A foda, a primeira daquela noite depois de um boquete, tinha sido extremamente prazerosa, eu tinha gozado duas vezes e recebido, com deleite, o jato de porra, no fundo de mim.
Enfim, uma experiência do caralho.
Nem imaginava que, no descanso, pensar que, ao mesmo tempo, na cabana ao lado, Miguel estava comendo a esposa do cara que acabara de me comer, me daria o tesão mais doido da minha vida.
Eu já tinha traído meu marido mais de uma vez, já tinha descoberto uns casos dele, mas não contava com a simultaneidade das trepadas.
Isso me levou a uma excitação de proporções nunca antes sentidas.
Entrei num delirium tremens sexual.
Possuída por uma agitação e alucinações, literalmente, ataquei o Hernán, com mãos, lábios, língua e súplica, pedido e apelo verbal.
Ele ficou mais que surpreso com minha pretensão desmedida e fora de hora (tinham se passado só alguns minutos do meu orgasmo e do orgasmo dele).
Demorei um pouco pra fazer ele recuperar o vigor perdido.
A segunda foda foi de outro mundo. Era tamanha a bagunça mental e dos sentidos, da visão, audição, olfato, paladar e tato, que eu tinha e que tinha gerado nele, que resultou numa trepada para o livro dos recordes.
E tudo porque estávamos transando eu e meu marido, ao mesmo tempo, mas com parceiro trocado.
Inacreditável, mas acreditem.
Miguel tinha uma comissão de serviço, de uns dois dias, em Posadas-Misiones.
Minha empresa me devia muitos dias de férias não tiradas.
Meus pais aceitaram de boa, cuidar das crianças.
Nós vazamos juntos, depois de reservar uma cabana em Oberá, a menos de 100 km de Posadas.
Chegamos no sábado, antes do meio-dia. À tarde fomos na piscina do complexo.
Encontramos vários casais, mais ou menos da nossa idade, alguns chamativos, do ponto de vista físico.
Um em particular, impactou muito meu marido por causa da raba estupenda. Ela. Realmente tinha uma bunda notável e, eu também como mulher, tive que admitir. Uma pera avantajada, firme, em perfeita harmonia com o resto do corpo: cabelo loiro, rosto, peitos, quadril, barriga e pernas. Chamava poderosamente a atenção dos homens. Só tinha um defeito: vivia de cara fechada. Passava uma vibe de raiva, franzindo a testa.
O marido, por outro lado, era simpático, sociável, sempre querendo puxar conversa sobre qualquer assunto.
Com surpresa, descobrimos que estavam hospedados na cabana ao lado da nossa.
Na segunda e terça, Miguel saiu cedo com o carro alugado e voltou no fim da tarde. Fiquei sozinha. Na piscina, na manhã de segunda, o homem se aproximou:
— Oi, Hernán, prazer. Posso sentar? Nadia, minha esposa, vai demorar pra vir. O que houve, tá sozinha?
— Laura, prazer. Miguel, meu marido, hoje e amanhã vai ficar quase o dia todo fora do complexo, a trabalho.
Ele não ficava atrás da esposa: era bonitão, alto e bem proporcionado (musculoso), perfeito no estilo.
Pouco depois, começou a me dar em cima. Tive uma ideia secreta. Miguel, claramente, adorava a bunda e não só isso da esposa, e eu gostava dele, então comecei a corresponder.
Podia ser o casal perfeito pra estrear numa troca de casais consensual. E eu tinha o pressentimento de que os dois estavam na mesma vibe. Naquela mesma tarde, tive a confirmação. De novo sozinhos, ele me sugeriu, bem claramente, que tava afim de mim. Pegou minha mão entre as dele e:
— A gente se divertiu junto essa manhã, tá se divertindo mais ainda agora, tô convencido de que a gente ia se divertir pra caralho à noite.
Com um sorrisinho cúmplice, deixei claro que topava, mas:
— No caso de... a gente tem que contornar dois obstáculos: sua mulher e meu marido.
— A gente podia tentar... sugerir pra eles... que uma distraia o outro e vice-versa. O que você acha?
