Uns anos atrás, pouco depois de fazer quarenta, trabalhei um tempo na filial de uma multinacional, em Buenos Aires, presidida por uma senhora que por vários meses conseguiu amargar minha vida. Ela era tão exigente, absorvente e demandante que dava pra dizer que minha rotina se resumia a dormir e trabalhar. Épocas difíceis em que as dívidas me mantinham preso naquele cargo, que, sem ser executivamente importante, me permitia lidar com aquela situação e ficar relativamente folgado no financeiro. Mas, sinceramente, eu queria vazar.
A tal mulher tinha idade incerta, embora comentassem que estava bem perto dos 70, se já não tinha. Como empresária, era muito habilidosa, pois de algum jeito dava um jeito de ir subjugando o pessoal sob seu jugo, até a gente ficar preso na teia dela e acabar pensando em trabalho o tempo todo.
Era bem baixinha, acho que não passava de um metro e cinquenta de altura, muito magra e miúda. Mas essa aparência frágil contrastava com uma aura de dominação que sempre me chamou a atenção. Nunca levantava a voz nem perdia a compostura, mas na voz grave e profunda dela tinha uma liderança marcante, que se acentuava com o olhar penetrante dos olhos azuis enormes. A senhora Isabel, esse era o nome dela, tinha alguma coisa que assustava só com a presença, e quando mandava algo, a gente se via obrigado a cumprir, sem desculpa que colasse.
Ela sempre se vestia de forma elegante, mas sóbria, com tailzinhos estilo anos 50 e saltos exageradamente altos, com certeza por causa do complexo de baixinha, embora fosse estranho que uma personalidade daquelas tivesse algum complexo.
Ouvir os saltos dela, que ecoavam tão seguidos por causa dos passinhos rápidos e curtos, me irritava, porque significava que ela vinha me encher de trabalho. Fazia uns dois meses que parecia ter pegado no meu pé, já que vivia me chamando no escritório dela pra mandar isso e aquilo, e assim meus dias terminavam com um monte de coisa pendente. fazer na minha casa. Na manhã seguinte, ela estava fresca como uma alface no escritório quando todo mundo chegava, e eu ia vê-la, olheirento e sonolento, para entregar o fruto da minha noite em claro, que ela recebia sem me olhar e deixava em cima da mesa. Essa atitude, sem valorizar meu esforço, só aumentava a raiva que ela me causava. Não era feia, também não era bonita, mas tinha energia e classe, com os cabelos loiro-cinza bem curtos, brincos pequenos e óculos de grife; um visual que contrastava com a roupa e com a idade dela, mas que a fazia parecer executiva e moderna. Às vezes, eu me pegava olhando pra ela e lembrava como, aos meus vinte e poucos anos, me fascinavam mulheres mais velhas como ela, nada da típica vovó de chinelo de pano, mas sim donas de muita vivacidade. Claro que, ao me aproximar dos 40, eu tinha virado a chave pras novinhas. Meus gostos cronológicos tinham se invertido e, com certeza, eu ia acabar sendo um velho safado.
E aqui chegamos ao começo do epicentro da história. Certa noite, eu estava especialmente a fim de sair cedo, porque tinha marcado de tomar um drink com a secretária de outra empresa que funcionava no mesmo prédio, e que eu vivia encontrando no elevador. Tava arrumando minhas coisas pra ir embora quando a dona Isabel me chamou. Meio puto, fui até a sala dela e, ao entrar, ela disse, sem me olhar:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã de manhã, temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
- Mas... isso é pra semana que vem, senhora.
- Era pra semana que vem - respondeu, meio irritada com meu comentário -. A reunião foi adiantada por questões que não vêm ao caso. Precisa que alguém fique pra te ajudar?
Se não me engano, era sexta-feira. Não dava pra ser tão filho da puta a ponto de incomodar meus colegas, todos casados e com filhos, embora, se tivesse ajuda, não adiantaria nada. Aquele relatório tinha sido passado pra mim. quase que exclusivamente, então toda a informação tava na minha mesa.
Eram 18h quando cancelei meu encontro, que pra minha irritação pareceu não importar muito pra secretária gostosa, o que me deixou ainda mais puto. Foi aí que tirei o paletó, afrouxei a gravata e mergulhei naquele trabalho chato. Ao meu redor, todo mundo foi indo embora, até que o lugar pareceu ainda maior e até sinistro, com umas luzes de neon iluminando friamente a masmorra dos computadores onde eu passava a maior parte dos meus dias. Umas uns cinquenta metros dava pra ver a dona Isabel, sentada na mesa dela, fazendo sei lá o quê.
