Estava saindo da concessionária com meu pai, com minha caminhonete nova, estava muito feliz. Fazia um tempo que tinha feito um curso de direção e consegui tirar a carteira pra dirigir fácil e rápido. Já tinha passado um tempo desde que voltei a falar ou saber da Magali, desde a última vez que a gente se viu. Achei que, com o marido voltando daquelas férias e depois de finalmente se casarem, as prioridades dela tinham mudado, e isso era perfeito.
Por mim, minhas prioridades continuavam as mesmas: continuar com o trabalho o mais discreto possível, aproveitar minha vida sem pressão acadêmica e, acima de tudo, ser feliz. Com minha nova aquisição, levei meu pai pra casa dele, agradeci e nos despedimos. A gente tinha ligado o ar-condicionado porque a temperatura pedia. Quando comecei a voltar pra minha casa, coloquei um pendrive que tinha preparado com uma música variada e ajustei o volume num nível médio, com as janelas fechadas, isso não seria problema. Curtia muito a liberdade que já sentia dirigindo, e ter a possibilidade de ir pra onde quisesse sem depender de outros veículos. Ao aproveitar essa liberdade, fiquei refletindo sobre os últimos meses da minha vida — já estava quase completando um ano desde que comecei essa aventura, e já tinha assimilado ela por completo. Mesmo assim, meus pais ainda não sabiam disso; eles eram felizes achando que eu era uma secretária de advogados "bem-sucedida", e eu preferia que continuasse assim.
Com a Delfina, minha vizinha, construí uma relação melhor, conseguimos compartilhar mais momentos, conversas e algumas saídas. Com as atividades sexuais ocasionais, claro. Depois de um tempo, ela cumpriu uma promessa que tinha me feito, e um dia me trouxe umas roupas que tinha feito pros estudos dela. Entre elas, tinha uma legging preta, com uns ajustes na cintura e nos tornozelos, também uma camisa com estampa florida e uma regata creme. Ao receber aquilo, pra mostrar meu Agradeci que ela aceitasse meu convite pra jantar. A gente se divertiu pra caralho, e no final a gente dividiu a "sobremesa", em cima da minha cama, com bastante creme.
A agenda de clientes continuava crescendo sem parar, felizmente não era uma situação onde todo mundo me conhecia, mesmo tendo vários clientes de todos os tipos, eu conseguia manter um perfil baixo. E isso era muito bom pro meu trabalho, e sempre tento que continue assim.
Conheci alguns "príncipes encantados" que ficavam horrorizados — depois de me comer — de uma mulher como eu estar naquela situação, trabalhando com isso. Me ofereciam empregos "formais", de modelo ou de vários outros estilos pra eu largar meu trampo. Essas pessoas, por sorte, soltavam essas ideias no final dos nossos encontros, senão eu teria mandado tomar no cu logo no começo, tava mais que feliz com minha profissão, e por muitos anos não largaria por nada. Mesmo sem ter outra experiência de trabalho, sabia que algumas coisas que esse trampo me dava eu não conseguiria em lugar nenhum, e algumas delas eu não tava disposta a abrir mão de jeito nenhum. Eu não precisava de salvação nem nada parecido.
Depois de um longo caminho, onde tive essas reflexões, me desviei de propósito pra ficar de boa, e ao voltar pra casa resolvi passar antes no café que tinha visitado tempos atrás. Chegando no lugar, estacionei e saí, fechei o carro e fui em direção ao bar com intenção de entrar. Quando entrei, percebi que tinha mudado pelo menos um pouco. Continuava sendo um café, sim, mas tinham aberto um segundo andar, com mais mesas pra sentar, e duas ou três mesas de sinuca. Montaram uma espécie de balcão com banquetas no primeiro andar, e tava sendo atendido por uma mulher, de aparência meio masculinizada. No mesmo lugar também montaram uma espécie de palquinho, com o que parecia ser um piso ideal pra dançar. Resumindo, tinham transformado aquele café da tarde num possível... Café à noite, ou semi-balada, e bar. Decisão que não me desagradava nem um pouco, na verdade eu curtia ter algo assim por perto. Como não era uma balada dançante, eu ia aparecer mais vezes. Depois dessa investigação rápida que fiz com os olhos, pensei em tomar algo gelado, então fui até o balcão e sentei numa daquelas banquetas. A mulher que estava lá usava um colete preto, com uma camisa branca por baixo, também vi que vestia uma calça jeans cinza escuro, e uma gravata fina vermelha, meio desajustada, com o colarinho da camisa aberto. O cabelo dela era preto, com olhos escuros que imaginei serem castanhos ou pretos.
