A boa ação do dia

Ricardo era um conhecido da família. Pra ser mais preciso, Ricardo e a mulher dele, Rosa, eram um casal de vizinhos da minha avó, e acabaram virando amigos da família. Lembro de ter compartilhado encontros e aniversários com eles, e até de ver o Ricardo na casa dos meus pais, fazendo algum serviço, já que ele era daquela espécie curiosa de homem que conserta tudo.

Era um cara gente boa e até já tinha entrado no terreno das minhas fantasias, não só por ser mais velho, mas também porque o jeito dele de trabalhador comum me agradava.

Mas enfim, os anos passaram, minha avó faleceu e, infelizmente, Rosa pegou uma doença que a deixava praticamente de cama. Com isso, a vida do Ricardo mudou pra caramba. Ele se dedicou a cuidar da esposa e foi deixando de lado os trabalhos que exigiam muito tempo longe de casa.

Num certo momento, meus pais decidiram colocar a casa da avó à venda, mas precisava de vários reparos, já que tinha ficado fechada por uns anos. O escolhido pra tarefa foi, claro, o Ricardo. Esse serviço dava pra ele fazer porque morava ao lado e podia dar uma olhada na Rosa de vez em quando, enquanto trabalhava dando uma renovada na casa. Ao mesmo tempo, eu conversei com meus pais e me ofereci pra ajudar em troca de me mudar pra lá até a casa ser vendida, e assim — mesmo que temporariamente — ter meu próprio espaço. Meus pais toparam minha proposta.

Foi assim que começamos a trampar com o Ricardo na casa que tinha sido da minha avó. Foi legal rever ele, embora desse pra perceber o peso da doença da Rosa, ele ainda se mantinha bem fisicamente pros 60 anos que eu achava que ele tinha. E logo no começo dos reparos, a atitude dele mudou. Ele parecia mais alegre, animado e conversador. Sempre foi um cara hiperativo, e voltar a trabalhar, sem dúvida, fez ele se sentir melhor.

Como era verão, a gente estabeleceu a rotina de começar cedo, parar ao meio-dia pra comer alguma coisa na casa do Ricardo, e depois que o calor aliviava um pouco, a gente continuava mais um pedaço da tarde.
Mesmo eu saindo com mulheres, sempre tive a fantasia de ser passivo com um homem maduro. Naquela época já tinha realizado minha fantasia, mas era algo que mantinha e mantenho em segredo e com absoluta discrição em relação ao meu círculo social e familiar.
Compartilhar tantas horas por dia, perceber que ele continuava sendo o cara legal que eu conhecia, vê-lo se movendo com segurança e virilidade no trabalho, observar seus braços fortes, sua barriguinha saliente e obviamente seu volume, somado ao fato de que as conversas deixaram de ser triviais e se tornaram mais íntimas e picantes, fizeram com que Ricardo voltasse a se instalar na minha cabeça como um objeto de desejo.
A habilidade maior dele no trampo fez com que naturalmente cada um assumisse papéis diferentes. Fui me tornando seu assistente e, ao mesmo tempo, era quem trazia algo fresco pra beber, preparava o mate e cuidava das compras pro almoço.
Como gosto de cozinhar, comecei a me encarregar do almoço, pra não comer frios todo dia.
Foi justamente num meio-dia, quando eu estava na cozinha fazendo uns bifes com salada, que tive a sensação de estar sendo observado.
Me virei e Ricardo estava ali parado, na porta, me olhando sem dizer nada. Perguntei se tinha algo errado com a Rosa, e ele disse que não, que estava tudo bem. Nos olhamos por mais um momento em silêncio. De repente, ele se desculpou e disse que a cena o fez pensar. Me ver ali, preparando o almoço pra ele, era algo que não acontecia há tempos. Que ninguém preparava a comida dele ou fazia um mate pra ele há muito tempo.
Parece que ele estava num dia sensível. Durante o almoço e a sobremesa, ele falou do passado e do presente, de como se davam bem com a Rosa, do trabalho de muitos anos numa fábrica e dela, que cuidava de todas as tarefas de mulher, que mantinha a casa impecável e cozinhava muito bem. – igual você – ele acrescentou num momento, como se pedisse desculpas. Eu só ri da comparação. Durante a tarde, o clima íntimo continuou enquanto trabalhávamos. Ele me confessou que, desde a doença da Rosa, as coisas tinham mudado muito, que às vezes se sentia muito sozinho. Que tinha que fazer tudo sozinho, e que até no terreno sexual, tinha que se virar sozinho também – me disse com um certo pudor.

