CAPÍTULO X
Bea não morava naquela imensa mansão cheia de sombras e sussurros onde nos encontramos pela primeira vez, que ela só visitava nas ocasiões especiais que tinha me mencionado. A verdadeira casa dela era um chalé estupendo, situado num dos bairros mais nobres da cidade. O negócio da Merche, a mãe dela, era tão próspero que permitia aqueles luxos e muitos outros exageros.
Eu tinha ligado pra Bea de manhã. Não estava muito certo de que ela sequer se lembrasse de mim, e fui surpreendido agradavelmente ao ver que me reconheceu na hora. Ela quase exigiu que eu fosse visitá-la, me dando todo tipo de informação sobre qual linha de ônibus pegar, o ponto onde descer e o curto trajeto que eu teria que fazer pra chegar no que eu sempre passei a chamar de "A Mansão". Foi a impressão que aquela construção majestosa me causou quando a vi pela primeira vez.
Quem abriu a porta foi uma empregada uniformizada à moda antiga, uma mulher de aparência séria, já entrada em anos e em quilos, cuja expressão ficou mais amável e sorridente quando me apresentei.
— Entre, por favor, entre. A senhorita está te esperando há um tempão no solário.
Aquela história de solário, que eu achava que era coisa só de romano, me soou meio pomposa, e pensei que fosse uma espécie de pátio ou terraço especialmente ensolarado. Mas eu estava enganado. Era uma galeria espaçosa, com uma ampla janela de vidro por onde o sol entrava sem nenhum obstáculo, e os próprios vidros, segundo Bea me explicou, já funcionavam como filtro contra as radiações prejudiciais e também contra os olhares menos prejudiciais, mas igualmente irritantes, de estranhos.
A coisa não começou nada mal. Bea, que exibia um bronzeado já mais que esplendoroso, estava deitada nua, de bruços, sobre uma espécie de maca que mal levantava uns dez ou doze centímetros do chão. Ao lado dela, em outra maca parecida e na mesma posição, estava outra garota de pele bem mais clara e com um corpo igualmente gostoso.
Assim que ela me viu... Assim que me viu, a Bea se levantou de um pulo e veio me receber com uma alegria fora do comum, se agarrando a mim como se eu fosse um parente que ela esperava há muito tempo.
— Pensei que você não queria mais saber de mim — ela meio que me repreendeu.
Se me colocassem na situação de ter que escolher qual é a parte do corpo feminino que eu mais gosto, não saberia o que responder, porque acho que todas têm um encanto especial e cada uma pode ser igualmente adorável no momento certo. Mas tenho que admitir que um bom par de peitos é a primeira coisa que chama minha atenção; e os da Bea me pareciam simplesmente perfeitos: nem grandes nem pequenos, na medida certa, e acima de tudo muito bem colocados e equilibrados. Na real, tudo nela era muito bem distribuído e, apesar da grande semelhança com a Viki, tinha algo especial que a fazia parecer ainda mais gostosa.
— Antes de mais nada — disse a Bea, me pegando pela mão e me levando até onde a outra garota estava esperando—, quero te apresentar minha irmã Luci.
A Luci se virou e se sentou, me mostrando que os peitos dela, embora um pouco menores, não tinham nada a invejar aos da Bea. Me inclinei para beijar a bochecha dela, mas ela me ofereceu a boca direto.
— A Bea me falou muito de você — ela disse— e de como você e ela se divertiram na outra casa. Também me contou que você é meio-irmão nosso, porque temos o mesmo pai.
A Bea fez uma careta de desgosto e se apressou em esclarecer:
— Isso são só suposições.
— Acho que não — respondi—. Eu não sabia da existência da Luci, e meu pai... ou talvez seja melhor dizer nosso pai... já me falou um pouco sobre o assunto. Sua mãe e ele tiveram um caso antigamente, e ele também está convencido de que você é filha dele. E eu também quase tenho certeza, porque sua semelhança com minha irmã mais velha é mais do que notável.
— O mundo está cheio de coincidências — sentenciou a Bea, que parecia não gostar nada do assunto. Muito.
—Por que vocês se recusaram a fazer o teste de DNA? Pelo que entendi, isso esclareceria todas as dúvidas.
—Você fica ou vem com a gente? — perguntou Bea para Luci.
—Melhor eu ficar mais um pouco — respondeu a aludida —. Tenho a impressão de que vocês têm muito o que conversar em particular.
