6 meses depois… (IV)




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Post seguinteMarisol ri toda vez que conto essa história. Mas, na real, ainda fico pálido só de lembrar daqueles momentos.
Era ciúme. Ciúme de verdade. E por duas mulheres, sendo que nenhuma delas era minha esposa.
Nem sequer tinham trocado uma palavra entre si. Foram só olhares e repúdios instantâneos.
Da Hannah, não me surpreendia tanto, já que ela teve ciúme da Marisol por um bom tempo, enquanto nosso caso durou.
Mas da Glória, me surpreendia pra caralho, porque a gente não é nada. Ela tem o Oscar e eles estão juntos há quase 4 anos. Não têm filhos, nem planejam ter por enquanto.
E mesmo assim, as duas se engalfinharam. Pior que gata molhada com água…

— Hannah, essa é a Glória, minha secretária! Glória, a Hannah é uma amiga antiga do trampo onde eu trabalhava! — apresentei, tentando amenizar a situação.
Quando falei “amiga antiga”, a Hannah me olhou com uma cara cortante. Não sei o que ela esperava, já que não podia dizer que era minha ex-amante.
Mesmo assim, nenhuma das duas falava. Só se encaravam.
Talvez a Hannah tenha se intimidado com a altura dela (a Glória é quase tão alta quanto a Marisol) ou com os peitos maiores (a Hannah tem os pequenos) ou com os cachos pretos ou o fato de ter olhos azuis iguais aos dela.
Por outro lado, a Glória deve ter se intimidado por ela ser loira natural, pela postura confiante e elegante e pelo fato de o tamanho menor dela despertar nos caras uma vontade de proteger.
Ou talvez ela tenha sacado na hora que a Hannah foi a mulher que me visitou na noite anterior. Sei lá!

— Precisa me falar alguma coisa? — perguntei, já que esperava vê-la mais tarde, no hotel… e durante todo aquele tempo, ela não dizia uma palavra.
Até que não me surpreenderia se ela cancelasse nosso encontro, já que a Gerência também queria se reunir com ela.
·Sim! — Finalmente ela falou, depois de 2 minutos de silêncio estático. — Falei pro Dougie que você tá de visita e ele te convidou pra jantar no nosso apê… então queria saber se você tem planos…
Fiquei mais pálido do que antes ao ouvir aquilo!
O marido corno dela tinha convidado o amante da esposa pra jantar na casa dele?
Fiquei nervoso e, pela primeira vez, gaguejei…
— N-n-não sei!... A Glória queria me pedir pra acompanhar ela comprar uns…
§Não se incomode!" — me interrompeu, ainda olhando sério pra Hannah.
"Se você tá ocupado, posso fazer sozinha."
Hannah me olhou de boa.
·Excelente! Pode me esperar no estacionamento. Vou falar com meus chefes e te encontro lá em 5 minutos. – respondeu bem animada, voltando correndo por onde tinha vindo.
No caminho do elevador, eu e a Glória ficamos em silêncio. Pra mim, eram frescuras bestas de mulher, porque ela podia ter insistido e eu teria ido junto. Afinal, eram pouco mais de 4 da tarde e jantar no apartamento da Hannah podia muito bem ser às 8.
– Desculpa!... pelo visto, não posso te acompanhar. – me desculpei, claramente arrependido.
·— Não precisa se preocupar, chefe! — respondeu, com um sorriso tenso que fingia naturalidade. — Dou conta sozinha.
Se ele tivesse insistido um pouco. Se tivesse mostrado um pouco mais de interesse…
Mas, apesar de sentir que tinha cometido um erro e que devia ir atrás dela, minha curiosidade era forte demais e eu precisava saber o que a Hannah estava tramando. Por isso, nos despedimos rapidamente com um beijo no rosto, ao chegar no primeiro andar.
No subsolo, fiquei desamparado, e uma sensação de pânico imenso tomou conta de mim. Era um estacionamento com paredes verde-escuras, carros elegantes e aquelas luzes de LED típicas — ou talvez fluorescentes — que existem nesses lugares, que pra mim parecia tão tenebroso quanto o inferno.
No entanto, cinco minutos depois, as mesmas portas do elevador que eu tinha usado se abriram, e aquele anjo dourado, safado e brincalhão, se pendurou nos meus ombros e me beijou.
·Você mandou muito bem!" — ela me disse, enquanto me beijava ao redor das bochechas. — "Conseguiu convencer eles!"
— "Que... legal!" — consegui responder, meio sem graça com os beijos dela.
·Você me deixou tão excitada, ao te ver tão confiante!..." — disse ela, num tom febrilmente ardente e exalando no final de um jeito sexy, me pegando em poucos segundos.
— Mas, Hannah... — consegui conter minha parceira acalorada, que parecia disposta a me montar na frente de todo mundo.
— Que história é essa de me convidar pra jantar na sua casa?... Por que você disse isso pro Douglas?
Ela me olhou, com uma risadinha safada...
·É uma fantasia que eu tenho!" — ela disse, lambendo minha orelha (que em mim não causa efeito nenhum, mas nela, deixa ela louca). — "Quero ter você e ele… na minha casa… Os dois homens da minha vida!"

