Te deixo os links da história toda:http://www.poringa.net/posts/relatos/2984753/Victor-el-futuro-medico---1-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984758/Victor-el-futuro-medico---2-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984778/Victor-el-futuro-medico---3-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984800/Victor-el-futuro-medico---4-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2986744/Victor-el-futuro-medico---5-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987030/Victor-el-futuro-medico---6-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987757/Victor-el-futuro-medico---7-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987786/Victor-el-futuro-medico---8-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2991976/Victor-el-futuro-medico---9-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2992000/Victor-el-futuro-medico---10-parte.html
Ano de 1978, plena ditadura militar. Eu tinha 19 anos e fazia dois que tinha me formado em Perito Mercantil. Estudava à noite no curso de Educação Física do bairro de Nuñez e morava perto da Plaza Italia, a três quadras do Zoológico. Um lugar que, quando criança, pedia aos meus pais para ir com frequência e que, desde que nos mudamos tão perto, já fazia quase seis anos, nunca mais tinha visitado.
Durante o dia, geralmente estudava, treinava para passar em alguma matéria que tinha dificuldade, ou simplesmente não fazia absolutamente nada. De vez em quando, surgia algum trampo de poucos dias em coisas relacionadas à profissão (acampamentos, animação infantil, colônias de férias, etc.), e só. Assim era minha vida naqueles anos.
Uma tarde de final de setembro, já tinha terminado fazia uns dois meses a Copa do Mundo de Futebol, entediado de ficar a tarde inteira em casa, avisei minha mãe que ia dar uma volta por lá e que, como não sabia quanto tempo ia demorar, levaria as coisas do curso. Como naquele dia (quarta-feira) era o único com todas as matérias teóricas, não precisava carregar a mochila, só um caderno e uma carteirinha com meus documentos, carteira, chaveiro e alguns materiais escolares. Naqueles anos do final dos anos 70, a gente costumava usar uma carteirinha de couro ou courino (hoje seria “couro ecológico”), porque, por causa da moda da época, as calças jeans geralmente não tinham bolsos.
Saí na rua caminhando em direção à Plaza Italia e, vendo que horas eram, 2 da tarde, achei que era uma boa ideia visitar o Jardim Zoológico que eu tanto sentia falta. Assim que passei pelo portão, mil lembranças vieram à mente, e foi então que me aproximei do mapa indicador dos vários lugares e decidi ir especialmente a três deles: o fosso dos leões, o lugar dos elefantes e a jaula das girafas. Eram três lugares que, nas minhas lembranças, pareciam mágicos. Não só pela imponência daqueles animais, mas também pelo tamanho grandioso daquelas construções, que quando eu era criança pareciam enormes pra mim.
Fui até o mais próximo, o fosso dos leões, uma construção enorme de pedra, com um fosso fundo pra eles não chegarem perto dos visitantes e um "gramadão" pra os animais passearem por lá, além de uma espécie de jaula/quarto pros felinos descansarem à noite e se protegerem de possíveis chuvas. Fiquei um tempão observando os leões, a ponto de que os poucos visitantes que estavam olhando quando cheguei lá já tinham ido pra outros cantos. Menos um deles, que estava bem na minha frente, do outro lado da construção oval, a uns trinta metros de distância. Troquei um par de olhares com ele e continuei vidrado no que tava fazendo. Quando resolvi mudar de lugar e ir pra onde estavam os elefantes, e de quebra parar na jaula dos chimpanzés, levanto a vista e não vejo o companheiro ocasional de uns minutos atrás. Varro o olhar em volta do fosso e vejo que ele tava a não menos de dez metros pra minha direita. Trocamos mais um olhar e, sem dar muita bola, fui em direção aos macacos.
A jaula dos chimpanzés era um cercado circular onde todas as jaulas se interligavam do lado de fora. Em cada uma não tinha mais que dois ou três bichos, uns mais animados que outros. Paro na frente de uma jaula onde um dos chimpanzés se mexia por todo o espaço. Percebo que a pessoa que eu tinha visto no fosso dos leões se posiciona na mesma jaula que eu, a uns dois metros de distância, de novo na minha direita.
