Cama de três, culpa da Reserva Ecológica II

Se a cirurgia terminar mais cedo, me manda uma mensagem que tô mais tranquila na clínica, posso sair e a gente toma alguma coisa, beijos"
Essa foi a mensagem que deixei pro Pablo. Naquele dia, finalmente ia ser o dia em que aceitaria a proposta dele de trazer alguém pra nossa cama.

Os dias anteriores foram intensos. Mesmo com o trabalho apertando naquela época, meu marido sempre arrumava um tempinho, seja na cama ou pelo WhatsApp, pra me lembrar que eu ainda devia uma resposta. E hoje eu ia dar, claro, com as minhas condições já pensadas desde o primeiro dia.

– Terminei, Naty, onde a gente se vê?
– Tô no hospital, a gente se vê na cafeteria.

Tinha pedido permissão na clínica e, do jeito que tava, sem me trocar, corri até o hospital. Queria que a conversa fosse curta e direta, tipo um trâmite que precisava acabar rápido.

Lá estávamos nós, dois com nossos uniformes, como colegas tomando um café, trocando informação médica. Mas não, éramos um casal prestes a entrar num mundo novo, ou num novo estilo de vida, que eu não fazia ideia do que seria...

– Tô tão nervoso quanto quando me declarei e esperei você dizer sim.
– Epa, pra tanto assim, Pablo!
– Não sei se é pra tanto, mas ultimamente tô sentindo uma sensação que não tinha há muito tempo.
– É por mim ou pelo que a gente vai fazer?
– Pelas duas coisas. Você sabe que te amo, isso nunca vai mudar, Naty. Mas não me pergunta detalhes... Sonho com esse momento, tenho sentimentos confusos, um tesão do caralho, acordo a qualquer hora com o pau duro, e também uma coisa parecida com ciúme. Não sei... fala você.

– Pablo, eu também te amo. E depois de pensar com calma, verdade, não achei uma má ideia. Vamos deixar claro que é sexo, e ponto. Mas quero botar as cartas na mesa.
– O que você disser.
– Primeiro: a pessoa quem escolhe sou eu, ou nós dois. Nada de conhecidos, nada de internet. A gente tira um tempo pra decidir com quem. Pensa que, no mínimo, tem que me atrair fisicamente, ter pele.
– Sim, meu amor, o que você disser. Você complicou um pouco com a história da internet, achei que por ali dava pra encontrar a pessoa
- Nada de internet, pensa em outra coisa, usa a imaginação
Levantei, dei um beijinho e falei "tchau, gatinha", com voz melosa e provocante
- Te adoro, você não sabe como eu te comeria aqui na frente de todo mundo
- Byeee, a gente se vê hoje à noite

Não lembro quando foi a última vez que ele me trouxe flores, naquela noite apareceu com um buquê lindo.
- Epa, e isso?
- Porque eu te amo, e não lembrava que te amava tanto
- Ah, mas amanhã largo a profissão e viro uma escort de luxo, haha, falei em tom de brincadeira
- Hoje eu te falei, te entregar pra outro cara te foder despertou em mim um novo tipo, te adoro, você me deixa com tesão, vamos pra cama agora.
- Calma, doido, calma, pra que pressa? A comida tá aqui, ninguém vai nos apressar, hoje não tem plantão, temos a noite toda.
Foi uma noite especial, transamos gostoso pra caralho, como há muito tempo não rolava, Pablo tava muito tarado, chupou minha buceta por mais de meia hora, me fez gozar várias vezes. Isso sem nem chegar a fazer o trio, tava sendo muito bom, pelo menos no meu casamento, hahaha

Agora tinha que pensar como o Facu ia aparecer nas nossas vidas, e o Pablin facilitou as coisas
- Que tal a gente ir num barzinho e você deixar algum cara te pegar?
- Hmm, pode ser, mas onde? Faz tempo que não saímos pra dançar, já somos trintões há um tempão, não vamos num lugar cheio de novinha, né?
- Não, não, deixa comigo, o Mariano conhece tudo, sempre vai dançar, e tem 38, vou perguntar pra ele, já que agora tá namorando, não tá indo mais, não tem perigo de encontrar ele.

No dia seguinte ele me mandou um zap
- Gata, já tenho o lugar, se prepara, quero você bem sexy, é um after office que tá na moda, nível muito bom, vai gente de todas as idades, é relativamente cedo, a gente precisa se arrumar, quinta-feira lota, ele disse, o que acha?
- Gostei disso de ir gente de todas as idades, assim a gente não destoa, bora lá

O Facu não tava muito animado com a novidade proposta, então enquanto eu engolia a bela ferramenta dele, com uma voz sensual, enquanto chupava, fui colocando o assunto em pauta
– Mmm, que gostoso que tá hoje, Sweetie
– Tá gostando, sua puta? Vai engolir toda a porra?
– Sim, minha vida, tudo pra mim. Lembra do que a gente falou sobre o meu maridinho?
– O assunto do ménage?
– Sim, bom, a gente precisa começar a agir, Sweetie. Quinta que vem, tipo umas 9 da noite, cê pode? Mmm

