Pequena Gostosa

Tremem as auroras ao abrigar teu carinho
Num paraíso cheio de incertezas
Livre de um sutiã de perdidos
Cheio de vagabundos eternos

Nos deleitando com um sol que vai fugir pra longe
Ciente de que está ferido
Confuso num entardecer sem tempo
Que continua sendo o que sempre foi

Só somos isso e eu
Só somos selvagens
Só somos sem razão

Que germinamos esse algo
Quando nada reverdece
Não precisou imaginar
Nem vai precisar dizer chega

Que foi erguido contigo
Gerando o que vale
Admirando o lascivo
Onde somos ninguém

Delirando essas letras
Sem jeito de parar de delirar
Mesmo sumindo, desperta
Finquei que agora não acaba

Dissipando toda lembrança que brotou
Sem insinuar nem sentir
Sem desejar uma ilustração
Sendo nós o que surgiu

Só somos isso e eu
Só somos selvagens
Só somos sem razão

Adorando o que somos
Um momento eterno
Gestado molhado de desejo

3 comentários - Pequena Gostosa

Escribes muy bien! qué grata sorpresa que alguien comparta poesía en poringa. Espero que podamos mantener el contacto. 🙂
Si fuera hombre en vez de mujer, ¿escribirías lo mismo?
Sí, lo haría. Es notable que alguien comparta algo artístico por estos lares.