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Compêndio IHá um ano atrás, Marisol e eu estávamos revivendo um período dos sonhos.
Bem, já são três anos e meio de casados. Por essa época, eu e minha esposa estávamos construindo castelos no ar: meu novo cargo veio com um apartamento novo em Melbourne, onde não preciso mais ficar longe dela e das minhas filhas a cada duas semanas por causa do trabalho; minha esposa se formou como Professora de História; poderíamos ter outro bebê (projeto que ainda está rolando...) e eu comecei uma nova vida, conhecendo o novo filho da minha boa amiga e atual chefe, a Sônia...
Foi um período idílico, tirando um pequeno detalhe…
Ainda não tinha me pronunciado sobre o que ia rolar com a Lizzie.
E nesses aspectos, a mulher da minha vida não poderia ser uma parceira melhor pra mim. Por causa da minha personalidade obsessiva e porque, no fundo, nunca quero prejudicar ninguém, sempre tento dar um jeito de não machucar as pessoas que eu valorizo.
Minha situação era realmente vergonhosa, no sentido de que a Marisol só precisava falar da Lizzie e eu praticamente emudecia. O mais doloroso de tudo foi que minha babá sabia que a gente ia embora da cidade e, sem querer, eu tava jogando ela num turbilhão de incertezas e tristezas…
Até que minha esposa decidiu tomar as rédeas da situação num fim de semana, entre setembro e outubro, durante o jantar.
A mulher da minha vida literalmente me encurralou pra me interrogar, até que eu desse uma resposta pras duas.
— Não quero te levar! — falei a verdade, sem rodeios.
Lizzie, bem diligente, baixou o olhar, completamente sem alma…
- Não importa o quanto a gente se cuide, mais cedo ou mais tarde eu vou te engravidar… – sentenciei a base das minhas preocupações, pra aliviar a situação.
Lembro que eu me sentia pesado e as minas me encaravam sem palavras.
- Não é que eu não goste de você! - continuei, tentando apaziguar a situação. - Nem que o sexo entre a gente seja ruim... Muito pelo contrário! Eu curto pra caralho!... mas se continuarmos assim, vou acabar te engravidando... e não quero complicar sua vida...Não seria ruim…" — foi o que ela respondeu, quase num sussurro.
Foi um momento surreal pra mim ouvir ela dizer isso, sem esquecer que o sorriso de espanto e admiração da Marisol me deixava perplexo.
*As meninas te amam… e você não é um pai ruim… — ela continuou, me olhando com mais determinação.
Senti as cores sumirem do meu rosto e o coração disparar descontrolado.
Claro que a Marisol apoiava o pensamento dela, já que com as nossas gêmeas, as duas podiam brincar de “mamãe” e me usar como “o papai”…
E as frases que a Susana, a suculenta gêmea argentina, me disse no verão passado, voaram pela minha cabeça como vespas.
Eu percebo que já não tô mais fodendo, quando paro de me cuidar…
É que se você se apaixonar pelo cara certo, o que mais pode te preocupar?
Aproveitando que eu tava besta, a Marisol metaforicamente me deu um "golpe certeiro nas costelas"...
+¡Têm muito o que conversar! Por que você não dorme aqui na minha cama esta noite? — sentenciou com aquele olhar brilhante e cheio de safadeza da minha esposa.
Lizzie ficava pasma, mas eu, que já tinha passado por isso um par de vezes (e ainda tinha mais algumas pela frente), não me surpreendi tanto com a reflexão dela.
Mas minha esposa não tava errada. Entre a Lizzie e eu tem sentimentos, e iam ficar mal resolvidos se eu não desse um jeito nisso logo.
— Tá bom! — aceitei, deixando minha esposa feliz.
— Mas como você disse, é algo que eu e a Lizzie temos que resolver, então vamos fazer no quarto dela…
Minha esposa não sabia como me olhar. Por um lado, frustrava os planos dela de nos ver em ação pelo sistema de segurança do nosso quarto de casal, mas por outro, aquela incerteza de não saber exatamente o que eu faria com a nossa babá a deixava louca de tesão.
Sei que a gente recolheu a louça e lavou, mas não lembro do que a gente conversou nesse meio tempo.
A única coisa que lembro foi o momento de entrar no quarto da minha babá. Tinha uma sensação de ansiedade, que nunca tinha sentido antes.
Era como se eu e a Lizzie fôssemos um casal de adolescentes e o namorado pudesse ficar na casa dos sogros.
Ela também parecia feliz e safada. Era o quarto dela, com o guarda-roupa, a cama, o jardimzinho de flores e plantas, e eu estava ali, que tinha dado tudo pra ela…
*Não é tão difícil cuidar de um bebê sozinha! — começou ela, sentando-se gostosa na penteadeira que comprei pra ela, ironicamente pra "se arrumar pra dormir".—Isso você diz agora, porque nunca te faltou dinheiro!*Ei! – me olhou desafiante e sorrindo. – Eu moro sozinha desde os 16 anos e me virei muito bem…
Não dava pra discutir com ele, já que Marisol e eu saímos de casa muito depois.
— Mas é diferente quando você tá com alguém que te preocupa o tempo todo…
Nós nos olhamos de novo e eu contei pra ela como foram aqueles primeiros meses que vivi com a Marisol…
Mesmo que eu pagasse o aluguel da nossa casa pro meu sogro, um terço do meu salário ia todo nisso. Outro terço ia pro tratamento dentário da minha patroa (já que ela tinha um espacinho entre os dentes e não queria que ninguém desprezasse ela por causa disso) e o resto ia pras contas de gás, água e luz.