Dúvida? Ele tava propondo uma troca e parecia que descontava a anuência da esposa dele.
Fiquei com dois obstáculos pra superar: contar a proposta pro Miguel e convencê-lo a aceitar. Tinha a vantagem de que no sábado e no domingo eu tinha despido a Nadia com os olhos, mas nunca tínhamos tocado no assunto. Desconfiava da reação dele.
À noite, no meio dos preparativos pra fazer amor, falei:
— Me diz, Miguel: você teria vontade de lamber os bicos e a bunda da Nadia?
Eu tava com a mão enrolando a pica dele, e pareceu que senti umas contrações musculares repentinas, visíveis e curtas no pau dele.
Na penumbra do quarto não dava pra ler a cara dele. Imaginei ele arregalando os olhos feito dois ovos fritos.
— Que que cê tá falando? —
— Não se faz de otário! Ontem e anteontem você comeu ela com os olhos! —
Ele fez um silêncio curto e admitiu que “a gata tinha chamado a atenção dele”, mas que o único peito que ele chupava era “esse” e apoiou a mão na minha teta.
Aproveitei a chance pra abrir o jogo: que eu sabia da longa sacanagem dele com a esposa do amigo Eduardo e, ao mesmo tempo, contar sobre minha vingança, também prolongada, com o amigo dele.
— Não seja cínico! Por acaso você não chupou os peitos da Karen o tempo todo que comeu ela? —
Dessa vez o apagão verbal dele foi longo, e no fim ele murmurou alguma coisa. Não deixei ele argumentar. Expliquei, com todos os detalhes, como tinha descoberto o rolo dele com a Karen e minha resposta: passar meses na cama com o marido da amante dele.
— … foi uma troca de casais, embora vocês dois achassem que era só adultério.
— Que par de sem-vergonha vocês dois! — murmurou.
Não quis apertar mais a corda e passei a dizer o quanto eu amava ele e o quanto tava convencida de que ele também me amava. Que é a pura verdade, mesmo que a gente se dê umas liberdades. Provocava ele, como aprendi nos anos de casados, e a gente acabava transando com orgasmo pegando fogo.
No pós-coito, voltei no assunto, começando a contar os encontros a Sozinhas com Hernán e a proposta dele:
— Modéstia à parte, não tenho a bunda da Nadia, mas a minha agradou o Hernán e ele queria experimentar.
— A Nadia tem o que se chama de “bunda”, mas também tem cara de bunda. Já você…
— Valeu pelo elogio, mas o que a gente faz com esses dois?
— O que você decidir, tá bom.
Eu perguntei de novo, repeti e insisti. Ele topou, desde que uma aproximação prévia gerasse satisfação e prazer pra todos os quatro.
Na manhã seguinte, a Nadia apareceu de novo na piscina. Quando ficávamos sozinhas, comecei a sondar ela, falando de bobeiras primeiro e entrando, aos poucos, no pessoal.
Na quarta-feira, quando o Miguel, já livre das obrigações do trampo, e o Hernán não estavam ou se afastavam pra conversar, começamos a trocar confidências, inclusive sobre nossos maridinhos.
Na tarde do mesmo dia, já sabia que ela e o marido tinham tido umas duas experiências de troca de casais e que, no dia anterior, não tinha saído da cabana a pedido do Hernán, que tinha se confessado alvoroçado por mim e queria sentir o terreno.
Nos despedimos com a promessa de propor aos nossos maridos um jantar no dia seguinte, numa das cabanas.
Não aceitei, por ser muito ousada, a sugestão dela de a gente, as mulheres, preparar a comida e servir pros nossos maridinhos quase peladas, só de fio dental e um babydoll. Senti vergonha de ter meu marido presente e começar a intimidade com outro homem.
Adotamos uma versão mais leve: no fim do jantar, pediríamos pros dois homens irem comprar sorvete (em dois potes de meio quilo) e, na volta, cada um ir pra cabana do outro. Aí sim, íamos esperar eles de fio dental e blusa, camiseta ou babydoll.