Lá pelas 22h, já com os olhos cansados, ela veio com aquele salto infernal e perguntou como tava o serviço. Respondi que em meia hora tava pronto, e ela voltou pro escritório dela. Antes do previsto, suspirei, terminando o maldito relatório, mas levei um baita susto quando olhei pro escritório e não vi minha chefe. Fiquei puto de pensar que ela tinha ido embora sem esperar o trabalho que me fez ficar até tarde de novo. Muito irritado e com vontade de amassar e jogar pela janela a pasta que tinha acabado, fui até a mesa dela pra deixar e depois vazar pra descontar a raiva num bar, quando na porta fiquei paralisado.
Estendida no chão, totalmente desacordada, tava a dona Isabel. Um arrepio me percorreu inteiro, pensando que ela tinha morrido de infarto, e me recuperando meio sem jeito, me ajoelhei do lado dela. A primeira coisa que fiz foi encostar meu ouvido no peito dela, descobrindo que o coração tava batendo. Na hora comecei a falar com ela enquanto dava uns tapinhas no rosto, até que depois de uns segundos ela começou a piscar.
- O que foi...? - murmurou com uma voz fraca.
- É o que eu pergunto - falei -, achei você desmaiada. Tem problema de pressão alta, diabetes ou algo assim?
- Não tenho nada disso - exclamou, tentando se Me sentei, embora desmaiando no processo e caindo nos meus braços.
— Não force, não é hora — falei, e então passei um braço por baixo das pernas dela e outro por baixo das costas, levantando-a no ar. — Nossa! Você é leve como uma pluma.
— E o que você achava? — respondeu.
Sem esforço algum, levei ela até o sofá macio no outro lado do escritório e a deitei.
— É a primeira vez que isso acontece comigo, tô me sentindo tonta pra caralho.
— Vou chamar o médico da empresa — decidi. — Pode ser só cansaço, mas é melhor prevenir.
— Me deixa quieta, já vai passar, nada de médico. Obrigada. Terminou o relatório?
— Sim — respondi, meio contrariado. Claramente a dona não tinha talento pra gratidão.
— Pronto, pode ir, amanhã a gente conversa.
Sem mais, saí do escritório puto da vida. Peguei minhas coisas e fui pro elevador. Mas enquanto esperava a porta abrir, meus bons costumes pesaram e resolvi não ir embora ainda.
Cinco minutos depois, voltei ao escritório, dessa vez com um copo d'água gelada e uma xícara de chá que tinha acabado de fazer no buffet.
— Sempre que alguém passa mal, sugerem dar chá, embora eu não ache que faça diferença.
— Mas... o que cê tá fazendo, senhor Sable? Falei que podia ir — ela se surpreendeu, ainda deitada no sofá.
— Se meu funcionário me deixasse sozinho depois de eu desmaiar, eu demitia ele.
— Não demitiria, senhor Sable — ela se apressou em esclarecer. — Eu mesma falei que podia ir.
— Tanto faz, aqui está seu chá e água gelada. Como cê tá?
— Atordoada, mas já vai passar. Insisto, pode ir pra casa.
— Eu queria ir embora há quatro horas, agora vai ter que me aguentar até melhorar ou até seu carro vir buscar. Mas insisto, devia chamar o médico, em 20 minutos ele tá aqui.
— Esquece isso. Só preciso... ah!
— O que foi?
— Nada... minhas pernas tão dormentes... não sinto elas.
Ela disse isso num murmúrio. Pela primeira Uma vez vi a dona Isabel completamente frágil e vulnerável, a ponto de me dar pena.
Segurei seus tornozelos com as mãos e comecei a esfregá-los.
— Está sentindo alguma coisa?
— Quase nada... — disse ela, assustada.
Em seguida, tirei seus barulhentos sapatos de salto agulha e comecei a massagear seus pés, que eram menores do que eu imaginava, com as unhas pintadas de vermelho. Achei graça no detalhe, porque apesar da idade e do jeito grosso e distante, minha chefe tinha um certo charme.
