Aquela mensagem me deixou com um mau pressentimento, tipo uma mistura de sensações, e não respondi. Nem naquela noite, nem na manhã seguinte. No fim, foi ele quem me mandou uma mensagem no celular à tarde:
— Qual é, Pablito, já broxou?
Fiquei na dúvida se respondia, se mandava ele esquecer, mas nem me dignei a responder. Esperava que ele simplesmente esquecesse.
Naquela terça à noite, estava jantando em casa com a Maria, ligado se ela ia falar alguma coisa sobre o Edu. Tava com medo desse segundo passo que ele dizia que ia dar, mas ela não falou nada.
Eu vivia numa mistura de raiva porque o cara era um sem-vergonha e eu mesmo tinha me metido nessa, expectativa e, sem dúvida, um certo tesão. Já na cama com a Maria, começamos a foder. Eu tava por cima dela, levando minha boca até o pescoço e os lábios dela enquanto metia devagar quando, entre gemidos, sussurrei se ela tinha visto o Edu. Ela me cortou na hora:
— Hoje não, Pablo...
— Por que não...?
— Ainda não... por favor... vamos fazer normal.
Sabia que tava agindo como um moleque mimado, mas não conseguia evitar. Na quarta no trabalho, tava subindo pelas paredes. Esperava o passo do Edu, mas ao mesmo tempo não respondia ele. Por outro lado, não via a hora de transar com a Maria fantasiando com ele, mas ela não parecia a fim. Naquela noite a gente trepou e eu não tive coragem de tocar no assunto. Depois peguei o celular e fiquei tentado a mandar uma mensagem pro Edu, mas me segurei.
Chegou a quinta e tudo desabou: um dia ruim no trabalho, a Maria sem dar bola pro assunto... e ainda ser quinta, o dia que o pessoal do escritório costumava ir tomar umas. Quando a Maria me escreveu dizendo que ia pro bar, não consegui mais me controlar e mandei pro Edu:
— Ei... hoje vão tomar umas cervejas, né?
Ele não respondia, e eu ficava olhando o celular toda hora. Finalmente, depois de meia hora, ele respondeu:
— Ô, rapaz! Pensei que tinha morrido.
— É... bom, muito trampo...
— Sei... pô, igual todo mundo.
— Como vai o teu plano? Hoje no bar vai dar a investida?
— Kkkk, meu plano... meu Plano... Como assim no bar, com todas as amigas fofoqueiras dela voando por perto, impossível, que ideia de merda você tem.
– Então?
– Depois te conto, agora não posso.
Bateu oito horas e meus colegas de trabalho foram embora, mas eu fiquei trabalhando. Tava realmente tenso e de olho no celular. Hesitei em mandar mensagem pra Maria e perguntar sobre o Edu, mas tinha medo de levar outro fora. No fim, foi o Edu quem me escreveu:
– Porra, cara, tenho sua namorada quase na minha frente, hoje ela veio de saia.
– Já... já sei. – Era verdade, lembrava de ter visto ela saindo de manhã com saia cinza e camisa azul.
– Tamo na varanda e a mina tá com calor...
– Já... beleza. – Eu não sabia o que dizer.
– Ela acabou de prender o cabelo num coque e, ao fazer isso, empinou os peitos pra frente, que já fiquei de pau duro na hora.
Eu imaginava a cena... aquele filho da puta sem tirar o olho... Pensava na Maria vendo ele mexendo no celular... se ela soubesse que tava escrevendo pra mim...
Não respondi, mas ele continuou:
– Porra, como a desgraçada cruza as pernas.... Cada vez que cruza, me deixa de pau estourando. Sua namorada é pura sacanagem, cara.
– Já... beleza... o que vou te dizer...
– Kkkk, vou nessa, te deixo continuar trampando.
Me dava nojo como ele descrevia o que a Maria fazia, mas inevitavelmente me excitava. Fiquei de pau duro com o que ele tinha escrito, mesmo me fodendo, não conseguia evitar.
Umas vinte minutos depois, vi que o Edu tava me ligando. Me surpreendi e me assustei um pouco. Mas vendo que tava praticamente sozinho, atendi o telefone fingindo tranquilidade:
– E aí, beleza, como é que é.
– Nada, cara – ele disse – aqui... indo pegar o carro. A Maria também tava indo embora. Então, sem enrolação, vou te contar. A parada é que tenho moral com um dos sócios e tô ajudando ele num caso que é foda, um caso que te deixa de queixo caído de importante. E aí, falei com o chefe se a Maria podia me ajudar e ele topou.
– Entendi... e aí?
– Como assim e aí? – ele riu – Primeiro que sua namorada vai ficar de calcinha no chão. Quando eu contar pra ela o quão viciado nisso eu sou. Quando ela ver que eu tô trabalhando nesse caso, vai ficar de cara. Pode até dar uma puta raiva, porque ela não sabe que eu também tô cuidando dele e tenho menos tempo de casa que ela, mas fazer o quê... cê me entende. Então é isso, amanhã chamo ela pra almoçar junto e conto.
— Bom... não vejo isso exatamente como... uma aproximação.
— Hahaha... cê sabe o que isso significa? Isso são horas e horas de eu no escritório dela... ela no meu... a gente marca de almoçar e revisa o caso... como cê tá levando, etc. O que cê achou que eu ia fazer? Tirar a rola na frente dela? Haha, essas coisas são assim, Pablito, devagar e sempre.
Enquanto ele falava, o que ele dizia começava a fazer sentido. O filho da puta falava com total segurança e confiança.
A gente se despediu e eu fui pra casa. No caminho, relia as mensagens dele e ficava excitado, do jeito que ele descrevia ela, como falava dela... Cheguei praticamente junto com a Maria, que tava poderosa e provocante... exatamente como o filho da puta do Edu tinha descrito. Dei um beijo nela, senti o cheiro do cabelo dela... tava terrivelmente tarado... Não dava pra evitar... Coloquei minhas mãos na cintura dela... beijei o pescoço dela... Meu Deus... precisava comer ela e ouvir ela gritar que queria um pauzão igual o do Edu. Precisava ouvir ela gemendo e gritando aquilo de novo.
********************
Quando minhas mãos e meus beijos já estavam convencendo a Maria, ela recebeu uma ligação. Pedi pra ela não atender, tava muito tarado, mas ela disse que precisava atender, que era uma das chefes.
Eu tava arrumando a mesa da sala enquanto olhava fixamente pra Maria, sentada no sofá, mexendo no cabelo e falando ao telefone. Ela tava de pernas cruzadas, salto alto, saia, camisa, cabelo preso num rabo de cavalo, exatamente como o Edu tinha descrito. Aquilo multiplicava meu tesão, como se eu tivesse algo que ele não pudesse ter. Assim que ela desligou, eu ataquei ela a ponto dela, surpresa, rir e perguntar o que tava rolando comigo. Eu não queria que ela trocasse de roupa, jantássemos e Porra. Não. Queria comer ela naquele exato momento, igual o Edu tinha visto ela há pouco.