À noite, contei tudo pro Miguel e tranquilizei ele sobre o gênio da Nadia: depois de quebrado o gelo, ela era simpática e falante e, além disso, tinha me dito que tava afim de fazer algo com ele.
Com a perspectiva do jantar e da noite erótica. No dia seguinte, ficamos excitadas e apelamos para o velho método de nos acalmar.
Na quinta-feira à noite, começou com um jantar delicioso na cabana do Hernán e da esposa. Animadas pelo fantástico Cabernet que o Miguel trouxe, nós duas, rindo às gargalhadas, dissemos:
– Sobremesa... – ela
– ...não tem. Sejam bonzinhos, vão comprar sorvete. Dois potes de meio quilo – eu
– Antes de sair, cada um já separa a roupa de dormir e os itens de higiene que vão precisar. Quando voltarem, entrem na cabana já trocados, com o sorvete – ela
O Miguel foi até nossa cabana e voltou com uma sacola plástica, daquelas de supermercado, bem cheia, deixou numa cadeira e se despediu de mim com um beijo forte, intenso e barulhento. O Hernán adorou a ideia e me entregou uma sacola parecida e, por sua vez, se despediu igualzinho da Nadia, e foram embora.
Depois de ajudar numa arrumação rápida e básica, me despedi da Nadia, que me piscou um olho num gesto cúmplice, desejando uma boa noite pra gente.
Fui pra minha cabana, tomei banho e me vesti com uma camisetinha de malha bem justinha (pra destacar meus peitos e, neles, os bicos), uma calcinha fio-dental minúscula e sandálias de salto 10 cm.
O Hernán bateu na porta e entrou:
– Oi de novo. Será que vamos passar um tempão gostoso como você prometeu outro dia?
Ele me deu uma olhada, visual, demorada e atenta, de rosto e curvas, pernas inclusas, me deu um beijo tímido na bochecha:
– Não tenho nem tenha dúvida, vai ser assim – e me entregou o potinho de isopor.
Fui pra cozinha, rebolando na medida certa pra ele ver minhas nádegas balançando, voltei, mexendo o peito pra ele apreciar meus peitos tremendo. Sentamos na beira da cama, cada um com uma colherzinha.
Ele usou a dele pra me dar o primeiro beijo quente:
– Antes de provar o de doce de leite que você pediu, prova o meu de zambajão – levou uma colherinha cheia até a ponta da língua, me puxou pra perto com a outra mão na minha nuca, enfiou a língua e chupou meus lábios. Era a primeira vez que a gente se beijava. Eu Ela tremeu da cabeça aos pés. Foi o tiro de largada. Aos beijos que me queimavam, se juntaram as mãos, primeiro as dela me acariciando e apalpando sem pular nenhuma parte minha, depois as minhas, abrindo a camisa dela e passando a mão no torso.
Ela tirou minha camisetinha e me deitou. Depois de tirar os sapatos e a calça, sentou de novo do meu lado, com um potinho e uma colher na mão:
— Agora vou provar o de doce de leite — ela colocou uma porção em cada mamilo (o gelado do sorvete nos peitos ardentes me fez tremer) e se agarrou como um filhote faminto, soltando uns gemidinhos de prazer.
Não parou por aí a prévia do sorvete. Ela tirou minha calcinha fio dental, já toda encharcada, e:
— Uma delícia o seu doce de leite!! Agora vou saborear, servido na conchinha — ela passou sorvete por toda a minha fenda e mergulhou de cabeça. O boquete foi único, extraordinariamente gostoso, me fez gozar, pela primeira vez naquela noite.
Ela se virou pra tirar a cueca dela e ficou por cima de mim. Passei a mão na pica dela, achei de um tamanho considerável, impressão que confirmei quando coloquei pra dentro. Foi o começo da primeira trepada, propriamente dita, da noite.
Ela me comeu de todo lado e com variações de posição, até de madrugada. Nenhum de nós usou pijama. Caímos satisfeitos e sem forças num sono profundo.
Na manhã seguinte, já tarde, ao sair da cama, percebi que do sorvete, só tinha provado a porçãozinha do primeiro beijo. O pote, no chão, estava cheio de um líquido grosso, de tom marrom claro, por causa do doce de leite.
