
Os sacados 3
Terça-feiraSeminário da consultoria "The Big Chatterbox" sobre a cara de mal comida das candidatas às prévias. Lá estavam as maiores representantes: a loira à força que cortou as sobremesas, a de olhos pequenos, a bêbada... nenhuma tinha sido tocada nem com jato de sifão no último lustro, até que reparei na deputada amamentadora (veio sem o pequeno, provavelmente entupido pela produção daquelas tetas fenomenais). Chego perto, me apresento e começo com as perguntas:
— Seu caso é diferente das protagonistas da noite, que devem estar passando talco na pussy há tempos, mas com a maternidade e ainda a campanha, você arruma tempo pra trepar?
— Isso vamos resolver com trabalho em equipe, diálogo e acordos multissetoriais.
— Desculpa, deputada, você tá me dando a furo de um "dipu gangbang"?
— Não coloque na minha boca coisas que eu não disse.
— Olha, o que eu queria colocar na sua boca é meu cock, o que acha?
— Com diálogo e consenso, podemos avançar nesse e em tantos temas que afetam o cidadão comum.
Levei como um sim... mas quando fui tirar o amigo de lá, um grupo de segurança me expulsou do recinto na porrada... enquanto era surrado e antes de cair pela janela do primeiro andar, cheguei a ver a repórter uruguaia indo pros banheiros de mãos dadas com o maior dos seguranças (provavelmente a ação dela me livrou de mais porradas).Quarta-feira:Hospital Fernández, me recuperando das contusões que levei, decido aproveitar e ficar por dentro da vida sexual das enfermeiras, médicos e, por que não, dos pacientes. Comecei mal: perguntei pra chefe das enfermeiras se ela mamava muito no turno dela. Ela me reduziu com uma chave de judô admirável e me injetou uma substância indeterminada que me deixou besta por horas. Fiquei vagando que nem um idiota, me sentindo muito bem, queria mais. Cheguei no posto dela e ela disse: — Se quiser outra, tem que pagar!
O pagamento acabou sendo bem conveniente. Ela atendia de um balcão, e eu, escondido entre as pernas dela, chupei por uma hora, uma hora e meia, até que ela não aguentou mais. Aí me deu outra dose. Nesse ponto, tem um buraco negro em que não lembro de nada.Quinta-feira:Quando acordei, estava no Gondolin (um hotel de travestis) debaixo da Marlene… ia aproveitar pra fazer uma crônica, mas umas dores estranhas me impediram. Na saída, todas as minas foram super carinhosas ao me cumprimentar, desejaram minha recuperação rápida e recomendaram uma pomadinha.
Em casa, encontro outra mensagem da Maria, dessa vez só queria saber se eu tava vivo, parecia preocupada e deixou um telefone.
– Oi, Maria? É o Sacco, o cronista, lembra?
– Como cê tá, querido, que sorte te ouvir. Você não saiu muito elegante do seminário.
– Me desculpa, mas o seu também não foi muito elegante. Você me disse que a gente tava velho pra foder no banheiro e foi embora com aquele gorila.
– Bom, sim, mas ele é bem mais novo – ela ri na cara – além disso, se você não tivesse se encanado com a deputada peituda, a gente tinha ido junto, bobo…
– O nosso negócio é o desencontro.
– Não faz drama e agradece que aquele moleque não te deu uma surra, você não sabe a potência que ele tem!!
– Você me liga pra contar dinheiro na frente dos pobres!
– Foi você quem me ligou… agfjgs – de repente a voz dela mudou e parecia engasgada – oi, sou o Berto, a gente tá meio ocupado agora, liga outra hora, ok? – e enquanto falava comigo, tavam metendo nela. Isso é a perda de todos os valores da sociedade ocidental e cristã! Onde vamos parar!Sexta-feira:espetáculo pornô circense, nunca ouvi falar de algo assim. Chego numa tenda, um anão pelado me cobra, segurando a caixa do troco com o pau, dentro tem bastante gente, música tocada por uma banda, minhas peladas penduradas em tecidos, palhaços de sunga que aproveitam pra passar a mão nas mulheres da plateia, compro o dois por um de gim e fico na entonação pro número principal: uma amazona cavalgava nua num cavalo preto imponente, as tetas dela balançavam de um jeito hipnótico, pula argolas em chamas, a galera começou a gritar Lady Lady!! No meio do espetáculo aparecem dois tigres, pelos berros de todo mundo parecia que tinham escapado, nossa cavaleira, armada só com a nudez altiva, pula em cima deles e, sussurrando coisas nos ouvidos, rola eles no chão como se fossem gatinhos mansos e acaricia as barrigas peludas… fui tirado desse momento lindo pelo grito do acordeonista da banda, porque ele não calculou que é perigoso tocar pelado e prendeu os ovos no fole… bagunça, os tigres ficaram nervosos e rugiam, a galera corria e se esbarrava, os palhaços fingiam que ajudavam e passavam a mão sem critério etc. Quando o clima acalmou, quis falar com a Amazona, mas no camarim os tigres estavam com ela e rosnaram feio pra mim.Sábado:Já que passou um dia, quero acreditar que posso ligar pra colega oriental sem atrapalhar nada:
– Alô, Maria?
– Maria ìfẹ nse bayi – respondeu uma voz masculina. Que porra é essa?
– Posso falar com ela? – falo devagar pra eles me entenderem.
– Alô, Sacco? Desculpa, mas agora não posso faaaalar – e desligou na minha cara.
Resolvo voltar pro circo. Quando chego, já tinham desmontado tudo. Sento no que era a pista, acendo um baseado e, depois de pensar um pouco, sigo pro Fernandez.
7 comentários - Os sacados 3
De lo de Marlene mejor no hablemos, me quedo con la adorable amazona del viernes.
Gracias por compartir genio !!
Yo comenté tu post, la mejor manera de agradecer es comentando alguno de los míos...
Excelente capo !
Volveré con sus merecidos +10
Gratificante, divertida, incorrecta y petarda como un HP.
A más el regalo de descubrir de donde escaparon los tigres de My Lady.
Muy bueno.