— Oi, tudo bem? — perguntei pra mulher chamando a atenção dela, ela tava lavando umas taças e uns copos num pequeno lavatório que tinha.
— Ei, oi — ela disse parando de lavar e colocou um pano de tecido roxo num dos ombros — me diz, o que vou te servir?
— Hum, um daiquiri frozen pode ser? — falei depois de ver uma lista de drinks num papel plastificado em cima do balcão.
— Sim, claro, sem problema — Ela sorriu pra mim e começou a preparar.
— Mudaram muito esse lugar, e eu tinha vindo aqui faz pouco — comentei rindo.
— É, as donas queriam algo mais do que só um café, não tava dando retorno — com uma eficiência foda ela já tinha terminado o drink, serviu numa taça grande e larga, com uma rodela de laranja de enfeite e um guardanapo pequeno por baixo.
Uns minutos depois eu já tinha bebido metade do meu drink, me deixou meio leve na mente, tava levemente tonta, mas ainda nada grave.
— Você já fez alguma coisa em cima do balcão? — as palavras saíram da minha boca sem minha permissão nem intenção.
— Aqui atrás? — ela apontou pro lado dela do balcão rindo.
— É, aí atrás, já te comeram, comeu alguém, passou a mão ou algo assim? — minha incontinência verbal parecia não ter fim.
— Sim, várias vezes, mas nesse balcão ainda não, por quê?
— Você não quer Estreá-la? — sentenciei.
—Tá com muito pouco álcool no corpo — ela disse rindo.
—Ah... É pra eu ter mais? — olhei sem entender e virei meu copo.
Ela me ouviu falar isso e tirou de baixo do balcão uma garrafa de Smirnoff de cereja, uma das primeiras marcas de vodka.
—Você vai ter algo comigo quando não sobrar nada nessa garrafa, mas não aqui, esse bar é claro demais, não dá aqui.
—Pega essa garrafa e vamos pra minha casa — falei na hora.
Com isso, ela saiu de trás do balcão, pegou a garrafa e me puxou pela mão. Avisou que ia embora e parecia que ninguém encrencou. Do jeito que dava, fui até minha caminhonete e subimos. Andando do lado dela, pude ver melhor o corpo dela, pra simplificar e bem definido, tinha um corpo igual ao da Hilary Duff nos últimos anos, umas pernas grossas mas ainda assim tonificadas, abdômen reto e levemente marcado, peitos médios pra pequenos e uma bunda decente. Na hora percebi que dirigir no estado que eu tava não era nada bom.
Uns minutos depois chegamos no meu apartamento, e devagar o drink que eu tinha tomado começava a fazer mais e mais efeito. Subimos de elevador, e ao chegar abri a porta pra ela, pedi pra esperar um segundo e fechei depois que ela entrou. Fui até a porta da minha vizinha e bati de leve, na terceira batida ela atendeu e abriu, tava com o cabelo preso, uma camisa arregaçada, óculos e uma fita métrica no pescoço.
—Ei, oi — ela sorriu me olhando.
—Não tenho tempo pra conversar, preciso que cuide pra não me roubarem, vou transar e tô bebada — falei tentando focar nos olhos dela.
—Fica tranquila, vai e aproveita — ela disse, me dando um beijo forte de língua e fechou a porta.
Voltei o mais rápido que pude pro meu apartamento, ao abrir a porta vi minha convidada já pelada, segurando a garrafa.
—Vai se aproveitar de mim, né? — olhei pra ela e rapidamente me despi, queria estar na mesma condição que ela.
—É engraçado você ainda ter dúvidas, agora começa a beber, vai, eu adoro transar com mulherzinha bêbada — ele me dizia sorrindo.
—Você colocou alguma coisa no meu daiquiri no bar? Eu não costumo ser tão puta — falei, enquanto caminhava até onde ela estava, sentei no sofá ao lado dela e peguei a garrafa, abri com força, machucando levemente os dedos, e joguei a tampa fora.
—Você se soltou muito rápido. Foi só o álcool, eu não fiz nada — ela disse, pegando nos meus peitos e apertando.
