Erótica Bailable

Tava um calor do inferno, ou pelo menos é o que lembro. Fizemos a prova de admissão, todo mundo achando que não tinha passado, ficamos conversando lá fora, naquele prédio alucinante, e combinamos com uns "colegas" de se encontrar naqueles dias — MSN, celular, nomes, tchau, fim.

Semana seguinte, marcam um encontro pra ver um filme, que a gente nunca viu porque no caminho o Fulano falou "vamo balançar" e lá fomos nós. Eu de calça pescador, tênis velho, camiseta fudida, boné... O combo anti-balada, mas vamos no táxi — Fulano, duas minas e eu — rumo à Zona Norte. O cara escolheu onde ir, pagou a corrida e me sobraram exatamente 21 pila me encarando pobremente na carteira. Nem pra voltar pra casa dava. A sexta-feira não tava promissora, menos ainda quando levantei a vista e vi meia quadra de bunda, todo mundo com cara de muito dinheiro. Já a expressão me entregou, a largura dos ombros nem se fala, a roupa toda fashion... Nosso "anfitrião" desapareceu. Troquei olhares com as minas e nosso próximo movimento foi pensar em como voltar.

O cara reaparece e, atrás dele, o mar se abre. Dois urruss dignos de botar medo na KGB separaram a galera fazendo fila no Booty ao meio, e por ali chamaram o Fulano, e a gente entrou atrás. Entrada: $0. Os seguranças cumprimentam e um baixinho com óculos escuros (1 da manhã) e uma largura de metro e meio me oferece um mate...

Os primeiros drinks chegaram de graça... Fulano desapareceu, fiquei conversando com a R e a AR. Cinco minutos e já entendi que não tinha nada a ver com as garotas... com o ambiente... Fulano volta com uma vibe boa e uma PORRADA violenta de consumições VIP — ou seja, a gente bebia o que queria, vinhos, cerveja ($36 a latinha) por conta da casa. Toda vez que eu chegava no balcão com aquilo, aparecia alguém pra puxar papo. Isso que é ser famoso... A noite seguiu, ouvi uns remixes estranhos pra caralho... desde Madonna até temas de série dos anos 80. Por esse lado, fiquei satisfeito, me dediquei a olhar pelo vidro a píer do lugar...

Bateu umas 3:30 ou 4, as minas, entediadas, foram embora. Fiquei com Fulano, dando moral, eu tinha acabado de voltar do Brasil, Belo Horizonte, totalmente apaixonado pela vibe, a energia, o bom astral, então quando uma garota se aproximou, que era uma cabeça mais alta que eu, não foi difícil pra ela me convencer a dançar... e pra mim não foi difícil convencê-la de que eu era o cara com quem ela queria ficar, vip, mal vestido pro lugar, claramente era famoso ou tinha muita grana (??) no fim fomos apertar nos privados, a língua da gatinha se movia como se pudesse se separar, dividir e multiplicar, no segundo beijo já estávamos a mil, as mãos percorrendo, as pernas dela duras que nem uma mesa, a bunda de aço, sem medo desabotoou o jeans que marcava o sobrenome com total conforto, apalpei a bunda, apertei, ela fez o mesmo comigo, chegou gente de boa e decidimos dar uma pausa, baixar o volume.

Em algum momento umas amigas dela se aproximam, uma falando numa língua que não entendi e a outra que enche, faz piadas que não entendo, a garotinha também que entre outras coisas que peguei correndo "fazer um boquete" foi uma das que ficou martelando...

A noite tava prometendo, mas a carteira seguia sendo um problema, como manter a farsa, escolhi deixar a sorte seguir seu curso, saímos dali, pegamos um táxi, ela morava pro lado de Colegiales e o endereço que ela deu foi pelo centro, pra mim, melhor, mais perto de casa, menos caminhada...

A conversa com o Taxista e a Garota foi bem estranha, uma espécie de sinuca de frases e palavras, onde fiz o papel de tradutor-banda, muito engraçado, duplos sentidos, o taxista morrendo de rir, chegamos no que acabou sendo um hotel, cabe esclarecer que parecia BEM caro... pago o táxi, 22 pesos, pago 21 enquanto ela desce, o taxista morre de rir e vai embora.

Entro no tal lugar e a magrinha sem dizer nada pega minha mão e me leva pra um quarto sem dizer uma palavra, zero pesos, não paguei o hotel, GOL!

Entramos, ela botou música, Tinha tanto espelho que não dava pra saber onde a sala terminava, fechei a porta e abracei ela por trás, meti a mão pela calça, a outra pela blusa, chupo o pescoço, os peitos duros, empinados, ela tremia, muito alta pra mim, o esforço tava insustentável, entre vai e vem chegamos no chão onde ficou mais ao meu alcance, eu tava na boca dela, metade dos dedos dela na minha, a outra metade nela, rolamos, suados, ela gozou forte, gritou, quase perdi as orelhas, levantamos, ela aumentou o volume da música enquanto eu ia pro banheiro, nem cheguei no chuveiro, ela me interrompeu e com um impulso poderoso me levou ao clímax em segundos, deixei tudo entre os peitos e a blusa dela mal levantada, com os dedos ela levou uma parte à boca como se fosse creme, na hora fiquei duro de novo, assim, tomamos banho, brincando com as mãos, saímos, pra cama, lambi ela, empurrei contra a cama, mantive contra o colchão, saciada de novo ela me puxou pra dentro dela, quente é pouco, tava saindo fumaça, o primeiro me traiu, gozei em segundos... trocamos algumas frases, suamos um no outro mais um pouco e tirei o segundo, ela gozou, gozou de novo, no topo do mundo gozei com ela. chegou a hora de descansar, redimido, não deu, peguei ela pelos peitos, e lá fomos nós, pro terceiro, ela por cima, não coordenamos, ela pirou, eu perdi um pouco o prazer, quando chegou no limite, peguei as rédeas de novo, levei ela de volta à fúria do grito, meu ego mais e mais satisfeito, fui tudo pra minha cabeça, com fúria, enquanto ela me apertava mais e mais forte, quando tava quase lá, deixei ela fazer de novo, os peitos, suados, quentes, me abraçaram com força, eu me perdia de vista e me encontrava de novo, vai e vem, gozei com vontade, gozei forte, quente...

Pra descer tomamos duas geladas, conversamos mais um pouco das nossas vidas, muita mentira, pouco importava, a gente se dispôs a se curtir de novo, mais calmos, ela se levantou e antes que eu pudesse me aproximar ou fazer outra coisa ela devorei, como antes, ela reagiu na hora, gozando quente, amo isso, amo beijar uma mulher, ela se inclinou um pouco e quando me levantei vi ela por trás, molhada, precisando, ajudei a tirar essa sensação dela, fomos de novo, vi ela como uma galinha, confortável, se deixou fazer e desfazer, fomos e voltamos, dei e dei e não chegava, ela percebeu, quando eu estava quase desistindo, toda satisfeita apoiou a cabeça no travesseiro e com suas mãos de unhas pintadas, separou sua bunda, abriu como os seguranças tinham feito horas antes, e mesmo não sendo algo que eu goste particularmente, aceitei o convite, com força, entrei, ela agarrou minhas coxas e puxou, empurrou, puxou, empurrou...

No final, saímos do lugar juntos, combinamos de nos ver no fim de semana seguinte na balada, claro que nunca fui, voltei para minha vida de esquisitão, fui jogar RPG e depois para casa dormir...

"Aproveite as pequenas coisas.

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