– O que rola é que você é muito gostosa e me deixou muito tarado. – respondi entre beijos, deitando devagar sobre ela, que começou a responder meus beijos molhados com os dela e minhas apalpadas com a respiração ofegante. Abri a camisa dela e acariciei os peitos por cima do sutiã enquanto continuávamos nos beijando. Juntos, fizemos minha calça e minha cueca sumirem. Logo eu me deliciava acariciando as pernas dela, que ela não costumava mostrar de segunda a sexta... aos poucos fui rastejando para baixo, tirei os saltos dela e levantei a saia. Na minha frente apareceu uma calcinha preta, tão sóbria quanto provocante. Fiquei me perguntando quantas vezes o Edu, e mais alguém do escritório, tinha quebrado o pescoço tentando ver ela toda vez que ela cruzava as pernas. Comecei a beijar as coxas dela com delicadeza, quase fazendo cócegas... encostei meu nariz na calcinha dela e plantei um beijo ali na seda preta, que fez a Maria suspirar. Quando eu esperava que ela fechasse os olhos e se entregasse ao que vinha, ela sussurrou:
– Sabe que hoje eu tinha o Edu na varanda na diagonal, quase na minha frente?
Fiquei surpreso pra caralho, acho que era a primeira vez que ela começava algo.
– É? E como foi?
– Ah, coincidiu assim.
– E aí? – perguntei excitado enquanto tirava a calcinha dela.
– Bem... acho que peguei ele me olhando mais de uma vez...
Isso eu não esperava. Com minha cabeça entre as coxas dela, levantei o olhar. Ela olhava para baixo, para mim, com um olhar super safado. Estiquei a língua e a coloquei entre os lábios da buceta dela. Com a ponta, fui separando eles, devagar... até formar um caminho de cima a baixo, molhado e quente. A gente trocava olhares enquanto eu fazia isso.
– Me conta isso... como ele te olhava.
– Bem... foi estranho... mas hoje acho que vi ele me olhando.
Eu alternava lamber a buceta dela de cima a baixo com me deliciar vendo como a ppk dela ia se abrindo... e fazia mais perguntas. — O que ela estava olhando?
— Mmm... sei lá... entrei e tive a impressão de que ela me seguia com o olhar.
— Você teve a impressão ou viu?
— Vi no começo... e depois sentia que ela me olhava.
Eu acariciava as coxas dela e levava minha língua cada vez mais fundo naquela buceta que começava a ficar mais e mais molhada. Maria começava a suspirar cada vez mais rápido, fazendo aqueles movimentos involuntários nas pernas, tão característicos nela.
— E mais alguma coisa?
— Mmm... uuf... como você me come gostoso... Pablo.
— Ela não te olhou mais?
— Mmm... sim...
Minha pica tava prestes a explodir. O fato de ela sentir os olhos do Edu cravados no corpo dela me excitava como nada no mundo. Com uma mão eu separava os lábios da boceta dela pra lamber melhor e com a outra eu me masturbava devagar.
— O que mais ela olhou?
— Mmm... porra... acho... acho que olhou meus peitos uma vez ou outra.
— É? Ela olhava suas tetas?
— Ufff... mmm... acho... acho que sim... — eu já tinha achado o ponto certo no clitóris dela... ela já fechava os olhos e levava as mãos pra minha cabeça.
— E você gostou que ela olhasse?
— Mmm... porra... sei lá... continua...
— Você gostou?
— Mmm... uuf... pode ser...
— É?
— Sim...
— Por que você gostou?
— Mmm... assim... aí... me come aí... — disse ela, já torcendo um pouco o quadril. Faltava pouco pra ela, e pra mim também se eu continuasse me masturbando...
— Me diz por que você gostou...
— Deus... sei lá... mas eu gostava que ela me olhasse...
— Toca elas... toca nas tetas que ela olhava...
— Mmm... deus... continua... — ela começou a gemer e as mãos largaram minha cabeça e foram pras tetas dela, por cima do sutiã. Eu continuei perguntando e pedi pra ela tirar o sutiã, em segundos Maria tinha soltado os peitos do sutiã preto e admitiu que sim, que tinha gostado de como ela tinha olhado.
Eu tava louco de tesão, não aguentava mais...
— Toca você, se toca... — falei, me levantando e continuei me masturbando... ela se tocava no clitóris com uma mão e acariciava uma das tetas com a outra enquanto eu me punhetava. Debruçado sobre ela, podendo gozar a qualquer momento.
— Tava olhando pras suas tetas, hein!
— Mmm... sim...
— E te deixava com tesão que ele olhasse...?
— Mmm... porra... sim!! Me dava muito tesão!!
— Você fica molhada porque ele olha pras suas tetas... hein...! — eu me punhetava rápido enquanto ela se desmanchava de barriga pra cima no sofá... me inclinei um pouco...
— Sim!! Deus!! Me dá tesão...!! Me dá tesão que ele olhe...!! Porra...!!
— Queria que ele olhasse mais...? Que visse melhor as suas tetas!
— Porra... sim!!
— Sim?
— Mmm... quero que ele veja elas todas... porra...!!
— Sim? E ele se punheta pensando nas suas tetas?
— Sim, Deus!! Mmm... agora ele tá se punhetando pensando nas minhas tetas!! Deus... Já vou gozar!!
— Vai gozar...!? Vai gozar enquanto ele se punheta pensando em você!? — falando isso, uma gota branca já começou a escorrer da ponta do meu pau que tava a ponto de estourar... ela começou a gritar que tava gozando... Gozava igual uma louca...
Gritou fora de si enquanto eu começava a me derramar gemendo sem vergonha... ouvia ela gemer e ofegar... ficamos uns segundos onde os dois explodíamos de prazer e eu tive um orgasmo brutal, no começo tinha fechado os olhos e no final via como gozava em cima dela, pelo torso dela, de forma aleatória, respingando nas tetas, no sutiã dela, na camisa dela, e naquela mão dela que não parava de acariciar uma das tetas. A Maria não se importava de sentir que eu tava sujando ela, porque de olhos fechados ela se fundia num orgasmo tão brutal quanto o meu.
Sem dúvida tinha sido um ato sexual bem porra-louca e ainda por cima ela tinha sido a primeira a puxar o assunto do Edu. Talvez não tivéssemos ido muito mais longe do que quando semanas atrás a gente tinha transado e no meio do orgasmo ela tinha gritado coisas tipo que queria um pauzão igual o do Edu, mas considerando que a gente tinha passado um mês com um clima horrível por causa daquele dia em que eu tinha recebido ela sem sutiã, aquilo me parecia renascer completamente.
Depois de nos lavarmos, ela colocou o pijama e se aproximou toda dengosa, e percebi que estava meio corada. Sabia que não devia tocar no assunto. Jantamos e fomos pra cama, e eu ficava repassando mentalmente a comida de buceta e as coisas que a María tinha dito, quase sempre com aquela dúvida de quanto era fantasia e quanto era realidade.
*****************
No dia seguinte, lá pelas três da tarde, a María me escreveu:
— Pablo! Tenho uma notícia incrível pra te contar!
Eu sabia perfeitamente do que se tratava.
— Ah, é? Me conta.
— Não, não. Pessoalmente, ok?
No fim, combinamos de jantar naquela sexta à noite, mas antes, no meio da tarde, o Edu me escreveu:
— Como cê tá, Pablito. Sempre tenho que puxar isso sozinho.
— Bem, bom... eu pouco posso fazer.
— A gente tinha combinado que isso era coisa dos dois.
— É... não me vem muita ideia...
— Já falei com a María sobre o caso. Ela ficou toda elétrica.
— Ah, é?