Resolvo dar uma olhada melhor pra ver quem era. Um homem de idade indefinida entre os 20 e os 30 anos, cara de índio com lábios grossos, mestiço, bonitão, cabelo preto azulado bem cortado e penteado com uma risca do lado esquerdo da cabeça, de uma Prolixidade invejável. Imaginei que ele fosse de alguma das províncias do norte (Tucumán, Salta ou Jujuy). Bem vestido. Sapatos pretos tipo mocassim, calça social preta, camisa azul-clara de mangas compridas arregaçadas até a metade do antebraço, aberta nos dois primeiros botões, deixando à mostra parte de um peito totalmente liso, e um suéter azul sobre os ombros, com as mangas caídas sobre o peito. Carregava uma maleta preta do tipo que os visitadores médicos usam. Ele percebeu que eu estava observando, mas o olhar dele estava nos macacos. Quando decido ser eu a olhar para os chimpanzés, percebo que agora é ele quem está me observando. Finjo distração, mas sinto o olhar dele percorrendo todo o meu corpo. Eu também calçava sapatos pretos de salto e plataforma (a moda da época), uma calça jeans cinza-claro com listras verticais pretas, uma camiseta branca de manga curta com gola redonda, um caderno de anotações e minha bolsinha. Meu cabelo, castanho-escuro, bem comprido (o que me causava alguns problemas com a polícia) e penteado todo para trás, o que normalmente me dava uma risca no meio da cabeça.
De repente, o chimpanzé que não parava de se mexer para na nossa frente e começa a se tocar na rola até ter uma ereção. Nesse momento, trocamos um olhar cúmplice entre nós dois e ele sorriu para mim. O chimpanzé começa a se punhetar furiosamente até que finalmente goza com força contra a grade da jaula. Eu senti minha rola duríssima dentro da calça. Impossível esconder minha ereção, já que a moda da época eram calças justas. Decido sair dali para que os poucos visitantes não notassem o volume na minha calça. Vou me cobrindo com o caderno até chegar na jaula dos elefantes.
Ao chegar onde estavam os elefantes, observo que novamente esse homem "misterioso" estava a poucos centímetros de mim. Acho que se um dos dois se mexesse um pouquinho, ia encostar o antebraço no braço do outro. A gente tinha se posicionado bem na frente de um dos dois elefantes que tava naquele curralzão imenso. Era só nós dois ali, porque o resto dos visitantes tava do lado do outro bicho, uns trinta metros de distância. Pela primeira vez a gente trocou umas palavras e ela me fala:- "Bichão gostoso.
Sim, embora este seja um exemplar velho. O zoológico já faz vários anos que não traz animais jovens.
- "Claro, você deve ter visitado esse lugar um monte de vezes. Pra mim é a primeira vez.Pude perceber pelo sotaque dele, e por um certo jeito de usar as palavras, que não era um compatriota como pensei a princípio. Bem na hora que ia perguntar de onde ele era, o elefante começa a mijar enquanto o pauzão enorme dele começa a crescer. Como hipnotizados, viramos a cabeça na direção do bicho. Era impressionante o tamanho daquela pica, mas também era inacreditável a quantidade de litros de mijo que o elefante estava soltando. Ele estava como que possuído, olhando pra aquela porra de pau monstruoso. Me pareceu ver que até lambia os lábios com a língua ao observar semelhante pedaço de carne.
Comecei a desconfiar se esse cara era viado ou não. Naquela época não existia consciência sobre certas condições sexuais de hoje: gay, lésbica, homossexual, bissexual, heterossexual, eram palavras que não existiam no vocabulário do povo comum. Naquele tempo, se dava como certo que o "normal" era os caras gostarem de mulher e vice-versa. O cara que gostava de homem era "puto" ou "viado", e a mulher que gostava de buceta era "sapatão" ou "caminhoneira". Os homens que comiam os viados não eram considerados gays ou bissexuais, eram simplesmente "homens que comiam viados".
Quando o elefante terminou aquela mijada interminável, ele me diz:Que pica linda! Como eu queria ter uma assim…!Só dei um sorriso pra ele. Não sabia se ele tava falando que queria ter uma rola grande, porque talvez a dele fosse pequena, ou se preferia um pauzão pra chupar ou pra dar o cu. Preferi ficar na dúvida. A partir daí, como se fosse um acordo tácito entre nós dois, ele começou a me seguir e eu agia como se fosse um guia turístico mostrando as maravilhas do lugar. Não trocamos mais uma palavra, mas claramente existia uma certa empatia entre a gente. Andamos por quase todo o terreno por cerca de uma hora e meia. Decidi que era hora de descansar um pouco e, quando chegamos ao lago artificial das lontras, notei quase por acaso que, atravessando uma pequena pontinha de concreto, bem debaixo de um enorme ombú, tinha um banco velho de praça na sombra. Sugeri:- "Que tal a gente sentar ali e descansar um pouco?