Pouco antes do almoço, Miguel bateu na porta, com uma sacolinha de supermercado na mão. Hernán tinha saído segundos antes e, claramente, tinha expulsado ele da cabana deles.
Nos abraçamos e beijamos com entusiasmo. Trocamos comentários breves e diretos elogiando o que vivemos na noite anterior (ele também não tinha usado pijama), vestimos os trajes de banho e fomos pra piscina. Bem depois, Nadia e Hernán se juntaram a nós, e pra nossa surpresa, estavam vestidos de roupa de rua.
Trocamos beijinhos de cumprimento e:
— Viemos dar um alô porque vamos embora. Já estamos saindo porque nos esperam em Resistência, uns parentes da Nadia, e no sábado a gente pega a estrada pra Tucumán. — anunciou ele.
— Vocês têm um baita trajeto — Miguel
— Pois é, mais de 300 hoje e quase 800 quilômetros amanhã — Hernán
Eles foram se afastando, devagar. Deve ser pra conferir, um com o outro, como foi a noite com a gente. Pra não ficar por baixo, Nadia:
— E aí, como foi com o meu homem? Espero que bem —
— Hummmm, de primeira!! E você com o meu? — eu
— Nem me fala, ele é um doce incrível!! Sorte que a gente mora longe, senão eu te roubo ele, juro — ela
Eu tinha marido pra me gabar. E me senti feliz, contente, orgulhosa. Pensar que tempo atrás eu fiquei puta com ele e comi um cara do clube de tênis, por despeito.
Na cama, Miguel me contou que Hernán tinha feito elogios exagerados sobre meu desempenho e minha fogosidade sexual na noite anterior, na mesma cabana e na mesma cama.
Confessei pra ele que me senti estimulada pela simultaneidade da festa erótica dele com a Nadia, a poucos metros.
Ele também admitiu ter sentido uma excitação extra pelo mesmo motivo que eu.
Coroamos a noite transando.
Sabem de uma coisa? Mesmo se permitindo uns parênteses ilícitos, ter dentro da gente o homem amado não tem comparação nem desperdício.
Enfim, uma experiência do caralho.
Nem imaginava que, no descanso, pensar que, ao mesmo tempo, na cabana ao lado, Miguel estava comendo a esposa do cara que acabara de me comer, me daria o tesão mais doido da minha vida.
Eu já tinha traído meu marido mais de uma vez, já tinha descoberto uns casos dele, mas não contava com a simultaneidade das trepadas.
Isso me levou a uma excitação de proporções nunca antes sentidas.
Entrei num delirium tremens sexual.
Possuída por uma agitação e alucinações, literalmente, ataquei o Hernán, com mãos, lábios, língua e súplica, pedido e apelo verbal.
Ele ficou mais que surpreso com minha pretensão desmedida e fora de hora (tinham se passado só alguns minutos do meu orgasmo e do orgasmo dele).
Demorei um pouco pra fazer ele recuperar o vigor perdido.
A segunda foda foi de outro mundo. Era tamanha a bagunça mental e dos sentidos, da visão, audição, olfato, paladar e tato, que eu tinha e que tinha gerado nele, que resultou numa trepada para o livro dos recordes.
E tudo porque estávamos transando eu e meu marido, ao mesmo tempo, mas com parceiro trocado.
Inacreditável, mas acreditem.
Miguel tinha uma comissão de serviço, de uns dois dias, em Posadas-Misiones.
Minha empresa me devia muitos dias de férias não tiradas.
Meus pais aceitaram de boa, cuidar das crianças.
Nós vazamos juntos, depois de reservar uma cabana em Oberá, a menos de 100 km de Posadas.
Chegamos no sábado, antes do meio-dia. À tarde fomos na piscina do complexo.
Encontramos vários casais, mais ou menos da nossa idade, alguns chamativos, do ponto de vista físico.