— Sim... porra... mas eu esperava que ela se animasse... um abraço... dois beijos...
— E nada.
— Não, mano. Olha... não sei se cê tá muito a fim disso.
— Tô, tô. — eu me surpreendi sem nem hesitar.
— Falo porque o cara tarado que quer ser corno, que veio de noite me pedir isso, não sei onde tá.
Eu não concordava muito com a descrição dele, mas respondi:
— Tô, tô, fica tranquilo. Tô pensando umas coisas.
— Valeu, valeu. Olha... tua mina tá gostosa hoje... puta merda... que tesão de mulher. Não bati uma depois do almoço porque tô cheio de trampo.
Lembrei que naquela manhã a María tinha saído com uma saia de couro e uma camisa branca, sim, ela tava gostosa pra caralho. O Edu falou mais umas coisas sobre ela, naquele tom baixo; a verdade é que eu me sentia culpado, mas quanto mais ordinário e grosseiro ele falava da María, mais tesão me dava.
Eu não sabia até onde o Edu queria chegar. Supunha que com aquele ego inflado ele achava que ia comer a María e que eu queria isso, quando na real eu só queria que ele tentasse, bom, na verdade eu ainda não sabia o que queria. queria.
Jantei com a María e ela estava radiante de felicidade. Me contou que o Edu tinha chamado ela pra comer, que era algo importante, e que ela não fazia ideia do que seria, mas que finalmente tinha topado. Falou dele como se fosse mais um, sem dar importância por ser ele. Depois me explicou um pouco o caso e eu fingia que entendia tudo enquanto imaginava aquela comida com o Edu... e aquele moleque se esbaldando, olhando ela de cima a baixo.
Passaram-se duas semanas em que eu e a María estávamos de muito bom humor. Eu já estava mais focado e integrado na nova empresa, e minha mina estava encantada com aquele caso, que não parava de repetir que era o caso do ano. Foram duas semanas em que eu, de novo, tentava não encher o saco dela fantasiando na cama com o colega de escritório, mas que talvez a cada três gozadas, numa eu puxava o assunto e ela embarcava na fantasia. Além disso, tinha o tesão extra de que ela passava muitas horas no trabalho com o Edu. Em algumas dessas gozadas, a gente usava o vibrador de novo, eu imaginava que era a pica do Edu, mas não chegava a falar nada. O que a gente fazia era conversar muito enquanto trepava, era comum ela confessar antes do orgasmo que tinha pegado ele olhando pra bunda ou pras tetas dela alguma vez, ou que a excitava o Edu ter uma pica boa. Parecia que ela não queria admitir totalmente, mas aquelas gozadas eram realmente umas fodas daquelas comparadas com quando a gente transava sem meter o Edu como fantasia.
No entanto, quando eu quis voltar àquela história dela paquerar com ele no trabalho, ela logo me cortou, lembrando o trato que a gente tinha de só fantasiar de portas pra dentro. De alguma forma, ela ainda carregava aquele dia fatídico em que o Edu tinha cortado ela por não usar sutiã, embora já tivessem passado quase dois meses e a relação dela com o Edu não só tinha se normalizado, como estava mais fluida do que nunca.
Minha relação com o Edu foi ficando mais próxima. A gente se escrevia ou se ligava quando já tinha pouca gente no meu escritório. Ele era cada vez mais grosseiro ao falar dela, reclamava que ela usava muita calça, pedia pra eu "mandar ela de saia"; contava como ela se vestia... como cruzava as pernas, como os peitos dela marcavam, como mexia o cabelo, como mordia a caneta... Um dia ele me disse que, com ela sentada e ele de pé atrás dela, tinha visto os peitos dela praticamente inteiros pelo decote da camisa... fiquei tão excitado ouvindo aquilo que deu vontade de bater uma punheta no banheiro do trabalho...
Fomos, aos poucos, ganhando cumplicidade, sem que isso me fizesse parar de achar que ele era um baita cretino.
Numa sexta à noite, eu tava muito tarado por uma descrição especialmente puta que o Edu tinha feito da María. Fomos jantar fora e foi uma das poucas vezes que perguntei sobre o Edu fora do nosso quarto. No começo ela foi meio relutante, mas acabamos falando dele. Do que a María dizia sobre ele, dava pra perceber que era um cara educado e até cavalheiro, eu não parava de pensar na putaria que o cara fazia, porque quando falava comigo soltava umas barbaridades e umas sacanagens. Com mais perguntas minhas, ela acabou dizendo que não gostava dele, mas também não odiava.
– Você não dizia que ele era um imbecil?
– Sim... quer dizer... sim, ele é. Mas no trato do trabalho, só nós dois, ele é um cara agradável.
– Agradável?
– Sim... ele é legal, sei lá.
– Certeza que você já não acha ele feio.
– Cara... eu nunca disse que ele era feio.
– Ele é gostoso, não sei por que no começo você negava.
– Olha... eu não gosto dele, mas é verdade que dá pra entender quem goste.
Aquilo me surpreendeu pra caralho. Não sei explicar. Talvez não fosse grande coisa aquele "dá pra entender quem goste", mas me surpreendeu, me surpreendeu e me excitou.
Na manhã seguinte, parecia que o terceiro passo do plano do Edu vinha à tona. A María e eu estávamos agarradinhos, largados no sofá, quando ela recebeu uma mensagem, leu e me disse:
– O Edu me escreveu. Sabe como é. que na segunda temos reunião com um dos sócios. O Edu me falou pra preparar algumas coisas amanhã à tarde na casa dele.
– Amanhã à tarde você na casa do Edu?
– Sim, você acha bom ou ruim? Juro que às vezes me sinto tão perdida quanto no primeiro dia com isso.
– Por quê? Não tá claro? – a verdade é que nem eu sabia se a ideia da Maria ir na casa dele me dava mais tesão ou medo. Não medo de acontecer alguma coisa, mas sim do Edu abrir a boca ou fazer alguma besteira.
– Pra mim não tá nada claro. Você já bateu mais uma pensando nele e em mim?
– Bem... sim.
– Não entendo nada, mas o que você quer que aconteça?
– Se eu for sincera, tô como no começo, quero que... ele pense que você tá atrás dele, aí ele tenta algo, você corta, e a gente fica com tesão enquanto você me conta. Já sei que fazendo isso a gente se ferrou umas semanas atrás, mas tem que ter um jeito de fazer melhor.
– Tá. Entendi. Mas a gente tinha combinado que esse jogo, ou como quiser chamar, não sairia de casa e já tô te vendo pedindo pra eu me insinuar ou fazer alguma merda amanhã na casa dele.
– Pois é, Maria... você sabe o que me excita... sabe as fodas que a gente teve com isso... mas não me sinto no direito de pedir mais coisas, considerando que passamos um mês uma merda por causa disso. Sinto que é algo seu, que tem que partir de você.
– Partir de mim? Bom, isso é um pouco... cara de pau da sua parte... beira a chantagem emocional.
– Não, Maria, sério... você sabe o que me excita e a partir daí você vê... é que se dependesse de mim, eu pediria pra você ir de saia curtíssima e quase mostrar a calcinha pra ele amanhã.
– Que bruto você é.
– Viu? É isso. Se eu te peço algo, você não vai fazer, e eu entendo, então talvez o melhor seja você ver até onde tá disposta e se não for nada, paciência.