Comecei a beber e, logo após cada gole, precisava parar por um ou dois segundos; tomar vodka rápido estava queimando minha garganta, e engolir era ainda pior. Enquanto continuava bebendo, ela apalpava meu corpo inteiro e lambia onde conseguia. Meu calor interno aumentava cada vez mais, ao contrário das minhas sensações, que iam diminuindo; tudo parecia uma coisa só, eu não conseguia distinguir os detalhes do que acontecia. Já estava na metade da garrafa quando minha entreperna e minha bunda começaram a arder, e naquele momento estávamos trocando um beijo longo, que foi interrompido pela minha necessidade de demonstrar o prazer que estava sentindo. Em certo ponto, parecia que eu tinha quarenta mãos em cima de mim, assim como quarenta línguas; meus sentidos tinham se descontrolado ao máximo, meu tesão estava em níveis indescritíveis.
Isso continuou por um bom tempo ainda; com muito esforço, consegui terminar a garrafa de vodka conscientemente, já estava praticamente em outra dimensão, mas ainda assim conseguia ouvir o murmúrio da minha acompanhante insistindo para eu não parar de beber. Fechei os olhos e senti na garganta o que imaginei ser o fim do conteúdo da garrafa. Minha mão que a segurava agora estava livre; sem conseguir abrir os olhos, apalpei o que podia, gemi alto e me mexia. Sentia um corpo sobre mim, ao meu redor e debaixo de mim; definitivamente, meus sentidos já estavam falhando, e eu não tinha capacidade cognitiva para formar um pensamento racional.
A próxima coisa que senti foi o som de uma cachoeira bem ao longe, me sentia molhada, e ouvia um zumbido fraco de uma música que obviamente não consegui identificar. Tentei abrir os olhos de leve, tarefa na qual falhei. Me sentia flutuando. Os segundos foram passando e os sons ficavam mais presentes.
—Fica tranquila, já tá tudo bem, não te aconteceu nada e ninguém roubou nada de você. Tô aqui o tempo que você precisar, não se apressa pra levantar nem nada, vi a garrafa de vodka e consegui te sentir da porta.
Abri os olhos devagar e era a Delfina, estava dentro da banheira com a água até a borda, a torneira ainda estava aberta, e vi ela cantarolando. Ela estava vestida do mesmo jeito que eu tinha visto há pouco quando pedi pra ela cuidar de mim. Fiquei parada, mantendo a flutuação do meu corpo. Começava a ter uma puta ressaca. O que eu fiz? O que aconteceu?
Por mim, minhas prioridades continuavam as mesmas: continuar com o trabalho o mais discreto possível, aproveitar minha vida sem pressão acadêmica e, acima de tudo, ser feliz. Com minha nova aquisição, levei meu pai pra casa dele, agradeci e nos despedimos. A gente tinha ligado o ar-condicionado porque a temperatura pedia. Quando comecei a voltar pra minha casa, coloquei um pendrive que tinha preparado com uma música variada e ajustei o volume num nível médio, com as janelas fechadas, isso não seria problema. Curtia muito a liberdade que já sentia dirigindo, e ter a possibilidade de ir pra onde quisesse sem depender de outros veículos. Ao aproveitar essa liberdade, fiquei refletindo sobre os últimos meses da minha vida — já estava quase completando um ano desde que comecei essa aventura, e já tinha assimilado ela por completo. Mesmo assim, meus pais ainda não sabiam disso; eles eram felizes achando que eu era uma secretária de advogados "bem-sucedida", e eu preferia que continuasse assim.
Com a Delfina, minha vizinha, construí uma relação melhor, conseguimos compartilhar mais momentos, conversas e algumas saídas. Com as atividades sexuais ocasionais, claro. Depois de um tempo, ela cumpriu uma promessa que tinha me feito, e um dia me trouxe umas roupas que tinha feito pros estudos dela. Entre elas, tinha uma legging preta, com uns ajustes na cintura e nos tornozelos, também uma camisa com estampa florida e uma regata creme. Ao receber aquilo, pra mostrar meu Agradeci que ela aceitasse meu convite pra jantar. A gente se divertiu pra caralho, e no final a gente dividiu a "sobremesa", em cima da minha cama, com bastante creme.
A agenda de clientes continuava crescendo sem parar, felizmente não era uma situação onde todo mundo me conhecia, mesmo tendo vários clientes de todos os tipos, eu conseguia manter um perfil baixo. E isso era muito bom pro meu trabalho, e sempre tento que continue assim.
