CAPÍTULO VIII
No dia seguinte, Viki acordou com um humor de cão e quando pedi que ela me explicasse o verdadeiro significado da última frase dela da noite anterior, não só não me explicou nada como ainda me mandou um «vai pra puta que pariu!» que me deixou sem palavras. Do seu caráter volúvel já mencionei em outro momento, mas o uso de grosserias assim não era comum nela; pelo menos, não no ambiente familiar. No fim, não levei para o lado pessoal, porque logo percebi que a raiva dela era generalizada e afetou igualmente minhas outras irmãs, todas tratadas do mesmo jeito quando ousaram falar com ela.
Assim como as gêmeas não ligavam pra nada, Dori era muito mais sensível e aquelas saídas de Viki, apesar de acontecerem com frequência, sempre a deixavam meio triste. Dori era a bondade em pessoa e nunca se acostumava com o gênio tão difícil da nossa irmã mais velha. Desde que tivemos nosso primeiro encontro íntimo, eu me tornei o melhor refúgio dela e aos poucos fui assumindo o papel de ser seu ombro amigo, função antes exercida exclusivamente pela minha mãe.
— O que que a Viki tem hoje? — ela me perguntou naquela tarde, entrando no meu quarto durante a sagrada hora da sesta.
— Acho que são os restos daquilo de ontem à noite.
— Ontem à noite? O que aconteceu ontem à noite?
Expliquei em linhas gerais o que rolou entre as gêmeas e eu.
— Então — sentenciou Dori — acho que ela tem um pouco de razão. Mas isso não é motivo pra descontar em todo mundo.
— Por que ela teria razão? A Barbi e a Cati estavam a fim e fizeram com que eu também ficasse a fim. Ninguém obrigou a Viki a ficar. Se ela não gostou tanto assim, podia ter ido embora e pronto.
Dori quase nunca discutia e dessa vez não foi diferente.
— Sei lá — ela só disse —. Pra mim, não foi certo o que vocês fizeram, mas pode ser que eu esteja errada. Acho que eu não teria teria feito.
Aquele «Acho que eu não teria feito» cheio de dúvida foi o que me deu a ideia. Os ensinamentos da Bea não estavam me trazendo resultado nenhum, e mostrar indiferença pela Viki não tinha afetado ela em nada, ou pelo menos não parecia. O que tinha afetado muito mais, mesmo que ela não admitisse, foi eu ter comido a Barbi e a Cati na frente dela; ou a Barbi e a Cati terem me comido, porque com as gêmeas nunca dá pra ter certeza de quem tá fazendo o que com quem.
Meu pai costumava dizer que a gente sempre tem que ter um plano B pra caso o plano A falhasse. Ele falava isso sobre outras questões bem diferentes, mas no caso da Viki eu achei que se encaixava perfeitamente. Também não tinha esquecido daquela parada de que «tinha que mostrar pra ela que tava perdendo algo bom».
— Você se excita com filmes pornô? — perguntei pra Dori.
— Se o protagonista for gostoso, sim.
— E se for um cara velho e barrigudo?
— Aí me dá nojo.
Pensando bem, comigo acontecia o mesmo. Se a protagonista não me agradasse, meu interesse caía radicalmente. E, aprofundando mais, cheguei à conclusão de que a excitação rola quando a gente quer se ver na pele do cara da vez, porque de boa vontade faria o mesmo com a mina da vez ou deixaria fazer o que tão fazendo com o cara.
— Se você tivesse estado ontem à noite na situação da Viki, teria se excitado?
— Vendo vocês, a Barbi, a Cati e você, no maior auê?
— Sim.
— Claro que sim.
— E teria querido participar desse auê?
— Não é que teria querido, é que teria participado.
— Por que você acha que a Viki não fez isso?
Dori bufou, fazendo a franja dela balançar, como se eu tivesse acabado de fazer a pergunta mais difícil possível.
— Faz tempo que desisti de entender a Viki — respondeu. — Por mais que eu me esforce, não consigo compreender ela. O jeito dela me desconcerta. Às vezes, quando acho que ela devia estar puta Por alguma razão, ela se mostra mais alegre do que nunca; e outras vezes acontece exatamente o contrário. Eu sei que também tenho minhas manias, mas as dela fogem de toda lógica.
Minha "ideia" já estava tão clara que quase a expus pra ela. No fim, decidi não fazer isso. Talvez o fator surpresa me desse uma vantagem extra.