Você teve uma ideia excelente.Uma vez sentados no banco, eu na ponta direita e ele na esquerda, começou uma longa conversa pra gente se conhecer. Percebi, assim que apoiei meu caderno no banco, que as escritas talhadas na madeira mostravam que o lugar foi por anos um refúgio de apaixonados. O banco com vista pro lago tava estrategicamente posicionado do lado do ombú, pra ele e a ponte esconderem de olhares indiscretos. Já fazia um tempão que a gente tinha explorado o lugar juntos, mas não sabíamos nada um do outro. Resolvo tomar a iniciativa:Parece que a gente devia se apresentar. Meu nome é Eduardo e tenho 19 anos.
Eu sou o Victor e tenho 24, quase 25 anos. Vou fazer aniversário daqui a um mês, no dia 27 de outubro.
- "Claramente, pelo teu sotaque e os jeitos de falar que tu usa, dá pra perceber que tu não é argentino. De onde tu é?
Sou chileno, natural de Valparaíso.
- "És turista?
Não, sou um exilado por causa do Pinochet.
- "Quer me contar?
Sim, claro. Minha família era militante do Partido Comunista Chileno, que levou Allende à presidência. Quando teve o golpe militar, foram buscar meus pais, levaram eles pra Santiago e os alojaram no Estádio Nacional, e nunca mais os vi. Um mês depois, a gente ficou sabendo que no Quartel da Polícia Secreta eles foram torturados até a morte.Ao ouvir um relato desses e notar como as feições dele se transformavam, falei que se tava fazendo mal falar daquilo, a gente podia mudar de assunto. Mas ele continuou:- “Fiquei sozinho em Santiago, porque estudava na Universidade pra me formar médico. Morava lá com minha tia Marta, irmã da minha mãe, e com minha prima Susana, filha dela. Quando soubemos da morte dos meus pais, nós três decidimos que era hora de se exilar e viemos primeiro pra cidade de Mendoza e desde junho deste ano estamos aqui em Buenos Aires.”
E aí, o que cê tá fazendo aqui? Quer dizer, do que cê vive, como cê se vira?
— Consegui entrar na UBA pra terminar meus estudos de medicina. Validaram várias matérias que passei em Santiago e outras que fiz e passei na Universidade de Cuyo. Se tudo der certo, daqui a uns anos me formo. E você, o que faz?
— "Agora entendi essa maleta que você carrega, é a típica maleta de médico.
- Sim. É que à uma da tarde, saí do plantão do Hospital Fernández. Tô fazendo o estágio. Bom, mas… Fala de você.
- "Estudo Educação Física de segunda a sexta, das 7 da noite até meia-noite. Vou me formar no fim do ano que vem, se tudo correr como planejado. Por acaso, daqui a mais ou menos uma hora, vou ter que pegar o ônibus pra chegar na faculdade. Mas hoje, como não tenho matérias esportivas, posso chegar mais tarde.
- “Por quê?”
- "Porque às quartas-feiras eu não tenho nenhuma matéria de esporte, e aí não preciso chegar mais cedo pra treinar o que for necessário.Falamos sobre um monte de coisa. Ela me contou que morava com a tia Marta e a prima Susana numa casinha de três cômodos perto da estação Pacífico do trem San Martín, quase na esquina da Charcas com Humboldt. Eu contei como era minha família (pais e dois irmãos homens, de 16 e 10 anos) e onde eu morava (Charcas e Uriarte). Percebemos que a gente morava a não mais de 7 quadras um do outro (se não fosse o aterro do trem, seriam 4 quadras). De repente, apareceram perto da gente um casal de maras patagônicas. Ele se assustou um pouco e eu falei:Não esquenta, são maras da Patagônia. São roedores gigantes. Não vão te fazer nada se você não encher o saco delas. Aqui vivem soltas e sempre tão dando voltas ao redor dos lagos pra tentar comer a comida que dão pras aves aquáticas. Se a gente fingir que não tá nem aí, elas vão ficar por aqui.É isso mesmo, as maras ficaram rodando a menos de dois metros da gente. Na cara dura, ele me pergunta:- "Você gosta de homens, não é...?
Não. De onde você tirou essa ideia?
Pela bolsinha que você carrega. No meu país, só viado usa esse tipo de acessório e em Mendoza não vi ninguém com isso. Desculpa se te ofendi.
