Minha mãe era uma mulher alegre, vaidosa e festeira até ficar viúva. Um amigo meu bolou um plano para animá-la. Eu confio nas boas intenções dele, mas, conforme vou testemunhando o desenrolar do plano, começo a entender que ele quer animá-la muito mais do que eu podia imaginar.
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Essa história aconteceu no verão passado, quando eu ainda tinha 18 anos. Era 1º de agosto, ou seja, o dia em que minha mãe e eu íamos para o apartamento que temos na praia. Me chamo Juan e sou de Madri. Moro com minha mãe, Ana, uma secretária de 36 anos. Se você fez as contas, deve ter notado que ela me teve aos 19 anos, quando ainda era muito jovem. O motivo? É que minha mãe casou assim que terminou o colégio. Ela era apaixonada pelo meu pai, que era 8 anos mais velho que ela e na época começava a carreira de advogado. E digo "era" porque, infelizmente, um derrame o levou um ano e meio antes do começo dessa história.
Perdê-lo foi um golpe muito duro para nós. Como já disse, minha mãe o amava muito, e eu também. Eu fui superando com o tempo, mas minha mãe estava sofrendo muito mais. Ao longo desse ano e meio, ela teve altos e baixos, com vários episódios de depressão e, longe de virar a página, foi se fechando cada vez mais em si mesma. Só saía de casa para trabalhar e fazer as compras necessárias, e mal mantinha contato com as amigas. Agora a vida dela se resumia ao trabalho e às tarefas domésticas. Ela nem cuidava mais da aparência como antes. Minha mãe sempre teve muito orgulho do físico, porque era uma mulher gostosa e sempre teve um corpo que, além de curvas bem chamativas, era trabalhado a sério na academia. A desilusão geral que sentia pela vida a fez engordar uns quilinhos que, embora não chegavam a deixá-la mais cheinha, teriam sido impensáveis antes da morte do meu pai. O jeito dela se vestir também tinha mudado. Ficaram para trás as minissaias e os shorts que deixavam à mostra suas pernas longas, os decotes que faziam parecer que escondia dois peitões, e os vestidos ousados que ela adorava usar quando saía. Agora usava roupas menos coloridas, mais largas e mais discretas. Ela se maquiava e penteava para ficar apresentável, mas já não buscava se exibir como antes. Claro que ela não tinha deixado de ser atraente, afinal era gostosa por natureza. Continuava sendo uma mulher de 1,69, olhos castanhos, cabelo castanho, pele morena e um corpo onde dois peitões e um quadril largo formavam curvas que muitas mulheres invejariam. Ela simplesmente tinha passado de uma beleza que adorava flertar e se sentir admirada, para uma mulher bonita que tentava passar despercebida.
Tanto as amigas dela quanto eu tentamos animá-la a voltar a ser quem era, mas foi impossível. No entanto, com a chegada de agosto, surgiu uma chance de melhorar o ânimo dela. Minha mãe sempre tirava 15 dias de férias nessa época, e sempre aproveitávamos para passar essas duas semanas num apartamento que temos numa vila do litoral levantino. Essa seria a primeira vez que íamos sem meu pai, já que no verão anterior, com a morte dele tão recente, foi impossível tirar minha mãe de Madri. Este ano, porém, consegui convencê-la a irmos. Ela precisava desesperadamente de uma mudança de ares e quebrar a rotina, e eu tinha esperança de que a viagem conseguisse reativá-la e ajudá-la a virar a página. Mal podia imaginar na época o quanto minha mãe iria se reativar nessas férias...
O apartamento que tínhamos na costa ficava numa área muito tranquila. A cinco minutos de casa tínhamos uma pequena enseada de areia, que se conectava com uma praia de pedras bem maiores. Como eram praias pouco atraentes para o negócio hoteleiro, costumavam ficar praticamente vazias, o que era um luxo, já que toda a costa mediterrânea estava cheia de praias lotadas.
Durante nossa estadia na costa, sempre encontrávamos outra família que vinha para a cidade passar o verão. Eles moravam exatamente no apartamento ao lado, no mesmo prédio que a gente. Eram de Zaragoza e vinham para a cidade passar o verão inteiro. A família era formada por um casal bem mais velho que meus pais, e seus quatro filhos. Os três filhos mais velhos já estavam na casa dos trinta e tinham formado suas próprias famílias, então já fazia alguns anos que não vinham para a cidade passar o verão com os pais. Mas o caçula continuava vindo todos os verões. Com o passar dos anos, meus pais se tornaram amigos desse casal, e eu me tornei amigo do quarto filho, que era dois anos mais velho que eu. O garoto se chamava Gonzalo, e eu sempre o admirei. Acho que é normal com crianças; quando um garoto mais velho te dá atenção e brinca com você, você adora e logo o vê como um modelo a seguir. Imagino que Gonzalo, que estava sempre rodeado de irmãos mais velhos, adorava ter um moleque mais novo por perto.
A primeira semana que passamos na costa foi tranquila. Todos os dias íamos à praia e geralmente jantávamos com nossos vizinhos. Minha mãe parecia um pouco menos deprimida, embora, infelizmente, continuasse se isolando dos outros e não se soltasse de vez, por mais que todos tentássemos mantê-la animada e ocupada. Ela se divertia por uns momentos, mas logo dizia que "estava cansada" e voltava sozinha para o apartamento. Além disso, tinha trocado os biquínis provocantes dos anos anteriores por maiôs comportados de uma peça só. Já disse que ela tinha engordado apenas uns quilos nesse ano e meio, mas para uma mulher acostumada a estar espetacular, esses quilos a mais eram incompatíveis. de biquíni. Ela pouco se importava que seu corpo ainda desse mil voltas na maioria das garotas que iam à praia; se ela não se visse perfeita, não mostrava mais carne do que o estritamente necessário.
Eu, por minha vez, saí um par de noites para uma balada perto dali com o Gonzalo. A gente se divertiu pra caralho e pegou geral, pelo menos pra quem tava acostumado como eu. A verdade é que do lado do Gonzalo era fácil pegar mulher. Ele era um cara bonito e ousado. Era um pouco mais alto que eu (devia passar de um metro e oitenta), moreno de cabelo e pele, e tinha um corpo bem musculoso, fruto de horas de treino e competição de capoeira. O físico espetacular dele, o sorriso safado, o olhar penetrante dos olhos escuros e a confiança que mostrava o tempo todo faziam dele um sedutor nato. Cada noite que a gente saía, ele pegava uma, duas, ou praticamente todas que ele quisesse naquele dia, e eu aproveitava pra ficar com alguma amiga da mina que caía na rede do meu amigo. Eu me considero um cara bem normal e em Madrid só pego de vez em quando, então aqui eu aproveitava pra me esbaldar na cola do Gonzalo. Mas é claro, a gente não conseguiu comer ninguém porque não tínhamos carro nem um apartamento livre pra levar nossas conquistas. O máximo que rolou foi com uma mina que o Gonzalo tinha seduzido: depois de ficar se pegando e se apalpando na pista de dança, eles se enfiaram num banheiro e ela deu um boquete no meu amigo.
Foi assim que passou a primeira metade das nossas férias. A segunda metade acabou sendo bem diferente...
No oitavo dia, aconteceu algo que daria início a uma série de eventos que, embora eu não soubesse na época, mudariam minha vida e a da minha mãe. Os pais do Gonzalo receberam uma ligação de um hospital de Zaragoza. A avó do meu amigo, uma viúva nonagenária que morava sozinha, tinha quebrado o quadril ao cair de um ônibus. Isso fez com que os pais do Gonzalo tivessem que interromper as férias deles e voltar pra Zaragoza. Eles insistiram com o filho que ele devia ficar pra curtir a praia. Falaram que davam conta de cuidar da avó sozinhos e que não fazia sentido ele ir junto. Então, eles foram embora e meu amigo ficou sozinho no apartamento dos pais.
No dia seguinte, descemos pra praia eu, minha mãe e o Gonzalo. Meu amigo e eu percebemos que minha mãe estava mais apagada que o normal. Quando a gente entrava na água, ela ficava sozinha e entediada, sem os pais do Gonzalo pra distrair ela. Tentamos ficar com ela e animar, mas não adiantou muito, e ela voltou pro apartamento pra "descansar antes de fazer o almoço".
Cara – o Gonzalo me falou – me dá uma pena danada ver sua mãe assim...
Já sei, mano, não tem jeito dela superar isso – respondi.
É que me irrita pra caralho. Sua mãe era a alma da festa e não aguento ver ela tão triste...
Porra, nem eu, mas já não sei mais o que fazer.
Bom – ele disse num tom sério – acho que tem algo que eu posso fazer...
O quê?
Olha, pode parecer estranho... é algo que com meus pais aqui eu não tinha coragem de fazer, e queria falar com você antes de qualquer coisa.
Tá... – falei sem entender nada – então, me conta o que você pensou.
Bom... pensei que o que sua mãe precisa é se sentir viva de novo. Desde que seu pai morreu, o pessoal acolheu ela o máximo que ela deixou, e isso é legal, mas não é o que ela precisa pra se sentir viva – ele me encarou firme, pra ver se eu concordava.
Tá... – eu não sabia onde ele queria chegar.
Beleza, então, ao longo desses anos, o que aprendi sobre sua mãe é que o que faz ela se sentir viva é ser a estrela. Por mais fiel que fosse ao seu pai, ela sempre gostou de estar gostosa, de chamar a atenção de outros caras, receber elogios e flertar. Ela precisa recuperar isso.
E o que você sugere?, que ela arrume um namorado?, cê acha que minha mãe tá a fim disso? – reagi meio puto. Parecia que não ter percebido que minha mãe não queria saber de ninguém.
Não exatamente, o que ela precisa é se sentir desejada. Se alguém fizer ela sentir o que sentia antes, ela vai querer voltar a ser como era. Alguém tem que dar aquela faísca... sabe, flertar com ela, aumentar a autoestima dela e fazer com que ela se ame mais. Assim que ela tiver isso de novo, com certeza vai voltar a ser como sempre foi.
É, e quem vai fazer ela sentir isso? Você não vê que ela tenta passar despercebida e evita as pessoas? – perguntei irritado
Olha... essa é a parte complicada – ele disse me encarando nos olhos – teria que ser eu.
O quê?! – pensei que tinha ouvido errado.
Por isso eu disse que você acharia estranho...
Pô, não fode! É super normal seus amigos pegarem sua mãe, nada estranho! – exclamei sarcasticamente.
É, João, eu sei, mas pensa bem – ele disse ignorando meus gestos exagerados – em Madri ela passa o dia ou no trabalho ou trancada em casa, então tem que ser aqui... e aqui só eu consigo chegar perto o suficiente da sua mãe pra flertar.
Mas ela tem 18 anos a mais que você, idiota – falei desesperado – o que ela vai querer saber de você?
Cara, não é por me gabar, mas você já viu que eu me dou bem com as minas – respondeu confiante – eu sei fazer elas se sentirem vivas... essa é a chave.
Você acha que minha mãe é uma garotinha? – tava indignado – você não vai comer ela.
Ei, eu não falei em comer ela – ele disse com cara de surpresa – nem tô dizendo que ela tem que me querer, só tô falando que tenho que fazer ela se sentir desejada e trazer de volta aquele lado brincalhão que ela tinha.
Eu não sabia o que dizer, fiquei em silêncio enquanto ele me olhava esperando.
Cara, me deixa tentar flertar com ela essa semana, e pronto – ele insistiu – você sabe que eu nunca tentaria fazer algo que ela não quisesse, só quero que ela pare de ser uma alma penada. Pensa nela, porra, é só uma semana... se der certo, ela volta a ser como era, e se der errado, Pois não aconteceu nada e ponto final.
— Tá bom — cedi, fechando os olhos — se você acha que consegue animar ela, vai fundo, porque não aguento mais ver ela desse jeito. Mas juro que se você machucar ela de novo, eu te mato.
— Cara, confia em mim — ele disse, me dando um tapinha no ombro — deixa comigo que vai dar tudo certo; você sabe que sou seu amigo e que nunca faria mal à sua mãe.
E ficou por isso. A partir daquela tarde, Gonzalo tentaria usar a lábia dele pra despertar o lado paquerador da minha mãe. Sem dúvida ia ser estranho ver meu amigo dando em cima dela, mas eu sabia que talvez ele estivesse certo e que aquela fosse a única forma de minha mãe finalmente virar a página.
A tarde passou com uma calma surpreendente. Eu imaginava que Gonzalo partiria pro ataque igual eu via ele fazer na balada, mas não foi assim. Quando descemos pra praia — eu, ela e ele — ficamos os três conversando no mesmo tom de sempre, sem que ele dissesse nada fora do comum. Depois de um tempo, bateu vontade de dar um mergulho e sugeri entrarmos na água, mas minha mãe não quis e Gonzalo disse que também não tava a fim, então fui sozinho. Fiquei um tempão me refrescando no mar; brigando com as ondas e mergulhando perto da areia. De vez em quando olhava pra eles pra ver se via algo estranho, mas não notava nada demais; continuavam sentados nas toalhas, conversando. Decidi que não adiantava ficar bitolado e nadei mar adentro; fiquei umas horas por lá. Quando voltei, percebi que Gonzalo tava cochichando coisas no ouvido da minha mãe. Não faço ideia do que estariam falando, mas os dois estavam rindo. Fiquei observando mais um pouco e não vi nada além disso, só que continuavam se divertindo pra caramba. Num dado momento, Gonzalo sussurrou algo no ouvido dela que fez minha mãe reagir rindo e dando um tapinha nele de leve, como quem repreende, como se meu amigo tivesse feito uma piada sem graça. Fiquei encucado sem saber do que riam, mas resolvi não dar importância... até que No fim das contas, minha mãe parecia estar de bom humor. A verdade é que em qualquer outro dia ela já teria voltado pro apartamento a essa altura da tarde, mas ali estava ela, se divertindo como eu não via desde a morte do meu pai. Em uma hora e meia, o Gonzalo tinha conseguido mais do que todos os amigos e parentes da minha mãe em um ano e meio...
