Um pulinho no passado. Eu tinha acabado de fazer 20 anos. Ainda tava de namorada com o Ignacio e trabalhava no escritório de contabilidade do pai dele. Faltava um tempão pra eu conhecer o Ernesto, então eu continuava cursando Ciências Econômicas, mesmo sabendo que números não eram a minha praia. Mas sendo a quase noiva de um futuro contador público que ia herdar os negócios da família, esperavam que eu seguisse a mesma carreira. O futuro dos dois parecia cor-de-rosa, mas eu me sentia sufocada.
Fui fiel ao Nacho até onde deu. A primeira vez que eu meti chifre nele foi num fim de semana que fomos pro sítio que os pais dele tinham em Brandsen. Eu comi o capataz e, apesar de ter curtido, depois me arrependi e me senti culpada, chegando a prometer pra mim mesma que não ia repetir a dose. E por um tempo foi assim. Mas aí ele apareceu...
O Escritório de Contabilidade ficava em San Telmo. Eu ainda morava com meus pais em San Justo, então pegava o 126 pra chegar lá. Descia depois da Nueve de Julio e caminhava o resto. Durante um tempo, tudo seguiu normal, sem problemas, até que um belo dia, da janela de uma casa na Tacuarí, quase na San Juan, um cara começa a gritar um monte de putaria pra mim. Não lembro agora as barbaridades que ele falava, mas vocês já devem imaginar. Porém, o mais surpreendente é que ele só falava aquilo pra mim. Passavam outras mulheres, mas, além de um assobio ou outro, era pra mim que ele dedicava aqueles elogios safados.
O tal cara tava sempre na janela, encostado no parapeito, tomando mate, de bermuda e camiseta. Sempre na hora que eu passava, sem falta.
Claro que eu podia ter evitado ele, só atravessando a rua ou indo por outra calçada, mas tinha alguma coisa naqueles modos grossos que me atraía. Até que finalmente aconteceu o que tinha que acontecer, o que nós dois queríamos que rolasse.
— E aí, gostosa, quando é que você vem tomar uns mates aqui? Tô com o termo cheio só pra você — ele me disse naquele dia. Os planetas se alinharam pra que naquele momento a gente ficasse sozinho naquele lado da rua. Se tivesse gente, eu ia ficar com vergonha e nunca teria coragem de responder qualquer insinuação dele.
— Olha que eu gosto doce — falei, parando do lado da janela dele, sentindo que ficava toda vermelha.
Sempre me sentia meio inibida nesses momentos de sedução, meio envergonhada, claro que depois me soltava e não sobrava nada de tímida.
— Se você aceitar um mate, não me importo de cometer o sacrilégio de colocar açúcar — ele responde, me olhando como se fosse pular na minha jugular a qualquer momento.
Olho tentando adivinhar por onde devo entrar, até que ele mesmo me indica:
— Por ali, a primeira porta à direita.
Não hesito, entro decidida. Quando chego, ele já está me esperando com a porta aberta, vestindo como já é normal nele, bermuda e uma regata que deixa à mostra uns bíceps bem definidos.
— Já era hora, achei que nunca ia se decidir, bebê — ele fala, fechando a porta atrás de mim, me trancando com ele, e mesmo estando num lugar desconhecido, com um completo estranho, não sinto medo, nem um pingo de receio.
— Não é fácil, a gente nem se conhece — falo.
— Uruguaio — ele diz, estendendo a mão, como apresentação.
— M... Mônica — falo, apertando a mão dele.
Não sei por quê, mas não digo meu nome, talvez porque uma parte de mim ainda tentava ser fiel ao Ignacio? Ser Mônica era um jeito de não reconhecer essa nova recaída.
— Só Uruguaio? — pergunto, curiosa.
— Só Uruguaio — ele confirma, me oferecendo um mate.
— Doce? — pergunto.
— Doce que nem você — ele responde.
— E como sabe que sou doce? — rebato.
— Tem razão, teria que provar — ele fala com um sorriso malicioso.
Termino o mate e devolvo pra ele.
— Valeu, mas já tenho que ir — falo, virando pra porta, mas não falo sério. Nem consigo pegar a mochila que tinha deixado no chão quando entrei. Uma cadeira.
—Tá querendo ir embora mesmo? — ele me pergunta, me segurando antes que eu chegue na porta, me encurralando contra ela, me apertando de um jeito que sinto a pica dura dele.
Suspiro. Agitação. Tesão.
—Não, não quero ir — foi minha resposta.
Ele me abraça e, sem nenhuma resistência da minha parte, me beija, sentenciando depois do beijo:
—Viu que eu tava certo? Você é muito docinha —
Claro que a gente trepou, não só naquele dia, mas em muitos outros também. Por um tempo, foi o único cara com quem eu me deitava, além do Ignacio, é claro. Até ia tomar mate com ele mesmo sem precisar ir pro Estúdio.
Desde o começo eu sabia que ele era casado. Ele nunca tentou esconder isso de mim. Uma vez até a esposa apareceu no meio do foda. Mas mesmo nos encontrando pelados na cama dele, não fez escândalo, acho que por já estar acostumada a levar chifre. A única coisa que me disse quando fui embora foi:
—Então você é a putinha da vez —
Viro e encaro ela, concordando:
—Sim, sou a putinha dele... —
—Cada vez esse cara pega umas novinhas mais novas — ela finaliza, virando as costas e indo embora, sem falar mais nada.
