

Carícias perversas - Parte 8
Louis Priène
Adaptado para o português brasileiro por TuttoErotici
8
No castelo, todo mundo parecia dormir. Uma calma rara. Mas, ai!, era só fachada porque, mal cheguei no primeiro andar, quando ouvi os barulhos vindo do quarto da mamãe, tive que me convencer de que aquela noite que começava estava a caminho de virar uma orgia.
Na real, durante ela cometeram uns excessos tão grandes, os casais se enroscaram numas trocas tão sem-vergonha, a paixão de gozar ficou tão geral, que "orgia" é a palavra mais certa. Mas vou contar pra vocês desde o começo.
Quando cheguei no quarto da mamãe, agucei o ouvido. Meu Deus, que vozes!… Era a mamãe que gritava daquele jeito? Quem tava excitando ela tanto? Abri a porta de leve… e vi as consequências desastrosas que mais de vinte anos de hipocrisia podem causar… Vinte anos de uma vida marcada pelo jugo das obrigações da respeitabilidade burguesa. Era o dia de glória dela. Mamãe se libertava. Um psiquiatra diria que ela tava se libertando dos complexos… A verdade é que ela passou do ponto… Uma libertina sem freio, isso sim. Era ela quem tava montando no Justin…
Ela tava pelada! Ele tava deitado de barriga pra cima na cama, claro, também pelado… Ela, no cio, galopava empalada na pica dura, cavalgava sem controle… Mamãe gemia…, ofegava…, gritava…
—Me come!… Me come, Justin! Come a sua Mathilde! Enfia tudo!… Faz ela morrer, ultraja ela!… Ah, Justin! Tô de saco cheio!… Tô de saco cheio dessa respeitabilidade: Querida Mathilde, meus cumprimentos… Querida Mathilde, meus respeitos… Já me cansaram, com esses respeitos!… Meu marido! Que velho idiota! Ele me enche o saco!… Ele põe luva pra me comer: Querida Mathilde pra cá… Querida Mathilde pra lá… Te machuquei, Mathilde? Um otário, com essas frescuras! Quero uma pica! Quero ela no cu! Em todo lugar!… Meu amado Justin, me monta. Goza em cima de mim. Ah! Me xinga!… Fala muitos palavrões pra sua Mathilde… Me chama de puta!… Me chama de porca!… Me chama de puta!… Ah, como eu adoraria ser comida assim todo dia!… Ah, sentir umas picas enormes igual a sua!… Paus como os de um cavalo! Ah, como eu queria sentir o pau de um cavalo! Aah, Justin! Vai fundo! Vai fundo!!!… Sou toda sua!… Sua escrava!… Sua escrava, que te ama! Me bate! Me bate forte!… Ah! Aah!!! Me mata! Me bate… Aaah!!!
Decididamente, não tinha nada pra mim naquele quarto, teria que procurar em outro. Escolhi o quarto da Jeanne… E, quando entrei, que susto! Não acreditava no que via!
Na cama estava minha Émilienne estirada, uma Émilienne que eu não conhecia…, tão inocente parecia. De camisola, passiva, se deixava chupar! Sim, a Jeanne, debruçada sobre ela, tinha levantado a camisola e lambia a buceta dela com frenesi… Meu Deus, quanto melado que saía! Ao mesmo tempo, com o consolo enfiado na própria buceta, a Jeanne se masturbava com as duas mãos… Lambia e se masturbava…
Foi quando apareceu o Léon, pulando a sacada. A Jeanne tremeu na hora… Esperava o amante. Então, largando a nossa convidada, se jogou nele… Que grito! Que tremor de tesão!
—Ah! Finalmente chegou, meu Léon.
E enquanto ele estendia os braços, ela apalpava a braguilha dele… A Émilienne, vermelha na cama, de olhos fechados, talvez achando que tava sonhando, murmurou:
—Ah… Ah… Onde eu tô? O que aconteceu?…
A Jeanne respondeu:
—Não é nada, Émilienne…, já terminei… Você me deixou preocupada com esse seu desmaio…
A outra, que ainda não tinha caído na real, perguntou:
—Foi… um… desmaio?
—É…, um desmaio besta…
Depois, sem saber o que inventar pra se livrar da garota chata, querendo guardar o Léon só pra ela, pegou de propósito um livro que tava em cima da mesa e, depois de jogar ele discretamente pela janela, disse:
—Émilienne, que inútil que eu sou. Deixei o livro cair no gramado… Você se importa de ir pegar? Tenho medo de descer.
E a outra, que começava a… Ao recobrar os sentidos, ficou por um momento surpresa ao encontrar Léon ali, que a via quase nua. Ela corou, puxou a camisola para disfarçar a nudez e respondeu:
— O quê… o que você disse? Um livro?
— Sim… Meu livro, caiu na grama… Você poderia ir buscá-lo?
E enquanto Émilienne, espantada, obedecia depois de vestir um simples roupão, Jeanne se atirou ao objeto de sua cobiça, a pica que o companheiro já exibia, e agarrou.
— Vem, Léon! Vem!…
Ouvi o rangido das molas do colchão. Émilienne já estava no jardim…, e me veio a ideia, esperando seu retorno, de ir dar boa-noite à tia… Minha preciosa e ingênua tia… Ao lembrar dela naquela tarde, radiante andando pela grama, concebi certas intenções loucas em relação a ela… Umas intenções nada respeitosas… Afinal, quem sabe se ela também…? Tantas e tantas surpresas eu tivera nos últimos dias… Por que não tentar?
Empurrei a porta. O quarto estava escuro. Tanto que, na noite fechada, ou quase, só se via o quadro da janela aberta, onde brilhavam as estrelas. E minha tia, que não estava na cama. Sem dúvida nervosa com o clima insólito e perturbador que reinava no castelo, tia Suzanne, de camisola, estava debruçada no parapeito da janela, de tal modo que sua silhueta se recortava nitidamente, oh, que imagem maravilhosa!, sobre a claridade do firmamento…
Assim, a vi numa espécie de contraluz pálido, o da luminosidade crescente do luar ao subir… Devo admitir que o tecido da camisola era tão fininho que, se a tivesse visto nua, teria sido a mesma coisa. Porque seu contorno se desenhava tão nítido que não me escapava nenhum detalhe de sua anatomia…
Uma anatomia esplêndida, é o mínimo que posso dizer.
— O que foi?… Quem é?… — murmurou, com uma voz que aquela irrupção inesperada tornava meio surpresa, meio inquieta, mas na qual se adivinhava um toque de resignação, como se naquele castelo estranho, por pressentimento, esperavam-se coisas…, coisas angustiantes…, coisas que davam um nó na garganta e diante das quais a gente se sentia fraco…, fraco demais para resistir.
—Sou eu, tia. Vim te desejar boa noite…
—Ah…, é você… —murmurou ela, tranquilizada, mas num tom em que percebi uma certa decepção.
Como se ela tivesse dito, expressando seus pensamentos secretos: «Ah!… É só você… Esperava… outra coisa». Porque, felizmente, minha tia não me achava tão pervertido quanto eu já estava, caso contrário, talvez seu pudor inato tivesse se alarmado, se posto na defensiva e eu não tivesse conseguido pegá-la, como se verá a seguir. Ah!, e eu não fui o único naquela noite… Ela deixou felizes não um só, mas vários…
Minha tia perguntou:
—É você, Jacquot?