Bea vestiu um roupão curto e semitransparente e me levou até uma sala. Daqui pra frente vou poupar os adjetivos, porque naquela casa tudo era grandioso e espetacular. Na verdade, não passava do claro exemplo da vida dupla que seus moradores levavam. Como Bea me explicou, a mãe dela tinha sido uma prostituta de alto nível, com tarifas astronômicas só para gente importante. Meu pai foi, na época, o capricho pessoal dela, a ponto de escolhê-lo para realizar o sonho de ser mãe. Ela, a Bea, foi planejada de propósito; a Luci foi um acidente da ciência anticoncepcional e não estava totalmente claro se tinha sido gerada pelo meu pai, embora as chances fossem enormes.
— Se eles se amavam tanto, por que se separaram? — perguntei.
— Minha mãe já era conhecida demais no meio. A reputação dela teria causado não poucos problemas pro seu... pro nosso pai. Ele preferiu deixar as coisas como estavam, negar que eu era filha dele pra aliviar a consciência e continuar sendo só bons amigos. Assim, ele conseguiu que a coisa fosse esfriando.
— E ele sabe alguma coisa sobre a Luci?
— Acho que não. Durante a gravidez dela, minha mãe inventou uma viagem pro exterior e acho que nunca falou sobre ela pra ele.
— Mas isso tudo é meio triste, não acha?
— Talvez. Mas é a vida.
Ela não quis ser mais explícita nem se aprofundar no assunto, recusando minhas perguntas.
— Não tá a fim de um mergulho? — cortou de vez —. Eu vou dar um agora mesmo.
Pra não faltar nada, a mansão também tinha uma piscina aquecida. Diante da insistência dela, tive que confessar que não sabia nadar. Pelos motivos que fossem, meu pai tinha pulado esse capítulo da minha educação e nunca tinha se preocupado com o assunto.
No começo, a Bea achou que eu estava zoando e mandou eu me pelar e entrar na água com ela, coisa que acabei fazendo só quando vi que, no fundo da piscina onde a gente tava, o nível mal passava da minha cintura. Entre brincadeiras e sem brincadeira, alternando rasteiras com tentativas de afogamento, ela me fez passar um mau bocado.
— Cê tá falando sério que não sabe nadar? — ela ainda duvidou da minha palavra.
— Como você quer que eu prove? Me afogando?
— E você não ia querer aprender?
— Claro que ia, mas não sei como.
— A Luci vai adorar te ensinar. Ela é uma expert no assunto e ainda falta mais de um mês pra começar o novo curso. É tempo mais que suficiente pra ela te dar umas aulas. Eu também não sou muito boa nadadora, mas me viro.
Com uma habilidade que desmentia as palavras dela, nadou até o outro lado, mergulhou por um tempo que começou a me deixar preocupado, voltou à tona quase no meio da piscina, balançando a cabeça umas duas vezes pra se livrar da água que encharcava o cabelo, e se deslocou com movimentos suaves de braços e pernas até mim.
— Viu como é fácil?
— Tudo é fácil depois que se sabe — repeti uma frase que já tinha ouvido do meu pai um milhão de vezes.
— Você nunca comeu uma buceta na água?
A mudança brusca de assunto me pegou meio de surpresa, mas não demorei pra reagir.
— Tem alguma coisa de especial?
— Quer tentar?
Pelo pouco que já conhecia da Bea, desconfiei que por trás dessa proposta podia muito bem ter alguma nova pegadinha e, precavido, sentei na borda da piscina, de modo que agora a água só batia um pouco acima dos meus tornozelos. Com a boca curvada num sorriso que podia pressagiar qualquer coisa, ela nadou até mim e colocou a cabeça entre minhas coxas.
— Vamos acordar o bebê?
O "bebê" não era outro senão Meu pau endurecido, mas bastaram algumas lambidas pra ele começar a se espreguiçar. Três ou quatro roçadas no freio com a ponta da língua dela fizeram sumir qualquer traço de moleza, e o "bebê", animado com aquele chamado tão gostoso na porta, foi se empinando, engrossando e alongando até que a pele que o envolvia não aguentou mais.
Bea agarrou o bebê crescido com a mão direita e me olhou com um sorriso de vitoriosa, enquanto começava umas passadas suaves pra cima e pra baixo no obelisco. Eu não sabia o que ela tava planejando quando começou a soltar mais e mais saliva na cabeça do pau, espalhando por todo o tronco com o movimento lento da mão. De vez em quando, juntava tanta saliva que entre a língua dela e a ponta da minha cabecinha ficava um fiozinho cada vez mais persistente. Passou pela minha cabeça, rápido, a punheta traiçoeira da Viki, mas não achei que a Bea fosse fazer o mesmo comigo. Mais achava que era um processo de lubrificação pra algum tipo de experimento que eu não conhecia.