– Mas não é mais isso, Pablo, é que ele tá com a Nati, que é uma gata linda, se eu me insinuar ele não vai me seguir. rolo, ela vai me dar outro fora e vou ficar branca igual papel.
Eu sabia que não era assim, mas obviamente não podia dizer que não era e explicar por que sabia. A conversa tinha travado, assim como a cooperação da Maria na fantasia. Ficamos em silêncio, vendo TV, agarradinhos no sofá. Pouco depois, começamos a trocar beijos carinhosos.
— Te amo pra caralho, mesmo sendo doida varrida — ela disse.
— Também te amo pra caralho e me sinto meio culpado por te encher o saco com isso.
— Não fala besteira, fantasias são de boa, desde que controladas... o foda é que fosse com o Edu, que é colega de trabalho... e pode ferrar minhas coisas.
— Já... já tinha me falado isso.
— Olha, se na segunda a reunião der certo, o caso vai ficar muito mais na mão dos chefes do que na nossa... juro que se o Edu me chamasse na casa dele pra ver outro caso... talvez eu até me insinuasse, mesmo que levasse outro fora.
— Tem certeza?
— Sim. Agora o trampo tá todo dividido, mas cê sabe que daqui duas semanas tenho curso de novo, quando voltar vão me dar outro caso que posso pegar com o Edu, e seria um caso mais tranquilo.
— E o medo de levar outro fora?
— Olha... pensar que por causa dele a gente ficou uma semana mal... Isso eu não me perdoo. Se ele me desse outro fora, eu mandava ele se achar demais, dando o fora eu mesma, e fechava o assunto de vez.
Maria parecia ter as respostas na ponta da língua, tudo bem claro, como se tivesse matutando sobre o assunto. Falei que achava de boa e continuamos nos beijando de um jeito manso e meloso. Aquilo era uma boa notícia. Talvez eu pudesse falar pro Edu chamar ela em casa outro dia... por um caso menos importante...
As horas desse fim de semana foram passando, e eu estranhava o Edu não me mandar nenhuma mensagem com as frases dele, pedindo pra eu mandar ela gostosa ou fantasiando sobre o que ela poderia olhar ou até tentar algo com a Maria.
No meio da tarde de domingo, minha mina já tava pronta pra ir pra casa dela. casa. Eu tava com a mesma roupa do dia inteiro, nada demais, uma jeans e uma camisa listrada, é verdade que a calça era justa, mas normal. A gente se despediu com um beijo que foi esquentando, ou melhor, eu fui esquentando ele... até que ela se afastou sorrindo e falou:
— Vamos... já sei que essa cabeça tá a mil...
— Haha... vai lá, boa sorte, amanhã vocês vão arrasar.
Fiquei entediado em casa. Liguei a TV... mas tava bem tenso. Fiquei muito preocupado com o sumiço do Edu, tanto que dez minutos depois da Maria sair pela porta, mandei uma mensagem pra ele:
— Toma aí...
Ele leu na hora, mas não respondeu.
Os minutos foram passando, até viraram horas. Eram onze da noite e ela ainda não tinha voltado. O Edu não respondia e eu não escrevia pra Maria. Não sabia o que pensar, mas a ideia era que ela ia jantar em casa... Já era quase meia-noite quando ela chegou.
Não quis deixar transparecer a irritação por ela ter chegado tão tarde e não ter avisado que não jantaria em casa, então perguntei sutilmente. Ela disse que o Edu tinha pedido comida chinesa e que eles jantaram enquanto revisavam umas coisas, e que ela tinha esquecido completamente de me avisar. Ela tava muito estranha, talvez fosse porque tava focada naquela reunião importante, mas não sei... pra mim parecia suspeito. Disse que tava muito cansada e que no dia seguinte precisava estar com a cabeça fresca, foi tomar banho e logo depois foi pra cama, pronta pra dormir. Eu ficava olhando pro celular e o filho da puta do Edu continuava sem dar notícias.
Fui no banheiro escovar os dentes quando, por acaso, vi no cesto de roupa suja a roupa que a Maria tinha usado o dia inteiro, basicamente a camisa e a calcinha. Não dei importância até terminar de escovar os dentes, e aí enfiei a camisa direitinho no cesto e peguei a calcinha dela, uma calcinha de seda grená, normal. Uma coisa que a gente já tinha feito era, durante o sexo, eu cheirar a calcinha dela; Bom, aquela foi a primeira vez que levei aquela peça de roupa ao nariz... sem estar no meio do ato sexual com a Maria.
Levei as calcinhas ao rosto e aspirei todo aquele cheiro que me envolveu por completo... Meu Deus...! Cheiravam a buceta que dava vontade de morrer...! Em três segundos sentindo aquele aroma, a pica já tinha endurecido, e de novo um monte de perguntas me atacavam, principalmente se aquele cheiro era normal ou suspeitamente forte... Era verdade que ela tinha passado o dia todo com aquela calcinha... mas é que... porra... cheiravam pra caralho... Não sabia se realmente acreditava que a Maria tinha ficado com tesão pelo Edu a ponto de se molhar um pouco e deixar ali todo o cheiro de mulher dela... ou se o que rolava era simplesmente que eu queria acreditar nisso... mas o fato é que eu tava com a pica prestes a explodir e não conseguia parar de cheirar.
Me senti estranho, era algo bizarro fazer aquilo com a calcinha da Maria sem ela por perto... mas a excitação me dominava. Embriagado por aquele cheiro, comecei a me tocar... pensando, imaginando os dois na casa dela... a Maria ficando com tesão por ter o Edu por perto... ele olhando pros peitos dela no decote da blusa ou pra bunda apertada na calça jeans dela... Logo imaginei o Edu abrindo a calça, mandando ela chupar a pica dele e ela obedecendo, e na hora que ela fazia isso, a Maria se molhava de verdade... Minhas tocadas viraram uma punheta de respeito, pronto pra gozar na pia enquanto a Maria dormia... cheirando a calcinha da minha namorada, o cheiro de buceta dela... enquanto imaginava ela chupando a pica do Edu, uma pica que mal cabia na boca dela... Acabei dando uma gozada monstra... e enquanto eu gozava, não tinha dúvida de que sim, aquele cheiro de buceta não era normal, que aquela calcinha fedia à essência mais profunda da Maria porque ela tinha ficado com tesão ao ficar a sós com o Edu...
Extasiado e esvaziado sobre a pia, me recomponho pra limpar tudo, devolver a calcinha pro lugar e refletir um pouco no sofá. pronto, parecia que eu tinha pirado de vez cheirando a calcinha dela e imaginando tudo aquilo, mas logo depois já tava obcecado de novo com o assunto, tanto que não demorei nem cinco minutos pra mandar mensagem pro Edu:
- E aí, como foi?
Esperava que ele só respondesse no dia seguinte, mas quando vi que ele tava digitando fiquei nervoso pra caralho.
- Foi... foi...
- É mesmo?
- Sim, mano... ela não veio muito ousada, mas do jeitinho que tava de pijama já me deixou bem excitado...
- E nada interessante? Não rolou nada?
- Ela não te contou?
- O quê? Que porra é essa? - eu quase tive um infarto.
- Que ela ficou de olho grudado em mim o tempo todo, kkkk.
- Não sei do que cê tá falando.
- Não? Bom, amanhã te conto, que tenho que dormir.
