A Melhor Relação. Intro

Bom... Olá pra todo mundo.
Digamos que meu nome é Alex, tenho 36 anos (assim como minha parceira), que vou chamar de Carolina.
A partir deste post e dos próximos, vou contar nossa história. Uma história de amor e sexo (principalmente sexo).
Não sabemos o quão estranha ela vai parecer, mas achamos que bastante. E temos consciência de que "algo em nós falha", mas a gente curte e, mesmo assim, conseguimos levar uma vida 'normal'. Uma vida dupla normal.

Vamos começar. A gente se conheceu em 93, no ensino médio. Ela começou a frequentar as aulas uma semana depois do início do ano letivo. Um dia, saí da aula e a vi. E me apaixonei. Foi algo que não consigo explicar nem em um milhão de posts. Pra ser sincero, ela tinha se interessado por um colega de classe dela (até então não tinha me visto). Passaram-se alguns meses (esse foi o melhor começo). Eu dei várias voltas, até que um dia, completamente envalentado e sem pensar muito, fiz a melhor jogada que já fiz.

Saí da aula, vi ela encostada numa parede conversando com um cara. Ciúmes, raiva, euforia, sei lá... Caminhei e parei na frente dela, bem perto, olhando fixamente nos olhos dela (um segundo que durou anos). Ela se endireitou, tentando se encolher mais contra a parede, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, eu a beijei... Ela me beijou de volta, mesmo desconcertada (um beijo curto).

Olhei de novo nos olhos dela, ela me encarou e me deu um tapa daqueles. Aí, sem desviar o olhar, falei: "valeu a pena" e imediatamente a beijei de novo. Dessa vez, o beijo durou uns 2 ou 3 segundos a mais.
Ela se afastou de novo e me deu outro tapa. Pela terceira vez (sempre olhando nos olhos dela), peguei na outra bochecha (ela tinha me batido nas duas vezes do lado esquerdo) e falei: "agora bate aqui pra equilibrar" e a beijei pela terceira vez. Dessa vez, encostando meu corpo no dela contra a parede. Ela me beijou, mas ao mesmo tempo fez gestos de querer me afastar, mas logo já estava me abraçando, e foi assim que começamos.

O cara, nas duas primeiras vezes, não entendeu se a gente já se conhecia ou o quê. (Eu nunca olhei pra ele.) Na terceira... Na terceira vez, ela ia me segurar pra me separar, mas a outra afastou ela (foi quando ela me abraçou).
Passamos aquele ano inteiro nos beijando e nos apalpando o máximo que dava. Quase que de forma inocente até ali. Sempre vestidos.

Agora um resumo do que tava sendo minha vida.
Aos 10, descobri umas revistas pornô do meu velho. Logo achei o carimbo de um sebo, fui investigar e vendiam revistas de tudo quanto é tipo, e pornô também. Então comprei as minhas, mesmo que usadas. Comecei a meter um pouco de putaria em todas as minhas relações com mulheres. Amigas, vizinhas, tias, professoras, tanto faz. E obviamente me masturbava, embora não fosse algo frequente. Por isso, tava sempre tentando pegar uma bunda nos bailes, uns peitos (embora não tivesse muito peito, claro). Olhar os decotes, as saias, etc. As revistas eram de histórias com fotos (não foto-histórias), o texto predominava. E contavam "experiências" mais do que fantasias.
Mas nunca mostrei pra ninguém depois — talvez um dia conte como escondia elas.

Já o pai da Caro era alcoólatra e viúvo. Ela é filha única, embora de vez em quando uma prima mais velha ficasse com ela porque não dava pra saber como o pai ia chegar. Mas várias vezes ele chegou bêbado com putas, ou ligava pra elas de casa, e naquela bebedeira prévia transavam com a porta aberta, e ela via tudo aquilo.

Naquele verão, meus pais me levaram pro sítio do meu avô, então em três meses não nos vimos. Voltei no começo das aulas. E ela me recebeu dizendo que me amava, mas que éramos novos e era melhor passar um tempo sozinhos e aproveitar a adolescência (conselho da prima).