Na minha juventude, tinha aprendido um pouco de acupressão e outras paradas, resquícios de uma fase nova era, conhecimentos que usei pra tentar melhorar o estado da dona. Gostei do momento, já que nunca tinha colocado em prática o que aprendi, mas logo percebi que meu prazer vinha de ficar apalpando aquelas pernas tão delicadas por cima de meias finíssimas. Notei então como a empresária cheirava bem e como ela curtia minha atenção, porque relaxou e me deixou fazer. Nunca imaginei que chegaria o dia em que estaríamos assim, nem sequer tinha passado pela minha cabeça como fantasia.
Com toda a sutileza possível, intensifiquei as carícias e subi devagar até um pouco acima dos joelhos, esperando que a qualquer momento ela me chamasse a atenção. A verdade é que eu já estava muito excitado naquela hora e, se tivesse que me levantar, teria problemas pra esconder a ereção.
— Está sentindo que está melhorando?
Minha pergunta não teve resposta imediata. Quando olhei pra ela, me deparei com aqueles olhos incríveis brilhando atrás das lentes dos óculos, me observando como nunca antes. Fiquei intrigado e com vontade de saber o que ela estava pensando.
— Você faz muito bem, senhor Sable... muito bem.
— Fala sério? — murmurei, me aproximando um pouco e olhando fundo nos olhos dela.
Ela não disse nada, mas a respiração ficou bem pesada e não desviou o olhar.
— Muito bem — repetiu, quase num soluço.
Foi aí que senti que devia fazer o que fiz, então fui me aproximando devagar. mas de forma contínua, até que minha boca encontrou seus lábios entreabertos e nos fundimos num beijo que de suave passou a intenso num instante, enquanto eu dispensava qualquer preâmbulo e minha mão direita se aventurava por baixo de sua saia. Senti ela tremer quando apertei sua entreperna, iniciando uma massagem por cima da calcinha, que ela agradeceu enlaçando meu pescoço com os braços e bagunçando meu cabelo ao perder os dedos em meus fios.
- Ai... senhor Sable... isso não está certo... não está certo - murmurou enquanto eu beijava seu pescoço.
Mas sua mão fina, de unhas compridas e dedos adornados com anéis caros, dizia o contrário, pois logo a senti no meu volume, apalpando minha ereção.
- A senhora está sentindo as pernas? - perguntei, me afastando um pouco para olhar nos olhos dela.
- Estou sentindo melhor do que nunca, senhor Sable - respondeu, tomando ela a iniciativa e buscando minha boca com a dela.
Enquanto nossas línguas se enroscavam numa dança molhada e quente, dei um jeito de desabotoar seu casaquinho e puxar o decote para baixo, liberando dois peitos pequenos, mas firmes, com apenas um pouquinho de silicone; outro sinal de vaidade que desafiava a idade, e meus lábios se dedicaram a saborear os bicos, coroados por auréolas rosadas e largas, provando sua maciez, seu calor e o perfume caro que exalava o corpinho da senhora mais velha.
Minha chefa curtiu aquela carícia, aquela chupada funda, se entregando por completo e sem resistir nada quando minhas mãos tiraram sua calcinha e levantaram sua saia até a cintura. Pelo contrário, ela ajudou com movimentos para facilitar meu trabalho e abriu as pernas ao perceber minha intenção. Ajoelhado sobre uma almofada que instintivamente coloquei no chão, enfiei o rosto entre suas coxas e minha boca encontrou um monte de Vênus com poucos pelos branquinhos. A buceta que descobri era pequena e quente, e me apresentei primeiro com a língua, molhando sua frestinha com uma generosa camada de saliva, para depois chupar com fome, esfregando os lábios no clitóris. Os gemidos ficaram profundos, intensos, me mostrando que a mulher tinha caído num transe de prazer que a fez se render completamente a mim. Senti ela tremer uma, duas vezes ou mais, e na última puxou meus cabelos até doer, enquanto soltava um suspiro abafado. A senhora tinha orgasmos múltiplos, e foi no fim daquele que me levantei para desafivelar o cinto, abaixar o zíper e deixar a calça cair até meus tornozelos, junto com a cueca. Ela olhou pra minha pica dura e molhada, adivinhei a intenção dela de meter na boca e até teria querido, mas me daria tanto tesão que eu gozaria na hora, então subi direto no sofá, abri as pernas dela e, apoiando a cabeça inchada e nua nos lábios da buceta dela, olhei na cara dela.
- Depois disso, pode se considerar demitido - murmurou, com os olhos brilhando e a respiração ofegante.