Pouco depois, saí da água e voltei pra perto deles. Não parecia que eu tinha interrompido nada, e ficamos batendo papo por várias horas. Eles estavam contando piadas, então pensei que talvez por isso estivessem rindo tanto. Sabia que tanto minha mãe quanto o Gonzalo tinham um bom repertório de piadas, e que se começassem, podiam ficar horas e horas de zoação.
Quando o sol se pôs, fomos embora da praia. Minha mãe e eu voltamos pro nosso apartamento pra tomar banho, e o Gonzalo foi pro dele fazer o mesmo. Como ele tinha ficado sozinho, combinamos que ele viria jantar com a gente. E assim foi; jantamos e nos divertimos pra caralho. Tanto que ficamos de papo até depois das duas da manhã. Tinha sido um dia foda, me senti aliviado ao ver que pelo menos uma parte da mãe que eu tinha um ano e meio atrás ainda estava ali.
Na manhã seguinte, não descemos pra praia porque acordamos bem tarde e além disso o tempo não estava lá essas coisas. Depois do almoço, o sol voltou a aparecer e nos animamos a descer. A tarde foi parecida com a anterior: ficamos os três conversando de boa enquanto tomávamos sol, e depois fui nadar sozinho, já que mais uma vez minha mãe e meu amigo preferiram ficar sentados nas toalhas.
Assim como na tarde anterior, fui nadando até me afastar bastante da costa e demorei um tempão pra voltar. Quando me aproximei de novo da beira, vi que o Gonzalo e minha mãe tinham entrado no mar. Estavam rindo e brincando de jogar água um no outro. Acho que era a terceira vez nos dez dias que estávamos lá que minha mãe entrava no mar, e com certeza era a primeira vez que brincava nela; as outras duas vezes que entrou na água foram só pra se refrescar dois minutos e sair. Gonzalo tinha conseguido mais um avanço.
Quando me aproximei deles, minha mãe me recebeu me jogando água, me chamando pra entrar na brincadeira. A gente se divertiu, brincando na água, rindo, lembrando histórias de outros verões... foi mais uma tarde boa. O resto do dia foi praticamente igual ao anterior, jantamos juntos no apartamento e ficamos horas de putaria até o Gonzalo ir embora.
Quando descemos pra praia na manhã seguinte, nós três entramos direto na água. Ficamos um tempinho nadando e brincando como no dia anterior, até que bateu uma vontade de pegar um sol e voltei pra minha toalha. Eles continuaram se divertindo no mar enquanto eu observava. Notei algo diferente. Tinha mais cumplicidade entre eles do que nos dias anteriores. Já não era só se jogar água, mas também se afogavam de brincadeira, se jogavam um em cima do outro, se roçavam cada vez mais, e, num dado momento, Gonzalo mergulhou pra surpreender minha mãe por trás e fazer cócegas nela. As cócegas não duraram muito, mas ele ficou atrás dela, abraçando e falando umas coisas no ouvido dela. Eu não conseguia ouvir nada do que ele dizia, mas dava pra ver que, fosse o que fosse, tava fazendo minha mãe rir pra caralho. Fiquei meio desconfiado, mas não dei muita importância.
A tarde seguiu na mesma vibe e eles foram sozinhos pra água continuar com as brincadeirinhas deles, que pra mim já tavam cada vez mais quentes. Embora ficasse feliz em ver minha mãe se divertindo depois de tudo que ela passou, não tava gostando do que via. Achava que Gonzalo tava passando dos limites. A gente tinha combinado que ele ia só dar uma paquerada nela e animá-la, não ficar passando a mão no corpo dela daquele jeito. Pensei que era hora de botar um pouco de ordem, então entrei na água com eles pra ver se cortava o clima. Eles não pareceram incomodados com a minha ver que eu ia me juntar à festa, mas eles suavizaram o tom da brincadeira. Perfeito. Depois de uns dez minutos, eles voltaram pras toalhas pra pegar sol. Eu falei que ia me juntar a eles em alguns minutos, porque ainda queria nadar mais um pouco. Quando voltei, eles estavam conversando. Bom, na verdade flertando. E não, dessa vez não se inibiram com a minha presença. Eu sentei na minha toalha e eles continuaram se provocando e rindo do meu lado.
— Mas por que você vem com esses sungões, Ana? — perguntava num tom de brincadeira o Gonzalo — cadê aqueles biquínis tão sexys?
— Ah, cara — dizia minha mãe, meio sem graça — isso não me pergunta...
— Por quê? Se caíam tão bem em você...
— Pois é, caíam. Esse ano não tenho corpo pra isso.
— Mas que isso, se você continua uma gostosa — afirmou meu amigo enquanto colocava a mão na cintura da minha mãe — não vê que tem um corpaço debaixo desse pano todo?
— Ah, cala a boca, puxa-saco — respondeu minha mãe, corada.
— Não pode me calar quando sou testemunha de um crime desses, esse corpo foi preso injustamente! — exclamava Gonzalo num tom de falsa indignação, enquanto levantava o dedo indicador.
— Kkkk — minha mãe ria que nem uma boba.
— Quando você vinha de biquíni, fazia uns topless espetaculares, lembra? Tem que libertar esses peitos de novo. Liberdade! Liberdade! Liberdade! — falava num tom de palhaço enquanto erguia o punho pra cima e pra baixo como se estivesse numa espécie de protesto pela libertação dos peitos da minha mãe.
Não me fazia a menor graça, mas pra minha mãe era a coisa mais engraçada do mundo. Ela ria enquanto ele continuava com besteiras do tipo "mamilo, amigo, o povo está contigo". Finalmente minha mãe tentou encerrar o assunto dizendo que não tinha trazido biquínis, então esse ano não ia dar. Obviamente isso não parou o Gonzalo, que disse que agora mesmo iam os dois comprar um em alguma loja. Minha mãe recusava, mas ele insistiu. dizendo que ia comprar um pra ela, mesmo que fosse só, e que se eu não acompanhasse ele, talvez acabasse comprando um que ela não gostasse. "Não vou descansar até que se faça justiça com esse corpo!" ele pressionava. De que buceta meu amigo tava falando? Eu queria era dar um tapa na cara dele, mas não quis falar nada e fazer um escândalo na frente da minha mãe, com medo de que isso fizesse ela recuar e jogar fora o progresso desses dias.
No final, minha mãe acabou cedendo e, depois de tomar banho no apartamento, foram fazer compras. Claro que eu podia ter ido junto, e talvez devesse, mas na hora tava puto e com medo de que, se fosse com eles, tivesse que aturar o Gonzalo pagando de idiota e gritando palavras de ordem sobre os peitos da minha mãe. Eu fui pro apartamento esperar por eles. Demoraram muito. Recebi um WhatsApp da minha mãe dizendo que iam comer algo numa barraquinha do shopping, e que eu fizesse uma pizza de micro-ondas se batesse a fome. Porra, isso já não era normal. No fim, minha mãe só apareceu em casa lá pela meia-noite. Ainda bem que veio sozinha, porque se eu tivesse que engolir mais as idiotices do Gonzalo... enfim, ainda bem que não veio. Nisso, minha mãe me mostrou as compras. Tinha comprado dois biquínis, um bege e um preto. Os dois pareciam de corte ousado, e a parte de baixo era tipo fio dental. Normalmente, isso teria jogado mais gasolina no fogo que tava na minha cabeça, mas a verdade é que minha mãe sempre usou biquínis assim. Respirei fundo e decidi encarar como um bom sinal; como se fosse mais um passo pra recuperar minha mãe.
Se aquele dia tinha sido pesado, o seguinte foi muito pior. Minha mãe estreou o biquíni bege dela. Por mais que fosse minha mãe, eu tenho olhos e via que ficava uma delícia nela. Uns quilinhos a mais? Nada disso. Pode ser que tivesse um pouco mais de carne, mas era mínimo; ela continuava com um corpaço e aquele conjunto ousado de duas peças Ela não fazia outra coisa senão exaltar as virtudes dela. Naturalmente, Gonzalo não perdeu um segundo e começou a elogiar ela. Mas claro, ver minha mãe de biquíni não era suficiente pra ele. A gente mal tinha passado meia hora tomando sol quando ele voltou a insistir no assunto do dia anterior:
— Bom... e aí, e o topless?
— Haha, pode esquecer, a essa altura já é tarde demais.
— Como assim tarde demais?
— É que não pegou sol ali e vou ficar estranha com a pele branca. Isso tem que fazer no primeiro dia, não na última semana de férias.
— Kkkk, não seja boba, se até dois dias atrás você passou as férias ou trancada no apartamento ou escondida debaixo do guarda-sol — disse Gonzalo enquanto colocava a mão na barriga dela — olha essa barriguinha, ficou coberta esses dias todos e quase não dá pra notar a diferença pro resto do corpo. Nem ontem nem anteontem fez tanto sol como hoje; é o dia perfeito pra começar... além disso, você pega cor rapidinho. Vamos, agora não vem com frescura, que você sempre gostou de tomar sol sem a parte de cima!
— Uff, é que me dá preguiça, acabei de guardar o protetor — minha mãe enrolando.
— Que preguiçosa!... anda, fica tranquila que eu tiro pra você — disse ele enquanto enfiava a mão na bolsa da minha mãe — se quiser, posso até passar em você — e piscou o olho, com a maior cara de pau do mundo.
— Anda, idiota, me passa o pote — minha mãe tentou amenizar, mas não parecia incomodada com a ousadia do meu amigo e acabou aceitando ficar de topless.
— Bom, então imagina que sou eu quem vai passar em você — disse ele com aquele sorriso safado. Minha mãe fulminou ele com o olhar; aí ele tinha passado dos limites — aqui está, gostosa, pega seu pote — minha mãe pegou o pote da mão dele sem olhar na cara, e tirou a parte de cima do biquíni.
Ao se livrar da peça, percebi que Gonzalo não tinha se enganado, porque o contraste do bronzeado não era muito chamativo. O chamativo era outra coisa: as peitudas que ela tinha. Vistos anos atrás, agora estavam enormes. Pelo visto, os quilinhos a mais tinham ido parar no peito dela, porque parecia que tinha ganhado um ou dois números desde o último verão que passamos lá. Claro, não eram umas tetas desproporcionais nem dois sacos de gordura; eram dois peitos firmes e volumosos que chamariam a atenção de qualquer homem que passasse por ali. Com certeza chamou a atenção do Gonzalo. E como chamou. O filho da puta se deliciava olhando minha mãe passar protetor solar naqueles melões. E, claro, as olhadas vinham acompanhadas de comentários idiotas sobre o grande favor que ela fazia à humanidade ao mostrar "aquelas duas obras de arte" pro mundo. Minha mãe corava e ria. Eu não gostava nada dessa merda toda, mas tava claro que minha mãe gostava. E pelo visto não só gostava, como também ficava excitada. Percebi que os mamilos da minha mãe estavam ficando duros. Muito duros. Porra, poucas vezes tinha visto uns mamilos daqueles. De repente, me vieram à cabeça as imagens que saíram um ano ou dois atrás da Kelly Brook fazendo topless na praia. Os peitos crescidos pelo ganho de peso, os mamilos eretos, e o fato da minha mãe ter um biotipo, idade e traços parecidos com os da modelo, fazia com que minha mente comparasse as duas inevitavelmente. Acho que foi ali, ao ver a semelhança, que percebi o quanto minha mãe era gostosa. Comecei a entender por que o Gonzalo parecia se divertir tanto flertando com ela. E, pior ainda, comecei a suspeitar que, pra ele, o objetivo de todo esse plano não era ajudar minha mãe, mas sim comer ela.
A situação foi esquentando cada vez mais, até que minha mãe deve ter sentido a necessidade de baixar a temperatura e foi se jogar no mar. Mas o Gonzalo não tava disposto a deixar a coisa esfriar e foi com ela pra água. Logo estavam brincando igual ao dia anterior, só que dessa vez minha mãe tava com os peitos de fora e os roçados entre os corpos já não eram Eles estavam com um pano no meio. Estavam armando um puta teatrinho e alguns banhistas não conseguiram evitar de olhar e cochichar entre si. Eu tava morrendo de vergonha alheia, mas minha mãe e meu amigo pareciam não ligar de ser o centro das atenções. Eles continuavam na deles, com os afogamentos, as cócegas, os roços e os flertes; não se intimidavam nem um pouco. Eu tava puto e, quando minha mãe voltou pra toalha dela, saí correndo pra água pra falar com Gonzalo a sós antes que ele escapasse. Queria saber que porra tava rolando e deixar tudo claro de uma vez.
— Ei, que porra é essa que cê tá fazendo? — perguntei na lata.
— O que foi?
— Não vem com essa, me diz, o que cê tá fazendo com a minha mãe?
— Ah, isso... tá indo bem, né? — disse o hipócrita — parece que ela tá se animando.
— Não me enche o saco, cara. Cê tá passando dos limites pra caralho — tava difícil manter a calma.
— Do que cê tá falando? Se a gente tá se divertindo — ele me olhava como se minha raiva fosse surpresa — não tem nada demais.
— Dava pra se segurar um pouco... era pra você só dar uma flertada nela pra levantar o astral. Pois bem, já foi, não precisa continuar com isso; para de dar em cima da minha mãe.
— Não posso fazer isso — ele falou num tom muito sério.
— Como assim não pode?!