Naquela época, ano 2002, a gente ainda tava sofrendo os reflexos do ano anterior. Ele tava desempregado e quem trazia dinheiro pra casa era ela, e mesmo assim ele traía ela na cara dura. Por isso a gente continuou o rolo por um bom tempo, sem a esposa se intrometer, até que, por umas férias que tirei com o Ignacio, fiquei umas duas ou três semanas sem ir. Quando voltei, quase um mês depois, ele já não tava mais. Perguntei no hotel, mas ninguém sabia de nada. Parece que tinham ido embora escondidos porque deviam meses de aluguel.
Conto tudo isso porque, depois de tanto tempo, de quase ter esquecido, de ter arquivado a lembrança dele num canto remoto da minha memória, eu vi ele de novo.
Foi só um segundo, um instante. Eu tava de táxi indo pra um dos tantos cursos que a Companhia dá, quando vejo ele parado num semáforo esperando a luz mudar. Podia ter estado Olhando para o lado, até podia ter piscado ou me distraído com o celular, mas não, o Destino parecia ter reservado aquele lugar e aquela hora pra gente se reencontrar.
Minha reação foi espontânea.
— Pára, pára! — consegui gritar pro taxista antes que ele virasse na próxima avenida.
Pago a corrida e, sem esperar o troco, saio do táxi pra ir ao encontro do meu passado. Por sorte, o sinal ainda não tinha fechado.
— Uruguaio? — pergunto devagar, com calma, com medo de ter me enganado.
Mas não me engano, ele tá bem mais envelhecido, claro, mais desgastado, mas é ele.
— Uruguaio! — exclamo eufórica ao confirmar que tô certa, que é meu amante.
— Mônica! — ele também se surpreende.
Uma parte de mim se alegra que ele lembre do meu nome, mesmo que seja um falso.
— Sem o mate e a garrafa térmica, custei a te reconhecer — brinco.
— Bom, você sabe que a garrafa térmica eu sempre carrego comigo — ele responde.
Sim, esse é o Uruguaio que eu lembro.
Naquela época ele tinha uns 35, então agora deve ter uns 50. O tempo passou pra nós dois, mas nele deu pra notar mais.
— Vamos tomar alguma coisa? — falo, não só querendo evitar a multidão ao redor, mas porque a gente também tava devendo uma conversa.
Vamos a um café que fica no meio da quadra. Lá conto das vezes que fiquei de plantão na porta da casa onde ele morava, de como cheguei a dar meu número de telefone pra todos os vizinhos dele, caso soubessem de alguma coisa. Das minhas tentativas inúteis de procurá-lo, tendo como única pista que chamavam ele de Uruguaio.
— Sempre me arrependi de não ter te dado meu nome, pelo menos teria sido mais fácil — ele faz uma pausa e, estendendo a mão, se apresenta com o nome completo.
Finalmente, depois de quinze anos, descubro que ele se chama Agustín.
— Te imaginava mais como um Wilson, Walter ou Washington, mas Agustín eu gosto — falo apertando a mão dele e, sem soltar, acrescento: — E a propósito, sou Mariela, não Mônica. Ele olha surpreso.
—Coisas de garota, eu brincava de ser outra — confesso.
—É inacreditável que a gente só vá se conhecer agora, depois de todo esse tempo — observa.
—E depois de tudo que a gente transou, né? — observo eu.
—Você ainda está com sua esposa? — pergunto depois de mais uma rodada de café.
—É a única que me aguenta — ele confirma — E você? Imagino que tenha se casado.
—Casei e tenho um filho, olha — digo, mostrando as fotos no celular — Ele se chama Rodrigo, aqui está no último aniversário dele, aqui com o pai, aqui na primeira vez na água...
De repente, eu me interrompo, olho para ele com nostalgia e, absolutamente segura e convencida de cada palavra que vou dizer em seguida, falo:
—Uruguaio, talvez pareça loucura depois de tanto tempo, mas... Vamos para um hotel?
—É o que eu tô querendo desde que a gente se encontrou — ele confirma com aquele sorriso perverso que eu conhecia tão bem.
Ele está sem grana, então eu pago a conta. Estamos numa época em que a igualdade de gênero prevalece, então não tem nenhum demérito uma mulher pagar o hotel.
Entramos no quarto e é como entrar numa máquina do tempo. O Uruguaio tinha estado ausente das minhas lembranças por todos aqueles anos, mas ao ficarmos ali sozinhos, é como se tivessem se passado apenas alguns dias.
A memória do corpo não esquece. Reconheço o gosto dele, a potência, a firmeza dos músculos, a luxúria que emana de cada poro.
A gente se dá um beijo longo e gostoso, celebrando a magia daquele reencontro. E é só quando estou nos braços dele que percebo o quanto senti falta.
Nós nos despimos e deitamos um sobre o outro, ele por cima de mim, nos esfregando, nos acariciando, nos deixando levar por aqueles sentimentos que nos colocavam de volta naquele quartinho de Tacuarí.
Devagar, quase pedindo permissão, ele desliza uma mão pela minha barriga e, indo ainda mais além, enfia dois dedos na minha buceta, iniciando aquele movimento que ele sabe. Isso me deixa louca.
Entre gemidos ofegantes, seguro no pau dele e bato uma com força, mal contendo aquela potência viril que já anuncia o melhor desse mundo.
Esse era um dos nossos jogos favoritos. Bater uma. Ele batia pra mim, e eu batia pra ele. Às vezes, até depois de termos transado até cansar, a gente se masturbava como se estivesse começando de novo.
Agora a gente fazia a mesma coisa: os dedos dele enfiados no meu corpo, os meus agarrando a ereção dele, olhando nos olhos um do outro, compartilhando até os suspiros.
A gente se beija de novo, intenso, quase agressivo, como se quisesse recuperar de uma vez todos aqueles beijos que a gente tinha perdido.