O assunto obviamente me interessou, e perguntei se eles já não transavam mais. Ele me contou que não, que no começo tentaram, porque ele sempre gostou muito de sexo, mas ela ficava ofegante e com o tempo foi perdendo a mobilidade. Então agora ele se virava sozinho.

– Eu bato uma quase todo dia – ele me disse quase em segredo, como que pra esclarecer.

– Que vitalidade – eu respondi, sorrindo. O tesão pelo Ricardo na minha cabeça começava a crescer a passos largos.

Perguntei se ele nunca tinha pensado em transar com outra mulher, nem que fosse com uma puta, afinal de contas seria compreensível num homem com a virilidade dele.

Ele me disse que não. Que de certa forma, a Rosa tinha insinuado isso uma vez, mas ele tinha prometido que nunca ia ficar com outra mulher, e não pensava em quebrar a promessa, por mais que custasse.

Não sei como aconteceu, mas não consegui segurar o impulso e perguntei: – E você nunca pensou em ficar com um homem?

Ele ficou me olhando surpreso… depois, voltando ao tom cúmplice, se aproximou e disse: – Mas Carlitos, eu gosto é de meter, não de levar.

– Isso dá pra perceber, Ricardo – respondi, enquanto disfarçadamente olhava pro volume dele, que parecia estar crescendo com a conversa.

– Tô falando de um homem que aceite te dar o prazer que uma mulher pode dar, e assim você não quebraria sua promessa.

Os olhos dele ganharam o brilho da excitação. Da boca dele saíram, pausadas, três palavras: – Um viado… claro…

Não aguentei a gargalhada, e ele também se soltou rindo da própria exclamação.

– Não… se eu sempre falei pros seus velhos que você tinha saído muito inteligente – E enquanto sorria de novo de forma safada, me deu um tapa na bunda, que intimamente… aproveitei além, pois vi aquilo como um gesto de carinho e ele me disse:
— vai lá, gordi, traz uns mates que eu dou mais uma mão nessa parede e a gente termina por hoje.

Voltamos pra casa dele, o Ricardo foi ver se a Rosa não precisava de nada. Eu fui no banheiro me refrescar e trocar de camiseta. Depois fui pra sala e comecei a guardar as coisas na mochila pra ir embora. O Ricardo apareceu na sala, todo tranquilo:
— agora um banho e preparar o jantar… hoje não tem cozinheiro — e soltou uma gargalhada.

Deixando de lado que meus rolos com o Ricardo tinham reativado há dias, a conversa de hoje tinha disparado alguma coisa, dava pra sentir no clima.

O Ricardo estava ali, exultante sem a camiseta, como quem exibe o corpo de macho, o peito peludo, a barriguinha de homem comum, os braços fortes.

A confissão dele de que curtia muito sexo, a referência ao meu papel de cozinheiro — quando no almoço, na conversa sentimental, ele atribuía esse papel às mulheres —, o tapinha carinhoso na bunda e a alegria pela minha sacada de comer um viado, ecoavam na minha cabeça como símbolos que eu precisava ligar com astúcia, tipo aqueles desenhos escondidos entre números.

Enquanto eu pensava nessas coisas, o Ricardo continuava puxando conversa. Era sexta-feira e ele comentou que, com certeza, eu devia ter programação pro fim de semana e que até segunda-feira ia sentir minha falta. Levei como um recado e falei que não pretendia fazer nada, porque meus amigos queriam ir dançar e eu não tava muito a fim.

Na hora ele me convidou pra ver a luta que iam transmitir sábado à noite na TV. Nunca me interessei por boxe, mas obviamente aceitei. Só que impus a condição de que eu cuidava do jantar, faria uma pizza, já que ele já tinha bastante trabalho cuidando da Rosa e um dia merecia que alguém cuidasse dele.

Enfatizei esse "cuidar" com uma sugestão bem safada. Por parte dele, o Ricardo aceitou minha ideia sem discutir e com um sorriso de orelha a orelha.