— Se eu parar agora, depois de ter dado tanta moral pra ela, ela vai ficar deprimida de novo — afirmou com segurança — vai achar que eu tava brincando com ela pra me divertir às custas dela, ou que me interessei por outra mina. Ela vai se sentir insegura, vai achar que não é mais desejável o suficiente. As mulheres são assim, ficam bitoladas com essas besteiras. Tenho que continuar até vocês voltarem pra Madrid.
— Cê não vai parar até comer ela, né? — a pergunta saiu cheia de raiva e desprezo.
— Não vou parar até ela querer que eu pare. Mas, o que quer que eu te diga?... sim, o normal é isso acabar com sexo no meio — confessou.
— O quê?! — gritei alto. Tive que me virar e verificar se minha mãe não tinha me ouvido. Entendi.
Olha – ele disse baixando o tom – o que você quer? Que eu pare? Agora não dá. É verdade, talvez eu tenha exagerado um pouco em algum momento, me desculpa, mas agora tô num ponto sem volta. Tenho que continuar. Sua mãe quer sexo, ou pelo menos não vai demorar pra querer; até você percebeu isso. Eu já não consigo mais segurar ela e não tô em posição de recusar, porque senão ela vai cair na depressão de novo.
É, que grande sacrifício o seu... você é um merda de amigo.
Puta merda! – ele exclamou, ofendido – O que você quer que eu diga? Que eu admita que ia adorar comer ela na cama? Então tá: sim. Qualquer um ia querer transar com uma mulher daquela, óbvio. Mas te juro que não esperava chegar nisso... sua mãe tava um caco e eu não imaginava que ela fosse ficar tão receptiva. E não vem com esse papo de que sou um mau amigo... você prefere arriscar que seu amigo coma sua mãe ou arriscar que ela entre em depressão de novo? Isso não é coisa de filho de merda? Não é coisa de pessoa ruim? – ele me criticava – Não me enche o saco e para de ser egoísta... entendo que você não curta a situação, mas pensa nela. Percebe que é melhor você engolir isso durante os poucos dias que vocês tão aqui do que ter que ver sua mãe toda ferrada em Madri.
Fiquei calado. Tava puto, mas ele tinha razão. Eu devia ter parado isso antes. Talvez devesse ter ficado mais em cima deles... não ter deixado eles tanto tempo sozinhos e ter falado sobre o assunto com o Gonzalo mais vezes. Agora já... era tarde. Não me restava outra a não ser me afastar e observar. Quem sabe, no final não rola nada, pensei. Olhei nos olhos do Gonzalo e concordei. “Tá bom, beleza” falei, derrotado. Ele sorriu pra mim e me deu um tapinha no ombro antes de voltar pra minha mãe. Eu me mergulhei na água, precisava ficar sozinho e tranquilo.
Nem preciso dizer que, depois daquela conversa, o Gonzalo não só continuou tentando seduzir minha mãe, como agora Saía pra arrasar. As brincadeiras, joguinhos, roçadas e apalpadas foram aumentando durante a semana e cada vez ficavam mais descarados. Lembro que na nossa penúltima manhã lá, meu amigo não se segurou e deu um tapão forte na bunda da minha mãe e disse "Viu como cê pegou cor rápido? Essa rabuda tá bem moreninha". A outra mão não ficou parada e beliscou um dos mamilos durinhos dela "E essas duas maravilhas também" falou piscando o olho. Minha mãe ria e deixava ele fazer. Não importava que eu estivesse do lado, nem que a praia inteira pudesse ver; o filho da puta tinha ela na palma da mão.
Eu me consolava lembrando que no dia seguinte ao meio-dia a gente voltava pra Madrid. Em umas 24 horas tudo teria acabado, então só me restava pouco sofrimento pela frente. Além disso, apesar do clima quente que tinha ficado, eles não tinham transado. Comecei a ter esperança de que não iam dar esse passo. Talvez minha mãe não estivesse pronta pra se entregar de vez pra outro homem, ou talvez o Gonzalo tivesse pensado melhor e agora achasse que não seria legal chegar a esses extremos com minha mãe. "Tomara que parem por aqui e depois em Madrid minha mãe arrume um homem pra virar a página", pensava comigo. Queria que minha mãe fosse feliz, e achava bom que fosse com um homem do lado, mas me dava nos nervos que esse homem pudesse ser um moleque dois anos mais velho que eu.
Lembro muito bem daquela tarde. Era minha última ida à praia porque tavam rolando as festas da cidade e aquela noite teria forró até de madrugada. Como provavelmente a gente acordaria tarde no dia seguinte, não íamos ter tempo de voltar pra praia antes de ir embora ao meio-dia pra Madrid. O Gonzalo e minha mãe tavam se banhando enquanto eu tava sentado na minha toalha, absorto nos meus pensamentos. Quando saí do meu mundo, percebi que tinha perdido eles de vista. Levantei e olhei pro mar. Não via eles. Me virei ao redor e também não localizava. Era a primeira vez que escapavam de mim desse jeito... fiquei meio nervoso. Aí pensei que talvez eles tivessem ido nadar até a praia de pedras que tinha ao lado. As duas enseadas eram separadas por uma formação rochosa que dava pra contornar a nado ou atravessar a pé. Escolhi a segunda opção.
Eu estava no meio do caminho entre as duas praias quando comecei a ouvir uns barulhos baixinhos. Não sabia bem o que era, os sons eram quase imperceptíveis, mas parecia que tinha alguém na água, bem do lado onde eu estava. Espiei por cima das pedras e olhei pra baixo. Meu coração deu um pulo. Vi minha mãe e o Gonzalo se pegando na água. Deviam ter uma plataforma de pedra debaixo, porque estavam de pé e a água batia na cintura deles. Abraçados, se comiam de boca aberta. As mãos do Gonzalo seguravam as bundas da minha mãe, e ela o envolvia com os braços, esfregando os peitões enormes nele. Não sabia há quanto tempo estavam ali, mas com certeza continuaram naquela posição por um tempo, até que ele resolveu avançar. Parou o beijo e virou minha mãe com violência. Aí ele atacou por trás, passou as mãos em volta do corpo dela e as colocou nos peitos dela. Brincava com os bicos dos seios enquanto mordiscava a orelha e o pescoço dela. Ela gemia, completamente entregue. E gemeu mais ainda quando o Gonzalo deslizou uma das mãos dentro da parte de baixo do biquíni e começou a masturbá-la.
— Tá gostando, hein? — ele dizia, alto o bastante pra eu ouvir.
— Mmmm, siiiim... — minha mãe gemia de prazer.
— Você vai ser minha... porra, que buceta quente você tem, tava morrendo de vontade de tocar nela... vou arrebentar você de pica.
— Uff, tô morrendo de vontade, mas agora não — minha mãe falava entre gemidos — espera depois da festa que quero falar com o Juan... ele merece saber antes de acontecer. Além disso, se ele resolver nos procurar agora, pode nos pegar... a gente tem que Vai com calma, porra.
Tá bom, gostosa, mas se quiser gozar agora, é melhor me compensar bem essa noite...
Uff, sim, não me deixa assim, por favor – implorava a safada – essa noite você pode fazer o que quiser comigo, não vai se arrepender de deixar pra depois, eu juro.
Mal ela falou isso, Gonzalo aumentou o ritmo dos dedos na buceta da minha mãe e, uns segundos depois, ela gozou como só a mais puta conseguiria. Teve que apertar os dentes pra não gritar de prazer. Não tinha volta: essa noite eles iam foder.
Ficaram se beijando mais um pouco antes de voltar pra praia. Eu tive que correr pra chegar na toalha antes que eles pudessem ver que eu tinha saído do lugar. Quando sentaram do meu lado, agiram como se nada tivesse acontecido. Eu era de longe o mais tenso, mas disfarcei bem e ficamos conversando de boa, como nos dias anteriores. Já de noite, no apartamento, jantei só com a minha mãe. A gente tava comendo a sobremesa quando ela puxou o assunto:
– Escuta, Juan, queria falar uma coisa com você...
– Fala.
– É sobre o Gonzalo...
– Fala – engoli seco – o que foi?
– Bom... ele e eu estamos nos divertindo pra caralho juntos, sabe?
– Sim – falei quase sem voz – vocês se dão muito bem – usei o tom mais inocente que pude, pra evitar que ela suspeitasse que eu sabia mais do que ela imaginava.
– Isso – ela tava nervosa – a gente se dá muito bem... e fazia tempo que eu não me dava tão bem com alguém, entende?
– Sim, mãe – porra, que conversa mais desconfortável; tinha que concordar com ela logo – entendo, de verdade, e acho legal.
– Sério? – ela me olhava com cara de quem não tinha certeza se eu entendia tudo.
– Sim – insisti – você tem que seguir em frente, a gente já conversou sobre isso outras vezes – falei pra ela ver que eu entendia do que estávamos falando.
– Você acha mesmo? – ela me olhou nos olhos – Não te incomoda?
– Não, de verdade – menti – na real, acho ótimo que você tenha se interessado. em alguém como o Gonzalo. Sabe que, além de ser meu amigo, sempre admirei ele e sempre achei ele um cara foda. Fico feliz que você tenha escolhido alguém como ele pra começar a virar a página – sentia uma faca cravada nas minhas entranhas enquanto vomitava essas mentiras, mas achei que era o que devia dizer. No fim, iam foder do mesmo jeito. Queria que pelo menos minha mãe ficasse de consciência tranquila. A última coisa que eu precisava era que ela ficasse deprimida depois de tudo isso por achar que tinha me machucado.
E assim eu dei minha bênção. Ela pareceu surpresa com minha reação, mas acreditou nas minhas palavras. Até se emocionou e veio me dar um beijo e um abraço; tava grata, aliviada e orgulhosa pela maturidade das minhas palavras. Porra, quase comecei a chorar também... embora não soubesse se era pela beleza de vê-la tão feliz de novo, pela vergonha de ter mentido tão descaradamente, ou pela raiva que sentia ao pensar que o Gonzalo ia comer ela naquela noite. Vida de merda.
Depois do jantar, nos arrumamos pra ir pra festa. Pra mim bastou meia hora pra tomar banho, me barbear e me vestir, mas minha mãe caprichou pra se arrumar o melhor que pôde. Por mais que me doesse, ela queria deslumbrar quem ia ser o amante dela. Vestiu um vestido verde escuro com um decote de matar e uma barra curta que deixava à mostra as pernas torneadas dela. Nunca tinha visto antes, devia ter comprado aqui. O cabelo dela, mesmo solto, tava muito bem penteado; e a maquiagem destacava os olhos e os lábios carnudos dela de um jeito que parecia completamente natural. Minha mãe era uma mulher muito gostosa, mas poucas vezes tinha chegado no nível daquela noite. Tava espetacular.
Quando o Gonzalo viu ela, quase saltou os olhos das órbitas. Fez questão de dizer que ela tava linda enquanto cumprimentava ela com dois beijos. Minha mãe então deu um selinho nele, indicando que eu tava por dentro do que rolava. O Gonzalo olhou pra mim e eu devolvi o olhar e assenti com a cabeça. Ele sorriu e Senti de novo uma facada nas tripas. Peguei na mão da minha mãe e fomos pra praça da cidade, onde tava rolando a festa.
A praça tava lotada. A festa tinha começado fazia umas horas, então já tava bem animada. A gente dançou os três, mas claro que eu tava mais dançando sozinho enquanto eles dois dançavam juntos. Aos poucos fomos nos separando, mas eu ficava de olho neles de vez em quando. Eles se esfregavam um no outro nas danças e se beijavam. Conforme a noite avançava, dançavam menos e se beijavam mais; e daí a pouco começaram a se amassar e a se tocar de um jeito que já tava beirando o escândalo público. Eu queria que a terra me engolisse.
Umas três e meia da manhã, minha mãe chegou perto de mim.
— Juan... Gonzalo e eu cansamos um pouco de dançar. Vamos tomar um drink no apartamento dele... não se preocupa com a gente, continua se divertindo. A gente se vê amanhã.
Ou seja: "Gonzalo e eu vamos foder, fica aqui e não enche o saco. Não me espera acordada que vamos trepar que nem coelhos a noite toda." Engoli a raiva e falei que beleza, que se divertissem. Dei um beijo de despedida nela e levantei a mão na direção do Gonzalo pra me despedir dele também. Quando eles foram embora, fiquei dançando um pouco, mas não conseguia relaxar. Tava pirando com a ideia de que um cara só dois anos mais velho que eu, meu amigo, ia comer minha mãe a qualquer momento. Não tinha passado nem quinze minutos quando decidi ir pra casa.
Voltar pro apartamento não adiantou nada. Não conseguia tirar da cabeça o que tava rolando na casa ao lado. O que será que eles tavam fazendo naquele momento? Será que tavam no meio de uma transa? Será que o Gonzalo tava obrigando minha mãe a fazer um boquete pra compensar por não ter deixado ele meter na praia? Porra, não sabia por que ficava pensando nessas coisas, mas não conseguia evitar. Foi aí que percebi uma coisa. O quarto grande do nosso apartamento (o que usava minha mãe), se conectava pela varanda com a varanda do apartamento do Gonzalo, que por sua vez dava pro quartão daquele apê. Naquele quarto dormiam os pais do Gonzalo e era, portanto, o quarto que tinha uma cama de casal. O lógico era que eles estivessem trepando naquele quarto, e eu poderia me enfiar na sacada pra dar uma olhada. A única coisa que podia me impedir era se eles tivessem fechado as cortinas, mas como era um apê que dava pro mar e não tinha vizinhos na frente, era possível que tivessem deixado abertas. Porra, espiar eles era errado, mas eu não aguentava mais... tinha que ver o que rolava. Sabia que ver só ia me foder mais, mas sei lá, talvez eu seja masoquista... o fato é que eu precisava ver. Saí correndo pra varanda e me enfiei na deles. Bingo, as cortinas não estavam fechadas. A janela estava entreaberta; meu coração batia a mil quando me inclinei.