—Sim, tia…
E me juntei a ela na sacada, colocando-me atrás dela, colado nela, por causa da estreiteza da janela.
—A noite tá bonita, tia?
O peito dela se ergueu.
—Sim…, é bonita… —suspirou, oferecendo-me uma bochecha afetuosa.
Eu, ao beijá-la, apertei-a travessa e fortemente entre meus braços.
—Oh! Olha ele, querendo ser forte como um homem!… Oh, Jacquot! Não me aperte assim…, que… você me sufoca… Meu Deus! Como você ficou robusto!
—Ah, sim, tia… Me sinto forte, sabe?…
E acrescentei, sem soltá-la:
—Tia, você lembra quando eu era menor e a gente brincava de luta?
—Claro que lembro, Jacquot.
—Vamos lutar, quer? Pra ver se agora eu consigo te vencer…
Tudo isso pode parecer um procedimento meio grosseiro, mas minha tia era ingênua e, como já disse, não me achava muito esperto. Além disso, o clima estava bem pesado e propício a extravagâncias… Era noite…, estávamos num quarto… Vamos acrescentar que, apertando ela assim, pela cintura, minhas mãos estavam cheias e eu sentia uma carne generosa contra meu corpo…
—Quer, tia?
E, sem esperar a resposta dela, puxando-a contra mim, apertei-a com toda a minha força.
—Oh! Jacquot! Você acha que…, Razoável? —protestou ela, se debatendo entre meus braços na esperança de resistir melhor, ou talvez de me rejeitar…
Ficamos um de frente pro outro. Então, com as mãos grudadas na cintura dela, apertei bem forte, puxei ela pra mim e a fiz se curvar pra trás…
— Ah!… Ahhh!!!… Chega, Jacques… Ah, Jacques! Jacques, você quer…? Ah, que…, que forte você é! Que… forte… Ah! Jaaacques…
Deslizei um joelho…, um joelho entre as pernas dela e, disfarçadamente, como por acaso, apertava…, apertava e esfregava devagar o que dá pra imaginar… Enquanto isso, uma das minhas mãos se perdeu, desceu, apalpou a bunda dela… Ela ficou muda, e logo, mexida pela manobra, senti ela inerte como uma boneca desmontada. Era a hora de brincar de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau.
— Vou te comer, tia… Vou te comer… — falei brincando, passando meus lábios sem rumo. Primeiro no pescoço…, depois na bochecha…, aí, ah, que delícia!, na boca. Que surpresa: ela se entreabriu de leve… Babava… Encontrei a língua…
— Jacquot!… Jaaac-oooh!!!… — gaguejou.
E, no meio da noite, notei uma mão tímida que procurava…, tateava…, até que pousou na minha braguilha no lugar onde apertava meu pau… Será que fez isso pra se defender melhor, ou será que tava fascinada?
— Jacquot… Ah! Jacquooot! — se arrepiou, assustada ao sentir meu pau tão duro…
Tudo ia de vento em popa quando, no meio da nossa luta aparente, uns barulhos estranhos vindos do jardim nos fizeram virar o olhar pra janela. E, na claridade do luar, vimos recortada sobre a grama a silhueta da Émilienne, que tinha ido buscar o livro. Tinha acabado de achar, e se abaixava pra pegar quando apareceu, ameaçador na penumbra, um baita demônio cuja presença por essas bandas era das mais inusitadas. Identifiquei o Héctor, o vagabundo. O Héctor, que não tinha deixado passar batida a chegada ao castelo das suas recentes conquistas e que esperava, sem dúvida, reviver aquela noite. Os louros colhidos no domingo anterior… Ele confundiu a filha mais velha dos Villandeau com a Jeanne? Fosse o que fosse, já a segurava pela cintura e, com uma mão sobre a boca, a amordaçava para evitar o grito de surpresa que ela certamente soltaria.
Então, pudemos testemunhar uma cena curiosa sob a luz fraca da lua.
Émilienne, assustada, acreditando sem dúvida que aquele homem queria matá-la, caiu de joelhos, juntou as mãos e dirigiu a ele um olhar suplicante e ingênuo.
—Oh, senhor!… Senhor…, tenha piedade de mim.
Ele, compreendendo a confusão, apressou-se em tranquilizá-la.
—Piedade? Pelo amor, pequena!… Por que chora? Vamos…, vamos, se acalme.
E, sentando-se na grama, ao lado dela, começou a fazer carinhos. Émilienne se desabafava soluçando alto.
—Vamos…, vamos, não vou te comer — disse Héctor…
Ele a abraçou. E ela, meio acalmada, recostou a cabeça na curva do ombro acolhedor. Depois disse, cansada:
—É verdade, senhor, não quer me machucar?… Seja gentil, tenho tanto medo… Ainda agora estou com um pouco de medo.
—Medo? De quê? — respondeu ele.
Héctor a pegou pelo queixo para virar em sua direção a carinha graciosa que a angústia alterava, banhando-a em lágrimas.
—Oh, que carinha mais linda!… Você está tão assustada, meu anjo! Vamos!… Vamos, garota, não vim pra te comer!… Sou tão terrível assim? — disse ele.
Sua mão deslizou para dentro do roupão e calculou, sem dúvida, um peito farto, sob o qual o coração batia emocionado…
—Oh, coitadinha!… Vamos secar esses olhos tão bonitos.
Secá-los, para ele, consistia em colocar os lábios em cima. E então ela, que ainda soluçava em pequenos choros, emocionada sem dúvida por aquela mão que lhe arrepiou os peitos, fechou os olhos que aquele homem beijava…, um homem hipócrita, sedutor… Fechou os olhos e, aos poucos, se entregou ao carinho… O carinho suave…, insidioso…, atrevido… Ah, sim, atrevido é a palavra! Então Héctor só precisou deixar que seus lábios se deslizariam… até os lábios dela, que, surpreso, encontrou expostos… Expostos e entreabertos… E a boca, amolecida, cedeu ao beijo.
—¡¡¡Aaah!!! — gemeu a vítima, com esforço…
Ele desabotoou o cinto dela, e o roupão se abriu por completo. Então, boca contra boca, o homem, deslizando a mão por baixo da camisola, deixou-se cair bem devagar sobre a grama, puxando Émilienne para… Uma posição realmente curiosa. Era ela quem montava nele. Sem dúvida, Émilienne estava atordoada demais para estranhar; um estado de abatimento a invadia e, sem sequer esboçar um gesto de resistência, murmurava:
—¡Oh! ¡¡¡Oooh!!! Por que…, por que você está fazendo isso comigo?
"Isso" se referia ao enorme pau que Héctor enfiava por baixo da camisola e que fazia cócegas na virilha dela.
—Por que…, por que você está fazendo isso comigo? — repetiu.
Émilienne fez uma careta estranha porque, como já disse, ela tinha uma buceta apertada, enquanto Héctor era muito bem dotado. Sem dúvida, ele a penetrava com enorme dificuldade… Empurrava…, puxava ela…
—¡Ah!… ¡¡¡Aaaah!!! — ela se queixava e, deitando-se bruscamente sobre o homem, deixou-se penetrar bestialmente…
Nós a vimos gozar intensamente, lasciva e voluptuosamente…
Os dois acoplados… Ela por cima, ele por baixo… Sentiam um prazer imenso.
—¡Oh!… ¡¡¡Oh, senhor!!! Estou…, estou… sonhando?
Não, não estava sonhando porque, sentindo aquela rola tão dura, soltou um grito forte:
—¡Oh, senhor!… Como eu gosto!… ¡¡¡Como eu gosto!!!
