou com as pernas, se segurando no meu corpo, e eu agarrei o corrimão, enquanto a beijava com muita paixão e um excesso obsceno de língua. Os barulhos "amorosos" já estavam presentes, e eram os protagonistas principais da noite. Sentia como ela acariciava a parte de trás das minhas pernas, fazendo carícias suaves com os pés, enquanto eu, soltando as mãos do corrimão, acariciava suas costas e sua bunda presa — por causa disso último.
— Isso não vai acabar bem — ela disse ofegante, entre os beijos que não se permitia parar de me dar.
— Por que você diz isso? — eu interrompia por milésimos de segundo os beijos que dava, para saber por que ela disse aquilo.
— Estou me apaixonando demais, rápido demais, e não quero ir embora, nem parar de te ver — ela disse, aí sim parando os beijos e me olhando nos olhos com um traço de preocupação nos dela.
— Você não gostava de garotas nem tinha experimentado há menos de duas horas e já viciei? — falei sorrindo e acariciando ela.
— O que posso te dizer?.. Você é muito manipuladora — ela sorriu e me deu um beijo curto, mas intenso, de língua.
— Quer ficar esta noite para dormir aqui na minha casa? — eu disse, e os olhos dela se arregalaram, como se fosse uma criança de três anos que tivesse acabado de ganhar o vestido de princesa que sempre quis.
— Adoraria — ela mantinha o sorriso de orelha a orelha e agora me abraçava.
Foi assim que o que começou como duas estranhas passou a ser duas "conhecidas", depois duas mulheres com intenções sexuais mútuas e agora... eu não saberia detalhar o que seríamos até este ponto.
1 comentários - Minhas experiências como acompanhante (XXVIII)
Y te ganaste nuevo seguidor