Uma família peculiar 15

CAPÍTULO XV

Acho que já mencionei quais são as principais peculiaridades das minhas duas irmãs gêmeas, Barbi e Cati. Costumo citá-las sempre assim por mera questão de ordem alfabética, já que as duas são tão exatamente iguais em tudo que não admitem discriminação alguma. Se no físico eram tão idênticas que ninguém de fora da família conseguia distingui-las, no jeito de ser e se comportar também não apresentavam diferenças que facilitassem o trabalho.

Como já disse em outro momento, todos os irmãos se caracterizavam por serem bem independentes; no entanto, o caso das gêmeas era de longe o mais extremado em relação aos outros. Entre elas sim havia uma relação estreita e não se separavam a não ser o mínimo necessário, dando a impressão de que não se importavam com mais nada além delas mesmas e que não precisavam de ninguém mais para se sentirem felizes.

A verdade é que, quando começavam com suas brincadeiras e besteiras, ficavam insuportáveis. Em casa já estávamos acostumados com isso e ninguém dava a menor bola, quase ignorando-as na mesma medida em que elas pareciam nos ignorar. No entanto, principalmente quando começavam a rir sem saber por quê, tinha vezes em que ficavam insuportáveis, embora por sorte fossem raras. A Viki era quem mais sofria com isso e quase sempre soltava alguma das suas expressões nada amigáveis. Umas putarias inúteis as dela, porque as gêmeas não ligavam a menor.

— Pai, você se importaria de mandar elas calarem a boca de uma vez por todas?

Mas o pai não dava muita atenção a esse tipo de pedido e, no máximo, se limitava a dizer com voz resignada:

— Meninas...

E as meninas, com uma reprimenda tão fraca, que nem era reprimenda nem nada do tipo, nem se mexiam.

No entanto, quero deixar claro que, além de serem ambas umas gostosas, também tinham suas coisas positivas, embora fizessem tão pouco alarde delas que o mais normal era passarem despercebidas. Mas a verdade é que, tratando-as Na boa, dava pra tirar quase qualquer coisa delas. Eram tremendamente ingênuas e, separadas, mudavam completamente de personalidade, como se faltasse metade delas. O complicado era encontrar essas oportunidades de ver uma sem a companhia da outra.

Eu já tava atrás de uma dessas oportunidades porque queria meter o dente em cada uma separado, e acho que todo mundo já sabe bem a que "dente" me refiro. Mas não tinha jeito de conseguir. Fazer com as duas ao mesmo tempo não me agradava totalmente, embora no final eu gozasse igualzinho como se fosse com uma só. Não sei explicar. Era como se, em vez de dar uma foda, eu desse meia foda e meia foda e, apesar de parecer a mesma coisa e talvez até ser, pra mim não era igual. Começar o negócio com uma e terminar com outra me pareciam duas coisas diferentes. Acho que são manias minhas, mas essa era a triste verdade.

Não é que eu andasse igual um lobo no cio atrás delas, porque minhas necessidades já estavam bem supridas. Mas, assim como aconteceu com a Viki, eram as dificuldades que mais me atraíam. Como meu pai dizia, usando uma linguagem incomum pra ele: "quanto mais a gente tem que se virar, mais gostoso fica". E eu, com meu caráter em plena formação, agia muito influenciado pelas coisas que meu pai fazia ou dizia, que eu sempre considerava as mais certas e tomava como exemplo a seguir.

O caso da Barbi e da Cati não era, obviamente, o mesmo da Viki, porque as primeiras eu já tinha comido um par de vezes e a última eu ainda não tinha provado e nem esperança de provar a curto ou médio prazo. O que realmente não me satisfazia no caso das gêmeas é que eu só tinha feito quando elas quiseram; e isso, no fundo, me deixava a sensação de que pra elas eu não passava de um mero objeto sexual que usavam quando batia a vontade e esqueciam depois até a próxima vez que lhes desse na telha. E como os sucessos obtidos em outras frentes cada vez mais me convenciam de que eu já era um homenzinho que não podia mais ser tratado daquele jeito, considerei que só tinha duas alternativas: ou me recusar a ser o brinquedo das minhas irmãs, ou fazê-las ver que eu não era um daqueles lenços descartáveis que se usam e jogam fora sem mais. Em outras palavras, elas tinham que entender que a mesma disposição que encontravam em mim quando bem entendiam, deveriam encontrar da parte delas quando o capricho fosse meu.