Não, não me ofendeu. Aqui, graças a essa moda de calças sem bolsos, a maioria de nós usa elas.As maras, que sem se afastar muito não ficavam paradas, começam a trepar freneticamente na nossa frente. O macho monta na mulher e os dois nos oferecem um close da trepada. Nós dois ficamos vidrados no que víamos e ficamos em silêncio observando a foda até o fim. Meu pau endureceu de novo dentro da minha calça justa e, sentado com as pernas esticadas, dava pra ver todo o volume e o contorno do meu pau de forma exagerada. Percebi que o Victor, bem na disfarçada, tava se masturbando pelo bolso da calça, enquanto o olhar dele alternava entre as maras trepando e meu pau que tava aparecendo. As maras terminaram o serviço e um silêncio constrangedor se instalou. Ele continuava se tocando e começou descaradamente a olhar pro meu pau, que tava pedindo pra ser solto. De propósito, começo a passar a mão por cima da calça e falo:- "Você é quem gosta de homem. Não é…?
- "Sim. Sempre gostei, mas comecei a me soltar mais quando larguei meus pais em Valparaíso e fui pra Santiago estudar. Minha tia e minha prima sabem que sou viado. Elas sacaram na hora quando comecei a morar com elas. Elas me incentivaram a assumir minha condição de viado.
- “Puta.”
- "Não. Viado.
E pra você, qual é a diferença? Porque pra mim são sinônimos.
- "Não tem nada a ver com linguística. Tem a ver com sentimentos e situações. Eu gosto de homens, e me sinto viado. Mas minha bunda ainda é virgem. Quando deixar de ser, vou deixar me chamarem de puta.Eu continuei me esfregando na pica e ele não parava de olhar o que eu fazia. Convido ele:- "Quer enfiar a mão? Tá com vontade?
Só se você não estiver namorando.
Não tô entendendo o que cê tá me dizendo. O que significa namorar?
- "Pololear é namorar. Você tem namorada?
- "No momento, não. Terminei com a que eu tava, bem antes da Copa.Então ele se aproximou mais de onde eu estava sentado, tirou minha mão que estava sobre meu pau e foi a dele que ocupou aquele lugar. Começou a me punhetar bem devagar, e meu pau ficava cada vez mais louco. Eu sentia ele pulsando dentro da minha cueca. Lembrei da minha experiência no metrô anos atrás, e ele ficou duro como uma pedra. Ele percebeu a dureza e me ordenou:- "Tira ela pra fora. Quero sentir o calor dela e as pulsações.
- "Tá maluco. Podem nos ver. Os milicos desse país perseguem os viados e os putos.
- "Adoraria poder passar a mão nessa sua buceta.
- "Você está fazendo isso.
Sim. Mas quero sentir ela com a palma da minha mão, não através do pano da sua calça.
- "Já tá na hora de eu ir embora. Vamos andando pra saída e vemos se dá pra fazer alguma coisa nos banheiros públicos.Caminhamos até a saída da Plaza Italia e avistamos os banheiros lá longe. Eu me cobria com meu caderno porque tava com uma ereção do caralho. Chegamos. O lugar pra mijar era contra uma parede com água escorrendo. Verificamos juntos que estávamos sozinhos e então eu tiro da prisão meu pau, que tava duro e apontando pro teto. Na hora, Víctor pega ele com a mão direita e começa a me fazer uma punheta linda, sem pressa mas sem parar. Com a mão esquerda, ele abaixa o zíper, tira o pau dele (que também tava duro) e começa a se bater. Víctor com dois paus, um em cada mão, começou a acelerar o ritmo das duas punhetas. Ele gozou primeiro e eu uns segundos depois. A água levou nosso leite. Sem soltar meu pau em nenhum momento, Víctor guardou o dele e resolveu se abaixar pra beber a última gota que escorria da minha cabeça. Ele dá um beijo carinhoso na glande e me ajuda a guardar ele de volta na calça.
Depois, lá fora, ele me disse que ia pra casa dele, então decidi acompanhá-lo em parte do caminho, já que o ônibus da linha 29 dava pra pegar tanto na Plaza Italia quanto no Pacífico. No trajeto, trocamos números de telefone (de rede, celular não existia) e sugeri a gente se encontrar de novo no dia seguinte. Foi aí que descobri que só dava segunda, quarta e sexta, porque eram os dias que ele fazia plantão no Hospital Fernández de manhã e ficava de tarde livre. Terça e quinta ele passava o dia todo na Faculdade de Medicina. Quando chegou na Av. Santa Fe e Av. Bullrich, a gente se separou. Tentei dar um beijo na bochecha dele (costume entre os homens que começou nos anos da ditadura), mas Víctor recusou e me ofereceu a mão. Apertamos as mãos e nos despedimos até depois de amanhã, sexta-feira.
(Continua em: "Víctor, o futuro médico - 2ª parte")Se você gostou, deixa um comentário...