Embora até agora não tenha ficado evidente, devo dizer sem mais delongas que eu também tinha meu próprio cérebro e que, às vezes, não muitas, até tinha minhas próprias ideias. As coisas tinham caído tão bem no meu colo que não senti necessidade de tomar mais protagonismo do que me era dado. Desde que minha mãe me iniciou na arte da sacanagem, nunca mais precisei recorrer às punhetas clássicas. Eu comia quem queria, às vezes até sem querer, e minha única frustração continuava sendo a Viki. Como já disse outra vez, não era só a questão de meter nela, mas era o amor-próprio que estava em jogo. Mais do que desejo, era teimosia. Não que o desejo estivesse ausente, porque já repeti mais de uma vez que a Viki era muito gostosa; mas não era isso que me fazia insistir e insistir na tentativa. Se das cinco bocetas da casa, quatro tinham topado me satisfazer sem frescura, me traumatizava que, justamente aquela em que pensei primeiro, resistisse com tanta teimosia e sem justificativa aparente. Se ao menos ela tivesse se dado ao trabalho de me dar alguma explicação razoável...
Decidi que devia abandonar a passividade que até então mantinha e que era urgente partir pra ação, inventar todo tipo de artimanha que de algum modo pudesse contribuir pra realizar minhas aspirações, que era o que importava. A frase maquiavélica de que "os fins justificam os meios" não era compartilhada pelo meu pai, mas não me pareceu tão errada no meu caso específico, até porque eu não pretendia usar meios reprováveis em si. Era mais fazer as mesmas coisas de sempre, mas de um jeito diferente.
Eu cheguei a ficar tão convencido de que minha estratégia era a mais correta, decidi dar o passo naquela mesma noite.
Quando já fazia mais de uma hora que todos tínhamos ido para nossos respectivos quartos e quando já tinham se calado as risadinhas das gêmeas, os roncos do meu pai atingiram a máxima intensidade e todo mundo parecia dormir em paz, fui para o quarto de Viki e Dori e me deitei na cama desta última depois de abrir espaço suficiente, obrigando-a a esticar as pernas; pois, fiel ao seu costume, ela dormia toda encolhida.
Dori tinha um sono muito pesado, mas na base de sacudidelas consegui acordá-la, tapando antes a boca dela para evitar qualquer possível grito antes que me reconhecesse.
— Mas que porra é essa! — exclamou em voz baixa, depois de superar o susto inicial e se livrar da mordaça —. Que moscas te morderam?
— Não conseguia dormir e pensei que, talvez, se a gente transasse, isso me relaxasse.
— Pelo amor de Deus! — tentou protestar timidamente —. Tô morta de sono. Precisa tanto assim?
— Vê você mesma — falei, pegando a mão dela e levando até meu pau mais do que duro.
— Tá bom, tudo bem. Mas vamos pro teu quarto.
— Por que a gente tem que sair daqui?
— Quer que a Viki acorde e amanhã fique com a mesma cara de hoje?
— Vamos fazer em silêncio.
— Você sabe muito bem que quando eu gozo não consigo evitar de gritar.
— Eu fico atento pra tampar tua boca.
Enquanto conversávamos, eu já tinha começado a esquentá-la. Conhecia ela tão bem e tinha tão bem mapeados os pontos nevrálgicos dela, que deixá-la no ponto era questão de minutos. Lamber os mamilos dela e acariciar a parte interna das coxas até terminar abrangendo toda a buceta dela, esfregando a mão por toda ela, fazendo com que o dedo indicador abrisse caminho entre os lábios maiores até alcançar o clitóris, era mais que suficiente pra ela já começar a se animar.
Se por si só já era carinhosa, assim que o veneno da sensualidade começava a fazer efeito nela, seu afeto disparava e ela não conseguia ficar parada. E, mais inclinada a dar do que a receber, imediatamente entrava em ação. Ela também já conhecia todas as minhas fraquezas e sabia perfeitamente como me fazer vibrar com seus beijos e carícias, que iam se tornando cada vez mais intensas e ousadas até terminar chupando meu pau com uma técnica que ela havia aperfeiçoado com o tempo e que permitia engolir inteira toda a minha rola, ultrapassando a fronteira das amígdalas. Quando minha glande ficava aprisionada daquele jeito, a sensação era indescritível e todas as minhas forças de contenção eram anuladas. Mas aquilo só durava segundos e depois vinha a lenta e envolvente carícia de sua língua, que me devolvia a calma sem diminuir o prazer.