Como depois ela passou a chupar de um jeito bem normal (embora muito gostoso), pensei que a saliva era só uma mania dela; mas a verdadeira explicação veio quando, fazendo um movimento estranho com a boca, ela começou a engolir e engolir até roçar os lábios no meu pelo pubiano. A Dori fazia algo parecido, mas o da Bea era superior em tudo. Acredito de verdade que a ponta da minha cabecinha deve ter alcançado as cordas vocais dela e, mesmo não sendo totalmente novo pra mim, aquela sensação de aperto na glande, deslizando por um cano tão apertado, teve tudo de um êxtase, mesmo sem a gozada rolar.
Ela repetiu várias vezes e, com tanto estímulo, meu pau ficou tão duro que eu me sentia capaz de atravessar uma parede.
— Anda, gostoso! — falou, encerrando a mamada do caralho e apontando pra algo atrás de mim. Ali, no balcão da esquerda, na prateleira de cima, tem uma caixa de camisinhas. Coloca uma e vamos terminar o serviço. Chegou sua hora.
Segui as instruções à risca e, já devidamente protegido, voltei para perto dela. Ela tinha se afastado da borda da piscina e flutuava de costas na água como se fosse uma jangada.
— Vamos! — exclamou ao ver minha indecisão —. Vem aqui.
Não muito satisfeito com a nova ordem, entrei no líquido elemento com todo o respeito que ele me inspirava e, silencioso, atravessei os três passos que me separavam de Bea.
— Passa os braços por baixo de mim e me faz vibrar!
Não ficou muito claro o que ela queria de verdade, mas do que eu queria não tinha a menor dúvida, embora imaginasse que devia ser a mesma coisa. Coloquei meus braços como ela mandou, um segurando suas costas e o outro envolvendo sua bunda, e comecei o festim, saboreando antes de tudo aqueles peitos maravilhosos que emergiam da água como ilhotas abandonadas. Os mamilos dela não demoraram a responder ao influxo das minhas carícias, reforçadas pelo vai e vem constante da água ao redor.
O verdadeiro espetáculo aconteceu, no entanto, quando me concentrei no conjunto da buceta dela e todos os seus acessórios. A sensibilidade de Bea nas partes baixas era incrível, e por pouco não gozei só de ouvir seus gemidos e sentir seus espasmos que, por causa do meio em que estávamos, viravam respingos contínuos. Meu pau ficou tão duro que achei que a qualquer momento ia romper a borracha que o mantinha preso.
O clitóris de Bea ficou tão evidente que dava até pra fazer uma simulação de boquete nele. E era de ver como ela ficava cada vez que eu mexia com meus lábios ou minha língua numa parte tão especial. Por instantes, tinha a impressão de estar lidando com uma campeã olímpica de natação artística, pelo jeito que ela levantava a perna até quase deixá-la na vertical; e tudo sem outra intenção senão deixar Ainda mais à minha disposição, a integridade da sua buceta para maior prazer de nós dois, e animado por aquela melodia de gemidos entrecortados que fazia minha excitação continuar crescendo.
Levei um susto do caralho quando a Bea, estando eu mais metido do que nunca nas suas entranhas, deu uma virada inesperada no corpo, se soltou do apoio que meus braços lhe davam e mergulhou na água. Por um momento, achei que ela tinha desmaiado de tanto tesão e fiquei seriamente preocupado ao perdê-la de vista.
Depois de uns segundos de agonia, suspirei aliviado ao vê-la reaparecer atrás de mim, bem ao lado de uma das escadinhas de ferro nos cantos da piscina pra facilitar a saída. E de lá, com as duas mãos segurando um dos degraus, começou a rebolar o corpo que nem um toureiro chamando um miura, e eu fui na dela, pronto pra empalar ela com meu único chifre, que tava todo ereto e bravo. E a buceta dela, já ansiosa pra ser saciada, engoliu a chifrada toda de primeira, enquanto as pernas dela se enroscavam na minha cintura, apertando pra que a metida fosse ainda mais intensa e vigorosa.
Apertada contra a escadinha, eu também me agarrei nos degraus laterais pra dar mais força nas minhas investidas, que a água ao redor tentava diminuir. A Bea tava tão molhadinha que não demorou pra gozar pela primeira vez.
— Se você soubesse nadar, teria sido ainda mais maravilhoso.