Se quiser, deixa uns pontos...
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984758/Victor-el-futuro-medico---2-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984778/Victor-el-futuro-medico---3-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2984800/Victor-el-futuro-medico---4-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2986744/Victor-el-futuro-medico---5-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987030/Victor-el-futuro-medico---6-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987757/Victor-el-futuro-medico---7-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2987786/Victor-el-futuro-medico---8-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2991976/Victor-el-futuro-medico---9-parte.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/2992000/Victor-el-futuro-medico---10-parte.html
Ano de 1978, plena ditadura militar. Eu tinha 19 anos e fazia dois que tinha me formado em Perito Mercantil. Estudava à noite no curso de Educação Física do bairro de Nuñez e morava perto da Plaza Italia, a três quadras do Zoológico. Um lugar que, quando criança, pedia aos meus pais para ir com frequência e que, desde que nos mudamos tão perto, já fazia quase seis anos, nunca mais tinha visitado.
Durante o dia, geralmente estudava, treinava para passar em alguma matéria que tinha dificuldade, ou simplesmente não fazia absolutamente nada. De vez em quando, surgia algum trampo de poucos dias em coisas relacionadas à profissão (acampamentos, animação infantil, colônias de férias, etc.), e só. Assim era minha vida naqueles anos.
Uma tarde de final de setembro, já tinha terminado fazia uns dois meses a Copa do Mundo de Futebol, entediado de ficar a tarde inteira em casa, avisei minha mãe que ia dar uma volta por lá e que, como não sabia quanto tempo ia demorar, levaria as coisas do curso. Como naquele dia (quarta-feira) era o único com todas as matérias teóricas, não precisava carregar a mochila, só um caderno e uma carteirinha com meus documentos, carteira, chaveiro e alguns materiais escolares. Naqueles anos do final dos anos 70, a gente costumava usar uma carteirinha de couro ou courino (hoje seria “couro ecológico”), porque, por causa da moda da época, as calças jeans geralmente não tinham bolsos.
Saí na rua caminhando em direção à Plaza Italia e, vendo que horas eram, 2 da tarde, achei que era uma boa ideia visitar o Jardim Zoológico que eu tanto sentia falta. Assim que passei pelo portão, mil lembranças vieram à mente, e foi então que me aproximei do mapa indicador dos vários lugares e decidi ir especialmente a três deles: o fosso dos leões, o lugar dos elefantes e a jaula das girafas. Eram três lugares que, nas minhas lembranças, pareciam mágicos. Não só pela imponência daqueles animais, mas também pelo tamanho grandioso daquelas construções, que quando eu era criança pareciam enormes pra mim.
Fui até o mais próximo, o fosso dos leões, uma construção enorme de pedra, com um fosso fundo pra eles não chegarem perto dos visitantes e um "gramadão" pra os animais passearem por lá, além de uma espécie de jaula/quarto pros felinos descansarem à noite e se protegerem de possíveis chuvas. Fiquei um tempão observando os leões, a ponto de que os poucos visitantes que estavam olhando quando cheguei lá já tinham ido pra outros cantos. Menos um deles, que estava bem na minha frente, do outro lado da construção oval, a uns trinta metros de distância. Troquei um par de olhares com ele e continuei vidrado no que tava fazendo. Quando resolvi mudar de lugar e ir pra onde estavam os elefantes, e de quebra parar na jaula dos chimpanzés, levanto a vista e não vejo o companheiro ocasional de uns minutos atrás. Varro o olhar em volta do fosso e vejo que ele tava a não menos de dez metros pra minha direita. Trocamos mais um olhar e, sem dar muita bola, fui em direção aos macacos.
A jaula dos chimpanzés era um cercado circular onde todas as jaulas se interligavam do lado de fora. Em cada uma não tinha mais que dois ou três bichos, uns mais animados que outros. Paro na frente de uma jaula onde um dos chimpanzés se mexia por todo o espaço. Percebo que a pessoa que eu tinha visto no fosso dos leões se posiciona na mesma jaula que eu, a uns dois metros de distância, de novo na minha direita.