Nessa ocasião, minha intenção era dupla. Queria que Dori gozasse como nunca e queria, claro, que Viki não ficasse alheia a isso. Apossei-me da buceta dela com minha boca e ali comecei a fazer todas as sacanagens possíveis e imagináveis. Os gemidos abafados iniciais logo foram ficando mais altos e na cama ao lado começaram a se ouvir os primeiros barulhos.
Não era a lua cheia do sonho que filtrava sua luz pelas cortinas, mas a lua crescente iluminava o suficiente para distinguir pelo menos as silhuetas. Eu continuava mordiscando o clitóris de Dori e Dori já não conseguia reprimir suas expressões de prazer. A cama ao lado não parava de ranger, embora Viki mantivesse silêncio.
Quando Dori atingiu o êxtase e seu grito ecoou no silêncio da noite, Viki não aguentou mais e acendeu a luz de sua mesinha.
— É possível? — rosnou entre os dentes —. É que nem no meu próprio quarto vou poder dormir tranquila?
Dori e eu ignoramos a reclamação e continuamos na nossa, com ainda mais ardor se possível. Da minha parte, era algo premeditado, pois era exatamente essa cena que eu queria provocar; e Dori estava gostando demais daquela chupada de buceta. que eu estava me afastando dela pra atender outra coisa. Acho que ela nem percebeu nada.
Meus lábios, meus dentes, minha língua continuavam trabalhando a sério no terreno, com a experiência cada vez maior que as muitas práticas me davam. A buceta da Dori não tinha segredo pra mim, e até o clitóris dela parecia um velho amigo que, logo de cara, já se erguia ao sentir o toque do meu hálito e parecia vir ao encontro da minha língua, ansioso pra receber aquelas lambidas suaves que tanto prazer lhe davam.
A Dori era super receptiva a todo tipo de carícia, mas mexer na intimidade dela superava qualquer outra alternativa. Parecia que ela entrava na dança de São Vito e não conseguia ficar parada um segundo sequer. Se a Viki não era de pedra, o que eu já começava a duvidar, nada podia ser mais excitante pra ela do que ver a irmã se debatendo naquele fogo, onde o crepitar das chamas era substituído pelos gemidos e suspiros contínuos dela, às vezes abafados e outras, quando eu passava de uma ação pra outra, soltos como verdadeiros lamentos.
— Por que vocês não vão pro seu quarto?
A voz da Viki soou menos convincente agora, e com o canto do olho eu percebi o rosto dela se congestionando aos poucos. Ela tinha se meio levantado na cama, e o lençol que a cobria tinha escorregado um pouco, deixando à mostra o peito esquerdo dela. E, coisa rara nela, até a perna direita estava quase totalmente descoberta, como se buscasse alívio pro aumento de temperatura que devia estar tomando o corpo todo dela.
Embora eu pudesse ter prolongado a cena por um bom tempo, considerei que o momento da verdade tinha chegado. Meu pau, que a Dori não tinha parado de acariciar em quase nenhum momento, estava brilhante e cheio, com o devido porte que a ocasião exigia. Mais uma vez, a semi-nudez da Viki parecia me causar uma impressão maior do que a nudez total dela. Tantas vezes contemplada. Mas não era minha intenção revelar tamanha fraqueza por ela, e me preparei para possuir Dori pela enésima vez, tentando passar a impressão de que era só ela que me interessava.
Parei de atormentar a entreperna de Dori e me ergui até alcançar a boca dela com a minha. Aquele beijo profundo e terno tinha se tornado o sinal combinado para indicar que estava tudo pronto para o ataque final. Embora tivéssemos ensaiado várias posições, Dori mostrava uma inclinação natural pelo convencional e raramente saíamos do padrão: ou o clássico papai-e-mamãe, quando o importante era a foda, ou a típica cavalgada lenta, se o que queríamos era conversar enquanto consumávamos o ato devagar. Ela não gostava de ser atacada por trás porque queria me ver enquanto transávamos. De certa forma, dava pra dizer que ela gostava de "copular também com os olhos".
Entre Dori e eu sempre existiu um entendimento total, e os dois procurávamos nos agradar ao máximo. Naquela noite, ela entendeu na hora que eu queria sair da rotina e topou na mesma hora minha proposta, abrindo mão das preferências dela com a generosidade de sempre.