Ninguém deve se surpreender, portanto, de que naquela noite me assaltasse de repente o desejo quase irracional de levar a cabo a empreitada de pegar uma das gêmeas sem a intervenção da outra. Talvez agora me preocupasse aquela minha crescente mania de me tornar uma espécie de notívago furtivo dentro de casa; mas na idade impulsiva que eu tinha, pouco dada à reflexão, essas coisas geralmente não são levadas em conta.

Má hora ou má noite escolhi para alimentar tal propósito, pois apesar de já estar bem avançada a madrugada, o quarto das gêmeas permanecia iluminado pela luz fraca de um dos abajures de cabeceira, e os murmúrios que se ouviam lá dentro indicavam claramente que as duas estavam bem acordadas.

Minha primeira intenção foi voltar para a cama com minha frustração na bagagem, mas meu faro me disse que ali estava rolando algo estranho e, com o sigilo ao qual já me acostumara, me aproximei da porta. Ela estava entreaberta, com uma fresta mais que suficiente para espiar o que acontecia do outro lado. Também não precisei me esforçar muito, pois as duas gêmeas, em vez de estarem cada uma em sua respectiva cama, dividiam a que normalmente era da Barbi, que por sua vez era a mais acessível à vista.

No começo, não entendi muito bem o que as duas estavam tramando. Dava para pensar que estavam conversando entre si, mas a linguagem delas era meio estranha. estranho e incompreensível, e faziam isso numa voz tão baixa que dificultava ainda mais entender o que diziam, se é que realmente diziam alguma coisa. As duas, peladas, estavam deitadas de lado, de frente uma para a outra. Hesitei entre entrar ou ficar de fora e optei pela segunda opção. Elas estavam tão aparentemente ocupadas com suas coisas que minha presença passava completamente despercebida.

A nudez em si não me chamava muita atenção, porque já estava cansado de vê-las assim e, como se sabe, quanto mais comum é uma coisa, menos importância se dá. E não é que elas não valessem a pena, porque valiam sim. Mas acho que, nesse aspecto, meu sentido da visão estava quase atrofiado, e outros sentidos tinham que entrar em ação, especialmente o tato, para que minha libido despertasse. Isso, ou colocar a imaginação pra trabalhar.

Eu nunca tinha ouvido sequer a palavra voyeur, muito menos sabia o significado. Sem saber, estava atuando como tal; porque, mesmo que parecesse que não estava rolando nada, meu faro continuava dizendo que algo estava sendo cozinhado e que, se as gêmeas estavam na mesma cama e com a luz acesa, era por algum motivo.

Foi um suspiro súbito da Cati que me fez reparar no movimento quase imperceptível dos braços de uma e de outra. Embora não conseguisse ver com clareza suficiente, me pareceu evidente que as duas estavam se masturbando uma à outra. As mãos delas ficavam escondidas da minha vista, mas não precisava ser muito inteligente pra deduzir no que estavam ocupadas.

Os fatos não demoraram a me dar razão. Depois daquela suposta calmaria durante a qual pareceu que não estava rolando nada, o temporal foi aumentando aos poucos. E se a Barbi e a Cati tinham ficado tão quietinhas e tão simetricamente dispostas na cama como se fossem uma só e sua imagem refletida, a simetria perfeita começou a se alterar cada vez mais.

Não sei se é que a Barbi era mais eficiente ou a Cati mais ardente, mas essa última foi ela quem perdeu a compostura primeiro, começando a esfregar as coxas como se uma coceira, mais intensa a cada momento, tivesse brotado de repente.

O braço da Barbi, e consequentemente a mão, acelerou o movimento e a Cati acabou se desmanchando por completo, se desfazendo em convulsões e gemidos que se prolongaram por um bom tempo, porque a Barbi não parou de incidir na área até a Cati implorar para ela parar.