Ele também gozava. E, depois, ela ficou abatida, destruída, e se deixou cair… Rolou na grama…, desfalecida… Vocês já devem ter adivinhado que nosso Héctor não estava disposto a dormir no ponto… Ele levantou a camisola dela, revelando uma buceta incrivelmente peluda… Com dois dedos lá dentro, o sátiro começou a masturbá-la.
—¡¡¡Aah!!!… ¡¡¡Aaaah!!! — ela exclamava, abrindo as pernas ao máximo.
Então ele tirou o roupão dela… Despiu-a da camisola… Da nossa posição, vimos ela completamente nua e envergonhada, uma Eva eterna que escondia com o braço levantado um rosto corado… E ele, ao vê-la tão linda, exuberante e grácil ao mesmo tempo, uma garota excitada e uma mulher faminta de pica, dolorida e totalmente aberta, se oferecendo ao desejo dele, se deitou sobre ela e comeu ela de novo…
Assim, a gente viu claramente, a pica enorme penetrou lentamente na buceta dela… Nessa buceta estreita e cheia de pelos… Aos poucos, dilatando o buraco, a salsicha colossal a penetrou.
—Ah! Ah, aah! Ah, aah!!… Ah, aah!!! —ofegava Émilienne, transfigurada de prazer…
De repente, ela virou os olhos, soltou um grito agudo e jogou a barriga pra frente, engolindo o pau inteiro. Ele tinha enfiado até as bolas…
—Oh, senhor!… Que…, que prazer!!! Ah, eu adoro! Ah, que maravilha!… Oh, continua!… Continua!!!
O vai e vem intensificou… O homem comia ela com violência e, num êxtase total, ela começou a delirar.
—Oh, senhor!… Tô morrendo!… Aah! Mamãe! Mamãe! Tô sentindo que vou morrer!!! Ah, quero!… Quero mais!… Pronto, mamãe, tô subindo…, tô subindo pro céu!!!
Sem dúvida, ela estava no paraíso, já que não reagiu de jeito nenhum quando Héctor tirou a pica… Um pau murcho, mole, viscoso de gozo… Um gozo tão abundante, que escorria em grandes gotas da virilha de Émilienne…
Fiquei muito desconcertado. Que conquista tão fácil! Era mais que óbvio que ela tinha consentido… Com um certo medo no começo, é verdade, mas cedeu na hora… Mais ainda, participou… Que tesão na hora de estimular um homem!… Então todas queriam isso? A oportunidade faz o ladrão…, cediam fosse quem fosse o atacante, eu ia ver muitos outros, e veria como o prazer fazia elas perderem a cabeça…
E aquele, ia ficar por ali? Com certeza que não. Voltava a se inclinar sobre a presa quando, a pouca distância, se ouviu um latido. Um latido que se aproximava… Héctor não pensou duas vezes: o homem sabia o risco que corria, porque aqueles latidos eram do Black, um molosso impressionante que vigiava a casa. Rapidamente, Héctor tinha sumido quando a fera chegou.
Aproximando-se do corpo imóvel, cheirou ele… O focinho do animal se perdeu, farejou as axilas dela, depois cutucou a entreperna, ali por onde a mulher solta mais cheiro… Para o Black, era uma mulher no cio, e por isso ele lambeu ela… O animal lambia a buceta dela… E então —será que era possível?—, imperceptivelmente no começo, Émilienne se alterou, depois se agitou…, aí abriu as coxas…, ofereceu a xereca aberta…, uma xota ardente que o Black lambia… Mas isso foi só o começo, porque o animal não demorou pra montar ela. Apertando ela entre as patas da frente, com a língua pendurada no focinho, empurrou com o lombo peludo. Uma adaga avermelhada apareceu debaixo da barriga dele, uma coisa muito comprida… Uma coisa pontuda e brilhante.
—¡¡¡Aaaah!!!
Tinha tocado a buceta dela de leve.
—¡¡¡Aaaah!!!…
A piroca escarlate violava a vulva cada vez mais fundo…
—¡¡¡Aaaaaaaah!!!…
Penetrava cada vez mais.
—¡¡¡Aaaaaaah!!!
Em silêncio, minha tia e eu estávamos estupefatos. Será que acreditávamos no que estávamos vendo? Não tínhamos escolha.
—¡¡¡Aaaaah!!!
Era a última estocada; o apêndice ardente estava dentro…
Então, a garota se agitou voluptuosamente… Seguindo o ritmo da fera, contribuía pro acasalamento… Grunhia e gemia.
—Ah, aah!… Ah, aah!… ¡¡¡Ah, aaah!!!
Que acoplamento monstruoso!
O cachorro pegava ela, e ela vibrava…, mergulhada no prazer, apertando aquele lombo em movimento com os braços e as pernas, como um polvo, abraçando o Black, se mexendo furiosa…
De repente, o animal ficou imóvel, com a língua pendurada, e soltando uns grunhidos. Entendi que ele tava gozando… Mas Émilienne queria mais, enlouquecida por um prazer intensíssimo… Então, longe de soltar o animal, apertou ele até quase sufocar… Não paravam de grunhir…, de se agitar…, de se extasiar…, de gozar... de soluçar... de apertar... de desfalecer e suspirar...
—Ah!... Continua, por favor!... Continua..., eu quero maaaaais!!!
Mas a besta tinha se esvaziado... estava seca até os ossos. De modo que o pobre Black, enlouquecido por não conseguir se libertar daquela vampira, cuja boceta voraz se contraía sem parar no pau dele, no pobre pau encolhido, que já não aguentava mais, começou a uivar de dor...
Eu estava transtornado. Émilienne! Émilienne, tão pura ontem! No que você se transformou agora?
Mas, se eu estava transtornado, o que dizer da minha tia, da minha querida tia, que ofegava ao meu lado... ou melhor, na minha frente? Ela estava apoiada no parapeito, e eu atrás dela...
O que outro faria numa situação dessas? Levantar discretamente a camisola dela... Até deixar à mostra duas bundas empinadas..., esplêndidas, provocantes, macias e peludas... E então..., então, bem devagar, aproximei meu pau da racha... De certo modo, enfiei ele lá... Depois, lentamente, muito lentamente, me mexi... Que momentos angustiantes! O que minha tia diria? Ia fazer escândalo? Ia me dar um tapa? Ia me dar um sermão?... Pois não..., nada disso..., foi estranho... Não disse uma palavra... Tesa, com os olhos fixos em Émilienne, ainda imóvel, era como se ela não sentisse nada do que eu estava fazendo... E no entanto, sim..., sim... A hipócrita!... Aos poucos..., aos poucos, senti que ela rebolava a bunda. Por sorte, enquanto balançava, senti debaixo da ponta do meu pau a abertura pequenina... Um acaso prodigioso? Sem dúvida. Fui eu que empurrei? Não sei, mas o fato é que me encontrei, de repente, lá dentro... Muito pouco..., só a ponta, apenas a cabeça... Mas não precisei de mais nada para soltar logo um jorro abundante. Foi assim que gozei no cu da minha tia... Ah, que buraquinho divino, como se contraía!