Perguntei várias vezes o que ele queria dizer, mas ele não respondeu mais.
Continua
— Qual é, Pablito, já broxou?
Fiquei na dúvida se respondia, se mandava ele esquecer, mas nem me dignei a responder. Esperava que ele simplesmente esquecesse.
Naquela terça à noite, estava jantando em casa com a Maria, ligado se ela ia falar alguma coisa sobre o Edu. Tava com medo desse segundo passo que ele dizia que ia dar, mas ela não falou nada.
Eu vivia numa mistura de raiva porque o cara era um sem-vergonha e eu mesmo tinha me metido nessa, expectativa e, sem dúvida, um certo tesão. Já na cama com a Maria, começamos a foder. Eu tava por cima dela, levando minha boca até o pescoço e os lábios dela enquanto metia devagar quando, entre gemidos, sussurrei se ela tinha visto o Edu. Ela me cortou na hora:
— Hoje não, Pablo...
— Por que não...?
— Ainda não... por favor... vamos fazer normal.
Sabia que tava agindo como um moleque mimado, mas não conseguia evitar. Na quarta no trabalho, tava subindo pelas paredes. Esperava o passo do Edu, mas ao mesmo tempo não respondia ele. Por outro lado, não via a hora de transar com a Maria fantasiando com ele, mas ela não parecia a fim. Naquela noite a gente trepou e eu não tive coragem de tocar no assunto. Depois peguei o celular e fiquei tentado a mandar uma mensagem pro Edu, mas me segurei.
Chegou a quinta e tudo desabou: um dia ruim no trabalho, a Maria sem dar bola pro assunto... e ainda ser quinta, o dia que o pessoal do escritório costumava ir tomar umas. Quando a Maria me escreveu dizendo que ia pro bar, não consegui mais me controlar e mandei pro Edu:
— Ei... hoje vão tomar umas cervejas, né?
Ele não respondia, e eu ficava olhando o celular toda hora. Finalmente, depois de meia hora, ele respondeu:
— Ô, rapaz! Pensei que tinha morrido.
— É... bom, muito trampo...
— Sei... pô, igual todo mundo.
— Como vai o teu plano? Hoje no bar vai dar a investida?
— Kkkk, meu plano... meu Plano... Como assim no bar, com todas as amigas fofoqueiras dela voando por perto, impossível, que ideia de merda você tem.
– Então?
– Depois te conto, agora não posso.
Bateu oito horas e meus colegas de trabalho foram embora, mas eu fiquei trabalhando. Tava realmente tenso e de olho no celular. Hesitei em mandar mensagem pra Maria e perguntar sobre o Edu, mas tinha medo de levar outro fora. No fim, foi o Edu quem me escreveu:
– Porra, cara, tenho sua namorada quase na minha frente, hoje ela veio de saia.
– Já... já sei. – Era verdade, lembrava de ter visto ela saindo de manhã com saia cinza e camisa azul.
– Tamo na varanda e a mina tá com calor...
– Já... beleza. – Eu não sabia o que dizer.
– Ela acabou de prender o cabelo num coque e, ao fazer isso, empinou os peitos pra frente, que já fiquei de pau duro na hora.
Eu imaginava a cena... aquele filho da puta sem tirar o olho... Pensava na Maria vendo ele mexendo no celular... se ela soubesse que tava escrevendo pra mim...
Não respondi, mas ele continuou:
– Porra, como a desgraçada cruza as pernas.... Cada vez que cruza, me deixa de pau estourando. Sua namorada é pura sacanagem, cara.
– Já... beleza... o que vou te dizer...
– Kkkk, vou nessa, te deixo continuar trampando.
Me dava nojo como ele descrevia o que a Maria fazia, mas inevitavelmente me excitava. Fiquei de pau duro com o que ele tinha escrito, mesmo me fodendo, não conseguia evitar.
Umas vinte minutos depois, vi que o Edu tava me ligando. Me surpreendi e me assustei um pouco. Mas vendo que tava praticamente sozinho, atendi o telefone fingindo tranquilidade:
– E aí, beleza, como é que é.
– Nada, cara – ele disse – aqui... indo pegar o carro. A Maria também tava indo embora. Então, sem enrolação, vou te contar. A parada é que tenho moral com um dos sócios e tô ajudando ele num caso que é foda, um caso que te deixa de queixo caído de importante. E aí, falei com o chefe se a Maria podia me ajudar e ele topou.
– Entendi... e aí?
– Como assim e aí? – ele riu – Primeiro que sua namorada vai ficar de calcinha no chão. Quando eu contar pra ela o quão viciado nisso eu sou. Quando ela ver que eu tô trabalhando nesse caso, vai ficar de cara. Pode até dar uma puta raiva, porque ela não sabe que eu também tô cuidando dele e tenho menos tempo de casa que ela, mas fazer o quê... cê me entende. Então é isso, amanhã chamo ela pra almoçar junto e conto.
— Bom... não vejo isso exatamente como... uma aproximação.
— Hahaha... cê sabe o que isso significa? Isso são horas e horas de eu no escritório dela... ela no meu... a gente marca de almoçar e revisa o caso... como cê tá levando, etc. O que cê achou que eu ia fazer? Tirar a rola na frente dela? Haha, essas coisas são assim, Pablito, devagar e sempre.
Enquanto ele falava, o que ele dizia começava a fazer sentido. O filho da puta falava com total segurança e confiança.
A gente se despediu e eu fui pra casa. No caminho, relia as mensagens dele e ficava excitado, do jeito que ele descrevia ela, como falava dela... Cheguei praticamente junto com a Maria, que tava poderosa e provocante... exatamente como o filho da puta do Edu tinha descrito. Dei um beijo nela, senti o cheiro do cabelo dela... tava terrivelmente tarado... Não dava pra evitar... Coloquei minhas mãos na cintura dela... beijei o pescoço dela... Meu Deus... precisava comer ela e ouvir ela gritar que queria um pauzão igual o do Edu. Precisava ouvir ela gemendo e gritando aquilo de novo.
********************
Quando minhas mãos e meus beijos já estavam convencendo a Maria, ela recebeu uma ligação. Pedi pra ela não atender, tava muito tarado, mas ela disse que precisava atender, que era uma das chefes.
Eu tava arrumando a mesa da sala enquanto olhava fixamente pra Maria, sentada no sofá, mexendo no cabelo e falando ao telefone. Ela tava de pernas cruzadas, salto alto, saia, camisa, cabelo preso num rabo de cavalo, exatamente como o Edu tinha descrito. Aquilo multiplicava meu tesão, como se eu tivesse algo que ele não pudesse ter. Assim que ela desligou, eu ataquei ela a ponto dela, surpresa, rir e perguntar o que tava rolando comigo. Eu não queria que ela trocasse de roupa, jantássemos e Porra. Não. Queria comer ela naquele exato momento, igual o Edu tinha visto ela há pouco.