Enquanto a Cati se recuperava de tamanho transe, a Barbi começou a devorar a boca dela num beijo que me pareceu mais canibal do que apaixonado pelo jeito que ela parecia apertar os dentes, prendendo, suponho, a língua de uma Cati arrasada, cuja reação não demorou a chegar.

Primeiro foram as mãos dela que se apossaram dos peitos da Barbi, alternando as carícias mais suaves com os apertões mais brutais; em seguida, já livre do assédio que tinha sofrido, entrou em ação a língua dela, se agitando como rabo de lagartixa sobre os biquinhos da Barbi, que logo deixaram de ser biquinhos para se transformar em uns pilares mais que dignos daqueles seios que, mesmo ainda em plena fase de desenvolvimento, já marcavam umas formas e dimensões francamente promissoras.

A revanche da Cati foi ganhando intensidade a cada momento e a Barbi passou de castigadora a castigada num piscar de olhos. Diria que dos mamilos da Barbi devia jorrar uma espécie de elixir afrodisíaco, pois a Cati os chupava cada vez com mais afinco e o corpo todo dela parecia se agitar com o que tirava deles. Agora a derrotada era a Barbi e eu também não ficava alheio àquele espetáculo, ao qual pela primeira vez assistia ao vivo e a cores. Minha pica já tinha se posto em posição de sentido e, na falta de coisa melhor no momento, minha mão começou a acariciá-la como nos velhos tempos.

A Barbi tinha se virado até ficar de barriga pra cima e isso me oferecia uma visão melhor de tudo que acontecia, que era muito e empolgante. A Cati tinha se transformado por completo e já não chupava, mas sim mordia, então eu não tinha muita certeza se os gritinhos da Barbi eram de prazer ou de dor. De qualquer forma, como se tivesse sido anestesiada, ela ficava imóvel e se deixando fazer.

Agora sim eu pude ver claramente como a mão direita da Cati tomava posse da buceta da Barbi e começava a sacudi-la sem piedade, porque aquilo passava longe de ser uma simples esfregada. Ora ela pegava a vulva inteira, balançando de um lado pro outro, ora enfiava os dedos na vagina e mexia com a mesma força. E, como se não bastasse, também não descuidava da região do clitóris, que ela esfregava num ritmo alucinante, contagiando também a minha mão.

A Barbi foi recuperando os movimentos e chegou uma hora que ela não sabia mais como se virar. Ora encolhia as pernas, ora esticava até não poder mais, pés inclusos, e sem parar levantava e abaixava a bacia, não sei se pedindo mais ou reclamando do excesso. Com a minha gozada iminente, eu tive que diminuir o ritmo e apertar a ponta da minha cabecinha numa tentativa desesperada de evitar o que parecia inevitável, conseguindo a duras penas meu objetivo.

A Barbi também não demorou pra alcançar o objetivo dela, que claramente era o oposto do meu, e pulou na cama sacudida por um dos orgasmos mais escandalosos que meus olhos já testemunharam.

Diante disso e da minha própria desesperação, de novo me bateu a vontade de dar o passo final e entrar na brincadeira; mas mais uma vez me segurei porque a tal brincadeira não só não tinha acabado como mostrava todos os sinais de que estava só começando, já que um novo e inesperado personagem fez sua aparição.

Não sei de onde saiu ou por onde entrou, mas de repente a Barbi exibiu na mão esquerda um pênis monumental de pelo menos vinte e cinco centímetros, enfeitado com bolas e tudo, que apesar de artificial não deixava de ser uma réplica mais que convincente do modelo original. representado. E empunhando aquilo quase como uma espada, enfiou sem cerimônia na buceta da Cati, que engoliu sem reclamar quase três quartos do falso intruso.

Mas, mesmo sendo de mentira, tava claro que aquele pau cumpria perfeitamente sua missão, ainda mais quando a Barbi se jogou por cima da Cati e simulou a postura do macho montando direitinho a mulher, colocando a mão que segurava o engenhoca bem na própria buceta dela e fazendo os movimentos de bombeamento com tanta habilidade que o tal engenhoca parecia ser uma extensão natural do corpo dela. E devia ser assim que a Cati também entendia, porque se abraçava na Barbi e beijava a boca dela como se fosse um amante e não a irmã que tava por cima.