Então ele voltou a enfiar o pau na minha boca e eu comecei a amassar as bolas dele com a mão livre. Com as metidas e tiradas, ele batia no meu queixo, e minha mão apertando devia até doer. Mas ele não reclamou, até que num momento segurou minha cabeça com as mãos e, sem aviso, começou a soltar porra na minha boca, que eu engolia como dava, até ele relaxar e o pau dele parar de cuspir o leite na minha garganta. Passei a língua nos lábios ainda de cócoras, enquanto ele ficava apoiado com o braço na parede. Dei uma última lambida no pau dele e pedi ajuda pra me levantar. Beijei ele com gosto de macho, muita língua, e com certeza ainda com resto de porra, e joguei água no rosto e enxaguei a boca enquanto ele subia as calças.

– Que gostoso isso, linda, mmmmmmm, o que cê tava falando de quinta?
– Que cê tem que se arrumar e vir num lugar, que depois te passo o endereço. Cê tá livre?
– Livre tô, mas me conta.

Não vou encher o saco de vocês contando todos os detalhes, mas o principal tava ali: ele ia ficar no balcão e, em algum momento, sem saber quando, ia se aproximar e tentar me pegar. No começo eu ia recusar, mas depois, conforme a coisa fosse rolando, a gente ia avançando.
Peguei uma foto da mesinha onde a gente tava abraçado, eu e o Pablo.
– Bom, Pablo, finalmente a gente vai se ver pessoalmente, hahaha
– Não seja mau, cê tem que atuar bem, Sweetie
– Espero não ficar nervoso. Lá dança?
– Acho que não, é um lugar só pra beber. Fica tranquilo, que eu vou pedir pra ele me deixar sozinha, e aí cê chega e a gente vê como fica
– Me diz depois se vou poder vir Quando quiser??
- Quando não tiver trabalhando, sim, até vai ficar pra dormir comigo, Sweetie. Te coloco na mesinha de cabeceira, hahahaha
- Sem problemas, hahaha

Passei a manhã inteira de quinta-feira decidindo como ia me vestir. Tinha que ser sexy, mas não vulgar. Escolhi uma legging preta e uma blusa soltinha branca com um pouco de transparência, nada demais, e sandálias de salto baixo combinando. Tava linda e sensual, do jeito que eu gosto. A blusa meio comprida disfarçava a rabaço que a legging marcava. Quando o Pablo me viu, falou que eu tava gostosona pra caralho.
- Tá de matar, tô nervoso pra cacete, como é que a gente vai fazer??
- Entramos separados, senão quem vai chegar em mim? Fica relativamente perto, deixa eu lidar com isso.
- Gosto porque te vejo animada, e como a gente fala pro cara que eu sou seu marido?
- Isso deixa comigo. Além do mais, o mais provável é que hoje a gente não faça nada, não me apressa.
- Tá bom, tá bom, tô nervoso, parece que vou entrar no centro cirúrgico, hahaha

Já tinha passado o endereço e dado instruções pro Facu sobre o lugar. Primeira decepção: a balada tava abarrotada de novinhas. Todas me pareciam lindas, já tava com medo pela minha Sweetie, que alguma gostosa me roubasse ele. Tava me arrependendo de ter empurrado ele pra essa toca de gatas...

Entramos, não, entrei eu sozinha e o Pablo atrás de mim a uma certa distância. O lugar era bonito, tinha, como a gente sabia, gente de todas as idades. Os homens, alguns de terno caro, e as garotas todas bem vestidas, e outras bem provocantes. Enfim, fui me aproximando do balcão, tentava avistar minha Sweetie mas não via ele. O legal é que desde que entrei até chegar no balcão, ouvi todo tipo de cantada, o que me deixou feliz e aumentou minha autoestima.

Pedi um uísque com gelo, precisava de algo forte, tinha que ficar relaxada. Um coroa na faixa dos quarenta e poucos, muito gato, se aproximou. A música tava muito alta, então ele roçou minha orelha pra me dizer como eu tava linda e perguntar se eu tava sozinha. Acompanhada, fui levando na onda pra passar o tempo.
— Nunca te vi por aqui, que sorte a minha hoje.
— Por que sorte?
— Só de poder te contemplar já é sorte.
— Que simpático, mas tô esperando alguém no momento.
— Bom, mas enquanto ele não vem, a gente pode bater um papo.
— Bora bater um papo então.

Pablo tinha se posicionado a uns metros de mim, tomando uma taça de champanhe, me olhando ansioso. Foi nessa que vi o Facu entrar. Que gostoso que ele tava, o físico dele destacava do resto: uma calça jeans justa, uma camiseta bem colada no corpo, dava pra ver os músculos marcados. Era um adônis. Várias novinhas viraram o olhar pra se deliciar. Já sabia que era perigoso ter trazido ele. Ele caminhava entre o povo me procurando, com certeza. Eu agora tentando me livrar da coroa.
— Vou no banheiro, falei.
— Te espero.
— Faz o que quiser, tchau.