E ela continuava sem dizer uma palavra? Então, aproveitando minha superioridade, deslizei a mão no decote e acariciei, por baixo da camisola, dois peitos bem apertados com os bicos durinhos... Caralho, que peitões enormes que a tia Suzanne tinha! Será que ela ainda não sentia nada? De repente, bem na hora que o Black latia de dor, eu coloquei uma mão… entre as coxas da minha tia. Que matagal esplêndido! E que botão que eu encontrei! Enorme e muito sensível. Tão sensível que, mal toquei, ficou toda molhada… deixando minha mão bem encharcada.
—Aai! Jacques!… Jaaacques! O que…, o que você tá fazendo? Não…, não…, nãão…, Jacques — ela exclamou, com uma voz de lamento.
Mas eu, masturbando ela com força, fui levando ela pra cama.
—Jaaacques…, não… Não, Jaaaacques… O que… você quer de mim?
Apesar dos protestos, ela, desfalecendo, se jogou na cama…
Agora eu me sentia o dono dela… Abri as pernas dela e lambi sem demora. Jesus, que tesão o dela, e como as coxas nervosas dela me apertavam!…
—Ah… Jaaaacques!!!… Nãão, Jacques!!!… Já…, acaba com isso! …Jaaacques…, você não…, não tem vergonha?… Com…, com sua tia! Fazer…, fazer isso com sua tiiaa…
Mas, meio sufocado dentro daquele templo, tirei o nariz pra pegar um ar, e ela, pensando que as reclamações hipócritas tinham dado resultado e com medo que eu fosse embora, agarrou minha cabeça com as duas mãos e mergulhou meu nariz de novo na boceta ardente dela, me segurando ali com força, com minha boca colada na buceta dela…
—Ah!… Jacques!… Jacques!… Meu querido!… Continua!… Continua!…Faz…, faz sua tia gozar muito!… Aaaah!!!
Ela soltou várias secreções, e eu fiquei com a boca tão cheia que tive que parar. Ela, em êxtase, ofegava, se tremendo toda. E eu, então, beijei ela na boca, apalpei o corpo exuberante dela. Ela me fascinava! Passei a mão na minha tia linda, minha tia que se entregava, minha tia que me oferecia tudo: as coxas e os peitos, a bunda e a buceta… Deus, com que fúria eu masturbava ela! E ela se lamentava.
—Ah! Jaacques!… Jacques, por que…, por que você fez isso? Não…, não devia…, não devia fazer isso… com…, com sua tia, que te ama… Ah!… Não…, não faz, Jaaacques!… Não faz… Os escrúpulos me travaram. Será que eu devia desvirgar minha tia? Minha tia, que parecia tão afetada? Mas ela — que estranhas são as mulheres —, ao me ver prestes a respeitá-la, tomada por um desejo furioso de ser possuída, me disse:
— Ah! Aah! Jaaacques, querido…, te…, te amo!… Vai!… Vamos! Faz isso… Você consegue…, consegue, não teme nada… Vai!… Vamos, querido…, eu… eu já não sou mais virgem!
Já não era mais virgem! Minha tia!… Fiquei petrificado! E ela, ofegante e envergonhada, me confessou:
— Sim…, sim…, foi esta semana…, quinta-feira… Tava louca! Tava com muita vontade… Foi a Jeanne…, foi a Jeanne que me deu vontade… Ela me contou tudo na terça… Tudo!… Tudo! A aventura no galpão…, as loucuras dela…, a virgindade perdida… Fiquei doida ao saber que a Jeanne tinha feito aquilo, e até a Henriette… É uma coisa terrível ter tanta vontade, sabe? E fazia tanto tempo que eu pensava nisso… Quinta-feira tudo se juntou… Como se o destino tivesse decidido. Seu pai tinha saído do escritório… Você não estava… A Henriette, na casa da Églantine… A Jeanne e sua mãe tinham saído pra passear…
Sozinha! Tava sozinha com o Gustave, que arrumava os arquivos no quarto ao lado… E aí ouvi uns gemidos estranhos. O que será que o Gustave tinha? Tava doente? Dei uma olhada indiscreta, e vi!… Não, não tava doente… Ele tinha colocado em cima da mesa… adivinha o quê. Minha foto!… Sabe, aquela que tinha sumido… E, com a língua de fora, ele agitava com a mão… Ah! Não tenho coragem de te contar…
— O que ele agitava, tia? — perguntei, hipócrita.
— A…, a coisa dele…, sabe…, é…, sabe…
— Sim…, sim, tia…, o pau dele. Ele agitava o pau e se masturbava olhando sua foto…
— Ah, Jacques!… Jacques!… Se você soubesse como fiquei perturbada!… Voltei pro escritório…, fora de mim… Sentia fogo entre as coxas… Então…, então fiz uma loucura… Tirei a calcinha…, deitei no sofá do escritório…, levantei o vestido até os quadris… E depois… esperei… Esperei, de olhos fechados… Como a espera foi longa! Meu coração batia…, palpitava… E um tempo depois… senti…, senti alguém se deitar em cima de mim, abrindo minhas pernas, porque eu tava com tanto medo que não abria o suficiente… Suspirei quando uma coisa deslizou… Cutucou…, cutucou ali onde ardia. Gritei: «Ai!»…, e depois suspirei: «Aaaah!!!». Era o Gustave… O Gustave me comendo. Não consegui resistir… Com ele ou com outro, qualquer um, teria sido a mesma coisa, eu queria…, queria com qualquer um…, até com o porteiro… Ah, Jacques, como gozei!… Ele me comeu quatro vezes… Ah, quanto prazer!… Mas se você soubesse o sem-vergonha que ele é… — Sem-vergonha?… — Sim…, sim…, porque, depois, me vendo fraca, ele me bateu… — Te bateu? — Sim…, me bateu… Me bateu. Queria dinheiro. Disse que eu tinha virado a puta dele, e que precisava de grana pra comprar cigarro… — E aí?… — Aí, eu… dei… Dez francos… Gustave! Tinha batido na minha tia!… Tinha tirado a virgindade dela, e depois batido nela! Tratava ela como se fosse uma menina! Nenhum afrodisíaco teria me excitado tanto. Furioso e ciumento ao mesmo tempo, maltratei ela também: abri a buceta dela o máximo que pude e, com uma porrada brutal, enfiei. — Aaaah!!!… Jaaacques! Jacquot! Que safado você é!… Você é forte demais!… Jaaacques! Jaaaacques! Tá me matando! Tinha enfiado até o osso. Aí ela começou a delirar, meio que ingenuamente e, enquanto gozava, fazia comparações que, pensando bem, me lisonjeavam. — Ah, Jacquot! Adoro! Como você é duro! Ah! Aaaah! Você…, me come tão bem!… Jacquot! Você…, me come melhor que ele!… Ah! Não para, Jacquot!… Ah, não paraaaa! Fazia plaf-plaf, na virilha… Escorria pelas coxas dela… Era uma fodida louca… Que prazer, transar com ela! Ah, como minha tia era gostosa! Mais que minhas irmãs e a Émilienne… Mais que a Brigitte e a mãe dela… Mais exigente que a mamãe… Que puta que ela era, apesar do jeito inocente… Gozei três vezes; ela, mais duas. Em êxtase, ela sempre queria mais. Mas eu já tava Suficiente por enquanto e, depois de deixá-la entregue às próprias divagações, cheguei ao hall no exato instante em que Léon, com o consolo na mão, saía do quarto de Jeanne… Justin fazia o mesmo do quarto da mamãe…
A conversa deles foi breve.
— Como é que tá a pequena?
— Uma putinha, papai!… Digna de um bordel… E a velha?