No sábado, cheguei na casa do Ricardo por volta das 20h, tempo mais que suficiente pra preparar o jantar antes da luta. briga. Ele abriu a porta e eu me surpreendi, tava acostumado a ver ele com roupa de trabalho, mas ele tava de bermuda jeans, camisa manga curta e chinelo. Até me arrisco a dizer que tinha se perfumado e se preparado pra ocasião.
Eu, como sempre, no meu uniforme de verão: bermuda, camiseta e tênis. E na minha mochila, o jantar.
Ele falou pra eu cuidar da cozinha que ele ia dar um remédio pra Rosa e voltava.
Guardei o sorvete no freezer e em poucos minutos esquentei e temperei o molho e coloquei na pré-pizza. O que mais demorou foi cortar o queijo e um salaminho. Pizza calabresa, menu afrodisíaco, pensei sorrindo.
Na hora que coloquei a pizza no forno, o Ricardo apareceu.
— Hoje que não trabalhamos… comprei um vinhozinho, se a gente vai fazer, faz completo, né? — Falei que gostava de vinho e ele serviu uns copos.
Decidimos jantar na cozinha e tomar o sorvete na sala vendo a briga. Conversamos animados, fizemos piadas, tava sendo legal. Num momento falei que ia levantar os pratos e servir o sorvete.
Ele quis ajudar, mas segurei o braço dele e falei que não. Que a condição era que hoje eu cuidava dele. Ele sorriu e aceitou ir pra sala ligar a TV.
Levei o sorvete e sentamos num sofá de três lugares na frente da televisão. Ele se concentrou na prévia da briga e fazia comentários sobre as qualidades de cada boxeador. Eu concordava, mas minha cabeça tava em outro lugar, aproveitava pra olhar o Ricardo, mesmo não estando colado, curtia a proximidade dele.
Seguimos com o vinho e entre pegar os copos e alguma explicação dele, a gente se roçou umas vezes.
Perguntei se ele queria um café e ele disse que sim, que ele trazia. Falei de novo que não, e aproveitei pra colocar a mão na perna dele pra segurar.
— Ok, vai você, obrigado, você é um gênio — e enquanto falava isso, ele apoiou a mão dele na minha.
Deixei minha mão enquanto perguntava se ele queria puro ou com leite, com açúcar ou adoçante. Ele respondia sem tirar a mão dele também. Mano. Apertei a perna dele de leve pra soltar a mão e falei que ia voltar com o café. Quando voltei, ele já tinha aberto a camisa e tava passando a mão na barriga. — Que comida gostosa, hein… você mandou bem — ele disse. Agradeci e elogiei o vinho. Também fiquei mais à vontade, tirei o tênis e coloquei os pés na mesinha de centro. A luta acabou em alguns minutos e ele levantou pra ir no banheiro. A noite tava chegando ao fim e eu ainda não tinha ligado todos os pontos. Foi nessa hora que decidi arriscar mais forte. Peguei meu celular e fui ver o grupo de WhatsApp dos amigos, achei o que queria: uns vídeos pornô. Comecei a ver com cara de distraído, mas de propósito com a tela meio virada, de um jeito que quando o Ricardo voltasse, ele visse também. Deu certo. Ele chegou, sentou e, quando ia pegar o controle, viu meu celular. — Epa… e isso aí? — Expliquei que eram vídeos que mandavam no grupo dos amigos, que alguns eram bons. Aproveitando a situação, me aproximei e compartilhei a tela. Ele olhava excitado e fazia uns comentários, instintivamente umas duas vezes ajeitou o volume que já tava começando a marcar. Eu curtia o contato e incentivava com os comentários, e olhava disfarçado pro volume dele. — Pega, termina de ver, vou ali no banheiro — falei. Aproveitei pra me refrescar e pensar. Quando voltei, ele ainda tava vendo, agora com a mão em cima do volume. — Que amigos bons você tem, cara, senão fico vendo a noite inteira — e me devolveu o celular. Sentei bem perto e, olhando pra ele, falei: — Bom, não pode reclamar, cozinhei pra você, te servi e ainda te deixei um estímulo bom pra você bater uma punheta gostosa. — Falei apontando pra mão dele no volume. Ele sorriu e tirou a mão. — Os vídeos eram muito bons, mas olha que o Ricardinho também tem suas coisas — ele disse, enquanto piscava um olho e se levantava. Foi pelo corredor, voltou e fez sinal que a Rosa tava dormindo, foi pra cozinha e ligou o rádio com música num volume médio. Sentou perto de mim e pegou o controle remoto. abaixo o volume da TV e comecei a fazer zapping. Cheguei onde queria, um canal pornô. Em voz baixa, ele me disse:
— Assinei o canal pornô, a Rosa não sabe de nada… mas fazer o quê, esse é meu momento de prazer à noite.
— Muito bem… então hoje com certeza você vai bater uma —
— Depois de como você me atendeu, o vinho e os vídeos… nem se fala — disse enquanto se acariciava com prazer no volume.
— Vai lá… começa… — falei olhando nos olhos dele.
Ele se surpreendeu, mas não parou de se acariciar.
— Agora… não… depois… —
— Por que depois? Se você tá com vontade… — apoiei minha mão na perna dele, bem perto do volume, mas sem encostar.
— Vai, se solta, não vou me assustar, hoje mesmo você falou que faz anos que não fica com ninguém.
— Mas agora na sua frente? — perguntou, começando a se animar.
— É… é um jeito diferente de fazer com alguém, mudar de bater sozinho… se você tá com tesão e dá pra ver… —
Ele ficou confuso, olhava pro vídeo, se acariciava, me olhava.
— Tá, mas olha que eu vou fazer, não tá me zoando, né? —
Eu sorri — não… vai lá… e acariciei a perna dele de novo.
Ele se levantou de repente, foi até o corredor, passou pela cozinha e voltou com um rolo de papel toalha.
— Deixei a porta encostada pra Rosa, tem a campainha qualquer coisa, e isso é pra não sujar — se justificou sobre o procedimento. — Tá… vou começar… —
Ele abaixou o zíper da bermuda e enfiou a mão. Na hora apareceu a cabeça do pau dele, estava meio dura mas a pele ainda cobria parte da cabeça. Em nenhum momento tirei a mão da perna dele e, nos movimentos, a mão dele roçava na minha. Percebi ele tenso, mas excitado.
— Calma… aproveita, Ricardo… encara como um agrado no seu dia especial. — Ele relaxou o pescoço, a vara começou a crescer com o movimento. Suspirou…
— Isso… assim… aproveita… faz muito tempo que ninguém além de você vê seu pau… e hoje eu tô vendo ele…
— Você gosta? — perguntou como quem busca aprovação.
— Sim… tá ficando bem duro — e sem hesitar, aproximei minha mão e acompanhei os movimentos da dele.
— Faz muito tempo que Ninguém toca no teu pau, não?
— perguntei enquanto tomava o leme do movimento.
— Mas você não precisa fazer isso…
— ele disse, mas ao mesmo tempo aceitava meus carinhos.
— Shhh… só aproveita… é sua noite.