Minha intenção era que Viki assistisse a uma verdadeira demonstração do meu potencial amatório e pudesse ver o espetáculo sem obstáculos. Coloquei Dori de quatro na cama bagunçada e me ajoelhei atrás dela. Dei uns últimos lambões na buceta brilhante dela pra estimular um pouco mais e, afastando levemente as nádegas dela, comecei a penetração, dando a ela a solenidade e a calma das grandes ocasiões.
— Isso é insuportável! — gritou Viki; mas não fez nada pra impedir, e o olhar dela não se desviava da gente.
Comecei a bombar devagar no começo, me deliciando com a cara de choque e incredulidade da testemunha forçada, deixando que ela não perdesse nenhum detalhe de como meu pau entrava e saía. De propósito, tinha escolhido pra ocasião um dos Aqueles preservativos que a Dori e eu chamávamos de "efeito retardado", muito apropriados para gozadas prolongadas, já que a maior espessura da borracha tirava a sensibilidade do meu pau, que assim aguentava muito mais tempo e muito mais gás, facilitando que ela gozasse várias vezes antes de eu descarregar.
Como se conhecesse e quisesse seguir meu plano, a Dori se mostrou especialmente escandalosa na hora de expressar suas emoções.
— Cê acha que eu não sei por que cê tá fazendo isso? — me esculachou uma Viki cada vez mais furiosa — Pois eu sei muito bem e não vai adiantar nada. Por mim, vocês podem continuar até amanhã e repetir toda noite.
E com um daqueles gestos violentos, típicos dela quando a raiva tomava conta, apagou a luz de novo.
— Se a Dori não se importar — falei por fim —, por mim você pode entrar na festa. Cê sabe que não tenho problema nenhum em atender vocês duas.
— Porco, mais que porco! — explodiu a Viki. E, embora não pudesse ver porque minha vista ainda não tinha se acostumado com a escuridão de novo, tava convencido de que ela tinha virado de costas pra gente, enfiando a cabeça debaixo do travesseiro numa tentativa inútil de não ouvir os gemidos da Dori, porque bastou eu aumentar um pouco o ritmo das minhas metidas pra esses gemidos serem ouvidos na casa inteira.
Dori foi a que mais se deu bem. Mais ligado nas reações da Viki, eu já tinha perdido a conta dos orgasmos dela e tava disposto a continuar dando quantos ela quisesse até ela mesma botar um limite.
Embora me considerasse um cara forte e resistente ao cansaço, às vezes não tinha outro jeito senão dar uns minutos de descanso e, num desses momentos, quando os barulhos da Dori diminuíram, percebi que a cama da Viki tava fazendo uns rangidos ritmados bem suspeitos. Assumi que ela tava se masturbando e, querendo pegar ela no flagra, acelerei tudo até gozar que nem um condenado e, logo em seguida, procurando a Você tateia o interruptor, eu acendi a luz de novo.
Os rangidos pararam na hora, mas o calor de Viki era mais do que óbvio e, mesmo coberta pelo lençol, ficou claro pra mim que a mão direita dela, agora imóvel, ocupava um lugar bem específico da anatomia dela, fazendo um trabalho ainda mais específico. E o mais significativo: ela nem reclamou por eu ter acendido a luz de novo, só ficou me olhando de um jeito muito particular que eu não soube interpretar.
Depois que passou o susto, ela voltou a ser a mesma de sempre.
— O senhorzinho já ficou satisfeito? Finalmente vamos poder dormir em paz?
Dori, depois de tirar a camisinha e limpar ela como de costume, acariciava minha cock cada vez mais mole como se fosse uma putinha. Era o jeito dela de agradecer pelos bons serviços prestados.
Dando um beijo carinhoso de despedida e sem nem ousar tentar fazer o mesmo com Viki, voltei pro meu quarto e, esperando o sono chegar, fiquei fazendo minhas próprias suposições sobre se a minha performance daquela noite ia dar ou não os resultados que eu queria.
Já tava mais dormindo do que acordado quando senti um corpo nu me empurrando pro lado pra arrumar espaço na minha cama. Meu coração deu um pulo porque a primeira coisa que pensei foi que era a Viki, que finalmente tinha se rendido. Esquecendo do passado recente, como se nada tivesse acontecido e se deixando levar pela ilusão do momento, minha cock endureceu de novo em frações de segundo e...