Lá estava ela. Minha mãe estava deitada de barriga pra cima na cama; uma calcinha fio dental preta era a única peça que ainda vestia. Reparei nos mamilos dela. Estavam durinhos, igual quando o Gonzalo esquentava ela na praia, mas dessa vez pareciam brilhar. Parecia que os peitos da minha mãe estavam babados; o filho da puta do meu amigo devia ter chupado eles enquanto eu tava no apê do lado. Naquele momento ele apareceu. Entrou pela porta do quarto vestindo só uma cueca vermelha, inchada pelo que devia ser uma ereção. Parou aos pés da cama, admirando a mulher que ia fazer dele aquela noite. Minha mãe levantou um pé e começou a esfregar no volume do Gonzalo. Alternava movimentos circulares com movimentos de cima pra baixo enquanto o volume escondido no pano vermelho parecia crescer ainda mais. O outro pé começou a brincar com o elástico da cueca, dando a entender pro Gonzalo que já era hora de se despedir dela. Meu amigo se afastou uns centímetros e tirou a roupa de baixo, liberando o pau dele. Ferramenta. Era grande... não era no estilo ator pornô, mas com certeza tinha um tamanho que dava orgulho pra ele, tanto no comprimento quanto na grossura. E se ele podia se orgulhar, minha mãe parecia estar encantada. Ela lambeu os lábios como uma puta faminta ao ver as dimensões da pica que tinha na frente dela. As solas dos pés dela agora acariciavam diretamente o pau e as bolas de Gonzalo. O filho da puta sorria, curtindo a maciez daqueles pés deslizando por todo o sexo dele.
Um minuto depois, as mãos de Gonzalo seguraram os tornozelos da minha mãe. Firmando bem, ele afastou os pés do mastro dela e os separou pra abrir as pernas dela. De repente, puxou os tornozelos da minha mãe na direção dele, arrastando o corpo todo dela até a ponta da cama. A brusquidão do movimento surpreendeu minha mãe, mas não diminuiu nem um pouco a excitação dela. Não, com certeza não diminuiu, porque ao ver a vara de Gonzalo tão perto, ela não perdeu tempo e enfiou na boca. Ela agora tava sentada na beirada da cama e, dessa posição, se inclinou pra frente e envolveu a cabeça do pau que tava na frente dela com os lábios. No começo, ela metia e tirava da boca... brincava com ele, dando lambidas e beijinhos; mas a fome de pica dela aumentou e não demorou pra começar a chupar com gosto. A safada fechava os olhos, curtindo o sabor da barra de carne que deslizava entre os lábios dela. A cabeça da minha mãe subia e descia enquanto chupava com capricho a pica do amante. Não sei como ela fazia, mas conseguia ir até quase a base daquele tronco. E se não chegava até o fim, o porco do Gonzalo ajudava, empurrando a cabeça da minha mãe com as mãos e fazendo movimentos pélvicos como se tivesse fodendo a boca que envolvia o pau dele.
Ficaram assim por vários minutos, embora pra mim parecessem horas. "Continua assim, Ana, que você me deve um orgasmo", dizia o cachorro, me fazendo lembrar a grotesca cena que eu tinha visto na praia, "muito bem, porra, vou te dar uma bela porção de porra". Eu pensei que isso faria minha mãe se afastar, enojada com a ideia de gozarem na boca dela, mas eu estava enganado. Puta merda, como eu estava enganado. Parece que eu subestimei o quão puta minha mãe era, porque aquelas palavras pareciam ter excitado ela ainda mais. Ela chupava ele com todo o vício do mundo, cada vez mais rápido; cada vez mais fundo. A vagabunda não só não parava, como acelerava o ritmo. Me parte a alma admitir, mas minha mãe parecia saber chupar um pau melhor do que qualquer atriz pornô que eu já vi. Gonzalo começou a bufar; devia estar perto. Minha mãe percebeu e se agarrou nas nádegas do meu amigo, como se para garantir que aquele pauzão não fosse escapar e privá-la do néctar que ela tanto ansiava provar. E então veio. "Siimmm, vou gozar!" exclamava Gonzalo enquanto disparava a porra na boca da minha mãe. O orgasmo pareceu durar uns dez segundos, mas minha mãe manteve o caralho na boca por muito mais tempo. Ela olhava nos olhos dele enquanto limpava a cabecinha com a língua; a safada não queria desperdiçar nem uma gota.
Assim que a mamada terminou, Gonzalo se jogou na cama de barriga para cima.
"Vem cá" – ele ordenou – "quero comer essas tetonas de novo."
Minha mãe riu e se aproximou dele com obediência. Ela ficou de quatro sobre a cabeça do amante, deixando que os peitos enormes caíssem no rosto de Gonzalo. Ele chupava um mamilo enquanto amassava a outra teta com uma das mãos. A língua de Gonzalo percorria agora toda a superfície do busto da minha mãe. Ele virava a cabeça para afundar o rosto no meio dos peitos, beijava os seios, chupava os mamilos e lambia em círculos; estava usando todo tipo de técnica para comer aquelas tetas.
"Uff" – bufava minha mãe – "amo como você come minhas tetas!"
"E eu amo comê-las, gostosa" – respondia Gonzalo. — mas agora que minha boca já provou elas, é hora de outra parte do meu corpo provar também.
Minha mãe entendeu perfeitamente o que meu amigo estava pedindo. Com um sorriso lascivo na boca, ela desceu, deslizando os peitos por todo o corpo do Gonzalo. A pica daquele filho da puta já tinha endurecido de novo. Sem mais delongas, minha mãe prendeu ela entre os melões e começou a fazer um espanhol. Meu estômago revirava ao ver a cara de prazer daquele filho da puta... mas olhando a da minha mãe, que mordia os lábios de tão tesuda que tava, ficava claro que aqui o único filho de uma puta de verdade era eu. Depois de uns minutos curtindo como as tetas da minha mãe batiam uma punheta pra rola dele, o Gonzalo decidiu que já era hora de partir pra algo maior.
Com um gesto, ele mandou minha mãe tirar a calcinha fio dental. Ela obedeceu na hora e, em seguida, esfregou ela de brincadeira na cara daquele porco.
— Olha como você me deixou molhada — disse minha mãe, cheia de luxúria.
— Então sobe aí em cima e vê o quanto você vai gozar.
Não precisou pedir duas vezes. Ela se posicionou sobre a barriga do Gonzalo e, com uma mão, guiou a pica até a entrada da boceta dela. Minha mãe tava tão lubrificada que só precisou se deixar cair pra sentir aquela espada de carne enfiar fundo nas entranhas dela. Ela soltou um gemido de prazer ao sentir aquela vara grossa preenchendo ela. Depois de trocar um olhar cúmplice com meu amigo, começou a cavalgar. Não teve frescura; tava tão tesuda que começou a pular em cima dele com tudo. O ritmo da transa era rápido e as tetonas da minha mãe balançavam pra alegria do Gonzalo, que não perdia um detalhe enquanto mexia os quadris pra acompanhar o movimento daquela gostosa em cima dele. Os gemidos da minha mãe ecoavam na minha cabeça; ficavam mais altos a cada segundo que passava. Ela gemia como uma puta entregue enquanto se aproximava do orgasmo e, quando ele finalmente Finalmente, ela chegou lá, soltou um gemido enorme de prazer e desabou exausta em cima do amante.
Depois de ficar em êxtase, os lábios dela buscaram os de Gonzalo. Eles se beijaram com paixão, se pegando fundo. Não duraram muito assim, porque ele ainda não tinha gozado e não tava a fim de esperar mais. Com um movimento rápido, virou minha mãe de lado e ficou por cima dela; assumiram a posição missionária e retomaram o exercício de paixão. Agora era ele quem tava descontrolado. Mexia a pélvis com força, cravando a vara toda na minha mãe a cada estocada. Ela curtia como uma puta no cio; se agarrava nele e abria mais as pernas pra facilitar o acesso. Os gritos de prazer da minha mãe mostravam que ela tava gozando de novo, o que parecia dar mais coragem pra Gonzalo, que cada vez metia mais forte e mais rápido. O tio tinha uma furadeira entre as pernas. Uma furadeira com as pilhas bem carregadas, porque o filho da puta aguentou o ritmo como um touro por vários minutos até não aguentar mais e anunciar que ia gozar. Pra minha surpresa, e também de Gonzalo pelo que dava pra ver na cara dele, minha mãe enroscou as pernas na cintura do amante, convidando ele a gozar dentro, mesmo eles transando sem camisinha. Preso pelas pernas da minha mãe, que tava gozando de novo, Gonzalo continuou bombando a buceta dela até o pau dele explodir num orgasmo potente e vomitar todo o sêmen.
Os dois se olhavam nos olhos, extasiados. Depois de trocar olhares e risadas cúmplices, as bocas deles se fundiram de novo em outro beijo longo e apaixonado. Gonzalo saiu de cima e se deitou de lado; os dois se abraçaram e ficaram uns minutos trocando carinhos e beijos em silêncio, até ele falar.
— Que buceta mais apertada que você tem. Que maravilha!
— Kkkk — minha mãe gostou do elogio — bom, é que fazia um ano e meio que eu não fazia isso...
— Pois isso não tá certo, Ana. Você é um espetáculo de mulher; você não é só gostosa pra caralho, como na cama você fode como uma leoa. Tem que fazer isso mais vezes...
Haha, você é um puxa-saco. – minha mãe ficou vermelha – É que tudo tem sido muito difícil pra mim desde que meu marido morreu.
É, mas a gente se divertiu junto, né?
Sim... foi uma semana incrível – minha mãe deu um selinho no Gonzalo – você foi incrível; eu quase tinha esquecido o que era ser feliz, mas você me lembrou.
E vou continuar lembrando a noite toda – ele piscou um olho
Hahaha, não foi isso que eu quis dizer, idiota – ela disse corando – sua companhia durante esses dias foi muito especial... você é um anjo – os olhos da minha mãe brilhavam; comecei a temer que ela tinha se apaixonado.
Pra mim também foi muito especial... adoro te ver sorrir de novo. – Agora era ele quem dava um selinho nela – Ei, e como é que você ainda toma a pílula se não transou nesse tempo todo?
Que pílula? – minha mãe olhou estranhando
A anticoncepcional... você me deixou gozar dentro, então acho que toma, né?
PORRA! – exclamou minha mãe – não tinha me tocado. É que meu marido teve caxumba que deixou ele estéril pouco depois que eu engravidei... nunca precisei me preocupar com isso e claro, não pensei...
Porra, que merda! – Gonzalo estava agitado – o que a gente faz?
Bom, não se preocupa – minha mãe parecia um pouco mais calma – estou num período seguro do meu mês. Acho que podemos ficar tranquilos.
Tem certeza?
Sim, fica tranquilo... não se estressa, vamos, continua aproveitando a noite – ela beijou os lábios do amante de novo – da próxima vez goza fora se quiser e pronto.
Nesses peitões vou gozar eu – ele disse enquanto se agarrava neles, esquecendo completamente as preocupações – olha, já deixou ele duro de novo... fica de quatro que quero continuar arrombando esse coelhinho apertado de colegial.
Minha mãe sorriu excitada e se ajeitou na posição de quatro. Piranha. Eu, por mim, não aguentava mais aquilo. Saí da varanda e voltei na maciota pro nosso apartamento, me xingando por ter ido espiar eles. Mais de três horas depois, ouvi minha mãe entrar em casa. Já eram quase nove... será que tinham transado por 5 horas? Isso era possível? A verdade é que eu não queria saber; a única coisa que eu queria naquele momento era dormir de uma vez, mas não consegui. Não era mais tanto pelo trauma de ver minha mãe agindo como uma verdadeira piranha, mas pelo medo de ela ter se apaixonado por aquele porco e ter ficado grávida.
Lá pelo meio-dia, minha mãe entrou no meu quarto pra ver se eu já estava acordado e me lembrar que em uma hora a gente tinha que ir pra estação de ônibus voltar pra Madrid. Arrumamos tudo, nos ajeitamos e fomos pra estação na companhia do Gonzalo. Eles continuavam no maior love; andavam de mãos dadas e se beijavam. O caminho pareceu uma eternidade... não conseguia evitar sentir humilhação e impotência pelo que tinha rolado. Quando chegou a hora da despedida, o Gonzalo me deu um aperto de mão forte. Eu não consegui olhar nos olhos dele. Minha mãe e ele se despediram com um beijão longo e intenso que quase fez a gente perder o ônibus.
Já sentados no veículo, vi minha mãe enxugar umas lágrimas. Fiquei apavorado pensando que ela realmente tinha se apaixonado por aquele babaca e que agora a distância ia fazer ela cair na depressão de novo. Se minha mãe voltasse a ficar como antes da viagem, eu teria engolido toda essa merda à toa...
Por sorte, eu estava errado. As lágrimas deviam ter sido só coisa do momento, porque ela não caiu na depressão de novo. Nas semanas seguintes, vi com alegria como minha mãe retomava a vida dela. Voltou a ver as amigas, se vestia gostosa, voltou pra academia, e passava o dia rindo. A sensação de frustração que eu sentia foi diminuindo ao ver que o plano, por mais pesado que tivesse sido, resultado, tinha funcionado e ela voltava a ser feliz. Também não perdeu tempo pra arrumar um parceiro: não tava nem um mês em casa quando começou a sair com o chefe dela, que já tava dando em cima dela sem sucesso há muito tempo. Isso foi o que mais me deixou feliz em tudo, porque sabia que se ela tivesse namorado, não cairia de novo nas garras do Gonzalo no verão seguinte. Por mais Promíscua que ela pudesse ser, não era uma mulher infiel. Disso eu tinha certeza.
