Um conto nudista e gostoso

Essa é uma história do meu primeiro emprego e também da minha primeira paixão.

Corria o ano de 1988. Nas tardes quentes do interior. Muita poeira, vento quente e meu primeiro trampo. Eu era bem novo, uns 18 anos, e tudo era novidade pra mim. Tinha acabado de sair do colégio e a fábrica onde comecei a trabalhar era bem grande pra região. Trabalhavam lá uns 100 homens e só duas mulheres que ficavam no escritório.

Meu serviço era numa linha de produção. No começo não entendia nada: barulho, ferramentas, máquinas, homens brutos gritando o dia inteiro e zoando uns aos outros. Homens comuns, simples, sujos pelo trabalho do dia a dia. Faziam piada da minha idade e da minha falta de experiência. Eu me sentia perdido no meio deles, sem saber o que responder. Ainda mais por causa da minha homossexualidade incipiente. Se eles descobrissem que eu era daquele jeito, iam me zuar (1) até o fim dos meus dias. "Engole porra" e coisas do tipo seriam o mais comum. Mas, além disso, naquela época a sociedade não era como hoje, e a homossexualidade era bem reprimida e malvista. Iam me mandar embora do emprego sem pensar duas vezes.

Se a linha de trabalho já era um problema pra mim, a saída era uma sensação à parte. Era o que eu esperava o dia inteiro. Nos vestiários tinha uns 20 a 30 homens ao mesmo tempo se trocando e tomando banho na minha frente. Eu tinha um catálogo inteiro de homens másculos para deleitar meus olhos. Eles estavam todos na deles, sem prestar muita atenção. Mas eu era outra coisa. Meus olhos iam pra todo lado. Não conseguia me segurar, mesmo fazendo um esforço danado. Sempre tinha umas coxas na minha frente, uns paus lindos ou uma boa bunda de homem pra distrair meu olhar. Meu coração batia que nem um terremoto. Com meus 18 anos e os hormônios a mil, o corpo todo tremia de nervoso de tanta vontade de olhar, de tocar, de me jogar em cima de um daqueles caras, e mesmo assim não podia porque iam me encher de porrada na mesma hora. Momento.
No meio daqueles homens peludos, sebosos e pelados, a maioria não era nenhum exemplo de beleza. Mas tinha um em especial que me atraiu de cara. O nome dele era Ismael, era alto, uns 1,80m, cabelo castanho meio liso e bem brilhante, olhos verdes, pele branca com algumas sardas no rosto e estrategicamente bem distribuídas em certas partes do corpo: no peito, na parte de cima das costas, algumas nas bochechas. Não era tão bonito de rosto, mas o corpo dele tirava nota 10. Tinha um tronco bem definido, segundo ele, por causa dos exercícios que faziam na "CoLimBa" (2), e que depois conseguiu manter ao longo dos anos por genética e também graças ao trabalho pesado na fábrica. A barriga dele não era nada saliente e tinha uma linha de pelos que vinha do peito até o púbis, uma costa bem torneada que descia como um triângulo invertido até a cintura. A bunda dele era Uau! Era fascinante: redonda, bem branquinha, lisinha, macia como a bunda de um adolescente, e tinha uns pelinhos dourados que refletiam a luz do sol que entrava pela janela do vestiário. E o que mais me chamou a atenção foi a rola enorme e bem formada dele: meio cor de bronze, com os pelos naturais como se usava antigamente, grossa, balançando, comprida, reta. E as bolas dele também eram enormes. Eu imaginava os litros de porra que esses ovozões podiam despejar.

A particularidade do Ismael era que ele demorava pra se despir, se lavar, se secar e se vestir de novo. Enquanto os outros se trocavam e iam embora sem tomar banho (alguns, não todos), e faziam isso com vergonha, rápido, como se escondendo pra não mostrar muito, ele tomava banho quase todo dia. E enquanto os outros já estavam vestidos, Ismael ficava pelado, mostrando o corpo sem nenhuma roupa pra me torturar e me deliciar ao mesmo tempo.