PRÓXIMO RELATOhttp://www.poringa.net/posts/relatos/2600704/Una-peculiar-familia-9.html
No dia seguinte, Viki acordou com um humor de cão e quando pedi que ela me explicasse o verdadeiro significado da última frase dela da noite anterior, não só não me explicou nada como ainda me mandou um «vai pra puta que pariu!» que me deixou sem palavras. Do seu caráter volúvel já mencionei em outro momento, mas o uso de grosserias assim não era comum nela; pelo menos, não no ambiente familiar. No fim, não levei para o lado pessoal, porque logo percebi que a raiva dela era generalizada e afetou igualmente minhas outras irmãs, todas tratadas do mesmo jeito quando ousaram falar com ela.
Assim como as gêmeas não ligavam pra nada, Dori era muito mais sensível e aquelas saídas de Viki, apesar de acontecerem com frequência, sempre a deixavam meio triste. Dori era a bondade em pessoa e nunca se acostumava com o gênio tão difícil da nossa irmã mais velha. Desde que tivemos nosso primeiro encontro íntimo, eu me tornei o melhor refúgio dela e aos poucos fui assumindo o papel de ser seu ombro amigo, função antes exercida exclusivamente pela minha mãe.
— O que que a Viki tem hoje? — ela me perguntou naquela tarde, entrando no meu quarto durante a sagrada hora da sesta.
— Acho que são os restos daquilo de ontem à noite.
— Ontem à noite? O que aconteceu ontem à noite?
Expliquei em linhas gerais o que rolou entre as gêmeas e eu.
— Então — sentenciou Dori — acho que ela tem um pouco de razão. Mas isso não é motivo pra descontar em todo mundo.
— Por que ela teria razão? A Barbi e a Cati estavam a fim e fizeram com que eu também ficasse a fim. Ninguém obrigou a Viki a ficar. Se ela não gostou tanto assim, podia ter ido embora e pronto.
Dori quase nunca discutia e dessa vez não foi diferente.
— Sei lá — ela só disse —. Pra mim, não foi certo o que vocês fizeram, mas pode ser que eu esteja errada. Acho que eu não teria teria feito.
Aquele «Acho que eu não teria feito» cheio de dúvida foi o que me deu a ideia. Os ensinamentos da Bea não estavam me trazendo resultado nenhum, e mostrar indiferença pela Viki não tinha afetado ela em nada, ou pelo menos não parecia. O que tinha afetado muito mais, mesmo que ela não admitisse, foi eu ter comido a Barbi e a Cati na frente dela; ou a Barbi e a Cati terem me comido, porque com as gêmeas nunca dá pra ter certeza de quem tá fazendo o que com quem.
Meu pai costumava dizer que a gente sempre tem que ter um plano B pra caso o plano A falhasse. Ele falava isso sobre outras questões bem diferentes, mas no caso da Viki eu achei que se encaixava perfeitamente. Também não tinha esquecido daquela parada de que «tinha que mostrar pra ela que tava perdendo algo bom».
— Você se excita com filmes pornô? — perguntei pra Dori.
— Se o protagonista for gostoso, sim.
— E se for um cara velho e barrigudo?
— Aí me dá nojo.
Pensando bem, comigo acontecia o mesmo. Se a protagonista não me agradasse, meu interesse caía radicalmente. E, aprofundando mais, cheguei à conclusão de que a excitação rola quando a gente quer se ver na pele do cara da vez, porque de boa vontade faria o mesmo com a mina da vez ou deixaria fazer o que tão fazendo com o cara.
— Se você tivesse estado ontem à noite na situação da Viki, teria se excitado?
— Vendo vocês, a Barbi, a Cati e você, no maior auê?
— Sim.
— Claro que sim.
— E teria querido participar desse auê?
— Não é que teria querido, é que teria participado.
— Por que você acha que a Viki não fez isso?
Dori bufou, fazendo a franja dela balançar, como se eu tivesse acabado de fazer a pergunta mais difícil possível.
— Faz tempo que desisti de entender a Viki — respondeu. — Por mais que eu me esforce, não consigo compreender ela. O jeito dela me desconcerta. Às vezes, quando acho que ela devia estar puta Por alguma razão, ela se mostra mais alegre do que nunca; e outras vezes acontece exatamente o contrário. Eu sei que também tenho minhas manias, mas as dela fogem de toda lógica.
Minha "ideia" já estava tão clara que quase a expus pra ela. No fim, decidi não fazer isso. Talvez o fator surpresa me desse uma vantagem extra.