Um em particular, impactou muito meu marido por causa da raba estupenda. Ela. Realmente tinha uma bunda notável e, eu também como mulher, tive que admitir. Uma pera avantajada, firme, em perfeita harmonia com o resto do corpo: cabelo loiro, rosto, peitos, quadril, barriga e pernas. Chamava poderosamente a atenção dos homens. Só tinha um defeito: vivia de cara fechada. Passava uma vibe de raiva, franzindo a testa.
O marido, por outro lado, era simpático, sociável, sempre querendo puxar conversa sobre qualquer assunto.
Com surpresa, descobrimos que estavam hospedados na cabana ao lado da nossa.
Na segunda e terça, Miguel saiu cedo com o carro alugado e voltou no fim da tarde. Fiquei sozinha. Na piscina, na manhã de segunda, o homem se aproximou:
— Oi, Hernán, prazer. Posso sentar? Nadia, minha esposa, vai demorar pra vir. O que houve, tá sozinha?
— Laura, prazer. Miguel, meu marido, hoje e amanhã vai ficar quase o dia todo fora do complexo, a trabalho.
Ele não ficava atrás da esposa: era bonitão, alto e bem proporcionado (musculoso), perfeito no estilo.
Pouco depois, começou a me dar em cima. Tive uma ideia secreta. Miguel, claramente, adorava a bunda e não só isso da esposa, e eu gostava dele, então comecei a corresponder.
Podia ser o casal perfeito pra estrear numa troca de casais consensual. E eu tinha o pressentimento de que os dois estavam na mesma vibe. Naquela mesma tarde, tive a confirmação. De novo sozinhos, ele me sugeriu, bem claramente, que tava afim de mim. Pegou minha mão entre as dele e:
— A gente se divertiu junto essa manhã, tá se divertindo mais ainda agora, tô convencido de que a gente ia se divertir pra caralho à noite.
Com um sorrisinho cúmplice, deixei claro que topava, mas:
— No caso de... a gente tem que contornar dois obstáculos: sua mulher e meu marido.
— A gente podia tentar... sugerir pra eles... que uma distraia o outro e vice-versa. O que você acha?
Dúvida? Ele tava propondo uma troca e parecia que descontava a anuência da esposa dele.
Fiquei com dois obstáculos pra superar: contar a proposta pro Miguel e convencê-lo a aceitar. Tinha a vantagem de que no sábado e no domingo eu tinha despido a Nadia com os olhos, mas nunca tínhamos tocado no assunto. Desconfiava da reação dele.
À noite, no meio dos preparativos pra fazer amor, falei:
— Me diz, Miguel: você teria vontade de lamber os bicos e a bunda da Nadia?
Eu tava com a mão enrolando a pica dele, e pareceu que senti umas contrações musculares repentinas, visíveis e curtas no pau dele.
Na penumbra do quarto não dava pra ler a cara dele. Imaginei ele arregalando os olhos feito dois ovos fritos.
— Que que cê tá falando? —
— Não se faz de otário! Ontem e anteontem você comeu ela com os olhos! —
Ele fez um silêncio curto e admitiu que “a gata tinha chamado a atenção dele”, mas que o único peito que ele chupava era “esse” e apoiou a mão na minha teta.
Aproveitei a chance pra abrir o jogo: que eu sabia da longa sacanagem dele com a esposa do amigo Eduardo e, ao mesmo tempo, contar sobre minha vingança, também prolongada, com o amigo dele.
— Não seja cínico! Por acaso você não chupou os peitos da Karen o tempo todo que comeu ela? —
Dessa vez o apagão verbal dele foi longo, e no fim ele murmurou alguma coisa. Não deixei ele argumentar. Expliquei, com todos os detalhes, como tinha descoberto o rolo dele com a Karen e minha resposta: passar meses na cama com o marido da amante dele.
— … foi uma troca de casais, embora vocês dois achassem que era só adultério.
— Que par de sem-vergonha vocês dois! — murmurou.
Não quis apertar mais a corda e passei a dizer o quanto eu amava ele e o quanto tava convencida de que ele também me amava. Que é a pura verdade, mesmo que a gente se dê umas liberdades. Provocava ele, como aprendi nos anos de casados, e a gente acabava transando com orgasmo pegando fogo.