Não discuti com ela, mas pra mim aquilo já tava sendo maravilhoso o suficiente, porque acho que nada enche tanto a vaidade de um homem quanto ver a mulher tão rendida e entregue como a Bea tava pra mim. Não sei se a culpa era de tanta umidade, mas aquela transa tava com gosto de glória e eu me sentia tão querendo gozar quanto nunca querendo acabar.
A cara da Bea transbordava sensualidade por todos os poros e só de olhar pra ela já agia como o mais poderoso dos afrodisíacos. Aquele olhar meio perdido, aquela língua de fora... por entre os lábios apertados e, principalmente, aqueles gritinhos com que ela recebia cada uma das minhas estocadas profundas, me tiravam do sério. Sentia meu pau mais duro do que nunca e me achava o cara mais sortudo do mundo.
Era meu segundo encontro com ela e já estava convencido: Bea era algo especial que fazia tudo parecer diferente. Acho que os recursos dela pra gozar e fazer gozar eram ilimitados. Me invadia a sensação de que, quanto mais ela se dava, mais eu queria, e foder com ela parecia entrar num mundo de irrealidades onde tudo acabava se transformando em sexo, sexo e mais sexo. Era como se tudo ao nosso redor se dissolvesse e só restassemos nós dois, formando uma coisa única e indivisível, flutuando numa nuvem ou envoltos num halo misterioso que nos isolava de todo o resto. Se realmente existem mulheres nascidas pra amar e ser amadas, Bea era uma das maiores representantes. E não demoraria pra eu perceber que isso era tão perigoso quanto prazeroso, pois agia como uma verdadeira droga. Foder com Bea era mais do que a mera satisfação do mais básico dos instintos e criava dependência; mas dependência da Bea, e não do sexo em geral.
Talvez minha ainda pouca idade e meu caráter ainda maleável fizessem parte do jogo. Aqueles pouco mais de cinco anos que nos separavam constituíam um abismo em termos de experiência. Nunca cheguei a saber com quantos homens Bea tinha se envolvido nem quantas "ocasiões especiais" ela teve que atender no negócio da mãe, mas a influência que ela podia exercer sobre mim era absoluta. Desde o momento em que nossos sexos se encaixavam, eu deixava de ser eu pra ser o que ela quisesse que eu fosse. Era ela quem assumia o comando e exercia todo o controle de uma maneira sutil, mas implacável.
Gozei quando ela quis que eu gozasse e não posso me arrepender disso, porque, fosse verdade ou não, eu tirava a conclusão de que ela escolhia o momento mais oportuno; aquele em que ela já tinha extraído de mim o quanto queria extrair e só faltava que eu também alcançasse minha recompensa. E que recompensa!
Quando finalmente saí do meu devaneio ou talvez do meu estado de hipnose (já não tinha certeza de nada), vi diante de mim umas pernas deslumbrantes e, erguendo o olhar, me deparei com o espetáculo não menos deslumbrante que Luci oferecia daquela perspectiva. Ela estava de pé na borda da piscina, completamente nua, e não saberia dizer se tinha acabado de chegar ou se já estava ali há algum tempo nos observando. Fico mais com a segunda opção, a julgar pela expressão no rosto dela.
Sem dizer nada, ela mergulhou de cabeça na água e nadou como um peixe até o outro lado da piscina. Depois, a pedido de Bea, voltou a se juntar a nós.
— Quini precisa de umas aulas de natação. Você não poderia dar pra ele?
Luci me olhou com cara de surpresa.
— Você não sabe nadar?
No meio daquelas duas sereias, me senti meio envergonhado; mas não via motivo pra negar a realidade e admiti minha total ignorância. Luci se mostrou compreensiva e, longe de chutar quem já tava caído, tratou de acalmar minha consciência me garantindo que meu caso não era nem de longe único e que ela já tinha ensinado caras bem mais velhos que eu.
Sem saber onde estava me metendo, aceitei a proposta dela de começar a praticar a partir da semana seguinte. O número e a duração das "aulas" dependeriam da habilidade que eu mostrasse.
De volta à sala, conversamos sobre nossos laços familiares e outras questões que não vêm ao caso registrar aqui. Quando saí da Mansão, minha cabeça era uma bagunça de ideias que levaria um bom tempo pra organizar.
PRÓXIMO RELATOhttp://www.poringa.net/posts/relatos/2601162/Una-peculiar-familia-11.htmlDesculpa, não recebi nenhum texto em espanhol para traduzir. Pode me enviar o conteúdo?