— Por Deus que eu dei o que ela merecia, pode acreditar!… Ela pediu pra eu bater nela, e ficou satisfeita… Agora tá se recuperando. Enquanto isso, vou cuidar da filha.
E entrou, sem dúvida, com a intenção de foder a Jeanne… No entanto, Léon hesitava, sem coragem de entrar no quarto da minha tia. Era compreensível. Como ele poderia imaginar que aquela bela moça de aparência tão recatada acabara de se deixar comer pelo sobrinho? Que recepção ela lhe daria? Mas a tentação era grande demais. Tanto que, por fim, ele entrou e encontrou minha tia adormecida, lânguida, ainda gemendo:
— Ah, sim!… Sim… Vai…, me come…
Léon se assustou.
— Me come!
De repente, não pensou mais. Deixou o consolo em cima da mesinha de cabeceira e, tirando a calça, se atirou sobre ela, abrindo-lhe as pernas.
— Aaah!… Jaaacques…, querido…, ah, como você tá grosso agora!… — berrou minha tia, de olhos fechados.
Claro que era grosso! Era o dobro do meu. Ela tinha que estar muito atordoada pra imaginar que era eu de novo, com um pau daquele tamanho…
— Ah! Jaaaacques!… Ah! Meu homenzinho, como você é forte!… E como você tá grosso!… Ah, que prazer! Ah, que prazer, Jacquot!!!… Continua!… Ah, continua! Tá chegando na minha alma!… Ah, Jacquot! Como eu gosto!… Ah! Que… prazer!!!
Ah, sim, pode crer que eles estavam gozando. Léon a fodia com raiva, se mexendo como um condenado… E, de repente, foi como uma onda que crescia…, crescia… O orgasmo prodigioso que sacudiu minha tia, arqueada, tensa, fez ela soltar um grito agudo de volúpia.
— Ah… Aaah!… Aaaah!!!…
Um soluço forte prolongou o eco por um bom tempo.
Duas visitas em tão pouco tempo! Uma situação muito promissora pra minha tia!
No entanto, tão discretamente quanto tinha chegado, o filho do jardineiro se retirou, deixando Suzanne ainda ofegante. E, já no corredor, resmungou:
—Ah, eu a quero!… Mas é a outra que eu desejo! A filha dos Villandeau…
Porque, depois de ter visto Émilienne quase nua na cama da minha irmã mais velha, o rapaz estava obcecado. E, claro, pra um bronco do tamanho dele, aquela chance de pegar a filha de uma das figuras ilustres da cidade era quase inesperada… Então, foi atrás dela. Será que ele também a faria cair?
Enquanto isso, minha tia, na cama, abria com esforço uns olhos já marcados por olheiras escandalosas… Umas olheiras enormes que consumiam metade do rosto…
A mão dela tateou, às cegas, ao redor.
—Oh! —exclamou, decepcionada ao se encontrar sozinha na cama.
Uma solidão efêmera, pois a porta se abriu e um terceiro admirador apareceu na soleira… Era Justin, pronto pra tentar a recém-chegada…
Será que ele achava que era o primeiro? De qualquer forma, o desejo dele parecia grande, a julgar pelo majestoso pau que apontava pra fora da braguilha. Porque, ao passar de uma cama pra outra, nem se preocupava em esconder o instrumento que entregava suas intenções…
Com passo calculado, sem pressa, mas seguro, foi em direção à minha tia. Que pica!… Ela não podia imaginar que existiam pirocas daquelas, ela que só tinha visto a do Gustave e tinha sofrido, sem ver, a minha… Uma espécie de deslumbramento a invadiu, fazendo ela fechar os olhos e levar uma mão ao peito.
Quanto nervosismo ela mostrava! Com certeza minha tia tava morrendo de vontade de experimentar aquilo… Imaginem só: uma pica daquelas, e no estado em que ela estava… Mas, como se sabe, ela ainda era tão caretinha, tão novata no jogo do amor… E, se tinha sido desvirginada pelo ordenança do irmão, pra quem se ofereceu com mais impudor que uma puta de rua; se tinha sucumbido às carícias do jovem sobrinho; sim, enfim, ela tinha expressado aos gritos, com uma visível aprovação, vergonhosamente evidente, todo o prazer que a bela pica do Léon lhe proporcionava, foi mais — por mais paradoxal que pareça — por um candor misturado com inocência, maravilhada ao descobrir os abismos deliciosos que se alcançavam ao praticar aquele jogo… E além disso, de certo modo, no decorrer dos pecados anteriores, ela tinha sucumbido, ou sofrido, sem que fosse premeditado, ao golpe emocional intenso demais que a pegara desarmada. Mas, agora, que desculpa teria? A inocência? Já a tinha perdido. O desejo derivado de ter esperado demais? Léon e eu acabávamos de foder ela sete vezes… Em suma, e sem dúvida de uma maneira confusa, ela considerava que seria uma ação desprezível permitir que aquele novo visitante saísse com a sua: cobri-la, apalpá-la, despí-la, comê-la. Mas, meu Deus, como aquela coisa enorme a tentava!… O pudor dela soou o alarme… Tentou resistir… Só para cumprir tabela, e estritamente com palavras…
—Oh, senhor! O que…, o que quer de mim? Com certeza… com certeza está enganado…
Mas ele, a três passos da cama, imperturbável e disposto, esperava que ela se acalmasse. Conhecia bem demais a estratégia dele, seguro do resultado…
Esperava que o chamassem… Minha tia, fascinada por aquele pau tão próximo e tremendo da cabeça aos pés, disse com voz fraca:
—O senhor… se engana… Nem…, nem sequer o conheço…
Mas o desejo louco que aumentava, o desejo que lhe apertava a garganta, fazendo-a gaguejar, alcançou logo uma intensidade tão aguda que, embora ela tivesse tentado tapar a nudez, agora, desarmada diante daquele chuchu, fez o gesto esperado e, tremendo, puxou o lençol e descobriu a sua buceta peluda. Gemeu, virou-se, se despiu por completo…, se abriu exibindo a entreperna… Com a barriga para frente, totalmente nua, se ofereceu ao desconhecido.
Como ela precisava ser comida! Minha tia estremecia. Fechando seus lindos olhos novamente, ela soltou uma última frase que declarava sua rendição total.
— Ah! Faz isso!… Faz…, mas sério, não…, não teria acreditado… Juro que… um desconhecido…, nunca pensei que um… Aaaah! Faz! Ah, aaaah!…
Justin acabava de penetrá-la. Ela tinha engolido a pica e, dessa vez, sem piscar… Já viram, minha tia fazia grandes progressos: três amantes em tão pouco tempo… Será que queria igualar a Jeanne? De qualquer forma, os dentes dela batiam de tanto que o prazer a apertava, enquanto ele a trabalhava com habilidade. Justin pegava minha tia com um vai e vem circular, um vai e vem de rosca curioso. Um método eficaz como poucos, a julgar pelos gritos e gemidos de Suzanne, que esperneava como uma louca.
— Ah, ah, aah!!!… Ah, ah, aah!!!… Ah, ah, aah!!!