Entre beijos e lambidas, ele percorre meus peitos, minha barriga, o triângulo de pelinhos que enfeita minha buceta, até se posicionar na frente da parte do meu corpo que mais sentiu falta dele.
O jeito que ele chupa minha buceta me faz confirmar mais uma vez tudo o que eu lembrava dele. Ele tem uma língua deliciosa, um pincel delicado que vai traçando os detalhes mais sutis e excitantes.
Eu abro as pernas e me entrego pra aproveitar a boca dele, me rendendo por completo a esse ritual gostoso que me mergulha no mais perfeito dos prazeres.
Eu agarro meus peitos e aperto com força de tanta tesão que tô, tentando sublimar essa enxurrada de emoções que bagunça meus sentidos.
— Cê ainda chupa tão gostoso a bombilla? — ele pergunta depois de deixar minha buceta no ponto exato de fervura.
Ele se levanta e, se firmando dominador, derrama na minha frente a exuberância em carne viva.
Não era só reencontrar o Uruguaio, mas também aquela porra linda e bruta que tinha me enchido de felicidade em momentos tão confusos.
Lembro do impacto que foi, aos meus 20 anos, me deparar com algo assim. Já tinha tido outras experiências antes, mas a do Uruguaio foi o pau mais grande que eu tive que encarar até aquele momento. Era uma monstruosidade. Grosso, comprido e com um par de bolas que não ficava atrás. com o resto, não foi estranho que eu acabasse me tornando a putinha dele, exatamente como a própria esposa dele me batizou. Talvez por isso mesmo ela resistia em deixá-lo e até tolerava as infidelidades dele. Uma pica dessas não se encontra todo dia.
Mas devo admitir que tive sorte, a do Uruguaio era só um capricho, uma aventura. Ao vê-lo na janela, com o termo e o mate, jamais imaginaria que ele teria tamanho prodígio entre as pernas. Por isso, assim que provei, já me foi impossível largá-lo.
Como quem reencontra um velho e querido amigo, encho-o de beijos, percorrendo-o de cima a baixo, contaminando meus lábios com aquela mornidão que me é tão tentadora. Vou comendo ele aos poucos, saboreando cada pedaço, enchendo o paladar com aquela dureza excitante que parece prestes a rasgar os cantos da minha boca.
Sentir de novo aquela pulsação quase animal pulsando na minha garganta me toma de paixão e luxúria, tornando-me novamente presa do magnetismo irresistível que o Uruguaio irradia em mim.
Quando solto ele, já sentindo a boca toda dormente, a pica fica vibrando no ar, encharcada na minha própria saliva e naquele fluido dele que já tinha começado a jorrar abundantemente. Passo a língua pelos lábios saboreando aquele elixir pegajoso com o qual já me empanturrava aos meus vinte anos.
Pego uma camisinha, abro e coloco nela, depois subo em cima dele e, abrindo os lábios da minha buceta com meus próprios dedos, vou me enfiando aos poucos naquela massa volumosa de carne que parece engrossar ainda mais dentro de mim.
O Uruguaio me recebe segurando minha cintura e chupando meus peitos, fazendo com que os mamilos fiquem ainda mais duros e a temperatura da minha pele suba quase até o ponto de febre.
Já bem firmada naquele trono de prazer, me movo para cima e para baixo, aproveitando demais aquele preenchimento completo, total, absoluto ao qual a pica dele sempre me submeteu. Sinto pulsar nos confins da minha buceta, me dando aquela felicidade e satisfação que não se compara a nada neste mundo.
Procuro a boca dele pra beijar enquanto me derreto entre seus braços, me deixando levar por essa orgia de sensações que me colocam no topo da glória. Agora é ele quem se move, pra dentro e pra fora, batendo com toda a bacia cada vez que chega no fundo.
Beijo ele de novo com ainda mais vontade, chupando seus lábios e língua, e entre gemidos roucos de prazer, sussurro no ouvido dele:
— Me fode... me fode gostoso, igual você sempre me fodeu!
Com minha aprovação, ele me vira de costas e com um único movimento se encaixa entre minhas pernas, virando Amo e Senhor, dominador absoluto do que vai acontecer comigo agora.
— Isso... me fode... me arrebenta toda! — falo igual eu falava naquela época, quando faminta de sexo me entregava a ele sem hesitar nem fazer concessões.
Agarro ele pela bunda, cravando as unhas, e puxo ele pra perto de mim, como se quisesse fundir ele dentro de mim. Não quero só o pau dele, quero os ovos, a porra, as veias, quero tudo, quero sentir ele o mais fundo possível, me enchendo toda com essa virilidade impressionante.
Agora nada mais segura ele, e mesmo que minha inocência tenha ficado lá atrás, há muito tempo, por um momento volto a ser aquela garotinha que buscava no sexo a satisfação que não conseguia em outras áreas da vida.
Quando ele me coloca de quatro e me come por trás, aí sim ele mostra que, apesar dos anos, não perdeu nada do vigor sexual. Ele me sacode e me remexe na base da pica, amassando minhas nádegas com as mãos sem parar de me meter uma vez atrás da outra, me rasgando até a alma a cada estocada. E assim, no meio daquela porrada violenta, eu gozo o que não gozei com ele durante esses quinze anos, aqueles gozos que estavam esperando por ele, pulsando por um reencontro que eu nunca imaginei ser possível.
Fico um bom tempo tremendo e gemendo, quase soluçando, enquanto ele continua com suas descargas, violentas e incontroláveis, me guiando sem escalas para um novo estouro. Dessa vez gozamos juntos, transando de um jeito épico, sentindo que não poderíamos estar mais unidos do que naquele momento, nos devorando de beijos enquanto nos dissolvemos um dentro do outro.