Bea não morava naquela imensa mansão cheia de sombras e sussurros onde nos encontramos pela primeira vez, que ela só visitava nas ocasiões especiais que tinha me mencionado. A verdadeira casa dela era um chalé estupendo, situado num dos bairros mais nobres da cidade. O negócio da Merche, a mãe dela, era tão próspero que permitia aqueles luxos e muitos outros exageros.
Eu tinha ligado pra Bea de manhã. Não estava muito certo de que ela sequer se lembrasse de mim, e fui surpreendido agradavelmente ao ver que me reconheceu na hora. Ela quase exigiu que eu fosse visitá-la, me dando todo tipo de informação sobre qual linha de ônibus pegar, o ponto onde descer e o curto trajeto que eu teria que fazer pra chegar no que eu sempre passei a chamar de "A Mansão". Foi a impressão que aquela construção majestosa me causou quando a vi pela primeira vez.
Quem abriu a porta foi uma empregada uniformizada à moda antiga, uma mulher de aparência séria, já entrada em anos e em quilos, cuja expressão ficou mais amável e sorridente quando me apresentei.
— Entre, por favor, entre. A senhorita está te esperando há um tempão no solário.
Aquela história de solário, que eu achava que era coisa só de romano, me soou meio pomposa, e pensei que fosse uma espécie de pátio ou terraço especialmente ensolarado. Mas eu estava enganado. Era uma galeria espaçosa, com uma ampla janela de vidro por onde o sol entrava sem nenhum obstáculo, e os próprios vidros, segundo Bea me explicou, já funcionavam como filtro contra as radiações prejudiciais e também contra os olhares menos prejudiciais, mas igualmente irritantes, de estranhos.
A coisa não começou nada mal. Bea, que exibia um bronzeado já mais que esplendoroso, estava deitada nua, de bruços, sobre uma espécie de maca que mal levantava uns dez ou doze centímetros do chão. Ao lado dela, em outra maca parecida e na mesma posição, estava outra garota de pele bem mais clara e com um corpo igualmente gostoso.
Assim que ela me viu... Assim que me viu, a Bea se levantou de um pulo e veio me receber com uma alegria fora do comum, se agarrando a mim como se eu fosse um parente que ela esperava há muito tempo.
— Pensei que você não queria mais saber de mim — ela meio que me repreendeu.
Se me colocassem na situação de ter que escolher qual é a parte do corpo feminino que eu mais gosto, não saberia o que responder, porque acho que todas têm um encanto especial e cada uma pode ser igualmente adorável no momento certo. Mas tenho que admitir que um bom par de peitos é a primeira coisa que chama minha atenção; e os da Bea me pareciam simplesmente perfeitos: nem grandes nem pequenos, na medida certa, e acima de tudo muito bem colocados e equilibrados. Na real, tudo nela era muito bem distribuído e, apesar da grande semelhança com a Viki, tinha algo especial que a fazia parecer ainda mais gostosa.
— Antes de mais nada — disse a Bea, me pegando pela mão e me levando até onde a outra garota estava esperando—, quero te apresentar minha irmã Luci.
A Luci se virou e se sentou, me mostrando que os peitos dela, embora um pouco menores, não tinham nada a invejar aos da Bea. Me inclinei para beijar a bochecha dela, mas ela me ofereceu a boca direto.
— A Bea me falou muito de você — ela disse— e de como você e ela se divertiram na outra casa. Também me contou que você é meio-irmão nosso, porque temos o mesmo pai.
A Bea fez uma careta de desgosto e se apressou em esclarecer:
— Isso são só suposições.
— Acho que não — respondi—. Eu não sabia da existência da Luci, e meu pai... ou talvez seja melhor dizer nosso pai... já me falou um pouco sobre o assunto. Sua mãe e ele tiveram um caso antigamente, e ele também está convencido de que você é filha dele. E eu também quase tenho certeza, porque sua semelhança com minha irmã mais velha é mais do que notável.
— O mundo está cheio de coincidências — sentenciou a Bea, que parecia não gostar nada do assunto. Muito.
—Por que vocês se recusaram a fazer o teste de DNA? Pelo que entendi, isso esclareceria todas as dúvidas.
—Você fica ou vem com a gente? — perguntou Bea para Luci.
—Melhor eu ficar mais um pouco — respondeu a aludida —. Tenho a impressão de que vocês têm muito o que conversar em particular.