Ela gritava percorrendo toda a gama de tons: do mais grave ao mais agudo; do mais curto ao mais prolongado… Por fim, com os olhos virados, soltou um uivo longo, um último tremor a sacudiu, um último sobressalto a arqueou e ela caiu como desmaiada. Justin regava o jardim. Gozava dentro da caverna:
— Aaaaaaaaah!!!…
E Suzanne atingiu o êxtase…
Foi então que Justin a deixou…
Vocês deviam ter visto minha tia naquele momento! Entorpecida, ela tremia e sua carne linda estremecia. E, saciada como estava, um reflexo estranho e instintivo a fazia agitar a buceta em movimentos curtos e secos, empurrando a barriga para frente… Será que esperava outra?… Quem poderia chegar? Teria um quarto visitante?…
Pois é, teve sim. Esse quarto foi Heitor… Um Heitor que pulou pela grade da janela. Nosso Heitor, o libidinoso, que gostava de novinhas…
Com certeza procurava Henriette. Esperava encontrá-la ali. Ficou decepcionado ao descobrir que era outra? Acho que não. Porque, se Henriette era mais nova e muito gostosa, essa não ficava atrás. Pensem bem: linda como um anjo, vinte e sete anos, completamente nua em cima de uma cama... O que mais eu podia querer?
O homem puxou o pau pra fora na hora. Resumindo, ninguém tava pra brincadeira. Tavam tratando ela como se fosse uma menina! De qualquer jeito, chegou a vez dela também. E ela, ao sentir de novo um pau procurando abrigo, abriu as coxas e grunhiu... Sim, grunhiu, mas de prazer...
Suzanne se abriu pra receber, e Héctor meteu com força.
— Aaaai!!! — ela berrou — Ai! Que porra é essa?
Porque, cada vez maior, aquele pau ofuscava os outros três. Eu fiquei pasmo vendo ela se contorcer debaixo do membro que, devagar, ia penetrando ela.
Ela tava sofrendo, era óbvio; era um pau muito grosso. Minha tia fez uma careta horrível, deu uma rebolada violenta e suspirou: "Finalmente!", abrindo os olhos lindos dela. E, então, levou outro susto: era mais um desconhecido! Mas logo reconheceu quem, pouco antes, tava abusando da Émilienne. Resignada, esticou os braços pra ele e ofereceu os lábios. Depois, abraçando ele com força, apertando entre braços e pernas, gritou:
— Foda-se! Foda-se!... Vamos nessa!... Vamos nessa, quero meter!... Quero meter!... Ah! Tudo que você quiser! É..., é tão gostoso!... Aaai, que enorme, sua cooooisa!...
E ouvia: plaft, plaft, plaft..., plaft, plaft, plaft... Era o barulho do pau batendo, enfiando naquela buceta toda aberta... Finalmente, ele também gozou a porra dele.
Minha tia arqueou as costas, igual um arco, juro, com a barriga pra frente, se apoiando só na nuca e na sola dos pés, levantando o amante em cima da barriga dela. Imagina a cena: um casal grudado por um pau que já nem dava mais pra ver onde começava, até as bolas tavam pra dentro.
Ah, tia Suzanne! Tia Suzanne, como você se pervertia! Como você se pervertia, você que por tanto tempo foi uma mulher exemplar. Mas o que eu podia fazer? Era eu quem tinha que dar uma lição de moral? Não fui eu que comecei tudo?
Mesmo assim, Héctor, destruído igual os outros dois por aquela buceta ardente e insaciável de prazer, ele retirou o pau…
E eu que achava que minha tia, finalmente, ia querer descansar!… Nada disso, ela queria mais. Sim, gulosamente, queimando na fogueira do desejo, ela se agarrou no homem, se pendurou nele com força, e depois pegou o pau mole, apertou, sacudiu e, por fim, chupou!… Sim, ela colocou nos lábios aquela rola pegajosa!… Ela chupava! Tia Suzanne chupando o pau de um desconhecido! Mas logo fez coisas piores porque, ao ver que não conseguia reanimar, ao perceber que aquele belo pau continuava mole, disse:
—Vai! Quero mais!… Quero mais!… Ele ficou broxa? Ah, não! Não! Você não é homem…
E puxou o pau com tanta força que Héctor, ferido, humilhado, exasperado, pegou o cinto e, balançando como se fosse um chicote, surrou ela…
—Ah, ah!… Ah, ah!… Ah, ah!
Igual ao Gustave, esse também batia nela. Será que minha tia gostava de apanhar?
Eu tava atordoado porque, debaixo da chuva de porradas, se arrastando pelo chão igual uma puta, ela se jogou aos pés do carrasco, mostrando a bunda pra ele surrar.
A bunda linda dela já tava toda vermelha, e mesmo assim ela continuava oferecendo… Ele batia com toda força…
—¡¡¡Ooooooh!!! —ela uivou.
Minha tia sangrava, e o homem ficava excitado de novo. Então, separando as nádegas marcadas de hematomas vermelhos, ele atacou ela, como já tinha visto fazer com a mamãe, ou seja, com o pau no cu. Sim, enfiando o pau no buraquinho.
—Ai! Ai! —gritou Suzanne por um instante. E depois, conforme o esfíncter dela dilatava, ela disse:
—Ah, sim!… Ah, sim!… Empurra!… Empurra! Ah! Empurra forte! ¡¡¡Ah, empurra… que eu adoro!!!
Ele tava prestes a enfiar até o fundo, ela já tinha um bom pedaço dentro, quando os latidos conhecidos fizeram o agressor prestar atenção. É verdade que Héctor gostava de prazer, mas tinha mais medo do Black… Então não perdeu tempo pra terminar o serviço. Ele fugiu pelo mesmo lugar por onde tinha entrado, ou seja, pela janela…
—Oooh —suspirou minha tia, decepcionada.
Mas naquele instante entrava o molosso… Será que tinha sentido o cheiro de um estranho? Ou, simplesmente, o doce aroma da buceta da mulher? Ela levantou a cabeça, frustrada por ter sido abandonada no meio do caminho daquele paraíso que já avistava, ao ver o Black, se assustou. Compreendendo que devia guardar aquela última virgindade pra aquela besta, gritou:
—Ah! Seu bicho nojento! Então é você!… É você! Agora você vai me pagar!
E, enquanto o animal se agitava alegremente, pedindo um carinho, Suzanne, furiosa como estava pela decepção que acabara de levar, e impulsionada pela paixão que sentia de se entregar a um macho, agarrou com as duas mãos o pau inteiro: com uma mão apertava as bolas, e com a outra o masturbava…
Pobre cachorro, que já tinha sido esvaziado pela Émilienne. Que gemidos de socorro ele soltava! Mas a ajuda não vinha, e a mulher se enfurecia, nervosa, enlouquecida; a ponto de levar o pau à boca e, avidamente, chupá-lo…
Aos poucos, a coisa foi ganhando consistência, até que finalmente ficou duro. Então, minha tia se ajoelhou de quatro debaixo da besta… O que ela pretendia fazer? O que ela queria!… Que o cachorro terminasse o que o Héctor tinha começado… Queria ser penetrada por trás, e fazia de tudo pra conseguir.
Com precisão, o molosso tateava o buraco timidamente. Mas como entrar nele? Era tão estreito aquele canal! Minha tia, exasperada, fora de si, agarrou o pau com uma mão e enfiou no cu dele. Sim, a ponta inteira dentro do cu! E, depois…, um empurrão, e pronto.
—Ah! Agora foi!… Agora foi! Agora te peguei!
Sim, ela tinha pegado. Tão bem enfiado, que o Black, definitivamente reanimado, não parava de se sacudir. Que investidas terríveis ele dava! E, a cada vez, o pinto fino e comprido saía e voltava a se enterrar…
—Ah, aah!… Ah, aah!… Ah, aah! —gritava ela, prostrada, com a cara oculta na pele de urso que servia de apoio, rebolando a bunda furiosamente.