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Essa história aconteceu no verão passado, quando eu ainda tinha 18 anos. Era 1º de agosto, ou seja, o dia em que minha mãe e eu íamos para o apartamento que temos na praia. Me chamo Juan e sou de Madri. Moro com minha mãe, Ana, uma secretária de 36 anos. Se você fez as contas, deve ter notado que ela me teve aos 19 anos, quando ainda era muito jovem. O motivo? É que minha mãe casou assim que terminou o colégio. Ela era apaixonada pelo meu pai, que era 8 anos mais velho que ela e na época começava a carreira de advogado. E digo "era" porque, infelizmente, um derrame o levou um ano e meio antes do começo dessa história.
Perdê-lo foi um golpe muito duro para nós. Como já disse, minha mãe o amava muito, e eu também. Eu fui superando com o tempo, mas minha mãe estava sofrendo muito mais. Ao longo desse ano e meio, ela teve altos e baixos, com vários episódios de depressão e, longe de virar a página, foi se fechando cada vez mais em si mesma. Só saía de casa para trabalhar e fazer as compras necessárias, e mal mantinha contato com as amigas. Agora a vida dela se resumia ao trabalho e às tarefas domésticas. Ela nem cuidava mais da aparência como antes. Minha mãe sempre teve muito orgulho do físico, porque era uma mulher gostosa e sempre teve um corpo que, além de curvas bem chamativas, era trabalhado a sério na academia. A desilusão geral que sentia pela vida a fez engordar uns quilinhos que, embora não chegavam a deixá-la mais cheinha, teriam sido impensáveis antes da morte do meu pai. O jeito dela se vestir também tinha mudado. Ficaram para trás as minissaias e os shorts que deixavam à mostra suas pernas longas, os decotes que faziam parecer que escondia dois peitões, e os vestidos ousados que ela adorava usar quando saía. Agora usava roupas menos coloridas, mais largas e mais discretas. Ela se maquiava e penteava para ficar apresentável, mas já não buscava se exibir como antes. Claro que ela não tinha deixado de ser atraente, afinal era gostosa por natureza. Continuava sendo uma mulher de 1,69, olhos castanhos, cabelo castanho, pele morena e um corpo onde dois peitões e um quadril largo formavam curvas que muitas mulheres invejariam. Ela simplesmente tinha passado de uma beleza que adorava flertar e se sentir admirada, para uma mulher bonita que tentava passar despercebida.
Tanto as amigas dela quanto eu tentamos animá-la a voltar a ser quem era, mas foi impossível. No entanto, com a chegada de agosto, surgiu uma chance de melhorar o ânimo dela. Minha mãe sempre tirava 15 dias de férias nessa época, e sempre aproveitávamos para passar essas duas semanas num apartamento que temos numa vila do litoral levantino. Essa seria a primeira vez que íamos sem meu pai, já que no verão anterior, com a morte dele tão recente, foi impossível tirar minha mãe de Madri. Este ano, porém, consegui convencê-la a irmos. Ela precisava desesperadamente de uma mudança de ares e quebrar a rotina, e eu tinha esperança de que a viagem conseguisse reativá-la e ajudá-la a virar a página. Mal podia imaginar na época o quanto minha mãe iria se reativar nessas férias...
O apartamento que tínhamos na costa ficava numa área muito tranquila. A cinco minutos de casa tínhamos uma pequena enseada de areia, que se conectava com uma praia de pedras bem maiores. Como eram praias pouco atraentes para o negócio hoteleiro, costumavam ficar praticamente vazias, o que era um luxo, já que toda a costa mediterrânea estava cheia de praias lotadas.
Durante nossa estadia na costa, sempre encontrávamos outra família que vinha para a cidade passar o verão. Eles moravam exatamente no apartamento ao lado, no mesmo prédio que a gente. Eram de Zaragoza e vinham para a cidade passar o verão inteiro. A família era formada por um casal bem mais velho que meus pais, e seus quatro filhos. Os três filhos mais velhos já estavam na casa dos trinta e tinham formado suas próprias famílias, então já fazia alguns anos que não vinham para a cidade passar o verão com os pais. Mas o caçula continuava vindo todos os verões. Com o passar dos anos, meus pais se tornaram amigos desse casal, e eu me tornei amigo do quarto filho, que era dois anos mais velho que eu. O garoto se chamava Gonzalo, e eu sempre o admirei. Acho que é normal com crianças; quando um garoto mais velho te dá atenção e brinca com você, você adora e logo o vê como um modelo a seguir. Imagino que Gonzalo, que estava sempre rodeado de irmãos mais velhos, adorava ter um moleque mais novo por perto.
A primeira semana que passamos na costa foi tranquila. Todos os dias íamos à praia e geralmente jantávamos com nossos vizinhos. Minha mãe parecia um pouco menos deprimida, embora, infelizmente, continuasse se isolando dos outros e não se soltasse de vez, por mais que todos tentássemos mantê-la animada e ocupada. Ela se divertia por uns momentos, mas logo dizia que "estava cansada" e voltava sozinha para o apartamento. Além disso, tinha trocado os biquínis provocantes dos anos anteriores por maiôs comportados de uma peça só. Já disse que ela tinha engordado apenas uns quilos nesse ano e meio, mas para uma mulher acostumada a estar espetacular, esses quilos a mais eram incompatíveis. de biquíni. Ela pouco se importava que seu corpo ainda desse mil voltas na maioria das garotas que iam à praia; se ela não se visse perfeita, não mostrava mais carne do que o estritamente necessário.
Eu, por minha vez, saí um par de noites para uma balada perto dali com o Gonzalo. A gente se divertiu pra caralho e pegou geral, pelo menos pra quem tava acostumado como eu. A verdade é que do lado do Gonzalo era fácil pegar mulher. Ele era um cara bonito e ousado. Era um pouco mais alto que eu (devia passar de um metro e oitenta), moreno de cabelo e pele, e tinha um corpo bem musculoso, fruto de horas de treino e competição de capoeira. O físico espetacular dele, o sorriso safado, o olhar penetrante dos olhos escuros e a confiança que mostrava o tempo todo faziam dele um sedutor nato. Cada noite que a gente saía, ele pegava uma, duas, ou praticamente todas que ele quisesse naquele dia, e eu aproveitava pra ficar com alguma amiga da mina que caía na rede do meu amigo. Eu me considero um cara bem normal e em Madrid só pego de vez em quando, então aqui eu aproveitava pra me esbaldar na cola do Gonzalo. Mas é claro, a gente não conseguiu comer ninguém porque não tínhamos carro nem um apartamento livre pra levar nossas conquistas. O máximo que rolou foi com uma mina que o Gonzalo tinha seduzido: depois de ficar se pegando e se apalpando na pista de dança, eles se enfiaram num banheiro e ela deu um boquete no meu amigo.
Foi assim que passou a primeira metade das nossas férias. A segunda metade acabou sendo bem diferente...
No oitavo dia, aconteceu algo que daria início a uma série de eventos que, embora eu não soubesse na época, mudariam minha vida e a da minha mãe. Os pais do Gonzalo receberam uma ligação de um hospital de Zaragoza. A avó do meu amigo, uma viúva nonagenária que morava sozinha, tinha quebrado o quadril ao cair de um ônibus. Isso fez com que os pais do Gonzalo tivessem que interromper as férias deles e voltar pra Zaragoza. Eles insistiram com o filho que ele devia ficar pra curtir a praia. Falaram que davam conta de cuidar da avó sozinhos e que não fazia sentido ele ir junto. Então, eles foram embora e meu amigo ficou sozinho no apartamento dos pais.
No dia seguinte, descemos pra praia eu, minha mãe e o Gonzalo. Meu amigo e eu percebemos que minha mãe estava mais apagada que o normal. Quando a gente entrava na água, ela ficava sozinha e entediada, sem os pais do Gonzalo pra distrair ela. Tentamos ficar com ela e animar, mas não adiantou muito, e ela voltou pro apartamento pra "descansar antes de fazer o almoço".
Cara – o Gonzalo me falou – me dá uma pena danada ver sua mãe assim...
Já sei, mano, não tem jeito dela superar isso – respondi.
É que me irrita pra caralho. Sua mãe era a alma da festa e não aguento ver ela tão triste...
Porra, nem eu, mas já não sei mais o que fazer.
Bom – ele disse num tom sério – acho que tem algo que eu posso fazer...
O quê?
Olha, pode parecer estranho... é algo que com meus pais aqui eu não tinha coragem de fazer, e queria falar com você antes de qualquer coisa.
Tá... – falei sem entender nada – então, me conta o que você pensou.
Bom... pensei que o que sua mãe precisa é se sentir viva de novo. Desde que seu pai morreu, o pessoal acolheu ela o máximo que ela deixou, e isso é legal, mas não é o que ela precisa pra se sentir viva – ele me encarou firme, pra ver se eu concordava.
Tá... – eu não sabia onde ele queria chegar.
Beleza, então, ao longo desses anos, o que aprendi sobre sua mãe é que o que faz ela se sentir viva é ser a estrela. Por mais fiel que fosse ao seu pai, ela sempre gostou de estar gostosa, de chamar a atenção de outros caras, receber elogios e flertar. Ela precisa recuperar isso.
E o que você sugere?, que ela arrume um namorado?, cê acha que minha mãe tá a fim disso? – reagi meio puto. Parecia que não ter percebido que minha mãe não queria saber de ninguém.
Não exatamente, o que ela precisa é se sentir desejada. Se alguém fizer ela sentir o que sentia antes, ela vai querer voltar a ser como era. Alguém tem que dar aquela faísca... sabe, flertar com ela, aumentar a autoestima dela e fazer com que ela se ame mais. Assim que ela tiver isso de novo, com certeza vai voltar a ser como sempre foi.
É, e quem vai fazer ela sentir isso? Você não vê que ela tenta passar despercebida e evita as pessoas? – perguntei irritado
Olha... essa é a parte complicada – ele disse me encarando nos olhos – teria que ser eu.
O quê?! – pensei que tinha ouvido errado.
Por isso eu disse que você acharia estranho...
Pô, não fode! É super normal seus amigos pegarem sua mãe, nada estranho! – exclamei sarcasticamente.
É, João, eu sei, mas pensa bem – ele disse ignorando meus gestos exagerados – em Madri ela passa o dia ou no trabalho ou trancada em casa, então tem que ser aqui... e aqui só eu consigo chegar perto o suficiente da sua mãe pra flertar.
Mas ela tem 18 anos a mais que você, idiota – falei desesperado – o que ela vai querer saber de você?
Cara, não é por me gabar, mas você já viu que eu me dou bem com as minas – respondeu confiante – eu sei fazer elas se sentirem vivas... essa é a chave.
Você acha que minha mãe é uma garotinha? – tava indignado – você não vai comer ela.
Ei, eu não falei em comer ela – ele disse com cara de surpresa – nem tô dizendo que ela tem que me querer, só tô falando que tenho que fazer ela se sentir desejada e trazer de volta aquele lado brincalhão que ela tinha.
Eu não sabia o que dizer, fiquei em silêncio enquanto ele me olhava esperando.
Cara, me deixa tentar flertar com ela essa semana, e pronto – ele insistiu – você sabe que eu nunca tentaria fazer algo que ela não quisesse, só quero que ela pare de ser uma alma penada. Pensa nela, porra, é só uma semana... se der certo, ela volta a ser como era, e se der errado, Pois não aconteceu nada e ponto final.
— Tá bom — cedi, fechando os olhos — se você acha que consegue animar ela, vai fundo, porque não aguento mais ver ela desse jeito. Mas juro que se você machucar ela de novo, eu te mato.
— Cara, confia em mim — ele disse, me dando um tapinha no ombro — deixa comigo que vai dar tudo certo; você sabe que sou seu amigo e que nunca faria mal à sua mãe.
E ficou por isso. A partir daquela tarde, Gonzalo tentaria usar a lábia dele pra despertar o lado paquerador da minha mãe. Sem dúvida ia ser estranho ver meu amigo dando em cima dela, mas eu sabia que talvez ele estivesse certo e que aquela fosse a única forma de minha mãe finalmente virar a página.
A tarde passou com uma calma surpreendente. Eu imaginava que Gonzalo partiria pro ataque igual eu via ele fazer na balada, mas não foi assim. Quando descemos pra praia — eu, ela e ele — ficamos os três conversando no mesmo tom de sempre, sem que ele dissesse nada fora do comum. Depois de um tempo, bateu vontade de dar um mergulho e sugeri entrarmos na água, mas minha mãe não quis e Gonzalo disse que também não tava a fim, então fui sozinho. Fiquei um tempão me refrescando no mar; brigando com as ondas e mergulhando perto da areia. De vez em quando olhava pra eles pra ver se via algo estranho, mas não notava nada demais; continuavam sentados nas toalhas, conversando. Decidi que não adiantava ficar bitolado e nadei mar adentro; fiquei umas horas por lá. Quando voltei, percebi que Gonzalo tava cochichando coisas no ouvido da minha mãe. Não faço ideia do que estariam falando, mas os dois estavam rindo. Fiquei observando mais um pouco e não vi nada além disso, só que continuavam se divertindo pra caramba. Num dado momento, Gonzalo sussurrou algo no ouvido dela que fez minha mãe reagir rindo e dando um tapinha nele de leve, como quem repreende, como se meu amigo tivesse feito uma piada sem graça. Fiquei encucado sem saber do que riam, mas resolvi não dar importância... até que No fim das contas, minha mãe parecia estar de bom humor. A verdade é que em qualquer outro dia ela já teria voltado pro apartamento a essa altura da tarde, mas ali estava ela, se divertindo como eu não via desde a morte do meu pai. Em uma hora e meia, o Gonzalo tinha conseguido mais do que todos os amigos e parentes da minha mãe em um ano e meio...