Bea vestiu um roupão curto e semitransparente e me levou até uma sala. Daqui pra frente vou poupar os adjetivos, porque naquela casa tudo era grandioso e espetacular. Na verdade, não passava do claro exemplo da vida dupla que seus moradores levavam. Como Bea me explicou, a mãe dela tinha sido uma prostituta de alto nível, com tarifas astronômicas só para gente importante. Meu pai foi, na época, o capricho pessoal dela, a ponto de escolhê-lo para realizar o sonho de ser mãe. Ela, a Bea, foi planejada de propósito; a Luci foi um acidente da ciência anticoncepcional e não estava totalmente claro se tinha sido gerada pelo meu pai, embora as chances fossem enormes.
— Se eles se amavam tanto, por que se separaram? — perguntei.
— Minha mãe já era conhecida demais no meio. A reputação dela teria causado não poucos problemas pro seu... pro nosso pai. Ele preferiu deixar as coisas como estavam, negar que eu era filha dele pra aliviar a consciência e continuar sendo só bons amigos. Assim, ele conseguiu que a coisa fosse esfriando.
— E ele sabe alguma coisa sobre a Luci?
— Acho que não. Durante a gravidez dela, minha mãe inventou uma viagem pro exterior e acho que nunca falou sobre ela pra ele.
— Mas isso tudo é meio triste, não acha?
— Talvez. Mas é a vida.
Ela não quis ser mais explícita nem se aprofundar no assunto, recusando minhas perguntas.
— Não tá a fim de um mergulho? — cortou de vez —. Eu vou dar um agora mesmo.
Pra não faltar nada, a mansão também tinha uma piscina aquecida. Diante da insistência dela, tive que confessar que não sabia nadar. Pelos motivos que fossem, meu pai tinha pulado esse capítulo da minha educação e nunca tinha se preocupado com o assunto.
No começo, a Bea achou que eu estava zoando e mandou eu me pelar e entrar na água com ela, coisa que acabei fazendo só quando vi que, no fundo da piscina onde a gente tava, o nível mal passava da minha cintura. Entre brincadeiras e sem brincadeira, alternando rasteiras com tentativas de afogamento, ela me fez passar um mau bocado.
— Cê tá falando sério que não sabe nadar? — ela ainda duvidou da minha palavra.
— Como você quer que eu prove? Me afogando?
— E você não ia querer aprender?
— Claro que ia, mas não sei como.
— A Luci vai adorar te ensinar. Ela é uma expert no assunto e ainda falta mais de um mês pra começar o novo curso. É tempo mais que suficiente pra ela te dar umas aulas. Eu também não sou muito boa nadadora, mas me viro.
Com uma habilidade que desmentia as palavras dela, nadou até o outro lado, mergulhou por um tempo que começou a me deixar preocupado, voltou à tona quase no meio da piscina, balançando a cabeça umas duas vezes pra se livrar da água que encharcava o cabelo, e se deslocou com movimentos suaves de braços e pernas até mim.
— Viu como é fácil?
— Tudo é fácil depois que se sabe — repeti uma frase que já tinha ouvido do meu pai um milhão de vezes.
— Você nunca comeu uma buceta na água?
A mudança brusca de assunto me pegou meio de surpresa, mas não demorei pra reagir.
— Tem alguma coisa de especial?
— Quer tentar?
Pelo pouco que já conhecia da Bea, desconfiei que por trás dessa proposta podia muito bem ter alguma nova pegadinha e, precavido, sentei na borda da piscina, de modo que agora a água só batia um pouco acima dos meus tornozelos. Com a boca curvada num sorriso que podia pressagiar qualquer coisa, ela nadou até mim e colocou a cabeça entre minhas coxas.
— Vamos acordar o bebê?
O "bebê" não era outro senão Meu pau endurecido, mas bastaram algumas lambidas pra ele começar a se espreguiçar. Três ou quatro roçadas no freio com a ponta da língua dela fizeram sumir qualquer traço de moleza, e o "bebê", animado com aquele chamado tão gostoso na porta, foi se empinando, engrossando e alongando até que a pele que o envolvia não aguentou mais.
Bea agarrou o bebê crescido com a mão direita e me olhou com um sorriso de vitoriosa, enquanto começava umas passadas suaves pra cima e pra baixo no obelisco. Eu não sabia o que ela tava planejando quando começou a soltar mais e mais saliva na cabeça do pau, espalhando por todo o tronco com o movimento lento da mão. De vez em quando, juntava tanta saliva que entre a língua dela e a ponta da minha cabecinha ficava um fiozinho cada vez mais persistente. Passou pela minha cabeça, rápido, a punheta traiçoeira da Viki, mas não achei que a Bea fosse fazer o mesmo comigo. Mais achava que era um processo de lubrificação pra algum tipo de experimento que eu não conhecia.