Resumindo, eu tava no fogo (em todo sentido).
Saía pra bailes e, embora não parasse de olhar pra ela nem perdesse chance de "encontrá-la sem querer", fiz o que ela pediu. Na verdade, meio magoado, comecei a ficar amigão de quantas mina da escola eu conseguisse. E, de preferência, na frente dela. Também começamos a sair (todo mundo, na real) pra uma espécie de... de pub-matinee que tinham colocado a duas quadras do colégio. Então a gente se cruzava muito.
Olha, ela decidiu se afastar, mas não era que a gente não se falava, só que quando eu apertava ela me cortava.
E assim passou mais um ano.
Em 95 (naquele verão eu não viajei) a gente começou uma espécie de relacionamento de amigos com benefícios. Ela insistia que era o melhor. E naquele verão a gente transou porque queria que aquilo ficasse entre a gente, independente do que éramos ou até onde ia. A verdade é que eu tinha pegado gosto em tentar ciúmes nela. Não conseguia parar de pensar nela, mas se ela não me dava espaço, eu partia pra qualquer coisa pra encher o saco. Aquele ano foi interessante, a gente descobriu o sexo, a amizade com benefícios, e eu ainda saía com outras gatas.
Naquele ano também comecei a perceber que, mesmo eu não perdendo a chance de pegar uma mina na frente dela, ou pelo menos tentar arrancar uma, ela, além de conversar com algum cara de vez em quando, nunca vi nada. Era como se ela mantivesse tudo muito reservado...
No ano seguinte, a gente já era MUITO amigo, muito carinhoso, mas sem títulos. E o relacionamento de alguma forma começava a se consolidar como "aberto". No fim daquele ano, a gente teve uma conversa (aquela conversa de namorados) e surgiu algo muito interessante, algo que marcou pra sempre o que a gente é.
Tudo começou uma noite, fomos comer pizza, eu estava estreando meu lindo Daihatsu Cuore coupé todo caindo aos pedaços. E depois de comer fomos pra Palermo (no lago). Beijo vai, beijo vem, a gente trepou no carro. Foi toda uma experiência no mini carro. E ficamos lá falando besteira e não sei como acabamos falando do "relacionamento". Não me incomodava como estávamos, mas me dava curiosidade o "porquê" ela não queria um relacionamento sério. Palavra vai, palavra vem, raiva, choro, e ela confessou.. Ela via aquilo como algo doentio, algum trauma da merda de vida que levava com o pai. Mas ela ficava excitada me vendo com outras gostosas e corria pra casa se tocar pensando nisso. E que assim ela tinha o pão e a manteiga.
Não vamos entrar em detalhes no Tema. Mas aquilo nos marcou, e assim começamos um relacionamento 'completo' juntos. Embora daí em diante tudo ficasse estranho, pra gente aquilo era nossa normalidade.
Pra fechar essa introdução. Naquele ano, tentamos ser namorados normais. Mas conforme os meses passavam, a gente ia perdendo "um certo tempero" que tinha antes. E pra ter um relacionamento normal, temperei com outras coisas.
Hoje somos felizes, nos amamos, e curtimos pra caralho.
Hoje, 23 anos depois de nos conhecermos, não faltam rosas nem bilhetinhos, a gente transa 25 dias por mês e não enjoa nem para de experimentar coisas novas. Somos amigos, namorados, amantes e, por tesão, primos... Alguns diriam que somos loucos, doentes. E talvez sim. Mas somos felizes assim. E, de longe, um relacionamento de casal foda pra caralho.

A partir de agora, vem uma cachoeira de experiências.

3 comentários - A Melhor Relação. Intro

Está buena la intro. Ahora ponete las pilas y contá algo como la gente...ja!, no te chivés, es una joda. Cómo sigue...? saludos.
Un poco desordenado el relato pero muy zarpado,dejo puntos y espero poder conocerlos más.