Naquela época, apesar de nos matarmos de tanto foder, teve uma coisa que o Uruguaio não conseguiu fazer em mim: o cu. Eu tinha medo, parecia tão grande, tão grossa, que temia que fosse me rasgar, embora depois entendesse que, para ele me comer, teria que me rasgar de qualquer jeito. Mas, apesar das minhas recusas e hesitações iniciais, eu sabia que mais cedo ou mais tarde seria o Uruguaio quem ia inaugurar aquela nova entrada no meu corpo. Pelo menos era o que eu queria, apesar do medo lógico de entregar uma parte tão sensível de mim. Mas esse momento nunca chegou, como contei antes, o Uruguaio e a esposa sumiram sem deixar rastro antes de realizar meu desejo. No fim, quem acabou arrombando meu cu foi um sujeito qualquer que eu peguei numa viagem de metrô. Mas, em relação ao Uruguaio e minha bunda, eu sentia que tinha uma dívida a pagar entre nós. Por isso, enquanto nos beijávamos e nos mimávamos como se a separação nunca tivesse acontecido, fui me virando até ficar de costas para ele, de conchinha, esfregando a raba no pau dele que, depois daqueles beijos apaixonados, voltava a endurecer de um jeito que transbordava vigor e masculinidade por cada veia.
— Acho que essa bunda minúscula tá pedindo por um pau — ele sussurra no meu ouvido, se aninhando ainda mais contra mim.
— Ela esperou por você por quinze anos — confesso, sentindo ele deslizar os dedos pela minha racha.
— Parece que alguém já chegou na minha frente — ele nota ao enfiar um dedo e explorar aquela área do meu corpo que até então tinha sido esquiva pra ele.
"Vários", penso, mas óbvio que não falo.
Mesmo assim, e apesar de não ser o primeiro a desvirginar minha bunda, Enfia outro dedo em mim e começa a fazer as tarefas de relaxamento de sempre. Claro que ele não precisa se esforçar muito pra meus esfíncteres dilatarem como se fossem de borracha.
Coloca outra camisinha e, esfregando a pica no gel lubrificante que vem com os preservativos, avança em mim com firmeza e decisão.
Fecho os olhos e mordo o lábio inferior ao sentir a cabeça grossa se acomodando entre minhas nádegas. Se ele tivesse me comido naqueles tempos de Tacuarí, com certeza me causaria umas fissuras, mas hoje em dia tanta água passou por baixo da ponte que, além de um desconforto momentâneo, a porra do Uruguaio me encaixa perfeitamente.
Nunca perguntei, mas por ser charrúa sempre imaginei que o Uruguaio devia ter ancestrais negros, como muita gente daquele país, senão não se explica o que ele ostenta entre as pernas.
Ele me vira de bruços e, deitando sobre minhas costas, começa a me comer com estocadas longas e profundas, arrastando tudo que encontra pelo caminho. Parece que metade do meu corpo vai junto com ele, pra depois ele enfiar tudo de novo a cada movimento. Assim ele me mantém presa contra o colchão, me esmagando com o corpo pesado e maciço, enchendo minha bunda de carne, entubando ela sob pressão, uma vez e outra, sem pausa nem respiro.
Moendo meu cu na base da pica, o Uruguaio desliza uma mão por baixo do meu corpo e, enfiando uns dedos na minha buceta, faz uma punheta brutal no ritmo das bombadas dele. Depois tira os dedos e, sem parar de me comer, faz eu chupá-los, provando assim meu próprio tesão impregnado na pele dele.
Dessa vez eu gozo primeiro, me contorcendo debaixo do corpo dele, sentindo pouco depois, entre meus esfíncteres, que ele também atinge o clímax.
É glorioso e impactante sentir como, apesar da contenção da camisinha, te gozam dentro. Sentir a força, o ímpeto, o poder de uma boa gozada. A descarga não tem preço. E menos ainda uma do Uruguaio.
Quando sai de mim, me viro e procuro ansiosa a boca dele pra beijar com aquela paixão que tinha renascido entre nós.
— Como eu sentia falta dessas gozadas, Uruguaio! — falo, me sentindo ainda abalada.
— E eu sentia falta desses peitos! — ele diz, apertando eles com as mãos e enchendo eles de beijos.
Naquele momento, senti que estávamos dando um fechamento na nossa história, que o nosso era coisa do passado, um romance de outro tempo.
Depois da putaria do momento, percebi que ele já não era mais o Uruguaio de antes, nem eu a garota doce, tímida e insegura que tinha caído nas garras dele. A gente tinha mudado, como é lógico e natural, e mesmo sem saber o que pode rolar entre nós, agradeço ao destino por ter me dado a chance de dar mais uma trepada com alguém que marcou tanto minha juventude. O que eu daria pra ter a mesma oportunidade com meu tio Carlos ou com o Ernesto, homens que também deixaram a marca deles em mim.
A todos eles, serei eternamente grata.
Fui fiel ao Nacho até onde deu. A primeira vez que eu meti chifre nele foi num fim de semana que fomos pro sítio que os pais dele tinham em Brandsen. Eu comi o capataz e, apesar de ter curtido, depois me arrependi e me senti culpada, chegando a prometer pra mim mesma que não ia repetir a dose. E por um tempo foi assim. Mas aí ele apareceu...