– O que rola é que você é muito gostosa e me deixou muito tarado. – respondi entre beijos, deitando devagar sobre ela, que começou a responder meus beijos molhados com os dela e minhas apalpadas com a respiração ofegante. Abri a camisa dela e acariciei os peitos por cima do sutiã enquanto continuávamos nos beijando. Juntos, fizemos minha calça e minha cueca sumirem. Logo eu me deliciava acariciando as pernas dela, que ela não costumava mostrar de segunda a sexta... aos poucos fui rastejando para baixo, tirei os saltos dela e levantei a saia. Na minha frente apareceu uma calcinha preta, tão sóbria quanto provocante. Fiquei me perguntando quantas vezes o Edu, e mais alguém do escritório, tinha quebrado o pescoço tentando ver ela toda vez que ela cruzava as pernas. Comecei a beijar as coxas dela com delicadeza, quase fazendo cócegas... encostei meu nariz na calcinha dela e plantei um beijo ali na seda preta, que fez a Maria suspirar. Quando eu esperava que ela fechasse os olhos e se entregasse ao que vinha, ela sussurrou:
– Sabe que hoje eu tinha o Edu na varanda na diagonal, quase na minha frente?
Fiquei surpreso pra caralho, acho que era a primeira vez que ela começava algo.
– É? E como foi?
– Ah, coincidiu assim.
– E aí? – perguntei excitado enquanto tirava a calcinha dela.
– Bem... acho que peguei ele me olhando mais de uma vez...
Isso eu não esperava. Com minha cabeça entre as coxas dela, levantei o olhar. Ela olhava para baixo, para mim, com um olhar super safado. Estiquei a língua e a coloquei entre os lábios da buceta dela. Com a ponta, fui separando eles, devagar... até formar um caminho de cima a baixo, molhado e quente. A gente trocava olhares enquanto eu fazia isso.
– Me conta isso... como ele te olhava.
– Bem... foi estranho... mas hoje acho que vi ele me olhando.
Eu alternava lamber a buceta dela de cima a baixo com me deliciar vendo como a ppk dela ia se abrindo... e fazia mais perguntas. — O que ela estava olhando?
— Mmm... sei lá... entrei e tive a impressão de que ela me seguia com o olhar.
— Você teve a impressão ou viu?
— Vi no começo... e depois sentia que ela me olhava.
Eu acariciava as coxas dela e levava minha língua cada vez mais fundo naquela buceta que começava a ficar mais e mais molhada. Maria começava a suspirar cada vez mais rápido, fazendo aqueles movimentos involuntários nas pernas, tão característicos nela.
— E mais alguma coisa?
— Mmm... uuf... como você me come gostoso... Pablo.
— Ela não te olhou mais?
— Mmm... sim...
Minha pica tava prestes a explodir. O fato de ela sentir os olhos do Edu cravados no corpo dela me excitava como nada no mundo. Com uma mão eu separava os lábios da boceta dela pra lamber melhor e com a outra eu me masturbava devagar.
— O que mais ela olhou?
— Mmm... porra... acho... acho que olhou meus peitos uma vez ou outra.
— É? Ela olhava suas tetas?
— Ufff... mmm... acho... acho que sim... — eu já tinha achado o ponto certo no clitóris dela... ela já fechava os olhos e levava as mãos pra minha cabeça.
— E você gostou que ela olhasse?
— Mmm... porra... sei lá... continua...
— Você gostou?
— Mmm... uuf... pode ser...
— É?
— Sim...
— Por que você gostou?
— Mmm... assim... aí... me come aí... — disse ela, já torcendo um pouco o quadril. Faltava pouco pra ela, e pra mim também se eu continuasse me masturbando...
— Me diz por que você gostou...
— Deus... sei lá... mas eu gostava que ela me olhasse...
— Toca elas... toca nas tetas que ela olhava...
— Mmm... deus... continua... — ela começou a gemer e as mãos largaram minha cabeça e foram pras tetas dela, por cima do sutiã. Eu continuei perguntando e pedi pra ela tirar o sutiã, em segundos Maria tinha soltado os peitos do sutiã preto e admitiu que sim, que tinha gostado de como ela tinha olhado.
Eu tava louco de tesão, não aguentava mais...
— Toca você, se toca... — falei, me levantando e continuei me masturbando... ela se tocava no clitóris com uma mão e acariciava uma das tetas com a outra enquanto eu me punhetava. Debruçado sobre ela, podendo gozar a qualquer momento.
— Tava olhando pras suas tetas, hein!
— Mmm... sim...
— E te deixava com tesão que ele olhasse...?
— Mmm... porra... sim!! Me dava muito tesão!!
— Você fica molhada porque ele olha pras suas tetas... hein...! — eu me punhetava rápido enquanto ela se desmanchava de barriga pra cima no sofá... me inclinei um pouco...
— Sim!! Deus!! Me dá tesão...!! Me dá tesão que ele olhe...!! Porra...!!
— Queria que ele olhasse mais...? Que visse melhor as suas tetas!
— Porra... sim!!
— Sim?
— Mmm... quero que ele veja elas todas... porra...!!
— Sim? E ele se punheta pensando nas suas tetas?
— Sim, Deus!! Mmm... agora ele tá se punhetando pensando nas minhas tetas!! Deus... Já vou gozar!!
— Vai gozar...!? Vai gozar enquanto ele se punheta pensando em você!? — falando isso, uma gota branca já começou a escorrer da ponta do meu pau que tava a ponto de estourar... ela começou a gritar que tava gozando... Gozava igual uma louca...
Gritou fora de si enquanto eu começava a me derramar gemendo sem vergonha... ouvia ela gemer e ofegar... ficamos uns segundos onde os dois explodíamos de prazer e eu tive um orgasmo brutal, no começo tinha fechado os olhos e no final via como gozava em cima dela, pelo torso dela, de forma aleatória, respingando nas tetas, no sutiã dela, na camisa dela, e naquela mão dela que não parava de acariciar uma das tetas. A Maria não se importava de sentir que eu tava sujando ela, porque de olhos fechados ela se fundia num orgasmo tão brutal quanto o meu.
Sem dúvida tinha sido um ato sexual bem porra-louca e ainda por cima ela tinha sido a primeira a puxar o assunto do Edu. Talvez não tivéssemos ido muito mais longe do que quando semanas atrás a gente tinha transado e no meio do orgasmo ela tinha gritado coisas tipo que queria um pauzão igual o do Edu, mas considerando que a gente tinha passado um mês com um clima horrível por causa daquele dia em que eu tinha recebido ela sem sutiã, aquilo me parecia renascer completamente.
Depois de nos lavarmos, ela colocou o pijama e se aproximou toda dengosa, e percebi que estava meio corada. Sabia que não devia tocar no assunto. Jantamos e fomos pra cama, e eu ficava repassando mentalmente a comida de buceta e as coisas que a María tinha dito, quase sempre com aquela dúvida de quanto era fantasia e quanto era realidade.
*****************
No dia seguinte, lá pelas três da tarde, a María me escreveu:
— Pablo! Tenho uma notícia incrível pra te contar!
Eu sabia perfeitamente do que se tratava.
— Ah, é? Me conta.
— Não, não. Pessoalmente, ok?
No fim, combinamos de jantar naquela sexta à noite, mas antes, no meio da tarde, o Edu me escreveu:
— Como cê tá, Pablito. Sempre tenho que puxar isso sozinho.
— Bem, bom... eu pouco posso fazer.
— A gente tinha combinado que isso era coisa dos dois.
— É... não me vem muita ideia...
— Já falei com a María sobre o caso. Ela ficou toda elétrica.
— Ah, é?
— Sim... porra... mas eu esperava que ela se animasse... um abraço... dois beijos...
— E nada.
— Não, mano. Olha... não sei se cê tá muito a fim disso.