O jeito que ela falou me deixou intrigado e assustado ao mesmo tempo. Parecia uma maluca. Uma gostosa… mas maluca.

Acho que ela me puxou até o esportivo alemão cinza conversível, de dois lugares. Na real, não sei se ela comprou aquilo; deve ter sido presente dos pais (Hannah é herdeira de uns empresários de navegação) ou então Douglas que deu.

Seja como for, depois que sentei, a primeira coisa que ela fez foi abrir minha calça.

— Hannah! — exclamei, surpreso com a atitude inesperada dela.
·Me desculpa!" – ela disse, e em seguida me deu 3 mamadas profundas que quase me fizeram gozar na hora.
"É que senti falta de fazer vistoria com você… e este é o lugar mais parecido com uma cutie."
E a verdade é que, durante aquele ano e meio de relacionamento que tivemos no serviço, onde praticamente 5 dias por semana transávamos na cutie, no horário do intervalo, poucas vezes ela me deu um boquete, já que eu me dedicava mais a satisfazer ela.

Mas agora ela estava compensando, e com juros. Ela lambia de um jeito descontrolado, fazendo até baba com a saliva e meus sucos, tentando engolir meu pau inteiro.
Era tanto entusiasmo que ela me atendia, que eu esqueci todos os preconceitos e cuidados que tive durante o tempo que ficamos juntos na cutie, e comecei a guiar a cabeça dela até engasgar com minha ereção, e ela respondia chupando ainda mais rápido.

E foi então, enquanto eu curtia o trabalho da minha ex-amante, que vi pelo retrovisor central a porta do elevador abrir e as figuras obesas dos 3 gerentes velhos que tinham acompanhado a Hannah…
"Ah, não!... Hannah, são seus chefes!
·—Fica tranquilo! —disse ela, parando de chupar meu pau e começando uma punheta infernal, enquanto beijava um pouco minhas bolas. —Avisei eles que ia te levar pra casa pra jantar e que ia tentar te convencer!

Mas pra mim, esse não era o problema. Minha preocupação era se eles iam perceber como a dedicada funcionária deles estava tentando me convencer…

No entanto, como a engenheira mecânica astuta e inteligente que era, ela parou o serviço por uns segundos (o que me deixou brevemente perturbado…), deslizou a mão esquerda na minha costela direita e, pra minha surpresa, meu banco reclinou na hora, me deixando praticamente deitado. Ela aproveitou pra cuidar do meu pau e das minhas bolas, com a boca e as mãos mornas, respectivamente.

Na tensão do momento, eu ainda tava preocupado que algum deles tivesse estacionado do lado. Mas depois de ouvir as vozes indiferentes deles por um tempo e o barulho dos motores em seguida, relaxei tanto o corpo quanto as bolas, gozando pra caralho meu leite nos lábios apaixonados da Hannah. Dessa vez, ela conseguiu engolir tudo, e as poucas gotas que sobraram nos lábios, limpou com um entusiasmo danado.
·Valeu!" - foi o que ela disse, enquanto quem devia agradecer era eu.
Durante o caminho até o apartamento dela e enquanto eu recuperava as cores, ela começou a me contar sobre a amiga dela, Gertie. Elas se conheceram no colégio e viraram amigas porque, assim como a Hannah, a Gertie também não tem lá um gosto refinado e, pra irritação dos pais, preferia sair pra farrear e se divertir.