Eu tava tão perto de estourar que nem ousava tocar no meu pau com a mão, com medo de que ao menor contato provocasse a catástrofe. Tudo me fascinava numa cena tão incomum, mas o jeito que a bunda da Barbi se movia, contraindo as nádegas quando apertava e relaxando quando cedia, me deixava em brasa.

Muitas vezes, ultimamente nem tantas, eu tinha assistido impassível às atividades amorosas dos meus pais e não entendia por que ver minhas irmãs, fazendo praticamente a mesma coisa, causava em mim um efeito tão diferente. Talvez a clandestinidade com que eu tava agindo agora, porque mesmo sem me esconder elas continuavam sem saber que estavam sendo observadas, desse à situação um outro aspecto; mas eu acho que a verdadeira diferença tava no fato de que, no caso dos meus pais, eu já descartava minha participação, e nesse aqui eu não tinha tanta certeza. Na real, nem sei o que me segurava ali no corredor, colado na porta mas sem atravessar seus limites.

A teimosia da Barbi no papel de macho não podia deixar de causar seu efeito. Era inevitável que o vigor com que ela fazia entrar e sair a isca na vagina da oponente recebesse sua recompensa, e essa não Ela demorou demais. Cati se desmanchou mais uma vez entre gemidos e rebolados, enquanto Barbi continuava arrancando dela os últimos espasmos.

O falo maravilhoso mudou de mãos e os papéis se inverteram, momento em que não aguentei mais e entrei com decisão no quarto, pronto pra competir com meu pau, menos chamativo que o brinquedo, mas totalmente natural. E como a bunda da Cati era o que estava mais à mão, foi por ali que tentei começar o ataque.

Minha entrada quebrou o momento mágico que as duas estavam curtindo. Cati gritou assustada ao sentir o contato ardente do meu pau procurando espaço entre as nádegas dela e rapidamente se jogou pro lado, deixando o brinquedo enfiado na buceta da Barbi, que também ficou consternada com minha presença.

— Desde quando você fica nos espionando? — Cati me encarou com cara de poucos amigos.

— Desde uns vinte minutos atrás.

— E você acha bonito? — Barbi entrou na conversa, parecendo menos indignada.

— Se você se refere ao que vi, acho lindo.

— Não me refiro ao que viu, e sim à sua atitude.

— Qual o problema com minha atitude?

— Você devia ser mais respeitoso com a intimidade dos outros — Cati me repreendeu.

— Tava com vontade de ir ao banheiro, por acaso vi o que vocês estavam fazendo e parei pra assistir o show. E a coisa ficou tão interessante que entrei com a intenção sadia de me juntar à farra. Só isso. A porta tava aberta e não acho que fiz nada de errado.

— Então já pode vazar — ordenou Cati.

— Vocês vão me expulsar com o tesão que eu tô?

— Eu sim — afirmou Cati, categórica.

— E você? — perguntei a Barbi, que finalmente tinha decidido tirar o brinquedo.

Barbi olhou hesitante pra Cati. No geral, nenhuma delas costumava tomar decisão sem antes ter a aprovação da outra.

— Eu, por mim — começou a dizer, titubeando —, você pode ficar; mas se a Cati não quiser...

— Você ainda tem Tá afim de mais uma foda? —Cati encarou a irmã.
—Entende, Cati. Você me deixou no meio.

Cati, francamente irritada, deu dois pulos e se jogou na própria cama. Era a primeira vez que via as duas em total desacordo.
—Podem fazer o que quiserem —resmungou—, mas longe de mim.
—Se você vai ficar puta... —Barbi hesitou.
—Por que eu ficaria puta? —retrucou Cati com uma expressão que dizia exatamente o contrário—. Se você tá a fim e ele também, problema de vocês.

Barbi largou o pano que ainda segurava, que de repente parecia ter perdido toda a utilidade.
—Não te importa se a gente for pro teu quarto, né? —ela me perguntou.
—Não é que não me importe. É que eu prefiro.

E, sem mais, deixamos Cati digerindo sozinha a própria tragédia. Se eu soubesse que ia dar nisso, teria me metido bem antes. Mas, vai saber, talvez ter feito na hora certa é que decidiu minha sorte.

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