Pouco depois, saí da água e voltei pra perto deles. Não parecia que eu tinha interrompido nada, e ficamos batendo papo por várias horas. Eles estavam contando piadas, então pensei que talvez por isso estivessem rindo tanto. Sabia que tanto minha mãe quanto o Gonzalo tinham um bom repertório de piadas, e que se começassem, podiam ficar horas e horas de zoação.
Quando o sol se pôs, fomos embora da praia. Minha mãe e eu voltamos pro nosso apartamento pra tomar banho, e o Gonzalo foi pro dele fazer o mesmo. Como ele tinha ficado sozinho, combinamos que ele viria jantar com a gente. E assim foi; jantamos e nos divertimos pra caralho. Tanto que ficamos de papo até depois das duas da manhã. Tinha sido um dia foda, me senti aliviado ao ver que pelo menos uma parte da mãe que eu tinha um ano e meio atrás ainda estava ali.
Na manhã seguinte, não descemos pra praia porque acordamos bem tarde e além disso o tempo não estava lá essas coisas. Depois do almoço, o sol voltou a aparecer e nos animamos a descer. A tarde foi parecida com a anterior: ficamos os três conversando de boa enquanto tomávamos sol, e depois fui nadar sozinho, já que mais uma vez minha mãe e meu amigo preferiram ficar sentados nas toalhas.
Assim como na tarde anterior, fui nadando até me afastar bastante da costa e demorei um tempão pra voltar. Quando me aproximei de novo da beira, vi que o Gonzalo e minha mãe tinham entrado no mar. Estavam rindo e brincando de jogar água um no outro. Acho que era a terceira vez nos dez dias que estávamos lá que minha mãe entrava no mar, e com certeza era a primeira vez que brincava nela; as outras duas vezes que entrou na água foram só pra se refrescar dois minutos e sair. Gonzalo tinha conseguido mais um avanço.
Quando me aproximei deles, minha mãe me recebeu me jogando água, me chamando pra entrar na brincadeira. A gente se divertiu, brincando na água, rindo, lembrando histórias de outros verões... foi mais uma tarde boa. O resto do dia foi praticamente igual ao anterior, jantamos juntos no apartamento e ficamos horas de putaria até o Gonzalo ir embora.
Quando descemos pra praia na manhã seguinte, nós três entramos direto na água. Ficamos um tempinho nadando e brincando como no dia anterior, até que bateu uma vontade de pegar um sol e voltei pra minha toalha. Eles continuaram se divertindo no mar enquanto eu observava. Notei algo diferente. Tinha mais cumplicidade entre eles do que nos dias anteriores. Já não era só se jogar água, mas também se afogavam de brincadeira, se jogavam um em cima do outro, se roçavam cada vez mais, e, num dado momento, Gonzalo mergulhou pra surpreender minha mãe por trás e fazer cócegas nela. As cócegas não duraram muito, mas ele ficou atrás dela, abraçando e falando umas coisas no ouvido dela. Eu não conseguia ouvir nada do que ele dizia, mas dava pra ver que, fosse o que fosse, tava fazendo minha mãe rir pra caralho. Fiquei meio desconfiado, mas não dei muita importância.
A tarde seguiu na mesma vibe e eles foram sozinhos pra água continuar com as brincadeirinhas deles, que pra mim já tavam cada vez mais quentes. Embora ficasse feliz em ver minha mãe se divertindo depois de tudo que ela passou, não tava gostando do que via. Achava que Gonzalo tava passando dos limites. A gente tinha combinado que ele ia só dar uma paquerada nela e animá-la, não ficar passando a mão no corpo dela daquele jeito. Pensei que era hora de botar um pouco de ordem, então entrei na água com eles pra ver se cortava o clima. Eles não pareceram incomodados com a minha ver que eu ia me juntar à festa, mas eles suavizaram o tom da brincadeira. Perfeito. Depois de uns dez minutos, eles voltaram pras toalhas pra pegar sol. Eu falei que ia me juntar a eles em alguns minutos, porque ainda queria nadar mais um pouco. Quando voltei, eles estavam conversando. Bom, na verdade flertando. E não, dessa vez não se inibiram com a minha presença. Eu sentei na minha toalha e eles continuaram se provocando e rindo do meu lado.
— Mas por que você vem com esses sungões, Ana? — perguntava num tom de brincadeira o Gonzalo — cadê aqueles biquínis tão sexys?
— Ah, cara — dizia minha mãe, meio sem graça — isso não me pergunta...
— Por quê? Se caíam tão bem em você...
— Pois é, caíam. Esse ano não tenho corpo pra isso.
— Mas que isso, se você continua uma gostosa — afirmou meu amigo enquanto colocava a mão na cintura da minha mãe — não vê que tem um corpaço debaixo desse pano todo?
— Ah, cala a boca, puxa-saco — respondeu minha mãe, corada.
— Não pode me calar quando sou testemunha de um crime desses, esse corpo foi preso injustamente! — exclamava Gonzalo num tom de falsa indignação, enquanto levantava o dedo indicador.
— Kkkk — minha mãe ria que nem uma boba.
— Quando você vinha de biquíni, fazia uns topless espetaculares, lembra? Tem que libertar esses peitos de novo. Liberdade! Liberdade! Liberdade! — falava num tom de palhaço enquanto erguia o punho pra cima e pra baixo como se estivesse numa espécie de protesto pela libertação dos peitos da minha mãe.
Não me fazia a menor graça, mas pra minha mãe era a coisa mais engraçada do mundo. Ela ria enquanto ele continuava com besteiras do tipo "mamilo, amigo, o povo está contigo". Finalmente minha mãe tentou encerrar o assunto dizendo que não tinha trazido biquínis, então esse ano não ia dar. Obviamente isso não parou o Gonzalo, que disse que agora mesmo iam os dois comprar um em alguma loja. Minha mãe recusava, mas ele insistiu. dizendo que ia comprar um pra ela, mesmo que fosse só, e que se eu não acompanhasse ele, talvez acabasse comprando um que ela não gostasse. "Não vou descansar até que se faça justiça com esse corpo!" ele pressionava. De que buceta meu amigo tava falando? Eu queria era dar um tapa na cara dele, mas não quis falar nada e fazer um escândalo na frente da minha mãe, com medo de que isso fizesse ela recuar e jogar fora o progresso desses dias.
No final, minha mãe acabou cedendo e, depois de tomar banho no apartamento, foram fazer compras. Claro que eu podia ter ido junto, e talvez devesse, mas na hora tava puto e com medo de que, se fosse com eles, tivesse que aturar o Gonzalo pagando de idiota e gritando palavras de ordem sobre os peitos da minha mãe. Eu fui pro apartamento esperar por eles. Demoraram muito. Recebi um WhatsApp da minha mãe dizendo que iam comer algo numa barraquinha do shopping, e que eu fizesse uma pizza de micro-ondas se batesse a fome. Porra, isso já não era normal. No fim, minha mãe só apareceu em casa lá pela meia-noite. Ainda bem que veio sozinha, porque se eu tivesse que engolir mais as idiotices do Gonzalo... enfim, ainda bem que não veio. Nisso, minha mãe me mostrou as compras. Tinha comprado dois biquínis, um bege e um preto. Os dois pareciam de corte ousado, e a parte de baixo era tipo fio dental. Normalmente, isso teria jogado mais gasolina no fogo que tava na minha cabeça, mas a verdade é que minha mãe sempre usou biquínis assim. Respirei fundo e decidi encarar como um bom sinal; como se fosse mais um passo pra recuperar minha mãe.
Se aquele dia tinha sido pesado, o seguinte foi muito pior. Minha mãe estreou o biquíni bege dela. Por mais que fosse minha mãe, eu tenho olhos e via que ficava uma delícia nela. Uns quilinhos a mais? Nada disso. Pode ser que tivesse um pouco mais de carne, mas era mínimo; ela continuava com um corpaço e aquele conjunto ousado de duas peças Ela não fazia outra coisa senão exaltar as virtudes dela. Naturalmente, Gonzalo não perdeu um segundo e começou a elogiar ela. Mas claro, ver minha mãe de biquíni não era suficiente pra ele. A gente mal tinha passado meia hora tomando sol quando ele voltou a insistir no assunto do dia anterior:
— Bom... e aí, e o topless?
— Haha, pode esquecer, a essa altura já é tarde demais.
— Como assim tarde demais?
— É que não pegou sol ali e vou ficar estranha com a pele branca. Isso tem que fazer no primeiro dia, não na última semana de férias.
— Kkkk, não seja boba, se até dois dias atrás você passou as férias ou trancada no apartamento ou escondida debaixo do guarda-sol — disse Gonzalo enquanto colocava a mão na barriga dela — olha essa barriguinha, ficou coberta esses dias todos e quase não dá pra notar a diferença pro resto do corpo. Nem ontem nem anteontem fez tanto sol como hoje; é o dia perfeito pra começar... além disso, você pega cor rapidinho. Vamos, agora não vem com frescura, que você sempre gostou de tomar sol sem a parte de cima!
— Uff, é que me dá preguiça, acabei de guardar o protetor — minha mãe enrolando.
— Que preguiçosa!... anda, fica tranquila que eu tiro pra você — disse ele enquanto enfiava a mão na bolsa da minha mãe — se quiser, posso até passar em você — e piscou o olho, com a maior cara de pau do mundo.
— Anda, idiota, me passa o pote — minha mãe tentou amenizar, mas não parecia incomodada com a ousadia do meu amigo e acabou aceitando ficar de topless.
— Bom, então imagina que sou eu quem vai passar em você — disse ele com aquele sorriso safado. Minha mãe fulminou ele com o olhar; aí ele tinha passado dos limites — aqui está, gostosa, pega seu pote — minha mãe pegou o pote da mão dele sem olhar na cara, e tirou a parte de cima do biquíni.
Ao se livrar da peça, percebi que Gonzalo não tinha se enganado, porque o contraste do bronzeado não era muito chamativo. O chamativo era outra coisa: as peitudas que ela tinha. Vistos anos atrás, agora estavam enormes. Pelo visto, os quilinhos a mais tinham ido parar no peito dela, porque parecia que tinha ganhado um ou dois números desde o último verão que passamos lá. Claro, não eram umas tetas desproporcionais nem dois sacos de gordura; eram dois peitos firmes e volumosos que chamariam a atenção de qualquer homem que passasse por ali. Com certeza chamou a atenção do Gonzalo. E como chamou. O filho da puta se deliciava olhando minha mãe passar protetor solar naqueles melões. E, claro, as olhadas vinham acompanhadas de comentários idiotas sobre o grande favor que ela fazia à humanidade ao mostrar "aquelas duas obras de arte" pro mundo. Minha mãe corava e ria. Eu não gostava nada dessa merda toda, mas tava claro que minha mãe gostava. E pelo visto não só gostava, como também ficava excitada. Percebi que os mamilos da minha mãe estavam ficando duros. Muito duros. Porra, poucas vezes tinha visto uns mamilos daqueles. De repente, me vieram à cabeça as imagens que saíram um ano ou dois atrás da Kelly Brook fazendo topless na praia. Os peitos crescidos pelo ganho de peso, os mamilos eretos, e o fato da minha mãe ter um biotipo, idade e traços parecidos com os da modelo, fazia com que minha mente comparasse as duas inevitavelmente. Acho que foi ali, ao ver a semelhança, que percebi o quanto minha mãe era gostosa. Comecei a entender por que o Gonzalo parecia se divertir tanto flertando com ela. E, pior ainda, comecei a suspeitar que, pra ele, o objetivo de todo esse plano não era ajudar minha mãe, mas sim comer ela.
A situação foi esquentando cada vez mais, até que minha mãe deve ter sentido a necessidade de baixar a temperatura e foi se jogar no mar. Mas o Gonzalo não tava disposto a deixar a coisa esfriar e foi com ela pra água. Logo estavam brincando igual ao dia anterior, só que dessa vez minha mãe tava com os peitos de fora e os roçados entre os corpos já não eram Eles estavam com um pano no meio. Estavam armando um puta teatrinho e alguns banhistas não conseguiram evitar de olhar e cochichar entre si. Eu tava morrendo de vergonha alheia, mas minha mãe e meu amigo pareciam não ligar de ser o centro das atenções. Eles continuavam na deles, com os afogamentos, as cócegas, os roços e os flertes; não se intimidavam nem um pouco. Eu tava puto e, quando minha mãe voltou pra toalha dela, saí correndo pra água pra falar com Gonzalo a sós antes que ele escapasse. Queria saber que porra tava rolando e deixar tudo claro de uma vez.
— Ei, que porra é essa que cê tá fazendo? — perguntei na lata.
— O que foi?
— Não vem com essa, me diz, o que cê tá fazendo com a minha mãe?
— Ah, isso... tá indo bem, né? — disse o hipócrita — parece que ela tá se animando.
— Não me enche o saco, cara. Cê tá passando dos limites pra caralho — tava difícil manter a calma.
— Do que cê tá falando? Se a gente tá se divertindo — ele me olhava como se minha raiva fosse surpresa — não tem nada demais.
— Dava pra se segurar um pouco... era pra você só dar uma flertada nela pra levantar o astral. Pois bem, já foi, não precisa continuar com isso; para de dar em cima da minha mãe.
— Não posso fazer isso — ele falou num tom muito sério.
— Como assim não pode?!
— Se eu parar agora, depois de ter dado tanta moral pra ela, ela vai ficar deprimida de novo — afirmou com segurança — vai achar que eu tava brincando com ela pra me divertir às custas dela, ou que me interessei por outra mina. Ela vai se sentir insegura, vai achar que não é mais desejável o suficiente. As mulheres são assim, ficam bitoladas com essas besteiras. Tenho que continuar até vocês voltarem pra Madrid.