Minha resposta foi enfiar o pau na buceta, intrusão que ela recebeu fechando os olhos com força e mordendo o lábio inferior, enquanto gemia. A pica foi abrindo caminho num túnel apertado e molhado, acho que causei um pouco de dor porque pareceu que ela segurou um grito, mas não parei até minhas bolas se apertarem contra a pele dela. Ela me abraçou com força e envolveu minha cintura com as pernas, começando a bombar com cadência.
Por momentos lembrei da minha adolescência, quando fiz amor pela primeira vez, desvirginando minha vizinha. Nunca pensei que a senhora Isabel fosse virgem, mas sim assexuada, já que não se conhecia passado sentimental dela e pelo que se sabia não tinha filhos. Daí, supus, que se dedicava tanto ao trabalho, o que me levou a achar que alguma decepção a levou à solteirice. Tudo isso passou pela minha mente numa fração de segundo e voltei a pensar nisso mais tarde, já que naquele momento só me concentrei na cena de ter a chefe que tanto odiava enfiada na pica. Detestava no sofá do escritório dele. Tinha devorado a boca dela, chupado os peitos dela, lambido a buceta dela e agora tava comendo ela, cada vez com mais força. Já não segurava mais o tesão e ela gemia, ofegava, gritava, com certeza sabendo que não tinha mais ninguém além da gente no apartamento naquele momento. E eu me mexia cada vez mais rápido, quase com violência, serrando ela, devorando a boca dela de novo, beijando a garganta dela e ofegando igual um possesso.
Senti ela gozar, senti ela tremer, se sacudir como se tivesse convulsões, soube que ela tava no auge do orgasmo mais intenso dela, então enfiei meu pau o mais fundo que pude e fiquei tenso, sentindo como ele inchava mais e mais, até experimentar o instante delicioso em que o corpo se sacode por dentro e por fora e invade aquela sensação incomparável. O pau começou a pulsar, como um segundo coração, e senti minha porra sair em jatos, encharcando o interior quente da dona Isabel, que ao perceber aquela inundação me abraçou com desespero, mexendo a buceta dela num massagem que envolveu todo o tronco do pau e me fez tremer.
Ficamos uns segundos assim, grudados, até que percebi que meu peso tava incomodando ela. Dei o último beijo na boca dela e saí, me levantando e começando a arrumar minhas roupas, sem saber o que dizer.
Ela ficou deitada, ainda ofegando, relaxada e exausta.
— Como a senhora está? — perguntei, estendendo meu lenço pra ela.
— As pernas... tão tremendo... meu corpo inteiro tá tremendo... mas tô bem... muito bem — respondeu, aceitando o lenço pra levar até a virilha e se limpar.
— Hum... em cima da mesa eu deixei o relatório...
— Perfeito. Vou dar uma olhada depois. Agora sim, senhor Sable, pode se retirar... por favor.
— Até amanhã — respondi, saindo do escritório.
Mais tarde, o que aconteceu foi a única coisa em que pensei, até o sono me vencer, mas continuei relembrando e até analisando a Situação quando o despertador marcou o início de mais um dia.
Cheguei no escritório sem saber qual seria a atitude da minha chefe comigo. A parada da demissão eu entendi que tinha sido uma piada de mau gosto do momento, mas... com a dona Isabel a gente nunca sabia o que esperar. Mas não vi ela naquela manhã, nem no resto da tarde ou da semana. Fiquei sabendo que ela tinha tirado uns dias pra fazer uns exames, provavelmente por causa do desmaio. Quando finalmente voltou ao trabalho, tudo continuou exatamente igual, o mesmo tratamento, a mesma seriedade, as mesmas exigências, tanto que cheguei a me perguntar se tudo não tinha sido um sonho ou se a gente realmente tinha transado. Até que uma tarde ela me chamou no escritório dela e, quando cheguei, sem tirar os olhos dos papéis que estava assinando, disse:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã cedo temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
Nesse momento ela levantou os olhos e eu vi neles uma expressão indefinível, mas que me pareceu ser de súplica.
- Se não tiver problema, claro.
E acrescentou isso com tanta gentileza que me desarmou, enquanto me estendia o lenço que eu tinha dado a ela noites atrás, claro, passado e até com um pouco do perfume dela.
- Nenhum, senhora.
- Muito obrigada - finalizou, voltando a atenção pro que estava fazendo.