Embora até agora não tenha ficado evidente, devo dizer sem mais delongas que eu também tinha meu próprio cérebro e que, às vezes, não muitas, até tinha minhas próprias ideias. As coisas tinham caído tão bem no meu colo que não senti necessidade de tomar mais protagonismo do que me era dado. Desde que minha mãe me iniciou na arte da sacanagem, nunca mais precisei recorrer às punhetas clássicas. Eu comia quem queria, às vezes até sem querer, e minha única frustração continuava sendo a Viki. Como já disse outra vez, não era só a questão de meter nela, mas era o amor-próprio que estava em jogo. Mais do que desejo, era teimosia. Não que o desejo estivesse ausente, porque já repeti mais de uma vez que a Viki era muito gostosa; mas não era isso que me fazia insistir e insistir na tentativa. Se das cinco bocetas da casa, quatro tinham topado me satisfazer sem frescura, me traumatizava que, justamente aquela em que pensei primeiro, resistisse com tanta teimosia e sem justificativa aparente. Se ao menos ela tivesse se dado ao trabalho de me dar alguma explicação razoável...
Decidi que devia abandonar a passividade que até então mantinha e que era urgente partir pra ação, inventar todo tipo de artimanha que de algum modo pudesse contribuir pra realizar minhas aspirações, que era o que importava. A frase maquiavélica de que "os fins justificam os meios" não era compartilhada pelo meu pai, mas não me pareceu tão errada no meu caso específico, até porque eu não pretendia usar meios reprováveis em si. Era mais fazer as mesmas coisas de sempre, mas de um jeito diferente.
Eu cheguei a ficar tão convencido de que minha estratégia era a mais correta, decidi dar o passo naquela mesma noite.
Quando já fazia mais de uma hora que todos tínhamos ido para nossos respectivos quartos e quando já tinham se calado as risadinhas das gêmeas, os roncos do meu pai atingiram a máxima intensidade e todo mundo parecia dormir em paz, fui para o quarto de Viki e Dori e me deitei na cama desta última depois de abrir espaço suficiente, obrigando-a a esticar as pernas; pois, fiel ao seu costume, ela dormia toda encolhida.
Dori tinha um sono muito pesado, mas na base de sacudidelas consegui acordá-la, tapando antes a boca dela para evitar qualquer possível grito antes que me reconhecesse.
— Mas que porra é essa! — exclamou em voz baixa, depois de superar o susto inicial e se livrar da mordaça —. Que moscas te morderam?
— Não conseguia dormir e pensei que, talvez, se a gente transasse, isso me relaxasse.
— Pelo amor de Deus! — tentou protestar timidamente —. Tô morta de sono. Precisa tanto assim?
— Vê você mesma — falei, pegando a mão dela e levando até meu pau mais do que duro.
— Tá bom, tudo bem. Mas vamos pro teu quarto.
— Por que a gente tem que sair daqui?
— Quer que a Viki acorde e amanhã fique com a mesma cara de hoje?
— Vamos fazer em silêncio.
— Você sabe muito bem que quando eu gozo não consigo evitar de gritar.
— Eu fico atento pra tampar tua boca.
Enquanto conversávamos, eu já tinha começado a esquentá-la. Conhecia ela tão bem e tinha tão bem mapeados os pontos nevrálgicos dela, que deixá-la no ponto era questão de minutos. Lamber os mamilos dela e acariciar a parte interna das coxas até terminar abrangendo toda a buceta dela, esfregando a mão por toda ela, fazendo com que o dedo indicador abrisse caminho entre os lábios maiores até alcançar o clitóris, era mais que suficiente pra ela já começar a se animar.
Se por si só já era carinhosa, assim que o veneno da sensualidade começava a fazer efeito nela, seu afeto disparava e ela não conseguia ficar parada. E, mais inclinada a dar do que a receber, imediatamente entrava em ação. Ela também já conhecia todas as minhas fraquezas e sabia perfeitamente como me fazer vibrar com seus beijos e carícias, que iam se tornando cada vez mais intensas e ousadas até terminar chupando meu pau com uma técnica que ela havia aperfeiçoado com o tempo e que permitia engolir inteira toda a minha rola, ultrapassando a fronteira das amígdalas. Quando minha glande ficava aprisionada daquele jeito, a sensação era indescritível e todas as minhas forças de contenção eram anuladas. Mas aquilo só durava segundos e depois vinha a lenta e envolvente carícia de sua língua, que me devolvia a calma sem diminuir o prazer.