Como depois ela passou a chupar de um jeito bem normal (embora muito gostoso), pensei que a saliva era só uma mania dela; mas a verdadeira explicação veio quando, fazendo um movimento estranho com a boca, ela começou a engolir e engolir até roçar os lábios no meu pelo pubiano. A Dori fazia algo parecido, mas o da Bea era superior em tudo. Acredito de verdade que a ponta da minha cabecinha deve ter alcançado as cordas vocais dela e, mesmo não sendo totalmente novo pra mim, aquela sensação de aperto na glande, deslizando por um cano tão apertado, teve tudo de um êxtase, mesmo sem a gozada rolar.
Ela repetiu várias vezes e, com tanto estímulo, meu pau ficou tão duro que eu me sentia capaz de atravessar uma parede.
— Anda, gostoso! — falou, encerrando a mamada do caralho e apontando pra algo atrás de mim. Ali, no balcão da esquerda, na prateleira de cima, tem uma caixa de camisinhas. Coloca uma e vamos terminar o serviço. Chegou sua hora.
Segui as instruções à risca e, já devidamente protegido, voltei para perto dela. Ela tinha se afastado da borda da piscina e flutuava de costas na água como se fosse uma jangada.
— Vamos! — exclamou ao ver minha indecisão —. Vem aqui.
Não muito satisfeito com a nova ordem, entrei no líquido elemento com todo o respeito que ele me inspirava e, silencioso, atravessei os três passos que me separavam de Bea.
— Passa os braços por baixo de mim e me faz vibrar!
Não ficou muito claro o que ela queria de verdade, mas do que eu queria não tinha a menor dúvida, embora imaginasse que devia ser a mesma coisa. Coloquei meus braços como ela mandou, um segurando suas costas e o outro envolvendo sua bunda, e comecei o festim, saboreando antes de tudo aqueles peitos maravilhosos que emergiam da água como ilhotas abandonadas. Os mamilos dela não demoraram a responder ao influxo das minhas carícias, reforçadas pelo vai e vem constante da água ao redor.
O verdadeiro espetáculo aconteceu, no entanto, quando me concentrei no conjunto da buceta dela e todos os seus acessórios. A sensibilidade de Bea nas partes baixas era incrível, e por pouco não gozei só de ouvir seus gemidos e sentir seus espasmos que, por causa do meio em que estávamos, viravam respingos contínuos. Meu pau ficou tão duro que achei que a qualquer momento ia romper a borracha que o mantinha preso.
O clitóris de Bea ficou tão evidente que dava até pra fazer uma simulação de boquete nele. E era de ver como ela ficava cada vez que eu mexia com meus lábios ou minha língua numa parte tão especial. Por instantes, tinha a impressão de estar lidando com uma campeã olímpica de natação artística, pelo jeito que ela levantava a perna até quase deixá-la na vertical; e tudo sem outra intenção senão deixar Ainda mais à minha disposição, a integridade da sua buceta para maior prazer de nós dois, e animado por aquela melodia de gemidos entrecortados que fazia minha excitação continuar crescendo.
Levei um susto do caralho quando a Bea, estando eu mais metido do que nunca nas suas entranhas, deu uma virada inesperada no corpo, se soltou do apoio que meus braços lhe davam e mergulhou na água. Por um momento, achei que ela tinha desmaiado de tanto tesão e fiquei seriamente preocupado ao perdê-la de vista.
Depois de uns segundos de agonia, suspirei aliviado ao vê-la reaparecer atrás de mim, bem ao lado de uma das escadinhas de ferro nos cantos da piscina pra facilitar a saída. E de lá, com as duas mãos segurando um dos degraus, começou a rebolar o corpo que nem um toureiro chamando um miura, e eu fui na dela, pronto pra empalar ela com meu único chifre, que tava todo ereto e bravo. E a buceta dela, já ansiosa pra ser saciada, engoliu a chifrada toda de primeira, enquanto as pernas dela se enroscavam na minha cintura, apertando pra que a metida fosse ainda mais intensa e vigorosa.
Apertada contra a escadinha, eu também me agarrei nos degraus laterais pra dar mais força nas minhas investidas, que a água ao redor tentava diminuir. A Bea tava tão molhadinha que não demorou pra gozar pela primeira vez.
— Se você soubesse nadar, teria sido ainda mais maravilhoso.