O Escritório de Contabilidade ficava em San Telmo. Eu ainda morava com meus pais em San Justo, então pegava o 126 pra chegar lá. Descia depois da Nueve de Julio e caminhava o resto. Durante um tempo, tudo seguiu normal, sem problemas, até que um belo dia, da janela de uma casa na Tacuarí, quase na San Juan, um cara começa a gritar um monte de putaria pra mim. Não lembro agora as barbaridades que ele falava, mas vocês já devem imaginar. Porém, o mais surpreendente é que ele só falava aquilo pra mim. Passavam outras mulheres, mas, além de um assobio ou outro, era pra mim que ele dedicava aqueles elogios safados.
O tal cara tava sempre na janela, encostado no parapeito, tomando mate, de bermuda e camiseta. Sempre na hora que eu passava, sem falta.
Claro que eu podia ter evitado ele, só atravessando a rua ou indo por outra calçada, mas tinha alguma coisa naqueles modos grossos que me atraía. Até que finalmente aconteceu o que tinha que acontecer, o que nós dois queríamos que rolasse.
— E aí, gostosa, quando é que você vem tomar uns mates aqui? Tô com o termo cheio só pra você — ele me disse naquele dia. Os planetas se alinharam pra que naquele momento a gente ficasse sozinho naquele lado da rua. Se tivesse gente, eu ia ficar com vergonha e nunca teria coragem de responder qualquer insinuação dele.
— Olha que eu gosto doce — falei, parando do lado da janela dele, sentindo que ficava toda vermelha.
Sempre me sentia meio inibida nesses momentos de sedução, meio envergonhada, claro que depois me soltava e não sobrava nada de tímida.
— Se você aceitar um mate, não me importo de cometer o sacrilégio de colocar açúcar — ele responde, me olhando como se fosse pular na minha jugular a qualquer momento.
Olho tentando adivinhar por onde devo entrar, até que ele mesmo me indica:
— Por ali, a primeira porta à direita.
Não hesito, entro decidida. Quando chego, ele já está me esperando com a porta aberta, vestindo como já é normal nele, bermuda e uma regata que deixa à mostra uns bíceps bem definidos.
— Já era hora, achei que nunca ia se decidir, bebê — ele fala, fechando a porta atrás de mim, me trancando com ele, e mesmo estando num lugar desconhecido, com um completo estranho, não sinto medo, nem um pingo de receio.
— Não é fácil, a gente nem se conhece — falo.
— Uruguaio — ele diz, estendendo a mão, como apresentação.
— M... Mônica — falo, apertando a mão dele.
Não sei por quê, mas não digo meu nome, talvez porque uma parte de mim ainda tentava ser fiel ao Ignacio? Ser Mônica era um jeito de não reconhecer essa nova recaída.
— Só Uruguaio? — pergunto, curiosa.
— Só Uruguaio — ele confirma, me oferecendo um mate.
— Doce? — pergunto.
— Doce que nem você — ele responde.
— E como sabe que sou doce? — rebato.
— Tem razão, teria que provar — ele fala com um sorriso malicioso.
Termino o mate e devolvo pra ele.
— Valeu, mas já tenho que ir — falo, virando pra porta, mas não falo sério. Nem consigo pegar a mochila que tinha deixado no chão quando entrei. Uma cadeira.
—Tá querendo ir embora mesmo? — ele me pergunta, me segurando antes que eu chegue na porta, me encurralando contra ela, me apertando de um jeito que sinto a pica dura dele.
Suspiro. Agitação. Tesão.
—Não, não quero ir — foi minha resposta.
Ele me abraça e, sem nenhuma resistência da minha parte, me beija, sentenciando depois do beijo:
—Viu que eu tava certo? Você é muito docinha —
Claro que a gente trepou, não só naquele dia, mas em muitos outros também. Por um tempo, foi o único cara com quem eu me deitava, além do Ignacio, é claro. Até ia tomar mate com ele mesmo sem precisar ir pro Estúdio.
Desde o começo eu sabia que ele era casado. Ele nunca tentou esconder isso de mim. Uma vez até a esposa apareceu no meio do foda. Mas mesmo nos encontrando pelados na cama dele, não fez escândalo, acho que por já estar acostumada a levar chifre. A única coisa que me disse quando fui embora foi:
—Então você é a putinha da vez —
Viro e encaro ela, concordando:
—Sim, sou a putinha dele... —
—Cada vez esse cara pega umas novinhas mais novas — ela finaliza, virando as costas e indo embora, sem falar mais nada.
Naquela época, ano 2002, a gente ainda tava sofrendo os reflexos do ano anterior. Ele tava desempregado e quem trazia dinheiro pra casa era ela, e mesmo assim ele traía ela na cara dura. Por isso a gente continuou o rolo por um bom tempo, sem a esposa se intrometer, até que, por umas férias que tirei com o Ignacio, fiquei umas duas ou três semanas sem ir. Quando voltei, quase um mês depois, ele já não tava mais. Perguntei no hotel, mas ninguém sabia de nada. Parece que tinham ido embora escondidos porque deviam meses de aluguel.
Conto tudo isso porque, depois de tanto tempo, de quase ter esquecido, de ter arquivado a lembrança dele num canto remoto da minha memória, eu vi ele de novo.
Foi só um segundo, um instante. Eu tava de táxi indo pra um dos tantos cursos que a Companhia dá, quando vejo ele parado num semáforo esperando a luz mudar. Podia ter estado Olhando para o lado, até podia ter piscado ou me distraído com o celular, mas não, o Destino parecia ter reservado aquele lugar e aquela hora pra gente se reencontrar.
Minha reação foi espontânea.
— Pára, pára! — consegui gritar pro taxista antes que ele virasse na próxima avenida.
Pago a corrida e, sem esperar o troco, saio do táxi pra ir ao encontro do meu passado. Por sorte, o sinal ainda não tinha fechado.
— Uruguaio? — pergunto devagar, com calma, com medo de ter me enganado.