Com minha mão livre, afastei a dele. Desabotoei o botão da bermuda e, com a ajuda dele, em um instante ela estava nos tornozelos junto com a cueca.

Ele relaxou… deslizou um pouco no sofá, abriu mais as pernas e apoiou os dois braços no encosto. Eu me inclinei um pouco e comecei a aproveitar. Sentia nas minhas mãos o calor do sangue que enchia as cavernas daquele pau que tantas vezes imaginei tocar.

Tinha encontrado as molas praquele macho que desejei tantas vezes esquentar. Aproveitava o calor daquele tronco, de como a cabeça rosada ficava exposta, contrastando com a pele morena dele.

Com minha mão livre, acariciei a rugosidade das bolas dele, os pelos da pélvis, o abdômen agitado e satisfeito.

Ouvi ele respirar e gemer.

Senti que uma das mãos dele se apoiava no meu ombro, subia devagar até minha nuca. Sabia o que vinha. Aquela mão de trabalho, forte, agora se apoiava na minha nuca e fazia uma leve pressão, indicando o que aquele macho queria.

Cedi até certo ponto. Gosto que o macho tome a iniciativa com segurança, e Ricardo, talvez por nervosismo ou falta de costume, tinha hesitado.

Continuei masturbando ele, enquanto, com meu rosto já mais perto do pau dele, brincava com a ponta da língua pela pélvis e pelo abdômen.

Ele entendeu o recado. Dessa vez, com mais firmeza, guiou minha cabeça pra baixo. Me deixei levar até o fim. Simplesmente entreabri os lábios e o pau dele entrou inteiro na minha boca. Senti o calor no céu da boca, envolvi a cabeça com a língua, aproveitei a maciez da pele dele.

Quando ia percorrer o tronco dele, senti a mão dele se firmar na minha nuca e a pélvis começar um movimento rítmico. Ricardo, que há instantes tinha hesitado, agora tinha se soltado e estava comendo minha boca cada vez com mais força.