No entanto, por pressão da família, obrigaram ela a estudar medicina e, como também não era a praia dela, ela mudou pra psiquiatria, o que a Hannah destacou com um sorriso e um brilho especial no olhar.

Além do irmão dela, Dan, e da esposa dele, Iris, a Gertie é a única mulher que sabe todos os detalhes sobre meu relacionamento amoroso com a Hannah, já que ela também foi infiel no casamento até ser pega no próprio quarto e, durante minha visita, decidiu, mais do que feliz, apoiar ela em tudo que pudesse.

E foi nessa conversa, enquanto esperávamos o trânsito melhorar em direção a Cottesloe (nossos escritórios ficavam no centro, enquanto o apartamento da Hannah ficava na parte sul da cidade), que uma dúvida voltou a me incomodar.

- Hannah, sem se ofender, posso te perguntar uma coisa pessoal?
·Claro! O que você quiser!
Mesmo assim, com medo e nervoso, perguntei…
- Seu irmão Eli… é viado?
·O quê?" — ela exclamou, surpresa e rindo, me olhando com suavidade. — "Não, claro que não! Por que você pergunta isso?"

"É que sempre tive a impressão de que você e o Dan respeitam ele pra caralho." — expliquei devagar. — "E pelo que você me disse, ele nunca casou..."

Aquilo tinha ficado na minha cabeça desde o minuto em que ela disse que monitorava ele pelo GPS. Era difícil pra mim falar sobre ele, já que nunca conheci o cara pessoalmente.
·Não, Marco! Claro que meu irmão não é gay!" — ela se desculpou com bastante suavidade. — "É só que ele se dedica muito ao trabalho e não tem tempo pra conhecer mulheres. Só isso."
— "Sim, mas..." — ele me olhou com mais atenção, sabendo que algo me incomodava. — "Você não acha estranho que ele vigie você, se você é infiel, e não o Douglas?
·É… natural, Marco!" — respondeu ela, hesitando um pouco.
"Douglas… trabalha pra empresa e, como te contei, se ele for embora, pode nos prejudicar…"
— Mas… por que você tem que ser a infiel? Por que não pode ser o Douglas?
·—Marco, eu sou infiel! Eu tenho você, não é?
—Eu sei! Mas fui seu primeiro amante em 6 anos que você trabalhou na mineração, rodeada de homens. Por que é agora que você desconfia de mim?

Assim como eu, não sabia a resposta para essa pergunta… então decidi aprofundar minhas impressões.

—Olha… não sei se é comum nas famílias… mas eu também sou o caçula da minha casa… e meus irmãos são leais. —olhei para ela com franqueza e serenidade.— Minha irmã confiaria em mim primeiro, antes de qualquer estranho falar outra coisa, e me surpreende que Eli não faça o mesmo com você, porque você não deu motivo para desconfiança.

Ela fungou baixinho, mas também notei preocupação no olhar dela, ao encontrar a razão.

—E quando fomos na casa de Eli, no verão passado, o nível de detalhe da casa e dos móveis… está me fazendo desconfiar, você não acha?
·—Por favor, Marco! —exclamou ela, já de saco cheio da conversa. —Como é que você acha que a Eli…?
E os olhos dela disparavam, processando lembranças e experiências, parecendo confirmar as suspeitas dele…
·Não é possível! O Eli é viado!" — comentou, finalmente.
— Não sei, Hannah! É só uma suspeita!
·—Mas… deve ser isso, Marco! — exclamou ela, com aquele nervosismo típico de um segredo desse tamanho. — Ele sempre viaja, a cada 2 meses… e como você diz… nunca nos apresentou ninguém!... (o rosto dela se encheu de desilusão e tristeza)… mas por quê?... Por que ele fica me vigiando?
— Não sei, Hannah! — respondi, nervoso. — Talvez… ele goste do seu marido… e agora sabe que, se te pegarem fazendo algo estranho… ele pode sair da empresa… quer impedir isso.
E, mesmo com a gravidade das minhas acusações, os olhinhos tristes dela me olharam com carinho e me deram um beijo suave.
·—Eu te amo, Marco! Eu te amo! — exclamou ela, com lágrimas nos olhos.
— Você sabe tanto sobre mim… mesmo me conhecendo há tão pouco tempo…