No pós-coito, voltei no assunto, começando a contar os encontros a Sozinhas com Hernán e a proposta dele:
— Modéstia à parte, não tenho a bunda da Nadia, mas a minha agradou o Hernán e ele queria experimentar.
— A Nadia tem o que se chama de “bunda”, mas também tem cara de bunda. Já você…
— Valeu pelo elogio, mas o que a gente faz com esses dois?
— O que você decidir, tá bom.
Eu perguntei de novo, repeti e insisti. Ele topou, desde que uma aproximação prévia gerasse satisfação e prazer pra todos os quatro.
Na manhã seguinte, a Nadia apareceu de novo na piscina. Quando ficávamos sozinhas, comecei a sondar ela, falando de bobeiras primeiro e entrando, aos poucos, no pessoal.
Na quarta-feira, quando o Miguel, já livre das obrigações do trampo, e o Hernán não estavam ou se afastavam pra conversar, começamos a trocar confidências, inclusive sobre nossos maridinhos.
Na tarde do mesmo dia, já sabia que ela e o marido tinham tido umas duas experiências de troca de casais e que, no dia anterior, não tinha saído da cabana a pedido do Hernán, que tinha se confessado alvoroçado por mim e queria sentir o terreno.
Nos despedimos com a promessa de propor aos nossos maridos um jantar no dia seguinte, numa das cabanas.
Não aceitei, por ser muito ousada, a sugestão dela de a gente, as mulheres, preparar a comida e servir pros nossos maridinhos quase peladas, só de fio dental e um babydoll. Senti vergonha de ter meu marido presente e começar a intimidade com outro homem.
Adotamos uma versão mais leve: no fim do jantar, pediríamos pros dois homens irem comprar sorvete (em dois potes de meio quilo) e, na volta, cada um ir pra cabana do outro. Aí sim, íamos esperar eles de fio dental e blusa, camiseta ou babydoll.
À noite, contei tudo pro Miguel e tranquilizei ele sobre o gênio da Nadia: depois de quebrado o gelo, ela era simpática e falante e, além disso, tinha me dito que tava afim de fazer algo com ele.
Com a perspectiva do jantar e da noite erótica. No dia seguinte, ficamos excitadas e apelamos para o velho método de nos acalmar.
Na quinta-feira à noite, começou com um jantar delicioso na cabana do Hernán e da esposa. Animadas pelo fantástico Cabernet que o Miguel trouxe, nós duas, rindo às gargalhadas, dissemos:
– Sobremesa... – ela
– ...não tem. Sejam bonzinhos, vão comprar sorvete. Dois potes de meio quilo – eu
– Antes de sair, cada um já separa a roupa de dormir e os itens de higiene que vão precisar. Quando voltarem, entrem na cabana já trocados, com o sorvete – ela
O Miguel foi até nossa cabana e voltou com uma sacola plástica, daquelas de supermercado, bem cheia, deixou numa cadeira e se despediu de mim com um beijo forte, intenso e barulhento. O Hernán adorou a ideia e me entregou uma sacola parecida e, por sua vez, se despediu igualzinho da Nadia, e foram embora.
Depois de ajudar numa arrumação rápida e básica, me despedi da Nadia, que me piscou um olho num gesto cúmplice, desejando uma boa noite pra gente.
Fui pra minha cabana, tomei banho e me vesti com uma camisetinha de malha bem justinha (pra destacar meus peitos e, neles, os bicos), uma calcinha fio-dental minúscula e sandálias de salto 10 cm.
O Hernán bateu na porta e entrou:
– Oi de novo. Será que vamos passar um tempão gostoso como você prometeu outro dia?
Ele me deu uma olhada, visual, demorada e atenta, de rosto e curvas, pernas inclusas, me deu um beijo tímido na bochecha:
– Não tenho nem tenha dúvida, vai ser assim – e me entregou o potinho de isopor.
Fui pra cozinha, rebolando na medida certa pra ele ver minhas nádegas balançando, voltei, mexendo o peito pra ele apreciar meus peitos tremendo. Sentamos na beira da cama, cada um com uma colherzinha.