Há uma sutil, mas… Pra mim, tem uma diferença — pelo menos pra mim — entre chupar a pica de um cara e o cara te fazer chupar ela.
O Ricardo tava me fazendo chupar, engolir, comer a pica dele. Em cada estocada, eu sentia as bolas dele batendo na minha bochecha. Relaxei a garganta e recebia ele até o fundo toda vez. Sentia a voz dele sussurrando: —toma… toma…toma—
Quando senti que não aguentava mais, abri mais a boca e espremi meu rosto contra a pélvis dele. Segurei o movimento das pernas dele com minhas mãos. Ele deu uma última estocada, gemeu e se arqueou, pra depois se largar no sofá. A pica dele saiu da minha boca como um mastro brilhoso, encharcada da minha saliva. Falei pra gente ir devagar que a gente tinha tempo.
Comecei a chupar de novo, passando minha língua do tronco até a cabeça. Ele relaxou e curtiu. A mão dele largou minha nuca e desceu até meu quadril. Tentou enfiar por baixo da minha bermuda, como não conseguia, desabotoei o botão da cintura e ele conseguiu acessar. Apalpou minha cueca e meteu a mão pra dentro, começou a acariciar minhas nádegas, apertar, passar os dedos na minha racha.
Cada carícia me estimulava a chupar mais aquela pica linda dele. Ficamos assim um bom tempo até que senti ele respirando mais fundo, as carícias dele aceleraram, ele apertava minhas bochechas, dava tapinhas.
Ele se inclinou perto do meu ouvido e disse: —quero…— e interrompeu a frase. Na hora entendi e completei: —cê quer me comer?—
—Sim… sim… quero te dar no cu— disse ele, ansioso. Não hesitei, me levantei e peguei no bolso da minha mochila uma caixa de camisinha, eu mesmo coloquei uma e depois passei gel na minha bunda pra lubrificar.
Ele me olhava de pé com a pica dura igual um cacete. Me ajeitei de quatro no comprimento do sofá.
—Vai, Ricardo, mas vamos devagar.—
Ele se ajeitou atrás de mim, passou a pica na minha racha até achar o buraco. Se posicionou e começou a empurrar devagar.
Sempre tive uma boa dilatação, a pica dele entrou suave até a metade. Com um gesto, parei ele. Queria sentir, queria gozar cada milímetro que entrava dentro de mim. Quando o prazer Me envolvi, arquee as costas e comecei a procurar ele com minha bunda. Ele percebeu e ficou firme. Recuando com meu quadril, enfiei ele inteiro. Minhas pernas tremeram de prazer.
— Quietinho… Quietinho… — pedi, e ele esperou.
Aproveitei uns segundos e comecei devagar com um vai e vem que ele acompanhou harmoniosamente. Não demorou muito para ele pegar o ritmo. De novo ele tinha se soltado, sentia o prazer em cada bombada.
Ele começou a acelerar cada vez mais, até que num momento se aproximou do meu ouvido e, com a voz ofegante, disse:
— Você gosta de levar no cu, não é, Rosita?
O inconsciente tinha traído ele; num instante pensei que prazer e sexo não têm nomes nem identidades, só na nossa imaginação.
Com o prazer imenso que eu estava sentindo, que importavam os nomes? — Sim, Ricardo… sim, arrebenta tudo pra mim — respondi.
Foi a chave que abriu a paixão dele. Ele se segurou nos meus ombros e começou a bombar como um touro. A música do rádio mal cobria o som do choque do corpo dele contra o meu. Me firmei com os braços para não perder o equilíbrio. Ele metia a pica até o fundo das minhas entranhas, uma e outra e outra vez. Parecia que a cada vez ele se impulsionava mais, a vara dele saía quase inteira e voltava a entrar até o limite. Sentia a respiração dele, as gotas de suor caindo nas minhas costas, até que ouvi ele segurar a respiração por um segundo e depois explodir num grito abafado, enquanto me fincava até o fundo. O prazer dele tinha estourado. Mexi e reboli minha bunda, pedindo que ele tirasse até a última gota. Ele ficou um instante me segurando firme pela cintura e foi tirando devagar. Quando terminou, me deixei cair no sofá. Meus braços e pernas doíam de aguentar as investidas dele. Um sorriso de felicidade se desenhou no meu rosto.
Ele ficou parado em silêncio, não sei se me olhando ou olhando a cena. De repente, senti as mãos ásperas dele apertando minhas nádegas, enquanto perto do meu ouvido ele dizia:
— Que rabo gostoso que você tem.
Esse foi o primeiro encontro com Ricardo, o primeiro de vários que rolaram durante a fase de reforma da casa, e durante os seis meses que fui vizinho dela.
A gente se divertiu pra caralho, gozamos e brincamos, ele foi o técnico de TV, o encanador e o gás que vinha fazer os reparos na minha casa e eu muitas vezes fui, sabendo ou não, a Rosita dele. Mas essas são outras histórias.

2 comentários - A boa ação do dia

Me encantó tu relato!!! Van mis 10!!! Paja asegurada!!