Ao se agitar com tanta violência, fez balançar o criado-mudo onde Léon tinha deixado — como lembram — o consolo, de modo que ele caiu no chão, bem na frente da minha tia…
Com toda certeza, ela nunca tinha visto um até então. Mas ao vê-lo, adivinhou na hora o uso que podia fazer dele. Porque, no auge do delírio, enfiando-o na buceta com as duas mãos, se penetrou de novo. Com que velocidade ela o metia pra dentro da boceta! Ao mesmo tempo, Black continuava comendo ela por trás, arrancando uivos cheios de volúpia.
Esse episódio fabuloso, que era o ponto alto das loucuras dela, deixou-a exausta, ofegante, acabada… E, se masturbando na frente, empalada pelo cu, ela se deixou cair, tremendo, estourada, ao pé da cama. Mas Black, que ainda se mexia, com o focinho na boceta entreaberta dela, começou a lamber com lambidas leves o esperma que escorria num fio esbranquiçado, aquela homenagem viscosa com que os quatro amantes tinham enchido, muito generosamente, a boceta febril da minha tia enlouquecida.
O que eu podia fazer, senão ir atrás de uma aventura parecida?
Ia comer minha irmã? Não, no quarto da Jeanne já tinha outro. Era o Héctor, que conseguia assim comer todas as mulheres da família: Henriette e mamãe, Suzanne e minha irmã Jeanne. Ele já tinha passado por todas, até na Émilienne, de tabela…
Talvez mamãe? Será que eu a encontraria disponível? Não, o jovem Léon estava com ela.
Que chifrudo era meu pai! Só me restava a Émilienne. Ela estava no meu quarto, mas… ai!, o Justin estava comendo ela… Desfalecida, toda pelada na minha cama… e o que ele a obrigava a fazer?
Que abominação! Que coisa mais nojenta! Ele a fazia lamber o cu dele com lambidinhas!… Ela tratava aquele vagabundo a pão-de-ló, acariciando as bolas dele com uma mão e masturbando ele com a outra…
E ele, o que fazia? Deitado sobre ela de cabeça pra baixo, eu lambia a buceta dela e também o cu, depois de passar vaselina, tinha enfiado o cabo arredondado de uma das bengalas do senhor conde.
Já falei: uma orgia! Tudo cheio de hipocrisia, cada uma fingindo que não via a outra, esperando que ela estivesse dormindo sossegada. Cada uma se entregando, de vez em quando, às fantasias dos três apóstolos: Hector, Justin, Léon…
De quantas bundas e coninhas gostosas eles puderam aproveitar naquela noite! As virgens de ontem, as santinhas… Os três usaram elas pra todo lado…
Enquanto isso, eu, meio desanimado, vagando que nem alma penada, saí pro jardim na esperança de esquecer essas loucuras. Mas ainda me esperavam mais, porque surgiu a chance de uma última e deliciosa aventura. Aconteceu quando eu atravessava o corredor que dava nas cozinhas. Tava bem escuro. A única luz era um lampião. Um daqueles lampiões antigos que ainda usam nos castelos dos nossos antepassados… Por isso, e por estar meio sonolento, tropecei num baú de madeira. Que barulheira!… Fiquei parado por um instante quando, na minha frente, uma porta se abriu…
Era uma criada jovem, muito novinha mesmo: não devia ter feito dezoito. Com certeza era a mais gostosa das várias empregadas que trabalhavam no castelo… Era também, lembro, a filha da cozinheira. Lembro também que ela se chamava Rose. Um nome que caía como uma luva…
Que cara de susto ela fez! E que olhos lindos, abertos que nem pires, que brilhavam como duas estrelas na chama vacilante do lampião…
—Quem é?… Quem é?… Ah, é o senhor… —disse ela, se acalmando. Levou a mão no peito—. Nossa, que susto que o senhor me deu!… Tava com medo que tivesse acontecido alguma desgraça.
Rose tava de camisola. E, no campo, como vocês sabem, uma camisola de noite é um luxo que não se vê muito. A que ela usava era, ao mesmo tempo, dependendo da hora… Camisola de noite ou camisola de dia. Quer dizer, era bem curtinha…
—Calma…, sou só eu… Foi sem querer.
E —vocês vão ver que cara de pau eu tinha virado— passando o braço na cintura dela, completei:
—Vamos, volta pro seu quarto…, nesse corredor você vai pegar um resfriado…
Bom conselho, mas cheio de malícia. Porque, quando chegamos no quarto dela, eu entrei também…
—Mas…, mas, senhor… —ela disse, num tom de surpresa…
Mas o senhor puxou ela pra perto e, com gula, pegou seus lábios… Meu Deus, como a senhorita Rose era bem dotada! Porque uma camisola era pouca coisa pra esconder uns encantos tão fartos…
Bebi dos lábios dela… Apertei ela…, ela cedeu sob meu peso… Dizia:
—Mas…, mas…
E eu respondia:
—Ah, senhorita Rose! Desde hoje de manhã, quando te vi pela primeira vez, só pensei em você…
—Mas…, mas… eu sou só uma pobre moça…
—Bah! Cala a boca! Que cruel! Diz isso pra me desanimar…, mas eu te amo demais! Ah, me empresta seus lábios…
Emocionada, perturbada, a imprudente me emprestava… Sorrateiramente, eu a empurrava na direção da cama. E, quando já estava quase vencida, na cama, ela disse com voz fraca:
—Ah, senhor! O que o senhor quer fazer?…
E então, insidiosamente, meu pau, já entre as coxas dela, se introduzia naquele refúgio de amor.
—Ah! Oh, senhor…, cuidado…, mamãe…, mamãe dorme no quarto ao lado.
Não a encontrei virgem, mas faltou pouco. Porque, além da apertura da bocetinha dela e da ingenuidade da Rose, percebi que, pra ela, era uma experiência quase nova.
Na verdade, ela me confessou, com um candor mais que adorável: a coisa tinha acontecido um mês atrás, um dia em que ela tinha saído pro jardim pra estender os guardanapos… Foi o Louis, o guarda de caça, que chegou quando ela estava com muito calor e tinha aliviado as roupas. É bonito, o uniforme de guarda de caça, com as polainas e o fuzil… Ela estava com calor… Ele aconselhou ela a se abrigar na sombra…, na sombra de uma faia. Ele fez o mesmo… Foi aí que a desvirgou.
—Ele me machucou com aquelas polainas! São ásperas, cheias de botões. Sim, senhor, me machucou pra caralho! Arranhavam minhas pernas…
Mais tarde —ela me contou, baixando a cabeça—, tinha pecado de novo… pela segunda vez. Não fazia muito tempo disso. Mamãe não estava longe… Foi com o senhor Léon…, no mesmo corredor, a quatro passos da cozinha. Ele pegou ela uma noite, em cima de um daqueles baús de madeira…
—E você não gritou?
—Ah, não tive coragem porque mamãe estava perto… e, além disso —escondeu o nariz na curva do meu ombro—, me dava prazer… O senhor Léon não usava polainas.
Passei a noite ali, até o amanhecer, quando deixei Rose mais furada que uma peneira. O mais curioso é que ela começou a chorar quando eu fui embora.