— Tô, tô. — eu me surpreendi sem nem hesitar.
— Falo porque o cara tarado que quer ser corno, que veio de noite me pedir isso, não sei onde tá.
Eu não concordava muito com a descrição dele, mas respondi:
— Tô, tô, fica tranquilo. Tô pensando umas coisas.
— Valeu, valeu. Olha... tua mina tá gostosa hoje... puta merda... que tesão de mulher. Não bati uma depois do almoço porque tô cheio de trampo.
Lembrei que naquela manhã a María tinha saído com uma saia de couro e uma camisa branca, sim, ela tava gostosa pra caralho. O Edu falou mais umas coisas sobre ela, naquele tom baixo; a verdade é que eu me sentia culpado, mas quanto mais ordinário e grosseiro ele falava da María, mais tesão me dava.
Eu não sabia até onde o Edu queria chegar. Supunha que com aquele ego inflado ele achava que ia comer a María e que eu queria isso, quando na real eu só queria que ele tentasse, bom, na verdade eu ainda não sabia o que queria. queria.
Jantei com a María e ela estava radiante de felicidade. Me contou que o Edu tinha chamado ela pra comer, que era algo importante, e que ela não fazia ideia do que seria, mas que finalmente tinha topado. Falou dele como se fosse mais um, sem dar importância por ser ele. Depois me explicou um pouco o caso e eu fingia que entendia tudo enquanto imaginava aquela comida com o Edu... e aquele moleque se esbaldando, olhando ela de cima a baixo.
Passaram-se duas semanas em que eu e a María estávamos de muito bom humor. Eu já estava mais focado e integrado na nova empresa, e minha mina estava encantada com aquele caso, que não parava de repetir que era o caso do ano. Foram duas semanas em que eu, de novo, tentava não encher o saco dela fantasiando na cama com o colega de escritório, mas que talvez a cada três gozadas, numa eu puxava o assunto e ela embarcava na fantasia. Além disso, tinha o tesão extra de que ela passava muitas horas no trabalho com o Edu. Em algumas dessas gozadas, a gente usava o vibrador de novo, eu imaginava que era a pica do Edu, mas não chegava a falar nada. O que a gente fazia era conversar muito enquanto trepava, era comum ela confessar antes do orgasmo que tinha pegado ele olhando pra bunda ou pras tetas dela alguma vez, ou que a excitava o Edu ter uma pica boa. Parecia que ela não queria admitir totalmente, mas aquelas gozadas eram realmente umas fodas daquelas comparadas com quando a gente transava sem meter o Edu como fantasia.
No entanto, quando eu quis voltar àquela história dela paquerar com ele no trabalho, ela logo me cortou, lembrando o trato que a gente tinha de só fantasiar de portas pra dentro. De alguma forma, ela ainda carregava aquele dia fatídico em que o Edu tinha cortado ela por não usar sutiã, embora já tivessem passado quase dois meses e a relação dela com o Edu não só tinha se normalizado, como estava mais fluida do que nunca.
Minha relação com o Edu foi ficando mais próxima. A gente se escrevia ou se ligava quando já tinha pouca gente no meu escritório. Ele era cada vez mais grosseiro ao falar dela, reclamava que ela usava muita calça, pedia pra eu "mandar ela de saia"; contava como ela se vestia... como cruzava as pernas, como os peitos dela marcavam, como mexia o cabelo, como mordia a caneta... Um dia ele me disse que, com ela sentada e ele de pé atrás dela, tinha visto os peitos dela praticamente inteiros pelo decote da camisa... fiquei tão excitado ouvindo aquilo que deu vontade de bater uma punheta no banheiro do trabalho...
Fomos, aos poucos, ganhando cumplicidade, sem que isso me fizesse parar de achar que ele era um baita cretino.
Numa sexta à noite, eu tava muito tarado por uma descrição especialmente puta que o Edu tinha feito da María. Fomos jantar fora e foi uma das poucas vezes que perguntei sobre o Edu fora do nosso quarto. No começo ela foi meio relutante, mas acabamos falando dele. Do que a María dizia sobre ele, dava pra perceber que era um cara educado e até cavalheiro, eu não parava de pensar na putaria que o cara fazia, porque quando falava comigo soltava umas barbaridades e umas sacanagens. Com mais perguntas minhas, ela acabou dizendo que não gostava dele, mas também não odiava.
– Você não dizia que ele era um imbecil?
– Sim... quer dizer... sim, ele é. Mas no trato do trabalho, só nós dois, ele é um cara agradável.
– Agradável?
– Sim... ele é legal, sei lá.
– Certeza que você já não acha ele feio.
– Cara... eu nunca disse que ele era feio.
– Ele é gostoso, não sei por que no começo você negava.
– Olha... eu não gosto dele, mas é verdade que dá pra entender quem goste.
Aquilo me surpreendeu pra caralho. Não sei explicar. Talvez não fosse grande coisa aquele "dá pra entender quem goste", mas me surpreendeu, me surpreendeu e me excitou.
Na manhã seguinte, parecia que o terceiro passo do plano do Edu vinha à tona. A María e eu estávamos agarradinhos, largados no sofá, quando ela recebeu uma mensagem, leu e me disse:
– O Edu me escreveu. Sabe como é. que na segunda temos reunião com um dos sócios. O Edu me falou pra preparar algumas coisas amanhã à tarde na casa dele.
– Amanhã à tarde você na casa do Edu?
– Sim, você acha bom ou ruim? Juro que às vezes me sinto tão perdida quanto no primeiro dia com isso.
– Por quê? Não tá claro? – a verdade é que nem eu sabia se a ideia da Maria ir na casa dele me dava mais tesão ou medo. Não medo de acontecer alguma coisa, mas sim do Edu abrir a boca ou fazer alguma besteira.
– Pra mim não tá nada claro. Você já bateu mais uma pensando nele e em mim?
– Bem... sim.
– Não entendo nada, mas o que você quer que aconteça?
– Se eu for sincera, tô como no começo, quero que... ele pense que você tá atrás dele, aí ele tenta algo, você corta, e a gente fica com tesão enquanto você me conta. Já sei que fazendo isso a gente se ferrou umas semanas atrás, mas tem que ter um jeito de fazer melhor.
– Tá. Entendi. Mas a gente tinha combinado que esse jogo, ou como quiser chamar, não sairia de casa e já tô te vendo pedindo pra eu me insinuar ou fazer alguma merda amanhã na casa dele.
– Pois é, Maria... você sabe o que me excita... sabe as fodas que a gente teve com isso... mas não me sinto no direito de pedir mais coisas, considerando que passamos um mês uma merda por causa disso. Sinto que é algo seu, que tem que partir de você.
– Partir de mim? Bom, isso é um pouco... cara de pau da sua parte... beira a chantagem emocional.
– Não, Maria, sério... você sabe o que me excita e a partir daí você vê... é que se dependesse de mim, eu pediria pra você ir de saia curtíssima e quase mostrar a calcinha pra ele amanhã.
– Que bruto você é.
– Viu? É isso. Se eu te peço algo, você não vai fazer, e eu entendo, então talvez o melhor seja você ver até onde tá disposta e se não for nada, paciência.
– Mas não é mais isso, Pablo, é que ele tá com a Nati, que é uma gata linda, se eu me insinuar ele não vai me seguir. rolo, ela vai me dar outro fora e vou ficar branca igual papel.