Mas não me engano, ele tá bem mais envelhecido, claro, mais desgastado, mas é ele.
— Uruguaio! — exclamo eufórica ao confirmar que tô certa, que é meu amante.
— Mônica! — ele também se surpreende.
Uma parte de mim se alegra que ele lembre do meu nome, mesmo que seja um falso.
— Sem o mate e a garrafa térmica, custei a te reconhecer — brinco.
— Bom, você sabe que a garrafa térmica eu sempre carrego comigo — ele responde.
Sim, esse é o Uruguaio que eu lembro.
Naquela época ele tinha uns 35, então agora deve ter uns 50. O tempo passou pra nós dois, mas nele deu pra notar mais.
— Vamos tomar alguma coisa? — falo, não só querendo evitar a multidão ao redor, mas porque a gente também tava devendo uma conversa.
Vamos a um café que fica no meio da quadra. Lá conto das vezes que fiquei de plantão na porta da casa onde ele morava, de como cheguei a dar meu número de telefone pra todos os vizinhos dele, caso soubessem de alguma coisa. Das minhas tentativas inúteis de procurá-lo, tendo como única pista que chamavam ele de Uruguaio.
— Sempre me arrependi de não ter te dado meu nome, pelo menos teria sido mais fácil — ele faz uma pausa e, estendendo a mão, se apresenta com o nome completo.
Finalmente, depois de quinze anos, descubro que ele se chama Agustín.
— Te imaginava mais como um Wilson, Walter ou Washington, mas Agustín eu gosto — falo apertando a mão dele e, sem soltar, acrescento: — E a propósito, sou Mariela, não Mônica. Ele olha surpreso.
—Coisas de garota, eu brincava de ser outra — confesso.
—É inacreditável que a gente só vá se conhecer agora, depois de todo esse tempo — observa.
—E depois de tudo que a gente transou, né? — observo eu.
—Você ainda está com sua esposa? — pergunto depois de mais uma rodada de café.
—É a única que me aguenta — ele confirma — E você? Imagino que tenha se casado.
—Casei e tenho um filho, olha — digo, mostrando as fotos no celular — Ele se chama Rodrigo, aqui está no último aniversário dele, aqui com o pai, aqui na primeira vez na água...
De repente, eu me interrompo, olho para ele com nostalgia e, absolutamente segura e convencida de cada palavra que vou dizer em seguida, falo:
—Uruguaio, talvez pareça loucura depois de tanto tempo, mas... Vamos para um hotel?
—É o que eu tô querendo desde que a gente se encontrou — ele confirma com aquele sorriso perverso que eu conhecia tão bem.
Ele está sem grana, então eu pago a conta. Estamos numa época em que a igualdade de gênero prevalece, então não tem nenhum demérito uma mulher pagar o hotel.
Entramos no quarto e é como entrar numa máquina do tempo. O Uruguaio tinha estado ausente das minhas lembranças por todos aqueles anos, mas ao ficarmos ali sozinhos, é como se tivessem se passado apenas alguns dias.
A memória do corpo não esquece. Reconheço o gosto dele, a potência, a firmeza dos músculos, a luxúria que emana de cada poro.
A gente se dá um beijo longo e gostoso, celebrando a magia daquele reencontro. E é só quando estou nos braços dele que percebo o quanto senti falta.
Nós nos despimos e deitamos um sobre o outro, ele por cima de mim, nos esfregando, nos acariciando, nos deixando levar por aqueles sentimentos que nos colocavam de volta naquele quartinho de Tacuarí.
Devagar, quase pedindo permissão, ele desliza uma mão pela minha barriga e, indo ainda mais além, enfia dois dedos na minha buceta, iniciando aquele movimento que ele sabe. Isso me deixa louca.
Entre gemidos ofegantes, seguro no pau dele e bato uma com força, mal contendo aquela potência viril que já anuncia o melhor desse mundo.
Esse era um dos nossos jogos favoritos. Bater uma. Ele batia pra mim, e eu batia pra ele. Às vezes, até depois de termos transado até cansar, a gente se masturbava como se estivesse começando de novo.
Agora a gente fazia a mesma coisa: os dedos dele enfiados no meu corpo, os meus agarrando a ereção dele, olhando nos olhos um do outro, compartilhando até os suspiros.
A gente se beija de novo, intenso, quase agressivo, como se quisesse recuperar de uma vez todos aqueles beijos que a gente tinha perdido.
Entre beijos e lambidas, ele percorre meus peitos, minha barriga, o triângulo de pelinhos que enfeita minha buceta, até se posicionar na frente da parte do meu corpo que mais sentiu falta dele.
O jeito que ele chupa minha buceta me faz confirmar mais uma vez tudo o que eu lembrava dele. Ele tem uma língua deliciosa, um pincel delicado que vai traçando os detalhes mais sutis e excitantes.
Eu abro as pernas e me entrego pra aproveitar a boca dele, me rendendo por completo a esse ritual gostoso que me mergulha no mais perfeito dos prazeres.
Eu agarro meus peitos e aperto com força de tanta tesão que tô, tentando sublimar essa enxurrada de emoções que bagunça meus sentidos.
— Cê ainda chupa tão gostoso a bombilla? — ele pergunta depois de deixar minha buceta no ponto exato de fervura.
Ele se levanta e, se firmando dominador, derrama na minha frente a exuberância em carne viva.
Não era só reencontrar o Uruguaio, mas também aquela porra linda e bruta que tinha me enchido de felicidade em momentos tão confusos.