— Cê não vai parar até comer ela, né? — a pergunta saiu cheia de raiva e desprezo.
— Não vou parar até ela querer que eu pare. Mas, o que quer que eu te diga?... sim, o normal é isso acabar com sexo no meio — confessou.
— O quê?! — gritei alto. Tive que me virar e verificar se minha mãe não tinha me ouvido. Entendi.
Olha – ele disse baixando o tom – o que você quer? Que eu pare? Agora não dá. É verdade, talvez eu tenha exagerado um pouco em algum momento, me desculpa, mas agora tô num ponto sem volta. Tenho que continuar. Sua mãe quer sexo, ou pelo menos não vai demorar pra querer; até você percebeu isso. Eu já não consigo mais segurar ela e não tô em posição de recusar, porque senão ela vai cair na depressão de novo.
É, que grande sacrifício o seu... você é um merda de amigo.
Puta merda! – ele exclamou, ofendido – O que você quer que eu diga? Que eu admita que ia adorar comer ela na cama? Então tá: sim. Qualquer um ia querer transar com uma mulher daquela, óbvio. Mas te juro que não esperava chegar nisso... sua mãe tava um caco e eu não imaginava que ela fosse ficar tão receptiva. E não vem com esse papo de que sou um mau amigo... você prefere arriscar que seu amigo coma sua mãe ou arriscar que ela entre em depressão de novo? Isso não é coisa de filho de merda? Não é coisa de pessoa ruim? – ele me criticava – Não me enche o saco e para de ser egoísta... entendo que você não curta a situação, mas pensa nela. Percebe que é melhor você engolir isso durante os poucos dias que vocês tão aqui do que ter que ver sua mãe toda ferrada em Madri.
Fiquei calado. Tava puto, mas ele tinha razão. Eu devia ter parado isso antes. Talvez devesse ter ficado mais em cima deles... não ter deixado eles tanto tempo sozinhos e ter falado sobre o assunto com o Gonzalo mais vezes. Agora já... era tarde. Não me restava outra a não ser me afastar e observar. Quem sabe, no final não rola nada, pensei. Olhei nos olhos do Gonzalo e concordei. “Tá bom, beleza” falei, derrotado. Ele sorriu pra mim e me deu um tapinha no ombro antes de voltar pra minha mãe. Eu me mergulhei na água, precisava ficar sozinho e tranquilo.
Nem preciso dizer que, depois daquela conversa, o Gonzalo não só continuou tentando seduzir minha mãe, como agora Saía pra arrasar. As brincadeiras, joguinhos, roçadas e apalpadas foram aumentando durante a semana e cada vez ficavam mais descarados. Lembro que na nossa penúltima manhã lá, meu amigo não se segurou e deu um tapão forte na bunda da minha mãe e disse "Viu como cê pegou cor rápido? Essa rabuda tá bem moreninha". A outra mão não ficou parada e beliscou um dos mamilos durinhos dela "E essas duas maravilhas também" falou piscando o olho. Minha mãe ria e deixava ele fazer. Não importava que eu estivesse do lado, nem que a praia inteira pudesse ver; o filho da puta tinha ela na palma da mão.
Eu me consolava lembrando que no dia seguinte ao meio-dia a gente voltava pra Madrid. Em umas 24 horas tudo teria acabado, então só me restava pouco sofrimento pela frente. Além disso, apesar do clima quente que tinha ficado, eles não tinham transado. Comecei a ter esperança de que não iam dar esse passo. Talvez minha mãe não estivesse pronta pra se entregar de vez pra outro homem, ou talvez o Gonzalo tivesse pensado melhor e agora achasse que não seria legal chegar a esses extremos com minha mãe. "Tomara que parem por aqui e depois em Madrid minha mãe arrume um homem pra virar a página", pensava comigo. Queria que minha mãe fosse feliz, e achava bom que fosse com um homem do lado, mas me dava nos nervos que esse homem pudesse ser um moleque dois anos mais velho que eu.
Lembro muito bem daquela tarde. Era minha última ida à praia porque tavam rolando as festas da cidade e aquela noite teria forró até de madrugada. Como provavelmente a gente acordaria tarde no dia seguinte, não íamos ter tempo de voltar pra praia antes de ir embora ao meio-dia pra Madrid. O Gonzalo e minha mãe tavam se banhando enquanto eu tava sentado na minha toalha, absorto nos meus pensamentos. Quando saí do meu mundo, percebi que tinha perdido eles de vista. Levantei e olhei pro mar. Não via eles. Me virei ao redor e também não localizava. Era a primeira vez que escapavam de mim desse jeito... fiquei meio nervoso. Aí pensei que talvez eles tivessem ido nadar até a praia de pedras que tinha ao lado. As duas enseadas eram separadas por uma formação rochosa que dava pra contornar a nado ou atravessar a pé. Escolhi a segunda opção.
Eu estava no meio do caminho entre as duas praias quando comecei a ouvir uns barulhos baixinhos. Não sabia bem o que era, os sons eram quase imperceptíveis, mas parecia que tinha alguém na água, bem do lado onde eu estava. Espiei por cima das pedras e olhei pra baixo. Meu coração deu um pulo. Vi minha mãe e o Gonzalo se pegando na água. Deviam ter uma plataforma de pedra debaixo, porque estavam de pé e a água batia na cintura deles. Abraçados, se comiam de boca aberta. As mãos do Gonzalo seguravam as bundas da minha mãe, e ela o envolvia com os braços, esfregando os peitões enormes nele. Não sabia há quanto tempo estavam ali, mas com certeza continuaram naquela posição por um tempo, até que ele resolveu avançar. Parou o beijo e virou minha mãe com violência. Aí ele atacou por trás, passou as mãos em volta do corpo dela e as colocou nos peitos dela. Brincava com os bicos dos seios enquanto mordiscava a orelha e o pescoço dela. Ela gemia, completamente entregue. E gemeu mais ainda quando o Gonzalo deslizou uma das mãos dentro da parte de baixo do biquíni e começou a masturbá-la.
— Tá gostando, hein? — ele dizia, alto o bastante pra eu ouvir.
— Mmmm, siiiim... — minha mãe gemia de prazer.
— Você vai ser minha... porra, que buceta quente você tem, tava morrendo de vontade de tocar nela... vou arrebentar você de pica.
— Uff, tô morrendo de vontade, mas agora não — minha mãe falava entre gemidos — espera depois da festa que quero falar com o Juan... ele merece saber antes de acontecer. Além disso, se ele resolver nos procurar agora, pode nos pegar... a gente tem que Vai com calma, porra.
Tá bom, gostosa, mas se quiser gozar agora, é melhor me compensar bem essa noite...
Uff, sim, não me deixa assim, por favor – implorava a safada – essa noite você pode fazer o que quiser comigo, não vai se arrepender de deixar pra depois, eu juro.
Mal ela falou isso, Gonzalo aumentou o ritmo dos dedos na buceta da minha mãe e, uns segundos depois, ela gozou como só a mais puta conseguiria. Teve que apertar os dentes pra não gritar de prazer. Não tinha volta: essa noite eles iam foder.
Ficaram se beijando mais um pouco antes de voltar pra praia. Eu tive que correr pra chegar na toalha antes que eles pudessem ver que eu tinha saído do lugar. Quando sentaram do meu lado, agiram como se nada tivesse acontecido. Eu era de longe o mais tenso, mas disfarcei bem e ficamos conversando de boa, como nos dias anteriores. Já de noite, no apartamento, jantei só com a minha mãe. A gente tava comendo a sobremesa quando ela puxou o assunto:
– Escuta, Juan, queria falar uma coisa com você...
– Fala.
– É sobre o Gonzalo...
– Fala – engoli seco – o que foi?
– Bom... ele e eu estamos nos divertindo pra caralho juntos, sabe?
– Sim – falei quase sem voz – vocês se dão muito bem – usei o tom mais inocente que pude, pra evitar que ela suspeitasse que eu sabia mais do que ela imaginava.
– Isso – ela tava nervosa – a gente se dá muito bem... e fazia tempo que eu não me dava tão bem com alguém, entende?
– Sim, mãe – porra, que conversa mais desconfortável; tinha que concordar com ela logo – entendo, de verdade, e acho legal.
– Sério? – ela me olhava com cara de quem não tinha certeza se eu entendia tudo.
– Sim – insisti – você tem que seguir em frente, a gente já conversou sobre isso outras vezes – falei pra ela ver que eu entendia do que estávamos falando.
– Você acha mesmo? – ela me olhou nos olhos – Não te incomoda?
– Não, de verdade – menti – na real, acho ótimo que você tenha se interessado. em alguém como o Gonzalo. Sabe que, além de ser meu amigo, sempre admirei ele e sempre achei ele um cara foda. Fico feliz que você tenha escolhido alguém como ele pra começar a virar a página – sentia uma faca cravada nas minhas entranhas enquanto vomitava essas mentiras, mas achei que era o que devia dizer. No fim, iam foder do mesmo jeito. Queria que pelo menos minha mãe ficasse de consciência tranquila. A última coisa que eu precisava era que ela ficasse deprimida depois de tudo isso por achar que tinha me machucado.
E assim eu dei minha bênção. Ela pareceu surpresa com minha reação, mas acreditou nas minhas palavras. Até se emocionou e veio me dar um beijo e um abraço; tava grata, aliviada e orgulhosa pela maturidade das minhas palavras. Porra, quase comecei a chorar também... embora não soubesse se era pela beleza de vê-la tão feliz de novo, pela vergonha de ter mentido tão descaradamente, ou pela raiva que sentia ao pensar que o Gonzalo ia comer ela naquela noite. Vida de merda.
Depois do jantar, nos arrumamos pra ir pra festa. Pra mim bastou meia hora pra tomar banho, me barbear e me vestir, mas minha mãe caprichou pra se arrumar o melhor que pôde. Por mais que me doesse, ela queria deslumbrar quem ia ser o amante dela. Vestiu um vestido verde escuro com um decote de matar e uma barra curta que deixava à mostra as pernas torneadas dela. Nunca tinha visto antes, devia ter comprado aqui. O cabelo dela, mesmo solto, tava muito bem penteado; e a maquiagem destacava os olhos e os lábios carnudos dela de um jeito que parecia completamente natural. Minha mãe era uma mulher muito gostosa, mas poucas vezes tinha chegado no nível daquela noite. Tava espetacular.
Quando o Gonzalo viu ela, quase saltou os olhos das órbitas. Fez questão de dizer que ela tava linda enquanto cumprimentava ela com dois beijos. Minha mãe então deu um selinho nele, indicando que eu tava por dentro do que rolava. O Gonzalo olhou pra mim e eu devolvi o olhar e assenti com a cabeça. Ele sorriu e Senti de novo uma facada nas tripas. Peguei na mão da minha mãe e fomos pra praça da cidade, onde tava rolando a festa.
A praça tava lotada. A festa tinha começado fazia umas horas, então já tava bem animada. A gente dançou os três, mas claro que eu tava mais dançando sozinho enquanto eles dois dançavam juntos. Aos poucos fomos nos separando, mas eu ficava de olho neles de vez em quando. Eles se esfregavam um no outro nas danças e se beijavam. Conforme a noite avançava, dançavam menos e se beijavam mais; e daí a pouco começaram a se amassar e a se tocar de um jeito que já tava beirando o escândalo público. Eu queria que a terra me engolisse.
Umas três e meia da manhã, minha mãe chegou perto de mim.
— Juan... Gonzalo e eu cansamos um pouco de dançar. Vamos tomar um drink no apartamento dele... não se preocupa com a gente, continua se divertindo. A gente se vê amanhã.
Ou seja: "Gonzalo e eu vamos foder, fica aqui e não enche o saco. Não me espera acordada que vamos trepar que nem coelhos a noite toda." Engoli a raiva e falei que beleza, que se divertissem. Dei um beijo de despedida nela e levantei a mão na direção do Gonzalo pra me despedir dele também. Quando eles foram embora, fiquei dançando um pouco, mas não conseguia relaxar. Tava pirando com a ideia de que um cara só dois anos mais velho que eu, meu amigo, ia comer minha mãe a qualquer momento. Não tinha passado nem quinze minutos quando decidi ir pra casa.
Voltar pro apartamento não adiantou nada. Não conseguia tirar da cabeça o que tava rolando na casa ao lado. O que será que eles tavam fazendo naquele momento? Será que tavam no meio de uma transa? Será que o Gonzalo tava obrigando minha mãe a fazer um boquete pra compensar por não ter deixado ele meter na praia? Porra, não sabia por que ficava pensando nessas coisas, mas não conseguia evitar. Foi aí que percebi uma coisa. O quarto grande do nosso apartamento (o que usava minha mãe), se conectava pela varanda com a varanda do apartamento do Gonzalo, que por sua vez dava pro quartão daquele apê. Naquele quarto dormiam os pais do Gonzalo e era, portanto, o quarto que tinha uma cama de casal. O lógico era que eles estivessem trepando naquele quarto, e eu poderia me enfiar na sacada pra dar uma olhada. A única coisa que podia me impedir era se eles tivessem fechado as cortinas, mas como era um apê que dava pro mar e não tinha vizinhos na frente, era possível que tivessem deixado abertas. Porra, espiar eles era errado, mas eu não aguentava mais... tinha que ver o que rolava. Sabia que ver só ia me foder mais, mas sei lá, talvez eu seja masoquista... o fato é que eu precisava ver. Saí correndo pra varanda e me enfiei na deles. Bingo, as cortinas não estavam fechadas. A janela estava entreaberta; meu coração batia a mil quando me inclinei.