Não discuti com ela, mas pra mim aquilo já tava sendo maravilhoso o suficiente, porque acho que nada enche tanto a vaidade de um homem quanto ver a mulher tão rendida e entregue como a Bea tava pra mim. Não sei se a culpa era de tanta umidade, mas aquela transa tava com gosto de glória e eu me sentia tão querendo gozar quanto nunca querendo acabar.
A cara da Bea transbordava sensualidade por todos os poros e só de olhar pra ela já agia como o mais poderoso dos afrodisíacos. Aquele olhar meio perdido, aquela língua de fora... por entre os lábios apertados e, principalmente, aqueles gritinhos com que ela recebia cada uma das minhas estocadas profundas, me tiravam do sério. Sentia meu pau mais duro do que nunca e me achava o cara mais sortudo do mundo.
Era meu segundo encontro com ela e já estava convencido: Bea era algo especial que fazia tudo parecer diferente. Acho que os recursos dela pra gozar e fazer gozar eram ilimitados. Me invadia a sensação de que, quanto mais ela se dava, mais eu queria, e foder com ela parecia entrar num mundo de irrealidades onde tudo acabava se transformando em sexo, sexo e mais sexo. Era como se tudo ao nosso redor se dissolvesse e só restassemos nós dois, formando uma coisa única e indivisível, flutuando numa nuvem ou envoltos num halo misterioso que nos isolava de todo o resto. Se realmente existem mulheres nascidas pra amar e ser amadas, Bea era uma das maiores representantes. E não demoraria pra eu perceber que isso era tão perigoso quanto prazeroso, pois agia como uma verdadeira droga. Foder com Bea era mais do que a mera satisfação do mais básico dos instintos e criava dependência; mas dependência da Bea, e não do sexo em geral.
Talvez minha ainda pouca idade e meu caráter ainda maleável fizessem parte do jogo. Aqueles pouco mais de cinco anos que nos separavam constituíam um abismo em termos de experiência. Nunca cheguei a saber com quantos homens Bea tinha se envolvido nem quantas "ocasiões especiais" ela teve que atender no negócio da mãe, mas a influência que ela podia exercer sobre mim era absoluta. Desde o momento em que nossos sexos se encaixavam, eu deixava de ser eu pra ser o que ela quisesse que eu fosse. Era ela quem assumia o comando e exercia todo o controle de uma maneira sutil, mas implacável.
Gozei quando ela quis que eu gozasse e não posso me arrepender disso, porque, fosse verdade ou não, eu tirava a conclusão de que ela escolhia o momento mais oportuno; aquele em que ela já tinha extraído de mim o quanto queria extrair e só faltava que eu também alcançasse minha recompensa. E que recompensa!
Quando finalmente saí do meu devaneio ou talvez do meu estado de hipnose (já não tinha certeza de nada), vi diante de mim umas pernas deslumbrantes e, erguendo o olhar, me deparei com o espetáculo não menos deslumbrante que Luci oferecia daquela perspectiva. Ela estava de pé na borda da piscina, completamente nua, e não saberia dizer se tinha acabado de chegar ou se já estava ali há algum tempo nos observando. Fico mais com a segunda opção, a julgar pela expressão no rosto dela.
Sem dizer nada, ela mergulhou de cabeça na água e nadou como um peixe até o outro lado da piscina. Depois, a pedido de Bea, voltou a se juntar a nós.
— Quini precisa de umas aulas de natação. Você não poderia dar pra ele?
Luci me olhou com cara de surpresa.
— Você não sabe nadar?
No meio daquelas duas sereias, me senti meio envergonhado; mas não via motivo pra negar a realidade e admiti minha total ignorância. Luci se mostrou compreensiva e, longe de chutar quem já tava caído, tratou de acalmar minha consciência me garantindo que meu caso não era nem de longe único e que ela já tinha ensinado caras bem mais velhos que eu.
Sem saber onde estava me metendo, aceitei a proposta dela de começar a praticar a partir da semana seguinte. O número e a duração das "aulas" dependeriam da habilidade que eu mostrasse.
De volta à sala, conversamos sobre nossos laços familiares e outras questões que não vêm ao caso registrar aqui. Quando saí da Mansão, minha cabeça era uma bagunça de ideias que levaria um bom tempo pra organizar.
PRÓXIMO RELATOhttp://www.poringa.net/posts/relatos/2601162/Una-peculiar-familia-11.htmlDesculpa, não recebi nenhum texto em espanhol para traduzir. Pode me enviar o conteúdo?
1 comentários - Uma família peculiar 10
gracias