Finalmente, chegamos ao complexo de apartamentos onde a Hannah morava. Eram apartamentos chiques, de 3 andares, parecidos com o que a Marisol, as pequenas e eu moramos…
·Uau, meu amor! Você deve ter achado que estava num universo paralelo, com a Hannah como esposa! — comentou meu rouxinol, assim que contei pra ele.
Mas também, eu tinha a impressão de que o apartamento não era da Hannah. Conheço ela e sei como ela é, e a mobília era elegante demais, inovadora e fria pro gosto dela, mas não pro Douglas, o marido dela, que é um pouco mais frívolo.
Resumindo bem rápido, a sala de entrada tinha um conjunto de sofás brancos de couro bem baixos, com almofadas duras e retas; uma mesa de centro de vidro; algumas plantas nos cantos; uma TV enorme na parede e uns quadros modernistas que não combinavam nada com a monocromia do ambiente, sendo que a Hannah é mais caseira, gosta de almofadas fofinhas e cobertores pra se aquecer.
E pra minha surpresa total, o Douglas estava vestido de terno, paletó e sapatos pretos, uma camisa amarela e uma gravata vermelha.
§—Ei, Marco! Quanto tempo! — cumprimentou afetuosamente ao me ver, o que não afastou meus medos de que fosse uma emboscada.
Hannah cumprimentou o marido com um beijinho gelado na bochecha. Sei que o corno não percebeu, mas para alguém que passa um terço do dia longe da pessoa amada, um beijo de menos de 3 segundos é sinal claro de que as coisas não vão bem… ou que, talvez, como no caso do Douglas, ele se importa mais com as aparências do que com os verdadeiros sentimentos.
Nem um abraço carinhoso ou qualquer demonstração de felicidade por tê-la ao lado. E, honestamente, mais do que ciúmes, me senti mal pela Hannah, por ter um pedante como marido.
·Quer um gole, gostoso? — perguntou, de um jeito provocante e sugestivo pro marido dela…
Só que o olhar dela, por cima do ombro delicado, tava apontado pra mim.
§Sim, por favor! – respondeu o corno. – Um Rob Roy me cairia bem…
– Eu, um suco ou um refrigerante… se você tiver. – pedi com humildade, um gesto que fez Douglas explodir em desprezo.
§Qual é o seu problema? Por acaso você é um moleque?" — comentou, de forma zombeteira.
— Não. Meu irmão teve problemas com a bebida… e nunca gostei de vê-lo chegar bêbado… por isso prometi a mim mesmo que nunca beberia.
Em poucos segundos, Hannah voltou com uma bandeja, um sorrisão e um suco de pêssego (meu favorito), num copo, só pra mim…
·Isso eu não sabia!" – comentou Hannah, sentando do meu lado e me olhando encantada. – "Pensei que você não bebia porque matava os neurônios!"
– "Sim, por isso também!" – admiti entre risadas.
§Ei! Cadê minha bebida? - exclamou o corno, surpreso.
Hannah o encarou séria…
·Ele é meu convidado e eu tenho que me preocupar em fazer ele se sentir bem!§Isso eu entendo… mas também quero minha bebida. — disse ela, num tom sutilmente irritado.·— Ah! Quer que eu prepare pra você? — perguntou Hannah, mas com um tom que, embora melodioso, ela sabia que escondia sua raiva.
— Tá bom! Vou preparar uma bebida especial pra você!...
Pelo menos Douglas pareceu perceber o tom de voz da sua mulher.
§O que acontece com essas mulheres?" — ele perguntou no ar, e depois olhou pra mim.
— Me diz, Marco, a Marisol também é tão louca assim?
— Ei, cara, não seja tão duro! — respondi, acalmando os ânimos dele. — É natural que ela esteja assim!… (Hannah me olhou com punhais nos olhos, lá da cozinha…) Ela tá cansada, chegou do trabalho e você fica dando ordem! (Quando falei isso, o olhar dela suavizou…)
§É verdade!" — ele admitiu — "mas me diz uma coisa, Marco. A Marisol também entrou nessa de 'vida saudável'?"
(As palavras dele foram "healthy kick", cuja tradução literal seria "chute saudável"...)
Ao ouvir isso, Hannah se alterou na hora...
·Aqui está sua bebida!" — exclamou impaciente, sem nem sair da cozinha.
— Não, ela come o que quer… — respondi ao marido dela.
§Ah, caralho!... — comentou o corno, desnorteado. — Porque a Hannah só toma suco de cenoura e de banana.
O comentário caiu como um balde de água fria na esposa, que esteve a segundos de calar a boca solta do marido…
§Valeu, amor!" — agradeceu, antes de beber um gole e continuar com sua "confissão" imperturbável. — Na real, não sei o que rola com ela. Ela passa minutos no supermercado olhando cenouras e bananas, com o olhar perdido no espaço, e não adianta eu ou os vendedores falarem que são produtos frescos e do dia… mesmo assim, ela fica um tempão encarando elas.