Lembro do impacto que foi, aos meus 20 anos, me deparar com algo assim. Já tinha tido outras experiências antes, mas a do Uruguaio foi o pau mais grande que eu tive que encarar até aquele momento. Era uma monstruosidade. Grosso, comprido e com um par de bolas que não ficava atrás. com o resto, não foi estranho que eu acabasse me tornando a putinha dele, exatamente como a própria esposa dele me batizou. Talvez por isso mesmo ela resistia em deixá-lo e até tolerava as infidelidades dele. Uma pica dessas não se encontra todo dia.
Mas devo admitir que tive sorte, a do Uruguaio era só um capricho, uma aventura. Ao vê-lo na janela, com o termo e o mate, jamais imaginaria que ele teria tamanho prodígio entre as pernas. Por isso, assim que provei, já me foi impossível largá-lo.
Como quem reencontra um velho e querido amigo, encho-o de beijos, percorrendo-o de cima a baixo, contaminando meus lábios com aquela mornidão que me é tão tentadora. Vou comendo ele aos poucos, saboreando cada pedaço, enchendo o paladar com aquela dureza excitante que parece prestes a rasgar os cantos da minha boca.
Sentir de novo aquela pulsação quase animal pulsando na minha garganta me toma de paixão e luxúria, tornando-me novamente presa do magnetismo irresistível que o Uruguaio irradia em mim.
Quando solto ele, já sentindo a boca toda dormente, a pica fica vibrando no ar, encharcada na minha própria saliva e naquele fluido dele que já tinha começado a jorrar abundantemente. Passo a língua pelos lábios saboreando aquele elixir pegajoso com o qual já me empanturrava aos meus vinte anos.
Pego uma camisinha, abro e coloco nela, depois subo em cima dele e, abrindo os lábios da minha buceta com meus próprios dedos, vou me enfiando aos poucos naquela massa volumosa de carne que parece engrossar ainda mais dentro de mim.
O Uruguaio me recebe segurando minha cintura e chupando meus peitos, fazendo com que os mamilos fiquem ainda mais duros e a temperatura da minha pele suba quase até o ponto de febre.
Já bem firmada naquele trono de prazer, me movo para cima e para baixo, aproveitando demais aquele preenchimento completo, total, absoluto ao qual a pica dele sempre me submeteu. Sinto pulsar nos confins da minha buceta, me dando aquela felicidade e satisfação que não se compara a nada neste mundo.
Procuro a boca dele pra beijar enquanto me derreto entre seus braços, me deixando levar por essa orgia de sensações que me colocam no topo da glória. Agora é ele quem se move, pra dentro e pra fora, batendo com toda a bacia cada vez que chega no fundo.
Beijo ele de novo com ainda mais vontade, chupando seus lábios e língua, e entre gemidos roucos de prazer, sussurro no ouvido dele:
— Me fode... me fode gostoso, igual você sempre me fodeu!
Com minha aprovação, ele me vira de costas e com um único movimento se encaixa entre minhas pernas, virando Amo e Senhor, dominador absoluto do que vai acontecer comigo agora.
— Isso... me fode... me arrebenta toda! — falo igual eu falava naquela época, quando faminta de sexo me entregava a ele sem hesitar nem fazer concessões.
Agarro ele pela bunda, cravando as unhas, e puxo ele pra perto de mim, como se quisesse fundir ele dentro de mim. Não quero só o pau dele, quero os ovos, a porra, as veias, quero tudo, quero sentir ele o mais fundo possível, me enchendo toda com essa virilidade impressionante.
Agora nada mais segura ele, e mesmo que minha inocência tenha ficado lá atrás, há muito tempo, por um momento volto a ser aquela garotinha que buscava no sexo a satisfação que não conseguia em outras áreas da vida.
Quando ele me coloca de quatro e me come por trás, aí sim ele mostra que, apesar dos anos, não perdeu nada do vigor sexual. Ele me sacode e me remexe na base da pica, amassando minhas nádegas com as mãos sem parar de me meter uma vez atrás da outra, me rasgando até a alma a cada estocada. E assim, no meio daquela porrada violenta, eu gozo o que não gozei com ele durante esses quinze anos, aqueles gozos que estavam esperando por ele, pulsando por um reencontro que eu nunca imaginei ser possível.
Fico um bom tempo tremendo e gemendo, quase soluçando, enquanto ele continua com suas descargas, violentas e incontroláveis, me guiando sem escalas para um novo estouro. Dessa vez gozamos juntos, transando de um jeito épico, sentindo que não poderíamos estar mais unidos do que naquele momento, nos devorando de beijos enquanto nos dissolvemos um dentro do outro.
Naquela época, apesar de nos matarmos de tanto foder, teve uma coisa que o Uruguaio não conseguiu fazer em mim: o cu. Eu tinha medo, parecia tão grande, tão grossa, que temia que fosse me rasgar, embora depois entendesse que, para ele me comer, teria que me rasgar de qualquer jeito. Mas, apesar das minhas recusas e hesitações iniciais, eu sabia que mais cedo ou mais tarde seria o Uruguaio quem ia inaugurar aquela nova entrada no meu corpo. Pelo menos era o que eu queria, apesar do medo lógico de entregar uma parte tão sensível de mim. Mas esse momento nunca chegou, como contei antes, o Uruguaio e a esposa sumiram sem deixar rastro antes de realizar meu desejo. No fim, quem acabou arrombando meu cu foi um sujeito qualquer que eu peguei numa viagem de metrô. Mas, em relação ao Uruguaio e minha bunda, eu sentia que tinha uma dívida a pagar entre nós. Por isso, enquanto nos beijávamos e nos mimávamos como se a separação nunca tivesse acontecido, fui me virando até ficar de costas para ele, de conchinha, esfregando a raba no pau dele que, depois daqueles beijos apaixonados, voltava a endurecer de um jeito que transbordava vigor e masculinidade por cada veia.