Saí sorrindo por dentro e desejando que o expediente acabasse logo pra ficar a sós com a minha chefe. Nós dois sabíamos que aquele relatório era uma coisa totalmente resolvida, mas eventualmente ela me mencionaria aquilo não mais como uma ordem, mas como um convite tácito. Um convite que eu nunca recusei.
A tal mulher tinha idade incerta, embora comentassem que estava bem perto dos 70, se já não tinha. Como empresária, era muito habilidosa, pois de algum jeito dava um jeito de ir subjugando o pessoal sob seu jugo, até a gente ficar preso na teia dela e acabar pensando em trabalho o tempo todo.
Era bem baixinha, acho que não passava de um metro e cinquenta de altura, muito magra e miúda. Mas essa aparência frágil contrastava com uma aura de dominação que sempre me chamou a atenção. Nunca levantava a voz nem perdia a compostura, mas na voz grave e profunda dela tinha uma liderança marcante, que se acentuava com o olhar penetrante dos olhos azuis enormes. A senhora Isabel, esse era o nome dela, tinha alguma coisa que assustava só com a presença, e quando mandava algo, a gente se via obrigado a cumprir, sem desculpa que colasse.
Ela sempre se vestia de forma elegante, mas sóbria, com tailzinhos estilo anos 50 e saltos exageradamente altos, com certeza por causa do complexo de baixinha, embora fosse estranho que uma personalidade daquelas tivesse algum complexo.
Ouvir os saltos dela, que ecoavam tão seguidos por causa dos passinhos rápidos e curtos, me irritava, porque significava que ela vinha me encher de trabalho. Fazia uns dois meses que parecia ter pegado no meu pé, já que vivia me chamando no escritório dela pra mandar isso e aquilo, e assim meus dias terminavam com um monte de coisa pendente. fazer na minha casa. Na manhã seguinte, ela estava fresca como uma alface no escritório quando todo mundo chegava, e eu ia vê-la, olheirento e sonolento, para entregar o fruto da minha noite em claro, que ela recebia sem me olhar e deixava em cima da mesa. Essa atitude, sem valorizar meu esforço, só aumentava a raiva que ela me causava. Não era feia, também não era bonita, mas tinha energia e classe, com os cabelos loiro-cinza bem curtos, brincos pequenos e óculos de grife; um visual que contrastava com a roupa e com a idade dela, mas que a fazia parecer executiva e moderna. Às vezes, eu me pegava olhando pra ela e lembrava como, aos meus vinte e poucos anos, me fascinavam mulheres mais velhas como ela, nada da típica vovó de chinelo de pano, mas sim donas de muita vivacidade. Claro que, ao me aproximar dos 40, eu tinha virado a chave pras novinhas. Meus gostos cronológicos tinham se invertido e, com certeza, eu ia acabar sendo um velho safado.
E aqui chegamos ao começo do epicentro da história. Certa noite, eu estava especialmente a fim de sair cedo, porque tinha marcado de tomar um drink com a secretária de outra empresa que funcionava no mesmo prédio, e que eu vivia encontrando no elevador. Tava arrumando minhas coisas pra ir embora quando a dona Isabel me chamou. Meio puto, fui até a sala dela e, ao entrar, ela disse, sem me olhar:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã de manhã, temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
- Mas... isso é pra semana que vem, senhora.
- Era pra semana que vem - respondeu, meio irritada com meu comentário -. A reunião foi adiantada por questões que não vêm ao caso. Precisa que alguém fique pra te ajudar?
Se não me engano, era sexta-feira. Não dava pra ser tão filho da puta a ponto de incomodar meus colegas, todos casados e com filhos, embora, se tivesse ajuda, não adiantaria nada. Aquele relatório tinha sido passado pra mim. quase que exclusivamente, então toda a informação tava na minha mesa.
Eram 18h quando cancelei meu encontro, que pra minha irritação pareceu não importar muito pra secretária gostosa, o que me deixou ainda mais puto. Foi aí que tirei o paletó, afrouxei a gravata e mergulhei naquele trabalho chato. Ao meu redor, todo mundo foi indo embora, até que o lugar pareceu ainda maior e até sinistro, com umas luzes de neon iluminando friamente a masmorra dos computadores onde eu passava a maior parte dos meus dias. Umas uns cinquenta metros dava pra ver a dona Isabel, sentada na mesa dela, fazendo sei lá o quê.
