Voyeur

As imagens se misturam, como se fosse um sonho. É por aí que entram o morbo, as contradições, o prazer, a loucura, os ciúmes. Desde a janela vejo mãos que subem e descem, dois corpos que se acariciam, se mordem. Bocas libidinosas que anseiam ser mordidas, olhos pecadores, mãos mais soltas agarradas aos glúteos e que simulam arrancar a roupa interior que deixou de ser interior há um bom tempo. Pescoços que se mastigam, olhares que creia que ela só tinha para mim, braços que se libertam infinitamente e se unem com as pernas e os músculos e os ombros e as línguas. Essa ligação é interrompida quando ela rasga o peito dele e cai até suas entrepernas com a vista fixa e insaciável. 
Como se fosse um encadeamento cinematográfico, um cambio de cena, uma nova montagem, se restabelece a conexão, mais acalmada, os arranhões se transformam em carícias, as mordidas em beijos e lambidas sensuais, ele acaricia o seu cabelo, a sua nuca e o seu olhar, ela percorre o seu sexo com a boca, apoia-se na sua virilha, tenta satisfazê-lo ainda com medo e pudor. Decide abraçá-lo pela cintura, voltar à sua boca e ao jogo anterior que se torna menos tenso, mas com mais complicidade e mais suportável, a penetração se faz irresistível, os gemidos já a previram, e assim foi, assim é, e assim começa o descobrimento do prazer, do possuir, do novo, da pele. Os gemidos, queixos e suspiros são uma orquestra sexual, gritos mudos, as bocas abertas exaustas e o ritmo do gozo, da alegria e da carne.


 ?E eu? Me masturbando, cheio de líquido pré-seminal na minha mão.

3 comentários - Voyeur

Continua porfa con el relato de las vacaciones en la casa rodante
Me tengo que sentar a escribir. El de la casa rodante ya fue hace mucho y lo terminé. Ahora Chato tiene un novio fijo, se ven seguido, Los espié y esto me salió escribir al otro dia. Ya me sentaré com tiempo a contar mas
Gracias sos lo mas te esperamos ambos ansiosos