Ismael sempre tinha uma frase de cabeceira que dizia pra mim e pra outros caras da minha idade que estávamos na faixa dos Primeiros passos na fábrica:
- Viram, rapaziada? Esse corpinho aqui é de vocês. Tudo menos a parte de trás, esse corpinho vocês podem aproveitar quando quiserem -, entre as gargalhadas dos outros trabalhadores veteranos.
Claramente era uma zoação (3), ele tava tentando nos chamar de viados. Mas eu levava a sério porque eu realmente era, e pensava comigo mesmo:
- Quem me dera! -.
Ele sempre repetia essa mesma piada. Claro que se referia principalmente ao pau dele e se gabava quando nos oferecia "o corpo dele". Com certeza ele tinha orgulho do tamanhão e não tinha vergonha de mostrar. Era meio exibicionista, um nudista em potencial, pelo tempo que passava pelado sem a menor intenção de se vestir, às vezes uma hora inteira no pelo.
Meus olhos desviavam pro meio das pernas dele sem controle. Não conseguia evitar e ficava muito nervoso tentando disfarçar pra ninguém perceber que eu olhava com muito "carinho".
Claro que eu adoraria aceitar o convite dele. Mas infelizmente não tinha tempo nem espaço no trabalho pra rolar nada. A única chance que eu tinha era virar amigo dele. E consegui. Ele me aceitou pela minha inocência e falta de "maldade", como os adultos falavam de mim.
Um dia deu um problema nas máquinas do nosso setor na fábrica, e a gente teve que ficar até depois do horário. Só sobrou um grupo de quatro pra terminar o serviço. Entre eles, eu e o Ismael. Na minha cabeça, rodavam todo tipo de fantasia. Então pensei: dessa vez não vou deixar escapar.
Quando terminamos a produção, fomos pros vestiários. Enquanto os outros se desesperavam pra ir pra casa, o Ismael demorou no banho - como sempre - e eu fingi que tava distraído pra esperar ele.
Quando o Ismael apareceu pelado do chuveiro e começou a se secar, eu olhava fixo pra ele. Ele perguntou:
- Qual é, cara? - E eu nada... Não respondia.
- Qual é? - Ele repetiu. a perguntar. —Por que você tá me olhando assim?—.
Aí criei coragem e respondi:
—É que decidi aceitar sua proposta...— falei tímido, nervoso, mas decidido. Ismael me perguntou estranhando:
—Que proposta?—.
—A que você faz sempre— falei. —Aquela que você diz que todo seu corpinho é meu, ou nosso, pra gente poder curtir. Decidi aceitar essa proposta—.
—Ah, é?— disse entre risadas. —Cê é louco, haha!—.
—Não—, respondi. —Sempre achei que você falava sério, e acho que eu também quero isso de verdade— respondi com a voz embargada.
—Mmmm, tá bom— disse. —Mas quando, agora?— perguntou.
—Sim— respondi, —acho que é o melhor momento—.
—Beleza— disse, e continuou —Chega mais—.
Aí ele foi me guiando pra baixo, colocando a mão grande e áspera no meu ombro. Me levou a me ajoelhar na frente da virilha dele. Me ajoelhei e vi de perto aquele tesouro que tanto queria. Parecia que toda aquela situação tava excitando ele, porque o pau já tava começando a endurecer. Nunca tinha visto ele assim, meia bomba e tão de perto, e achei maravilhoso.
E enquanto ele me guiava com a boca pra eu engolir toda aquela cabeçona, o pau ia ficando cada vez mais duro e maior. Pensei que minha mandíbula ia rasgar. Ele me fazia abrir bem e depois tentar meter tudo que dava, bem até o fundo.
—Chupa, chupa!— ele dizia. —Chupa, cara, assim! Aaahh!—.
Não dava pra acreditar. Parecia que tava vivendo um sonho.
O cheiro dele era uma mistura de doce com cheiro de sexo de homem. O gosto era meio forte, mas fui me acostumando com o tempo. De vez em quando ele me forçava a engolir até a garganta aquele pau enorme, duro e quente.
Os gemidos que ele soltava de vez em quando me deixavam louco. A voz rouca, masculina, me fascinava e me esquentava mais. —Ahhhh, aahhh!— eu ouvia e derretia...
Eu tava de roupa, e meu pau duro doía de tanta força que fazia contra a calça.
Aí, quando parecia que ele ia gozar Ele me disse:
— Agora quer experimentar outra coisa?
— Sim — respondi.

Ele me colocou de joelhos como eu estava, mas de quatro, empurrando minhas costas pra eu apoiar os braços num dos bancos de madeira onde a gente sempre sentava. Eu obedeci sem reclamar e vi ele se posicionar atrás de mim. Meu sonho finalmente ia se realizar!!

Ele baixou minha calça e disse:
— Nossa, cê tá com o pau bem durinho, garoto! Parece que cê gosta do que eu tô fazendo.

Eu, sem dizer nada, deixei ele tirar minha roupa.

Ele cuspiu na mão e passou na cabeça do pau dele. Cuspiu de novo e passou no meu cu, no buraquinho virgem que eu tinha.

— Uau, garoto, isso sim que cê vai gostar! — ele disse, e continuou — Vai doer um pouco no começo, mas depois cê acostuma.

— Tá bom... — falei, tímido.

Então ele começou a enfiar aquela rola enorme dentro de mim. Empurrava devagar e esperava meu corpo relaxar. Continuava empurrando, e eu sentia que tava me abrindo no meio.

— Ahhh! — ele soltava de vez em quando. — Oohhh! — falava com a voz rouca de macho.

O bafo quente dele arfava perto do meu pescoço. Eu sentia o cheiro de hálito de homem, de macho, de fumante, de bebedor de cerveja. Ele suava nas minhas costas, e sentir o corpo dele assim, nu e suado perto de mim, me excitava além do imaginável.