— Acho que essa bunda minúscula tá pedindo por um pau — ele sussurra no meu ouvido, se aninhando ainda mais contra mim.
— Ela esperou por você por quinze anos — confesso, sentindo ele deslizar os dedos pela minha racha.
— Parece que alguém já chegou na minha frente — ele nota ao enfiar um dedo e explorar aquela área do meu corpo que até então tinha sido esquiva pra ele.
"Vários", penso, mas óbvio que não falo.
Mesmo assim, e apesar de não ser o primeiro a desvirginar minha bunda, Enfia outro dedo em mim e começa a fazer as tarefas de relaxamento de sempre. Claro que ele não precisa se esforçar muito pra meus esfíncteres dilatarem como se fossem de borracha.
Coloca outra camisinha e, esfregando a pica no gel lubrificante que vem com os preservativos, avança em mim com firmeza e decisão.
Fecho os olhos e mordo o lábio inferior ao sentir a cabeça grossa se acomodando entre minhas nádegas. Se ele tivesse me comido naqueles tempos de Tacuarí, com certeza me causaria umas fissuras, mas hoje em dia tanta água passou por baixo da ponte que, além de um desconforto momentâneo, a porra do Uruguaio me encaixa perfeitamente.
Nunca perguntei, mas por ser charrúa sempre imaginei que o Uruguaio devia ter ancestrais negros, como muita gente daquele país, senão não se explica o que ele ostenta entre as pernas.
Ele me vira de bruços e, deitando sobre minhas costas, começa a me comer com estocadas longas e profundas, arrastando tudo que encontra pelo caminho. Parece que metade do meu corpo vai junto com ele, pra depois ele enfiar tudo de novo a cada movimento. Assim ele me mantém presa contra o colchão, me esmagando com o corpo pesado e maciço, enchendo minha bunda de carne, entubando ela sob pressão, uma vez e outra, sem pausa nem respiro.
Moendo meu cu na base da pica, o Uruguaio desliza uma mão por baixo do meu corpo e, enfiando uns dedos na minha buceta, faz uma punheta brutal no ritmo das bombadas dele. Depois tira os dedos e, sem parar de me comer, faz eu chupá-los, provando assim meu próprio tesão impregnado na pele dele.
Dessa vez eu gozo primeiro, me contorcendo debaixo do corpo dele, sentindo pouco depois, entre meus esfíncteres, que ele também atinge o clímax.
É glorioso e impactante sentir como, apesar da contenção da camisinha, te gozam dentro. Sentir a força, o ímpeto, o poder de uma boa gozada. A descarga não tem preço. E menos ainda uma do Uruguaio.
Quando sai de mim, me viro e procuro ansiosa a boca dele pra beijar com aquela paixão que tinha renascido entre nós.
— Como eu sentia falta dessas gozadas, Uruguaio! — falo, me sentindo ainda abalada.
— E eu sentia falta desses peitos! — ele diz, apertando eles com as mãos e enchendo eles de beijos.
Naquele momento, senti que estávamos dando um fechamento na nossa história, que o nosso era coisa do passado, um romance de outro tempo.
Depois da putaria do momento, percebi que ele já não era mais o Uruguaio de antes, nem eu a garota doce, tímida e insegura que tinha caído nas garras dele. A gente tinha mudado, como é lógico e natural, e mesmo sem saber o que pode rolar entre nós, agradeço ao destino por ter me dado a chance de dar mais uma trepada com alguém que marcou tanto minha juventude. O que eu daria pra ter a mesma oportunidade com meu tio Carlos ou com o Ernesto, homens que também deixaram a marca deles em mim.
A todos eles, serei eternamente grata.
25 comentários - O Uruguaio...
Vn mis 10 puntines, como siempre.......
Ése era uno de nuestros juegos predilectos. Masturbarnos."
"...me recorre las tetas, el vientre, el triángulito de vello que me adorna el pubis, hasta situarse frente a la parte de mi cuerpo que más lo había extrañado"[/i]
Que delicia reencontrarse con alguien con quien hay "recuerdos sexuales", porque hay conocimiento mutuo y eso es maravilloso
"...le agradezco al destino por haberme dado la oportunidad de volverme a echar un polvo , con alguien que marcó tan fuerte mi juventud. Lo que daría por tener la misma chance con mi tío Carlos o con Ernesto, hombres que también dejaron su huella en mí.
A todos ellos les estaré eternamente agradecida."[/i]
Me encanta esa forma de ser tuya, eres agradecida con quienes te dieron algo en el pasado, y eso te engrandece como persona, más allá de que en la historia es solo un personaje.[/i]
"En esa época andaba por los 35, por lo que ahora debe tener ya 50"[/i]
Me encantan esas relaciones entre persona con harta diferencia de edad, ya sea hombre mayor con mujer menor o veceversa...MARAVILLOSO!!
FELICITACIONES querida Mary, excelente y muy excitante relato, como solo tú sabes hacerlo, por eso me fascinan y erotizan tanto tus "garche-aventuras" nadie escribe como tu linda, y lo digo muy en serio.
Se agradece el poder disfrutarlos!! 👏 👏
Quedo anhelante a la espera del próximo, que ojalá no demore mucho porque se te extraña querida!!
Besitos 💋
LEON
Pd: creo que no soy el único que vería complacido una foto tuya de espaldas. Ese culo merece ser admirado. beso
¿Uruguay un pais de charrúas? No existen desendientes de charrúas en Uruguay. Existe la mísitica charrúa, que no es más que un invento. El 90% de la población de Uruguay es de ascendencia española, italiana y francesa.
Van puntos.