Conheci alguns "príncipes encantados" que ficavam horrorizados — depois de me comer — de uma mulher como eu estar naquela situação, trabalhando com isso. Me ofereciam empregos "formais", de modelo ou de vários outros estilos pra eu largar meu trampo. Essas pessoas, por sorte, soltavam essas ideias no final dos nossos encontros, senão eu teria mandado tomar no cu logo no começo, tava mais que feliz com minha profissão, e por muitos anos não largaria por nada. Mesmo sem ter outra experiência de trabalho, sabia que algumas coisas que esse trampo me dava eu não conseguiria em lugar nenhum, e algumas delas eu não tava disposta a abrir mão de jeito nenhum. Eu não precisava de salvação nem nada parecido.
Depois de um longo caminho, onde tive essas reflexões, me desviei de propósito pra ficar de boa, e ao voltar pra casa resolvi passar antes no café que tinha visitado tempos atrás. Chegando no lugar, estacionei e saí, fechei o carro e fui em direção ao bar com intenção de entrar. Quando entrei, percebi que tinha mudado pelo menos um pouco. Continuava sendo um café, sim, mas tinham aberto um segundo andar, com mais mesas pra sentar, e duas ou três mesas de sinuca. Montaram uma espécie de balcão com banquetas no primeiro andar, e tava sendo atendido por uma mulher, de aparência meio masculinizada. No mesmo lugar também montaram uma espécie de palquinho, com o que parecia ser um piso ideal pra dançar. Resumindo, tinham transformado aquele café da tarde num possível... Café à noite, ou semi-balada, e bar. Decisão que não me desagradava nem um pouco, na verdade eu curtia ter algo assim por perto. Como não era uma balada dançante, eu ia aparecer mais vezes. Depois dessa investigação rápida que fiz com os olhos, pensei em tomar algo gelado, então fui até o balcão e sentei numa daquelas banquetas. A mulher que estava lá usava um colete preto, com uma camisa branca por baixo, também vi que vestia uma calça jeans cinza escuro, e uma gravata fina vermelha, meio desajustada, com o colarinho da camisa aberto. O cabelo dela era preto, com olhos escuros que imaginei serem castanhos ou pretos.
— Oi, tudo bem? — perguntei pra mulher chamando a atenção dela, ela tava lavando umas taças e uns copos num pequeno lavatório que tinha.
— Ei, oi — ela disse parando de lavar e colocou um pano de tecido roxo num dos ombros — me diz, o que vou te servir?
— Hum, um daiquiri frozen pode ser? — falei depois de ver uma lista de drinks num papel plastificado em cima do balcão.
— Sim, claro, sem problema — Ela sorriu pra mim e começou a preparar.
— Mudaram muito esse lugar, e eu tinha vindo aqui faz pouco — comentei rindo.
— É, as donas queriam algo mais do que só um café, não tava dando retorno — com uma eficiência foda ela já tinha terminado o drink, serviu numa taça grande e larga, com uma rodela de laranja de enfeite e um guardanapo pequeno por baixo.
Uns minutos depois eu já tinha bebido metade do meu drink, me deixou meio leve na mente, tava levemente tonta, mas ainda nada grave.
— Você já fez alguma coisa em cima do balcão? — as palavras saíram da minha boca sem minha permissão nem intenção.
— Aqui atrás? — ela apontou pro lado dela do balcão rindo.
— É, aí atrás, já te comeram, comeu alguém, passou a mão ou algo assim? — minha incontinência verbal parecia não ter fim.
— Sim, várias vezes, mas nesse balcão ainda não, por quê?
— Você não quer Estreá-la? — sentenciei.
—Tá com muito pouco álcool no corpo — ela disse rindo.
—Ah... É pra eu ter mais? — olhei sem entender e virei meu copo.
Ela me ouviu falar isso e tirou de baixo do balcão uma garrafa de Smirnoff de cereja, uma das primeiras marcas de vodka.
—Você vai ter algo comigo quando não sobrar nada nessa garrafa, mas não aqui, esse bar é claro demais, não dá aqui.
—Pega essa garrafa e vamos pra minha casa — falei na hora.