Fui no banheiro e passei do lado do Facu, rocei nele. Ele me olhou, esboçou um sorrisinho, se aproximou e falou:
— Você é a mais gostosa de todas, essa blusa ficou um arraso em você.

Segui sem nem olhar pra ele. Fui no banheiro, tava cheio de mina se maquiando, se preparando pra caça. Tava nervosa pra caralho agora. Tinha que voltar pro bar. Saí e, por sorte, encontrei ele perto, tava me esperando. Então parei na frente e, bem baixinho, falei: me diz alguma coisa.
— O que você quer que eu diga? Você tá linda.
— Idiota, fala essas coisas no meu ouvido que eu preciso me livrar de um chato que tá no bar.
— E seu marido?
— Não vira, ele tá a quatro metros das suas costas, olhando pra gente.
— Nossa, que nervoso, hahaha, e o que eu faço?
— Sei lá, continua falando comigo, depois invento. Como é que você faz pra pegar uma mina numa balada?
— Paro ela, olho nos olhos igual tô fazendo agora com você, e meto um beijo.
— Você é louco, nem pensa nisso. Que fácil pra você...
— Agora é assim. Se você der corda, show; senão, tudo bem, cada um pro seu lado.
— Olha que legal, na minha época não era assim. Ai, como eu tô velha.
— Você tá divina, quero te foder a noite toda, tó doido.
— Ai. Amor, não me fala isso, que não sei como vamos acelerar os tempos pra isso rolar
-Fácil, fode você, um beijo, você segue, a gente vai se pegar um pouco num lugar sem muita luz
Você volta, fala pro seu marido que já achou e pronto, a gente vai pra casa, hehehehe
-Hahahaha que fácil tudo pra você, tá maluco?
-Tô maluco por você, esse perfume que você usa me deixa doido e agora que te vejo gostosa, essa legging que você vestiu é de matar, que rabo lindo, Naty, vamos foder, não perde tempo, hahaha
-Para, doidão, vamos pro balcão, você atrás de mim, só me segura pela cintura, a gente bebe algo, conversa um pouco, e do nada, você me beija quando eu mandar, o Pablo tem que estar olhando
-Vamos

E assim fizemos, no balcão continuamos conversando, o coroa quando viu que eu tava conversando muito animada com o Facu, chegou bem devagar e no meu ouvido, falou:
-Ó, que corrupção de menor ainda é crime, e seguiu em frente.
Deu vontade de mandar ele bem longe, será que a diferença de idade era tão evidente??' pensei
O Facu não percebeu, porque bem na hora ele tava pedindo as bebidas e falando com o atendente.
Quem não perdia nada era o Pablo, que agora tinha chegado perto e tava a uns dois metros, encostado no balcão, com a mesma cara de ansioso, eu pisquei pra ele, ele sorriu feliz num sinal de aprovação.
Continuamos papeando, o Amor era a atração de várias novinhas que estavam por perto, e isso me deixava puta da vida.
-Parece que você tem muitas admiradoras hoje
-Pra mim, você é a única
-Posso te perguntar uma coisa séria?
-Tô todo ouvidos
-Facu, eu sei e tenho certeza que fui eu que te peguei na Reserva, e não me arrependo, pelo contrário, mas você com essa cara que tem, não me diga que não tem um monte de mina te rodeando, até na faculdade, olha aqui tem umas cinco ou seis, que se você pedir, tiram a calcinha na hora.
-Com isso o que você quer dizer?
-Isso, que como experiência comigo foi ótimo, mas o que você faz? Com uma velhinha como eu (tava procurando desesperadamente o que ia rolar)
— O que você acharia se eu dissesse que tô apaixonado por você
— Cê tá é maluco da cabeça, o que você tem é tesão, Sweetie
— Já bati uma, sabia? Sonho com o teu rosto, tenho ciúme do Pablo, quero ficar com você o tempo todo. Já sei o que cê tá pensando, coisa de boy. Só me apaixonei por duas pessoas na vida: uma quando tinha 18 anos, e agora é com você. Goste ou não, tô louco por você, Naty. Você me faz feliz pra caralho e na cama é a melhor. A gente se dá super bem, não?
— Já vai passar, Sweetie
— Por enquanto não, e chegou a hora do beijo

Não me deixou continuar, me deu um beijão, que claro, inconscientemente aceitei e retribuí. Tava me dando um chupão daqueles na frente do Pablo. Minhas pernas bambearam. Eu também tava começando a sentir por aquele boy algo perigoso e lindo ao mesmo tempo...

Continua...Cama de três, culpa da Reserva Ecológica II

Trios-
-
-
-

9 comentários - Cama de três, culpa da Reserva Ecológica II