—Ah, senhor! Eu também percebo que me apaixonei…
Com o coração, não sei se ela falava a verdade, mas com a buceta, garanto que durante aquela noite de love ela se apaixonou de um jeito devastador…
Nem preciso dizer em que estado a manhã nos pegou, na hora do café.
Todo mundo estava com a cara desmontada, e com olheiras escandalosas. Mas também dava pra ler a felicidade em cada semblante… Não vai surpreender ninguém saber que ninguém mostrou o menor entusiasmo pra sair pra passear, e passamos a manhã em descanso absoluto, na grama, à sombra do castelo, cujas cadeiras de palha foram as mais disputadas. Até sacrificamos a missa principal…
Que lição foi pra mim a conversa, ao mesmo tempo pérfida e pueril, que rolou entre as senhoras, todas igualmente boas em fazer teatro. Foi aí que constatei que, mais que qualquer outra coisa, a hipocrisia era moeda corrente.
Émilienne garantiu que tinha dormido divinamente.
—Um sono ininterrupto desde que me deitei até me levantar…
A pérfida! E sua maior preocupação parecia ser conseguir dos pais uma nova permissão pra passar a noite seguinte com nós…
Quem mais sentia o cansaço depois de tantos excessos era a tia Suzanne: um pouco porque tinha acabado de fazer sua verdadeira estreia; um pouco também porque, ardendo de desejo, tinha se entregado com especial entusiasmo aos seus quatro amantes, sem esquecer o cachorro, nem os estímulos do consolador… Ela nem tinha forças pra participar da conversa…
Um pouco antes do meio-dia, vimos chegar a senhora Villandeau e a Brigitte. Elas trouxeram a Henriette… Uma Henriette cujas olheiras superavam em muito as de todas as outras. O senhor Villandeau devia ser um puta dum tarado! E, quando mamãe perguntou se ela tinha passado uma boa noite, minha irmãzinha respondeu:
— Ah, sim, mamãe! Foi a repetição de um único e mesmo sonho…, o mesmo, mamãe! O mesmo sonho… o mesmo, pelo menos oito vezes…
Oito vezes! Com um sátiro daquele! De arrepiar… Aliás, pelo jeito que ela andava, com as pernas bem abertas, dava pra ver até que ponto aquele sonho tinha quebrado ela toda…
A senhora Villandeau, sem dúvida a mais recatada de todas ali, não conseguia fixar os belos olhos em mim… Muito raramente se atrevia a me olhar, mas, quando seus olhos encontravam os meus, ela baixava as pálpebras na hora, como uma noiva inocente faria ao lembrar da sua primeira experiência amorosa… Acreditem, era muito comovente.
Quanto à Brigitte, toda uma bonequinha, eu lia perfeitamente naquele olhar que ela fixava em mim e que parecia ter guardado toda a pureza, que ela não tinha noção do que minha maldade tinha roubado da sua inocência. No entanto, logo descobri que aquilo não passava de falsas aparências, e que as garotas, por mais ingênuas que pareçam, não demoram a avançar com passos firmes por esse caminho ladeado de rosas, mas que, ai!, leva direto à perversão. Sim, não precisei esperar muito porque, contra todas as expectativas, naquela mesma manhã eu peguei ela de novo. Vamos ver como. Deixo pra vocês a tarefa de… Extrai a moral da história.
Assim, todos estávamos ali largados na grama… As senhoras tagarelavam e bocejavam à vontade. Lembro que eram onze horas quando Brigitte, cuja poltrona estava bem perto da minha, num tom que, à distância, me pareceu cheio de safadeza, mas que na hora era o mais inocente possível, disse de repente:
— E o seu quarto, senhor Jacques? Tá gostando?
— E quem não gostaria, mocinha? É espaçoso, é alegre… Muito claro, e muito bem localizado, com uma vista magnífica.
— Ah… uma vista magnífica… — E, virando-se pra mãe, num tom que merecia absolvição sem confissão, disse:
— Mamãe… o senhor Jacques queria me mostrar a vista que tem da janela dele, que parece ser deslumbrante… A senhora me autoriza, mamãe?
— Claro, querida, mas voltem logo, que já é tarde e temos que ir pra casa almoçar.
Eu tava besta — que cara de pau a minha, ter me oferecido pra mostrar meu quarto! —, ela se levantou como se tivesse sido impulsionada por uma mola.
— Vamos, grande sedutor, me mostre, já que diz que é tão bonita. Mas saiba que aceito pra te agradar, porque sou preguiçosa, ainda mais num domingo de manhã, e subir dois andares é um baita sacrifício pra mim.
Podem acreditar se quiserem, mas, tomado pela surpresa, fiquei calado enquanto subíamos a escada. Brigitte também se calava. Sem dúvida, ela agora percebia que era uma audácia exagerada fazer… o que íamos fazer. Resumindo, tava muito nervosa… E, uma vez lá dentro, sem ousar pousar os lindos olhos em mim, e, claro, sem dar a menor atenção pra tal vista supostamente sem igual, disse:
— É, seu quarto é muito bonito… E a cama parece confortável…
Ela tava bem perto da cama… quase encostando nela. Tava, juro, mais gostosa do que nunca: toda arrumada, com sapatos de salto médio, e um vestido de cretone branco de arrasar, cheio de bolinhas azul-celeste… E, como eu hesitava, sem saber o que fazer por causa A atitude ambígua dela, ela disse:
— Lembra daquela…, é…, lagosta que você encontrou ontem?
Fingi surpresa.
— Ela me machucou… Percebi depois que você foi embora… Olha, foi aqui, na coxa…
E, sem esperar, levantando o vestido de chita, ela me mostrou a… A xerecada dela!… Melhor ainda: a xerecada dela bocejando. Não tinha dúvida de que tava com muita fome, já que a goela tava aberta…
Se eu tivesse hesitado mais, com toda certeza ela teria me achado um idiota… Empurrei ela pra beira da cama… Ela se entregou, abrindo as coxas… E eu penetrei ela sem cerimônia, num piscar de olhos… Acabaram-se os pretextos: nem vistas panorâmicas, nem lagostas. Não, aquela pequena safada começou a suspirar e a gozar com uma rapidez que mostrava que tinha evoluído, em bem pouco tempo, de um jeito inacreditável…
E como eu descarreguei toda a minha mercadoria no ninho dela cedo demais pra gosto dela, ela, achando que só tinha pegado a entrada e uns aperitivos, me prendeu dentro do buraco dela, apertando entre as coxas, sussurrando no meu ouvido:
— Mais…, mais uma vez, pelo menos…, mas não tão rápido…, pra eu ter tempo de…, de…
— E a sua mãe?
— Mãe…, mãe…, vou dizer que…, que a gente tava admirando a paisagem…
Como as garotas podem ser falsas!
Vi isso mais claro depois, quando, com medo de a gente se atrasar demais, tirei, talvez cedo demais, meu dardo, e soltei um jorro viscoso no vestido dela.
— Porra! E a sua mãe? O que ela vai dizer quando ver isso?
— Ah!, não…, não se preocupa, ela não vai ver…, porque hoje à tarde eu lavo…
Que puta! Essa mina ia ser uma baita de uma vagabunda!
Infelizmente, no começo da tarde chegou um telegrama chato pra caralho. Era do meu pai, que mandava a gente voltar na hora… O motivo: a chegada do tio Arséne, o irmão mais novo da mamãe. Encarregado de uma missão importante num país distante da Ásia, ele tinha aparecido em casa sem avisar, com a intenção de passar a noite lá. do domin
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