Eu sabia que não era assim, mas obviamente não podia dizer que não era e explicar por que sabia. A conversa tinha travado, assim como a cooperação da Maria na fantasia. Ficamos em silêncio, vendo TV, agarradinhos no sofá. Pouco depois, começamos a trocar beijos carinhosos.
— Te amo pra caralho, mesmo sendo doida varrida — ela disse.
— Também te amo pra caralho e me sinto meio culpado por te encher o saco com isso.
— Não fala besteira, fantasias são de boa, desde que controladas... o foda é que fosse com o Edu, que é colega de trabalho... e pode ferrar minhas coisas.
— Já... já tinha me falado isso.
— Olha, se na segunda a reunião der certo, o caso vai ficar muito mais na mão dos chefes do que na nossa... juro que se o Edu me chamasse na casa dele pra ver outro caso... talvez eu até me insinuasse, mesmo que levasse outro fora.
— Tem certeza?
— Sim. Agora o trampo tá todo dividido, mas cê sabe que daqui duas semanas tenho curso de novo, quando voltar vão me dar outro caso que posso pegar com o Edu, e seria um caso mais tranquilo.
— E o medo de levar outro fora?
— Olha... pensar que por causa dele a gente ficou uma semana mal... Isso eu não me perdoo. Se ele me desse outro fora, eu mandava ele se achar demais, dando o fora eu mesma, e fechava o assunto de vez.
Maria parecia ter as respostas na ponta da língua, tudo bem claro, como se tivesse matutando sobre o assunto. Falei que achava de boa e continuamos nos beijando de um jeito manso e meloso. Aquilo era uma boa notícia. Talvez eu pudesse falar pro Edu chamar ela em casa outro dia... por um caso menos importante...
As horas desse fim de semana foram passando, e eu estranhava o Edu não me mandar nenhuma mensagem com as frases dele, pedindo pra eu mandar ela gostosa ou fantasiando sobre o que ela poderia olhar ou até tentar algo com a Maria.
No meio da tarde de domingo, minha mina já tava pronta pra ir pra casa dela. casa. Eu tava com a mesma roupa do dia inteiro, nada demais, uma jeans e uma camisa listrada, é verdade que a calça era justa, mas normal. A gente se despediu com um beijo que foi esquentando, ou melhor, eu fui esquentando ele... até que ela se afastou sorrindo e falou:
— Vamos... já sei que essa cabeça tá a mil...
— Haha... vai lá, boa sorte, amanhã vocês vão arrasar.
Fiquei entediado em casa. Liguei a TV... mas tava bem tenso. Fiquei muito preocupado com o sumiço do Edu, tanto que dez minutos depois da Maria sair pela porta, mandei uma mensagem pra ele:
— Toma aí...
Ele leu na hora, mas não respondeu.
Os minutos foram passando, até viraram horas. Eram onze da noite e ela ainda não tinha voltado. O Edu não respondia e eu não escrevia pra Maria. Não sabia o que pensar, mas a ideia era que ela ia jantar em casa... Já era quase meia-noite quando ela chegou.
Não quis deixar transparecer a irritação por ela ter chegado tão tarde e não ter avisado que não jantaria em casa, então perguntei sutilmente. Ela disse que o Edu tinha pedido comida chinesa e que eles jantaram enquanto revisavam umas coisas, e que ela tinha esquecido completamente de me avisar. Ela tava muito estranha, talvez fosse porque tava focada naquela reunião importante, mas não sei... pra mim parecia suspeito. Disse que tava muito cansada e que no dia seguinte precisava estar com a cabeça fresca, foi tomar banho e logo depois foi pra cama, pronta pra dormir. Eu ficava olhando pro celular e o filho da puta do Edu continuava sem dar notícias.
Fui no banheiro escovar os dentes quando, por acaso, vi no cesto de roupa suja a roupa que a Maria tinha usado o dia inteiro, basicamente a camisa e a calcinha. Não dei importância até terminar de escovar os dentes, e aí enfiei a camisa direitinho no cesto e peguei a calcinha dela, uma calcinha de seda grená, normal. Uma coisa que a gente já tinha feito era, durante o sexo, eu cheirar a calcinha dela; Bom, aquela foi a primeira vez que levei aquela peça de roupa ao nariz... sem estar no meio do ato sexual com a Maria.
Levei as calcinhas ao rosto e aspirei todo aquele cheiro que me envolveu por completo... Meu Deus...! Cheiravam a buceta que dava vontade de morrer...! Em três segundos sentindo aquele aroma, a pica já tinha endurecido, e de novo um monte de perguntas me atacavam, principalmente se aquele cheiro era normal ou suspeitamente forte... Era verdade que ela tinha passado o dia todo com aquela calcinha... mas é que... porra... cheiravam pra caralho... Não sabia se realmente acreditava que a Maria tinha ficado com tesão pelo Edu a ponto de se molhar um pouco e deixar ali todo o cheiro de mulher dela... ou se o que rolava era simplesmente que eu queria acreditar nisso... mas o fato é que eu tava com a pica prestes a explodir e não conseguia parar de cheirar.
Me senti estranho, era algo bizarro fazer aquilo com a calcinha da Maria sem ela por perto... mas a excitação me dominava. Embriagado por aquele cheiro, comecei a me tocar... pensando, imaginando os dois na casa dela... a Maria ficando com tesão por ter o Edu por perto... ele olhando pros peitos dela no decote da blusa ou pra bunda apertada na calça jeans dela... Logo imaginei o Edu abrindo a calça, mandando ela chupar a pica dele e ela obedecendo, e na hora que ela fazia isso, a Maria se molhava de verdade... Minhas tocadas viraram uma punheta de respeito, pronto pra gozar na pia enquanto a Maria dormia... cheirando a calcinha da minha namorada, o cheiro de buceta dela... enquanto imaginava ela chupando a pica do Edu, uma pica que mal cabia na boca dela... Acabei dando uma gozada monstra... e enquanto eu gozava, não tinha dúvida de que sim, aquele cheiro de buceta não era normal, que aquela calcinha fedia à essência mais profunda da Maria porque ela tinha ficado com tesão ao ficar a sós com o Edu...
Extasiado e esvaziado sobre a pia, me recomponho pra limpar tudo, devolver a calcinha pro lugar e refletir um pouco no sofá. pronto, parecia que eu tinha pirado de vez cheirando a calcinha dela e imaginando tudo aquilo, mas logo depois já tava obcecado de novo com o assunto, tanto que não demorei nem cinco minutos pra mandar mensagem pro Edu:
- E aí, como foi?
Esperava que ele só respondesse no dia seguinte, mas quando vi que ele tava digitando fiquei nervoso pra caralho.
- Foi... foi...
- É mesmo?
- Sim, mano... ela não veio muito ousada, mas do jeitinho que tava de pijama já me deixou bem excitado...
- E nada interessante? Não rolou nada?
- Ela não te contou?
- O quê? Que porra é essa? - eu quase tive um infarto.
- Que ela ficou de olho grudado em mim o tempo todo, kkkk.
- Não sei do que cê tá falando.
- Não? Bom, amanhã te conto, que tenho que dormir.
Perguntei várias vezes o que ele queria dizer, mas ele não respondeu mais.
Continua
0 comentários - Brincando com fogo 6