Nessa ocasião, minha intenção era dupla. Queria que Dori gozasse como nunca e queria, claro, que Viki não ficasse alheia a isso. Apossei-me da buceta dela com minha boca e ali comecei a fazer todas as sacanagens possíveis e imagináveis. Os gemidos abafados iniciais logo foram ficando mais altos e na cama ao lado começaram a se ouvir os primeiros barulhos.
Não era a lua cheia do sonho que filtrava sua luz pelas cortinas, mas a lua crescente iluminava o suficiente para distinguir pelo menos as silhuetas. Eu continuava mordiscando o clitóris de Dori e Dori já não conseguia reprimir suas expressões de prazer. A cama ao lado não parava de ranger, embora Viki mantivesse silêncio.
Quando Dori atingiu o êxtase e seu grito ecoou no silêncio da noite, Viki não aguentou mais e acendeu a luz de sua mesinha.
— É possível? — rosnou entre os dentes —. É que nem no meu próprio quarto vou poder dormir tranquila?
Dori e eu ignoramos a reclamação e continuamos na nossa, com ainda mais ardor se possível. Da minha parte, era algo premeditado, pois era exatamente essa cena que eu queria provocar; e Dori estava gostando demais daquela chupada de buceta. que eu estava me afastando dela pra atender outra coisa. Acho que ela nem percebeu nada.
Meus lábios, meus dentes, minha língua continuavam trabalhando a sério no terreno, com a experiência cada vez maior que as muitas práticas me davam. A buceta da Dori não tinha segredo pra mim, e até o clitóris dela parecia um velho amigo que, logo de cara, já se erguia ao sentir o toque do meu hálito e parecia vir ao encontro da minha língua, ansioso pra receber aquelas lambidas suaves que tanto prazer lhe davam.
A Dori era super receptiva a todo tipo de carícia, mas mexer na intimidade dela superava qualquer outra alternativa. Parecia que ela entrava na dança de São Vito e não conseguia ficar parada um segundo sequer. Se a Viki não era de pedra, o que eu já começava a duvidar, nada podia ser mais excitante pra ela do que ver a irmã se debatendo naquele fogo, onde o crepitar das chamas era substituído pelos gemidos e suspiros contínuos dela, às vezes abafados e outras, quando eu passava de uma ação pra outra, soltos como verdadeiros lamentos.
— Por que vocês não vão pro seu quarto?
A voz da Viki soou menos convincente agora, e com o canto do olho eu percebi o rosto dela se congestionando aos poucos. Ela tinha se meio levantado na cama, e o lençol que a cobria tinha escorregado um pouco, deixando à mostra o peito esquerdo dela. E, coisa rara nela, até a perna direita estava quase totalmente descoberta, como se buscasse alívio pro aumento de temperatura que devia estar tomando o corpo todo dela.
Embora eu pudesse ter prolongado a cena por um bom tempo, considerei que o momento da verdade tinha chegado. Meu pau, que a Dori não tinha parado de acariciar em quase nenhum momento, estava brilhante e cheio, com o devido porte que a ocasião exigia. Mais uma vez, a semi-nudez da Viki parecia me causar uma impressão maior do que a nudez total dela. Tantas vezes contemplada. Mas não era minha intenção revelar tamanha fraqueza por ela, e me preparei para possuir Dori pela enésima vez, tentando passar a impressão de que era só ela que me interessava.
Parei de atormentar a entreperna de Dori e me ergui até alcançar a boca dela com a minha. Aquele beijo profundo e terno tinha se tornado o sinal combinado para indicar que estava tudo pronto para o ataque final. Embora tivéssemos ensaiado várias posições, Dori mostrava uma inclinação natural pelo convencional e raramente saíamos do padrão: ou o clássico papai-e-mamãe, quando o importante era a foda, ou a típica cavalgada lenta, se o que queríamos era conversar enquanto consumávamos o ato devagar. Ela não gostava de ser atacada por trás porque queria me ver enquanto transávamos. De certa forma, dava pra dizer que ela gostava de "copular também com os olhos".
Entre Dori e eu sempre existiu um entendimento total, e os dois procurávamos nos agradar ao máximo. Naquela noite, ela entendeu na hora que eu queria sair da rotina e topou na mesma hora minha proposta, abrindo mão das preferências dela com a generosidade de sempre.