Lá pelas 22h, já com os olhos cansados, ela veio com aquele salto infernal e perguntou como tava o serviço. Respondi que em meia hora tava pronto, e ela voltou pro escritório dela. Antes do previsto, suspirei, terminando o maldito relatório, mas levei um baita susto quando olhei pro escritório e não vi minha chefe. Fiquei puto de pensar que ela tinha ido embora sem esperar o trabalho que me fez ficar até tarde de novo. Muito irritado e com vontade de amassar e jogar pela janela a pasta que tinha acabado, fui até a mesa dela pra deixar e depois vazar pra descontar a raiva num bar, quando na porta fiquei paralisado.
Estendida no chão, totalmente desacordada, tava a dona Isabel. Um arrepio me percorreu inteiro, pensando que ela tinha morrido de infarto, e me recuperando meio sem jeito, me ajoelhei do lado dela. A primeira coisa que fiz foi encostar meu ouvido no peito dela, descobrindo que o coração tava batendo. Na hora comecei a falar com ela enquanto dava uns tapinhas no rosto, até que depois de uns segundos ela começou a piscar.
- O que foi...? - murmurou com uma voz fraca.
- É o que eu pergunto - falei -, achei você desmaiada. Tem problema de pressão alta, diabetes ou algo assim?
- Não tenho nada disso - exclamou, tentando se Me sentei, embora desmaiando no processo e caindo nos meus braços.
— Não force, não é hora — falei, e então passei um braço por baixo das pernas dela e outro por baixo das costas, levantando-a no ar. — Nossa! Você é leve como uma pluma.
— E o que você achava? — respondeu.
Sem esforço algum, levei ela até o sofá macio no outro lado do escritório e a deitei.
— É a primeira vez que isso acontece comigo, tô me sentindo tonta pra caralho.
— Vou chamar o médico da empresa — decidi. — Pode ser só cansaço, mas é melhor prevenir.
— Me deixa quieta, já vai passar, nada de médico. Obrigada. Terminou o relatório?
— Sim — respondi, meio contrariado. Claramente a dona não tinha talento pra gratidão.
— Pronto, pode ir, amanhã a gente conversa.
Sem mais, saí do escritório puto da vida. Peguei minhas coisas e fui pro elevador. Mas enquanto esperava a porta abrir, meus bons costumes pesaram e resolvi não ir embora ainda.
Cinco minutos depois, voltei ao escritório, dessa vez com um copo d'água gelada e uma xícara de chá que tinha acabado de fazer no buffet.
— Sempre que alguém passa mal, sugerem dar chá, embora eu não ache que faça diferença.
— Mas... o que cê tá fazendo, senhor Sable? Falei que podia ir — ela se surpreendeu, ainda deitada no sofá.
— Se meu funcionário me deixasse sozinho depois de eu desmaiar, eu demitia ele.
— Não demitiria, senhor Sable — ela se apressou em esclarecer. — Eu mesma falei que podia ir.
— Tanto faz, aqui está seu chá e água gelada. Como cê tá?
— Atordoada, mas já vai passar. Insisto, pode ir pra casa.
— Eu queria ir embora há quatro horas, agora vai ter que me aguentar até melhorar ou até seu carro vir buscar. Mas insisto, devia chamar o médico, em 20 minutos ele tá aqui.
— Esquece isso. Só preciso... ah!
— O que foi?
— Nada... minhas pernas tão dormentes... não sinto elas.
Ela disse isso num murmúrio. Pela primeira Uma vez vi a dona Isabel completamente frágil e vulnerável, a ponto de me dar pena.
Segurei seus tornozelos com as mãos e comecei a esfregá-los.
— Está sentindo alguma coisa?
— Quase nada... — disse ela, assustada.
Em seguida, tirei seus barulhentos sapatos de salto agulha e comecei a massagear seus pés, que eram menores do que eu imaginava, com as unhas pintadas de vermelho. Achei graça no detalhe, porque apesar da idade e do jeito grosso e distante, minha chefe tinha um certo charme.
Na minha juventude, tinha aprendido um pouco de acupressão e outras paradas, resquícios de uma fase nova era, conhecimentos que usei pra tentar melhorar o estado da dona. Gostei do momento, já que nunca tinha colocado em prática o que aprendi, mas logo percebi que meu prazer vinha de ficar apalpando aquelas pernas tão delicadas por cima de meias finíssimas. Notei então como a empresária cheirava bem e como ela curtia minha atenção, porque relaxou e me deixou fazer. Nunca imaginei que chegaria o dia em que estaríamos assim, nem sequer tinha passado pela minha cabeça como fantasia.