Expliquei pra ela que se minha esposa perdesse uma única bolsa de estudos, eu ia ficar numa baita enrascada, porque teria que envolver meus pais no problema e não queria fazer isso. Mesmo assim, ela nos dava a grana pra dar uns pequenos luxos, tipo comer fora e até juntar uma grana pro nosso futuro juntos.
Foi por esse motivo que acabei aceitando a proposta que meu chefe da época me fez, de trabalhar na cutie em turnos de 6 dias, por 8 de descanso, que desencadearam os acontecimentos que nos trouxeram até aqui.
Já a Lizzie me olhava comovida.
Lembro que me senti bem enfático quando contei pra ela, porque apesar da tentação ser bem forte (Marisol e eu morávamos sozinhos), o sexo entre a gente tinha que ser extremamente seguro, apesar dos protestos dela, já que não queria que Marisol parasse de estudar por causa de um bebê e, pior ainda, que teria que nos forçar a trabalhar e paralisar nossos planos se acontecesse.
Não era assim com Fred, que até pagava o salário da Lizzie, mas era tão baixo que nem dava pra pagar um aluguel ou os estudos de arte dela. Pior ainda, Fred era bom de farra e o salário da Lizzie ia todo pra bancar as festanças ou comprar comida.
Foram esses pensamentos que a fizeram voltar pra cama. Engoli seco, porque ela tinha feito uma bundona de cavalo e sentou na minha frente, numa atitude brincalhona. Começou a brincar com os botões da minha camisa na altura da cintura, dizendo que nesse aspecto, eu era diferente: que eu tinha contratado ela legalmente, com um salário fixo e que eu nem sequer tocava nela.
Ela ria, enquanto despia minha barriga, lembrando da vontade incessante que sentia naqueles primeiros meses, porque estava sozinha comigo, com a Marisol estudando por horas e horas, e a tentação de me comer era muito forte.
E destaco isso, porque ela literalmente dizia “fuck” (ou "porra").
*Ninguém me comeu igual a você! Me fez sentir uma puta gostosa! E ainda foi me ver no mesmo dia que o Liverpool jogava…
Enquanto já começava o jogo de beijos rasantes pelas bochechas, Lizzie lembrava com grande entusiasmo como naquela noite a gente escapou pro apartamento podre dela na época e meteu chifre abertamente no Fred, que até fazia isso direto, mas nunca tinha sido na cama onde dormia com o outro parceiro dele.
E foi se gabando, lembrando que além de ser mais dotado que a parceira, ela tinha a buceta mais gorda e sabia muito bem usar ela…
Apesar da minha idade, eu conseguia comer ela melhor e muito mais gostoso que o namoradinho jovem dela"…
Nem preciso dizer que, quando ele desabotoou minha calça, minha cueca parecia uma barraca de acampamento. E com aquele olhar safado, de mulher que adora mamar, ele me dizia que a minha era uma das melhores: que adorava que fosse tão rosada, tão dura e tão grossa, e que eu sempre me preocupasse em deixá-la bem limpinha pra ele chupar.
E apesar de que ela tava me dando uma demonstração de campeã, que me fez deitar de tesão, eu queria era curtir ela.
Então, peguei ela pela cintura e, de algum jeito, forcei ou convenci ela a abrir as pernas e se agachar em cima da minha cintura.
Lizzie, sem tirar os olhos da minha ereção, dizia que isso era o que ela gostava em mim: que eu sabia bem o que queria dela e como e quando dar pra ela, o que me colocava anos-luz à frente dos outros casados com quem ela esteve.
E tenho muito presente que naquela noite, ela usava jeans. Porque naquela noite, queria vê-la em toda sua glória e majestade e, saindo do habitual, comecei a despí-la da cintura para cima.
Enquanto isso, ela cavalgando devagar em cima de mim, esfregando a buceta nos meus testículos, dizia que eu era diferente dos outros: que eu fazia ela precisar de sexo o dia inteiro e que entendia bem por que a Marisol era tão carinhosa e fogosa comigo.
O decote do peito dela aparecia e ela sorria, se sentindo gostosa e perfeita.
Não que eu fique comparando, mas embora a Marisol seja mais cheinha, ela nunca foi gorda. É inacreditável que minha esposa consiga comer um bolo por mês e não engordar tanto, mas ela sempre foi magrinha, igual quando a conheci.
Por isso, me era difícil explicar pra ela que a Lizzie era diferente, sem fazer ela se sentir desprezada. Minha babá sempre foi carismática e ligada na aparência (porque era assim que ganhava a gorjeta de garçonete), enquanto minha esposa tentava em vão entrar na onda de malhar.
E tá bem, eu voltei a correr, porque minha esposa gosta de me ver mais atlético, mas nunca pedi isso pra ela, porque ela continua sendo minha “mimada”: a mulher que eu tenho que proteger, paparicar e cuidar, e se ela quiser comer bolachinha ou um chocolate, não vou privar ela, porque ela passou muitos anos sem se dar esses agrados.
Mas meu ponto era que a Lizzie tinha uma barriga lisa, macia, durinha. Uma cintura violão, nem mais nem menos, e o que mais me enchia de satisfação naqueles momentos era que aquela mina, tão gostosa, safada e decidida na vida, cuidava dela e só se preocupava em me dar atenção.
E mais uma vez, aquele sorriso e olhar provocante, cheio de confiança e nervosismo.
Saber que a noite ia ser longa, que ela ia se divertir pra caralho e que eu não ia embora.Post seguinte
0 comentários - Sete por sete (196): Meus acordos com a Lizzie… (II)