Minha intenção era que Viki assistisse a uma verdadeira demonstração do meu potencial amatório e pudesse ver o espetáculo sem obstáculos. Coloquei Dori de quatro na cama bagunçada e me ajoelhei atrás dela. Dei uns últimos lambões na buceta brilhante dela pra estimular um pouco mais e, afastando levemente as nádegas dela, comecei a penetração, dando a ela a solenidade e a calma das grandes ocasiões.
— Isso é insuportável! — gritou Viki; mas não fez nada pra impedir, e o olhar dela não se desviava da gente.
Comecei a bombar devagar no começo, me deliciando com a cara de choque e incredulidade da testemunha forçada, deixando que ela não perdesse nenhum detalhe de como meu pau entrava e saía. De propósito, tinha escolhido pra ocasião um dos Aqueles preservativos que a Dori e eu chamávamos de "efeito retardado", muito apropriados para gozadas prolongadas, já que a maior espessura da borracha tirava a sensibilidade do meu pau, que assim aguentava muito mais tempo e muito mais gás, facilitando que ela gozasse várias vezes antes de eu descarregar.
Como se conhecesse e quisesse seguir meu plano, a Dori se mostrou especialmente escandalosa na hora de expressar suas emoções.
— Cê acha que eu não sei por que cê tá fazendo isso? — me esculachou uma Viki cada vez mais furiosa — Pois eu sei muito bem e não vai adiantar nada. Por mim, vocês podem continuar até amanhã e repetir toda noite.
E com um daqueles gestos violentos, típicos dela quando a raiva tomava conta, apagou a luz de novo.
— Se a Dori não se importar — falei por fim —, por mim você pode entrar na festa. Cê sabe que não tenho problema nenhum em atender vocês duas.
— Porco, mais que porco! — explodiu a Viki. E, embora não pudesse ver porque minha vista ainda não tinha se acostumado com a escuridão de novo, tava convencido de que ela tinha virado de costas pra gente, enfiando a cabeça debaixo do travesseiro numa tentativa inútil de não ouvir os gemidos da Dori, porque bastou eu aumentar um pouco o ritmo das minhas metidas pra esses gemidos serem ouvidos na casa inteira.
Dori foi a que mais se deu bem. Mais ligado nas reações da Viki, eu já tinha perdido a conta dos orgasmos dela e tava disposto a continuar dando quantos ela quisesse até ela mesma botar um limite.
Embora me considerasse um cara forte e resistente ao cansaço, às vezes não tinha outro jeito senão dar uns minutos de descanso e, num desses momentos, quando os barulhos da Dori diminuíram, percebi que a cama da Viki tava fazendo uns rangidos ritmados bem suspeitos. Assumi que ela tava se masturbando e, querendo pegar ela no flagra, acelerei tudo até gozar que nem um condenado e, logo em seguida, procurando a Você tateia o interruptor, eu acendi a luz de novo.
Os rangidos pararam na hora, mas o calor de Viki era mais do que óbvio e, mesmo coberta pelo lençol, ficou claro pra mim que a mão direita dela, agora imóvel, ocupava um lugar bem específico da anatomia dela, fazendo um trabalho ainda mais específico. E o mais significativo: ela nem reclamou por eu ter acendido a luz de novo, só ficou me olhando de um jeito muito particular que eu não soube interpretar.
Depois que passou o susto, ela voltou a ser a mesma de sempre.
— O senhorzinho já ficou satisfeito? Finalmente vamos poder dormir em paz?
Dori, depois de tirar a camisinha e limpar ela como de costume, acariciava minha cock cada vez mais mole como se fosse uma putinha. Era o jeito dela de agradecer pelos bons serviços prestados.
Dando um beijo carinhoso de despedida e sem nem ousar tentar fazer o mesmo com Viki, voltei pro meu quarto e, esperando o sono chegar, fiquei fazendo minhas próprias suposições sobre se a minha performance daquela noite ia dar ou não os resultados que eu queria.
Já tava mais dormindo do que acordado quando senti um corpo nu me empurrando pro lado pra arrumar espaço na minha cama. Meu coração deu um pulo porque a primeira coisa que pensei foi que era a Viki, que finalmente tinha se rendido. Esquecendo do passado recente, como se nada tivesse acontecido e se deixando levar pela ilusão do momento, minha cock endureceu de novo em frações de segundo e...
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