Com toda a sutileza possível, intensifiquei as carícias e subi devagar até um pouco acima dos joelhos, esperando que a qualquer momento ela me chamasse a atenção. A verdade é que eu já estava muito excitado naquela hora e, se tivesse que me levantar, teria problemas pra esconder a ereção.
— Está sentindo que está melhorando?
Minha pergunta não teve resposta imediata. Quando olhei pra ela, me deparei com aqueles olhos incríveis brilhando atrás das lentes dos óculos, me observando como nunca antes. Fiquei intrigado e com vontade de saber o que ela estava pensando.
— Você faz muito bem, senhor Sable... muito bem.
— Fala sério? — murmurei, me aproximando um pouco e olhando fundo nos olhos dela.
Ela não disse nada, mas a respiração ficou bem pesada e não desviou o olhar.
— Muito bem — repetiu, quase num soluço.
Foi aí que senti que devia fazer o que fiz, então fui me aproximando devagar. mas de forma contínua, até que minha boca encontrou seus lábios entreabertos e nos fundimos num beijo que de suave passou a intenso num instante, enquanto eu dispensava qualquer preâmbulo e minha mão direita se aventurava por baixo de sua saia. Senti ela tremer quando apertei sua entreperna, iniciando uma massagem por cima da calcinha, que ela agradeceu enlaçando meu pescoço com os braços e bagunçando meu cabelo ao perder os dedos em meus fios.
- Ai... senhor Sable... isso não está certo... não está certo - murmurou enquanto eu beijava seu pescoço.
Mas sua mão fina, de unhas compridas e dedos adornados com anéis caros, dizia o contrário, pois logo a senti no meu volume, apalpando minha ereção.
- A senhora está sentindo as pernas? - perguntei, me afastando um pouco para olhar nos olhos dela.
- Estou sentindo melhor do que nunca, senhor Sable - respondeu, tomando ela a iniciativa e buscando minha boca com a dela.
Enquanto nossas línguas se enroscavam numa dança molhada e quente, dei um jeito de desabotoar seu casaquinho e puxar o decote para baixo, liberando dois peitos pequenos, mas firmes, com apenas um pouquinho de silicone; outro sinal de vaidade que desafiava a idade, e meus lábios se dedicaram a saborear os bicos, coroados por auréolas rosadas e largas, provando sua maciez, seu calor e o perfume caro que exalava o corpinho da senhora mais velha.
Minha chefa curtiu aquela carícia, aquela chupada funda, se entregando por completo e sem resistir nada quando minhas mãos tiraram sua calcinha e levantaram sua saia até a cintura. Pelo contrário, ela ajudou com movimentos para facilitar meu trabalho e abriu as pernas ao perceber minha intenção. Ajoelhado sobre uma almofada que instintivamente coloquei no chão, enfiei o rosto entre suas coxas e minha boca encontrou um monte de Vênus com poucos pelos branquinhos. A buceta que descobri era pequena e quente, e me apresentei primeiro com a língua, molhando sua frestinha com uma generosa camada de saliva, para depois chupar com fome, esfregando os lábios no clitóris. Os gemidos ficaram profundos, intensos, me mostrando que a mulher tinha caído num transe de prazer que a fez se render completamente a mim. Senti ela tremer uma, duas vezes ou mais, e na última puxou meus cabelos até doer, enquanto soltava um suspiro abafado. A senhora tinha orgasmos múltiplos, e foi no fim daquele que me levantei para desafivelar o cinto, abaixar o zíper e deixar a calça cair até meus tornozelos, junto com a cueca. Ela olhou pra minha pica dura e molhada, adivinhei a intenção dela de meter na boca e até teria querido, mas me daria tanto tesão que eu gozaria na hora, então subi direto no sofá, abri as pernas dela e, apoiando a cabeça inchada e nua nos lábios da buceta dela, olhei na cara dela.
- Depois disso, pode se considerar demitido - murmurou, com os olhos brilhando e a respiração ofegante.
Minha resposta foi enfiar o pau na buceta, intrusão que ela recebeu fechando os olhos com força e mordendo o lábio inferior, enquanto gemia. A pica foi abrindo caminho num túnel apertado e molhado, acho que causei um pouco de dor porque pareceu que ela segurou um grito, mas não parei até minhas bolas se apertarem contra a pele dela. Ela me abraçou com força e envolveu minha cintura com as pernas, começando a bombar com cadência.