Lá estava ela. Minha mãe estava deitada de barriga pra cima na cama; uma calcinha fio dental preta era a única peça que ainda vestia. Reparei nos mamilos dela. Estavam durinhos, igual quando o Gonzalo esquentava ela na praia, mas dessa vez pareciam brilhar. Parecia que os peitos da minha mãe estavam babados; o filho da puta do meu amigo devia ter chupado eles enquanto eu tava no apê do lado. Naquele momento ele apareceu. Entrou pela porta do quarto vestindo só uma cueca vermelha, inchada pelo que devia ser uma ereção. Parou aos pés da cama, admirando a mulher que ia fazer dele aquela noite. Minha mãe levantou um pé e começou a esfregar no volume do Gonzalo. Alternava movimentos circulares com movimentos de cima pra baixo enquanto o volume escondido no pano vermelho parecia crescer ainda mais. O outro pé começou a brincar com o elástico da cueca, dando a entender pro Gonzalo que já era hora de se despedir dela. Meu amigo se afastou uns centímetros e tirou a roupa de baixo, liberando o pau dele. Ferramenta. Era grande... não era no estilo ator pornô, mas com certeza tinha um tamanho que dava orgulho pra ele, tanto no comprimento quanto na grossura. E se ele podia se orgulhar, minha mãe parecia estar encantada. Ela lambeu os lábios como uma puta faminta ao ver as dimensões da pica que tinha na frente dela. As solas dos pés dela agora acariciavam diretamente o pau e as bolas de Gonzalo. O filho da puta sorria, curtindo a maciez daqueles pés deslizando por todo o sexo dele.
Um minuto depois, as mãos de Gonzalo seguraram os tornozelos da minha mãe. Firmando bem, ele afastou os pés do mastro dela e os separou pra abrir as pernas dela. De repente, puxou os tornozelos da minha mãe na direção dele, arrastando o corpo todo dela até a ponta da cama. A brusquidão do movimento surpreendeu minha mãe, mas não diminuiu nem um pouco a excitação dela. Não, com certeza não diminuiu, porque ao ver a vara de Gonzalo tão perto, ela não perdeu tempo e enfiou na boca. Ela agora tava sentada na beirada da cama e, dessa posição, se inclinou pra frente e envolveu a cabeça do pau que tava na frente dela com os lábios. No começo, ela metia e tirava da boca... brincava com ele, dando lambidas e beijinhos; mas a fome de pica dela aumentou e não demorou pra começar a chupar com gosto. A safada fechava os olhos, curtindo o sabor da barra de carne que deslizava entre os lábios dela. A cabeça da minha mãe subia e descia enquanto chupava com capricho a pica do amante. Não sei como ela fazia, mas conseguia ir até quase a base daquele tronco. E se não chegava até o fim, o porco do Gonzalo ajudava, empurrando a cabeça da minha mãe com as mãos e fazendo movimentos pélvicos como se tivesse fodendo a boca que envolvia o pau dele.
Ficaram assim por vários minutos, embora pra mim parecessem horas. "Continua assim, Ana, que você me deve um orgasmo", dizia o cachorro, me fazendo lembrar a grotesca cena que eu tinha visto na praia, "muito bem, porra, vou te dar uma bela porção de porra". Eu pensei que isso faria minha mãe se afastar, enojada com a ideia de gozarem na boca dela, mas eu estava enganado. Puta merda, como eu estava enganado. Parece que eu subestimei o quão puta minha mãe era, porque aquelas palavras pareciam ter excitado ela ainda mais. Ela chupava ele com todo o vício do mundo, cada vez mais rápido; cada vez mais fundo. A vagabunda não só não parava, como acelerava o ritmo. Me parte a alma admitir, mas minha mãe parecia saber chupar um pau melhor do que qualquer atriz pornô que eu já vi. Gonzalo começou a bufar; devia estar perto. Minha mãe percebeu e se agarrou nas nádegas do meu amigo, como se para garantir que aquele pauzão não fosse escapar e privá-la do néctar que ela tanto ansiava provar. E então veio. "Siimmm, vou gozar!" exclamava Gonzalo enquanto disparava a porra na boca da minha mãe. O orgasmo pareceu durar uns dez segundos, mas minha mãe manteve o caralho na boca por muito mais tempo. Ela olhava nos olhos dele enquanto limpava a cabecinha com a língua; a safada não queria desperdiçar nem uma gota.
Assim que a mamada terminou, Gonzalo se jogou na cama de barriga para cima.
"Vem cá" – ele ordenou – "quero comer essas tetonas de novo."
Minha mãe riu e se aproximou dele com obediência. Ela ficou de quatro sobre a cabeça do amante, deixando que os peitos enormes caíssem no rosto de Gonzalo. Ele chupava um mamilo enquanto amassava a outra teta com uma das mãos. A língua de Gonzalo percorria agora toda a superfície do busto da minha mãe. Ele virava a cabeça para afundar o rosto no meio dos peitos, beijava os seios, chupava os mamilos e lambia em círculos; estava usando todo tipo de técnica para comer aquelas tetas.
"Uff" – bufava minha mãe – "amo como você come minhas tetas!"
"E eu amo comê-las, gostosa" – respondia Gonzalo. — mas agora que minha boca já provou elas, é hora de outra parte do meu corpo provar também.
Minha mãe entendeu perfeitamente o que meu amigo estava pedindo. Com um sorriso lascivo na boca, ela desceu, deslizando os peitos por todo o corpo do Gonzalo. A pica daquele filho da puta já tinha endurecido de novo. Sem mais delongas, minha mãe prendeu ela entre os melões e começou a fazer um espanhol. Meu estômago revirava ao ver a cara de prazer daquele filho da puta... mas olhando a da minha mãe, que mordia os lábios de tão tesuda que tava, ficava claro que aqui o único filho de uma puta de verdade era eu. Depois de uns minutos curtindo como as tetas da minha mãe batiam uma punheta pra rola dele, o Gonzalo decidiu que já era hora de partir pra algo maior.
Com um gesto, ele mandou minha mãe tirar a calcinha fio dental. Ela obedeceu na hora e, em seguida, esfregou ela de brincadeira na cara daquele porco.
— Olha como você me deixou molhada — disse minha mãe, cheia de luxúria.
— Então sobe aí em cima e vê o quanto você vai gozar.
Não precisou pedir duas vezes. Ela se posicionou sobre a barriga do Gonzalo e, com uma mão, guiou a pica até a entrada da boceta dela. Minha mãe tava tão lubrificada que só precisou se deixar cair pra sentir aquela espada de carne enfiar fundo nas entranhas dela. Ela soltou um gemido de prazer ao sentir aquela vara grossa preenchendo ela. Depois de trocar um olhar cúmplice com meu amigo, começou a cavalgar. Não teve frescura; tava tão tesuda que começou a pular em cima dele com tudo. O ritmo da transa era rápido e as tetonas da minha mãe balançavam pra alegria do Gonzalo, que não perdia um detalhe enquanto mexia os quadris pra acompanhar o movimento daquela gostosa em cima dele. Os gemidos da minha mãe ecoavam na minha cabeça; ficavam mais altos a cada segundo que passava. Ela gemia como uma puta entregue enquanto se aproximava do orgasmo e, quando ele finalmente Finalmente, ela chegou lá, soltou um gemido enorme de prazer e desabou exausta em cima do amante.
Depois de ficar em êxtase, os lábios dela buscaram os de Gonzalo. Eles se beijaram com paixão, se pegando fundo. Não duraram muito assim, porque ele ainda não tinha gozado e não tava a fim de esperar mais. Com um movimento rápido, virou minha mãe de lado e ficou por cima dela; assumiram a posição missionária e retomaram o exercício de paixão. Agora era ele quem tava descontrolado. Mexia a pélvis com força, cravando a vara toda na minha mãe a cada estocada. Ela curtia como uma puta no cio; se agarrava nele e abria mais as pernas pra facilitar o acesso. Os gritos de prazer da minha mãe mostravam que ela tava gozando de novo, o que parecia dar mais coragem pra Gonzalo, que cada vez metia mais forte e mais rápido. O tio tinha uma furadeira entre as pernas. Uma furadeira com as pilhas bem carregadas, porque o filho da puta aguentou o ritmo como um touro por vários minutos até não aguentar mais e anunciar que ia gozar. Pra minha surpresa, e também de Gonzalo pelo que dava pra ver na cara dele, minha mãe enroscou as pernas na cintura do amante, convidando ele a gozar dentro, mesmo eles transando sem camisinha. Preso pelas pernas da minha mãe, que tava gozando de novo, Gonzalo continuou bombando a buceta dela até o pau dele explodir num orgasmo potente e vomitar todo o sêmen.
Os dois se olhavam nos olhos, extasiados. Depois de trocar olhares e risadas cúmplices, as bocas deles se fundiram de novo em outro beijo longo e apaixonado. Gonzalo saiu de cima e se deitou de lado; os dois se abraçaram e ficaram uns minutos trocando carinhos e beijos em silêncio, até ele falar.
— Que buceta mais apertada que você tem. Que maravilha!
— Kkkk — minha mãe gostou do elogio — bom, é que fazia um ano e meio que eu não fazia isso...
— Pois isso não tá certo, Ana. Você é um espetáculo de mulher; você não é só gostosa pra caralho, como na cama você fode como uma leoa. Tem que fazer isso mais vezes...
Haha, você é um puxa-saco. – minha mãe ficou vermelha – É que tudo tem sido muito difícil pra mim desde que meu marido morreu.
É, mas a gente se divertiu junto, né?
Sim... foi uma semana incrível – minha mãe deu um selinho no Gonzalo – você foi incrível; eu quase tinha esquecido o que era ser feliz, mas você me lembrou.
E vou continuar lembrando a noite toda – ele piscou um olho
Hahaha, não foi isso que eu quis dizer, idiota – ela disse corando – sua companhia durante esses dias foi muito especial... você é um anjo – os olhos da minha mãe brilhavam; comecei a temer que ela tinha se apaixonado.
Pra mim também foi muito especial... adoro te ver sorrir de novo. – Agora era ele quem dava um selinho nela – Ei, e como é que você ainda toma a pílula se não transou nesse tempo todo?
Que pílula? – minha mãe olhou estranhando
A anticoncepcional... você me deixou gozar dentro, então acho que toma, né?
PORRA! – exclamou minha mãe – não tinha me tocado. É que meu marido teve caxumba que deixou ele estéril pouco depois que eu engravidei... nunca precisei me preocupar com isso e claro, não pensei...
Porra, que merda! – Gonzalo estava agitado – o que a gente faz?
Bom, não se preocupa – minha mãe parecia um pouco mais calma – estou num período seguro do meu mês. Acho que podemos ficar tranquilos.
Tem certeza?
Sim, fica tranquilo... não se estressa, vamos, continua aproveitando a noite – ela beijou os lábios do amante de novo – da próxima vez goza fora se quiser e pronto.
Nesses peitões vou gozar eu – ele disse enquanto se agarrava neles, esquecendo completamente as preocupações – olha, já deixou ele duro de novo... fica de quatro que quero continuar arrombando esse coelhinho apertado de colegial.
Minha mãe sorriu excitada e se ajeitou na posição de quatro. Piranha. Eu, por mim, não aguentava mais aquilo. Saí da varanda e voltei na maciota pro nosso apartamento, me xingando por ter ido espiar eles. Mais de três horas depois, ouvi minha mãe entrar em casa. Já eram quase nove... será que tinham transado por 5 horas? Isso era possível? A verdade é que eu não queria saber; a única coisa que eu queria naquele momento era dormir de uma vez, mas não consegui. Não era mais tanto pelo trauma de ver minha mãe agindo como uma verdadeira piranha, mas pelo medo de ela ter se apaixonado por aquele porco e ter ficado grávida.
Lá pelo meio-dia, minha mãe entrou no meu quarto pra ver se eu já estava acordado e me lembrar que em uma hora a gente tinha que ir pra estação de ônibus voltar pra Madrid. Arrumamos tudo, nos ajeitamos e fomos pra estação na companhia do Gonzalo. Eles continuavam no maior love; andavam de mãos dadas e se beijavam. O caminho pareceu uma eternidade... não conseguia evitar sentir humilhação e impotência pelo que tinha rolado. Quando chegou a hora da despedida, o Gonzalo me deu um aperto de mão forte. Eu não consegui olhar nos olhos dele. Minha mãe e ele se despediram com um beijão longo e intenso que quase fez a gente perder o ônibus.
Já sentados no veículo, vi minha mãe enxugar umas lágrimas. Fiquei apavorado pensando que ela realmente tinha se apaixonado por aquele babaca e que agora a distância ia fazer ela cair na depressão de novo. Se minha mãe voltasse a ficar como antes da viagem, eu teria engolido toda essa merda à toa...
Por sorte, eu estava errado. As lágrimas deviam ter sido só coisa do momento, porque ela não caiu na depressão de novo. Nas semanas seguintes, vi com alegria como minha mãe retomava a vida dela. Voltou a ver as amigas, se vestia gostosa, voltou pra academia, e passava o dia rindo. A sensação de frustração que eu sentia foi diminuindo ao ver que o plano, por mais pesado que tivesse sido, resultado, tinha funcionado e ela voltava a ser feliz. Também não perdeu tempo pra arrumar um parceiro: não tava nem um mês em casa quando começou a sair com o chefe dela, que já tava dando em cima dela sem sucesso há muito tempo. Isso foi o que mais me deixou feliz em tudo, porque sabia que se ela tivesse namorado, não cairia de novo nas garras do Gonzalo no verão seguinte. Por mais Promíscua que ela pudesse ser, não era uma mulher infiel. Disso eu tinha certeza.
2 comentários - A depressão da minha mãe