Resolvo dar uma olhada melhor pra ver quem era. Um homem de idade indefinida entre os 20 e os 30 anos, cara de índio com lábios grossos, mestiço, bonitão, cabelo preto azulado bem cortado e penteado com uma risca do lado esquerdo da cabeça, de uma Prolixidade invejável. Imaginei que ele fosse de alguma das províncias do norte (Tucumán, Salta ou Jujuy). Bem vestido. Sapatos pretos tipo mocassim, calça social preta, camisa azul-clara de mangas compridas arregaçadas até a metade do antebraço, aberta nos dois primeiros botões, deixando à mostra parte de um peito totalmente liso, e um suéter azul sobre os ombros, com as mangas caídas sobre o peito. Carregava uma maleta preta do tipo que os visitadores médicos usam. Ele percebeu que eu estava observando, mas o olhar dele estava nos macacos. Quando decido ser eu a olhar para os chimpanzés, percebo que agora é ele quem está me observando. Finjo distração, mas sinto o olhar dele percorrendo todo o meu corpo. Eu também calçava sapatos pretos de salto e plataforma (a moda da época), uma calça jeans cinza-claro com listras verticais pretas, uma camiseta branca de manga curta com gola redonda, um caderno de anotações e minha bolsinha. Meu cabelo, castanho-escuro, bem comprido (o que me causava alguns problemas com a polícia) e penteado todo para trás, o que normalmente me dava uma risca no meio da cabeça.
De repente, o chimpanzé que não parava de se mexer para na nossa frente e começa a se tocar na rola até ter uma ereção. Nesse momento, trocamos um olhar cúmplice entre nós dois e ele sorriu para mim. O chimpanzé começa a se punhetar furiosamente até que finalmente goza com força contra a grade da jaula. Eu senti minha rola duríssima dentro da calça. Impossível esconder minha ereção, já que a moda da época eram calças justas. Decido sair dali para que os poucos visitantes não notassem o volume na minha calça. Vou me cobrindo com o caderno até chegar na jaula dos elefantes.
Ao chegar onde estavam os elefantes, observo que novamente esse homem "misterioso" estava a poucos centímetros de mim. Acho que se um dos dois se mexesse um pouquinho, ia encostar o antebraço no braço do outro. A gente tinha se posicionado bem na frente de um dos dois elefantes que tava naquele curralzão imenso. Era só nós dois ali, porque o resto dos visitantes tava do lado do outro bicho, uns trinta metros de distância. Pela primeira vez a gente trocou umas palavras e ela me fala:- "Bichão gostoso.
Sim, embora este seja um exemplar velho. O zoológico já faz vários anos que não traz animais jovens.
- "Claro, você deve ter visitado esse lugar um monte de vezes. Pra mim é a primeira vez.Pude perceber pelo sotaque dele, e por um certo jeito de usar as palavras, que não era um compatriota como pensei a princípio. Bem na hora que ia perguntar de onde ele era, o elefante começa a mijar enquanto o pauzão enorme dele começa a crescer. Como hipnotizados, viramos a cabeça na direção do bicho. Era impressionante o tamanho daquela pica, mas também era inacreditável a quantidade de litros de mijo que o elefante estava soltando. Ele estava como que possuído, olhando pra aquela porra de pau monstruoso. Me pareceu ver que até lambia os lábios com a língua ao observar semelhante pedaço de carne.
Comecei a desconfiar se esse cara era viado ou não. Naquela época não existia consciência sobre certas condições sexuais de hoje: gay, lésbica, homossexual, bissexual, heterossexual, eram palavras que não existiam no vocabulário do povo comum. Naquele tempo, se dava como certo que o "normal" era os caras gostarem de mulher e vice-versa. O cara que gostava de homem era "puto" ou "viado", e a mulher que gostava de buceta era "sapatão" ou "caminhoneira". Os homens que comiam os viados não eram considerados gays ou bissexuais, eram simplesmente "homens que comiam viados".
Quando o elefante terminou aquela mijada interminável, ele me diz:Que pica linda! Como eu queria ter uma assim…!Só dei um sorriso pra ele. Não sabia se ele tava falando que queria ter uma rola grande, porque talvez a dele fosse pequena, ou se preferia um pauzão pra chupar ou pra dar o cu. Preferi ficar na dúvida. A partir daí, como se fosse um acordo tácito entre nós dois, ele começou a me seguir e eu agia como se fosse um guia turístico mostrando as maravilhas do lugar. Não trocamos mais uma palavra, mas claramente existia uma certa empatia entre a gente. Andamos por quase todo o terreno por cerca de uma hora e meia. Decidi que era hora de descansar um pouco e, quando chegamos ao lago artificial das lontras, notei quase por acaso que, atravessando uma pequena pontinha de concreto, bem debaixo de um enorme ombú, tinha um banco velho de praça na sombra. Sugeri:- "Que tal a gente sentar ali e descansar um pouco?