Com isso, ela saiu de trás do balcão, pegou a garrafa e me puxou pela mão. Avisou que ia embora e parecia que ninguém encrencou. Do jeito que dava, fui até minha caminhonete e subimos. Andando do lado dela, pude ver melhor o corpo dela, pra simplificar e bem definido, tinha um corpo igual ao da Hilary Duff nos últimos anos, umas pernas grossas mas ainda assim tonificadas, abdômen reto e levemente marcado, peitos médios pra pequenos e uma bunda decente. Na hora percebi que dirigir no estado que eu tava não era nada bom.
Uns minutos depois chegamos no meu apartamento, e devagar o drink que eu tinha tomado começava a fazer mais e mais efeito. Subimos de elevador, e ao chegar abri a porta pra ela, pedi pra esperar um segundo e fechei depois que ela entrou. Fui até a porta da minha vizinha e bati de leve, na terceira batida ela atendeu e abriu, tava com o cabelo preso, uma camisa arregaçada, óculos e uma fita métrica no pescoço.
—Ei, oi — ela sorriu me olhando.
—Não tenho tempo pra conversar, preciso que cuide pra não me roubarem, vou transar e tô bebada — falei tentando focar nos olhos dela.
—Fica tranquila, vai e aproveita — ela disse, me dando um beijo forte de língua e fechou a porta.
Voltei o mais rápido que pude pro meu apartamento, ao abrir a porta vi minha convidada já pelada, segurando a garrafa.
—Vai se aproveitar de mim, né? — olhei pra ela e rapidamente me despi, queria estar na mesma condição que ela.
—É engraçado você ainda ter dúvidas, agora começa a beber, vai, eu adoro transar com mulherzinha bêbada — ele me dizia sorrindo.
—Você colocou alguma coisa no meu daiquiri no bar? Eu não costumo ser tão puta — falei, enquanto caminhava até onde ela estava, sentei no sofá ao lado dela e peguei a garrafa, abri com força, machucando levemente os dedos, e joguei a tampa fora.
—Você se soltou muito rápido. Foi só o álcool, eu não fiz nada — ela disse, pegando nos meus peitos e apertando.
Comecei a beber e, logo após cada gole, precisava parar por um ou dois segundos; tomar vodka rápido estava queimando minha garganta, e engolir era ainda pior. Enquanto continuava bebendo, ela apalpava meu corpo inteiro e lambia onde conseguia. Meu calor interno aumentava cada vez mais, ao contrário das minhas sensações, que iam diminuindo; tudo parecia uma coisa só, eu não conseguia distinguir os detalhes do que acontecia. Já estava na metade da garrafa quando minha entreperna e minha bunda começaram a arder, e naquele momento estávamos trocando um beijo longo, que foi interrompido pela minha necessidade de demonstrar o prazer que estava sentindo. Em certo ponto, parecia que eu tinha quarenta mãos em cima de mim, assim como quarenta línguas; meus sentidos tinham se descontrolado ao máximo, meu tesão estava em níveis indescritíveis.
Isso continuou por um bom tempo ainda; com muito esforço, consegui terminar a garrafa de vodka conscientemente, já estava praticamente em outra dimensão, mas ainda assim conseguia ouvir o murmúrio da minha acompanhante insistindo para eu não parar de beber. Fechei os olhos e senti na garganta o que imaginei ser o fim do conteúdo da garrafa. Minha mão que a segurava agora estava livre; sem conseguir abrir os olhos, apalpei o que podia, gemi alto e me mexia. Sentia um corpo sobre mim, ao meu redor e debaixo de mim; definitivamente, meus sentidos já estavam falhando, e eu não tinha capacidade cognitiva para formar um pensamento racional.
A próxima coisa que senti foi o som de uma cachoeira bem ao longe, me sentia molhada, e ouvia um zumbido fraco de uma música que obviamente não consegui identificar. Tentei abrir os olhos de leve, tarefa na qual falhei. Me sentia flutuando. Os segundos foram passando e os sons ficavam mais presentes.
—Fica tranquila, já tá tudo bem, não te aconteceu nada e ninguém roubou nada de você. Tô aqui o tempo que você precisar, não se apressa pra levantar nem nada, vi a garrafa de vodka e consegui te sentir da porta.
Abri os olhos devagar e era a Delfina, estava dentro da banheira com a água até a borda, a torneira ainda estava aberta, e vi ela cantarolando. Ela estava vestida do mesmo jeito que eu tinha visto há pouco quando pedi pra ela cuidar de mim. Fiquei parada, mantendo a flutuação do meu corpo. Começava a ter uma puta ressaca. O que eu fiz? O que aconteceu?
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