Ele usou a dele pra me dar o primeiro beijo quente:
– Antes de provar o de doce de leite que você pediu, prova o meu de zambajão – levou uma colherinha cheia até a ponta da língua, me puxou pra perto com a outra mão na minha nuca, enfiou a língua e chupou meus lábios. Era a primeira vez que a gente se beijava. Eu Ela tremeu da cabeça aos pés. Foi o tiro de largada. Aos beijos que me queimavam, se juntaram as mãos, primeiro as dela me acariciando e apalpando sem pular nenhuma parte minha, depois as minhas, abrindo a camisa dela e passando a mão no torso.
Ela tirou minha camisetinha e me deitou. Depois de tirar os sapatos e a calça, sentou de novo do meu lado, com um potinho e uma colher na mão:
— Agora vou provar o de doce de leite — ela colocou uma porção em cada mamilo (o gelado do sorvete nos peitos ardentes me fez tremer) e se agarrou como um filhote faminto, soltando uns gemidinhos de prazer.
Não parou por aí a prévia do sorvete. Ela tirou minha calcinha fio dental, já toda encharcada, e:
— Uma delícia o seu doce de leite!! Agora vou saborear, servido na conchinha — ela passou sorvete por toda a minha fenda e mergulhou de cabeça. O boquete foi único, extraordinariamente gostoso, me fez gozar, pela primeira vez naquela noite.
Ela se virou pra tirar a cueca dela e ficou por cima de mim. Passei a mão na pica dela, achei de um tamanho considerável, impressão que confirmei quando coloquei pra dentro. Foi o começo da primeira trepada, propriamente dita, da noite.
Ela me comeu de todo lado e com variações de posição, até de madrugada. Nenhum de nós usou pijama. Caímos satisfeitos e sem forças num sono profundo.
Na manhã seguinte, já tarde, ao sair da cama, percebi que do sorvete, só tinha provado a porçãozinha do primeiro beijo. O pote, no chão, estava cheio de um líquido grosso, de tom marrom claro, por causa do doce de leite.
Pouco antes do almoço, Miguel bateu na porta, com uma sacolinha de supermercado na mão. Hernán tinha saído segundos antes e, claramente, tinha expulsado ele da cabana deles.
Nos abraçamos e beijamos com entusiasmo. Trocamos comentários breves e diretos elogiando o que vivemos na noite anterior (ele também não tinha usado pijama), vestimos os trajes de banho e fomos pra piscina. Bem depois, Nadia e Hernán se juntaram a nós, e pra nossa surpresa, estavam vestidos de roupa de rua.
Trocamos beijinhos de cumprimento e:
— Viemos dar um alô porque vamos embora. Já estamos saindo porque nos esperam em Resistência, uns parentes da Nadia, e no sábado a gente pega a estrada pra Tucumán. — anunciou ele.
— Vocês têm um baita trajeto — Miguel
— Pois é, mais de 300 hoje e quase 800 quilômetros amanhã — Hernán
Eles foram se afastando, devagar. Deve ser pra conferir, um com o outro, como foi a noite com a gente. Pra não ficar por baixo, Nadia:
— E aí, como foi com o meu homem? Espero que bem —
— Hummmm, de primeira!! E você com o meu? — eu
— Nem me fala, ele é um doce incrível!! Sorte que a gente mora longe, senão eu te roubo ele, juro — ela
Eu tinha marido pra me gabar. E me senti feliz, contente, orgulhosa. Pensar que tempo atrás eu fiquei puta com ele e comi um cara do clube de tênis, por despeito.
Na cama, Miguel me contou que Hernán tinha feito elogios exagerados sobre meu desempenho e minha fogosidade sexual na noite anterior, na mesma cabana e na mesma cama.
Confessei pra ele que me senti estimulada pela simultaneidade da festa erótica dele com a Nadia, a poucos metros.
Ele também admitiu ter sentido uma excitação extra pelo mesmo motivo que eu.
Coroamos a noite transando.
Sabem de uma coisa? Mesmo se permitindo uns parênteses ilícitos, ter dentro da gente o homem amado não tem comparação nem desperdício.
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