Hannah estava morrendo de vergonha e não ousava me olhar. E tenho que admitir que eu também tava entre nervoso, excitado e achando graça da situação, já que no nosso último encontro no trabalho, eu tinha masturbado ela com uma cenoura enorme e uma das minhas exigências foi que ela não pudesse passar naquela seção do supermercado sem pensar em mim, algo que nunca achei que ela realmente fosse fazer.

— Mas imagino que você deve escolher as cenouras maiores, né? — perguntei ao marido dela, olhando pra ela com um sorriso. — Porque as cenouras maiores são as mais saudáveis pra ela.

Douglas riu como o grande imbecil que é…
§É verdade!... mas ela faz tanto suco de cenoura que a gente parece coelho.
Entre a Hannah e eu, a gente riu com cumplicidade, sabendo que se ele fosse mais como um coelho, eu não estaria ali…
·Querido, quero tomar um banho! — pediu, num tom provocante pros dois.
— Tô me sentindo suja e suada, quero ficar limpinha e gostosa pra você. Dá uma companhia pra ele?

Percebi que as palavras dela não eram bem pra ele, e ela sorriu de um jeito sensual quando sacou a mensagem cifrada.
§Claro, amor! Eu e o Marco vamos ficar conversando!
E enquanto a Hannah subia as escadas (os banheiros e quartos principais também ficam no andar de cima), rebolando aquele rabo gostoso de um jeito sedutor, nenhum de nós dois conseguia evitar de olhar pra ela.
§—E aí, Marco, como é que tá a Marisol? Ela emagreceu? — perguntou, meio impaciente.
— Não. Tá sendo difícil pra ela, mas ela se manteve no mesmo manequim.
§Mas… deve ser difícil ser casado com uma mulher tão jovem, não é? — perguntou, com malícia nos olhos.
Quer dizer… na sua idade, deve ser complicado acompanhar o ritmo dela… e ela deve ser insaciável na cama, não é verdade?

As palavras dele começaram a me irritar, porque além de me chamar de “velho”, sendo que no máximo temos 4 anos de diferença de idade, me incomodava ver o marido incompetente da Hannah praticamente babando pela minha esposa, tendo, como já mencionei, uma gostosa como a dele dentro da própria casa.

— Na verdade, ela cansa rápido. — falei, tomando um pouco de suco, enquanto o olhar libidinoso dele não perdia nenhum detalhe dos meus movimentos. — Ela não aguenta mais que 4 vezes seguidas…
§4 vezes?" — perguntou ele, exasperado.
"4 vezes? Tá exagerando, né?"

Olhei pra ele sem entender…
"Claro que não! Por quê? Cê não consegue fazer isso?"