Um minuto depois, quando meu cuzinho já tava mais lubrificado com o líquido pré-seminal dele e com a saliva, ele começou a se mover ritmicamente. Me sacudia igual uma locomotiva. Eu não sabia onde me segurar. Ele me fazia vibrar, me balançava e me empurrava com força enquanto eu me agarrava no banco de madeira, mas minhas mãos escapavam e eu pensei que ia cair no chão.

Ele me dava estocadas com toda a potência dele, e a cintura de homem se movia pra frente e pra trás, metendo aquele pau duro dentro de mim, me fazendo sentir como nunca antes. Eu sentia que ia desmaiar de dor e prazer ao mesmo tempo.

— Como eu adoro comer uns caras Seus putinhos!" — ele dizia. — "E essa bucetinha apertada que você tem, nunca imaginei!"
Aquele momento vou lembrar pra sempre. Ter o que sonhei por tanto tempo, tudo pra mim. Aquele corpo masculino, de homem feito na rua, na fábrica, no trabalho pesado. O corpo e o jeito de macho bruto e hétero me fascinavam mais do que tudo. Me sentia nas nuvens!

Aí ele explodiu. Foi como uma gozada enorme de mil litros. Uma série de empurrões contra meu corpo e todo o leite quente dele entrando dentro de mim. Sentia com força penetrando minhas entranhas, e queria que ficasse ali pra sempre. Parecia que ele queria entrar mais fundo do que nunca com aquele pauzão duro, empurrando cada vez mais enquanto gemia e quase gritava: — "Ahaa!! Aaaahhh!! AAAAAHHHH!!!"

Enquanto eu derretia de tesão e do prazer mais absoluto, também gozei. Sim, gozei sem me tocar. Por tudo que aquele garanhão me excitava, gozei seco. Senti que ia desmaiar. Senti o êxtase mais imenso que já senti. Foi o momento mais maravilhoso da minha vida e me apaixonei na hora.

— "Que lindo você é, seu piazinho!" — ele me disse, e fiquei tão feliz que podia chorar de emoção.
— "Que delícia que a gente se divertiu!" — disse, enquanto me beijava no pescoço e nas costas, e até na boca!

Me senti morrer de felicidade!! Tudo que tinha sonhado finalmente era meu.

Claro, pra ele era só mais um momento de tesão. Pra ele foi uma bela trepada que deu num cara, e ainda por cima virgem! Era uma história pra contar pros amigos. Mas, enquanto eu tava perdidamente apaixonado, ele também tava, mas pela esposa dele. O que teve comigo foi só uma brincadeira. E disso eu me liguei mais tarde.

Quando passaram uns meses, simplesmente, Ismael foi embora. Desapareceu. Sim, foi embora! Mudou de cidade e trocou de emprego. Teve uma oportunidade melhor e decidiu agarrar pra crescer na vida.

E aí fiquei eu. Chorando. Chorei, e chorei, e chorei... Chorei tanto que meus pais perceberam e pensaram que eu tava doente, ou que tava com "dor de cotovelo". Claro que tava. Mas, ao contrário do que eles pensavam, não era por uma mina. Era por aquele amigo, amante, parceiro de trampo que eu amei tanto, e que me "abandonou".
E, como todos os amores de adolescência, esse parecia pra sempre. Parece o último love, o único love. Tão forte e profundo que você nunca mais vai sentir. E talvez seja assim. Mas depois você percebe com o tempo que tudo passa. E cai de novo nas teias de outro homem e se apaixona várias vezes na vida.

Depois de mais de 15 anos, reencontrei o Ismael. Aquele homem fascinante que era meu amigo já tava mais madurinho. Com o cabelo castanho pintado de grisalho, e a pele bronzeada que destacava ainda mais os olhos verdes dele. Não hesitei nem um segundo e propus a gente se encontrar. Fizemos isso umas duas vezes, mas o casamento dele não deixava muito tempo pra outras coisas. Então tive que engolir minhas ambições e aceitar minha condição de amante furtivo, casual, mas intenso, incandescente como a luz do sol daquele verão em que a gente se reencontrou... Améyummy Latina e, por não conhecer ou interpretar seu verdadeiro espírito, foi interpretado como um insulto para uma pessoa sem graça, obtusa, de baixo nível intelectual.

Todos os direitos reservados ao seu respectivo autor. O post é de minha total autoria e não contém partes extraídas de nenhuma outra fonte. Os fatos são inspirados na realidade, mas matizados com uma grande porcentagem de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

8 comentários - Um conto nudista e gostoso

GGLL +1
Excelente me encantó. Me paso algo parecido pero nunca tuve un "reencuentro". Quiero leer más relatos tuyos.
Um conto nudista e gostoso

Excelente historia, un maestro relatando. Diez puntos.

Gracias por compartir 👍
Yo comenté tu post, la mejor manera de agradecer es comentando alguno de los míos...
Te tengo envidia, que buena cojida te dio el tipo...