Você teve uma ideia excelente.Uma vez sentados no banco, eu na ponta direita e ele na esquerda, começou uma longa conversa pra gente se conhecer. Percebi, assim que apoiei meu caderno no banco, que as escritas talhadas na madeira mostravam que o lugar foi por anos um refúgio de apaixonados. O banco com vista pro lago tava estrategicamente posicionado do lado do ombú, pra ele e a ponte esconderem de olhares indiscretos. Já fazia um tempão que a gente tinha explorado o lugar juntos, mas não sabíamos nada um do outro. Resolvo tomar a iniciativa:Parece que a gente devia se apresentar. Meu nome é Eduardo e tenho 19 anos.
Eu sou o Victor e tenho 24, quase 25 anos. Vou fazer aniversário daqui a um mês, no dia 27 de outubro.
- "Claramente, pelo teu sotaque e os jeitos de falar que tu usa, dá pra perceber que tu não é argentino. De onde tu é?
Sou chileno, natural de Valparaíso.
- "És turista?
Não, sou um exilado por causa do Pinochet.
- "Quer me contar?
Sim, claro. Minha família era militante do Partido Comunista Chileno, que levou Allende à presidência. Quando teve o golpe militar, foram buscar meus pais, levaram eles pra Santiago e os alojaram no Estádio Nacional, e nunca mais os vi. Um mês depois, a gente ficou sabendo que no Quartel da Polícia Secreta eles foram torturados até a morte.Ao ouvir um relato desses e notar como as feições dele se transformavam, falei que se tava fazendo mal falar daquilo, a gente podia mudar de assunto. Mas ele continuou:- “Fiquei sozinho em Santiago, porque estudava na Universidade pra me formar médico. Morava lá com minha tia Marta, irmã da minha mãe, e com minha prima Susana, filha dela. Quando soubemos da morte dos meus pais, nós três decidimos que era hora de se exilar e viemos primeiro pra cidade de Mendoza e desde junho deste ano estamos aqui em Buenos Aires.”
E aí, o que cê tá fazendo aqui? Quer dizer, do que cê vive, como cê se vira?
— Consegui entrar na UBA pra terminar meus estudos de medicina. Validaram várias matérias que passei em Santiago e outras que fiz e passei na Universidade de Cuyo. Se tudo der certo, daqui a uns anos me formo. E você, o que faz?
— "Agora entendi essa maleta que você carrega, é a típica maleta de médico.
- Sim. É que à uma da tarde, saí do plantão do Hospital Fernández. Tô fazendo o estágio. Bom, mas… Fala de você.
- "Estudo Educação Física de segunda a sexta, das 7 da noite até meia-noite. Vou me formar no fim do ano que vem, se tudo correr como planejado. Por acaso, daqui a mais ou menos uma hora, vou ter que pegar o ônibus pra chegar na faculdade. Mas hoje, como não tenho matérias esportivas, posso chegar mais tarde.
- “Por quê?”
- "Porque às quartas-feiras eu não tenho nenhuma matéria de esporte, e aí não preciso chegar mais cedo pra treinar o que for necessário.Falamos sobre um monte de coisa. Ela me contou que morava com a tia Marta e a prima Susana numa casinha de três cômodos perto da estação Pacífico do trem San Martín, quase na esquina da Charcas com Humboldt. Eu contei como era minha família (pais e dois irmãos homens, de 16 e 10 anos) e onde eu morava (Charcas e Uriarte). Percebemos que a gente morava a não mais de 7 quadras um do outro (se não fosse o aterro do trem, seriam 4 quadras). De repente, apareceram perto da gente um casal de maras patagônicas. Ele se assustou um pouco e eu falei:Não esquenta, são maras da Patagônia. São roedores gigantes. Não vão te fazer nada se você não encher o saco delas. Aqui vivem soltas e sempre tão dando voltas ao redor dos lagos pra tentar comer a comida que dão pras aves aquáticas. Se a gente fingir que não tá nem aí, elas vão ficar por aqui.É isso mesmo, as maras ficaram rodando a menos de dois metros da gente. Na cara dura, ele me pergunta:- "Você gosta de homens, não é...?
Não. De onde você tirou essa ideia?
Pela bolsinha que você carrega. No meu país, só viado usa esse tipo de acessório e em Mendoza não vi ninguém com isso. Desculpa se te ofendi.