Por momentos lembrei da minha adolescência, quando fiz amor pela primeira vez, desvirginando minha vizinha. Nunca pensei que a senhora Isabel fosse virgem, mas sim assexuada, já que não se conhecia passado sentimental dela e pelo que se sabia não tinha filhos. Daí, supus, que se dedicava tanto ao trabalho, o que me levou a achar que alguma decepção a levou à solteirice. Tudo isso passou pela minha mente numa fração de segundo e voltei a pensar nisso mais tarde, já que naquele momento só me concentrei na cena de ter a chefe que tanto odiava enfiada na pica. Detestava no sofá do escritório dele. Tinha devorado a boca dela, chupado os peitos dela, lambido a buceta dela e agora tava comendo ela, cada vez com mais força. Já não segurava mais o tesão e ela gemia, ofegava, gritava, com certeza sabendo que não tinha mais ninguém além da gente no apartamento naquele momento. E eu me mexia cada vez mais rápido, quase com violência, serrando ela, devorando a boca dela de novo, beijando a garganta dela e ofegando igual um possesso.
Senti ela gozar, senti ela tremer, se sacudir como se tivesse convulsões, soube que ela tava no auge do orgasmo mais intenso dela, então enfiei meu pau o mais fundo que pude e fiquei tenso, sentindo como ele inchava mais e mais, até experimentar o instante delicioso em que o corpo se sacode por dentro e por fora e invade aquela sensação incomparável. O pau começou a pulsar, como um segundo coração, e senti minha porra sair em jatos, encharcando o interior quente da dona Isabel, que ao perceber aquela inundação me abraçou com desespero, mexendo a buceta dela num massagem que envolveu todo o tronco do pau e me fez tremer.
Ficamos uns segundos assim, grudados, até que percebi que meu peso tava incomodando ela. Dei o último beijo na boca dela e saí, me levantando e começando a arrumar minhas roupas, sem saber o que dizer.
Ela ficou deitada, ainda ofegando, relaxada e exausta.
— Como a senhora está? — perguntei, estendendo meu lenço pra ela.
— As pernas... tão tremendo... meu corpo inteiro tá tremendo... mas tô bem... muito bem — respondeu, aceitando o lenço pra levar até a virilha e se limpar.
— Hum... em cima da mesa eu deixei o relatório...
— Perfeito. Vou dar uma olhada depois. Agora sim, senhor Sable, pode se retirar... por favor.
— Até amanhã — respondi, saindo do escritório.
Mais tarde, o que aconteceu foi a única coisa em que pensei, até o sono me vencer, mas continuei relembrando e até analisando a Situação quando o despertador marcou o início de mais um dia.
Cheguei no escritório sem saber qual seria a atitude da minha chefe comigo. A parada da demissão eu entendi que tinha sido uma piada de mau gosto do momento, mas... com a dona Isabel a gente nunca sabia o que esperar. Mas não vi ela naquela manhã, nem no resto da tarde ou da semana. Fiquei sabendo que ela tinha tirado uns dias pra fazer uns exames, provavelmente por causa do desmaio. Quando finalmente voltou ao trabalho, tudo continuou exatamente igual, o mesmo tratamento, a mesma seriedade, as mesmas exigências, tanto que cheguei a me perguntar se tudo não tinha sido um sonho ou se a gente realmente tinha transado. Até que uma tarde ela me chamou no escritório dela e, quando cheguei, sem tirar os olhos dos papéis que estava assinando, disse:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã cedo temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
Nesse momento ela levantou os olhos e eu vi neles uma expressão indefinível, mas que me pareceu ser de súplica.
- Se não tiver problema, claro.
E acrescentou isso com tanta gentileza que me desarmou, enquanto me estendia o lenço que eu tinha dado a ela noites atrás, claro, passado e até com um pouco do perfume dela.
- Nenhum, senhora.
- Muito obrigada - finalizou, voltando a atenção pro que estava fazendo.
Saí sorrindo por dentro e desejando que o expediente acabasse logo pra ficar a sós com a minha chefe. Nós dois sabíamos que aquele relatório era uma coisa totalmente resolvida, mas eventualmente ela me mencionaria aquilo não mais como uma ordem, mas como um convite tácito. Um convite que eu nunca recusei.
1 comentários - Madura gostosa - Na coleira da minha chefe