Ele tomou mais um gole do drinque…
§Claro que posso! — ele se gabou, tentando me imitar. — Só que é difícil acreditar que a Marisol curta tanto sexo assim…
— Bom, eu acho que ela não é melhor que a Hannah na cama… — respondi, sondando se ele pegava minha indireta…
§Não, Hannah é boa!... mas já tive melhores…" — ele se pavoneou orgulhoso… e sem se dar conta.
— Enfim, pelo menos ela me deixa fazer duas vezes por noite e, pra fechar, a gente termina com sexo anal. — comentei, como se estivesse desiludido.
— Umas rapidinhas durante o dia e, com sorte, umas 6 horas seguidas na sexta, por ter que cuidar das pequenas, tá ligado?
§Sim, te entendo! — mentiu… com um pouco de nervosismo.
— Infelizmente, a Hannah não é assim… ela é mais simples… e menos apaixonada.
Por dentro, eu ria, porque sei que a Hannah pode ser tão puta quanto minha esposa…
— Que pena! — respondi, tentando sobre-humanamente manter minha compostura e cara de pau.
— Eu sou daquelas pessoas que não consegue passar um dia sem fazer amor… e a Hannah sabe muito bem disso…
§— Nem eu! — apontou o pobre imbecil, rindo, sem sequer desconfiar da segunda indireta.
— A Hannah me aceita 3 vezes por semana… mas nunca faltam secretárias, estagiárias ou assistentes pra completar os outros dias… Né?
E, na real, não sei se era por causa do ego enorme e da atitude de vencedor dele, combinado com minha aparência meio sem graça e de homem de família, mas o pobre coitado parecia não sacar que eu era o amante da mulher dele…
Ou então, era efeito do que ele tava bebendo. Porque eu percebi que ele ficou mais lento do que eu esperava.
Tipo, não vou negar que o Douglas é um cara inteligente, egocêntrico e agressivo no trabalho (já que é advogado). Mas também, é um verdadeiro metido a besta e, por algum motivo, insiste que a Hannah seja igual a ele, quando isso a entedia.
De vez em quando, ele parecia perder o fio da conversa e até babava um pouco nas palavras, o que me preocupou, porque nunca vi meu irmão daquele jeito.
Mas toda essa preocupação sumiu quando vi a Hannah voltar. Ela tava linda, num vestido de noite, inteiro, azul com lantejoulas, ombros de fora, com listras pretas, até a altura dos joelhos; um decote bordado maravilhoso, que deixava ver o vão entre os peitinhos dela e a falta do sutiã, combinado com uma linda estola de lã branca, coroada com uma booty de cavalo maravilhosa.
Por um momento, pensei que a gente fosse pra uma entrega de prêmios ou um baile chique…
·Gostou? Me vesti assim pra você! — perguntou, olhando direto nos meus olhos…§Você está linda, minha vida! Parece um anjo! – o idiota tirou as palavras da minha boca.
E aí, pareceu se preocupar com o marido dela, rapidinho…
·Ah, Dougie! Cê tá com sede, hein? Quer mais um gole?
Eu fiquei pasmo, porque tava na cara que o corno já tinha bebido pra caralho e, como dizem na minha terra, "tava só pagando mico"...
§Ah, sim, minha vida, te adoro!" — disse ele, todo contente ao devolver o copo pra esposa. — "Tava uma delícia!"
E a Hannah, bem apressada, voltou pra cozinha pra preparar a bebida do marido.
Mas tinha mais coisa rolando. A gente manteve uma conversa besta, e mesmo a Hannah estando tensa por estar com ele e comigo, ela começou a relaxar e a me olhar com mais cara de pau. Até o Douglas, de vez em quando, dava uma cochilada, mesmo a gente só falando sobre os rolês nacionais, e de um jeito bem interessante.
·Ô, amorzinho!... Ainda não preparei o jantar! — se desculpou, toda melosa.§Diz pra Ada fazer isso! – disparou o marido sonolento.·Não posso! Dei o dia de folga pra ela!§Por quê?" — perguntou, se animando um pouco.·Porque o Marco é meu amigo e eu quero ficar só com ele… — respondeu, sem vergonha nenhuma.§Ah, já entendi! — disse ele, sem perceber nada.·Mas você está muito cansado… — comentou ela, satisfeita, cobrindo-o com sua estola.
— Por que não tira um cochilo e o Marco me ajuda na cozinha, a preparar o jantar?
§—Tá bom pra mim! — respondeu ela, se cobrindo com a estola como se fosse um cobertor.
Segui a Hannah até a cozinha, impactado e com uma ereção crescendo. Algo estranho tava rolando e eu pressentia que não sairia da cozinha sem ter gozado dentro dela…
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1 comentários - 6 meses depois… (IV)

Excelente Marco. Te debo los puntos y comentarios de los anteriores. Esperaba el regreso de Hannah a tus historias.
Gracias!!!
Sinceramente, debería darte un agradecimiento particular a ti. Aunque no lo creas, mientras empacaba, recordaba que alguien me había hecho un comentario cuando comenté la despedida de Hannah y en esos momentos, me calentaba un poco pensar que podría satisfacer tus expectativas, aparte de no saber qué pasaría entre ella y yo. Por lo mismo, te lo vuelvo agradecer y gracias por comentar.