Não, não me ofendeu. Aqui, graças a essa moda de calças sem bolsos, a maioria de nós usa elas.As maras, que sem se afastar muito não ficavam paradas, começam a trepar freneticamente na nossa frente. O macho monta na mulher e os dois nos oferecem um close da trepada. Nós dois ficamos vidrados no que víamos e ficamos em silêncio observando a foda até o fim. Meu pau endureceu de novo dentro da minha calça justa e, sentado com as pernas esticadas, dava pra ver todo o volume e o contorno do meu pau de forma exagerada. Percebi que o Victor, bem na disfarçada, tava se masturbando pelo bolso da calça, enquanto o olhar dele alternava entre as maras trepando e meu pau que tava aparecendo. As maras terminaram o serviço e um silêncio constrangedor se instalou. Ele continuava se tocando e começou descaradamente a olhar pro meu pau, que tava pedindo pra ser solto. De propósito, começo a passar a mão por cima da calça e falo:- "Você é quem gosta de homem. Não é…?
- "Sim. Sempre gostei, mas comecei a me soltar mais quando larguei meus pais em Valparaíso e fui pra Santiago estudar. Minha tia e minha prima sabem que sou viado. Elas sacaram na hora quando comecei a morar com elas. Elas me incentivaram a assumir minha condição de viado.
- “Puta.”
- "Não. Viado.
E pra você, qual é a diferença? Porque pra mim são sinônimos.
- "Não tem nada a ver com linguística. Tem a ver com sentimentos e situações. Eu gosto de homens, e me sinto viado. Mas minha bunda ainda é virgem. Quando deixar de ser, vou deixar me chamarem de puta.Eu continuei me esfregando na pica e ele não parava de olhar o que eu fazia. Convido ele:- "Quer enfiar a mão? Tá com vontade?
Só se você não estiver namorando.
Não tô entendendo o que cê tá me dizendo. O que significa namorar?
- "Pololear é namorar. Você tem namorada?
- "No momento, não. Terminei com a que eu tava, bem antes da Copa.Então ele se aproximou mais de onde eu estava sentado, tirou minha mão que estava sobre meu pau e foi a dele que ocupou aquele lugar. Começou a me punhetar bem devagar, e meu pau ficava cada vez mais louco. Eu sentia ele pulsando dentro da minha cueca. Lembrei da minha experiência no metrô anos atrás, e ele ficou duro como uma pedra. Ele percebeu a dureza e me ordenou:- "Tira ela pra fora. Quero sentir o calor dela e as pulsações.
- "Tá maluco. Podem nos ver. Os milicos desse país perseguem os viados e os putos.
- "Adoraria poder passar a mão nessa sua buceta.
- "Você está fazendo isso.
Sim. Mas quero sentir ela com a palma da minha mão, não através do pano da sua calça.
- "Já tá na hora de eu ir embora. Vamos andando pra saída e vemos se dá pra fazer alguma coisa nos banheiros públicos.Caminhamos até a saída da Plaza Italia e avistamos os banheiros lá longe. Eu me cobria com meu caderno porque tava com uma ereção do caralho. Chegamos. O lugar pra mijar era contra uma parede com água escorrendo. Verificamos juntos que estávamos sozinhos e então eu tiro da prisão meu pau, que tava duro e apontando pro teto. Na hora, Víctor pega ele com a mão direita e começa a me fazer uma punheta linda, sem pressa mas sem parar. Com a mão esquerda, ele abaixa o zíper, tira o pau dele (que também tava duro) e começa a se bater. Víctor com dois paus, um em cada mão, começou a acelerar o ritmo das duas punhetas. Ele gozou primeiro e eu uns segundos depois. A água levou nosso leite. Sem soltar meu pau em nenhum momento, Víctor guardou o dele e resolveu se abaixar pra beber a última gota que escorria da minha cabeça. Ele dá um beijo carinhoso na glande e me ajuda a guardar ele de volta na calça.
Depois, lá fora, ele me disse que ia pra casa dele, então decidi acompanhá-lo em parte do caminho, já que o ônibus da linha 29 dava pra pegar tanto na Plaza Italia quanto no Pacífico. No trajeto, trocamos números de telefone (de rede, celular não existia) e sugeri a gente se encontrar de novo no dia seguinte. Foi aí que descobri que só dava segunda, quarta e sexta, porque eram os dias que ele fazia plantão no Hospital Fernández de manhã e ficava de tarde livre. Terça e quinta ele passava o dia todo na Faculdade de Medicina. Quando chegou na Av. Santa Fe e Av. Bullrich, a gente se separou. Tentei dar um beijo na bochecha dele (costume entre os homens que começou nos anos da ditadura), mas Víctor recusou e me ofereceu a mão. Apertamos as mãos e nos despedimos até depois de amanhã, sexta-feira.
(Continua em: "Víctor, o futuro médico - 2ª parte")Se você gostou, deixa um comentário...
Se quiser, deixa uns pontos...
4 comentários - Víctor, o futuro médico - 1ª parte